terça-feira, 13 de janeiro de 2026

PONTOS A PONDERAR

PODE-SE LEVAR UM BURRO ATÉ O RIACHO, MAS NÃO SE PODE OBRIGÁ-LO A BEBER.

 

Desde tempos imemoriais que a história da humanidade é marcada por rupturas, migrações e saltos tecnológicos surpreendentes. Iniciada há cerca de 20 milhões de anos, a jornada dos hominídeos é o fio condutor que nos levou da savana africana ao espaço aéreo transatlântico, passando por mamutes, caravelas e aviões supersônicos. 

 

Transformar algo que simplesmente rolava em um artefato funcional — com eixo, encaixe e aplicação sistemática — foi um salto tão extraordinário quanto aproveitar o fogo produzido pela queda de raios e utilizá-lo para aquecimento, proteção contra animais e cozimento de alimentos. 


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As fraudes de longa data do Banco Master — que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central — é mais um dos muitos escândalos com os quais nos habituamos a conviver, mas exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.

As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: "Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã". 

Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.

Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação — o que não é de estranhar —, cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de "estancar a sangria" mediante acordos "com o Supremo, com tudo", falando sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava-Jato. 

A malfadada novidade aqui é ver o STF e o TCU arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli e Jhonatan de Jesus, respectivamente, que precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições. Mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto — a menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de gente.


A capacidade inata do ser humano de transformar simples percepções em saltos tecnológicos é notória. Por volta de 3000 a.C., os egípcios já navegavam pelo Nilo em barcos movidos a remo, mas levaram 500 anos para equipar suas embarcações com velas e aproveitar os ventos do norte para subir o rio e transportar excedentes agrícolas para centros comerciais como Mênfis e Tebas. E outros 3.000 anos se passaram até que portugueses e espanhóis singrassem os oceanos em naus, caravelas e galeões, na chamada Era das Grandes Navegações. 

 

Os primeiros barcos a vapor surgiram no início do século XIX, e os motores a óleo diesel, cerca de 50 anos depois. Em 1903, os irmãos Wright realizaram o primeiro voo motorizado. Em 1906, Santos Dumont demonstrou que um artefato mais pesado que o ar era capaz de decolar, voar e pousar por meios próprios. Dali a oito décadas, o supersônico Concorde já sobrevoava o Atlântico em menos de três horas — façanha que Cabral e sua trupe levaram 41 dias para realizar em 1500.

 

Não é exagero afirmar que a evolução tecnológica foi mais expressiva nos últimos dois séculos do que desde a invenção da roda até a Revolução Industrial, e que se intensificou ainda mais nos anos 1900. Segundo os teóricos da conspiração, parte desse avanço teria sido impulsionado pela aplicação de engenharia reversa numa tecnologia extraterrestre. 


Tudo começou em julho de 1947, quando uma suposta nave alienígena caiu em Roswell, no Novo México. O governo americano chegou a anunciar que havia recuperado um “disco voador”, mas logo recuou, alegando que se tratava de um simples balão meteorológico — versão que, como não poderia deixar de ser, só alimentou ainda mais as especulações (detalhes nesta postagem). 

 

A partir daí, surgiram relatos de instalações secretas na Área 51, agentes misteriosos conhecidos como “Homens de Preto” (MIB) e até mesmo de experimentos com corpos alienígenas em bases subterrâneas. O coronel Philip Corso, figura central nesse enredo, afirmou em seu livro The Day After Roswell que tecnologias como microchips, fibras ópticas e visão noturna teriam sido desenvolvidas a partir dos destroços da nave. 

 

O ser humano já singrou oceanos em caravelas, rasgou céus em aviões, pousou sondas em cometas, conectou bilhões de pessoas em tempo real por meio de redes invisíveis, criou algoritmos que diagnosticam doenças antes dos sintomas, carros autônomos e inteligências artificiais. Mas contrasta com esse avanço tecnológico embriagante algo profundamente desconcertante: quanto mais sofisticadas nossas ferramentas, mais primitivas parecem ser algumas de nossas crenças.

 

Numa era em que a ciência é capaz de editar genes, milhões de pessoas continuam negando a eficácia das vacinas. A despeito de satélites mapearem a Terra com precisão milimétrica e fotos tiradas do espaço e até da superfície lunar comprovarem a esfericidade do planeta, 7% dos brasileiros se declaram terraplanistas.

 

Quase um terço da população brasileira entre 15 e 64 anos é composto de analfabetos funcionais, dos quais 36% são alfabetizados em nível elementar e 35% têm ao menos a capacidade de selecionar múltiplas informações em textos e compreender tabelas. Nos EUA, 2% das pessoas acreditam que a Terra é plana e 5% têm dúvidas. 


Isso explica por que Trump foi reeleito lá e Lula, cá, por que os bolsomínions acreditam que Bolsonaro seja um ex-presidente de mostruário que Xandão e seus pares de toga, que o condenaram — e a seus asseclas de alto coturno — por tentar dar um golpe de Estado. 

 

No Brasil — e não só aqui, diga-se —, parlamentares que se dizem representantes do povo legislam em causa própria, líderes que se vendem como salvadores flertam com o autoritarismo, e uma democracia que se sustenta sobre urnas eletrônicas auditáveis é atacada por quem não aceita o resultado delas. É como se estivéssemos pilotando um foguete com o painel de controle de um bonde do século XIX — e com passageiros que querem puxar o freio de mão.

 

A tecnologia não é redentora por si só. Ela é uma ferramenta e, como tal, depende de quem a empunha. Um bisturi pode salvar ou tirar uma vida. Um algoritmo pode promover inclusão ou reforçar preconceitos. Um microfone pode informar ou manipular. O verdadeiro salto civilizacional não está apenas em inventar coisas novas, mas em usar as que já temos com ética, inteligência e coragem.

Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja inventar o próximo foguete, mas impedir que ele seja sequestrado por quem quer usá-lo para apagar a luz da razão. Porque, no fim das contas, não há avanço tecnológico que compense o retrocesso moral.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

NOVA TEORIA PÕE EM XEQUE O BIG BANG

MEIAS-VERDADES SÃO SEMPRE MENTIRAS INTEIRAS.

A teoria do Big Bang não esclarece o que havia 13,8 bilhões de anos atrás nem o que causou a grande expansão, mas ainda é a melhor explicação sobre como e quando tudo começou. No entanto, uma equipe internacional de cientistas propôs recentemente o conceito de cosmologia de rebote de matéria não singular.

De acordo com esses pesquisadores, o universo "salta" ciclicamente de uma era quente e densa — como a que originou o Big Bang — para um estado muito mais frio —como o universo que observamos hoje. Em outras palavras, nosso cosmos seria uma reciclagem de um universo anterior.

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O fato de Nicolás Maduro ser um tirano sanguinário que herdou a ditadura de Hugo Chávez não muda o fato de que Donald Trump não passa de um autocrata aloprado, ególatra e narcisista. Foi ele quem tentou golpear a democracia americana em 2021, ao apoiar a invasão do Capitólio depois de perder as eleições de 2020 para Joe Biden, e que retornou ao poder em 2025 para, a partir daí, passar a atuar de forma abertamente inconstitucional e autocrática. Seja internamente, com perseguições e prisões ilegais, seja externamente, ao ameaçar aliados e destruir laços históricos, o padrão é o mesmo.

Tarifaços inconsequentes, cortes de verbas de programas educacionais e de saúde pública internacionais, rompimentos de acordos diplomáticos, uso da Lei Magnitsky como instrumento de pressão política e ideológica e, agora, um ataque a um país estrangeiro — sem autorização do Congresso, sem amparo no direito internacional — assumindo inclusive a “administração” desse país e a exploração de seu petróleo, não encontram paralelo na história americana.

No Vietnã foi diferente.
No Iraque foi diferente.
No Afeganistão foi diferente.
No Irã foi diferente.

Em todas essas ocasiões, houve não apenas algum grau de consenso interno e referendo político, como também apoio — ainda que controverso — da comunidade internacional.

É lamentável que o povo americano tenha reconduzido Donald Trump à Casa Branca. Por outro lado, isso não muda o fato de que o tiranete alaranjado, amigo de facínoras mundo afora — como Vladimir Putin e os sheiks árabes de quem é parceiro comercial — não moveu uma palha contra Maduro por boas intenções. A ele só interessa seu joguinho de tabuleiro contra a China e usar o petróleo venezuelano em favor de seus parças no Texas.

De acordo com um artigo publicado no Journal of Cosmology, certas condições no início do universo podem ter levado à formação dos chamados buracos negros primordiais (PBHs, na sigla em inglês). Diferentemente dos buracos negros "comuns", que surgem do colapso de estrelas massivas, os PBHs teriam se formado diretamente a partir da compressão de regiões extremamente densas de matéria primordial, logo após o Big Bang.

O estudo sugere que, durante uma fase em que o universo experimentou uma contração da matéria, ocorreram flutuações na densidade em escalas maiores do que o horizonte cosmológico — ou seja, além do limite do que podemos observar. Essas "perturbações da curvatura" podem ter sido amplificadas durante a transição dessa fase de contração para o estado de expansão conhecido como Big Bang quente (HBB). Em pequenas escalas, a ampliação dessas flutuações teria concentrado tanta matéria em certas regiões que estas colapsaram, formando os PBHs.

Esses buracos negros primordiais podem ajudar a explicar mistérios como a origem da matéria escura, a formação de estruturas cósmicas e até algumas das ondas gravitacionais detectadas nos tempos modernos. Em resumo, o que parecia ser apenas pequenas irregularidades na densidade do cosmos primordial pode ter desempenhado um papel crucial na criação de objetos exóticos e na estrutura do universo tal como o conhecemos.

Se essa hipótese for verdadeira, as ondas gravitacionais geradas durante a formação desses buracos negros poderiam ser detectadas por futuros observatórios especializados, oferecendo uma maneira de confirmar esse cenário como uma via de geração da matéria escura. No entanto, atualmente, não há buracos negros suficientes detectados para explicar esse fenômeno por completo.

Em que pese o "abalo" que essa nova teoria causou no que a comunidade científica sabe — ou imagina saber — sobre o "início de tudo", afirmar que certos colapsos de buracos negros primordiais podem gerar ondas gravitacionais ainda depende de missões futuras. Ou seja, a tese do "rebote" precisa de mais evidências antes de substituir o modelo cosmológico padrão, que continua sendo a melhor explicação disponível para o surgimento do cosmos.

ObservaçãoMatéria escura e energia escura compõem cerca de 95% do universo; ou seja, tudo o que conhecemos, observamos e conseguimos explicar representa meros 5% do cosmos. Enquanto a matéria escura aumenta a atração gravitacional, mantendo as galáxias coesas, a energia escura — uma das maiores incógnitas do universo — atua como uma força "repulsiva", afastando as galáxias e acelerando a expansão cósmica.

No entanto, a exemplo dos tucanos — refiro-me aos peessedebistas, não às aves da família Ramphastidae, conhecidas pelo bico grande, colorido e lateralmente achatado —, que são tão indecisos a ponto de mijar no corredor quando o imóvel tem mais de um banheiro, os cientistas também não são unânimes quanto à existência da energia escura.

Baseado em observações aprimoradas de supernovas, um estudo neozelandês propõe um modelo de expansão cósmica chamado "paisagem temporal", que dispensa a necessidade de postular a existência da energia escura. A explicação central desse novo modelo reside na maneira como medimos o tempo e a distância no universo. Segundo a teoria da relatividade, a gravidade faz com que relógios em diferentes locais funcionem em ritmos distintos. De acordo com esse estudo, um relógio na Via Láctea seria cerca de 35% mais lento do que outro em regiões cósmicas com pouca matéria.

Essa diferença significa que bilhões de anos a mais teriam se passado nos vazios, criando a ilusão de que a expansão do universo está acelerando, quando, na verdade, esse fenômeno seria apenas consequência da forma como o tempo é afetado pela gravidade em diferentes regiões do espaço. Essa proposta oferece uma solução potencial para várias questões sobre a expansão cósmica, incluindo a chamada tensão de Hubble — a discrepância entre a taxa de expansão do universo primitivo e a atual.

Os resultados do DESI — que questionam o modelo cosmológico padrão — parecem estar mais alinhados com essa nova proposta, e a expectativa é que esse mistério seja resolvido até o final da década. Aliás, a própria "não-existência" da matéria escura também foi sugerida recentemente pelo físico teórico Rajendra Gupta, segundo o qual o universo teria, na verdade, 26,7 bilhões de anos — quase o dobro da idade oficialmente aceita atualmente.

A conferir.

domingo, 11 de janeiro de 2026

QUIBE DE BANDEJA E TORTA RÁPIDA DE QUEIJO E PRESUNTO

AS REDES SOCIAIS SE TORNARAM A MAIOR BENESSE PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA DESDE QUE A IGREJA CATÓLICA INVENTOU A CONFISSÃO.

O cultivo do trigo e de outros cereais na região que hoje abriga países como Iraque, Jordânia e Líbano, contribuiu para que nossos antepassados trocassem a vida nômade por comunidades, criassem cidades, impérios e, posteriormente, criassem o hábito de reunir parentes e amigos em torno de uma mesa farta.


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Fernando Haddad deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro para colaborar com a campanha à reeleição de Lula — coisa que, aliás, ele vem fazendo desde o dia em que assumiu o cargo, desdobrando-se para aumentar a arrecadação e satisfazer a ânsia perdulária do chefe por ampliar seu capital eleitoral.

Vale relembrar que, durante a campanha de 2002, Antonio Palocci convenceu Lula a firmar o compromisso de preservar o superávit fiscal — que, juntamente com o câmbio flutuante e as metas de inflação, compunha o tripé macroeconômico herdado do governo FHC. Em 2005, porém, sua equipe econômica cometeu a heresia de propor que o governo perseguisse o déficit nominal zero — uma meta ousada, que melhoraria drasticamente a percepção do Brasil no mercado e permitiria uma redução acentuada dos juros. A ideia, porém, não foi adiante: era demais para os padrões petistas.

À época, em entrevista ao Estadão, Dilma, então ministra da Casa Civil, classificou o plano como “rudimentar”. Haddad, que não chega a ser uma Dilma, jamais será um Palocci — ao contrário: ele ajudou a conceber uma âncora fiscal que só existia para efeito de propaganda e passou os últimos três anos tentando dourar a pílula do déficit, reafirmando um compromisso de equilíbrio das contas públicas que Lula — e os números — tratavam de desmoralizar diariamente.

No primeiro mandato, Lula se preocupava em transmitir ao mercado e aos investidores a imagem de que trataria as contas públicas com seriedade, no terceiro ele esbanja dinheiro sem qualquer pudor. “Não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”, perorou o palanque ambulante..

Haddad se empenhou na aprovação da reforma tributária sobre o consumo, mas acabou se rendendo aos imperativos populistas de Lula e pagando o mico de anunciar em rede nacional o plano eleitoreiro do chefe de isentar do IR quem ganha até R$ 5 mil — talvez o ponto mais abissal de sua passagem pelo Ministério da Fazenda.

Dizer que a arquitetura do arcabouço pode ser mantida e que basta discutir seus parâmetros em 2027, como fez o bonifrate de xamã petista, é insultar a inteligência alheia. Do mesmo modo, é ofensivo afirmar que Lula herdou um “inferno no campo fiscal” dos governos que o antecederam. Ao fazê-lo, Haddad deixa claro que jamais deixará de ser petista — ainda que uma ala do partido não o suporte.


O cereal viajou o mundo e, em cada porto, ganhou novo sotaque. No Oriente Médio, o trigo fino levou à criação do quibe, que pode ser servido cru, frito ou assado. Para preparar quibe assado com cebolas caramelizadas, você vai precisar de:


1 kg de carne moída (sugiro patinho ou coxão-mole);

1 ½ xícara (chá) de trigo fino para quibe;

1 cebola ralada;

Raspas e suco de 1 limão;

1½ xícara (chá) de folhas de hortelã picadas;

1 colher (chá) de pimenta síria;

1 colher (sopa) de sal;

1 cebola picada;

1 colher (sopa) de manteiga;

½ colher (chá) de pimenta síria;

1 colher (sopa) de tahine;

2 colheres (sopa) de nozes picadas;

Salsinha picada;

3 cebolas em rodelas

50 g de manteiga.

Azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto.


Deixe o trigo para quibe de molho por 3 horas e escorra bem, espremendo o excesso de água com as mãos ou em um pano limpo. Em uma tigela grande, misture metade da carne moída, o trigo hidratado, a cebola ralada, as raspas e o suco de limão, a hortelã picada, a pimenta síria e o sal. Amasse bem com as mãos até obter uma massa homogênea e úmida


Preaqueça o forno a 200ºC, unte com azeite uma assadeira retangular de 28 x 18 cm, derreta 1 colher (sopa) de manteiga em uma frigideira e refogue a cebola picada até ficar dourada. Adicione metade da carne moída, tempere com a pimenta síria, sal e pimenta-do-reino, cozinhe por cerca de 4 minutos (mexendo para desmanchar) e finalize misturando tahine, as nozes e a salsinha picada.


Derreta 50 g de manteiga em uma panela, adicione as cebolas em rodelas com uma pitada de sal, cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos, mexendo até que fiquem douradas e caramelizadas.


Divida a massa do quibe ao meio, espalhe a primeira metade no fundo da assadeira e o recheio sobre essa base. Distribua as cebolas caramelizadas sobre o recheio, cubra com o restante da massa e alise a superfície com as costas de uma colher.

Regue com um fio generoso de azeite, leve ao forno para assar por cerca de 35 minutos (ou até ficar bem dourado) e sirva em seguida.


Para quem achou essa receita muito complicada e demorada, a torta de queijo e presunto feita no liquidificador é simples, rápida — basicamente, é só bater os ingredientes e levar ao forno — e vai bem no café da manhã, no lanche ou no jantar. Você vai precisar de:

3 ovos;

1/2 xícara (chá) de óleo;

2 xícaras (chá) de leite;

2 xícaras (chá) de farinha de trigo;

1 colher (sopa) de fermento em pó;

1 colher (chá) de sal;

Queijo ralado a gosto;

200 g de presunto picado;

200 g de queijo muçarela;

1 tomate sem sementes picado;

1/2 cebola picada;

Orégano e azeitonas a gosto


Bata os ovos, o leite, o óleo, o sal e a farinha de trigo até formar uma massa lisa e homogênea. Acrescente o fermento e misture delicadamente com uma colher. Unte uma forma média com manteiga e farinha, despeje metade da massa, espalhe o recheio de presunto, queijo, tomate e orégano, cubra com o restante da massa e polvilhe o queijo ralado para obter uma crostinha dourada. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por cerca de 35 a 40 minutos, até ficar douradinha e firme.


Bom apetite.

sábado, 10 de janeiro de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 66ª PARTE

ÀS VEZES O UNIVERSO COSPE COINCIDÊNCIAS QUE NENHUM ESCRITOR DE FICÇÃO OUSARIA SEQUER IMAGINAR. 

Pessoas trajando roupas incompatíveis com a época, “artefatos fora de lugar” (OOPart) e construções arquitetônicas cuja complexidade desafia até mesmo os recursos tecnológicos atuais são tidos como possíveis evidências de viajantes do tempo ou sugerem a intervenção de civilizações extraterrestres. Isso pode até soar como teoria da conspiração — e talvez seja —, mas certos fatos simplesmente não se explicam por meios convencionais.


Tomemos como exemplo a maior das três Pirâmides de Gizé — que foi construída durante reinado do faraó Quéops (2589-2566 a.C.). Ainda que 30 mil operários tenham se revezado durante duas décadas para erguer esse monumento de 230 metros de base e 146 metros de altura, extrair 2,3 milhões de blocos de pedras de até 80 toneladas usando prosaicos cinzéis, rolá-los sobre toras de madeira por centenas de quilômetros de deserto e empilhá-los com o auxílio de guindastes e rampas em espiral rudimentares foi, sem dúvida, um trabalho hercúleo — e Hércules, vale lembrar, era grego, não egípcio.


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Durante um evento de caráter político-eleitoral realizado no interior do Palácio do Planalto nesta quinta-feira, Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria das penas. A participação popular no ato foi baixa, e o veto foi entendido como comício, inclusive pelos presidentes dos outros Poderes, cujas ausências foram amplamente notadas, assim como as de lideranças de partidos que não o PT.

O simbolismo eleitoreiro não residiu no número de participantes, mas na clara escolha de uma estratégia política. O PL havia sido articulado como uma tentativa de acomodação entre os Poderes — uma espécie de pacificação institucional que permitiria avançar para outras agendas. Havia, inclusive, a percepção de aval informal do próprio STF, responsável pela imposição de penas severas aos participantes dos atos de depredação de 8 de janeiro.

Vamos ver que bicho vai dar.


Chama igualmente a atenção o fato de a grande pirâmide estar perfeitamente alinhada com os pontos cardeais e com a constelação de Órion, além de sua latitude — 299.792°N — coincidir com a velocidade da luz: 299.792.458 m/s. Primeiro, porque essa constante só foi determinada no final do século XIX; segundo, porque, mesmo que a conhecessem — o que se admite apenas como exercício especulativo —, os antigos egípcios teriam de tê-la registrado em “côvados por segundo”, já que o sistema métrico só foi criado em 1791.

 

Além de dominarem escrita e utilizarem um sistema decimal três mil anos antes do início da era cristã — o que por si só já é espantoso —, os egípcios criaram seu calendário com base não no Sol ou na Lua, mas na estrela Sírius. Essa estrela só se tornava visível durante o inicio da enchente do Nilo, que não ocorria anualmente nem começava sempre no mesmo dia. Embora fossem obcecados por proporções, salta aos olhos as discrepância entre a cabeça e o corpo da Esfinge de Gizé. O rosto não se assemelha às representações conhecidas do faraó Quéfren, e o corpo não lembra o de um felino, e sim o de um chacal (talvez porque o rosto do deus Anúbis, associado à morte, fosse retratado como tal.

 

Como explicar que os autores dos Contos das Mil e Uma Noites tenham descrito tapetes voadores e cavernas repletas de tesouros que se abriam por comando de voz — como o célebre Abre-te Sésamo — se aviões e edifícios com portas automáticas só surgiram mais de 4 mil anos depois? De duas, uma: ou a imaginação dos "escritores das Arábias" era mais prodigiosa que a dos autores de ficção científica contemporâneos, ou essas "fantasias" retratavam coisas que eles já conheciam.

 

Tanto os deuses da mitologia grega quanto os da nórdica habitavam lugares acima das nuvens — o cume do Monte Olimpo e Asgard, respectivamente. Textos cuneiformes  dos antigos assírios descrevem divindades vindas das estrelas, que viajavam em barcos celestes. Os sumérios faziam cálculos lunares com precisão de quinze casas decimais. Seus deuses eram associados a estrelas orbitadas por planetas numa época em que sequer se cogitava a existência de sistemas solares, e eram retratados como seres com estrelas na cabeça ou cavalgando esferas aladas. 

 

Carruagens celestiais com rodas cuspindo fogo foram descritas tanto nos apócrifos de Abraão quanto nos de Moisés, como aponta Erich von Däniken em "Eram os deuses astronautas?". Suas obras foram rotuladas como “pseudocientista” por acadêmicos como Pierre Houdin e Bob Brier, mas venderam mais de 80 milhões de cópias mundo afora, e sua Teoria dos Antigos Astronautas inspirou a bem-sucedida série Alienígenas do Passado, produzida pelo History Channel. 

 

É fato que muitas teorias da conspiração permeiam o assunto, mas algumas proposições de Däniken, embora não comprovadas, contam com defensores ilustres. O russo Zecharia Sitchin também contribuiu para difundir o tema com sua interpretação de textos antigos do Oriente Médio, ainda que sem o mesmo alcance do colega suíço. Atualmente, o britânico Graham Hancock dá continuidade às teorias seguindo a linha de argumentação de Däniken, embora a considere incompleta.

 

Com base na obra de HomeroHeinrich Schliemann pavimentou a descoberta de Tróia. No apogeu da civilização maia (entre 250 e 900 d.C.), grandes cidades, pirâmides e praças majestosas foram erguidas em plena floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize. Teóricos da conspiração atribuem esse prodígio ora a alienígenas, ora a habitantes do continente perdido de Atlântida. 

 

Em "Stonehenge decoded", o astrônomo Gerald Hawkins estima que a estrutura de pedras concêntricas de até 5 metros de altura e 50 toneladas foi erguida no período neolítico, quando as Ilhas Britânicas eram habitadas por povos considerados atrasados em relação a seus contemporâneos mediterrâneos. 

 

Os chineses conhecem e aplicam a eletrólise há mais de mil e seiscentos anos. Textos de 3.000 anos encontrados na Índia fazem referência a uma arma cuja descrição evoca a bomba atômica. Também na Índia, foi encontrado um esqueleto humano de 4.000 com radioatividade 50 vezes superior à do ambiente. Um alfarrábio contendo "toda a ciência da antiguidade" foi destruído pelo imperador inca Pachacuti, e milhão de volumes pertencentes a Ptolomeu I Sóter foram incinerados por ordem do califa Omar porque, sob a alegação de que afrontavam o Alcorão. 

 

Não se sabe o destino das bibliotecas de Jerusalém e de Pérgamo, nem quantos segredos se perderam com as destruições em massa dos livros históricos, astronômicos e filosóficos ordenadas pelo imperador chinês Chi-Huang, por Hitler e por Mao Tsé-Tung.

 

O homem almeja voar como os pássaros desde tempos imemoriais. Ícaro tentou com asas de cera, mas caiu no mar porque não deu ouvidos ao pai e se aproximou demais do Sol. Leonardo da Vinci concebeu seu "parafuso aéreo" quase 500 anos antes do primeiro voo de helicóptero, mas foi somente no século XX que os Irmãos Wright e Santos Dumont provaram que objetos mais pesados que o ar podiam voar. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que meteoros não podiam cair do céu — afinal, no céu não havia pedras —, e que passageiros de um trem a mais de 34 km/h morreriam asfixiados.
 
Felizmente, sempre houve fantasistas suficientemente audaciosos e surdos às críticas que lhe eram feitas. Sem eles, não haveria trens-bala, aviões a jato ou viagens interplanetárias. Quem sabe, um dia, viajar no tempo se torne tão “simples” quanto foi enviar o homem à Lua em 1969. 

 

Continua... 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LÊNIN E O DIABO

O MAL DO MUNDO É QUE DEUS ENVELHECEU E O DIABO EVOLUIU.

Depois de fazer a Revolução Russa, acabar com as diferenças de classes sociais e dedicar a vida inteira ao comunismo, Lênin finalmente morre, e por ser ateu e ter perseguido os religiosos, é condenado ao inferno.


Ao chegar lá, Lênin descobre que a situação é pior do que na Terra: os condenados são submetidos a sofrimentos incríveis, não há comida para todos, os demônios são desorganizados, Satanás se comporta como um rei absoluto, e por aí vai. Indignado, organiza passeatas, faz protestos, cria sindicatos com diabos descontentes, incentiva rebeliões.


Em pouco tempo, o inferno está de cabeça para baixo: ninguém respeita mais a autoridade de Satanás, os demônios pedem aumento de salário, as sessões de suplício ficam vazias, os encarregados de manter acesas as fornalhas fazem greve.


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Flávio Bolsonaro iniciou sua pré-campanha à Presidência da República tentando se descolar do pai. Disse que tomou vacina contra Covid e criticou os críticos do hoje presidiário, mas começou o ano com uma imagem na qual divide ao meio o rosto com o pai ao desejar “feliz 2026” e prometer “resgatar o nosso Brasil!”.

Horas antes, ao postar sua mensagem de Ano Novo, o filho do pai postou um vídeo que termina com o pai se metamorfoseando no filho e a mensagem de que “o legado continua”. As imagens indicam o cuidado do fruto de não se distanciar muito do pé, apesar da preocupação de disputar o eleitorado de centro — aquele que realmente define uma eleição polarizada.

Os apoiadores da famiglia Bolsonaro chegaram a dizer que Flávio é até melhor do que o pai, num esforço para consolidar a pré-candidatura do senador, mas estava claro desde o início que ele só poderia desempenhar o mesmo papel de bonifrate que Haddad protagonizou como poste de Lula na eleição de 2018, vencida por Bolsonaro, 

Flávio se encaminha para ser o poste de Bolsonaro e perder a eleição para o petista.

A melhor chance que tem, como indicaram as pesquisas, é superar os adversários à direita no primeiro turno. Não conseguir nem isso seria a derrocada do bolsonarismo. Ou tudo isso, tanto a pré-candidatura de Flávio quanto a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Jr., não passam de jogo político, e o candidato de fato será mesmo Tarcísio de Freitas..

A carta de Bolsonaro lida por Flávio antes das cirurgias do pai indicou que ele precisava de mais um empurrão, mas na verdade o filho precisa ser o pai — algo que está fadado a não conseguir.


Satanás, que já não sabe como manter seu reino funcionando com aquele rebelde subvertendo todas as leis, tenta marcar um encontro com Lênin, mas este alega não conversar com opressores e diz não reconhecer sua autoridade. Desesperado, ele procura São Pedro.


- Você se lembra daquele sujeito que fez a revolução russa? — pergunta Satanás.


- Lembro muito bem — responde São Pedro. — Comunista. Odiava a religião.


- Ele é um bom homem – insiste o Pai da Mentira. — A despeito de seus pecados, não merece o inferno; afinal, procurou lutar por um mundo mais justo e, portanto, deveria estar no Céu.


São Pedro reflete durante algum tempo e diz:


- Acho que você tem razão. Todos nós temos nossos pecados. Eu mesmo cheguei a negar Cristo por três vezes. Mande ele para cá.


Satanás volta ao inferno, envia Lênin para o céu e, com mão de ferro e alguma violência, dissolve os sindicatos de demônios e o comitê de almas descontentes, proíbe assembléias e manifestações de condenados e reconverte seu reino no famoso lugar dos tormentos que sempre assustou o homem. Mas fica imaginando o que deve estar acontecendo no céu: “Aquele comunista deve ter transformado o Paraíso num lugar insuportável, e São Pedro vai mandá-lo de volta mais hora, menos ora.”


Mas o tempo vai passando e nenhuma notícia do céu. Movido pela curiosidade, Satanás resolve descobrir o que está acontecendo e marca uma audiência com São Pedro.


— E aí, como vão as coisas? — pergunta o senhor das trevas ao porteiro do Céu.


— Muito bem – responde o santo.


— Mas está mesmo tudo em ordem?


— Claro! Por que não haveria de estar?


“São Pedro está mentindo”, pensa Satanás. “Vai querer me empurrar Lênin de volta”


— E aquele comunista que eu mandei, tem se comportado bem?


— Muito bem!


— Nenhuma anarquia?


— Pelo contrário. Os anjos são mais livres que nunca, as almas fazem o que bem desejam, os santos podem entrar e sair sem hora marcada.


— E Deus não reclama deste excesso de liberdade?


São Pedro olha com certa piedade o pobre diabo a sua frente.


— Deus? Camarada, Deus não existe!