terça-feira, 26 de janeiro de 2010

De volta ao hardware


Uma das características mais interessantes da plataforma PC é a possibilidade de se abrir o gabinete e atualizar a configuração de sua máquina a qualquer momento; afinal, novidades não faltam, e atualizar componentes ou acrescentar novas funcionalidades através da instalação de elementos mais modernos é uma maneira relativamente econômica de prolongar a vida útil do equipamento.
Em vista disso, na hora de escolher a placa-mãe – coração do sistema computacional –, é preciso levar em conta desde o tipo de processador suportado até a memória utilizada, passando por funcionalidades como recursos gráficos e de som on-board.
Convém ter em mente que o soquete de CPU define a possibilidade de um eventual upgrade de processador, já que, para substituir um modelo antigo por outro mais novo e mais rápido, é preciso que ambos utilizem o mesmo encaixe. E a despeito de apenas duas empresas dominarem esse mercado (Intel e AMD), existem miríades de modelos diferentes de processadores - que no mais das vezes não são intercambiáveis entre si, devido ao número de pinos e outros detalhes técnicos que fogem ao escopo desta matéria.
Os modelos mais recentes de CPUs da Intel são os Core i7 (topo de linha), Core i5 (mainstream) e Core i3 (com GPU integrada), que requerem o soquete 1156, embora a família Core 2 – Duo e Quad, com dois ou quatro núcleos, respectivamente, que utilizam o soquete LGA775 – deva continuar ativa e operante durante mais algum tempo.
Já a AMD oferece as linhas Phenom, Athlon e Sempron – sendo esta última a de modelos de baixo custo, correspondentes aos Celeron da Intel. Processadores Phenom e Phenom II, de topo de linha, contam com modelos das séries 8000 e 9000 – com três e quatro núcleos, respectivamente –, que exigem soquetes AM2+ (ou AM3, quando o sistema requer suporte a memórias DDR3).

OBSERVAÇÃO: Conforme já comentamos, a escolha do processador reflete no tipo de memória a ser utilizada; o padrão DDR2 continua sendo o mais comum, mas CPUs de última geração, tanto da Intel quanto da AMD, já requerem memórias DDR3 (bem mais caras). Se seu processador for de 64 bit e sua versão do Windows oferecer suporte a esse padrão, será possível rechear sua máquina com até 24 GB de RAM, embora 6 GB sejam mais do que suficientes.

Se você não for fanático por games radicais e não pretender trabalhar com aplicativos gráficos muito exigentes, uma placa com chipset gráfico on-board já estará de bom tamanho – embora seja recomendável escolher um modelo que inclua um slot PCI-E (para abrigar uma aceleradora gráfica dedicada, caso esta venha a ser necessária futuramente).
No que diz respeito ao áudio, praticamente todas as placas-mãe atuais contam com som on-board. Nos modelos mais acessíveis, é possível obter entrada e saída de sinal estéreo através dos conectores situados no painel traseiro e/ou nas portas de áudio que alguns gabinetes disponibilizam no painel frontal; já os modelos mais caros costumam incluir saída digital de som e recursos de processamento com suporte para configurações de som surround 5.1 ou 7.1.
Para concluir, não custa lembrar que o site da Intel oferece um vasto leque de noções e informações importantes, visando ajudar os usuários a escolher um modelo de computador mais adequado às suas necessidades e preferências pessoais. Para conferir, de uma olhadinha no post que meu amigo Victor Faria publicou no úlitmo sábado (http://papodeinformatica.blogspot.com/2010/01/escolha-o-computador-ideal-para-voce.html). 

Em tempo: Para mais dicas de hardware e assuntos correlatos, visite  http://hardwarexperience.blogspot.com/ (ou siga o link respectivo, na coluna à esquerda da nossa página inicial).

Uma ótima semana a todos!
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