segunda-feira, 17 de maio de 2010

TV3D

Semanas atrás, assisti à mega-produção AVATAR, cuja edição final exigiu o trabalho conjunto de 4.352 servidores, cada qual com 2 processadores Xeon de quatro núcleos e 24 GB de RAM (perfazendo um total de 102 TB de memória). Vi o filme em DVD, sem os efeitos visuais tridimensionais exibidos na telona, que certamente deixam ainda mais esplendoroso o cenário paradisíaco criado por James Cameron.
A propósito, ao contrário do que muita gente imagina, filmes em 3D não são exatamente uma novidade, já que surgiram em meados do século passado e tornaram a aparecer lá pela década de 80 (curiosamente, ambas essas “aparições” provocaram apenas um surto de popularidade, vindo a “morrer” logo em seguida). No entanto, nunca houve uma tentativa séria de TV3D, conquanto isso deva mudar em breve: fabricantes como a SAMSUNG, SONY e LG já começam a vender no Brasil aparelhos compatíveis com essa tecnologia, e a despeito dos filmes e programas produzidos especialmente para essa plataforma ainda serem raros, esses televisores são capazes de acrescentar profundidade em três dimensões às transmissões convencionais.
Segundo os especialistas, assistir a um filme em 3D nada mais é do que enganar o cérebro, já que o conceito básico dessa tecnologia consiste em unir duas imagens em 2D para criar o efeito tridimensional (cada olho do espectador registra uma imagem diferente, que o cérebro funde numa só, provocando a ilusão de profundidade). Em outras palavras, a tela exibe duas imagens com cores ou posições diferentes, e os óculos, que funcionam como filtros, fazem com que cada olho enxergue apenas uma delas. A título de curiosidade, esses óculos podem ser ativos ou passivos. No primeiro caso, dois painéis LCD substituem as lentes convencionais e, sincronizados por infravermelho, mostram as imagens alternadamente para cada olho; no segundo, eles podem ser anaglíficos (modelos que filtram as imagens por cor) ou polarizados (que fazem a separação por ondas, na vertical e na horizontal).
A maioria dos aparelhos de TV3D traz um ou, no máximo, dois pares de óculos, limitando o número de telespectadores que podem assistir simultaneamente à programação (óculos adicionais podem ser comprados separadamente, é claro, mas custam em torno de R$250). Dentro de algum tempo, todavia, é provável que esse assessório se torne dispensável (aliás, isso já se dá com alguns modelos).
Como costuma ocorrer com toda novidade tecnológica, o preço de lançamento vai à estratosfera, mas acaba caindo progressivamente com a popularização e aumento da produção (atualmente, o UN46C8000 da Samsung, primeiro modelo a desembarcar aqui pelas nossas bandas, está sendo vendido por cerca de R$8000).
Para finalizar, vale lembrar que o efeito 3D pode não ser perceptível para quem sofre de estrabismo, daltonismo ou redução significativa da visão, bem como que algumas pessoas (notadamente os epiléticos, bêbados e gestantes) podem sentir desconforto pelo fato de os olhos focarem e desfocarem rapidamente as imagens.
Bom dia a todos e até mais ler.
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