sexta-feira, 3 de julho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — MARTE FICA LOGO ALI

AFIRMAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS EXIGEM EVIDÊNCIAS EXTRAORDINÁRIAS.

Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias de propulsão avançada tem sido um dos principais focos de pesquisa para tornar as viagens espaciais mais rápidas e eficientes, e a busca por métodos que visam reduzir significativamente o tempo de viagem até Marte ganhou destaque, especialmente com o interesse crescente de agências como a NASA e de empresas privadas em missões tripuladas ao planeta vermelho. 


A possibilidade de irmos até nosso "vizinho de porta" em apenas 45 dias representa um avanço considerável em relação aos sistemas de propulsão convencionais, e os propulsores de plasma e nuclear térmico oferecem vantagens em termos de eficiência e velocidade, O desafio, no entanto, está em superar as barreiras técnicas e energéticas, que ainda limitam a aplicação prática dessas soluções em voos tripulados.


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Diz o ditado que a justiça tarda mas não falha (e que todos são iguais perante a lei, embora evite mencionar que alguns são "mais iguais do que os outros"). Seja como for, a PF finalmente chegou ao primeiro escalão do caso Americanas, nascido como um rombo de R$ 20 bilhões que levou a rede varejista Americanas ao noticiário no início de 2023. Ou seja: demorou três anos e meio para que a Justiça enviasse os agentes à porta de integrantes do primeiro escalão do escândalo

No início, o logro financeiro foi chamado pelo apelido de "inconsistência contábil". Quando a maquiagem do balanço desbotou, os acionistas de referência do grupo — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — , tidos como magos do capitalismo, fizeram circular uma nota na qual se lia: "Jamais tivemos conhecimento...".

Ao lançar mão de uma versão privada do "eu não sabia", frase-lema dos políticos encrencados, era como se os bambambãs do mercado tomassem distância do empreendimento fazendo pose de navios que abandonavam os ratos.

A reboque das batidas policiais veio o bloqueio de R$ 54 bilhões dos investigados, que podem e devem exercitar o sacrossanto direito de defesa dentro das regras do jogo, mas sem transpor para a iniciativa privada os arranjos que sepultam provas vivas em inquéritos estatais.


A propulsão de plasma utiliza um gás ionizado (plasma) que é acelerado por campos elétricos ou magnéticos para gerar impulso. Diferentemente dos foguetes químicos tradicionais, esse método proporciona um impulso específico muito maior, o que significa maior eficiência no uso do propelente.


Normalmente, gases inertes como o xenônio são empregados, sendo ionizados e acelerados a velocidades elevadas antes de serem expelidos pela parte traseira da nave, mas essa tecnologia é especialmente atrativa para missões de longa duração, pois permite economizar combustível e aumentar a carga útil transportada. 


Observação: Para operar de forma eficiente, a propulsão de plasma exige fontes de energia robustas, como reatores nucleares compactos, capazes de fornecer a potência necessária para manter o sistema em funcionamento durante toda a viagem.


Entre os projetos mais conhecidos de propulsão de plasma está o VASIMR (Variable Specific Impulse Magnetoplasma Rocket), desenvolvido pela Ad Astra Rocket Company. Ele foi projetado para oferecer flexibilidade em termos de impulso e potência, podendo ser ajustado conforme as necessidades de cada fase da missão. A expectativa é que, com uma fonte de energia adequada, seja possível reduzir o tempo de viagem até Marte para cerca de 45 dias.


Além do VASIMR, a propulsão nuclear térmica também tem recebido atenção significativa. Nesse sistema, um reator nuclear aquece um propelente, geralmente hidrogênio, que é então expelido para gerar impulso. Recentemente, testes realizados pela NASA e por empresas parceiras têm demonstrado avanços no desenvolvimento de componentes capazes de suportar as condições extremas do espaço.


Outras abordagens, como propulsores Hall e propulsores magneto-hidrodinâmicos, também estão em fase de pesquisa em diferentes países, incluindo a China. Atualmente, o uso de Inteligência Artificial (IA) na modelagem e no controle de motores também vem ganhando espaço nesses projetos, otimizando trajetórias e tornando o processo de viagem ainda mais eficiente.


Apesar dos avanços, a implementação prática dessas tecnologias enfrenta obstáculos importantes. A geração de energia suficiente para alimentar motores de plasma de alta potência é um dos principais desafios, especialmente em missões de longa duração. Além disso, é necessário garantir a durabilidade dos materiais utilizados nos motores e proteger a tripulação contra a radiação espacial, que se torna mais intensa em viagens de alta velocidade.


Reatores nucleares compactos ainda estão em fase de testes e precisam ser adaptados para uso seguro em missões tripuladas — viagens mais rápidas podem aumentar a exposição dos astronautas à radiação cósmica, exigindo soluções inovadoras de blindagem e motores capazes de operar por longos períodos sem falhas, suportando as condições adversas do espaço profundo. Além desses pontos, questões relacionadas à segurança, custo e viabilidade técnica continuam sendo avaliadas por especialistas e engenheiros do setor aeroespacial.


Com o progresso contínuo nas pesquisas de propulsão de plasma e nuclear térmica, a expectativa é que missões mais rápidas e eficientes para Marte se tornem realidade nos próximos anos. A redução do tempo de viagem não apenas facilita a logística das missões, mas também contribui para a segurança e o bem-estar dos astronautas. À medida que novas tecnologias são testadas e aprimoradas, a exploração humana do Sistema Solar pode avançar de forma significativa, abrindo caminho para futuras colônias e descobertas além da Terra.


A meta de 45 dias para chegar a Marte ainda depende de soluções inovadoras em energia e engenharia, mas o interesse global e os investimentos crescentes tornam esse objetivo cada vez mais plausível, e a colaboração entre agências espaciais, empresas privadas e centros de pesquisa será fundamental para transformar esses avanços em realidade.


Continua…

quinta-feira, 2 de julho de 2026

ATMOSFERA NOS CONFINS DO SISTEMA SOLAR

A SABEDORIA É UM PARADOXO: QUEM MAIS SABE É JUSTAMENTE QUEM RECONHECE A VASTIDÃO DA SUA IGNORÂNCIA

Astrônomos detectaram uma fina atmosfera ao redor de um pequeno corpo celeste localizado após a órbita de Netuno — que se tornou o planeta mais afastado do Sol em 2006, quando Plutão foi rebaixado a objeto transnetuniano.

A descoberta do 612533 2002 XV93 — um corpo de cerca de 250 quilômetros de raio localizado no cinturão de Kuiper, a quase 6 bilhões de quilômetros da Terra — foi publicada na revista "Nature Astronomy" e desafia a ideia de que apenas planetas e corpos celestes maiores conseguem manter atmosferas estáveis.


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Paixões cegam, principalmente as da política, pois impedem as pessoas de enxergarem o que está acontecendo bem diante de seus focinhos. Mas governantes demagogos e populistas também atiram contra o próprio pé no afã de manter os votos dos imbecis que os idolatram É o caso da bomba que o atual governo deixou armada para si mesmo, caso o macróbio eneadáctilo conseguir se reeleger, ou que exigirá medidas impopulares de qualquer outro que vença as eleições. A ata da última reunião do COPOM deixou claro que a inflação será acima do que há pouco tempo ainda se previa e que as causas disso são as consequências inflacionárias da guerra no Oriente Médio e a expansão dos gastos públicos combinada com os incentivos ao consumo, especialmente via crédito. Em busca do ambicionado quarto mandato, o macróbio petista tem feito "o diabo" e injetando quase R$ 200 bilhões em subsídios, programas dos mais variados tipos, dentro e fora do orçamento. A pergunta é: o que vem depois? A resposta está numa frase atribuída ao rei francês Luís XV, mas que na verdade teria sido dita pela amante dele: "depois de mim, o dilúvio". E foi exatamente o que aconteceu.


A observação foi feita em 10 de janeiro de 2024 a partir de três pontos do Japão. Em Kyoto, um telescópio compacto foi instalado no terraço da Universidade de Kyoto; no observatório de Kiso, foi usado um telescópio Schmidt de 1,05 metro equipado com uma câmera de alta resolução temporal. O terceiro ponto, em Fukushima, foi operado pelo astrônomo amador Katsumasa Hosoi, com um telescópio de 25 centímetros.


Em vez do apagar e acender abrupto típico de objetos sem atmosfera, a luz da estrela diminui de forma gradual durante a ocultação — assinatura característica de uma camada fina de gás ao redor do objeto, que desvia ligeiramente os raios de luz antes do bloqueio total. A maneira como esse brilho diminui ao longo do tempo permite identificar características do objeto, como seu tamanho, formato e até a presença de material ao redor. A análise indica uma pressão atmosférica entre 100 e 200 nanobares — cerca de 5 a 10 milhões de vezes mais fina que a atmosfera terrestre.


Os pesquisadores testaram três cenários para a composição química do gás: metano, nitrogênio e monóxido de carbono. Os três modelos são compatíveis com os dados, mas ainda não é possível distinguir qual corresponde à realidade. São justamente os mesmos compostos que formam a atmosfera de Plutão.


Observação: A maioria das pessoas minimamente interessadas em astronomia sabe que nossa Lua tem uma "face oculta", ou seja, que jamais é avistada a partir da Terra. Mas muitos não sabem que isso se deve à rotação sincronizada, resultante de um ajuste gravitacional que mantém o satélite "travado" em relação ao nosso planeta. Como a Lua não gira só em torno da Terra, mas também em torno de si mesma — e leva cerca de 27,3 dias para completar ambos os movimentos — a mesma face do satélite fica visível para quem está na Terra. Um erro comum, cometido até pela banda Pink Floyd no álbum “The Dark Side of The Moon” (1973), é chamar a face escondida de "lado escuro da Lua", já que ele recebe tanta luz solar quanto o lado que vemos. É fato que a maior parte dessa face nunca pode ser vista diretamente da Terra.

No fim das contas, até um pequeno pedregulho gelado, perdido na periferia do Sistema Solar, pode guardar segredos capazes de constranger nossas certezas. O Universo tem esse hábito irritante: quando achamos que já entendemos as regras, ele muda o roteiro e nos lembra, com elegância cósmica, que ainda estamos longe de conhecer toda a história.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — MAIS SOBRE OVNIs, UAPs E AFINS

A RAPOSA SEMPRE OUVE O TOQUE DA CORNETA E O LATIDO DOS CÃES.

Há inúmeros relatos de avistamentos de objetos voadores não identificados que os cientistas e governos ainda sabem explicar.


Até pouco tempo atrás, OVNIs — ou UFOs, ou ainda UAPs — eram rotulados como fenômenos atmosféricos mal interpretados ou alucinações coletivas alimentadas por teorias da conspiração. Mas isso não apaga as suspeitas de que visitas alienígenas à Terra sejam mais antigas do que imaginamos.


Projetos como o Mogul — balões metálicos para espionagem nuclear na Guerra Fria — esclarecem alguns casos, porém naves capazes de pairar como helicópteros e disparar a velocidades hipersônicas seguem sem explicações convincentes, e supostos acidentes com artefatos extraterrestres continuam sem solução — no mais das vezes, os órgãos oficiais se limitam a negá-los, a despeito de os indícios saltarem aos olhos.


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O caso Master derrubou o líder do governo no Senado, seis dias depois da operação da PF que teve Jaques Wagner como alvo.

A pré-campanha de Bolsonarinho, que poderia ter um momento positivo com o caso chegando ao PT, acabou tendo que lidar com problemas internos e correr para apagar o fogo acendido por um vídeo da madrasta Michelle com acusações contra o enteado.

Falando na famiglia do refugo da escória da humanidade, em depoimento sobre a apreensão de sua arma com um segurança, durante uma blitz, o ex-presidente e atual presidiário Jair Bolsonaro disse que não poderia ficar desarmado em seu domicílio prisional, pois tem "três mulheres em casa".

A insinuação de que não hesitaria em atirar contra eventuais agressores de Michelle, da filha e da enteada soou infundada — porque sua residência conta com vigilância integral e contínua da Polícia Penal do DF — e contraditória — porque a valentia do preso destoa do quadro de enfermidade crônica esgrimido pela defesa para reivindicar no Supremo a prorrogação do benefício da prisão domiciliar humanitária. Uma das consequências possíveis é a regressão do regime prisional, com o retorno do condenado ao cárcere. Quer dizer: usando a língua como gatilho, Bolsonaro atingiu o próprio pé.


Em 1947, o Roswell Army Air Field anunciou a queda de um "disco voador" no deserto do Novo México, mas se retratou em seguida, afirmando tratar-se de um balão meteorológico. O episódio eternizou a cidade como berço da ufologia e a Área 51 como epicentro de conspirações alienígenas.


Décadas depois, Bill Clinton ordenou investigação federal sobre "o que diabos rolava lá", e a CIA admitiu a base no deserto de Nevada — mas jurou que era só para aviões espiões.


Em 2010, dezenas de oficiais americanos avistaram UAPs sobre silos nucleares na Base Aérea de Malmstrom, Montana. O ex-capitão Robert Salas descreveu uma nave vermelha e brilhante flutuando a metros do portão. No Brasil, ícones como o caso Trindade (1958), a Operação Prato e o ET de Varginha marcam contatos imediatos de variados graus.


Observação: A classificação dos "contatos imediatos" vai de 1 a 8, mas somente os três primeiros graus têm aceitação científica ampla. Os contatos de 1º grau são avistamentos de um ou mais UAPs a menos de 180 m de distância; nos de 2º grau o objeto deixa evidências físicas no ambiente, como marcas de pouso, vegetação queimada, interferência em sistemas elétricos ou efeitos fisiológicos em testemunhas; os de 3º grau envolvem a observação de seres extraterrestres (humanóides, robôs, tripulantes) associados à nave; os de 4º grau incluem a abdução de seres humanos ou relatos de mudança na realidade/percepção (encontros "de sonho"); nos de 5º grau há comunicação bilateral, proativa e consciente entre seres humanos e extraterrestres; nos de 6º grau ocorre a morte de um humano ou animal durante o encontro; e nos de 7º grau há relatos associados à criação de seres híbridos (humanos/extraterrestres).


Radares não têm crença, não mentem nem sonham, mas a ufologia depende majoritariamente de testemunhos testados por seus próprios especialistas — o que gera mais perguntas. Como aponta a tese "Objetos intangíveis: ufologia, ciência e segredo", a ufologia pega carona na ciência, mas a censura por ignorar relatos que poderiam impulsioná-la.


A NASA levou humanos à Lua e sondas ao espaço interestelar, mas nenhuma tecnologia desenvolvida até agora permite atingir velocidades próximas à da luz. Os físicos trabalham atualmente com modelos teóricos que incluem buracos de minhoca e até universos paralelos — ideias tão ousadas quanto era, na época das grandes navegações, a possibilidade de cruzar o Atlântico sem cair da borda do mundo.


Relatórios recentes do Pentágono (como os do AARO em 2024/2025) admitem UAPs inexplicáveis, mas não reconhecem a existência de ETs. Todavia, não há nada como o tempo para passar: Em 1500, Cabral demorou 44 dias para vir de Lisboa ao litoral baiano, e em 2003 o supersônico Concorde fazia o mesmo por ar em cerca de 3 horas.


Talvez ainda estejamos na era das "caravelas da física temporal", mas quem sabe o "Concorde da cronologia" não surge nas próximas décadas...


Continua…

terça-feira, 30 de junho de 2026

ECOS DO AMANHÃ

TALVEZ A FÍSICA NÃO PERMITA MUDAR O PASSADO, MAS PODE DEIXAR QUE ELE ESCUTE O FUTURO.

Graças à evolução tecnológica, a ficção científica de hoje pode ser realidade amanhã. Algumas ideias parecem sair diretamente de um roteiro de cinema, — e às vezes saíram mesmo, como é o caso do envio de mensagens para o passado.

No clímax do filme Interestelar, um pai preso em uma região bizarra do espaço-tempo encontra uma maneira de se comunicar com a filha no passado. A cena é dramática e emocionante como toda boa ficção científica, e dá margem a uma perunta: E se isso não for completamente absurdo?

Foi exatamente essa provocação que levou físicos a explorarem um conceito conhecido como curvas fechadas do tipo tempo (ou CTCs, de Closed Timelike Curve). Trata-se de caminhos teóricos no espaço-tempo, previstos pela Relatividade Geral de Einstein, onde uma trajetória "fechada" permite que um objeto retorne ao próprio passado, desafiando a causalidade linear e possibilitando viajar no tempo.

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Iniciada a Copa do Mundo, os políticos precisarão dar tratos às cacholas para manter acesa a chama de uma campanha eleitoral cuja antecipação não mobiliza a maioria da população. Desinteresse que tende a se aprofundar durante as próximas semanas. O torneio termina em 19 de julho, véspera do início das convenções partidárias que até o dia 5 de agosto deverão ter definidas as respectivas candidaturas majoritárias e proporcionais.

Candidatos a presidente, governador, senador e deputado vão procurar preencher o tempo, ocupar espaço, disputar o noticiário e certamente o farão usando referências e alusões ao futebol, por mais forçadas e artificiais que elas pareçam aos torcedores. E se voltar à cena — como certamente voltará — um tema recorrente desde 1994, quando as nossas eleições presidenciais passaram a coincidir com a Copa, descobriremos se o desempenho da seleção brasileira no campeonato tem reflexo no resultado da eleição. O histórico desses 32 anos diz que não. 

A literatura da ciência política registra esse tipo de conexão em regimes autoritários. Vimos por aqui a ligação do ditador Emílio Garrastazu Médici com a euforia da conquista do tri em 1970, mas na época das trevas não havia eleição. O tetra veio no mesmo ano de 1994 em que FHC, candidato do governo Itamar Franco, ganhou no primeiro turno, mas o mérito foi do Plano Real. Quatro anos depois, o grão-tucano repetiu o feito, tendo o Brasil perdido a final para a França.

Conquistado o penta em 2002, o governo não fez o sucessor e perdeu para o petista Lula, que foi reeleito em 2006, com a seleção sendo derrotada nas quartas de final. Em 2010, nova eliminação brasileira na mesma fase e Lula elege Dilma Rousseff — que se reelege a despeito do vexame do 7 a 1 em 2014 na Copa em casa.

Em 2018, o país de novo caiu nas quartas, o governo Temer não estava na disputa e em 2022 o Mundial do Qatar ocorreu no fim do ano, depois da eleição de Lula em outubro.

A despeito do demonstrado, o tema voltará a ser demandado.

Vale destacar que construir algo assim exigiria condições físicas totalmente fora do nosso alcance — energia absurda, estruturas exóticas e outras coisas que hoje pertencem mais à matemática do que à engenharia. Mas aí entra a física quântica para bagunçar o coreto.

Em vez de tentar viajar no tempo, alguns pesquisadores decidiram simular o comportamento de sistemas que viajariam no tempo. Em 2010, um grupo liderado por Seth Lloyd, do MIT, usou fótons emaranhados para reproduzir, em laboratório, uma versão minúscula de um “loop temporal”. Não havia ninguém mandando mensagem para o passado, mas havia matemática suficiente para sustentar a seguinte pergunta: "se isso fosse possível, o que teria acontecido com a informação?

A resposta é o tipo de coisa que faz a física parecer quase zombar da nossa intuição: mesmo em um cenário com ruído — como uma ligação cheia de interferência — a mensagem ainda chegaria ao destino, e de maneira mais eficiente do que se fosse enviada para frente no tempo.

A ideia é sutil e perturbadora: se uma mensagem volta no tempo, ela precisa ser consistente com o passado que já aconteceu, sob pena de criar um paradoxo — e paradoxos são personae non gratae nas equações. Assim, o sistema “seleciona” apenas as versões da mensagem que não geram contradições — o erro, por assim dizer, é descartado, não porque alguém o corrigiu, mas porque ele simplesmente não pode existir. Em outras palavras: a própria estrutura do tempo (ou da simulação dele) age como um filtro de ruído.

Isso não significa que estejamos prestes a enviar e-mails para 1998, mas pode significar algo talvez mais interessante: as mesmas ideias podem ser usadas para melhorar sistemas reais de comunicação e tornar redes mais eficientes e as transmissões mais confiáveis, com menos perda de informação.

A viagem no tempo continua sendo o fruto mais cobiçado — e ainda não colhido — da árvore da relatividade, mas fingir que ela é viável pode acabar sendo útil. A ironia deliciosa de tudo isso é que, ao tentarmos dobrar o tempo, acabamos aprendendo a melhorar o Wi-Fi.

No fim das contas, talvez a física não esteja tentando nos dar controle sobre o passado, mas apenas nos lembrando de algo mais desconfortável: que o tempo, assim como a informação, não é tão linear quanto se costuma acreditar.

Resumo da ópera: se você porventura receber uma mensagem perfeita demais, talvez ela tenha sobrevivido aos paradoxos do futuro antes de ser enviada a você.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — AINDA SOBRE OVNIs, UAPs E AFINS

SE NÃO EXISTE VIDA FORA DA TERRA, ENTÃO O UNIVERSO É UM TREMENDO DESPERDÍCIO DE ESPAÇO

Se os demais planetas do nosso sistema solar e suas luas são inabitados, como explicar os avistamentos de objetos voadores não identificados — UAPs (Unidentified Aerial Phenomena) ou UFOs (Unidentified Flying ObjectS) — que não podem ser catalogados como balões meteorológicos, drones, ilusões de óptica ou projetos secretos desenvolvidos pelos EUA, Rússia ou China?


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Bastou a reavaliação da prisão domiciliar humanitária despontar no horizonte para Bolsonaro reclamar de soluços, dificuldades respiratórias e outros incômodos que dificilmente o aporrinhariam se ele estivesse solto e fosse o adversário de Lula na disputa pelo Planalto. O prazo de 90 dias expirou no último dia 25, mas a PGR sugeriu a Moraes que aguardasse o final da investigação da PF sobre a pistola Glock do presidiário, que foi apreendida em uma blitz, para avaliar a "falta grave" e decidir se devolve ou não o ex-presidente para a Papudinha. Entrementes, o barraco armado por Micheque e Flávio jogou no ventilador as diferenças que envenenaram o relacionamento entre madrasta e enteado, e como ambos alegam dispor do aval do chefe do clã, caberá a ele pôr ordem no galinheiro. Michelle insinua que não agiu à revelia do marido e que não será desautorizada por ele, ao passo que Bobi Filho diz que sua candidatura é uma "missão" atribuída a ele por Bibo Pai. Já se sabia que os Bolsonaro formam uma família 100% feita de desavenças, mas a nova intriga ultrapassa as fronteiras do paroxismo. Em prisão domiciliar, o refugo da escória da humanidade é cuidado em tempo integral pela mulher e visitado regularmente pelo primogênito, mas, a essa altura, um arranjo entre quatro paredes seria pouco. Portanto, cabe ao messias que não miracula encontrar um modo de transmitir sua posição aos correligionários e, sobretudo, aos devotos, sob pena de esfarelar a tríade Deus, pátria e família. Vale destacar que Deus está chocado: falam tanto em seu nome e ignoram o ensinamento segundo o qual uma casa dividida contra si mesma não subsistirá. A pátria está espoliada e mal servida: essa caterva recebe salários do Tesouro e entrega intrigas em troca. A grande família está zonza: o bolsonarismo pergunta aos seus botões: "onde está o capitão que não coloca ordem na casa?" Mas os botões não respondem, até porque não falam com qualquer um.


Essa pergunta permanece como um dos maiores desafios científicos da atualidade. Existem indícios da existência de bactérias e outras formas de vida elementares nas luas geladas de Júpiter, em exoplanetas rochosos na zona habitável de suas estrelas e, mais recentemente, em "bioassinaturas" atmosféricas, mas todos se baseiam na presença de água líquida e elementos orgânicos, e a vida em outros lugares pode surgir de formas radicalmente diferentes das que conhecemos.


Observação: Casos como o meteorito Murchison, que contém aminoácidos e moléculas orgânicas complexas de origem extraterrestre confirmada, e o famoso meteorito marciano ALH84001, no qual pesquisadores da NASA reportaram, em 1996, estruturas que se pareciam com fósseis de bactérias. Mas isso nunca passou de hipótese contestada: a comunidade científica majoritariamente atribuiu essas estruturas a processos geológicos não-biológicos (formação mineral abiótica), e o caso nunca foi validado como prova de vida.


Ademais, identificar sinais de origem biológica é uma coisa; descobrir civilizações extraterrestres com tecnologia tão evoluída quanto a nossa — ou ainda mais avançada — é outra coisa completamente diferente.


Em 1950, almoçando com colegas no Laboratório Nacional de Los Alamos, o físico Enrico Fermi, em meio a uma conversa sobre OVNIs, fez uma pergunta aparentemente simples: "Mas então, onde estão todos?" A lógica por trás dela era devastadora: se o universo tem bilhões de anos e abriga centenas de bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas, a probabilidade estatística de que a vida inteligente tenha surgido em outros lugares é altíssima. Tempo de sobra haveria para que civilizações avançadas cruzassem o espaço — ou ao menos nos mandassem um sinal. E no entanto, silêncio.


Esse silêncio constrangedor ficou conhecido como o Paradoxo de Fermi e ainda carece de resposta satisfatória. Onze anos depois, o astrônomo Frank Drake propôs uma equação para estimar o número de civilizações extraterrestres com as quais poderíamos, em tese, estabelecer contato. Essa equação multiplica variáveis como a taxa de formação de estrelas na galáxia, a fração delas que possuem planetas, a fração desses planetas que desenvolve vida, e assim por diante — até chegar a um número final que, dependendo dos valores que você atribui a cada variável, pode ser um ou pode ser um milhão. 


A questão é que a maioria dessas variáveis é desconhecida, ou seja, em vez de ser uma resposta, essa equação é apenas uma forma elegante de organizar nossa ignorância. E foi nesse espírito que nasceu o SETISearch for Extraterrestrial Intelligence —, que desde os anos 1960 vasculha o céu em busca de sinais de rádio artificiais e padrões que não poderiam ser produzidos por fenômenos naturais. O resultado mais famoso — e frustrante — foi o chamado "Wow! signal", captado em 1977 pelo radiotelescópio Big Ear, em Ohio: um sinal tão intenso e incomum que o astrônomo de plantão escreveu "Wow!" na margem do printout.


Como nunca foi repetido nem — muito menos — explicado, esse sinal se tornou a metáfora perfeita para o estado em que nos encontramos: uma pista extraordinária, sem continuação, sem confirmação, sem contexto. Ciência sem conclusão — o que, para muitos, é insuportável, e para outros, é exatamente o que torna o problema fascinante.


Nos anos seguintes, o SETI se expandiu e recrutou milhões de computadores domésticos ao redor do mundo para processar dados do radiotelescópio de Arecibo, tornando a busca por inteligência extraterrestre em um esforço genuinamente coletivo. A iniciativa foi encerrada quando a computação em nuvem tornou o modelo obsoleto. Mesmo assim, embora nenhum sinal alienígena tenha sido encontrado, tampouco restou provado que não existe nada lá fora.


Segundo Carl Sagan, ausência de evidência não é evidência de ausência. O universo observável tem um diâmetro de cerca de 93 bilhões de anos-luz. A fração que o SETI já foi capaz de monitorar de forma minimamente sistemática é, na prática, como jogar uma rede de pesca do tamanho de um quarto numa extensão equivalente a todos os oceanos do mundo e concluir, após não pegar nada, que o mar está vazio. Não obstante, o silêncio persiste — e há quem argumente que ele é, em si, um dado importante.


Continua...

domingo, 28 de junho de 2026

CARNE ASSADA COMO MANDA O FIGURINO

UNS GOSTAM DO OLHO, OUTROS, DA REMELA

Tem gente que prefere comer mato a degustar uma picanha malpassada ou um medalhão de filé vermelhinho por dentro, mas os carnívoros inveterados — como este que vos escreve — não resistem ao "poder de sedução" de uma carne assada suculenta, tostadinha por fora e macia por dentro. Minha sugestão é usar coxão-duro, que tem gordura na medida certa, é fibroso e bom para desfiar. Mas você pode economizar alguns trocados usando cortes de segunda, como paleta, músculo ou peito. 


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No grande teatro da miséria humana, a esperança é a moeda de troca mais valiosa, e o desespero funciona como o ingresso VIP para um espetáculo de ilusões. 

Operam nesse palco duas máquinas implacáveis de moer pobre: o dízimo cobrado sob a ameaça do fogo eterno e as famigeradas bets, que acenam com a riqueza instantânea a um clique de distância.

Urge acabar com a isenção fiscal para templos e impor limites draconianos às casas de apostas, ambos exploradores da fé e da agonia que operam sob a batuta de malandros, embusteiros, vigaristas e enganadores, que seduzem os incautos com promessas cintilantes para esvaziar seus bolsos e suas almas no apagar das luzes. 

É fascinante observar como os mecanismos de transferência de renda dos mais vulneráveis para os mais espertos são idênticos. Vendem-se promessas sem qualquer garantia, de milagres divinos inquestionáveis ao sorteio cego do algoritmo. O apelo emocional é sempre covarde e fisga o indivíduo pela jugular do sonho. Quem lucra de verdade são lideranças que vivem do suor alheio enquanto desfilam em jatinhos e carros de luxo e transformam o altar e a internet em palcos lucrativos. 

Podem ser pastores com suas roupas, relógios e carros cintilantes ou influenciadores digitais ostentando desde a camisa do seu time do coração até jatinhos e iates caríssimos. Quando a promessa falha, a isenção de responsabilidade é imediata e cínica. Para a igreja, a desculpa é a vontade de Deus ou a falta de fé do irmão. Para a plataforma de apostas, a justificativa é a falta de sorte naquela noite. 

Os números dessa falsa alquimia são estarrecedores e pintam um retrato sombrio do nosso Brasil. Em 2025, o mercado legal de apostas online atraiu mais de 25 milhões de brasileiros e teve uma receita bruta absurda de R$ 37 bilhões. Do outro lado do balcão da fé, as cifras também assustam: Investigações apontaram que apenas a Igreja Universal do Reino de Deus movimentou cerca de R$ 42 bilhões em doações bancárias em um período de quatro anos e meio.

Não é por acaso que o Censo de 2022 revelou que o Brasil possui mais de 579 mil estabelecimentos religiosos — número que supera com folga a soma de todas as escolas e hospitais do país. 

Sob a lente da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, percebemos a gravidade do fenômeno: tanto o templo quanto o aplicativo funcionam como telas em branco para a projeção da nossa Sombra e do nosso anseio inato por salvação.

O indivíduo esmagado pela desigualdade e pela falta de perspectiva projeta no líder religioso ou na roleta virtual a figura do salvador mágico. Essa criança eterna dentro de nós recusa o trabalho árduo da realidade e implora por um resgate fantástico. As bets e a teologia da prosperidade alimentam essa fantasia infantil oferecendo uma alquimia corrompida que promete transformar o chumbo do sofrimento diário no ouro da riqueza instantânea.

O resultado físico e simbólico dessa exploração é percebido pela quantidade de sintomas mentais e, consequentemente, físicos. Os corpos adoecem pela ansiedade crônica da aposta perdida. Os estômagos são corroídos pela culpa religiosa asfixiante. As mentes se fragmentam pelo endividamento, e as famílias se rompem em silêncio — afinal, quem não aposta é excluído da roda de amigos modernos e quem não devolve o dízimo é expulso do rebanho sagrado. 

A exploração é normalizada sob o disfarce perverso de ajuda ou entretenimento. O mesmo fiel que condena a aposta como um jogo de azar pecaminoso senta-se na primeira fileira do culto da prosperidade, esperando que seus R$50 se multipliquem magicamente por obra do Espírito Santo. Um deposita na conta do pastor pela promessa de cura e riqueza. O outro deposita no site sediado em um paraíso fiscal pela promessa de retorno financeiro imediato. Ambos saem mais pobres e sangrados por uma indústria do vício. 

Essa máquina usa algoritmos e bônus de boas-vindas ou se blinda com isenções fiscais e absoluta falta de transparência. A igreja, na sua defesa, ainda oferece o amparo social de uma cesta básica e o calor de uma oração compartilhada. A plataforma de apostas nos deixa apenas com o brilho frio da tela do celular na madrugada.

A diferença real é que uma usa Deus como fiador inquestionável da ilusão e a outra usa o acaso matemático. A saída para esse labirinto não é escolher qual explorador tem a melhor lábia ou a melhor interface. O problema central não é a dicotomia entre igreja e aposta. A verdadeira engrenagem é um país profundamente desigual e carente de educação financeira e de letramento teológico.

É preciso dizer que Malaquias 3:10 nunca foi um recibo de depósito bancário com garantia de salvação e prosperidade, apesar da ameaça de que reter os recursos de dízimos e oferendas equivale a roubar a Deus. Precisamos de reflexão crítica e de uma regulação séria. De novo: urge acabar com a farra da isenção fiscal para templos que operam como corporações financeiras, bem como impor limites draconianos às casas de apostas que lucram com o vício.

Enquanto não tivermos educação universal e de qualidade que incentive o pensamento crítico, o autoconhecimento e a autonomia, e enquanto não houver salários dignos e uma distribuição de renda menos criminosa, os mercadores de ilusão seguirão prosperando. Enquanto escolas e hospitais perderem de goleada para templos e cassinos virtuais, sempre haverá um espertalhão vendendo um pedaço do céu para quem já vive no inferno da sobrevivência diária.


Para a carne criar uma crosta dourada e preservar seus sucos naturais, você deve selá-la antes de adicionar líquidos e cozinhá-la lentamente em fogo baixo. Assim as fibras se quebram gradualmente, resultando em uma textura macia, suculenta e fácil de fatiar ou desfiar. 


Adicionar caldo de carne, água quente ou molho durante o cozimento ajuda a manter a umidade e a intensificar o sabor da receita, e virar a carne ocasionalmente faz com que ela cozinhe de maneira uniforme. Para agilizar o processo, você pode usar uma panela de pressão, mas é importante respeitar o tempo necessário para atingir a maciez ideal.


Para nossa receita de hoje, você vai precisar de:


— 1,5 kg de coxão duro (ou peito, músculo, paleta, etc.) em peça;

— Duas colheres (sopa) de óleo;

— Uma cebola grande fatiada;

— Quatro dentes de alho picados;

— Dois tomates picados;

— Duas folhas de louro;

— Uma xícara (chá) de molho de tomate;

— Duas xícaras (chá) de água quente ou caldo de carne;

— Sal, pimenta-do-reino e cheiro-verde a gosto.


Tempere a carne com sal e pimenta-do-reino, deixe descansar por 30 minutos (para absorver melhor os sabores), aqueça uma panela grande (prefira as de ferro fundido e fundo grosso) com o óleo ou azeite e sele a peça por todos os lados. 


Observação: Se puder, tempere a carne na véspera e deixe na geladeira de um dia pro outro. Isso faz uma diferença enorme no sabor, pois o sal e a pimenta penetram melhor na peça. Mas lembre-se de tirar da geladeira 30 minutos antes de selar, para que a carne retome a temperatura ambiente.


Retire a carne e refogue a cebola e o alho na mesma panela, aproveitando os sabores que ficaram no fundo, acrescente os tomates, o molho de tomate e as folhas de louro, misturando bem.


Volte a carne para a panela e adicione a água quente ou o caldo até cobrir cerca de metade da peça., tampe e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 2 horas, virando a peça de tempos em tempos. 


Observação: Se preferir usar panela de pressão, cozinhe por cerca de 50 minutos (contados a partir do momento em que a válvula começar a liberar vapor).


Quando a carne estiver macia e o molho encorpado, desligue o fogo e deixe descansar por 10 minutos antes de fatiar.


Finalize com cheiro-verde e sirva acompanhada de batatas coradas, fritas, arroz branco ou outro acompanhamento de sua preferência — como uma salada verde, para "não dizer que não falei das flores".


Bom apetite.