ÀS VEZES O UNIVERSO COSPE COINCIDÊNCIAS QUE NENHUM ESCRITOR DE FICÇÃO OUSARIA SEQUER IMAGINAR.
Pessoas trajando roupas incompatíveis com a época, “artefatos fora de lugar” (OOPart) e construções arquitetônicas cuja complexidade desafia até mesmo os recursos tecnológicos atuais são tidos como possíveis evidências de viajantes do tempo ou sugerem a intervenção de civilizações extraterrestres. Isso pode até soar como teoria da conspiração — e talvez seja —, mas certos fatos simplesmente não se explicam por meios convencionais.
Tomemos como exemplo a maior das três Pirâmides de Gizé — que foi construída durante reinado do faraó Quéops (2589-2566 a.C.). Ainda que 30 mil operários tenham se revezado durante duas décadas para erguer esse monumento de 230 metros de base e 146 metros de altura, extrair 2,3 milhões de blocos de pedras de até 80 toneladas usando prosaicos cinzéis, rolá-los sobre toras de madeira por centenas de quilômetros de deserto e empilhá-los com o auxílio de guindastes e rampas em espiral rudimentares foi, sem dúvida, um trabalho hercúleo — e Hércules, vale lembrar, era grego, não egípcio.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Durante um evento de caráter político-eleitoral realizado no interior do Palácio do Planalto nesta quinta-feira, Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria das penas. A participação popular no ato foi baixa, e o veto foi entendido como comício, inclusive pelos presidentes dos outros Poderes, cujas ausências foram amplamente notadas, assim como as de lideranças de partidos que não o PT.
O simbolismo eleitoreiro não residiu no número de participantes, mas na clara escolha de uma estratégia política. O PL havia sido articulado como uma tentativa de acomodação entre os Poderes — uma espécie de pacificação institucional que permitiria avançar para outras agendas. Havia, inclusive, a percepção de aval informal do próprio STF, responsável pela imposição de penas severas aos participantes dos atos de depredação de 8 de janeiro.
Vamos ver que bicho vai dar.
Chama igualmente a atenção o fato de a grande pirâmide estar perfeitamente alinhada com os pontos cardeais e com a constelação de Órion, além de sua latitude — 299.792°N — coincidir com a velocidade da luz: 299.792.458 m/s. Primeiro, porque essa constante só foi determinada no final do século XIX; segundo, porque, mesmo que a conhecessem — o que se admite apenas como exercício especulativo —, os antigos egípcios teriam de tê-la registrado em “côvados por segundo”, já que o sistema métrico só foi criado em 1791.
Além de dominarem escrita e utilizarem um sistema decimal três mil anos antes do início da era cristã — o que por si só já é espantoso —, os egípcios criaram seu calendário com base não no Sol ou na Lua, mas na estrela Sírius. Essa estrela só se tornava visível durante o inicio da enchente do Nilo, que não ocorria anualmente nem começava sempre no mesmo dia. Embora fossem obcecados por proporções, salta aos olhos as discrepância entre a cabeça e o corpo da Esfinge de Gizé. O rosto não se assemelha às representações conhecidas do faraó Quéfren, e o corpo não lembra o de um felino, e sim o de um chacal (talvez porque o rosto do deus Anúbis, associado à morte, fosse retratado como tal.
Como explicar que os autores dos Contos das Mil e Uma Noites tenham descrito tapetes voadores e cavernas repletas de tesouros que se abriam por comando de voz — como o célebre Abre-te Sésamo — se aviões e edifícios com portas automáticas só surgiram mais de 4 mil anos depois? De duas, uma: ou a imaginação dos "escritores das Arábias" era mais prodigiosa que a dos autores de ficção científica contemporâneos, ou essas "fantasias" retratavam coisas que eles já conheciam.
Tanto os deuses da mitologia grega quanto os da nórdica habitavam lugares acima das nuvens — o cume do Monte Olimpo e Asgard, respectivamente. Textos cuneiformes dos antigos assírios descrevem divindades vindas das estrelas, que viajavam em barcos celestes. Os sumérios faziam cálculos lunares com precisão de quinze casas decimais. Seus deuses eram associados a estrelas orbitadas por planetas numa época em que sequer se cogitava a existência de sistemas solares, e eram retratados como seres com estrelas na cabeça ou cavalgando esferas aladas.
Carruagens celestiais com rodas cuspindo fogo foram descritas tanto nos apócrifos de Abraão quanto nos de Moisés, como aponta Erich von Däniken em "Eram os deuses astronautas?". Suas obras foram rotuladas como “pseudocientista” por acadêmicos como Pierre Houdin e Bob Brier, mas venderam mais de 80 milhões de cópias mundo afora, e sua Teoria dos Antigos Astronautas inspirou a bem-sucedida série Alienígenas do Passado, produzida pelo History Channel.
É fato que muitas teorias da conspiração permeiam o assunto, mas algumas proposições de Däniken, embora não comprovadas, contam com defensores ilustres. O russo Zecharia Sitchin também contribuiu para difundir o tema com sua interpretação de textos antigos do Oriente Médio, ainda que sem o mesmo alcance do colega suíço. Atualmente, o britânico Graham Hancock dá continuidade às teorias seguindo a linha de argumentação de Däniken, embora a considere incompleta.
Com base na obra de Homero, Heinrich Schliemann pavimentou a descoberta de Tróia. No apogeu da civilização maia (entre 250 e 900 d.C.), grandes cidades, pirâmides e praças majestosas foram erguidas em plena floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize. Teóricos da conspiração atribuem esse prodígio ora a alienígenas, ora a habitantes do continente perdido de Atlântida.
Em "Stonehenge decoded", o astrônomo Gerald Hawkins estima que a estrutura de pedras concêntricas de até 5 metros de altura e 50 toneladas foi erguida no período neolítico, quando as Ilhas Britânicas eram habitadas por povos considerados atrasados em relação a seus contemporâneos mediterrâneos.
Os chineses conhecem e aplicam a eletrólise há mais de mil e seiscentos anos. Textos de 3.000 anos encontrados na Índia fazem referência a uma arma cuja descrição evoca a bomba atômica. Também na Índia, foi encontrado um esqueleto humano de 4.000 com radioatividade 50 vezes superior à do ambiente. Um alfarrábio contendo "toda a ciência da antiguidade" foi destruído pelo imperador inca Pachacuti, e milhão de volumes pertencentes a Ptolomeu I Sóter foram incinerados por ordem do califa Omar porque, sob a alegação de que afrontavam o Alcorão.
Não se sabe o destino das bibliotecas de Jerusalém e de Pérgamo, nem quantos segredos se perderam com as destruições em massa dos livros históricos, astronômicos e filosóficos ordenadas pelo imperador chinês Chi-Huang, por Hitler e por Mao Tsé-Tung.
O homem almeja voar como os pássaros desde tempos imemoriais. Ícaro tentou com asas de cera, mas caiu no mar porque não deu ouvidos ao pai e se aproximou demais do Sol. Leonardo da Vinci concebeu seu "parafuso aéreo" quase 500 anos antes do primeiro voo de helicóptero, mas foi somente no século XX que os Irmãos Wright e Santos Dumont provaram que objetos mais pesados que o ar podiam voar. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que meteoros não podiam cair do céu — afinal, no céu não havia pedras —, e que passageiros de um trem a mais de 34 km/h morreriam asfixiados.
Felizmente, sempre houve fantasistas suficientemente audaciosos e surdos às críticas que lhe eram feitas. Sem eles, não haveria trens-bala, aviões a jato ou viagens interplanetárias. Quem sabe, um dia, viajar no tempo se torne tão “simples” quanto foi enviar o homem à Lua em 1969.
Continua...

