sexta-feira, 17 de junho de 2016

O QUE FAZER SE VOCÊ DERRAMAR LÍQUIDOS NO SEU GADGET

A VERDADE POSSUI TRÊS ESTÁGIOS: NO PRIMEIRO, É RIDICULARIZADA; NO SEGUNDO, REJEITADA COM VIOLÊNCIA; NO TERCEIRO, ACEITA COMO SENDO EVIDENTE POR SI MESMA.

Ainda que alguns smartphones, tablets, e-readers, notebooks e até teclados para PCs exibam a informação de que são “à prova d’água”, basta ler atentamente a documentação que os acompanha para descobrir que, na maioria dos casos, essa propalada “impermeabilidade” se limita a míseros respingos. Então, pense duas vezes antes de levar seu tablet à praia ou deixar o smartphone dando sopa enquanto toma sol à beira da piscina.

Resguardadas as devidas proporções, o mesmo se dá com relógios de pulso: modelos classificados como WR 3 ATM (ou 30m), supostamente capazes de mergulhar a 30 metros de profundidade, suportam apenas contatos rápidos com a água (como quando são expostos a chuva leve ou quando o usuário lava as mãos, por exemplo). 5 ATM (ou 50m) até resistem a banhos de chuveiro ou de banheira (embora não seja recomendável mergulhá-los em água quente ou, pior, tomar sauna com um deles no pulso). Já para usar na praia, na piscina, ou em mergulhos sem tanque de ar, um modelo classificado como WR 10 ATM (ou 100 m/300 ft) estará de bom tamanho, desde que você não puxe a coroa ou acione os botões de controle debaixo d’água.     

Voltando ao âmbito da computação, tenha em mente que aparelhos eletrônicos não se dão bem com líquidos, pois, além do risco de choque elétrico, a umidade pode danificar seus delicados circuitos. No entanto, ninguém está livre de derrubar o celular no vaso sanitário ou derramar um copo de água ou suco no teclado do notebook, por exemplo.

Observação: Conforme eu sugeri numa postagem de 2009, caso seu celular caia na privada ou fique encharcado durante um temporal, remova a bateria (para evitar que um curto-circuito danifique os frágeis componentes eletrônicos), enxugue delicadamente o aparelho, coloque-o dentro de um pote ou vasilha cubra-o com arroz cru e deixe assim por 24 horas. Por ser hidrófilo, o arroz absorverá a umidade, e, com um pouco de sorte, seu telefone voltará a funcionar normalmente.

Embora não seja recomendável comer ou beber o que quer que seja enquanto opera o computador, quase ninguém segue essa regra, e acidentes acontecem. Nessa eventualidade ― ou seja, se você derramar água ou outro líquido qualquer no seu note ― vire o aparelho “de ponta cabeça” (ou seja, com o teclado para baixo), de modo a evitar que o líquido escorra para o interior da máquina. Feito isso, seque rapidamente o botão de energia (Power) e mantenha-o pressionado por cerca de 5 segundos. Esse procedimento desliga o computador bem mais rapidamente do que o desligamento por software, via menu Iniciar; talvez você perca algumas informações que não tenham sido salvas, mas, dentro do contexto, essa é uma questão de relevância menor.

Em seguida, desligue a fonte de alimentação da tomada (caso ela esteja sendo utilizada), enxugue-o o aparelho com toalhas de papel ou pano limpo que seja absorvente e não solte fiapos, retire a bateria e cubra-a com arroz cru (como foi explicado linhas atrás). Desconecte também quaisquer periféricos removíveis (HD externo, pendrive, mouse, teclado, etc.) e, se possível, remova os módulos de memória RAM e o HD e o teclado ― mas só o faça em caso de real necessidade e se realmente souber o que está fazendo.

O próximo passo é estender uma toalha seca sobre a mesa, abrir o note ao máximo, de modo que o teclado e a tela fiquem no mesmo plano, e deixa-lo assim assim por várias horas ― nesse entretempo, reze para o seu santo de devoção. Mas não tente ganhar tempo expondo o note diretamente ao sol ou recorrendo a um secador de cabelos, já que o calor excessivo pode deformar ou derreter alguns frágeis componentes plásticos. E mesmo que seu secador seja capaz de soprar ar morno ou frio, a ventilação forçada tende a levar o líquido a entranhar ainda mais e, no médio prazo, causar oxidação ou corrosão dos dispositivos internos do note. Se quiser apressar a secagem, posicione um desumidificador próximo ao computador e deixe o tempo fazer seu trabalho.

Observação: É possível apressar a secagem usando um micro aspirador para sugar a umidade acumulada nos compartimentos internos (da bateria, das memórias e do drive de HD) e nos espaços entre as teclas. Além de agilizar o processo, isso proporciona melhores resultados do que a secagem natural, pois evita que qualquer oxidação ocorra entre, sobre e sob os pequenos componentes de montagem e ligações.

Depois que toda a umidade visível tiver evaporado, reinstale os componentes e ligue o aparelho. Com um pouco de sorte, ele voltará a funcionar sem maiores problemas, e o próprio calor gerado durante o funcionamento se encarregará de evaporar o que sobrou.

O resto fica para a próxima postagem, pessoal. E como hoje é sexta-feira:


4 comentários:

DoCeu disse...

Por experiência própria (foi com um telefone) confirmo a eficácia do truque do arroz! ;-)

Martha disse...

Oi Fernando
Eu tive a experiência do smartphone cair na privada e depois de retirar a bateria e secar dentro do possível, liguei o secador....funciona perfeitamente, pelo menos até o momento...rsrsrs
Não sabia do truque do arroz na época...
Excelente post!!!!
Bjs e obrigada sempre!!!

Fernando Melis disse...

Oi, DoCeu.
Valeu pelo feedback.
Abraços e até a próxima.

Fernando Melis disse...

Oi, Martha.
Pois é, mas funciona. Aliás, o secador de cabelos também, a despeito da restrição (ou contraindicação, melhor dizendo) que eu apontei na postagem. Enfim, tudo está bem quando termina bem (risos).
Beijos, bom f.d.s. e até a próxima.