Foram descobertos recentemente 27 novos planetas circumbinários — ou seja, que orbitam de duas estrelas, a distâncias que variam de 650. 18 mil anos luz da Terra. Como esses astros se assemelham ao fictício planeta Tatooine, da saga Star Wars, a data ficou conhecida como o "Dia Star Wars" — lembrando que, quando o primeiro episódio do filme foi lançado, os cientistas sequer sabiam da existência de exoplanetas, quanto mais de planetas circumbinários.
Até então, haviam sido oficialmente identificados 18 exoplanetas que orbitam duas estrelas no Universo, contra mais de 6 mil descobertos em órbita de estrelas solitárias, como acontece com a Terra em relação ao Sol. De acordo com Ben Montet, principal autor do estudo, "em astronomia as coisas nem sempre são tangíveis, mas graças à famosa cena do pôr do sol em Tatooine, no primeiro filme Star Wars, todo mundo tem uma ideia do que é um planeta circumbinário e como seria estar nele."
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
A Famiglia Bolsonaro protagonizou mais um capítulo de submissão ao governo Trump: em documento de 86 páginas enviado ao USTR, o primogênito do presidiário prometeu prometeu isolar o Pix de sistemas "não ocidentais", defendeu empresas de cartão americanas como Visa e Mastercard, e pediu o adiamento por 180 dias do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros alegando que a medida prejudica suas chances eleitorais.
Candidato a um inusitado quarto mandato, o molusco abjeto reagiu chamando o gesto de "entreguista" e afirmando que "Nossa Pátria não está à venda." Em outra frente do caso Master, ficou claro que o fundo Havengate, usado por Vorcaro para repassar R$ 61 milhões aos Bolsonaro nos EUA para custear o filme Dark Horse, era um projeto imobiliário fantasma no Texas que nunca saiu do papel.
Triste Brasil.
Estima-se que mais da metade das estrelas do Universo existem em sistemas binários ou mesmo com um número ainda maior de estrelas, e 27 desses objetos podem ter massas massas planetárias. O grupo descobriu esses potenciais planetas usando dados de um programa da NASA que busca especificamente por exoplanetas — planetas localizados fora do Sistema Solar. A técnica de detecção usada pelo grupo pode ser usada para detectar ainda mais planetas circumbinários no futuro, que tendem a ter ambientes muito diferentes daqueles encontrados em nosso Sistema Solar.
Outra equipe de cientistas anunciou recentemente os resultados de uma pesquisa de uma década para medir a constante gravitacional newtoniana, responsável por nos manter com os pés no chão, e os planetas, em órbita. Mas foram anos de esforço para um resultado pífio: a proposta de determinar a constante fundamental, que define a força da atração entre duas massas em qualquer lugar do universo, resultou em um número que discordava de descobertas anteriores, incluindo os resultados de um experimento que buscava replicar.
As constantes fundamentais da natureza são valores essenciais que definem o comportamento dos fenômenos físicos no universo — e não se alteram independentemente da posição no tempo ou no espaço. Elas incluem a velocidade da luz e a constante de Planck, que desempenha um papel fundamental na física quântica. O cientista que conduziu meticulosamente o experimento mais recente, iniciado em 2016, descreveu a experiência como "exaustiva".
Por mais de 225 anos, cientistas vêm tentando medir a constante gravitacional, apelidada de "Grande G". O britânico Henry Cavendish realizou o primeiro experimento em 1798, mais de um século depois de Newton ter descoberto a força da gravidade, mas até hoje não se conseguiram chegar a uma medição com um nível de precisão comparável ao de constantes como a velocidade da luz (299.792.458 m/s) ou a constante de Planck, que é conhecida com oito casas decimais.
A gravidade é especialmente difícil de medir com precisão porque a percebemos como uma força muito forte, mas ela é muito mais fraca do que as outras três forças fundamentais — eletromagnética, nuclear fraca e nuclear forte — que mantêm os átomos e núcleos unidos. Isso fica evidente ao observarmos um ímã, que é relativamente pequeno, mas exerce uma força muito forte sobre objetos magnéticos.





