O IMPOSSÍVEL SÓ É IMPOSSÍVEL ATÉ ALGUÉM DUVIDAR E PROVAR O CONTRÁRIO.
Computadores, notebooks, smartphones, tablets e outros dispositivos elétricos ou eletro-eletrônicos geram calor, e seu desempenho sofre com esse calor — ou seja, com o efeito joule, que é a dificuldade que os elétrons encontram ao atravessar condutores como o cobre.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Ao suspender a aplicação da lei da dosimetria, redigida com a caligrafia de ministros do Supremo, entre eles o próprio Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, Moraes prorrogou um jogo jogado.
O deputado Paulinho da Força alegou ter obtido o aval dos ministros, que receavam a aprovação de uma anistia que passaria uma borracha nas condenações. Numa escala de zero a dez, a chance de o Supremo deixar de aplicar a redução das penas dos golpistas, numa análise a ser feita caso a caso, é de menos onze. Bolsonaro, por exemplo, foi condenado a mais de 27 anos de cadeia. Passaria 6 anos e 8 meses em regime fechado. Na interpretação mais generosa da nova lei, esse intervalo seria reduzido para 2 anos e 4 meses.
Moraes alegou ter agido para preservar a "segurança jurídica", pois a constitucionalidade da lei da dosimetria foi questionada em ações movidas pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa. Assim, seria preciso julgar o mérito dessas ações antes de decidir sobre a atenuação das sentenças dos bagrinhos do 8 de janeiro e dos tubarões do Estado-Maior do golpismo.
Por um capricho dos algoritmos do Supremo, Moraes, que é o executor das penas, foi sorteado na sexta-feira como relator das ações anti-dosimetria, e sustentou que aguardará o julgamento do plenário da Corte sobre a constitucionalidade da lei.
O encadeamento faria mais nexo se viesse junto com um ofício do ministro Edson Fachin, presidente de turno do Tribunal, no qual Xandão solicitaria a inclusão do julgamento das ações relatadas por ele na pauta do plenário.
Ao retardar a reanálise das penas por tempo indeterminado, ele estimula novas aventuras antidemocráticas e adia um vexame — já que a participação de togas supremas na redação de uma lei feita sob medida para beneficiar agressores da democracia potencializa a vergonha.
A boa notícia é que um grupo de cientistas desenvolveu um material quântico no qual a eletricidade flui de forma organizada e protegida pelas leis da topologia, como os elétrons em uma rodovia expressa sem trânsito, o que elimina a resistência e, consequentemente, a geração de calor. O estudo, publicado na renomada revista Nature, detalha o uso de bicamadas torcidas de um composto específico para criar o que é chamado de "isolante de Chern fracionário" livre de dissipação.
Diferente de supercondutores tradicionais, que exigem campos magnéticos intensos, esse efeito foi observado em campo zero, representando um avanço promissor para futuras aplicações práticas. Além de revolucionar o consumo de energia em dispositivos móveis e computadores de alto desempenho, essa tecnologia é a base para computadores quânticos topológicos, muito mais estáveis e livres de erros do que os modelos atuais.
A má notícia é que essa descoberta está longe de "acabar com o calor" em CPUs/GPUs. Os próprios autores estimam escalas energéticas (gaps) da ordem de ~20 K (gap do FCI) e ~55 K (gap de spin), o que corresponde à faixa criogênica mencionada nas discussões do trabalho. Isso é melhor do que "colado no zero absoluto", mas continua sendo freezer de laboratório, não gabinete gamer.
O transporte "perfeito" acontece em modos de borda (edge states) de um sistema 2D extremamente limpo, ou seja, não se trata de substituir trilhas e vias metálicas de um chip moderno, que carregam correntes grandes e atravessam camadas 3D complexas. Ademais, a fabricação exige controle fino de ângulo, tensão, alinhamento e qualidade cristalina — o que é um ótimo sinal científico, mas permanece um gargalo de manufatura em escala.
A integração com CMOS é outro problema: mesmo que se faça o material repetível, ainda falta transformar isso em arquiteturas de circuito, contatos, encapsulamento, variabilidade, confiabilidade e rendimento (yield) compatíveis com linhas industriais. Em suma, estamos diante de um passo real em "eletrônica topológica" e em estados que interessam para computação quântica topológica, mas a ponte até a "CPU sem cooler" ainda precisa superar vários obstáculos fundamentais, sendo o maior deles operar em temperaturas mais próximas da ambiente sem perder o efeito.
Vale lembrar que os gigantescos mainframes dos anos 1950/60/70 ocupavam enormes salas refrigeradas — e tinham menos poder de processamento que um smartwatch atual. É um bom exemplo de que o impossível só é impossível até alguém duvidar e provar o contrário.



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