quinta-feira, 19 de março de 2009

De volta ao upgrade...

Prosseguindo no assunto da postagem de ontem, tenho comigo que o upgrade de hardware pode ser uma solução interessante em determinadas situações, como quando a idéia é aumentar a quantidade de memória do PC, substituir o HD original por outro de maior capacidade ou mesmo melhorar a performance do subsistema de vídeo com a instalação de uma placa gráfica dedicada, por exemplo. Ainda assim, é preciso levar em conta a "idade" da máquina, já que equipamentos antigos não costumam suportar componentes de fabricação recente.
A título de ilustração, supondo que você tenha comprado um PC há cerca de um ano e, por limitações financeiras, escolhido um modelo de entrada de linha, com apenas 512 MB de RAM, será fácil encontrar módulos de memória de tecnologia compatível (DDR ou DDR2) por preços praticáveis. Mas se sua máquina for um "Pentium III da virada do século, talvez você até encontre memórias DIMM/SDRAM 66 ou 100 MHz (não é fácil), mas a um custo que certamente o levará a desistir da idéia.
Por outro lado, basta atentar para os comerciais exibidos na mídia impressa e televisiva para concluir que PCs, notebooks, telefones celulares, DVD Players e outros eletroeletrônicos que tais vêm se tornando "descartáveis" (ainda que continuem caros para o bolso do brasileiro, especialmente devido à voracidade arrecadatória de nossos governantes - em alguns casos, os impostos chegam a 70% do preço final dos produtos). Então, pode ser mau negócio consertar um monitor CRT, por exemplo (em vista do barateamento dos modelos LCD de última geração), ou mesmo fazer o upgrade de um PC com alguns anos de estrada, quando "o molho pode sair mais caro do que a galinha", levando o usuário a partir para um computador novo e ponto final.
Observações:
1 - Evite máquinas com CPUs de núcleo único; chips Athlon 64 X2, da AMD, e Core 2 Duo e Pentium Dual-Core, da Intel, são algumas opções de núcleo duplo disponíveis atualmente (as mais caras oferecem melhor performance, evidentemente, mas todas elas atendem às necessidades básicas de um usuário doméstico comum).
2 - Embora 1 GB de RAM seja suficiente para rodar o XP ou o Vista, a performance será melhor com pelo menos 2 GB; quanto ao HD, o mínimo aceitável atualmente é de 80 GB (se seu bolso permitir, escolha um modelo que ofereça entre 160 e 250 GB de espaço).
3 - Telas LCD são bonitas, leves e compactas, mas os tradicionais monitores CRT podem ser mais vantajosos para quem está com o orçamento apertado (a diferença de preço entre essas tecnologias ainda é bastante representativa).
4 - Depois de muitas idas e vindas, parece que a Microsoft vai mesmo deixar de distribuir o XP, de modo que o jeito será escolher entre o Vista e o Linux (a edição Starter do Vista é bastante limitada, e as distribuições Linux pré-instaladas nem sempre agradam usuários acostumados com a plataforma Windows).
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