segunda-feira, 15 de agosto de 2016

VOCÊ É DESCUIDADO EM RELAÇÃO A SEUS DADOS? (conclusão)

A SUPREMA ARTE DA GUERRA É DERROTAR O INIMIGO SEM LUTAR.

Prosseguindo com a lista de vacilos que põem em risco a segurança dos dados (objeto da postagem anterior), o próximo alerta remete ao uso de redes Wi-Fi públicas para acessar a Internet ― coisa que antigamente era limitada aos notebooks, mas que agora se estende também aos tablets e smartphones, facilitando sobremaneira a ação dos cibercriminosos. Nesse caso, a recomendação é utilizar sempre uma VPN (sigla em inglês para rede virtual privada), que cria um caminho privado na Web para a transmissão das informações (processo conhecido como tunelamento, conforme a gente discutiu em outras postagens), tornando-as “invisíveis” para quem está “fora do túnel”. Para usuários de smartphones e tablets com sistema Android, uma boa opção é a SuperVPN Free VPN Client.

Outra mancada é “abrir o coração” (ou, melhor dizendo, escancarar a privacidade) em redes sociais, onde, como sabemos, vale a velha regrinha do “menos é mais”. Divulgar em detalhes tudo que você faz ao longo do dia ― mencionando a empresa em que trabalha, a escola onde estuda, a rua onde mora, o restaurante onde almoça, e assim por diante) é dar de bandeja a pessoas eventualmente mal-intencionadas informações sobre seus hábitos e horários, especialmente se seu perfil estiver no modo público. Portanto, evite divulgar informações que revelem muito sobre a sua rotina. Lembre-se de que um dos axiomas da segurança é jamais deixar a mão esquerda saber o que a direita está fazendo.

Observação: Se, durante uma viagem de férias, você der detalhes sobre o seu roteiro, qualquer pessoa saberá onde você está/estará e por quanto tempo ficará longe de casa. Demais disso, fotos e vídeos podem dizer muito sobre você; evite compartilhar imagens excessivamente sensuais ou que possam causar constrangimento em situações cotidianas, como aquelas em que você aparece “bebaço”. Jamais publique fotos de amigos ou parentes sem prévia autorização, e se for compartilhar fotos de filhos pequenos, exclua as que foram tiradas na porta de casa ou com a criança vestindo o uniforme da escola, por exemplo, pois os criminosos podem se aproveitar desses dados para realizar assaltos e até mesmo sequestros. E o mesmo vale para fotos em que a placa do seu carro aparece legível. Pode parecer paranoia, mas é apenas bom senso.

A próxima dica é ativar o Bluetooth do seu tablet/smartphone somente quando for utilizar o recurso, pois ele não só consome energia ― e, portanto, reduz a autonomia da bateria ―, mas também permite que alguém mal-intencionado que esteja nas proximidades acesse seus dados sem que você se dê conta. Igualmente importante é fazer logoff e não salvar seu ID e senha de acesso tão logo termine de realizar transações de netbanking ou compras online. Melhor precisar digitar tudo de novo na próxima vez do que amargar prejuízos no caso de o aparelho cair em mãos erradas.

Por último, mas não menos importante, sempre que você trocar seu PC, smartphone ou tablet, destrua as informações gravadas no disco rígido/memória interna do aparelho, especialmente se for revende-lo ou doá-lo. E não basta simplesmente apagar a agenda de contatos, emails, fotos, vídeos e arquivos pessoais; é preciso reverter o dispositivo às configurações de fábrica e sobrescrever os dados. Do contrário, alguém com conhecimento de informática e aplicativos apropriados poderá recuperá-los com relativa facilidade e fazer sabe lá Deus o que com eles. No entanto, como também já discutimos essa questão em outras oportunidades, não faz sentido“espichar” ainda mais esta postagem com informações redundantes.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.
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