QUEM NUNCA MUDA DE DIREÇÃO ACABA EXATAMENTE ONDE PARTIU.
Coincidências literárias não constituem evidências de premonição, mas causa espécie o fato de o livro Futility, or the Wreck of the Titan ter sido publicado anos antes da tragédia do Titanic e as “similitudes” jamais terem sido satisfatoriamente explicadas.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
As campanhas eleitorais para o Planalto estão na bica de começar, e tudo indica que a parcela minimamente esclarecida do eleitorado precisará ingerir doses cavalares de Dramin para suportar o cheiro sem vomitar.
O busílis da questão não é a má qualidade dos candidatos, mas a péssima qualidade dos eleitores — ignorantes que repetem a cada pleito o que Pandora fez uma única vez.
Polarização política sempre existiu, mas jamais foi tão exacerbada quanto nas duas últimas campanhas presidenciais. Quando PT e PSDB eram a bola da vez, 'mortadelas' e 'coxinhas' se comportavam como adversários. Hoje, bolsonaristas e petistas agem como inimigos figadais. Para piorar, mesmo com o cardápio do segundo turno restrito a X-bosta ou frapê de merda, os eleitores/comensais, cegos como toupeiras, recusam-se a mudar de boteco.
No último final de semana, o campo bolsonarista ganhou novos contornos com embates internos envolvendo Flávio, Eduardo e Nikolas Ferreira. Por alguma razão incerta e não sabida, a choldra bolsonarista gasta mais tempo e energia falando mal de si mesma do que Lula trombeteando o 'sucesso' de sua terceira gestão.
Em vídeo postado nas redes, o pré-candidato das rachadinhas, panetones e mansões milionárias pediu "racionalidade" depois que o irmão 'Bananinha' voltou a bater em Nikolas Ferreira abaixo da linha do intelecto e a madrasta tomou o partido do adversário do enteado.
Além de advertir que "todo mundo sai perdendo" nesse tipo de arranca-rabo doméstico e realçar que o "inimigo" está do outro lado, o postulante da biografia rachadinha teve o desplante de receitar um versículo bíblico: "Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou". Num instante em que ele cresce nas pesquisas posando de moderado, os céus parecem avisar aos eleitores que o pior pecado que se pode cometer diante do bolsonarismo boçal é o excesso de moderação.
O fato de Leonardo da Vinci ter concebido seu "parafuso aéreo" 500 anos antes da construção do primeiro helicóptero e de Júlio Verne ter escrito Vinte Mil Léguas Submarinas quase um século antes de o primeiro submarino nuclear ser construído nos leva a pensar se o escritor canadense Robin Sharma não tem razão em achar que tudo é criado duas vezes — primeiro na mente e depois na realidade — e se o pintor e escultor espanhol Pablo Picasso não estava certo ao afirmar que tudo que se consegue imaginar é real.
A experiência humana atual é bastante limitada quando comparada com o que de fato poderia ser. Às vezes, basta uma mudança de perspectiva para revelar a verdade. Muitas descobertas científicas — como a heliocentricidade, a esfericidade da Terra, a radioatividade, o Universo em expansão e a epigenética — foram consideradas absurdas até serem comprovadas, mas o simples fato de não conseguirmos imaginar como uma coisa poderia ser verdade não significa que não observamos essa coisa sendo verdade.
Os gregos antigos descobriram que a Terra era redonda milhares de anos antes de Isaac Newton explicar como a gravidade faz com que os oceanos permaneçam no lugar. A Noética ainda está engatinhando no aprendizado de como a consciência não-local funciona, mas suas teorias oferecem respostas para uma série de fenômenos incompreensíveis à luz do entendimento convencional.
Pode parecer impossível colocar todo o conhecimento do mundo dentro de um recipiente do tamanho de um baralho de cartas, mas essa informação está contida “dentro” de um smartphone. Dizer que o aparelho simplesmente acessa as informações a partir de bancos de dados espalhados mundo afora vai ao encontro do que afirmam os noéticos sobre a consciência não-local.
Nosso cérebro representa cerca de 2% de nosso peso, embora contenha cerca de 86 bilhões de neurônios que geram trilhões de sinapses. Embora ele consiga armazenar milhões de gigabytes de dados, sua capacidade de acumular informações é tão limitada quanto a de um celular armazenar todas as músicas do mundo. Diante dessa impossibilidade física, talvez o cérebro funcione como uma antena espantosamente avançada, que “escolhe” quais sinais específicos quer receber da nuvem de consciência global que já existe.
Isso parece ficção científica, mas vale lembrar que diversas tradições espirituais — como o Campo Akáshico, a Mente Universal, a Consciência Cósmica e o Reino de Deus, entre outras — defendem a existência de uma consciência universal. A Noética harmoniza com algumas das crenças religiosas mais antigas, mas é sustentada por descobertas em áreas como a física de plasmas, a matemática não-linear e a antropologia da consciência.
Continua...



