quarta-feira, 28 de julho de 2010

Custo x Benefício

No tempo em que os PCs “de grife” custavam “os olhos da cara”, muitos usuários recorriam à “integração caseira” (ou seja, compravam os componentes e montavam a máquina por conta própria ou com auxílio de um “Computer Guy). Hoje, conquanto não possam ser considerados baratos, os computadores de marca estão bem mais acessíveis e, da mesma forma que aparelhos de TV, refrigeradores e outros “eletrodomésticos comuns”, podem ser adquiridos em hipermercados e grandes magazines e pagos em “suaves prestações”.
Claro que montar sua própria máquina (ou encomendá-la a um integrador independente) tem lá suas vantagens: dentre outras coisas, você pode escolher os componentes item por item, do gabinete e fonte de alimentação à placa-mãe, do processador à aceleradora gráfica, dos módulos de memória aos drives de HD e mídia óptica. No entanto, se você não se sente à vontade para pôr a mão na massa, é bom saber que empresas como a  Dell  permitem personalizar diversos itens de seus produtos, proporcionando um “meio termo” entre a montagem e a aquisição da máquina pronta (e ainda contar com a garantia do fabricante).
Já para quem prefere comprar o produto na loja, vale lembrar que preço e qualidade geralmente “não andam de mãos dadas”. Embora seja possível encontrar PCs (inclusive portáteis) por menos de 1 mil reais, suas características quase sempre deixam a desejar, e um upgrade posterior pode fazer o molho custar mais caro do que o peixe. Então, dependendo das suas necessidades e possibilidades, quem sabe não seja o caso de gastar um pouco mais e levar para casa um modelo de configuração robusta e que dê margem a evoluções posteriores (para prolongar a vida útil do equipamento e tirar melhor proveito do investimento inicial).
A Positivo – que tem fábricas em Curitiba, Manaus e Ilhéus e rede autorizada de abrangência nacional – conta com uma linha de Desktops chamada Plus, composta por 16 modelos. Para quem pode gastar cerca de R$ 2.5 mil num computador para uso doméstico com desempenho acima da média, o F497PX é uma boa escolha – embora não seja a versão de topo de linha, sua configuração é respeitável.
A Placa-mãe MSI H55M-E33 (com chipset Intel H55) é compatível com processadores Intel Core i3, i5 e i7 e suporta até 16 GB de RAM DDR3 2333. No entanto, o chip Core i5 de 3,2 GHz e os 4 GB de memória (DDR3 1333) integrados pelo fabricante são mais que suficientes para rodar o Windows 7 Home Premium de 64 bits, que vem pré-instalado no HD Sata II de 1 TB (o gabinete tem espaço físico para mais um drive, embora a placa suporte um total de seis). Os recursos de vídeo ficam por conta do Intel Graphics Media Accelerator HD, os de som, pelo o Intel 5 Series/3400 Series Family High Definition Áudio com saída 7.1.
Como se vê, os pontos fortes do conjunto são o poder de processamento, a capacidade de upgrade, o HD com fartura de espaço (que, aliás, poderia vir dividido em pelo menos duas partições) e o funcionamento silencioso das ventoinhas. Também merecem elogios a profusão de portas USB 2.0 (6 na traseira e 2 na parte frontal), as saídas de vídeo VGA, DVI e HDMI e a leitora para cartões de memória MS, MS PRO, SD, MMC e Compact Flash.
O ponto fraco, por assim dizer, é o subsistema gráfico on-board, insuficiente para rodar games radicais (ainda que a placa-mãe traga um slot PCI-e x16, não existe espaço físico para instalar uma aceleradora gráfica de última geração, sem mencionar que a fonte de alimentação fornece apenas 235 watts). Demais disso, o fato de a Positivo não comercializar esse PC sem o (excelente) Samsung LCD de 20 polegadas impede o consumidor de economizar um bom dinheiro, caso disponha de um monitor em boas condições de uso.
Tenham todos um ótimo dia.
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