terça-feira, 3 de janeiro de 2017

MANUTENÇÃO PREVENTIVA (CONTINUAÇÃO)

QUEM DESDENHA QUER COMPRAR, QUEM DISFARÇA ESTÁ ESCONDENDO, MAS QUEM DESDENHA E DISFARÇA NÃO SABE O QUE ESTÁ QUERENDO.

Conforme a gente viu no post anterior, as ferramentas de manutenção do Windows cumprem sua função, mas é possível ampliar a gama de recursos e obter melhores resultados com suítes de terceiros, tanto pagas quanto gratuitas. Dentre as diversas opções disponíveis na Web para download, eu selecionei alguma das que mais gosto, e cuja adoção recomendo a quem interessar possa:

Começo pelo CCleaner, da Piriform, que é sucesso tanto de crítica quanto de público. Sua interface, limpa e intuitiva, dá acesso às ferramentas através de 4 botões: Limpeza, Registro, Ferramentas e Opções ― na versão gratuita, existe ainda um quinto botão, que remete à página onde o interessado pode fazer a migração para a versão paga, que custa cerca de R$ 70 ― que inclui alguns recursos adicionais, mas, na minha modesta opinião, a opção gratuita atende satisfatoriamente à maioria dos usuários. Na sequência de postagens publicada no final de 2015, eu publiquei uma avaliação circunstanciada ― que pode lhe dar uma ideia de como usar as ferramentas, a despeito de o fabricante ter disponibilizado novas edição a partir de então. que o fabricante tenha liberado novas versões desde então. Para obter mais detalhes e fazer o download dos arquivos de instalação a partir do site do fabricante, clique aqui.

O Advanced System Care, da IOBit, é outra suíte de manutenção eficiente e popular que eu já abordei em diversas oportunidades (para conferir, digite o nome do programa no campo de buscas do Blog e pressione Enter). Da mesma forma como o CCleaner, o ASC é distribuído tanto como shareware quanto como freeware. Você pode baixar e instalar a opção gratuita e registrá-la posteriormente, se quiser ter acesso a diversos recursos adicionais (o registro custa R$ 76,99). Para comparar as versões, obter informações adicionais e fazer o download, siga este link.

Por hoje é só, pessoal. Volto com mais dicas de suítes de manutenção ao longo das próximas postagens.

NOVO INSULTO AOS BRASILEIROS ― Editorial do Estadão

No momento em que as enormes dificuldades e incertezas da conjuntura política, econômica e social do País não encorajam previsões auspiciosas de um Feliz Ano Novo, soa como escárnio a desfaçatez com que o PT vem a público para confirmar a intenção de lançar a pré-candidatura de Lula à Presidência da República “com um programa de reconstrução da economia nacional”. Porque assim, afirma o presidente nacional do partido, Rui Falcão, “ficará muito claro para a população qual o objetivo dessa perseguição”, de que seu líder é “vítima”.

É um desafio estimulante imaginar qual possa ser o “programa de recuperação da economia” a que se refere o alto comissário petista. O país tem um governo em exercício há menos de oito meses, encabeçado por Michel Temer, cuja prioridade tem sido criar condições exatamente para resgatar dos escombros o que sobrou da economia nacional, varrida pela “nova matriz econômica” que Dilma Rousseff tirou da manga do colete. Talvez os petistas tenham em mente agora uma “novíssima matriz econômica”, já que nem mesmo um surto de insanidade poderia justificar a repetição de um erro pelo qual pagam hoje, de modo muito especial, mais de 12 milhões de brasileiros desempregados.

Em resumo: qual a credibilidade do PT para propor qualquer coisa na área econômica depois de ter praticamente destruído o mercado brasileiro com sua obstinação pela concentração de poderes nas mãos de um governo que prometia “distribuir” a riqueza mas acabou dizimando o que compartilhar? Pior: um governo que liberou os cofres públicos a políticos e empresários corruptos, todos eles beneficiários de uma promiscuidade que, a partir do Palácio do Planalto, alastrou-se como nunca antes na história deste país por todos os desvãos da administração federal direta e indireta.

O lançamento da pré-candidatura presidencial de Lula é, na verdade, o derradeiro recurso do PT para garantir a sobrevivência política de ambos: o partido e seu líder maior. Do ponto de vista eleitoral, até onde a vista alcança deverá prevalecer o veredicto selado nas urnas municipais de outubro, que transformou o PT exatamente naquilo que sempre usou para desqualificar as legendas concorrentes: um partido sem votos. A pré-candidatura presidencial de Lula – cuja imagem, como sempre, sobrepaira à de seu partido – serviria, pelo menos, para lembrar à militância que o PT ainda existe.

Ocorre que é no mínimo improvável que Lula consiga sobreviver ileso à Lava-Jato. Foi-se o tempo em que os figurões da República estavam fora do alcance da Justiça. Hoje as cadeias estão abarrotadas de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, juízes, executivos, donos de grandes corporações privadas e criminosos do colarinho branco das mais variadas extrações, a maior parte lá colocados a partir do advento da Operação Lava-Jato.

Mas, de acordo com o que deixou claro Rui Falcão, é necessário fazer uma distinção entre os petistas e os demais investigados e condenados pela Lava-Jato. Os episódios de corrupção que envolvem correligionários de Lula, segundo Falcão, “nós vamos avaliá-los a nosso próprio juízo, dado o processo de parcialidade que tem na Justiça brasileira”. Quer dizer, quanto à condenação de um Eduardo Cunha ou de um Sergio Cabral, ambos do PMDB, nada a opor. Mas, quando se trata de petistas acusados, “temos mecanismos internos, comissão de ética, uma corregedoria, para avaliar comportamentos de filiados dentro de nossas regras, com direito de defesa, contraditório, no devido processo legal do PT”. Ou seja, a Justiça que vale, para os petistas, é a do PT. O que não é novidade, pois já no julgamento do mensalão os dirigentes petistas condenados foram imediatamente glorificados, pela direção partidária, com a honrosa condição de “guerreiros do povo brasileiro”.

Em resumo, Lula e o PT continuam exatamente os mesmos. Haverá quem caia de novo nessa esparrela?

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