Vimos que o universo observável se estende em todas as direções por 46,6 bilhões de anos-luz (raio de 440 quatrilhões de quilômetros). Dada a inexistência de indícios de vida inteligente nos planetas do nosso sistema solar, os avistamentos de OVNIs (ou UFOs, ou ainda UAPs) devem ter a ver com naves provenientes de exoplanetas habitados por seres tecnologicamente mais avançados do que nós.
A sonda espacial mais rápida lançada pela NASA atingiu 692 mil km/h (ou 0,064% da velocidade da luz) no final de 2024 — e isso porque pegou carona na gravidade solar. A essa velocidade, pode-se ir da Terra à Lua em cerca de meia hora e ao Sol em nove dias, mas uma viagem até o sistema estelar mais próximo do nosso levaria mais de seis mil anos.
Durante um café da manhã com jornalistas, o delegado Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal, disse que não haverá "moratória" de operações policiais na campanha política. Nas suas palavras, o investigador não pode se deparar com crimes e deixar de cumprir sua obrigação apenas porque está em período eleitoral.
A conjuntura política está assentada sobre o paiol do escândalo do Master. Nele, os favores financeiros de Vorcaro a políticos e autoridades se misturam às facilidades que os favorecidos ofereceram ao mafioso que tinha um banco. Pelo rito processual, os pedidos de prisão e de busca e apreensão da PF estão condicionados apenas ao aval do Supremo.
O ministro André Mendonça, relator da encrenca, já enviou a PF a residências como a do bolsonarista Ciro Nogueira e a do petista Jaques Wagner. Dias atrás, recebeu do colega Fachin, presidente de plantão da Corte, a incumbência de decidir os rumos de uma investigação sobre os R$ 61 milhões que Bolsonarinho mordeu do dono do Banco Master.
Contra esse pano de fundo, o ventilador ligado da PF adiciona à campanha uma dose de imponderável.
Para acrescentar alguma cor local a esta postagem, vale lembrar que o Brasil foi o primeiro país do mundo em que as Forças Armadas admitiram a existência de objetos voadores de origem não terrestre. Em 1954, a Aeronáutica disponibilizou cerca de 20 mil páginas de documentos oficiais no Arquivo Nacional, incluindo parte dos registros da Operação Prato, com mais de 500 fotografias e 16 horas de gravações de OVNIs sobrevoando a Amazônia.
Na madrugada de 8 de fevereiro de 1982, o piloto de um Boeing 727 da VASP avistou um objeto não identificado à esquerda da aeronave quando voava de Fortaleza para o Rio de Janeiro. O evento reuniu o maior número de testemunhas da história da aviação comercial brasileira: 150 pessoas, entre tripulantes e passageiros. Até hoje, a origem do objeto permanece uma incógnita.
Também em 1982, na noite de 6 de março, mais de 23 mil pessoas assistiam ao jogo entre Operário e Vasco no Estádio Pedro Pedrossian, em Campo Grande (MS), quando jogadores e torcida testemunharam um objeto cilíndrico emitindo luzes enquanto sobrevoava silenciosamente o estádio — um dos casos com maior número de testemunhas simultâneas já registrados no mundo.
Na noite de 19 de maio de 1986, o Centro Integrado de Defesa Aérea detectou objetos estranhos nos radares e acionou cinco caças F-5 e Mirage das bases aéreas de Santa Cruz (RJ) e Anápolis (GO) para interceptá-los. Ao todo, foram avistados — e perseguidos — 21 OVNIs; o evento foi visível em quatro estados e durou cerca de três horas.
O caso ganhou nome oficial e motivou uma coletiva de imprensa convocada pelo então ministro da Aeronáutica e cofundador da Embraer, brigadeiro Ozires Silva, que voava a bordo de um bimotor quando surgiram três objetos não identificados sobre São José dos Campos (SP). Um caça da FAB tentou perseguir um deles, mas o objeto acelerou para incríveis Mach 15 (18.375 km/h).
Outros cinco objetos com luzes brancas intermitentes foram avistados sobre o município de Ilha Comprida (SP), realizando movimentos circulares a uma velocidade oito vezes superior à do som — o que descarta a possibilidade de se tratar de balões meteorológicos, satélites, lixo espacial ou qualquer outro fenômeno conhecido.
Em 2007, um piloto da TAM (atual Latam) reportou ao Cindacta que precisou fazer uma manobra evasiva após seu avião se aproximar de um objeto que ele acreditava ser uma estação espacial. O mesmo objeto foi avistado pela tripulação de um avião da (então) Varig, em voo entre Miami e Manaus. Em 2009, a chamada Noite Oficial dos OVNIs recebeu um veredicto notável: a FAB divulgou relatório afirmando que "os fenômenos são sólidos e refletem, de certa forma, inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores, como também de voar em formação". Difícil ignorar.
O Arquivo Nacional divulgou em 2024 alguns dos mais de mil relatos de avistamentos feitos por pilotos no Brasil ao Comae. Somente no ano anterior, cerca de 30 registros foram feitos por pilotos de voos comerciais, a maioria no Sul do país. Em junho daquele ano, um objeto "branco-amarelado voando em alta velocidade" na região de Vitória da Conquista (BA) foi relatado por pelo menos quatro aeronaves.
No mês seguinte, dois pilotos que faziam a rota São Paulo–Cuiabá relataram um OVNI que se "deslocava lateralmente e acendia sua luz rapidamente, apagando-a por diversas vezes, durante 10 a 15 minutos". Em Pernambuco, outro piloto reportou "tráfego deslocando-se da esquerda para a direita em relação à sua posição, emitindo luzes brancas e vermelhas", mas o objeto não foi detectado pelo radar.
Em 2017, o tema dos OVNIs voltou ao centro do debate quando o New York Times noticiou a existência de um programa secreto apoiado pelo ex-líder da maioria no Senado americano, Harry Reid — eleito pelo estado de Nevada, onde fica a Área 51 — para investigar esses fenômenos. Depois que o jornal e uma organização chamada To the Stars Academy of Arts & Science divulgaram três vídeos com encontros inexplicáveis envolvendo naves supostamente alienígenas, o Pentágono passou a reconhecer tais incidentes, embora se recuse a especular sobre suas origens.
O ex-piloto da Marinha americana Ryan Graves fundou a organização Americans for Safe Aerospace para encorajar pilotos a relatarem incidentes com OVNIs. Em depoimento ao Congresso, ele e o major aposentado David Fravor revelaram vários avistamentos ocorridos durante suas carreiras militares. Já o ex-oficial de inteligência da Força Aérea David Grusch acusou o governo de encobrir suas investigações e afirmou que a tecnologia envolvida vai muito além de qualquer criação humana.
Continua…






