domingo, 21 de junho de 2026

FILÉ À MORAES E STEAK TARTARE

ENTRE UM GOLE E OUTRO, VAMOS BRINDANDO À VIDA.

Aprendi com meu saudoso pai a apreciar um bom filé tártaro (ou steak tartare, como preferem os puristas). Foi também com ele que degustei pela primeira vez o famoso Filé à Moraes, criado pelo português Salvador Domingos Vidal, dono de um boteco na região central da capital paulista. 


Como a casa funcionava 24/7 horas por dia, a limpeza era feita com os clientes sendo atendidos, e por isso o prato acabou batizado de "bife sujo" pelos frequentadores. Em 1929, Vidal entrou de sócio do Bar, Café e Confeitaria Moraes (na Praça Júlio Mesquita, também no centro de Sampa), e aproveitou a chapa aquecida à lenha para criar sua mais famosa receita, que consiste num medalhão de filé de ≈ 250 gramas, grelhado por 3 minutos de cada lado (de modo a ficar tostado por fora e rosado por dentro), ao alho e óleo e acompanhado de fritas e agrião. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Uma colônia de pulgas se instalou atrás das orelhas dos operadores políticos do filho do refugo da escória da humanidade, que ainda não sabem se Eduardo Bananinha quer desempenhar o papel de aliado ou de estorvo na campanha do irmão, mas sua penúltima jogada evidencia sua preferência pela segunda alternativa.

A cúpula da campanha procura uma mulher, mas num instante em que Bolsonarinho perde terreno para o macróbio eneadáctilo, Bananinha lançou para vice do irmão mais velho a deputada Júlia Zanatta — uma bolsonarista de mostruário do tipo que pula no abismo pelo "mito" preso — embora a preferência recaia sobre alguém com o perfil moderado, como a senadora Tereza Cristina.

Para compreender o movimento de zero dois é preciso atrasar o relógio para 2018 e 2022, quando o patriarca do clã escolheu dois generais — primeiro Hamilton Mourão e depois Braga Neto — como parceiros de chapa. À guisa de explicação, Dudu lembrou ter dito ao pai, na época em que ele escolheu o Mourão, que "era preciso botar um cara "faca na caveira" para ser vice, alguém que não compense correr atrás de um impeachment". Quer dizer: ao empinar o nome de Julia Zanatta, zero três deseja retirar do baralho a carta do impeachment, imaginando que uma deputada incendiária transformaria seu irmão, por contraste, num estadista instantâneo, o que desestimularia futuras tramas pela deposição. 

O problema é que Zanatta não atrai um mísero voto fora do cercadinho bolsonarista — daí a proliferação de pulgas atrás das orelhas do staff do PL. Antes de adquirir um seguro anti-impeachment, a família do golpista precisa obter os votos que lhe faltam para retornar ao Planalto.


Há quem diga que o nome do prato deveu-se ao chapeiro, a quem os fregueses (entre os quais o escritor Monteiro Lobato) diziam: "salta um filé, Moraes", e que o cantor, compositor e comediante Adoniran Barbosa compôs Trem das Onze enquanto tomava chope naquele botequim — que passou a se chamar "Restaurante Moraes - O Rei do Filé" nos anos 1960 e suspendeu suas atividades duas décadas depois, graças ao nefasto "plano cruzado". Mais adiante, a casa voltou a funcionar em dois endereços (na Praça Júlio Mesquita e na Alameda Santos), mas sob nova direção — mesmo porque os proprietários não eram parentes dos fundadores. 

 

Para preparar um filé capaz de empanturrar dois bons garfos, você vai precisar de dois medalhões de filé-mignon (de aproximadamente 250g cada um), 8 dentes de alho, óleo para fritar e sal e pimenta-do-reino branca para temperar. 


Amoleça os dentes de alho em água fervente por 1 ou 2 minutos, descasque, corte ao meio, doure em óleo bem quente, escorra e reserve. Feito isso, grelhe os bifes por 3 minutos de cada lado (se preferir a carne bem-passada — o que é um sacrilégio —, leve ao forno pré-aquecido a 180 ºC por cerca de 2 minutos).


Tempere com sal e pimenta, espalhe o alho e um pouco do óleo da fritura e sirva com salada de agrião (ou agrião refogado no alho e óleo) e batatas fritas.

 

O Steak Tartare é um acepipe russo feito com carne crua, que pode ser servido tanto como aperitivo quanto como entrada ou prato principal. Os ingredientes (por pessoa) são: 


— 150 g de filé-mignon (moído ou finamente picado);

 

— Uma colher (sobremesa) de cebola ralada;

 

— Uma colher (café) de alcaparras (se preferir, substitua por azeitonas verdes picadas); 


— Uma colher (chá) de salsinha picada; 


— Uma colher (chá) de cebolinha picada;


— Uma colher (chá) de molho inglês; 


— Uma colher (sopa) de mostarda; sumo de 1 limão; 


— Uma gema de ovo cru; 


— Azeite de oliva extravirgem para regar e sal, pimenta do reino, pimenta caiena e molho tabasco para temperar.

 

Remova a "capa espelhada" e passe o filé duas vezes pelo moedor — ou corte-o em tirinhas e pique com a ponta de uma faca bem afiada. 


Transfira a carne para uma tigela, junte a cebola ralada, a salsinha e a cebolinha picadas e misture gentilmente (usando as mãos ou uma colher de pau) enquanto rega com um fio de azeite e tempera com o sal, as pimentas, a mostarda, o sumo do limão e o molho inglês. 


Acrescente as alcaparras (ou as azeitonas picadas), faça uma “bola” com a carne, coloque num prato, achate com a mão até formar um "hamburgão" e pressione o centro com o polegar, para criar a concavidade que vai acomodar a gema do ovo (crua, segundo a receita original, mas você pode cozinhar o ovo e usar a clara para decorar). 


Leve à geladeira para resfriar e, na hora de servir, decore o prato com batatas chips e sirva com torradinhas, cerveja gelada, vinho, refrigerante ou o suco de frutas de sua preferência.

  

Observação: Minha releitura dessa receita inclui alface picado, ervilhas em conserva, rodelas de tomate e de palmito. Depois de acomodar a carne na parte central do prato e colocar a gema (cozida) na concavidade, eu distribuo esses ingredientes em volta, acrescento a clara picada e rego tudo com bastante azeite.


Bom apetite. 

sábado, 20 de junho de 2026

SOBRE VIDA ALIENÍGENA E SUTILEZAS DA LUZ

AS PESSOAS NÃO MORREM, FICAM ENCANTADAS; A GENTE MORRE É PARA PROVAR QUE VIVEU.

Novas simulações computacionais realizadas por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UCSC) sugerem a possibilidade de existir vida no satélite jupiteriano Europa e em outras luas do gigante gasoso.

Em última análise, estudos desse tipo contribuem para simplificar a forma como entendemos certos fenômenos da natureza, permitindo reconhecer conexões profundas entre leis físicas que, à primeira vista, parecem não ter qualquer relação entre si. Aliás, talvez Newton e Huygens estivessem ambos certos — e, ao mesmo tempo, ambos incompletos.

A luz não parece se importar muito com nossas categorias mentais: ora se comporta como onda, ora como partícula, dependendo da pergunta que decidimos fazer a ela. Séculos depois da velha disputa entre os dois gigantes da ciência, a física moderna parece ter chegado a uma conclusão curiosa: a natureza não é obrigada a escolher um lado. E, convenhamos, se até a própria luz se recusa a ser uma coisa só, talvez seja melhor desconfiar um pouco das explicações simples demais para um universo que claramente prefere ser… um pouco mais complicado. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

A guerra iniciada há mais de 100 dias por insistência de Israel, para derrubar o regime repulsivo dos aiatolás, acabar com a capacidade militar deles, impedir que o Irã chegasse a armas nucleares e redesenhasse o Oriente Médio inteiro em favor de Israel e dos Estados Unidos já custou quase US$ 100 bilhões e metade do arsenal moderno dos Estados Unidos. A despeito dessa dinheirama e de milhares de ataques, o brutal e sanguinário regime iraniano continua no mesmo lugar, podendo agora exportar petróleo em troca de reabrir o Estreito de Ormuz.

Deixando para depois o que vai acontecer com seus programas nucleares e a bagunça que se criou, Israel e Estados Unidos agora se desentendem sobre o que fazer, e os países da região perderam a confiança no guarda chuva protetor americano.

China e Rússia assistiram como a superpotência não conseguiu dobrar um país militarmente muito inferior, mas a reabertura do Estreito de Ormuz é uma boa notícia para o resto do mundo. O Irã perdeu bastante, e o mesmo se deu com Israel, no sentido dos objetivos não alcançados. Já o chefe da Casa Branca cometeu um dos maiores erros da história recente ao desrespeitar noções básicas de estratégia e geopolítica, mas esse é um preço que ele certamente não vai pagar sozinho.


Publicada em 24 de junho de 2024 na revista Journal of Geophysical Research: Planets, a pesquisa indica que determinadas aberturas de ventilação associadas a fontes hidrotermais em luas geladas — comparáveis, em volume de água, aos rios da Terra — poderiam tornar esses ambientes potencialmente habitáveis e amplia nossa compreensão sobre onde a vida poderia teoricamente existir fora da Terra, reforçando a ideia de que oceanos subterrâneos em mundos distantes, mesmo sob condições extremas, podem ser mais acolhedores do que se imaginava até pouco tempo atrás.

Em outra frente de pesquisa, cientistas vêm explorando novas maneiras de compreender um dos fenômenos mais intrigantes da física: a natureza da luz. Um estudo publicado na revista científica Physical Review Research utilizou um teorema mecânico formulado há cerca de 350 anos pelo matemático, físico e engenheiro holandês Christiaan Huygens. Originalmente desenvolvido para descrever o funcionamento de pêndulos e o movimento rotacional de corpos rígidos, o teorema relaciona a distribuição de massa de um objeto com a energia necessária para fazê-lo girar em torno de um determinado eixo.

Os pesquisadores adaptaram esse princípio para investigar propriedades da luz. Como os fótons — as partículas elementares que compõem a radiação luminosa — não possuem massa, os cientistas utilizaram a intensidade da luz como um parâmetro análogo à massa em seus modelos. Essa abordagem permitiu tratar certos sistemas ópticos como se fossem sistemas mecânicos equivalentes.

Em uma publicação no blog do Stevens Institute of Technology, os autores explicaram que o estudo demonstra, pela primeira vez, que o grau de emaranhamento clássico (não quântico) de uma onda de luz possui uma relação direta e complementar com seu grau de polarização. A partir dessa analogia mecânica, tornou-se possível representar propriedades ópticas complexas de forma geométrica, como se diferentes características da luz ocupassem posições específicas dentro de um sistema físico equivalente.

Com essas adaptações, a equipe conseguiu visualizar a luz como um sistema mecânico abstrato, o que ajudou a compreender melhor fenômenos como polarização e emaranhamento clássico. Essa abordagem permite, por exemplo, interpretar certas propriedades da luz como se existisse um “centro de massa” em um espaço matemático, possibilitando literalmente medir distâncias entre diferentes estados ópticos e revelar como essas propriedades se relacionam entre si.

A natureza da luz, aliás, intriga os cientistas há séculos. No século XVII, Christiaan Huygens defendia que a luz se propagava na forma de ondas, enquanto Newton sustentava a chamada teoria corpuscular, segundo a qual a luz seria composta por partículas. No início do século XIX, experimentos como o famoso teste da dupla fenda realizado por Thomas Young forneceram fortes evidências a favor da natureza ondulatória da luz.

A questão ganhou novos contornos no início do século XX, quando Einstein, ao explicar o efeito fotoelétrico em 1905, demonstrou que a luz também pode se comportar como pacotes discretos de energia, posteriormente chamados de fótons. Poucas décadas depois, o físico francês Louis de Broglie ampliaria essa ideia ao sugerir que não apenas a luz, mas toda a matéria pode apresentar comportamento ondulatório. 

Assim nasceu o conceito moderno de dualidade onda-partícula, um dos pilares da mecânica quântica. Hoje sabemos que a luz não é simplesmente uma onda nem apenas uma partícula. Na verdade, ela é descrita pela física quântica como um fenômeno que pode manifestar propriedades de ambos os comportamentos, dependendo do tipo de experimento realizado. 

Pesquisas como a descrita acima não resolvem essa dualidade — que já é bem compreendida no contexto da teoria quântica —, mas ajudam a revelar novas conexões matemáticas e físicas entre propriedades aparentemente distintas da luz.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — SOBRE OVNIs UAPs E AFINS

AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA. 

No entendimento de Newton, "o tempo absoluto, verdadeiro e matemático, sem relação a nada de exterior, escoa uniformemente e se chama duração". Kant, por seu turno, via o tempo como a estrutura pela qual percebemos nossos próprios estados mentais. Já segundo as equações relativísticas de Einstein, tempo e espaço formam uma única estrutura, e a dilatação do tempo decorre tanto da velocidade quanto da gravidade.

Sectários das religiões abraâmicas e criacionistas acreditam no Gênesis e no bispo irlandês James Ussher, segundo os quais Deus criou o mundo e tudo que nele existe em sete dias contados a partir das 9h da manhã de 23 de outubro de 4004 a.C. 

Dar por verdadeiras essas bobagens em pleno século XXI é tão ridículo quanto acreditar que a Terra é plana — mas Saramago não disse que a pior cegueira é a mental, e Einstein, que o Universo e a estupidez humana são infinitos? 

De acordo com o modelo cosmológico padrão, que é a melhor explicação científica disponível para o surgimento do cosmos, tudo começou com o Big Bang há 13,8 bilhões de anos. A partir de então, o Universo vem se expandindo em todas as direções — pelas estimativas mais recentes, essa "bolha" tem 46.5 bilhões de anos-luz de raio (cerca de 440 sextilhões de quilômetros).

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Quando disse que os idiotas dominariam o mundo (não pela capacidade, mas pela quantidade), Nelson Rodrigues esqueceu que boa parte dele pertence ao imprestáveis. Falando nessa escumalha, Dudu "Bananinha" Bolsonaro virou réu por articular sanções dos Estados Unidos para intimidar ministros do Supremo e está na bica de ser condenado. 

O julgamento vai revirar um baú que inclui a revogação dos vistos de oito togas, as sanções da Lei Magnitsky e o tarifaço de 50% de Trump contra exportações do Brasil, revogado posteriormente, e a condenação vai doer na campanha do irmão mais velho, cuja visita à Casa Branca levou a calopsita alaranjada a ameaçar o Brasil com novo tarifaço. 

Nada é certo neste mundo, a não ser a mania do clã Bolsonaro de morder qualquer desejo sem antes se certificar de que não tem um anzol oculto. A família do mito digere tudo o que vem de Trump, das iscas aos anzóis, mesmo sabendo que não vão lhes fazer bem. 

Ainda sobre imprestáveis, a calopsita alaranjada enfrenta a crise dos 'Três Ps'. Faltam-lhe paz, prudência e popularidade. EUA e Irã anunciaram ter chegado a um acordo preliminar a ser assinado nesta sexta-feira, mas nem por isso o conflito desaparecerá no Oriente Médio, a sensatez brilhará em Washington e o alarme da impopularidade será desligado na Casa Branca.

A obscuridade é denunciada pela ausência de detalhes. Seria arriscado descartar imprevistos até o momento da assinatura, e ainda mais temerário desconsiderar o risco de novo curto-circuito nos 60 dias previstos para o arremate do acordo.

A precariedade do arranjo foi realçada por Israel ao realizar na segunda-feira novo ataque contra o Líbano. Netanyahu está preso aos compromissos de Trump por grilhões de barbante, e o acerto é incerto, de resto, porque o Irã não parece disposto a erradicar seu programa nuclear — principal pretexto para o início da guerra.

Seduzido por Netanyahu, o chefe da Casa Branca arrastou os Estados Unidos para a guerra imaginando que conquistaria o troféu de uma mudança de regime no Irã. Descobriu que há males que vêm para pior. O assassinato do aiatolá Ali Khamenei deflagrou uma transição da teocracia sanguinolenta para o poder militarizado, submetido às conveniências da temível Guarda Revolucionária.


Se comprimíssemos toda a história do Universo em um único ano — o famoso "calendário cósmico" de Carl Sagan —, toda a história humana registrada caberia nos últimos 10 segundos do dia 31 de dezembro. Considerando que a vida humana média é de 80 anos, isso representa uma proporção de aproximadamente 1 para 170 milhões em relação à idade do Universo — daí o tempo astronômico ser incomensuravelmente maior do que aquele que experimentamos no cotidiano.

Nosso sistema solar se formou há cerca de 5 bilhões de anos, e a Terra, aproximadamente 500 milhões de anos depois. Os dinossauros foram extintos há cerca de 66 milhões de anos, no limite entre os períodos Cretáceo e Paleogeno, provavelmente em consequência do impacto de um asteroide na região do atual México (cratera de Chicxulub).

Falamos em milhões, bilhões e trilhões com a naturalidade de quem não tem a menor ideia do que essas grandezas significam. A título de contextualização, 66 milhões de anos correspondem a aproximadamente 2 quatrilhões de segundos. Como contar em voz alta de zero a um milhão demoraria cerca de 23 dias, chegar a um bilhão levaria entre 153 e 230 anos — a estimativa varia porque, embora um bilhão de segundos corresponda a pouco mais de 31 anos, os números se tornam progressivamente mais longos de pronunciar, além do que as pessoas precisam dormir, comer e satisfazer outras necessidades fisiológicas, e isso limitaria a contagem a cerca de 16 horas por dia.

A Solar Parker Probe — sonda espacial mais veloz já lançada pela NASA — alcançou 692 mil km/h (cerca de 0,064% da velocidade da luz) no final de 2024, impulsionada pela gravidade solar. Vale destacar que a luz se propaga no vácuo a aproximadamente 300 mil km/s, e que essa é a velocidade limite no Universo — segundo Einstein, nada contendo massa pode atingir essa velocidade, pois, à medida que um objeto acelera, sua massa aumenta, tendendo ao infinito conforme se aproxima da velocidade da luz. 

Ainda assim, a velocidade da sonda retrocitada permitiria ir da Terra a Netuno em menos de 9 meses — uma façanha notável, considerando que a Voyager II demorou 12 anos e a New Horizons, 8,5 anos para percorrer distâncias comparáveis.

Concluída esta introdução, a pergunta que se impõe é: se os demais planetas do nosso sistema solar e suas respectivas luas são inabitados, como explicar os avistamentos de UAPs (Unidentified Aerial Phenomena) que não podem ser catalogados como balões meteorológicos, drones, ilusões de óptica ou projetos secretos desenvolvidos pelos EUA, Rússia ou China?

Continua…

quinta-feira, 18 de junho de 2026

NEWTON E A RELIGIÃO

A RELIGIÃO É O QUE FAZ A HUMANIDADE ACREDITAR QUE O SOFRIMENTO É UMA VIRTUDE.

Reza a lenda que o famoso episódio da maçã levou o matemático, físico, astrônomo, alquimista, teólogo e escritor Isaac Newton a concluir que uma força exercida pela Terra "puxa" os objetos em direção ao solo. 

Verdade ou não, as célebres leis de Newton descrevem um mundo que não diferencia o passado do futuro, embora uma das características mais evidentes seja a direcionalidade do tempo. Além disso, no livro Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, publicado em 1687, ele esclareceu uma série de questões, mas trouxe novos problemas que intrigam os cientistas até hoje.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Têm sido frequentes as notícias sobre a justificada preocupação do governo com o crescimento da oposição nas pesquisas de intenção de votos, mas no ambiente palaciano não se compreende as razões para tal e, de maneira contraditória, se busca emplacar a ideia de que a eleição pode ser resolvida no primeiro turno em favor do candidato à reeleição..
Ou esses autores querem enganar alguém, ou estão empenhados em enganar a si mesmos. 
Os governistas não entendem por que os benefícios sociais e a retórica do presidente não têm o mesmo efeito de antes, e tampouco se conformam com o fato de escândalos de corrupção caírem no colo do Planalto, sendo que gente do governo anterior teve participação até maior. Mas bastaria uma leitura desprovida de miopia deliberada para esclarecer as dúvidas. 
No primeiro caso, os leitores compreenderiam que o personagem Lula cansou. Não renovou o texto nem a cenografia de um repertório dos anos 1980 que passou por algumas adaptações, mas tenta vender a saga do desempregado que deu certo, mas com a plumagem do migrante vindo do Nordeste, que viu no sindicalismo uma oportunidade e venceu como presidente da República.
O macróbio fala a linguagem do povo simples, compreende suas dificuldades porque já sofreu com elas. Ignora, contudo, que essa conversa colava com os pais (quiçá, os avós), mas não emociona os filhos mais interessados em se afastar desse tipo de identificação. No capítulo dos escândalos, o descolamento só seria possível se não houvesse ninguém da atual gestão enroscado no Banco Master e nas fraudes do INSS, e caso os hoje oposicionistas já não tivessem sido aliados de governos do PT. Ajudaria também se o partido não tivesse estrelado o mensalão e o petrolão e, com isso, perdido o tal do lugar de fala da época em que pregava a ética da política.
Como se vê, não é um mistério difícil de se desvendar. Basta querer enxergar para compreender.

Newton costuma ser lembrado por ter descrito a gravidade e ajudado a consolidar a física moderna. Mas ele também se dedicou intensamente ao campo religioso, pois via a natureza como um caminho para compreender a ação de Deus na história. Além de professor e membro da Royal Society, o britânico foi um estudioso da Bíblia e de textos sagrados, cronologias e debates doutrinários. Registros indicam que ele investigou a Trindade, a natureza de Cristo e a história da Igreja — e por divergir das posições oficiais de sua época, manteve parte de seus escritos teológicos em sigilo, embora buscasse conciliar análise histórica, leitura rigorosa das Escrituras e raciocínio lógico.

Sua crença em um universo ordenado sustentava a ideia de que fenômenos físicos podiam ser descritos por leis gerais. Para ele, a regularidade dos movimentos planetários era evidência de uma organização racional do cosmos, compatível com um propósito divino. Em seus estudos teológicos, aplicou métodos semelhantes aos usados na ciência, comparando traduções, calculando períodos históricos e buscando coerência interna. Assim, o mesmo espírito analítico presente na mecânica, na óptica e na matemática aparecia em sua leitura das Escrituras e da história.

Ao tratar a teologia como um campo de investigação sistemática, Newton utilizou procedimentos próximos ao “método científico” para buscar padrões, relações temporais e estruturas lógicas nos textos sagrados, aproximando o estudo da Bíblia de uma pesquisa histórica e crítica. Nesse processo, algumas práticas se destacavam como centrais em sua abordagem religiosa e intelectual conjunta.

Entre os aspectos mais comentados de sua religiosidade está o interesse por profecias apocalípticas. Em manuscritos publicados séculos depois, o cientista sugere que trechos de Daniel e do Apocalipse apontariam para um marco em torno do ano de 2060. Essa previsão, formulada no contexto religioso dos séculos XVII e XVIII, não descreve o fim absoluto da existência, mas o encerramento de uma era histórica e o início de uma nova fase de paz — ele via a história como organizada em ciclos divinos, reconstruídos por meio de análise minuciosa das Escrituras.

A religião moldou o modo como Newton encarava a pesquisa científica, reforçando a expectativa de encontrar regularidade nas leis da natureza e sentido na história humana. Sua fé em um Deus racional sustentava a confiança em um cosmos inteligível. Hoje, embora sejam mais lembrados pelas contribuições à física clássica, seus manuscritos teológicos mostram que ele dedicou grande parte do tempo à interpretação bíblica, e por isso permanece como exemplo de um período em que ciência e fé caminharam entrelaçadas na busca de compreensão do mundo natural e espiritual

No fim das contas, Newton mostrou que o universo obedece a leis matemáticas rigorosas, mas, curiosamente, deixou para a humanidade a tarefa de decidir se deve obedecer às leis da física ou às interpretações humanas do divino.

A gravidade puxa todos os corpos para o chão, mas a fé puxa mentes para direções bem menos previsíveis.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — OS DEZ (OU QUINZE?) MANDAMENTOS

PER ASPERA AD ASTRA.

O fato de a Bíblia ser uma compilação de lendas e relatos fantásticos não diminui sua influência, mas é importante não confundir mitos com evidências factuais.


O literalismo religioso leva à aceitação de dogmas e crenças arcaicas em detrimento de descobertas científicas, o que dá razão, cada qual à sua maneira, a dois iconoclastas do século XX: a Einstein, que teria afirmado não ter certeza sobre a infinitude do universo, mas estar convicto da infinitude da estupidez humana; e a Saramago, cujo romance premiado com o Nobel sugere que o pior tipo de cegueira é a mental.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Daniel Vorcaro foi tirado do isolamento do presídio federal de Brasília no pressuposto de que colaboraria com a Justiça, mas suas duas propostas de delação foram rejeitadas. 

Instado a decidir onde vai enfiar o preso, o relator da encrenca, ministro André Mendonça, terá que desagradar a alguém, pois ninguém quer hospedar o ex-banqueiro em Brasília.

No momento, Vorcaro está trancado numa sala especial da Superintendência da PF em Brasília — mesma em que ficou Bolsonaro —, mas a PF requisitou sua transferência para uma cela comum. Ele poderia ser devolvido ao presídio federal, mas seus gestores alegam que a unidade foi concebida para isolar chefes de facções criminosas, não presos temporários.

Chamado de Papudinha, o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF seria uma alternativa, mas ele abriga o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, subornado por Vorcaro, que negocia um acordo de delação, e o comando do presídio alega informalmente que não consegue garantir a ausência de contato entre corrupto e corrompido.

André Mendonça percebe que tirar gênios da garrafa é mais fácil do que colocá-los de volta. No limite, pode manter Vorcaro sob os cuidados da PF, autorizando a realocação do preso numa cela convencional, no mesmo prédio. Só não faria sentido enviar o ex-quase-futuro-delator para a prisão domiciliar, como deseja a defesa.

A conferir.


O conhecimento é uma ferramenta e, como tal, seu impacto está nas mãos do usuário. Experimentos heterodoxos — parte deles publicados em periódicos revisados por pares, parte ignorados pelo establishment científico — sugerem que o crescimento de plantas, o comportamento de animais em cativeiro e até processos celulares podem responder à presença e à intenção humanas de maneiras que nossos modelos ainda não explicam satisfatoriamente.


Se o mantra "a mente domina a matéria" é mais do que uma frase de efeito extraída dos livros de autoajuda é uma questão em aberto — sobretudo quando a física quântica demonstra que, no mundo subatômico, a simples intenção de observar uma partícula altera seu comportamento. Se esse princípio opera apenas na escala do elétron ou ressoa em níveis maiores da realidade é algo que a ciência ainda não comprovou.


Controlar o "verdadeiro poder do pensamento" exige treinamento, e a história sugere que pouquíssimos indivíduos se tornaram verdadeiros mestres nisso — e esse pode ser o elo perdido entre a ciência moderna e o misticismo antigo. A história abençoou a humanidade com Buda, Jesus, Maomé e outras mentes profundamente iluminadas, cuja compreensão dos mistérios espirituais e intelectuais pode superar muito do que hoje chamamos de entendimento. No entanto, os livros mais estudados do mundo são justamente os menos compreendidos.


Einstein e Hawking foram gênios modernos reverenciados por seus pares, mas quase ninguém lê Ptolomeu, Pitágoras e Arquimedes — apesar de seu conhecimento científico ser impressionante. Os antigos egípcios dominavam na prática princípios que a ciência ocidental levaria milênios para formalizar — como se o conhecimento fosse uma roda que a humanidade insiste em reinventar. E o trabalho dos primeiros alquimistas era suficientemente sofisticado para ser considerado precursor do que hoje chamamos de química.


Toda cultura tem seu próprio livro sagrado — para os cristãos, a Palavra é a Bíblia; para os muçulmanos, o Alcorão; para os judeus, a Torá; e assim por diante. No fundo, todos guardam estruturas semelhantes e sobreviveram a tantas turbulências ao longo de milênios graças a suas alegorias, simbolismos e parábolas — que escondem, segundo seus intérpretes mais atentos, um vasto acervo de conhecimentos até hoje incompreendidos, já que a linguagem usada pelos profetas para compartilhar seus segredos seria deliberadamente cifrada.


O que hoje chamamos de Bíblia — mais especificamente o Novo Testamento — consolidou quatro evangelhos canônicos: os de Mateus, Marcos, Lucas e João. Mas isso está longe de ser o quadro completo. Nos primeiros séculos do cristianismo, circularam dezenas de evangelhos apócrifos — entre os quais os de Tomé, Filipe, Maria Madalena e Judas. Em outras palavras, o cristianismo primitivo era mais plural do que a versão "oficial" que chegou até nós.


O Evangelho segundo Marcos diz: "A vós é dado saber os mistérios… mas… todas essas coisas se dizem por parábolas." Os Provérbios advertem que as palavras dos sábios são "enigmas". O Evangelho de João anuncia: "Falarei em parábolas… e direi coisas ocultas", enquanto Coríntios afirma que as parábolas têm duas camadas de significado.


Não por acaso, os monges cristãos estudaram incansavelmente as Escrituras, e os místicos e cabalistas judeus se debruçaram sobre o Velho Testamento durante séculos. O matemático, físico, astrônomo, alquimista e teólogo Isaac Newton — descrito por seus contemporâneos como um "filósofo natural" — escreveu mais de um milhão de palavras na tentativa de decifrar o verdadeiro significado das Escrituras.


Sir Francis Baconque era rosa-cruz e escreveu A Sabedoria dos Antigos — esteve envolvido no projeto da Bíblia King James em que medida exatamente, os historiadores ainda debatem, mas ficou tão convencido de que as Escrituras continham um significado cifrado que criou seus próprios códigos, estudados até hoje. Até mesmo o poeta iconoclasta William Blake sugeriu em seus versos que devemos ler nas entrelinhas: "Nós dois lemos a Bíblia dia e noite, mas tu lês negro onde eu leio branco."


Ao contrário das tábuas com os mandamentos, a formação do cânon não caiu do céu: foi um longo processo que envolveu debates teológicos, disputas políticas e interesses institucionais. Segundo o Êxodo 19–20 e 31–34, o Deus do Velho Testamento entregou a Moisés duas tábuas de pedra com os dez mandamentos. Mas uma anedota clássica do humor judaico, encenada por Mel Brooks no filme History of the World, Part I (1981), condensa com ironia cirúrgica toda a arbitrariedade desse processo: Moisés desce do Monte Sinai carregando três tábuas e anuncia solenemente: "O Senhor, Deus de Israel, deu-vos estes quinze..." — e aí uma das tábuas escorrega e se despedaça no chão — "...dez mandamentos!"

O texto bíblico alimenta essa imaginação porque narra de fato a quebra das tábuas: quando Moisés desce o monte e encontra o povo adorando o Bezerro de Ouro, ele as arremessa com raiva (Êxodo 32:19). Depois, Deus manda esculpir um segundo par (Êxodo 34), que seria a versão guardada na Arca da Aliança.


Ou seja, há de fato duas versões das tábuas na narrativa bíblica — o que torna a piada de Brooks ainda mais inteligente, pois brinca com um elemento que já está no texto original. Continua…

terça-feira, 16 de junho de 2026

OS DINOSSAUROS, A RAINHA ELIZABETH II E A LONGEVIDADE

O IMPOSSÍVEL É UMA POSSIBILIDADE QUE AINDA NÃO SE CONFIRMOU.

Baseados nas previsões do astrólogo francês Michel de Nostradamus, os arautos da desgraça trombetearam que o mundo acabaria na virada do primeiro para o segundo milênio. Como não acabou, reagendaram o Armagedom para 21/12/2012  que foi outro furo n'água. Inconformados com o fiasco, disseram que o terremoto que abalou o Japão no início de 2024 foi um presságio da calamidade que ainda está por vir (talvez se referindo às eleições de outubro). 


Seja como for, algumas coincidências curiosas chamam a atenção. Cito o exemplo do peixe-remo gigante  também conhecido como peixe do fim do mundo — encontrado por mergulhadores taiwaneses em 2023, que o folclore japonês classifica como Mensageiro do Palácio do Deus do Mar e considera como prenúncio de terremoto ou tsunami. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A PEC que reduz a maioridade penal foi aprovada pela CCJ da Câmara e seguirá agora para as próximas etapas de tramitação no Congresso. Num país polarizado como esta pobre banânia, é natural que a mudança tenha defensores e detratores, além de envolver questões constitucionais relevantes. 

Eu, particularmente, sou favorável à moção. A meu ver, menores infratores, sobretudo quando cometem crimes bárbaros — como atirar na vítima para roubar um celular — é um criminoso como outro qualquer. Além disso, os famigerados "direitos humanos" devem contemplar pessoas de bem, e não meliantes da pior catadura, como sói acontecer em nossa anedótica republiqueta.    

Para especialistas, o debate não pode ser tratado apenas sob a perspectiva do endurecimento das penas. Estamos diante de uma discussão que alcança princípios constitucionais fundamentais e exige uma avaliação técnica sobre os impactos jurídicos e sociais da medida. Muitos lembram que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê medidas socioeducativas que incluem privação de liberdade. Mas é aquela velha história: a PM prende o "di menor" que roubou um celular e o delegado solto o "menininho", que deixa o DP antes de a vítima terminar de formalizar a queixa e o boletim de ocorrência ser lavrado. 

Por outro lado, em que pesem as posições políticas ou ideológicas envolvidas, trata-se de um tema que exige responsabilidade institucional, rigor técnico e compromisso com soluções que preservem os direitos fundamentais e contribuam efetivamente para o enfrentamento da violência. 

 
Nostradamus previu que "a Terra se tornaria mais árida e sujeita a grandes inundações". Para gáudio de seus sectários, o aquecimento global contribuiu para a ocorrência de incêndios "em todo o mundo",  e "algumas partes do mundo" ficaram literalmente submersas por causa de um aumento igualmente atípico dos índices pluviométricos. Sem falar que os últimos anos foram os mais quente já registrados, e que os próximos deve ser ainda ainda mais quentes. 


Mudando de um ponto a outro, o professor de biogerontologia molecular João Pedro de Magalhães acredita que o envelhecimento humano pode ter sido influenciado negativamente pelos... dinossauros! Não fosse por eles, afirma o cientista, nós provavelmente viveríamos 200 anos sem apresentar sinais evidentes de velhice. Cotudo, por trás da ideia polêmica que culpa os dinossauros pelo envelhecimento dos mamíferos está o conceito de "gargalo da longevidade". 
 
Observação: Segundo o filósofo canadense Ian Hacking, as únicas causa mortis admissíveis são as que constam da lista de Bertillon. Dito isso, morrer de velhice seria "ilegal". Curiosamente, a causa mortis anotada na certidão de óbito da rainha Elizabeth II foi... "velhice".  


Durante a Era Mesozóica (entre 250 milhões a 65 milhões de anos atrás), os mamíferos eram pequenos, noturnos e tinham vida curta, e a necessidade de se reproduzirem como coelhos no cio teria causado a perda ou a inativação dos genes associados à longevidade e impactando a forma como envelhecemos. Além disso, é
 possível ver na natureza exemplos incríveis de regeneração em algumas espécies de animais, como lagartixas e salamandras  habilidades desnecessárias para os primeiros grupos de mamíferos, que estavam mais preocupados em fugir dos predadores e se reproduzirem do que em se regenerar para alongar suas expectativas de vida. 


Magalhães destaca ainda que, ao contrário de todos os mamíferos, incluindo os humanos, répteis e anfíbios não apresentam sinais significativos de envelhecimento biológico, e embora seja apenas uma hipótese, o fato de o câncer ser mais frequente nos mamíferos devido ao rápido processo de envelhecimento não pode ser desconsiderado. Mesmo entre os mamíferos existem exemplos de longevidade (em comparação com a dos humanos). As baleias da Groenlândia, por exemplo, vivem mais de 200 anos, e algumas espécies de tubarões (que não são mamíferos, mas enfim) chegam a 500 anos. Existe também uma espécie de esponja da Antártida com idade estimada em 15.000 anos, e outra, na China, com 11.000, ao passo que a expectativa média de vida dos ratos é de apenas 2 anos.

 
Os cientistas não sabem qual é o tempo máximo que um ser humano pode viver na Terra. A expectativa média, que era de 47,1 anos em 1950, aumentou para 73,4 anos em 2023 e deve chegar a 82,1 anos em 2100. A francesa Jeanne Calment, que morreu em 4 de agosto de 1997, viveu 122 anos e 164 dias, e a espanhola Maria Branyas, hoje 117 anos, tornou-se a pessoa mais velha do mundo. Mas isso pode mudar em breve.


Após analisaram dados históricos e atuais de mortalidade em 19 países desenvolvidos – entre os quais a Austrália, o Canadá, a França, o Japão, Portugal e EUA –, David McCarthy, da University of Georgia, e Po-Lin Wang, da University of Southern Florida,  constataram que os registros de longevidade vêm aumentado lentamente nos últimos anos, com destaque para os nascidos entre 1900 e 1950, que estão experimentando um adiamento da mortalidade sem precedentes, mas ainda são jovens demais para quebrar recordes de longevidade.


Como se vê, enquanto alguns focam a morte, outros apostam na longevidade.