sexta-feira, 18 de março de 2011

Dinheiro? Para que dinheiro?

Uma postagem que o Kevin publicou recentemente (http://updatefreud.blogspot.com/2011/03/o-cordao-dos-milionarios.html) me levou a algumas elucubrações sobre o que é ser rico, de modo que eu resolvi trazer o assunto à baila, até para conhecer a opinião de vocês.
Há quem diga que ser rico é um estado de espírito, outros, que é ter saúde para trabalhar (a meu ver, isso é consolo de pobre). Particularmente, acho que ser rico é não ter que se preocupar com grana (embora essa definição seja uma meia-verdade, pois quem tem muita grana se preocupa (e muito) em investi-la com segurança, mas isso já é outra história...
Talvez vocês conheçam alguém “rico de verdade” – como o Sílvio Santos (que, aos 80 anos, continua dançando e cantando com suas “colegas de trabalho”, a despeito do rombo do Banco Panamericano), ou a Hebe Camargo (cuja coleção de jóias vale mais do que um trabalhador braçal acumularia em duas vidas, mesmo que não gastasse um único tostão do salário). Já no meu círculo de relacionamentos, não existe ninguém desse quilate. Sempre tem um ou outro que come mortadela (não da Ceratti, que é caríssima) e arrota peru, ostentando opulência mesmo que esteja em débito com o condomínio ou fazendo malabarismos para que a financeira não lhe tome o carro – mas isso também é outra história,
Rico de verdade, a meu ver, figura na lista da revista Forbes, que este ano elenca 1210 afortunados (literalmente) com mais de um bilhão de dólares. Bill Gates é rico de verdade (US$ 56 bilhões), mesmo que tenha perdido o trono para o mexicano Carlos Slim (US$ 76 bilhões). Como sugere uma frase na homepgage do site, atribuída a Leonardo da Vinci (que não está na lista), “ Poor is the pupil who does not surpass his master" (numa tradução literal, pobre é o pupilo que não supera seu mestre).
Steve Ballmer e Steve Jobs também fazem parte dessa seleta confraria (com US$ 14,5 e US$ 8,3 bilhões, respectivamente) que, pasmem, abriga diversos brasileiros, dentre os quais Eike Batista (US$ 30 bilhões), Antonio Ermírio (US$ 5,3 bilhões) e Abílio Diniz (US$ 3,4 bilhões). E ainda que os EUA estejam em primeiro lugar em número de bilionários, a cidade com maior incidência é Moscou.
Os cineastas George Lucas e Steven Spielberg também estão entre os bilionários da publicação. Lucas ocupa o 347° lugar, com fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões, enquanto o diretor de E.T. acumula US$ 3 bilhões e ficou com a 376ª posição (pobres, né?). O primeiro-ministro da Itália, empresário e proprietário do Milan, Silvio Berlusconi, é um dos destaques da lista. Com o nome relacionado a diversos escândalos recentemente, ele ocupa a 118ª posição, com fortuna avaliada em US$ 7,8 bilhões. J.K. Rowling, autora da série de livros (intragáveis) Harry Potter é a única escritora que conseguiu entrar na lista, com fortuna de US$ 1 bilhão. Há outra mulher bastante conhecida entre as mais ricas do mundo é a apresentadora americana Oprah Winfrey, que ocupa a 420ª posição, com US$ 2,7 bilhões.

Observação: Para dar uma idéia melhor do que significa ter um bilhão de dólares, com uma grana dessas, ainda que mal aplicada, você poderia comprar 3 Camaros zero km por dia, mesmo ao preço escorchante cobrado aqui no Brasil.

Ricos de verdade comem caviar e arrotam caviar – e ainda disputam entre si quem arrota mais alto (risos). O russo Roman Abramovich (50º colocado), que figura também no rol dos protagonistas dos divórcios mais caros do planeta – que o diga sua ex-mulher Irina, que levou US$ 300 milhões mais iate, jato particular e casas na Inglaterra e na Rússia – além de ser dono de um Boeing 767 (apelidado de Bandido) e de um dos times de futebol mais caros da Europa (o Chelsea), disputa a tapa título de proprietário do maior iate do mundo com o xeique Mohammed Bin Rashid al-Maktoum.

Observação: O ranking dos 100 maiores barcos do mundo é publicado anualmente pela Camper & Nicholson. Larry Ellison, presidente da Oracle, ocupa a sétima posição, e Paul Allen, co-fundador da Microsoft, a décima, com seu poderoso Octopus – que foi confundido com um transatlântico ao ancorar na Baía da Guanabara, alguns anos atrás, devido a suas muitas piscinas, quadras esportivas, heliponto e capacidade 25 convidados.

O ECLIPSE, com seus oito deques, dois helipontos, duas piscinas, submarino acoplado, discoteca e onze suítes para hóspedes– e que custou US$ 500 milhões e dá uma despesa mensal de US$ 1,5 milhão para o bilionário russo –, rebaixou o DUBAI para o segundo lugar. Mas o xeique é duro na queda: afinal, quem é dono do maior edifício do mundo – o Burj Khalifa, com 828 metros de altura – e das Palm Islands (complexo de ilhas artificiais no Golfo Pérsico) não poderia mesmo se conformar em ver seu iate de US$ 300 milhões, que comporta 36 hóspedes e tem piscina com cachoeira, cinema, três elevadores, sala para squash e heliponto relegado a um “modesto” segundo lugar. Assim, sua alteza divulgou que não só pretende reformar o barco para deixá-lo maior – provavelmente usando o truque de colocar um radar na proa – como também construir uma praia artificial na popa.
Enquanto isso, aqui se briga para aumentar o salário mínimo em CINCO REAIS! Durma-se com um barulho desses!
Bom f.d.s. a todos.
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