segunda-feira, 30 de julho de 2018

UMA VEZ FLAMENGO, SEMPRE FLAMENGO



Lula não quer disputar a eleição para tirar quem quer que seja da pobreza, mas para livrar a si mesmo da cadeia e fazer novamente o que sempre fez: aproveitar-se da boa-fé dos eleitores lobotomizados deste país para tornar a saquear o Erário. Mesmo assim, segundo informa Augusto Nunes em seu Blog, a prisão, sob certos aspectos, mudou o demiurgo de Garanhuns: além de se exercitar pelo menos uma hora e meia todos os dias na esteira, ele passou a apreciar cantos gregorianos (pausa para as gargalhadas).

Mas nada é perfeito. Como se na carta manuscrita enviada ao cumpanhêro Wagnão (Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) — cuja imagem ilustra esta matéria — o Curso Intensivo de Leitura e Escrita para Presidiários Nota Zero produz efeitos admiráveis, mas não faz milagres.

Em pouco mais de 100 dias na cadeia, em sendo verdade o que dizem amigos e comparsas que o visitaram em Curitiba, a “alma viva mais honesta da galáxia” aprendeu a escrever e ler (além de rezar). Mas ainda escreve com o jeitão de quem sempre achou que leitura é pior que exercício em esteira. As correções no original atestam que o autor do manuscrito cometeu pelo menos 13 crimes (alguns dos quais hediondos) contra o vernáculo.

É possível que Lula esteja lendo com tamanha velocidade que nem tem tempo para memorizar a grafia das palavras que só agora começou a usar. É possível que tenha resolvido torturar a língua portuguesa 13 vezes para, simultaneamente, homenagear o PT e poupar Wagnão do sentimento da inveja. O certo é que o analfabeto funcional, que jura ter lido 20 livros em menos de um mês, não teria, caso se inscrevesse no exame do Enem, a menor chance de escapar do zero com louvor na prova de redação.

Amanhã a gente volta com a continuação da postagem do último domingo. Até lá.

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