Cientistas estão documentando um sistema planetário na Via Láctea que inclui uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do nosso Sol, orbitada por uma anã marrom — um corpo celeste na fronteira entre um planeta e uma estrela.
A anã marrom é orbitada por um mundo gasoso do tamanho de Júpiter, recém-descoberto com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile.
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Daniel Vorcaro levou a diversificação dos negócios às fronteiras do paroxismo. A Polícia Federal descobriu que, no ramo afetivo, além de financiar os prazeres sexuais de políticos e autoridades, o ex-banqueiro Investiu pelo menos R$ 4,3 milhões numa rede internacional de prostituição, atuando, inclusive, no recrutamento de mulheres. No mercado financeiro, isso se chama gestão de ativos. No mercado da patifaria, chama-se cafetinagem. No caso de Vorcaro, a perversão teve como agravante a suspeita de tráfico internacional de mulheres vulneráveis.
Na prática, Vorcaro fez da República um bordel pós-ideológico. A diferença é que a prostituição foi exercida não pelas mulheres, mas pelos políticos e autoridades recrutados por Vorcaro. Prostituíram-se em troca de contratos advocatícios milionários, patrocínio de filme, custeio de exílio antipatriótico, voos em jatinhos patrocinados, hospedagem em hotéis de luxo, convescotes com uísque e charuto. Tudo isso e mais favores sexuais.
Usando nosso sistema solar como referência, um corpo que orbita outro corpo que orbita uma estrela deveria ser chamado de lua — ou exolua, por estar além do nosso sistema solar —, mas o objeto que orbita a anã marrom não se assemelha a nenhuma das muitas luas do nosso sistema solar, que são mundos relativamente pequenos, rochosos ou gelados, em termos de composição e tamanho. A maioria dos astrônomos concorda com o nome "exossatélite", pelo menos até que adotemos formalmente definições para objetos como esses.
O sistema em questão fica a cerca de 72 anos-luz da Terra — lembrando que um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,5 trilhões de km. O exossatélite possui pelo menos 90% da massa de Júpiter — o maior planeta do nosso sistema solar — e completa uma órbita ao redor da anã marrom a cada 170 dias, a uma distância de cerca de um quinto daquela que separa a Terra do Sol.
A descoberta desses objetos incomuns, diferentes de tudo que conhecemos em nosso sistema solar, abriu uma caixa de Pandora para a comunidade científica, que agora busca entender, mediante modelos teóricos, como esses tipos de objetos se formam e se são comuns ou não.
Embora mais de 6.300 exoplanetas — como são conhecidos os planetas fora do nosso sistema solar — tenham sido descobertos, encontrar exoluas tem se mostrado mais desafiador, com apenas alguns bons candidatos identificados. Os pesquisadores estão tentando descobrir as origens do exossatélite, que pode ter se formado a partir do disco de gás e poeira ao redor da anã marrom — assim como os planetas se formam ao redor das estrelas — ou ter sido capturado gravitacionalmente pela anã marrom.
Uma anã marrom não é estrela nem planeta, mas algo entre os dois. Elas podem ser consideradas estrelas em formação que, durante seus estágios iniciais, não alcançaram a massa necessária para iniciar a fusão nuclear em seu núcleo, como uma estrela. Mas são mais massivas do que os maiores planetas — a anã marrom desse sistema é cerca de 33 vezes mais massiva, 50% maior em tamanho e muito mais quente que Júpiter.
Desde a primeira detecção de exoplanetas, na década de 1990, os cientistas identificaram uma ampla variedade de sistemas planetários, alguns muito semelhantes ao nosso e outros bem diferentes. O sistema examinado na nova pesquisa é um caso atípico. Provavelmente, houve uma história dinâmica bastante caótica que o deixou em seu estado atual, mas é difícil dizer exatamente que tipo de caos ele passou.







