quinta-feira, 3 de agosto de 2017

DE VOLTA ÀS DICAS DE SEGURANÇA ― AFINAL, CAUTELA E CANJA DE GALINHA...

O QUE SE LEVA DESTA VIDA É A VIDA QUE A GENTE LEVA.

Se me repito, faço-o porque prefiro pecar por ação que por omissão. Afinal, se a cada minuto o Brasil registra 900 tentativas de golpe ― o que dá uma média de 15 por segundo ―, e boa parte desses golpes é aplicado pelo meio eletrônico, através de computadores, tablets e, principalmente, smartphones, segurança digital é um tema que deve estar sempre na nossa pauta.
Navegar na Web está mais para u safári selvagem do que para um bucólico passeio no parque. Mesmo assim, ainda é grande o número de internautas que não adotam as medidas preventivas necessárias ― talvez porque “ouviram dizer” que o malware é uma estratégia dos fabricantes de antivírus para vender seus produtos, que atualizar o Windows deixa o computador lento e/ou envia dados confidencias para a Microsoft, que Lula é a alma viva mais honesta do Brasil e  vai acabar com a corrupção se o deixarem concorrer em 2018 (queira Deus que até lá ele já esteja atrás das grades, que nosso eleitorado não é nada confiável), e outras bobagens que tais.
Boas soluções não são as mais complexas, mas as que funcionam ― e quanto mais simples elas forem, tanto melhor serão os resultados. Portanto:

Mantenha seu sistema e aplicativos atualizados.

Softwares são desenvolvidos por seres humanos, e seres humanos são falíveis. Os programas costumam ser testados exaustivamente antes de seu lançamento comercial, mas, com milhões e milhões de linhas de código, alguma coisa sempre pode acabar passando batida. Por isso, os desenvolvedores responsáveis disponibilizam correções e atualizações, que também podem incorporar novas funcionalidades a seus produtos, sendo recomendável, portanto, instalá-las o quanto antes. O Windows facilita esse trabalho com as atualizações automáticas (clique aqui para mais informações). Todavia, programas de terceiros precisam ser atualizados individualmente, e nem todos avisam quando há novas versões ou oferecem maneiras intuitivas de o usuário descobrir se existem atualizações disponíveis. Então, nada como automatizar esse processo com aplicativos como o freeware FileHippo App Manager, por exemplo, que compara as versões dos apps instalados no computador com seu banco de dados, apresenta uma lista do que está defasado e os links para as respectivas atualizações. Sem embargo, sugiro ao leitor instalar também o Glary Utilities, que eu já comentei e recomendei em diversas oportunidades. Trata-se de uma suíte de manutenção bem completa, um verdadeiro canivete suíço no qual a atualização de softwares é apenas uma de suas muitas lâminas.

Providencie um arsenal de defesa responsável.

Se você não quer ― ou não pode ― investir num pacote de segurança pago (como o Norton Internet Security, o Avast Premier e outros que tais), ative o Windows Firewall e o Windows Defender ou instale uma suíte gratuita (mais detalhes nesta postagem). Em último caso, monte seu próprio pacote com antivírus, firewall e antispyware gratuitos (freeware), lembrando sempre que essa solução propicia a ocorrência de conflitos entre ferramentas de fabricantes diferentes, daí ser preferível optar pelas suítes de segurança.

Amanhã a gente fala mais sobre esse assunto.

E VIVA A PETELÂNDIA

Vicente Cândido ― deputado petralha que atua como relator da reforma política na Câmara ― vai retirar da proposta a chamada "emenda Lula", que propunha aumentar de quinze dias para oito meses a proibição de os candidatos serem presos antes das eleições. O parlamentar já havia dito à Coluna do Estadão que a nova regra beneficiaria Lula e que fora pensada para "blindar" não só ele, mas todos os políticos investigados.

Veja o leitor o destino do suado dinheiro dos nossos impostos ― isso quando não é usado para comprar deputados venais visando barrar a instauração do inquérito contra um presidente que, em pronunciamento à nação, se disse “ansioso” pela investigação, que seria “o território onde surgiriam as provas de sua inocência”.

E como falar em Temer é falar no PT (até porque Temer é o melhor presidente eleito pelo PT até agora) e o PT não existiria sem Lula, o juiz Sérgio Moro (finalmente) acolheu mais uma denúncia do MPF contra o molusco eneadáctilo, que, depois de ser condenado a nove anos e seis meses de prisão, agora se torna hexa-réu.
  
Ao aceitar denúncia, o magistrado não faz juízo de valor sobre as provas, mas observa apenas se existe “justa causa”, isto é, se a acusação é embasada em substrato probatório razoável. E Moro lista 14 pontos e classifica como “expressivas” as provas reunidas pela Lava-Jato, entre as quais registros de que veículos do ex-presidente estiveram 270 vezes no Sítio Santa Bárbara, a proximidade da família do petista com Fernando Bittar e Jonas Suassuna, donos “oficiais” da propriedade, e documentos apreendidos no apartamento de Lula, referentes ao sítio, como notas fiscais de bens alocados e a minuta da escritura da compra de parte do terreno por Bittar.

No despacho que exarou para acolher mais esta denúncia, Moro atribuiu a demora ao fato de “ter andado ocupado com processos envolvendo acusados presos e por reputar relevante aguardar a posição do MPF em relação à absolvição de Paulo Roberto Valente Gordilho na ação penal conexa 5046512-94.2016.4.04.7000” (Gordilho era o executivo da OAS encarregado da aquisição e instalação das cozinhas no sítio de Atibaia e do apartamento 164-A, pode dispor de documentos que elucidem os fatos relativos a esses bens).

Vale lembrar que, com esta ação, Lula responde a três processos na 13ª Vara Federal de Curitiba, e que já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em regime fechado (na ação que trata do tríplex do Guarujá). A decisão de Moro foi objeto de recurso, tanto pela defesa dos réus quanto pelo MPF, e espera-se que o TRF4 julgue os apelos ainda no primeiro semestre do ano que vem.

Em outro processo que tramita na 13ª Vara Federal em Curitiba, o Lula é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os outros três processos contra ele correm na Justiça Federal do DF, sob a caneta dos juízes Vallisney Oliveira e Ricardo Leite. Neles, o petralha é acusado de obstruir a Justiça por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró ― processo em que já depôs como réu; dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência em contratos do BNDES que teriam favorecido a Odebrecht ― um desdobramento da Operação Janus; e tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa ― processo decorrente da Operação Zelotes.

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