quarta-feira, 7 de julho de 2010

Formatação e outras sutilezas do HD

Numa postagem publicada recentemente em O Blog do seu PC, o Kevin desmitificou uma crença (comum entre usuários domésticos) segundo a qual formatações freqüentes supotamente causam danos ao disco rígido. Pegando um gancho nesse tema, resolvi acrescentar algumas considerações, começando por salientar que o HD é formatado de duas maneiras: física e lógica. A formatação física, feita na fábrica, cria as trilhas (círculos concêntricos numerados da borda para o centro (0, 1, 2, 3, e assim sucessivamente), os setores (pequenas subdivisões dessas trilhas) e os cilindros (que correspondem aos conjuntos de trilhas de mesmo número nos vários pratos) necessários ao funcionamento dos discos.
Drives antigos podiam – e precisavam – ser reformatados fisicamente (pois a contração/expansão dos pratos e a utilização de um prosaico motor de passo acabavam alterando a disposição das trilhas e comprometendo a leitura dos dados). Mas os modelos atuais não apresentam esse tipo de problema – e nem podem ser reformatados fisicamente pelo usuário; ainda que existam softwares tidos e havidos como utilitários para formatação física dos discos, eles não passam de simples ferramentas de diagnóstico um pouco mais eficientes que o chkdsk do XP, e olhe lá.
A formatação lógica, por seu turno, serve para "inicializar" o drive, e pode ser feita, desfeita e refeita sempre que necessário, já que não altera a estrutura física dos discos nem interfere na forma como a controladora os utiliza (ela apenas permite que o SO "enxergue" as partições e define os parâmetros necessários para o gerenciamento do espaço disponível).
Convém ter em mente que os HDs são dispositivos eletromecânicos sensíveis e delicados. Como qualquer outro componente do PC, eles têm uma vida útil limitada, mas que pode ser prolongada ou abreviada conforme as condições de trabalho e a forma como são tratados pelos usuários.
Para manter seu HD saudável por mais tempo, assegure-se de que ele esteja instalado na vertical ou na horizontal (nunca inclinado) e fixado na baia do gabinete com todos os parafusos (de modo a eliminar vibrações indesejáveis). Evite submetê-lo a impactos e solavancos e proteja-o de distúrbios da rede elétrica utilizando um no-break (para mais detalhes, clique http://fernandomelis.blogspot.com/2006/09/onde-ligar-o-computador.html e aqui aqui  e leia os posts subseqüentes).

Observação: As cabeças magnéticas que fazem a leitura e a gravação dos dados atuam sobre pratos que giram em altíssimas velocidades, criando um “colchão de ar” que as mantêm afastadas micrometricamente da superfície dos discos. Assim, uma interrupção abrupta no fornecimento de energia pode ser fatal. Ainda que HDs modernos recolham automaticamente as cabeças nessas circunstâncias, isso não evita a perda de dados, já que os arquivos em execução são salvos primeiramente no cache de disco e no buffer de memória do próprio HD, para depois serem gravados nos discos. Então, é recomendável usar um no-break, que provê energia suficiente para você salvar adequadamente seu trabalho, fechar os aplicativos, encerrar o Windows e desligar corretamente o computador.

Para finalizar, mantendo o sistema livre de malwares e fazendo manutenções preventivas regulares (com auxílio de softwares apropriados, conforme já comentamos em outras postagens), você assegura o que o desempenho do computador permaneça em patamares aceitáveis por anos a fio. Considerando que o preço do hardware vem caindo progressivamente, e que novas soluções tecnológicas estimulam os usuários a modernizar seus equipamentos em intervalos cada vez menores, talvez nem seja preciso reformatar o HD e reinstalar o Windows antes de passar sua máquina adiante.
Abraços a todos e até mais ler.
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