segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tic...

Pontualidade é uma virtude (que o digam os britânicos), e por mais difícil que seja cumprir religiosamente horários e compromissos, nos dias de hoje – devido à correria, às intempéries, ao trânsito caótico e aos percalços da “vida moderna” –, há quem se preocupe em construir relógios cada vez mais precisos (que o digam os suíços). Aliás, para quem preza a pontualidade, uma boa idéia é sincronizar o relógio do Windows com servidores da web (mais detalhes na postagem do dia 03 do mês passado), que se baseiam em relógios atômicos cuja precisão chega a ser de 1 segundo por milhão de anos!

Observação: Relógios atômicos medem a passagem do tempo com base num movimento oscilatório que, de certa forma, lembra o do conjunto de massa/mola dos relógios comuns (ainda que essa oscilação ocorra entre o núcleo de um átomo e os elétrons que o circundam). Essa tecnologia foi desenvolvida pelo físico Isidor Rabi e aprimorada pelo NIST (National Institute of Standards and Technology). A título de curiosidade, um “segundo-atômico” é oficialmente definido como 9.192.631.770 oscilações de um átomo de césio 133.

Desde as mais priscas eras que o ser humano busca medir a passagem do tempo, mas a razão pela qual o período em que a Terra dá uma volta completa em torno de seu eixo ter sido dividido em 24 horas de 60 minutos (cada qual com 60 segundos) é um tanto nebulosa: especula-se que isso se deve a um antigo calendário egípcio ou ao sistema matemático babilônico (cujo número base é o 60).

O primeiro relógio “de sol” foi criado milênios atrás, quando alguém associou a própria sombra a escalas capazes de determinar as horas a partir da posição projetada pelo sol. Já as versões “de água” (clepsidras) e “de areia” (ampulhetas) surgiriam no século VII a.C., e o relógio mecânico (cuja invenção é atribuída ao Papa Silvestre II), no final do século IX da nossa era. Na seqüência, surgiriam modelos de corda, elétricos, automáticos, movidos a quartzo e, mais recentemente, os atômicos.

Amanhã a gente conclui.

Abraços e até lá.
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