segunda-feira, 18 de março de 2013

HDs, SSDs, DRIVES HÍBRIDOS, MEMÓRIAS e afins

Pelo visto, meus poucos comentaristas resolveram entrar em greve - a última semana, especialmente, foi cruel.
Falando sério, pessoal, acho inacreditável que postagens como a que eu publiquei no ano passado sob o título ILUSÕES DE ÓPTICA tenham sido acessadas quase 2.000 vezes e recebido apenas 4 comentários (na verdade 2, porque os outros 2 são minhas respostas). 
Será que ninguém tem dúvidas, sugestões, críticas ou seja lá o que for que justifique deixar um recadinho? 
Vamos participar, minha gente!

É comum vermos os HDs como simples repositórios de dados, conquanto suas características técnicas influenciem significativamente o desempenho do computador. É certo que muita água rolou por baixo da ponte desde 1956, quando a IBM lançou o primeiro disco rígido – composto por 50 pratos de 24 polegadas que, no total, disponibilizavam menos de 5 MB de espaço –, mas é igualmente certo que os discos atuais ainda são frágeis dispositivos eletromecânicos centenas de milhares de vezes mais lentos do que a memória RAM. A rigor, eles ainda não foram aposentados devido ao preço elevado dos SSDs (tudo indica que isso deva mudar em breve, pois os drives híbridos – que combinam a performance da memória flash com a fartura de espaço dos discos convencionais – já podem ser encontrados por preços palatáveis).

Observação: É curioso ver como a evolução tecnológica privilegiou certos setores em detrimento de outros: os microprocessadores, por exemplo, tornaram-se quase três milhões de vezes mais rápidos nos últimos 20 anos, enquanto a rotação dos HDs aumentou ridículas quatro vezes – e como a capacidade de armazenamento dos drives cresceu cerca de mil vezes, a demora na leitura e gravação de dados cresceu (proporcionalmente), razão pela qual os HDs são responsáveis pelo maior gargalo de dados dos PCs atuais.

O computador utiliza diversos tipos de memória, mas é na RAM que o Windows e os aplicativos são carregados e as informações, processadas. No alvorecer da Era PC, um mísero megabyte de RAM custava “os olhos da cara” e, devido às configurações espartanas de então, não raro era preciso encerrar um programa para conseguir abrir outro. Mais adiante, a Intel criou a memória virtual e, posteriormente, com a adoção do arquivo de troca dinâmico, os dados acessados mais frequentemente passaram a ser mantidos na RAM – ou na memória cache, conforme o caso – e os menos utilizados, despachados para o arquivo de paginação, no HD. Hoje em dia, mesmo que qualquer PC de entrada de linha integre 2 GB (ou mais) de memória, esse recurso continua sendo utilizado, pois os aplicativos estão cada vez mais vorazes e as edições x86 (32-bits) do Windows são capazes de endereçar apenas algo entre  2,8 e 3,5 gigabytes de RAM.

Observação: Por padrão, sempre que desligamos o PC, o arquivo de paginação é preservado, o que, com o passar do tempo, pode comprometer o desempenho do sistema. Para modificar essa configuração, crie um ponto de restauração do sistema, abra o Editor do Registro (regedit.exe), faça um backup da chave HKEY_LOCAL_MACHINE, navegue até SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Session Manager\Memory Managment, mude o valor DWORD de ClearPageFileAtShutdown – que determina se a memória é apagada ou não – de zero para 1, encerre o Editor e reinicie o computador.

Abraços a todos e até amanhã, quando veremos, ainda que em rápidas pinceladas, o que é o que acarreta a fragmentação dos arquivos. 
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