quarta-feira, 4 de maio de 2016

VOCÊ SABE USAR O EMAIL?

A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE A BIOLOGIA E A MATEMÁTICA É QUE, NA PRIMEIRA, DIVISÃO E MULTIPLICAÇÃO SÃO SINÔNIMOS.

Lá pelos idos de 1971, o programador norte-americano Ray Tomlinson ― falecido no início do mês passado ― combinou recursos de aplicativos já existentes e, por brincadeira, passou a enviar emails (apenas em texto puro) para si mesmo e para seus colegas. Naquela época, o conceito de correio eletrônico já havia sido implementado no Automatic Digital Network ― sistema rudimentar de comunicação de dados desenvolvido em meados dos anos 1960 ―, mas a versão aprimorada por Tomlinson foi a primeira capaz de enviar mensagens entre diferentes nós conectados à ARPANET.

Observação: Tomlinson também definiu o uso do símbolo arroba (@) ― que na língua inglesa representa a preposição “at”) para distinguir as mensagens destinadas às caixas de correio na máquina local das que se dirigiam à rede, e criou para si próprio o primeiro endereço de e-mail (tomlinson@bbn-tenexa).

O fato é que o correio eletrônico se tornou extremamente popular entre os internautas, notadamente pela celeridade ― um email leva apenas alguns segundos para chegar ao destinatário, não impostando em que parte do mundo este se encontre ― e, mais adiante, pela capacidade de transportar praticamente qualquer arquivo digital ― de texto, imagem, áudio, vídeo, e até mesmo códigos maliciosos). Essa praticidade fez desse serviço uma das formas de comunicação mais utilizadas hoje em dia ― para o desgosto dos fabricantes de aparelhos de fax, cuja promissora carreira foi abreviada ―, embora ele seja também um dos mais mal-usados, como veremos a seguir.

O primeiro “erro” remonta ao alvorecer da Internet, quando os neófitos se orgulhavam de ter um endereço eletrônico com seu nome seguido do sinal de arroba e do domínio. Hoje em dia, no entanto, usar nome e sobrenome ― ou uma combinação de ambos ― é oferecer de bandeja informações que, nas mãos de um malfeitor digital experiente, pode oferecer indícios importantes sobre o dono da conta. Então, prefira sempre criar sua conta com um nome que faça sentido para você, mas que não dê pistas que levem à sua pessoa caso alguém mal-intencionado resolva fazer uma busca no Google, por exemplo).

Outro erro comum é ser prolixo na redação das mensagens. O ideal é ser o mais sucinto possível, já que um email longo é o caminho mais curto para que ele seja ignorado ou lido sem maior atenção ― afinal, não é todo mundo que tem tempo ou paciência para ler verdadeiros “tratados”. Então, a dica é reduzir o texto ao mínimo indispensável e evitar tratar de vários assuntos numa mesma mensagem.

Antes de escrever um email, procure ser o mais claro possível ― talvez você domine o assunto em questão, mas o destinatário, não. E quando for responder uma mensagem, mantenha o texto original, pois isso pode ser útil para refrescar a memória do interlocutor. Se quiser que algo seja feito, peça de maneira explícita ― evitando forçar a outra pessoa a escarafunchar o corpo de texto em busca dessa informação ou, pior, extrair dele algo que você simplesmente deixou implícito. E se desejar uma resposta, escreva isso com todas as letras, ou você não terá como saber se o destinatário realmente tomou conhecimento da sua mensagem.   

Preencha assunto somente quando concluir a redação do texto. Use uma frase direta e curta, mas que dê uma ideia do conteúdo sem que seja preciso abrir o email ― aliás, é importante não deixar esse campo em branco ou preenche-lo com algo como “Oi” ou “Bom dia”, pois o assunto pode ser decisivo na hora de o destinatário decidir se vai ler ou excluir a mensagem sem abrir. 
Deixe para preencher por último o campo “Para”, evitando, assim, despachar um email pela metade (ao clicar sem querer no botão Enviar) ou escrever coisas que não deve para pessoas que não as deveriam ler. E não deixe de conferir se os anexos foram devidamente adicionados.
Sempre que for reencaminhar mensagens, use a cópia oculta, que resguarda a privacidade dos destinatários (os puristas recomendam inserir seu próprio e-mail no campo "Para:", mas não há problema algum em você deixar esse campo em branco). Evite usar somente letras maiúsculas no corpo de texto (isso é considerado quase um insulto, pois dá a impressão de que o remetente está gritando).

Ao compor o texto, divida-o em vários parágrafos curtos e seja conciso também ao assinar a mensagem (evite colocar nome completo, nome da empresa, cargo, endereço, telefone, celular, fax, contato do Skype etc.). Ao responder emails provenientes de listas de discussão, apague o histórico que fica registrado na parte inferior da mensagem (assim, apenas o texto importante e relacionado com sua resposta será enviado). Se a ideia for enviar um conteúdo divertido, preencha o campo "assunto" com a palavra “Piada”, de forma que os destinatários possam separar a mensagem do conteúdo importante e deixar para lê-la num momento oportuno.

Por hoje é só, pessoal. Amanhã a gente continua. Abraços e até lá.
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