QUANTO MAIS CORRUPTA A REPÚBLICA, MAIOR O
NÚMERO DE LEIS.
A transmissão
automática surgiu na década de 30 e
foi vista com desconfiança pelos motoristas tupiniquins até recentemente, devido
ao custo elevado de manutenção, escassez de mão de obra especializada e
expressivo aumento no consumo de combustível. Nessa tecnologia, um conversor de torque faz o papel da embreagem e um conjunto de planetárias,
auxiliado por um sofisticado mecanismo de apoio, produz as relações de transmissão que são repassadas às rodas motrizes. As caixas automatizadas,
por sua vez, despontaram e desapareceram no final dos anos 90 (com o malogrado Citymatic
do Pálio), para ressurgir em 2007 com o Easytronic, da GM, logo
seguida pela VW, FIAT e FORD, não necessariamente nessa ordem. Como esses
modelos são mais baratos e fáceis de manter por utilizarem os mesmos componentes da transmissão
manual (a diferença fica por conta dos robôs,
que acionam a embreagem trocam as
marchas), as montadoras os vêm direcionando a veículos "intermediários" – ou mesmo populares, como é o caso da FIAT, que vem desenvolvendo uma solução
voltada especificamente ao UNO.
Observação: Problemas
recorrentes com a transmissão robotizada
Easytronic da Meriva levaram
muitos proprietários (taxistas, em sua maioria) a substituí-la pelo câmbio
mecânico – prejuízo que, até onde eu sei, não foi ressarcido pela GM. A propósito, eu tive uma Meriva 2008 que deixou de acionar a
embreagem com pouco mais de 6.000
km rodados, mas a concessionária reprogramou o sistema e
não houve mais problemas até eu vender o carro, cerca de um ano depois. Entretanto,
parece que esse desacerto foi sanado na segunda versão do Easytronic, que ganhou o sobrenome GenII e passou a ser fornecido pela Magneti Marelli.
Essas tecnologias facilitam sobremaneira a condução dos veículos,
já que o motorista só precisa ligar o motor (na maioria dos câmbios automáticos, a alavanca deve estar em P e o pedal do freio, pressionado),
selecionar a opção D e acelerar. O
sistema se encarregará de engrenar as marchas mais adequadas a cada momento – até
oito nos modelos mais sofisticados, que também permitem a troca sequencial, coisa que até algum tempo atrás era prerrogativa
dos câmbios automatizados. (Para mudar manualmente as marchas, basta puxar a alavanca para a esquerda e
pressioná-la levemente para adiante
ou para trás, de maneira a selecionar
a próxima marcha ou reduzir para a imediatamente inferior, conforme o caso).
Caixas automáticas
mais antigas podem trazer posições identificadas como 1 e 2, além das tradicionais P (Park), R (ré), N (neutro ou
ponto-morto) e D (drive). Esta
última permite utilizar todas as marchas disponíveis, ao passo que 1 mantém o câmbio na primeira marcha e 2 alterna entre a primeira e a segunda
– o que pode ser útil em aclives acentuados, ao puxar reboques ou mesmo para
usar o freio motor em longos declives.
Câmbios automatizados
não têm a posição P – mas, por
segurança, só permitem ligar o motor com a alavanca em N e, conforme o modelo, com o pedal do freio pressionado. Com a
alavanca em D, o comportamento é idêntico
ao dos automáticos, e se você acionar a tecla S (Sport), a troca de marchas será feita em rotações mais elevadas,
propiciando um comportamento "esportivo" (que a gente nem sempre
percebe, sobretudo no uso urbano).
Evite engrenar a ré
com o carro em movimento – nos automáticos, isso vale também para a posição P, que trava as rodas motrizes. Parado
no trânsito, habitue-se a acionar o
freio de mão, especialmente em aclives. Note ainda que, embora os automáticos
podem ser retidos dosando a aceleração, essa prática e desaconselhável nos
automatizados, pois reduz sensivelmente a vida útil da embreagem.
Outra diferença digna de menção é a dirigibilidade: nos
automáticos, basta colocar a alavanca em D
ou R para manobrar o veículo – a
função creeping faz o carro se
movimentar automaticamente –, mas nos automatizados é preciso recorrer ao
acelerador. Demais disso, a troca de
marchas costuma produzir "trancos" nos veículos automatizados,
devido ao corte na rotação durante o desacoplamento/acoplamento
da embreagem. Entretanto, basta você se familiarizar com o sistema para "antecipar"
as mudanças e minimizar esse inconveniente dosando a pressão no acelerador.
Em tese, veículos com transmissão
automática ou automatizada de última
geração são mais econômicos do que
seus equivalentes com câmbio manual,
mas, na prática, a teoria é outra, pois os resultados podem variar conforme o combustível utilizado, as condições do trânsito e a maneira de dirigir de cada motorista. Eu,
particularmente, jamais obtive mais do que 6 km por litro de álcool com qualquer dos
três modelos automáticos de verdade
que tive depois da Meriva.
Observação: Tanto
numa tecnologia quanto na outra, as trocas de marchas nem sempre ocorrem no
momento desejado, embora seja possível forçar reduções através do "kick down" – prática que consiste
em pressionar o acelerador até o final de seu curso. Também não espere arrancadas cinematográficas, riscando o
asfalto em meio a nuvens de fumaça (burn
out). Embora qualquer veículo popular seja capaz de "cantar
pneus" se você engrenar a primeira marcha e elevar o giro do motor até o
regime de torque máximo antes de liberar o pedal da embreagem, somente motores
com abundância de torque e potência são
capazes de compensar o "delay" característico do conversor de torque e das limitações do acionamento robotizado da
embreagem.
Para encerrar (ufa!), não custa lembrar que já existem
sistemas ainda mais sofisticados, como é o caso do transmissão
continuamente variável - no qual duas polias de diâmetro
variável, unidas por uma correia metálica, substituem as engrenagens
convencionais e proporcionam aceleração contínua, sem trancos, dando a impressão
de que o veículo nunca troca de marcha. Outra solução interessante é a
transmissão de dupla embreagem, desenvolvida com vistas a veículos de competição, que necessitam de trocas de marchas mais rápidas. Nessa tecnologia, uma embreagem controla as marchas pares e a outra, as ímpares, de modo que, quando a primeira está engatada, a segunda já está "em espera", e assim sucessivamente. Como a troca de marchas é instantânea, não é preciso cortar a força do motor nem aliviar o pé do acelerador para evitar trancos
Observação: As ultimas versões do EcoSport e do New Fiesta integram a transmissão PowerShift, de dupla embreagem, que, segundo a FORD, tanto melhora o desempenho quanto reduz o
consumo de combustível (clique aqui para mais
detalhes).
Para finalizar (agora de verdade), qual a melhor opção? O
velho e confiável câmbio manual, a
cara transmissão automática ou a não
tão cara (mas ainda um tanto nebulosa) caixa
automatizada?
Fica a gosto do freguês. De uns tempos a esta parte, sentar
ao volante de um carro com câmbio manual me provoca urticária, ao passo que
minha irmã há anos reluta em conceder férias à perna esquerda, por mais que eu
a venha estimulando a fazer um test-drive.
- Quanto à transmissão automatizada, não custa lembrar que a gente geralmente recebe aquilo pelo que pagou, e que essa modalidade não é nem manual, nem automática, pois utiliza tanto a caixa de mudanças como o sistema de embreagem dos veículos manuais, embora conte com robôs para embrear,debrear e trocar as marchas.
- Caso você tencione adquirir um automático de segunda mão, procure sinais de vazamento (o fluido da transmissão automática parece xarope de groselha, tanto na cor quanto na consistência) e fuja daqueles cuja troca de marchas entre P, D e R levem mais do que dois segundos (especialmente se forem acompanhadas de trancos e ruídos esquisitos).
- Verifique no livreto de manutenção se as revisões foram feitas dentro dos prazos estabelecidos pelo fabricante (especialmente se o veículo ainda estiver dentro do prazo de garantia, que hoje pode chegar a 5 anos). Rode por ruas sossegadas para "sentir" melhor as trocas de marchas – que devem ocorrer de maneira suave, sem ruídos, trancos ou aumento de rotação do motor que não reflita nas rodas motrizes (patinagem) – e depois procure desenvolver velocidades mais elevadas, avançando e reduzindo as marchas (alguns problemas só se manifestam depois que a transmissão atinge temperaturas mais elevadas).
Na dúvida, consulte seu mecânico de confiança e... boa
sorte!
Passemos agora à piadinha da vez;
A melhor resposta, como sempre, é depende:
Se forem gays,
bastam seis: um para trocar e cinco para ficar gritando: Linda! Poderosa!
Maravilhosa! Divina! Tuuudo!
Se forem peruas, só duas: uma para chamar o eletricista e a
outra para preparar os drinques.
Psicólogos, um só, desde que a lâmpada queira ser trocada.
Loiras? Cinco: uma para segurar a lâmpada e as demais para
girar a cadeira.
Consultores? Dois, porque um sempre abandona o trabalho no
meio do projeto.
Bêbados? Basta um só (para segurar a lâmpada enquanto o teto
vai rodando).
Sertanojos? Dois: Um troca a lâmpada enquanto o outro compõe
uma canção sobre os bons tempos da lâmpada antiga...
Machões? Nenhum (macho não tem medo do escuro).
Patricinhas? Duas: Uma pra segurar a Coca light e outra pra
chamar o papai.
Argentinos? Um só basta, já que ele segura a lâmpada e o
mundo gira ao seu redor.
Funcionários Públicos? Uns 250, mas quem vai trocar mesmo é
o terceirizado!
Mulher com TPM: SÓ ELA! SOZINHA! Porque NINGUÉM dentro desta casa sabe trocar uma lâmpada!
São todos uns imprestáveis que nem percebem que a lâmpada queimou!
Todos uns INÚTEIS, que podem ficar no escuro por três dias
antes de notar que a MERDA DA LÂMPADA QUEIMOU – e passarão mais uma semana
esperando que EU troque essa PORRA, porque acham que sou ESCRAVA deles! E
quando se derem conta de que eu não vou trocar MERDA NENHUMA, eles vão
continuar no escuro, pois não sabem que as lâmpadas novas ficam na PORRA DA
DESPENSA! E se por milagre algum deles encontrar as lâmpadas novas, vão subir
na poltrona e sujar o pano, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica
guardada!
Como é inútil esperar que eles troquem a lâmpada, então vou
EU MESMA trocá-la! E SUMA DA MINHA FRENTE, QUE HOJE EU NÃO TÔ BOA E NÃO
RESPONDO PELOS MEUS ATOS!
Bom f.d.s. a todos.