terça-feira, 15 de maio de 2018

ADBLOCKER ― USAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO


O CAMINHO MAIS CURTO PARA SE ENGANADO É SE ACHAR MAIS ESPERTO QUE OS OUTROS.

Quando um web service é gratuito, é porque, via de regra, o produto é o próprio usuário, já que a propaganda que sustenta os serviços e aplicativos “gratuitos” que usamos no nosso dia-a-dia. No entanto, para “adequar” a exibição dos anúncios ao perfil dos internautas, os sites coletam dados que podem ser repassados para outras empresas, e aí está feita a caca ― basta lembrar o caso da Cambridge Analytica, que utilizou indevidamente dados de 87 mil contas do Facebook. Daí porque você deve usar um adblocker ― ou bloqueador de anúncios, em bom português.

Os bloqueadores estão disponíveis para desktops, laptops, tablets e smartphones. Ele têm por função “filtrar” os anúncios e bloquear aqueles que costumam atrapalhar nossa navegação ― a exemplo dos comerciais exibidos na TV aberta (e na maioria dos canais pagos, infelizmente), que não despertam maior interesse, mas enchem a paciência; experimente, por exemplo, pesquisar no Google sobre relógios, tênis ou óculos de grife, e veja como você será bombardeado durante dias a fio com propagandas de sites/lojas que comercializam esses produtos.

Além de irritantes, alguns anúncios põem em risco nossa segurança. São os chamados “malvertising” (combinação de “malware” ― termo que designa as pragas digitais em geral ― com “advertising” ― que, numa tradução livre, significa publicidade). E o pior é que, em muitos casos, nem é preciso clicar no anúncio para que o código malicioso rode no sistema; basta abrir o site que exibe o banner ou a janelinha para que a praga comece a agir.

Por essas e outras, bloquear os anúncios proporciona uma navegação mais segura e “limpa”, com páginas mais fáceis de ler e que abrem mais rapidamente, visto que as propagandas não só poluem o visual, mas também consomem largura de banda, retardando o carregamento das web pages. Mas nem tudo são flores nesse jardim.

Alguns sites detectam o uso do adblocker e exigem o desbloqueio dos anúncios, sob pena de não exibirem o conteúdo que a gente deseja acessar. E, pior, algumas empresas pagam os fabricantes de adblocker para que seus anúncios não sejam bloqueados.

Outro inconveniente é que alguns bloqueadores impedem a exibição de conteúdos importantes ― como os “carrinhos” nos sites de compras, apenas para citar um exemplo, o que geralmente pode ser resolvido mediante uma configuração de exceções, mas nem sempre o usuário tem conhecimento ou paciência para fazer esses ajustes. Como se não bastasse, alguns bloqueadores fazem seu próprio rastreamento ― ou seja, colhem informações sobre os hábitos de navegação dos usuários e as vendem para terceiros (para saber mais, clique aqui).

A maior parte do conteúdo disponível na Web só é fornecido gratuitamente porque os sites são remunerados pelos anúncios que exibem. Assim, ficamos entre a cruz e a caldeirinha: se bloqueamos a propaganda, estrangulamos a fonte de renda sites que visitamos; se não o fazemos, ficamos sujeitos a aporrinhação e aos riscos citados linhas atrás.

Tudo somado e subtraído, eu acho prudente usar um adblocker. Alguns navegadores oferecem esse recurso nativamente, ou disponibilizam-no como add-on, mas eu uso e recomendo o bloqueador do Avast Secure Browser. Note, porém, que é preciso usá-lo de forma consciente ― ou seja, criando uma lista de desbloqueio inteligente, que inclua os sites em que você realmente confia e valoriza, para que possa desfrutar de uma experiência de navegação mais limpa e segura sem prejudicar quem precisa vender seu peixe para ganhar o pão.

Observação: O Avast Secure Browser, baseado no Chromium (código aberto do Google, no qual são baseados também o Chrome e o UC-Browser), é uma evolução do Avast Safe Zone Browser, e sua instalação exclui automaticamente a versão anterior.

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