quarta-feira, 12 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — FINAL

DÊ-ME UMA ALAVANCA E UM PONTO DE APOIO E EU MOVEREI O MUNDO.

Depois de uma breve parceria, IBM e Microsoft buscaram cada qual à sua maneira desenvolver um sistema operacional que rompesse com as limitações do DOS, mas a estrela de Bill Gates brilhou mais forte: a arquitetura aberta se tornou padrão no mercado e o Windows, o SO para PCs mais popular em todo o mundo.


O Apple Macintosh foi criado para ter um sistema revolucionário, com interface gráfica, para o qual diversas empresas — inclusive a própria Microsoft — foram convidadas a desenvolver aplicativos. Contudo, a arquitetura fechada, o software proprietário e o preço elevado tornaram-no um “produto de nicho”.


Antes das edições NT e 95, o sistema operacional da Microsoft era o MS-DOS, e o Windows, apenas uma interface gráfica. No início dos anos 1990, Linus Torvalds lançou o Linux e abriu seu código para que outros programadores pudessem colaborar.


Observação: Linux não é Unix, mas um núcleo de sistema operacional que, combinado com o GNU, forma o GNU/Linux. Tanto o GNU quanto o Linux foram criados com o objetivo de serem mais simples que o Unix, mas compatíveis com a maioria dos aplicativos Unix, mas isso é outra conversa.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ao levar finalmente um companheiro de chapa à vitrine, Flávio Rachadinha expôs ao país não um vice dos sonhos, mas o resultado dos seus piores pesadelos: o abandono do centrão, a ausência de alternativas, o descompromisso com as mulheres e o descaso institucional. 

Ao sapatear sobre as pretensões políticas de Tarcísio de Freitas, o ex-presidente golpista imaginou que o centrão cairia no colo de seu primogênito por gravidade. Deu em abandono. Bateram em retirada o PP de Tereza Cristina, o Republicanos de Daniela Marques e o Podemos de Renata Abreu. Restou o precário Plano D masculino.

O filho do pai tentou emendar a desfeita com as mulheres. Piorou o soneto. "Fiz duas filhas. Quando ficar velhinho, vou ter quem vai tomar conta de mim", disse. Imaginou enaltecer os bons sentimentos femininos. Tolice. Pela lei, o cuidado com os pais é dever dos filhos, sem distinção de sexo.

É temerária a escolha de um deputado às voltas com pedido de investigação por suspeita de estupro de vulnerável e com emendas vasculhadas pelo TCU. Como se fosse pouco, a escolha também desprezou o essencial: a qualificação de quem pode assumir a Presidência. Poucas vezes a escolha de um vice expôs tantos vícios. Isso levou o candidato das rachadinhas, panetones e mansões milionárias a gastar baldes de saliva para sinalizar que teria uma vice mulher — depois de pelo menos três tentativas inexitosas, ele escolheu um homem, mas continuou sorrindo em público. 

Quem sorri quanto tudo deu errado é porque já descobriu em quem pôr a culpa. O filho do refugo da escória da humanidade, a culpa é dos oligarcas do centrão. As mulheres cogitadas para compor a sua chapa estão fechadas com ele. "Quem não veio foram os caciques, os partidos". 

Não há melhor remédio para a culpa do que reconhecê-la. Mas a terceirização de responsabilidades é um hábito hereditário no clã Bolsonaro. Flávio esqueceu de lembrar — ou lembrou de esquecer — que os caciques do centrão estavam fechados com o projeto presidencial de Tarcísio de Freitas, e que seu pai, preso, preferiu enfiar a candidatura do primogênito goela abaixo dos aliados. Isolado, dedica-se agora a cuspir no prato em que o centrão não o deixou comer. Pode ser um bom desabafo, mas não adiciona um mísero segundo à propaganda de rádio e TV, e permite aos aliados retaliar dizendo que a única maneira de Flávio evitar as más companhias é nunca andar só.


Os principais sistemas usados atualmente em servidores, desktops e laptops são o Windows, o MacOS e as distribuições Linux. Nos smartphones e tablets, o Android (lançado pelo Google no final de 2007) lidera com larga vantagem sobre o Apple iOS (75% a 23%). Symbian, BlackBerry e Windows Mobile tiveram seus 15 minutos de fama, mas não passaram disso. Em 2013, a Microsoft chegou a comprar a finlandesa Nokia quando viu que empurrar seu sistema móvel para fabricantes de smartphones que já haviam optado pelo Android era perda de tempo, mas nem assim a coisa prosperou. 


Resumo da ópera: O computador levou milênios para evoluir do ábaco até os primeiros mainframes, mas poucas décadas bastaram para a computação pessoal se tornar realidade e encantar os consumidores domésticos — isso a despeito de os primeiros PCs custarem caro e não passarem de substitutos da máquina de escrever, da calculadora, do baralho de cartas e, mais adiante, dos consoles de videogame. A partir de então, em apenas 30 anos, a evolução tecnológica fez com que desktops e laptops diminuíssem de tamanho e de preço e seu poder de processamento e gama de recursos e funções crescesse em progressão geométrica. Daí foi um passo até surgirem os smartphones ― hoje tão “indispensáveis” que a gente se pergunta como conseguiu viver sem eles durante tanto tempo.


Fruto da genialidade de Steve Jobs, o iPhone, lançado em 2007, transformou em computador ultraportátil o que até então era um telefone sem fio de longo alcance. Com sistema operacional e uma profusão de aplicativos, a demanda energética dos pequenos notáveis cresceu para além da capacidade da bateria, e a autonomia passou a disputar com o tamanho da tela a característica mais valorizada pelos usuários. Segundo levantamentos recentes, há no Brasil mais celulares do que habitantes.


A computação quântica promete aposentar as máquinas binárias. Ela já vem sendo usada pela indústria automotiva em simulações que visam encontrar a melhor composição química para maximizar o desempenho das baterias de veículos elétricos, por exemplo. Fabricantes de aeronaves, como a Airbus, também a utilizam para traçar a melhor trajetória de decolagem e pouso que proporcione maior economia de combustível. Mas nem tudo são flores.


Computadores quânticos são volumosos, complexos e caríssimos. Para manter a estabilidade dos qubits (bits quânticos) é preciso manter as máquinas virtualmente congeladas — quanto mais próximas do zero absoluto, melhor —, tornando seu uso inviável no ambiente de negócio. A IBM oferece acesso via cloud a seus processadores quânticos desde 2016. A China investiu cerca de US$ 400 milhões em pesquisas quânticas, e os EUA pretendem investir bilhões nesse segmento. A Ford vem desenvolvendo em parceria com a Microsoft um projeto-piloto de pesquisa que se vale de uma tecnologia inspirada na computação quântica para simular a movimentação de milhares de veículos e reduzir os congestionamentos.

 

Observação: Quando os computadores quânticos se tornarem padrão de mercado, os modelos binários terminarão seus dias como peças de museu. Mas isso não acontecerá da noite para o dia. 


Os celulares desembarcaram no Brasil nos anos 1980. Os primeiros modelos eram volumosos e caríssimos (tanto o hardware quanto os planos oferecidos pelas famigeradas TELES), embora servissem mais como símbolo de status do que para fazer e receber chamadas. Mas não há nada como o tempo para passar: o lançamento do iPhone levou os demais fabricantes de celulares a promover seus dumbphones a smartphones pequenos e leves o bastante para caber no bolso da calça — e mais poderosos que os desktops de alguns anos atrás. 


Observação: Lançado em 1996, o Motorola StarTAC media apenas 94 x 55 x 19 milímetros (com a tampa fechada) e pesava menos de 100 gramas (para efeito de comparação, uma caixa de fósforos mede 54 x 35 x 15 milímetros). 


O aumento exponencial de funcionalidades contribuiu para interromper o processo de miniaturização dos celulares e prejudicou sua portabilidade — acompanhar o usuário a toda parte é justamente o diferencial dos smartphones em relação aos desktops e notebooks. No entanto, como ensinou tio Ben a Peter Parker, “grandes poderes implicam grandes responsabilidades" — o que significa, no caso dos smartphones, telas de tamanho compatível com as novas funções, sobretudo depois que a tecnologia touchscreen e o teclado virtual se tornaram padrão de mercado. 


A questão é que andar para cima e para baixo com um dispositivo do tamanho de uma tábua de carne é desconfortável e perigoso: além do risco de queda, a exposição chama a atenção dos amigos do alheio (lembrando que modelos top de linha custam mais de R$ 10 mil).


Pendurar o celular no cinto ou no cós da calça era moda nos tempos de antanho, mas nem o hardware nem as capinhas dos modelos atuais integram a indispensável presilha. Na bolsa... bem, cada vez menos mulheres usam esse acessório no dia a dia, e ainda que assim não fosse, as notificações sonoras ficariam inaudíveis e olhar a tela para conferir se chegou mensagem pelo WhatsApp tornar-se-ia mais complicado.  


Moçoilas (de todas as idades) andam com o aparelho emergindo do bolso traseiro da calça, como se isso não facilitasse a ação da bandidagem. Aliás, muitas “tanajuras” vestem calças justíssimas para valorizar o derriére, o que chama ainda mais a atenção da bandidagem e submete o celular a uma pressão que ele não foi projetado para suportar. Afora a possibilidade de trincar a tela quando a dona do buzanfã se aboleta no carro, no sofá ou seja lá onde for sem tirar o aparelho do bolso, e colocá-lo no sutiã não é a solução, pois potencializa os riscos de câncer de mama.


Para o consumidor masculino o cenário não é muito melhor. Levar o dispositivo no bolso lateral implica o risco de a radiação eletromagnética inibir a produção de espermatozoides. Nas calças tipo “cargo”, o bolso próximo à coxa seria a solução ideal, mas manter o aparelho junto à coxa ou ao quadril pode enfraquecer os ossos, especialmente se essa prática se prolongar por anos a fio.   


Puérperas e baby-sitters jamais devem colocar o telefone no carrinho do bebê — segundo pesquisadores, a criança pode apresentar problemas comportamentais, como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Igualmente desaconselhável é dormir com ele sob o travesseiro. O fato de a tela se iluminar a cada mensagem recebida interfere na produção de melatonina (hormônio que induz o sono), podendo, inclusive, causar tonturas e/ou dores de cabeça.


Cada vez mais usuários mantêm os olhos grudados na tela do smartphone mesmo quando estão no trabalho, na escola, no supermercado e durante almoços ou jantares com a família ou amigos, tanto em casa quanto em restaurantes. E a despeito do perigo, muita gente não resiste à tentação de trocar mensagens pelo WhatsApp no trânsito, enquanto estão dirigindo. Se for o seu caso, convém pisar no freio o quanto antes. Não é preciso abandonar o celular e voltar a viver na idade da pedra lascada; basta se nortear pelo bom senso. 


Evite levar o smartphone para a cama, quando por mais não seja, porque a luz da tela inibe os hormônios que regulam o sono. Se você depende do alarme para acordar de manhã, arrume um despertador “de verdade”. E se a primeira coisa que faz ao despertar é checar suas mensagens de WhatsApp, resista a essa tentação. Corte a barba, tome seu banho, vista-se e confira as novidades enquanto espera a água do café ferver, por exemplo.


Na hora do almoço, bata um papo descontraído com seus colegas de trabalho. Ignore o aviso de novas mensagens pelo menos até terminar a refeição (a menos que haja alguma pendência urgente). Em casa, procure conversar com os familiares por pelo menos uma hora sem ficar olhando a tela do aparelho. Se puder, desative os alertas sonoros e demais notificações. Elimine todos os apps supérfluos. Além de ganhar espaço na memória e melhorar o desempenho do gadget, você ganhará eficiência, tanto no trabalho quanto na execução de quaisquer outras tarefas.


No que tange à configuração ideal, o "melhor aparelho" é aquele que atende às suas necessidades por um preço que você pode pagar. Todavia, para evitar arrependimentos, opte por um modelo com 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno. A memória virtual proporciona alguma melhora no desempenho, notadamente quando muitos aplicativos são executados concomitantemente. 


Ainda assim, o desempenho da memória flash usada como armazenamento interno é muito inferior ao da RAM, o que resulta numa diminuição considerável na performance geral do sistema. Isso sem falar que o espaço alocado no armazenamento pode fazer falta em aparelhos de configuração espartana (com menos de 64 GB de memória interna). 

 

Na prática, a coisa funciona assim: se seu aparelho dispõe de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, ativar a memória virtual fará com que o sistema aloque uma determinada quantidade de espaço para expandir a RAM Ainda que não seja a melhor maneira de otimizar o desempenho do celular, fabricantes chinesas como Xiaomi e Realme vêm apostando nesse recurso há algum tempo, a exemplo da coreana Samsung, que introduziu esse recurso em alguns modelos. 


Smartphones com 6 GB de RAM física e outros 6 GB de memória virtual podem ser uma mão na roda, a despeito da diferença de desempenho entre as duas tecnologias de memória. Por outro lado, essa possibilidade é mais útil do que na plataforma PC, já que o upgrade de RAM física nos smartphones é inviável.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — CONTINUAÇÃO

O QUE CHAMAMOS DE MAGIA É APENAS A CIÊNCIA QUE AINDA NÃO COMPREENDEMOS.

Como dito no capítulo anterior, não se sabe ao certo se o ábaco foi criado pelos assírios, pelos egípcios ou pelos chineses, mas sabe-se que ele surgiu por volta do ano 4000 a.C. e que é considerado o precursor do computador — assim como o UNIX, desenvolvido em meados do século passado, é tido como o pai de todos os sistemas operacionais.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Mudou de patamar a crise que opõe o ministro André Mendonça ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Desavenças que eram sussurradas no escurinho ganharam a forma de uma lavagem de roupa suja sob holofotes. Superintendentes da PF nos 27 estados escancararam as desavenças numa nota pública divulgada nesta quinta-feira.

Ao acender a luz dos bastidores, os chefes estaduais da PF iluminaram a gênese da encrenca. O pano de fundo é a percepção dos investigadores de que Mendonça duvida da transparência e do empenho na apuração de suspeitas que recaem sobre Lulinha. O ministro passou a se imiscuir no trabalho da polícia. Na nota, os subordinados de Andrei Rodrigues saíram em defesa do chefe e da corporação dirigida por ele.

Sustentaram no texto que a credibilidade da corporação "decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico". Anotaram que as investigações não estão subordinadas "a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei".

As queixas dos delegados soaram nas pegadas da abertura de inquéritos para investigar Lulinha, dois deles sob a relatoria de Mendonça. Incomodado com os ruídos, Lula entrou em cena. Manifestou incômodo com a passividade do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, superior hierárquico da PF.

Entrou em cena o advogado-geral da União, Jorge Messias. Evangélico como Mendonça, ele articulou um encontro do ministro do Supremo com o titular da Justiça. A reunião a três ocorreu horas depois da divulgação do documento dos delegados. O magistrado revelou no encontro preocupação com a independência da PF. O ministro Lima e Silva tranquilizou-o. Assegurou que não há interferência no trabalho dos investigadores.

Espera-se que a abertura do diálogo jogue água fria na fervura. Primeiro porque não convém eleitoralmente a Lula a insinuação segundo a qual a PF faz corpo mole. Segundo porque a maledicência não orna com a credibilidade do órgão, que investiga suspeitos de todos os quadrantes ideológicos. Terceiro porque as rusgas entre PF e Supremo interessam apenas aos investigados, ávidos pelo surgimento de material para fundamentar pedidos de nulidade por falhas processuais.


Muita areia escoou pela ampulheta desde a criação da clássica moldura com bastões paralelos e contas deslizantes até a primeira calculadora mecânica, idealizada no século XVII pelo matemático Blaise Pascal e posteriormente aprimorada pelo alemão Gottfried Leibniz, que adicionou a capacidade de multiplicar e dividir. Mais adiante, o Tear de Jacquard serviu de base para Charles Babbage projetar uma engenhoca capaz de computar e imprimir tabelas científicas, e Herman Hollerith, fundador da IBM, desenvolveu seu tabulador estatístico.


Em meados do século passado, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia construíram o primeiro computador digital eletrônico — uma monstruosidade de 30 toneladas que ocupava uma área de 180 m², integrava 70 mil resistores e 18 mil válvulas de vácuo, que queimavam à razão de uma a cada 2 minutos. Como os sistemas operacionais ainda não existiam, a geringonça era controlada por meio de chaves, fios e luzes de aviso. 


Mais adiante, os batch systems (sistemas em lote) permitiram que cada programa fosse escrito em cartões perfurados e carregado juntamente com o respectivo compilador. Só que não havia padronização de arquitetura e cada máquina usava um sistema operacional específico.


O primeiro SO funcional foi criado pela General Motors para controlar o IBM 704. Na sequência, diversas empresas desenvolveram sistemas para seus mainframes, e algumas se especializaram em produzi-los para terceiros. O mais famoso foi EXEC, escrito para operar o UNIVAC. O software fez muito sucesso nos anos 1950/60 e foi adotado por universidades e pequenas empresas por ser pequeno (para os padrões da época, já que era mais ou menos do tamanho de um guarda-roupas) e relativamente barato.


Lançado em meados dos anos 1970 e comercializado na forma de kit, o Altair 8800 é considerado o primeiro microcomputador, embora não tivesse qualquer utilidade prática até Bill Gates e Paul Allen criarem o “interpretador” Microsoft-BASIC — que não era propriamente um sistema operacional, mas foi o precursor dos sistemas para microcomputadores.


O MIT, a GE e a AT&T criaram uma força tarefa para desenvolver o MULTICS, mas o projeto foi abandonado depois de uma década de trabalho. Em 1969, Ken Thompson criou o UNICS — escrito em Assembly, reescrito em C e rebatizado de UNIX. Seu kernel (núcleo) logo passou a servir de base para outros sistemas operacionais — como o BSD, o POSIX, o MINIX, o FreeBSD e o Solaris, para ficar nos mais conhecidos.


O sucesso do Altair estimulou a Apple a investir no segmento de computadores pessoais e lançar o Apple II (1977), que vinha montado, dispunha de um Disk Operating System, trazia um teclado integrado e era capaz de reproduzir gráficos coloridos e sons — daí ser considerado o “primeiro computador pessoal moderno”.


Observação: Steve Jobs foi pioneiro na adoção da interface gráfica, com sistema de janelas, caixas de seleção, fontes e suporte ao uso do mouse, mas a XEROX já dispunha dessa tecnologia — que nunca explorou porque só tinha interesse em computadores de grande porte. Quando a Microsoft lançou o Windows — inicialmente como uma interface gráfica baseada no MS-DOS —, a Apple já estava anos-luz à frente, mas sua arquitetura fechada, seu software proprietário e o alto custo de seus produtos restringiram sua participação no mercado a um segmento de nicho.


De olho no sucesso da Apple, a IBM — então líder no âmbito dos mainframes — resolveu lançar o IBM-PC, com arquitetura aberta e sistema operacional desenvolvido pela Microsoft (que viriam a se tornar o padrão do mercado). Como jamais havia escrito um sistema operacional, a empresa de Redmond comprou o QDOS (dizem que pela bagatela de US$ 50 mil), adaptou-o ao hardware da IBM e o licenciou para a gigante dos computadores com o nome de MS-DOS.


Continua… 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — PROJETO: MINIATURIZAÇÃO

A FICÇÃO DE HOJE PODE SER A CIÊNCIA DE AMANHÃ.

Quando falamos em miniaturização, logo nos vem à mente o clássico Viagem Fantástica, no qual cientistas encolhem um submarino e sua tripulação para um tamanho microscópico para navegar pela corrente sanguínea de um diplomata e salvar sua vida. Todavia, esta postagem tem menos a ver com ficção e mais com as mudanças tecnológicas de meados do século passado a esta parte. Senão vejamos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Flávio Rachadinha Bolsonaro esperou até o último dia do prazo para o registro das candidaturas para definir que o deputado estadual Alfredo Gaspar ocupará a vaga de vice-presidente em sua chapa. A decisão veio depois que o Republicanos, o PP e a federação entre União Brasil optaram pela neutralidade. 

Ex-promotor de Justiça, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar foi eleito deputado federal em 2022 e ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS. Na convenção, Flávio destacou a trajetória do parlamentar na área de segurança pública, sua atuação na comissão e a representatividade de Alagoas e do Nordeste na chapa, bem como lembrou que o deputado pediu a prisão de Lulinha e ressaltou que o vice representa “o Nordeste de fato”. A escolha frustrou a expectativa de parte do PL, que defendia o nome de uma mulher para vice..

Segundo aliados, o ex-presidente golpista e atualmente presidiário Jair Bolsonaro aprovou a indicação (é público e notório que, sem o aval de Bibo Pai, Bobi Filho não solta sequer um peido). 

A definição ocorreu de forma acelerada: na terça-feira o deputado havia sido oficializado pelo PL como candidato ao Senado por Alagoas e, menos de 24 horas depois, deixou a disputa estadual para ser anunciado como candidato a vice-presidente, e comprou uma passagem de última hora para Brasília.

Integrantes do bolsonarismo avaliam que o parlamentar tem baixo potencial eleitoral, não amplia a presença da chapa entre o eleitorado feminino e tampouco reduz a resistência de parte do mercado financeiro à candidatura de Flávio. Nos bastidores, dirigentes do PL classificam Gaspar como um nome de pouca projeção nacional e sem capacidade de agregar votos. Isso sem falar que Gaspar é alvo de um pedido de investigação da PF no STF por suspeita de estupro de vulnerável — uma adolescente de 13 anos que teria engravidado —, além de alegações de tentativa de suborno para manter a família em silêncio e do suposto desvio de R$ 6 milhões em emendas parlamentares.

A ex-primeira dama e madrasta de Flávio não compareceu ao anúncio da escolha do vice na chapa do enteado porque, de acordo com a senadora Damares Alves, estava fazendo almoço para o marido, que se encontra em prisão domiciliar.

E viva o povo brasileiro.


Nossa realidade se parece cada vez mais com o desenho animado Os Jetsons, criado por William Hanna e Joseph Barbera e lançado em 1962, na esteira do sucesso de Os Flintstones, que retratava a vida de uma família da idade da pedra. No seriado futurista, os criadores teorizavam como seria viver em 2062, com carros voadores, robôs e outras tecnologias incríveis. 


Como a vida imita a arte, as videochamadas — corriqueiras para a família Jetson, mas que não passavam de ficção científica em 1962 — foram fundamentais durante a pandemia da Covid. Os televisores de telas finíssimas, comuns nos dias atuais, também não existiam na década de 60. Além de mostrar as horas, os relógios funcionavam como videofones e controlavam dispositivos domésticos — coisa que só se tornou possível no mundo real após o lançamento do Samsung Galaxy Gear


Observação: O primeiro relógio "inteligente" foi o Seiko Ruputer (1998), que dispunha de processador de 8 bits a 3.6 MHz, 128 kB de RAM, 2 MB de armazenamento, tela de quartzo líquido (monocromática) de 102 x 64 pixels e um joystick em miniatura, que permitia interagir com o software interno. O gadget oferecia calendário com agenda, calculadora e games, mas sua baixa autonomia e a escassez de aplicativos decepcionaram os consumidores.  

 

Em alguns episódios, Jane, a matriarca da família, ativava um pequeno robô que aspirava a casa os modernos aspiradores inteligentes. Já a robô-faxineira Rosey era um sonho de consumo que pode virar realidade em breve: a Aeolus Robotics já anunciou um robô doméstico com formato humanoide semelhante ao do desenho. 

 

Quando se trata de retratar o futuro em produções audiovisuais, o maior clichê são os carros voadores, que têm presença garantida nos mundo dos Jetsons. Na vida real, ainda não os vemos cruzando o céu, mas a promessa já existe: além do Gênesis X1, da startup cearense Vertical Connect, modelos da Eve — empresa de mobilidade aérea urbana da Embraer — devem ser lançados no mercado brasileiro ainda este ano.


Se as tecnologias exibidas no desenho encantavam os telespectadores pela funcionalidade, o Jetpack ganhava as crianças pelo viés da diversão: colocar uma mochila nas costas e voar, como fazia o menino Elroy, era o sonho de consumo dos pequenos espectadores. Mas essa tecnologia existe desde 2021, quando a empresa JetPack Aviation vendeu várias unidades para militares de um país do sudeste asiático.

 

Quanto às viagens espaciais, um estudo baseado no voo dos albatrozes avalia a possibilidade de aproveitar os ventos gerados pelo Sol para alcançar cerca de 2% da velocidade da luz — o que permitiria a espaçonaves futuras ultrapassar os limites do sistema solar sem propulsores. É uma ideia ainda teórica, mas não muito diferente do que já pareceu impossível antes. Aliás, as sondas Voyager, lançadas pela NASA em 1977, já cruzaram a fronteira do espaço interestelar — o primeiro passo, ainda que minúsculo, na exploração de outros sistemas solares.


Mudando o foco para a informática (conhecida inicialmente como "cibernética"), o ábaco e outras tábuas de contar foram criados não se sabe ao certo se pelos sumérios, chineses e antigos egípcios mais de 4 mil anos antes da Era Cristã, mas não restam dúvidas de que eles foram os antepassados mais remoto dos computadores.


Os gigantescos mainframes (que atendiam por "cérebros eletrônicos" e ocupavam salões inteiros, embora tivessem menos poder de processamento do que uma calculadora eletrônica atual) surgiram na primeira metade do século passado. O primeiro modelo de grande escala foi o ENIAC, que pesava 30 toneladas e tinha 18 mil válvulas que precisavam ser substituídas à razão de uma a cada dois minutos, mas capaz de realizar apenas 5 mil somas, ou 357 multiplicações, ou 38 divisões simultâneas por segundo. Além disso, seu armazenamento era suficiente apenas para manipular os dados envolvidos na tarefa em execução, ou seja, qualquer modificação exigia que os programadores corressem de um lado para outro da sala, desligando e religando centenas de fios.


Os primeiros computadores totalmente transistorizados foram os IBM 1401 e 7094, lançados nos anos 1950. Em 1964, a TEXAS INSTRUMENTS criou o circuito integrado (CI), composto por conjuntos de transistores, resistores e capacitores. Na década seguinte, a INTEL agrupou vários circuitos integrados num único "microchip", propiciando a construção de equipamentos de pequeno porte, como o PET 2001 — lançado em 1976 e tido como o primeiro microcomputador pessoal — e os Apple I e II — este já com unidade de disco flexível.


A computação pessoal surgiu no início dos anos 1960, começou a se popularizar mais de 20 anos depois, mas foi de vento em popa a partir do lançamento do iPhone pelo visionário Steve Jobs, que estimulou o desenvolvimento de "computadores de mão". Depois de ganharem novos recursos e funções, esses gadgets se tornaram um complemento dos PCs tradicionais e, mais recentemente, um substituto dos desktops e notebooks — a não ser quando a tarefa requer monitor de grandes dimensões, teclado e mouse físico e maior capacidade de memória e armazenamento, Atualmente, mesmo numa republiqueta de bananas como a nossa, há dois dispositivos digitais por habitante e mais de 250 milhões de celulares ativos.  


Resumo da ópera: milhares de anos separam a invenção do ábaco do surgimento dos gigantescos mainframes, mas, a partir de então, bastaram algumas décadas para os computadores pessoais serem criados e diminuírem de preço e de tamanho, mas crescessem em poder de processamento e variedade recursos, tornando-se ultraportáteis e indispensáveis. Mas nem tudo foram flores nesse jardim.


Continua…

domingo, 9 de agosto de 2026

FETTUCCINE CASEIRO COM MOLHO DE LIMÃO E QUEIJO PARMESÃO

A MENTE COZINHA E A ALMA TEMPERA.

O fettuccine é um dos clássicos da cozinha italiana, versátil e perfeito pelos ingredientes que agradam a todos que gostam de comer bem — ovo, limão e queijo parmesão. Você vai precisar de:


— ¾ xícaras de farinha de trigo;

— ½ xícara de farinha de semolina;

— 2 ovos (4 gemas); 

— 2 colheres (sopa) de azeite de oliva;

— 3 colheres (sopa) de água;

— 1 limão siciliano espremido;

— 4 colheres (sopa) de azeite;

— Parmesão ralado a gosto;

— 11 limão siciliano cortado em fatias;

— 2 dentes de alho picados;

— Sal e pimenta a gosto.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


O mal das crises é que elas começam devagarinho. O caso Lulinha nasceu de uma amizade com Roberta Luchsinger, a lobista do Careca do INSS, ganhou corpo na prospecção de negócios com o governo federal e se agiganta agora com a descoberta de um elo monetário entre a amiga de Lulinha e um prestigiado assessor de Lula.

Até duas semanas atrás, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ocupava o estratégico cargo de chefe de gabinete do presidente da República. Cuidava da agenda presidencial, repassava recados do chefe para ministros, filtrava os telefonemas, e por aí afora.. Em 21 de julho, foi exonerado do Planalto e transferido sem alarde para o comitê da campanha à reeleição.

Na última segunda-feira, um dia depois da convenção que aclamou a recandidatura de Lula, Marcola ganhou o noticiário como beneficiário de transferência financeira de Roberta Luchsinger. O valor é mantido em segredo. 

Exposto em notícia do portal Poder 360, Marcola soltou uma nota em que admite ter recebido dinheiro, mas alega que foi um "empréstimo pessoal", já "quitado". Sustenta não ter praticado "nenhuma ilegalidade".

O caso Lulinha já tinha evoluído de fio desencapado para um curto-circuito que eletrifica três inquéritos. A Polícia Federal investiga corrupção e tráfico de influência. O primogênito de Lula ficou radioativo. O dinheiro para Marcola eleva a radiatividade a apenas dois meses da eleição presidencial.


Com um garfo, misture os ovos, as gemas e o azeite e reserve. Misture a farinha de trigo com a farinha de semolina, faça um buraco no meio (como se fosse a cratera de um vulcão), despeje a mistura que você preparou e use as mãos para obter uma massa lisa.


Acrescente água aos poucos, para deixar a massa mais compacta, sove bem por pelo menos 10 minutos, deixe a massa descansar por cerca de duas horas e então divida-a em quatro partes.


Abra cada uma dessas partes em uma superfície lisa e enfarinhada, corte fatias no estilo fettuccine, polvilhe ambos os lados com farinha de trigo e cozinhe "al dente" numa panela grande.


Numa frigideira em fogo médio, misture o azeite, o suco de limão e o alho espremido. Assim que começar a ferver, coloque uma pitada de sal e de pimenta, escorra a massa, despeje na frigideira junto com os os pedaços fatiados do limão, misture tudo e polvilhe o parmesão ralado por cima.


Bom apetite.