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quinta-feira, 7 de maio de 2026

GANHANDO ESPAÇO NO CELULAR SEM DESINSTALAR APLICATIVOS

TUDO É FÁCIL PARA QUEM SABE.

A telefonia móvel começou a ser desenvolvida em meados do século passado, quando os Laboratórios Bell (EUA) criaram um sistema interligado por antenas (chamadas de “células”, daí o termo “celular”) e a sueca Ericsson apresentou o Mobile Telephony A, que pesava 40 kg e precisava ser acomodado no porta-malas dos carros. 


Em 1973, a americana Motorola lançou o DynaTAC 8000X, que media 25 cm x 7 cm e pesava cerca de 1 kg. Em 1979, a telefonia celular entrou em operação no Japão e na Suécia; em 1983, a americana AT&T implantou uma tecnologia na cidade de Chicago — que não prosperou devido ao gigantismo dos aparelhos e à baixa autonomia da bateria (que durava 30 minutos, mas levava mais de 10 horas para recarregar).


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Ser picado pela mosca azul e comprar a PEC da Reeleição não tornou Fernando Henrique menos parecido com um estadista (talvez o único da história desta republiqueta bananeira), mas seu mea culpa tardio não reverteu os efeitos nefastos do ato: da mesma forma que as flechas não voltam ao arco, as cagadas não voltam ao ânus do cagão, mesmo que, em alguns casos, devessem lhe ser enfiadas goela abaixo. Mas isso é outra conversa.

Durante a campanha de 2022, a exemplo do que fez Bolsonaro em 2018, Lula prometeu acabar com o instituto da reeleição. Bolsonaro entrou para a história como o primeiro presidente que não conseguiu se reeleger, e Lula, como o primeiro a conquistar o terceiro mandato.

Embora devesse pendurar as chuteiras chulezentas, Lula quer porque quer o quarto mandato (que Deus, o diabo ou ambos nos livrem dessa desgraça). Com a popularidade descendo pelo ladrão (sem trocadilho), o molusco de nove dedos tem feito o impossível para reconquistar o apoio da recua de muares que se contrapõe ao gado bolsonarista.

Rodeado por dois grupos desde que o Senado o humilhou, o demiurgo de Garanhuns é aconselhado pela turma do "vai pra cima" a retaliar Davi Alcolumbre — artífice da derrota histórica imposta ao xamã petista pela rejeição da indicação de Béssias para o STF — e pela turma do "deixa disso" a agir com calma e prudência para não botar fogo no pouco que resta de governabilidade palaciana.    

Lula segue a cartilha segundo a qual não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte — dias depois da derrota inédita, sinalizou que não tardaria a tirar da cartola outro nome para o Supremo. Os operadores mais exaltados do governo querem que o pato-manco constranja Alcolumbre com a indicação de uma jurista negra, ao passo que os contemporizadores avaliam que ele deveria negociar o nome com o próprio Alcolumbre. 

Submetido à divisão interna, o pai dos pobres, mãe dos ricos e camelô de empreiteiros corre o risco de gastar mais tempo e energia falando do que enfrentando o problema. Ainda não se sabe qual será a solução, mas, como o capetão-golpista durante a pandemia de Covid, não existe nada tão ruim que não possa piorar.


O telefone celular desembarcou no Brasil em meados dos anos 1980, mas só se popularizou depois da privatização das TELES — até então, habilitar uma linha era trabalhoso, demorado e caro, faltavam células (antenas), sobravam “áreas de sombra”, o preço das ligações era proibitivo e o usuário era cobrado até pelas chamadas recebidas. Mas não há nada como o tempo para passar.


A livre concorrência propiciou a venda de aparelhos a preços subsidiados, a gratuidade nas ligações entre números da mesma operadora e as linhas “pré-pagas”. Com o lançamento do Apple iPhone, os fabricantes concorrentes tornaram seus produtos capazes de acessar a Internet e rodar aplicativos, e assim os telefoninhos inteligentes se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso.


A exemplo dos desktops e notebooks, os smartphones são controlados por um sistema operacional (Android ou iOS, embora haja outros menos expressivos) e precisam de fartura de memória RAM e espaço interno para funcionar adequadamente. 


A escolha da marca e modelo é uma questão de preferência pessoal, mas a configuração recomendada inclui um processador veloz de última ou penúltima geração, entre 8 GB e 12 GB de memória RAM e 256 GB a 512 GB de armazenamento interno (lembrando que o SO e os apps pré-instalados ocupam boa parte desse espaço) e bateria de 5 mil mAh ou superior.


Observação: Se você planeja ficar com o celular por 3 anos ou mais, escolha um modelo com 512 GB, já que as atualizações futuras do sistema e o cache dos aplicativos crescem exponencialmente ao longo do tempo. 


Quanto mais memória e espaço interno tiver o aparelho, mais caro ele será. Alguns modelos baseados no Android permitem ampliar a capacidade de armazenamento via cartão de memória, mas remendo é sempre remendo. Existem aplicativos que se propõem a recuperar espaço, mas a maioria deles simplesmente automatiza a limpeza do cache dos aplicativos (que o usuário pode fazer manualmente se souber o caminho das pedras).


No caso do Android, um recurso disponibilizado pela Play Store arquiva parte dos aplicativos pouco utilizados, reduzindo em até 60% o espaço que eles ocupam. Os ícones continuam sendo exibidos e, quando necessário, restauram os apps automaticamente em poucos segundos. 


Esse recurso é ideal quando se tem pouco espaço disponível, pois dispensa o usuário de remover os aplicativos ociosos e reinstalá-los manualmente quando e se precisar deles. Para ativá-lo, toque no ícone da Play Store, depois na sua foto de perfil, vá em Configurações, selecione Geral, habilite a opção Arquivar apps automaticamente e reinicie o celular.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

POR QUE DEVEMOS REINICIAR DISPOSITIVOS COMPUTACIONAIS

COMO É CONSENSO ENTRE TODOS OS SÁBIOS DE TODOS OS TEMPOS, MERDAS ACONTECEM. 


No tempo em que o padrão AT para gabinetes, placas-mãe e fontes de alimentação reinava, desligava-se o computador clicando na opção Desligar do Menu Iniciar, aguardava-se a mensagem "Seu computador já pode ser desligado com segurança" e então mudava-se o "power switch" do gabinete para a posição “OFF” (desligado). 


Com o advento do padrão ATX e o lançamento do Windows XP, bastava clicar na opção Desligar para o sistema executar suas rotinas de encerramento e interromper a passagem da corrente elétrica que alimenta o computador. Consequentemente, o botão físico de energia se tornou "soft touch" e passou a servir apenas para ligar o aparelho ou forçar seu desligamento em caso de congelamento ou travamento do sistema.  E o Windows 7 foi mais além, permitindo "personalizar" a função do botão de energia — nos notebooks, é possível vincular as opções desligar/suspender/hibernar ao fechamento da tampa.


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 No discurso pós-recesso, o ministro Fachin armou um alçapão no Supremo ao fixar o código de ética como prioridade de sua presidência. Moraes foi o primeiro a cair nele, e expondo para para as lentes da TV Justiça uma contrariedade que sussurrava nos bastidores, rosnou que "o cumprimento da Lei Orgânica da Magistratura é suficiente para regrar o assunto”, .

Paralelamente, em meio a um esforço pluripartidário para abafar o caso Master, o senador por Sergipe Alessandro Vieira se equipa para aprovar requerimentos explosivos na CPI do Crime Organizado. Num deles, o parlamentar pede a convocação de Viviane Barci, mulher de Moraes e beneficiária de um contrato de R$3,6 milhões mensais com o Master; no outro, pede a quebra do sigilo bancário do escritório de advocacia da família Moraes.

A conjuntura em Brasília muda tão rapidamente que aqueles que dizem que alguma coisa não deve ser feita são surpreendidos por alguém fazendo a coisa. Se o Supremo optar por cozinhar em banho-maria a autocorreção, arrisca-se a ser corrigido de fora para dentro.


Com o passar do tempos, os computadores se tornaram mais estáveis. No entanto, como os sistemas e programas ficaram mais exigentes, os usuários passaram a recorrer à “suspensão” ou à “hibernação” para reduzir o tempo de boot e carregamento do Windows. O problema é que isso priva o dispositivo de um saudável refresh.


Por integrarem processadores e softwares que executam processos como criptografia, acesso remoto e priorização de tráfego, entre outros, PCs de mesa e portáteis, smartphones, tablets, modems e roteadores, impressoras, decodificadores de TV por assinatura e assemelhados devem ser reiniciados semanal ou quinzenalmente, pois isso limpa os dados armazenados em cache, reinicia os processos do zero e faz com que o dispositivo volte a funcionar sem sobrecargas. 


Por integrarem processadores e softwares que executam processos como criptografia, acesso remoto e priorização de tráfego, entre outros, PCs de mesa e portáteis, smartphones, tablets, modems e roteadores, impressoras, decodificadores de TV por assinatura e assemelhados devem ser reiniciados semanal ou quinzenalmente. A opção Reiniciar religa os aparelhos (sobretudo os mais antigos) muito rapidamente, o que nem sempre dá tempo para o total esvaziamento das memórias RAM, cache e gráfica, dos registradores da CPU e de outros componentes que armazenam dados temporariamente. Assim, a não ser em situações muito específicas, o melhor a fazer para prevenir problemas de lentidão, travamento e que tais é desligar o aparelho e religá-lo depois de um ou dois minutos.


A maioria dos provedores de Internet fixa oferece aos usuários, em comodato, combos de modem e roteador. Caso esses aparelhos não tenham um botão liga-desliga (Power) na parte traseira, retire o cabo de energia da tomada, aguarde 1 ou 2 minutos e ligue novamente. Vale destacar que esse procedimento não aumenta a velocidade de conexão, pois ela depende diretamente do plano contratado com a operadora. Ademais a lentidão pode ser causada por interferências no sinal Wi-Fi ou problemas com o dispositivo que está tentando se conectar à rede. 


As atualizações de firmware são raras e dependem do modelo do roteador, mas podem ajudar a corrigir erros de segurança e outros problemas de desempenho e de compatibilidade do equipamento.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

ESPAÇO NUNCA É DEMAIS — CONCLUSÃO

SE NÃO EXISTE VIDA FORA DA TERRA, ENTÃO O UNIVERSO É UM GRANDE DESPERDÍCIO DE ESPAÇO.

O Google Files está presente em aparelhos Pixel e em alguns modelos da Motorola, Nokia, Xiaomi e Realme. A Samsung oferece um aplicativo próprio — Meus Arquivos — e a Huawei deixa a escolha por conta do usuário — há diversas opções disponíveis na Google Play, incluindo o próprio Files do Google.

 

Para fazer uma faxina nas versões vetustas do Android, abríamos o Files, selecionávamos a aba Limpar, escolhíamos Remover arquivos com backup e definíamos o intervalo (30 ou 60 dias, por exemplo). A partir do Android 15, digitamos limpar na caixa de pesquisas, selecionamos a opção limpar arquivos de backup, tocamos em Data e escolhemos o período desejado. Os arquivos apagados são removidos do aparelho, mas continuam acessíveis no backup online — caso o recurso esteja ativado, naturalmente.


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Não são apenas os erros que arruinam um político, mas também o modo como ele age depois de cometê-los. O atual presidente da camarilha dos deputados aprendeu tanto com os erros cometidos no encaminhamento do projeto anti-facção do governo que exibe disposição para cometer mais alguns.

Na avaliação deHugo Motta, o debate sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado é sinal de uma democracia viva. Mas o nobre deputado finge não ver que o debate foi intoxicado pelo equívoco que ele próprio cometeu ao escalar Guilherme Derrite para o posto de relator, que o cipoal de críticas que soaram após a divulgação de cada um dos quatro relatórios que Derrite produziu em apenas seis dias, e de nada adianta tentar explicar o que não se compreende, sobretudo quando se tira a conclusão errada com extraordinária segurança.

Derrite, o relator errado que derrete junto com o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, licenciou-se do cargo para impulsionar a candidatura presidencial do chefe e a sua própria (ao Senado) a partir da apropriação do projeto de Lula. Se o endurecimento de penas fosse solução mágica para combater o crime organizado, o Brasil seria um Éden de paz e segurança.

Num futuro próximo, quando o fracasso produzir um novo surto de insatisfação social, Hugo Motta engrossará o coro dos políticos que dirão que faltou um endurecimento de penas ainda maior.

 

Para deletar arquivos de erro criados pelo sistema — que ocupam espaço e não têm serventia — com o Files do Google, toque em Armazenamento interno e esvazie a pasta Dumpstate (ou dump). Se preferir, abra as configurações do telefone e toque em Armazenamento > Arquivos. Como cada fabricante decide onde armazenar logs, não existe um padrão; como é preciso acesso root para esvaziar essas pastas pelas configurações do Android, sugiro usar o CCleaner ou Avast Cleanup, que liberam espaço sem root, com praticidade e segurança.

 

A lixeira dos celulares Motorola exclui definitivamente os arquivos 30 dias depois que eles foram apagados. Se o armazenamento do seu aparelho estiver no limite, abra o app Fotos, toque no menu de três pontos  > Configurações, localize Lixeira e desabilite essa função — mas tenha em mente que os arquivos excluídos a partir de então não poderão mais ser recuperados.

 

Quando o Google Fotos deixa de fazer backup automático na nuvem por falta de espaço, os arquivos de mídia são salvos apenas na galeria. Para não comprometer o armazenamento interno, abra o aplicativo, toque na sua foto de perfil e, em Gerenciar armazenamento, confira as sugestões de arquivos que podem ser apagados com segurança — como capturas de tela antigas, imagens borradas, vídeos pesados e itens duplicados.

 

Para agilizar a execução dos aplicativos, a memória cache armazena temporariamente dados e instruções que acabam ocupando bastante espaço. Nos PCs, falamos geralmente do cache de CPU (L1, L2, L3), que é uma memória interna muito mais rápida do que a RAM. Há ainda o cache de disco (no SSD ou HD) e o cache de sistema, mas o cache do processador é mais crítico para o desempenho. Já os smartphones com processadores ARM modernos têm caches L1/L2 (e às vezes L3) extremamente rápidos. O cache dos aplicativos não é tão rápido, mas evita acessos repetidos ao armazenamento flash — que é mais lento que a RAM e o cache do processador. 

 

Ainda que o gerenciamento do cache tenha sido otimizado ao longo das edições do Android, convém fazer uma faxina manual ou com ferramentas de terceiros, sobretudo em aparelhos pouco armazenamento interno. Toque em Configurações > Armazenamento > Interno (ou Armazenamento interno compartilhado, caso utilize um SD Card para expandir a memória interna do seu aparelho, selecione Dados em cache, aguarde o cálculo ser concluído e, na telinha que pergunta Limpar os dados em cache?, toque em OK para confirmar a exclusão e reinicie o telefone.

 

Para apagar somente os arquivos de um app específico, toque em Configurações > Apps > Todos os aplicativos, selecione o programa desejado, toque em Armazenamento e em Limpar dados para revertê-lo às configurações originais (eliminando todas as músicas, fotos, bancos de dados, configurações, etc.) ou em Limpar cache para apagar apenas o cache desse aplicativo específico.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ESPAÇO NUNCA É DEMAIS

O QUE ABUNDA NÃO EXCEDE.

Os celulares nasceram como telefones sem fio de longo alcance, popularizaram-se no final do século passado, tornaram-se “inteligentes”(smart) depois que a Apple lançou o iPhone (em 2007) e se transformaram em microcomputadores pessoais ultraportáteis. 


Controlados por sistemas operacionais — Android ou iOS, na maioria dos casos — e capazes de rodar aplicativos como seus irmãos maiores, os smartphones precisam de memória RAM para funcionar. 


Desktops e notebooks são passíveis de upgrade de hardware, mas os smartphones nascem, vivem e morrem com a configuração definida pelo fabricante. À luz das exigências dos softwares atuais,  recomenda-se evitar modelos com menos de 6GB de RAM e128GB de armazenamento — tecnologia equivalente aos HDD/SSD dos computadores tradicionais, mas que utiliza memórias flash eMMC ou UFS otimizadas para dispositivos móveis. 


Se o preço não for um problema, opte por um dispositivo com 12 ou 16GB de RAM e 512GB ou 1TB de armazenamento, e assegure-se de que o fabricante ofereça ao menos 5 anos de atualizações do Android e outros tantos de patches de segurança. 


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Dudu Bananinha não concretizou o sonho da anistia, mas vem realizando gradativamente todos os seus pesadelos. Convertido em réu na última sexta-feira, vê seu futuro político mudar de postulante ao Planalto para candidato ao ostracismo, enquanto o pai vive a síndrome de ser hospedado na Papuda antes do final do ano. O julgamento da denúncia em plenário virtual termina no dia 25, mas a Primeira Turma do STF deve convertê-la em ação penal muito antes disso. Como o fruto não cai longe do pé, o filho do pai se apaixonou pela irracionalidade, chegando mesmo a chamar de "caça às bruxas" a abertura da ação penal em que é acusado de coagir a Justiça para obter a impunidade do progenitor no caso do complô do golpe, atacar Alexandre de Moraes e defender a anistia:

"Não vamos parar", declarou. "Vamos vencer", acrescentou, parecendo não ter noção de que a contagem regressiva para ingressar na fase do regime fechado, de a proposta de anistia estar no freezer e de já não se falar num projeto alternativo que reduzisse o tamanho da pena do ex-presidente aspirante a golpista.

Bananinha exerceu sua influência nos subúrbios da administração Trump com a sensação de que enfiava os dedos em favos de mel. A cada nova sanção da Casa Branca, lambia os dedos como se saboreasse o néctar dos deuses. Agora, foge das abelhas enquanto aguarda a cassação de seu mandato por excesso de faltas, a expulsão dos quadros da PF e mais que provável condenação, que o impedirá, inclusive, de disputar cargos eletivos. 

Ao dizer "vamos vencer" no vídeo que postou nesta sexta-feira, Dudu esqueceu de definir "vencer", demonstrando que sua paixão pela irracionalidade é integralmente correspondida.

 

Em alguns modelos, é possível ampliar o espaço interno com um cartão microSD e emular RAM via softwareO cartão de memória oferece mais espaço para guardar fotos, vídeos, músicas e documentos, além de poder ser transferido para outros dispositivos. Por outro lado, sua velocidade de leitura e gravação costuma ser inferior à da memória interna, o que impacta na instalação e execução de aplicativos e pode apresentar falhas ou corromper arquivos. 

 

A memória virtual ajuda em situações pontuais, mas o acesso é mais lento, e o ganho, limitado. Além disso, o uso contínuo gera ciclos extras de leitura e escrita no armazenamento, acelerando seu desgaste — sobretudo em aparelhos de entrada e em alguns intermediários, que tendem a integrar chips de memória mais baratos.

 

Tenha em mente que cerca de 10GB do armazenamento interno são consumidos pelo sistema operacional e pelos aplicativos pré-instalados — a maioria dos quais não pode ser removida —, e que o desempenho despenca quando o espaço livre fica abaixo de 10% a 15% do total, já que o sistema precisa de uma folga para gerenciar arquivos temporários, caches e processos em segundo plano. Se seu celular estiver com pouco espaço, considere a possibilidade de transferir arquivos volumosos (vídeos, áudios, fotos, músicas etc.) para o Google Drive ou outro serviço de armazenamento em nuvem. Se não for suficiente, desinstale todos os apps inúteis e interrompa os que não conseguir remover (como é o caso da maior parte do crapware pré-instalado pelo fabricante). 

 

Vale também ativar o Arquivamento Automático, que coloca em hibernação os aplicativos que rodam desnecessariamente em segundo plano, liberando recursos do sistema para as tarefas que realmente importam. Para habilitá-lo, abra o Google Play, toque no ícone do seu avatar (ou foto), acesse Configurações > Geral > Arquivar apps automaticamente e arraste o botão para a direita.

 

É possível liberar bastante espaço limpando o cache dos aplicativos. Basta tocar em Configurações > Apps e notificações > Informações do app, escolher o aplicativo desejado e, em Armazenamento e cache, acionar a opção Limpar cache. Para limpar o cache do Chrome, abra o navegador, toque nos três pontinhos > Histórico > Excluir dados de navegação > Imagens e arquivos em cache > Excluir dados.

 

O Google Files está presente nos aparelhos da linha Pixel e em alguns modelos Motorola, Nokia, Xiaomi e Realme. A Samsung o substitui pelo app Meus Arquivos, ao passo que a Huawei não oferece o Files nem uma alternativa própria que lhe faça as vezes. No entanto, sempre se pode acessar a Play Store e baixar o Google Files ou outro gerenciador de arquivos confiável.

 

Continua...

sábado, 15 de novembro de 2025

O MODO CORRETO DE DESINSTALAR APLICATIVOS — CONTINUAÇÃO

O QUE ABUNDA NÃO EXCEDE, MAS QUANDO É DEMAIS ENCHE.

Os aplicativos são responsáveis pela maioria das tarefas que o computador executa, mas ocupam espaço e consomem recursos preciosos (memória, processamento, bateria e dados). 


Ainda que os HDDs e SSDs atuais sejam verdadeiros latifúndios e os smartphones intermediários contem com 128 a 256 GB de armazenamento, instalar uma miríade de apps de pouca ou nenhuma utilidade não só prejudica o desempenho como abrem as portas para apps maliciosos e cibercriminosos.


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Formou-se em torno da COP-30 uma tempestade perfeita. Países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e Indonésia, querem que as nações ricas elevem os repasses que deveriam financiar a transição climática de US$300 bilhões — jamais desembolsados — para US$1,3 trilhão. Trump e Xi Jinping, líderes dos países mais poluidores, não apareceram. A União Europeia, assediada pela guerra de Putin na Ucrânia, prioriza investimentos bélicos.

Há na praça dois tipos de perdedores ambientais: os bons perdedores e os que não conseguem fingir. Os primeiros continuam sustentando que nada pode ser mudado até ser enfrentado; os outros lamentam que nem tudo o que se enfrenta pode ser mudado. Diante da inevitabilidade do desastre, começam a considerar mais prioritário adaptar o mundo ao que está por vir.

 

Nos tempos de antanho, para instalar programas era preciso adquirir as respectivas mídias de instalação. Com a popularizado da Internet, basta baixar os apps dos sites dos respectivos desenvolvedores ou de repositórios de software, no caso dos PCs, ou,  da Google Play Store e das lojas próprias dos fabricantes, no caso de dispositivos Android, e da App Store no caso dos iPhones e iPads. Isso não assegura 100% de proteção contra malwares, mas reduz significativamente os riscos de infecção.

 

Versões vetustas do Windows ofereciam um utilitário nativo — Adicionar/Remover programas. Ele continua presente na versão atual do sistema (para acessá-lo, clique em Painel de Controle > Programas > Programas e Recursos), mas os celulares se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso, e a maioria das pessoas só se lembra do desktop ou do notebook quando a tarefa requer teclado e mouse físicos, telas maiores e hardware mais poderoso. Dito isso, vamos deixar os PCs de lado e focar os telefoninhos inteligentes.

 

Como vimos no capítulo anterior, os fabricantes smartphones Android engordam seus lucros pré-instalando vários aplicativos de utilidade duvidosa. Em teoria, tudo que não faz parte do sistema operacional pode ser descartado; na prática, porém, é mais fácil falar do que fazer. 

 

Para remover um app, acessamos Configurações > Apps > Mostrar todos os "x" apps (o "x" corresponde ao número de aplicativos instalados), selecionamos o item em questão e tocamos em Desinstalar. Se essa opção não estiver disponível (como ocorre com a maioria dos apps pré-instalados), tocamos em Interromper > Desativar . Isso impede que o app seja executado desnecessariamente em segundo plano e consuma recursos que fazem falta para os programinhas realmente necessários. 

 

Observação: É possível desinstalar esses apps teimosos mediante um processo conhecido como "root" (que significa raiz e foi emprestado do universo Linux). O Android é um sistema de código aberto, de modo que não existe qualquer impedimento legal. Por outro lado, fazê-lo pode anular a garantia e transformar o aparelho em "peso de papel", já que as chances de algo dar errado são consideráveis. Isso sem falar que o root potencializa o risco de arquivos importantes do sistema serem modificados ou excluídos acidentalmente, além de aumentar a vulnerabilidade a malwares.

 

Na maioria dos dispositivos Android é possível remover aplicativos instalados pelo usuário mantendo o dedo sobre o ícone e arrastando-o para a opção "Desinstalar" que é exibida na tela — o que é prático, mas pode deixar "restos" que fatalmente acabarão minando o desempenho do sistema. O mais indicado é tocar em Configurações > Apps > Mostrar todos os apps, selecionar o programinha em questão e, em Armazenamento e cache, tocar em "limpar cache", depois em "limpar dados", e então proceder à desinstalação tocando no ícone da lixeira (Desinstalar). Esse procedimento garante que nenhum arquivo temporário ou dado residual permaneça no sistema.

 

Adicionalmente, apps como o CCleaner e o Avast Cleaner, entre outros, ajudam a recuperar espaço no armazenamento e a manter o desempenho do celular "nos trinques" limpando o cache de todos os aplicativos de uma só vez e sugerindo outras medidas (como exclusão de arquivos duplicados, fotos de má qualidade, etc.). 


Fazer essa faxina manualmente é possível, mas demora e dá um bocado de trabalho quando se tem centenas de apps instalados no celular.