sábado, 22 de março de 2025

DE VOLTA ÀS SENHAS

SEGREDO ENTRE TRÊS, SÓ MATANDO DOIS.

Embora existam outras formas de autenticação mais sofisticadas e até mais seguras, as senhas continuam sendo largamente utilizadas para desbloquear a tela do celular, acessar o webmail, as redes sociais e por aí afora. 

A impressão digital é mais segura do que o reconhecimento facial, mas perde longe para um PIN de seis dígitos combinado com uma segunda camada de segurança (2FA), e memória fraca deixou de ser desculpa depois que alguém inventou o gerenciador de senhas 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Assim que soube que o PT pediu ao STF a apreensão de seu passaporte, o deputado Eduardo Bolsonaro — apelidado de Dudu Bananinha pelo general Hamilton Mourão — homiziou-se na cueca de Donald Trump.
Bibo Pai, que no gogó é um democrata insuspeitado, trata Bobi Filho como herói da resistência, finge que a proposta de anistia visa abrir as celas dos "pobres coitados" do 8 de janeiro, mas, na prática, ele está predestinado à cadeia, e a anistia que tramita na Câmara é um projeto em benefício próprio.
A PGR foi contra o pedido de apreensão do passaporte e Moraes acabou de demolir o moinho de vento que o "herói da resistência" finge combater. Se sua fuga serve para alguma coisa, é para iluminar a hipocrisia bolsonarista. Sob a presidência da deputado bolsonarista Felipe Barros, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara foi convertida em palco para expor a teatralidade do autoexílio do filho do pai. Em entrevista ao jornal Valor, Barros informou que conversará semanalmente com o fujão para ajustar a agenda da comissão a suas conveniências e lhe oferecer suporte institucional. 
Nesse circo, a Comissão fica no papel de bumbo da desqualificação, reservando ao brasileiro que financia o espetáculo o figurino de bobo.

 

O uso de senha é uma prática mais antiga do que costumamos imaginar: segundo o Antigo Testamento, o termo "xibolete" (do hebraico שבולת, que significa "espiga") funcionava como palavra passe para identificar um grupo de indivíduos. No âmbito da TI, as senhas se popularizaram depois que o MIT criou o Compatible Time-Sharing System (CTSS) e a ArpaNet adotou o login com nome de usuário e senha de acesso.

Quando o correio eletrônico surgiu, uma combinação de 4 algarismos era suficiente, mas a necessidade de uma autenticação segura cresceu com a popularização do e-commerce e do netbanking. Hoje, mesmo senhas como S#i2to&Ø6Da*&%# só oferecem proteção confiável quando combinadas com uma segunda camada de proteção.

Essa segunda camada pode ser um número de identificação pessoal (PIN), a resposta a uma "pergunta secreta", um padrão específico e pressionamento de tela, uma senha de seis dígitos gerada por um token de hardware ou por um aplicativo instalado no smartphone (que vale para um único acesso e expira em menos de 1 minuto), um padrão biométrico etc. A maioria dos webservices suporta o 2FA, mas não o habilita por padrão (a quem interessar possa, o site Two Factor Auth ensina a configurar essa função). 

Chaves de segurança físicas ou digitais, FIDO2Blockchain e outras soluções inovadoras devem se tornar padrão em breve, e autenticação via dados comportamentais promete tornar o processo de login praticamente "invisível". Até lá, continuaremos dependentes das senhas e dos gerenciadores — ruim com eles, pior sem eles, pois amizades se desfazem, namoros terminam, noivados são rompidos, casamentos acabam em divórcio, enfim, segredo entre três, só matando dois.
 
Observação: Para mais dicas sobre senhas, acesse a página da McAfee ou o serviço MAKE ME A PASSWORD; para testar a segurança de suas senhas, acesse CENTRAL DE PROTEÇÃO E SEGURANÇA DA MICROSOFT ou o site HOW SECURE IS MY PASSWORD.

Continua...