A RAPOSA SEMPRE OUVE O TOQUE DA CORNETA E O LATIDO DOS CÃES.
Há inúmeros relatos de avistamentos de objetos voadores não identificados que os cientistas e governos ainda sabem explicar.
Até pouco tempo atrás, OVNIs — ou UFOs, ou ainda UAPs — eram rotulados como fenômenos atmosféricos mal interpretados ou alucinações coletivas alimentadas por teorias da conspiração. Mas isso não apaga as suspeitas de que visitas alienígenas à Terra sejam mais antigas do que imaginamos.
Projetos como o Mogul — balões metálicos para espionagem nuclear na Guerra Fria — esclarecem alguns casos, porém naves capazes de pairar como helicópteros e disparar a velocidades hipersônicas seguem sem explicações convincentes, e supostos acidentes com artefatos extraterrestres continuam sem solução — no mais das vezes, os órgãos oficiais se limitam a negá-los, a despeito de os indícios saltarem aos olhos.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
O caso Master derrubou o líder do governo no Senado, seis dias depois da operação da PF que teve Jaques Wagner como alvo.
A pré-campanha de Bolsonarinho, que poderia ter um momento positivo com o caso chegando ao PT, acabou tendo que lidar com problemas internos e correr para apagar o fogo acendido por um vídeo da madrasta Michelle com acusações contra o enteado.
Falando na famiglia do refugo da escória da humanidade, em depoimento sobre a apreensão de sua arma com um segurança, durante uma blitz, o ex-presidente e atual presidiário Jair Bolsonaro disse que não poderia ficar desarmado em seu domicílio prisional, pois tem "três mulheres em casa".
A insinuação de que não hesitaria em atirar contra eventuais agressores de Michelle, da filha e da enteada soou infundada — porque sua residência conta com vigilância integral e contínua da Polícia Penal do DF — e contraditória — porque a valentia do preso destoa do quadro de enfermidade crônica esgrimido pela defesa para reivindicar no Supremo a prorrogação do benefício da prisão domiciliar humanitária. Uma das consequências possíveis é a regressão do regime prisional, com o retorno do condenado ao cárcere. Quer dizer: usando a língua como gatilho, Bolsonaro atingiu o próprio pé.
Em 1947, o Roswell Army Air Field anunciou a queda de um "disco voador" no deserto do Novo México, mas se retratou em seguida, afirmando tratar-se de um balão meteorológico. O episódio eternizou a cidade como berço da ufologia e a Área 51 como epicentro de conspirações alienígenas.
Décadas depois, Bill Clinton ordenou investigação federal sobre "o que diabos rolava lá", e a CIA admitiu a base no deserto de Nevada — mas jurou que era só para aviões espiões.
Em 2010, dezenas de oficiais americanos avistaram UAPs sobre silos nucleares na Base Aérea de Malmstrom, Montana. O ex-capitão Robert Salas descreveu uma nave vermelha e brilhante flutuando a metros do portão. No Brasil, ícones como o caso Trindade (1958), a Operação Prato e o ET de Varginha marcam contatos imediatos de variados graus.
Observação: A classificação dos "contatos imediatos" vai de 1 a 8, mas somente os três primeiros graus têm aceitação científica ampla. Os contatos de 1º grau são avistamentos de um ou mais UAPs a menos de 180 m de distância; nos de 2º grau o objeto deixa evidências físicas no ambiente, como marcas de pouso, vegetação queimada, interferência em sistemas elétricos ou efeitos fisiológicos em testemunhas; os de 3º grau envolvem a observação de seres extraterrestres (humanóides, robôs, tripulantes) associados à nave; os de 4º grau incluem a abdução de seres humanos ou relatos de mudança na realidade/percepção (encontros "de sonho"); nos de 5º grau há comunicação bilateral, proativa e consciente entre seres humanos e extraterrestres; nos de 6º grau ocorre a morte de um humano ou animal durante o encontro; e nos de 7º grau há relatos associados à criação de seres híbridos (humanos/extraterrestres).
Radares não têm crença, não mentem nem sonham, mas a ufologia depende majoritariamente de testemunhos testados por seus próprios especialistas — o que gera mais perguntas. Como aponta a tese "Objetos intangíveis: ufologia, ciência e segredo", a ufologia pega carona na ciência, mas a censura por ignorar relatos que poderiam impulsioná-la.
A NASA levou humanos à Lua e sondas ao espaço interestelar, mas nenhuma tecnologia desenvolvida até agora permite atingir velocidades próximas à da luz. Os físicos trabalham atualmente com modelos teóricos que incluem buracos de minhoca e até universos paralelos — ideias tão ousadas quanto era, na época das grandes navegações, a possibilidade de cruzar o Atlântico sem cair da borda do mundo.
Relatórios recentes do Pentágono (como os do AARO em 2024/2025) admitem UAPs inexplicáveis, mas não reconhecem a existência de ETs. Todavia, não há nada como o tempo para passar: Em 1500, Cabral demorou 44 dias para vir de Lisboa ao litoral baiano, e em 2003 o supersônico Concorde fazia o mesmo por ar em cerca de 3 horas.
Talvez ainda estejamos na era das "caravelas da física temporal", mas quem sabe o "Concorde da cronologia" não surge nas próximas décadas...
Continua…






