terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Spywares e assemelhados...

Vimos ontem que a maré não está para peixe (ou para carne sangrenta), sendo indispensável, portanto, contar com um bom arsenal de defesa para navegar com um mínimo de segurança. Afinal, os malwares evoluíram sobremaneira com o passar do tempo (para mais detalhes, clique aqui), sem mencionar que existem, atualmente, centenas de milhares de vírus, worms, trojans, spywares, rootkits, adwares e outros códigos nocivos (o número varia conforme a empresa de segurança responsável pela informação) com propósitos os mais variados – dentre outras coisas, essas pragas podem infligir danos ao sistema, assumir o controle remoto do computador (visando somar recursos para ataques DoS e DDoS, por exemplo), propiciar roubos de identidade, dados bancários, números de cartões de crédito e outras informações confidenciais que resultem em algum tipo de lucro para os cibercriminosos.
Conforme mencionamos em diversas ocasiões, o Windows, mesmo sendo um sistema eclético, não oferece todos os recursos e funções de que necessitamos para realizar nossas tarefas, razão pela qual a instalação de softwares complementares (aplicativos, utilitários, etc.) é mais do que natural. Todavia, muito embora a Web ofereça miríades de freewares – muitos dos quais pouco ficam devendo aos similares pagos –, instalar programas a torto e a direito levando em conta apenas o fato de serem gratuitos é uma tentação à qual devemos resistir: além de não ser boa política entupir o disco com uma profusão de inutilitários (ou prejudicar a performance do sistema devido à constante instalação/remoção de softwares), existe ainda a questão do SPYWARE.
Antes de entrar nesse mérito, convém salientar que o valor real dos computadores, antigamente, estava no hardware, mas o crescimento da indústria de TI levou-os a ser comercializados em separado. Hoje em dia, do ponto de vista da distribuição, os softwares se dividem basicamente em LIVRES – que podem ser copiados, adaptados, modificados, aprimorados e distribuídos pelos próprios usuários – e PROPRIETÁRIOS – cuja utilização é regida por contratos de licença que estabelecem restrições à execução, cópia e modificação.

Observação: Nem todo software livre é gratuito, e nem todo software gratuito é livre. Os “freewares”, por exemplo, são oferecidos gratuitamente – geralmente por conta de uma estratégia comercial que visa despertar o interesse dos usuários por suas versões mais completas (pagas) –, conquanto sejam distribuídos apenas na forma binária, pois seus contratos de licença proíbem quaisquer modificações.

Vale relembrar que os softwares atuais chegam a ser compostos por milhões de linhas de código, e isso propicia a indesejável – mas inevitável – incidência de bugs (muitos do quais só são identificados e corrigidos depois do lançamento dos programas no mercado). Em certos casos, esses erros de programação não têm grandes conseqüências, mas há situações em que eles podem dar origem a brechas de segurança que inexoravelmente acabam exploradas por crackers e assemelhados.O Windows e os demais produtos Microsoft podem ser atualizados automaticamente, mas os demais programas exigem atualizações individuais – que podem ser feitas bem mais facilmente se você rodar regularmente o SECUNIA OSI (para mais detalhes sobre o Windows Update e a atualização de softwares de terceiros, clique aqui).
Amanha a gente continua; abraços e até lá.
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