domingo, 30 de novembro de 2025

MACARRONADA A CACIO E PEPE

O CLIENTE: “GARÇOM, JAMAIS PROVEI ALGO TÃO DURO QUANTO SUA CARNE DE PANELA!” O GARÇOM: “DA PRÓXIMA VEZ PEÇA NOSSO BIFE.” 

Acredita-se que Marco Polo trouxe o macarrão da China para a Itália no século XIII, embora haja indícios de que os sicilianos já consumiam uma forma primitiva dessa massa muito antes de o explorador veneziano viajar ao Oriente.

Controvérsias à parte, a pasta se tornou a peça chave da dieta dos italianos e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes, juntamente com o queijo, o vinho e outros produtos típicos. 

No início do século passado, macarrão, lasanha, nhoque, rondelli e outros tipos de massa eram caseiras e degustadas quase exclusivamente nos bairros italianos de algumas cidades das regiões sul e sudeste, mas logo a produção passou de artesanal a industrial, e o consumo, antes limitado aos nati e oriundi, se disseminou entre os brasileiros.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Convites de presidente não se recusam, sobretudo quando são dirigidos a autoridades que estão na mesma cidade e sem compromissos que as impeçam de comparecer. Assim, a ausência de Hugo Mota e Davi Alcolumbre na cerimônia de assinatura da lei de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil teve mais destaque que o projeto e mostrou que o desacerto vai além de atritos com líderes petistas. Ademais, ambos negaram prestígio aos festejos da bandeira de campanha pela reeleição; evitaram ouvir do presidente palavras de apreço para tentar desanuviar o clima e ainda procuraram produzir um efeito demonstração para as tropas mais fiéis aos comandantes nas duas Casas.

A história nos conta que, na vigência da democracia, presidente da República em contraposição acentuada ao Congresso Nacional tanto pode ficar vulnerável ao extremo de um impeachment quanto se tornar alvo de derrotas constantes ao ponto da ingovernabilidade. Se o Parlamento é o dono do jogo, cabe ao chefe do Executivo calibrar os lances a fim ao menos de conseguir um empate. 

Embora a campanha eleitoral já tenha começado e sua queda de popularidade pareça ter se revertido, Lula sabe que a batalha não está ganha. Enquanto Motta e Alcolumbre não tiveram oponentes nas eleições para Câmara e Senado, são de partidos de oposição e se identificam ideologicamente com a maioria, o xamã petista tem muito a perder se não descer do palanque para se dar ao sacrifício do beija-mão.

Por outro lado, fabricou-se Praça dos Três Poderes uma crise que nasceu do nada e parecia conduzir a lugar nenhum, mas cujos objetivos vão ficando claros, e o cerco ao Grupo Fit — ex-Refit — é a penúltima evidência de que a cortina de fumaça criada a partir das desavenças da cúpula do Congresso com o Planalto é pequena para ocultar o fogo que arde nos escândalos.

É um caso clássico de devedor contumaz — eufemismo para ladrão do dinheiro que deveria financiar serviços públicos como saúde, educação e segurança. O projeto de lei que tipifica o devedor contumaz dormitou nas gavetas do Senado durante anos, até que a operação Carbono Oculto revelou a relação de sonegadores inveterados com o crime organizado. Em votação unânime, os senadores aprovaram o projeto antissonegação, que agora está paralisado na Câmara.

Depois da operação policial que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro, o Centrão tentou manietar a PFl. Dias antes, o governador fluminense havia acionado a procuradoria do estado para anular a interdição da Refinaria de Manguinhos, joia da coroa do Grupo que reaparece agora pendurado de ponta-cabeça nas manchetes.

As barricadas derrubadas no Congresso pelas investigações e pela reação da sociedade escondem pavor dos parlamentares de uma associação com a delinquência. PEC da Blindagem, proteção a sonegadores, constrangimento ao BC em meio às investigações contra o banco Master.

Haja cortina de fumaça!


Macarrão sem molho é como pastel sem recheio ou pizza sem cobertura. Molhos ao sugo e à bolonhesa são mais populares porque molhos como carbonara, putanesca, bechamel, gorgonzola e quatro queijos, entre outros, levam mais ingredientes, dão mais trabalho e demoram mais para ficar prontos. 


Na hora da pressa (ou da preguiça), uma macarronada ao alho e óleo vai bem (desde que o “óleo” seja um azeite extravirgem de boa qualidade), mas o “Spaghetti Cacio e Pepe” é uma alternativa interessante. O preparo se resume a cozinhar a massa, envolvê-la numa mistura cremosa de parmesão, azeite e pimenta-do-reino e degustá-la pura ou acompanhada de almôndegas, carne assada, bife à milanesa ou à rolê, linguiça frita, etc. Você vai precisar de:  


— 1 pacote (500g) de Spaghetti;


— 250g parmesão ralado;

— 60 ml azeite extra virgem;

— 2 conchas da água do cozimento da massa;

— Pimenta-do-reino preta a gosto.

Observação: O espaguete é o formato mais popular e consumido em todo o mundo (entre 30% e 50% de participação no mercado, conforme a região), mas você pode substituí-lo por talharim, fettuccine, farfalle e até fusilli nessa receita.


O preparo é bem simples:

1) Rale o parmesão, misture o azeite e a pimenta-do-reino e reserve; 

2) Cozinhe a massa em água fervente “salata come il mare” pelo tempo indicado na embalagem;


3) Adicione 2 conchas da água do cozimento à tigela com o queijo ralado, o azeite e a pimenta até formar um creme; 


4) Despeje esse creme sobre a massa cozida, misture delicadamente e sirva imediatamente.


Bom apetite.