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quinta-feira, 3 de abril de 2025

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 13ª PARTE

TALVEZ O TEMPO NÃO EXISTA, MAS OS AMANHÃS CERTAMENTE NÃO SÃO INFINITOS.

 

Se o tempo desacelera à medida que a velocidade do observador aumenta (dilatação temporal), viajar para o futuro é uma possiblidade matematicamente plausível, embora seja inexequível com a tecnologia de que dispomos atualmente. 

Avançar dezenas, centenas, milhares de anos exigiria viajar a uma velocidade próxima à da luz (1,08 bilhão de km/h), e o objeto mais veloz construído pelo homem até hoje mal chegou a 700 mil km/h. Isso sem falar que a massa relativística de qualquer objeto — seja uma simples partícula ou um nave espacial — tende ao infinito na velocidade da luz, exigindo energia igualmente infinita para continuar acelerando.

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Em entrevista à Folha, Bolsonaro reconheceu que a derrota nas urnas o "pegou de surpresa" e que buscou alternativas "dentro das quatro linhas". Chamou a Constituição de "Bíblia", disse que "discutir sobre alternativas" não caracteriza tentativa de golpe, e que a trama, da maneira como foi revelada, "é uma história contada por aquela parte da PF vinculada ao Sr. Alexandre de Moraes", soando como se desejasse reescrever o livro de Gênesis do regime democrático. 
Gleisi Hoffmann postou no X que "na estranha entrevista do réu Jair Bolsonaro, o que ressalta é a confissão de que ele nunca aceitou o resultado das eleições. É espantoso admitir que tentou impor estado de sítio, estado de defesa, aplicação indevida do artigo 142, intervenção militar e outras ‘alternativas’ para não entregar o poder. A entrevista é uma confissão de culpa que deveria ser tomada como agravante em seu julgamento". 
A decisão de não passar a faixa para alguém sem sua imagem e semelhança gerou elucubrações sobre a hipótese do Messias que não miracula proclamar "haja luz" a partir de uma "intervenção" baseada no artigo 142. Mas os comandantes do Exército e da Aeronáutica notaram que a luz não era boa e resolveram passar. 
O "mito" avalia que a ação penal sobre a trama golpista deveria ser extinta — pois não fez senão "discutir dispositivos constitucionais que não saíram do âmbito de palavras"—, e que sua provável prisão será "completamente injusta". 
E Deus viu que eram todos democratas.
 
Mais complicado ainda seria retroceder no tempo. Primeiro, porque seria preciso ultrapassar a velocidade da luz, e reza a física moderna que nada pode se mover mais rápido que a luz — cuja velocidade (denotada pela letra "c") é o limite máximo universal. Segundo, porque inverter a seta do tempo é uma possibilidade meramente teórica, ainda que o "tempo negativo" tenha deixado de ser um conceito especulativo depois qeu pesquisadores da Universidade de Toronto demonstraram sua existência através de experimentos com ondas quânticas. 

 

Voltar ao passado produziria eventos que afrontam a causalidade (gerando paradoxos temporais como o do Avô e o dos Gêmeos, que ocorrem quando uma ação no passado interfere no presente de uma forma que contradiga a linha do tempo original), mas várias soluções para contornar obstáculo foram propostas, como a do Multiverso, sustentada por diversas teorias que descrevem vários cenários possíveis partindo da premissa de que o e espaço-tempo observável não é a única realidade. 

 

A teoria da cosmologia inflacionária sugere que o Big Bang criou universos paralelos com propriedades semelhantes ou diferentes das dos nosso. A Interpretação dos Muitos-Mundos prevê a presença de linhas de tempo ramificadas (ou realidades alternativas) onde as decisões que tomamos produzem resultados diferentes. 

Talvez existam inúmeras versões de cada um de nós vivendo em universos muito semelhantes ou completamente diferentes do nosso, que viram à esquerda quando viramos à direita (ou vice-versa) em algum universo paralelo. 
 
Nem todas as teorias com foco em outros universos sugerem a existência de versões-clones de cada um de nós — até porque as propostas emanam de diferentes correntes científicas —, mas todas apontam para a existência de um multiverso. 

No famoso experimento do gato de Schröedinger, um gato é trancado numa caixa e um único átomo decide se ele vai morrer ou sobreviver. Segundo a interpretação de Copenhague, o felino está em um estado de sobreposição quântica — vivo e morto ao mesmo tempo —, e seu futuro será decidido quando a caixa for aberta. 

Já na interpretação de Everett o universo se separa em dois, num dos quais o gato está vivo e no outro, morto; no Multiverso de Nível 3, tudo que pode acontecer de fato acontece — em vez de entrar em colapso, a partícula quântica ocupa todos os lugares, dando origem a múltiplas realidades diferentes a cada segundo no Espaço Hilbert. 
 
Na visão míope dos céticos, a teoria do multiverso não é empiricamente testável, uma vez que, por definição, os universos paralelos seriam independentes do nosso e impossíveis de acessar. Mas o fato de ainda não termos descoberto o teste certo não significa que não venhamos a descobri-lo mais adiante. 

A existência dos universos paralelos parece menos irreal se levarmos em conta que, diferentemente dos bits da computação tradicional, que assumem apenas um valor por vez (0 ou 1), os qubits (bits quânticos) podem assumir os valores 0, 1 ou 0 e 1 ao mesmo tempo. 

Em última análise, tudo que observamos é esquisito e confuso, mas Richard Feynman não disse que ninguém realmente compreende a mecânica quântica?
 
Continua...

quarta-feira, 19 de março de 2025

TELETRANSPORTE QUÂNTICO

HOUVE UM TEMPO EM QUE AS PESSOAS ME DECEPCIONAVAM; HOJE ELAS APENAS CONFIRMAM MINHAS TEORIAS.


Na série Jornada nas Estrelas, os tripulantes da Enterprise pronunciavam a palavra "Energia" e eram desmaterializados e remontados instantaneamente em outro local, sem qualquer vestígio do deslocamento físico. 

A ideia de viajar sem percorrer o espaço é fascinante, mas essa versão do teletransporte ainda é "coisa de ficção". Ainda, porque a ciência tem explorado conceitos surpreendentemente próximos. 

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Em mais um evento de pré-campanha bancado pelos contribuintes, Lula esbravejou: "Estou querendo descobrir onde é que teve um ladrão que passou a mão, que passou a mão no direito de comer ovo do povo brasileiro". Para isso, bastaria que ele se olhasse no espelho. 
O preço dos ovos e de quase todos os demais alimentos está nas alturas por causa da gastança desenfreada do próprio governo, pela concessão de crédito farto e auxílios assistenciais que irrigam a economia artificialmente, pela desvalorização do real como consequência da falta de credibilidade do país e pela incapacidade de produção de alguns segmentos, estagnados pela falta de investimentos, decorrente dos altos juros que o Banco Central é obrigado a manter por conta da irresponsabilidade e incompetência do governo federal. 
Além da contribuição de amigos empresários como Joesley e Wesley Batista e de mensaleiros que também tiveram as condenações anuladas depois do desmonte da Lava-Jato (como José Dirceu), o novo presidente do Senado concedeu um dia de folga a cada três dias trabalhados aos servidores da Casa, além de aumentar-lhes o vale alimentação em 22%, para R$ 1,7 mil mensais e destinar 15 milhões de reais a uma ONG ligada a um assessor seu, e o novo presidente da Câmara quer aumentar o número de parlamentares federais no Congresso que é o segundo mais caro do planeta (atrás apenas do americano). Na esfera do Judiciário, além dos 60 dias de férias, finais de semana e feriados prolongados, salários e benefícios nababescos, que nos custam mais de R$ 130 bilhões por ano, temos lagostas e vinhos importados nas cortes superiores regando os jantares dos togados, e lencinhos e gravatas distribuídos aos ilustres visitantes.
Sob a terceira gestão de Lula — que se considera a "alma viva mais honesta do Brasil", mesmo tendo sido condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro (lembrando que a posterior anulação das penas pelo STF, sob o pretexto de incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba, não o inocentou) —, o rombo das estatais é recorde. Mas isso não as impede de destinar dezenas, centenas de milhões de reais em patrocínios de eventos escolhidos a dedo por Janja. Aliás, em tempos de déficit fiscal descontrolado, Lula ainda quer regar os cofres de agências de publicidade e veículos de comunicação amigos com cerca de R$ 3,5 bilhões em 2025.
E viva o povo brasileiro, que, por despreparo, incompetência e ignorância, faz a cada dois anos o que Pandora fez uma única vez por curiosidade.

O teletransporte quântico, por exemplo, que Einstein chamou certa vez de "ação fantasmagórica à distância", não envolve a transferência de matéria, mas de informações entre partículas entrelaçadas, e pode ter implicações revolucionárias para a comunicação e a computação quântica. A chave para esse processo é o entrelaçamento quântico: quando duas partículas estão entrelaçadas (ou emaranhadas, como alguns preferem dizer), a alteração no estado de uma delas provoca uma mudança imediata na outra, independentemente da distância que as separa. 

 

Estudos anteriores indicavam a interrupção do emaranhamento quântico em comprimentos de onda próximos aos utilizados pelo tráfego comum da internet. Usando uma interface de rede fotônica, pesquisadores da Universidade de Oxford (UK) conectaram com sucesso dois processadores quânticos separados para formar um único computador quântico totalmente conectado. Colocando os qubits em posições específicas dentro da fibra óptica, o emaranhamento não foi afetado. A informação transferida de um fóton para outro, com a velocidade da luz, sem que o fóton original se movesse fisicamente.

 

Ainda existem desafios significativos a superar, como a criação de infraestruturas robustas e a correção de erros quânticos, mas o futuro é promissor, sobretudo num mundo cada vez mais digital, onde redes quânticas podem revolucionar a forma como os dados são processados e transmitidos, levando a avanços significativos em áreas como pesquisa médica, modelagem climática e otimização de processos industriais. 

Por outro lado, o teletransporte de dados, objetos físicos e seres vivos envolve desafios de complexidade muito diferentes. Enquanto o teletransporte de informação se aproveita de propriedades quânticas da natureza, o transporte de matéria exigiria transformar um objeto em informação e, em seguida, a informação captada em uma reprodução em outro lugar usando uma espécie de impressora 3D. Como o processo de transformar o objeto em informação envolve sua "destruição", a cópia criada pode não ser perfeita. 

A física quântica trata de interações entre partículas, que são menores que o átomo, e a quantidade de informações necessárias para mapear e reconstruir um ser vivo é astronômica. Para teletransportar um ser humano, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, estimaram que seria necessário acumular mais informação do que todos os computadores que existem atualmente são capazes de armazenar, bem como rearranjar todos os átomos, célula por célula, em um processo que levaria 350 mil vezes mais tempo do que o Universo conhecido tem de idade (13,8 bilhões de anos). Embora isso seja teoricamente, a tecnologia atual está longe de tornar isso realidade.
 
Falando em soluções inovadoras, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google resolveu, em apenas 48 horas, um problema que cientistas do Imperial College London levaram uma década para solucionar. 

Batizado de "co-scientist" e baseado no modelo Gemini 2.0 — criado para atuar como colaborador virtual em pesquisas científicas e biomédicas —, o sistema confirmou a hipótese dos pesquisadores sobre a resistência de algumas superbactérias a antibióticos e ainda sugeriu quatro outras soluções plausíveis, uma das quais jamais havia sido considerada pela equipe.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

NOVO CHIP DE COMPUTAÇÃO QUÂNTICA SUGERE QUE VIVEMOS NUM MULTIVERSO

QUEM TROCA O CAMINHO VELHO PELO NOVO SABE O QUE DEIXOU PARA TRÁS, MAS NÃO SABE O QUE VEM PELA FRENTE.

 

O novo chip de computação quântica desenvolvido pelo Google executou, em menos de 5 minutos, um cálculo que os supercomputadores mais rápidos da atualidade levariam 10 septilhões de anos para fazer. 

Esse número excede as escalas de tempo conhecidas na física e ultrapassa em muito a idade do Universo, levando a crer que a computação quântica ocorre em vários universos paralelos, conforme previu David Deutsch fez meados do século passado. "O Willow é tão rápido que indica que vivemos num multiverso", escreveu Hartmut Neven, fundador do Google Quantum AI, no blog da gigante de Mountain View. 

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Enquanto o STF julga a responsabilidade das plataformas digitais sobre conteúdos de seus usuários, a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, anuncia um conjunto de mudanças em suas práticas de moderação de conteúdo e defende que se chegue a uma "solução balanceada" e com "diretrizes claras". 
Seguindo os passos de Elon Musk no Xwitter, Mark Zuckerberg anunciou que os "fact-checkers" não mais poderão classificar o conteúdo postado nas plataformas da Meta, transferindo para os usuários a incumbência de determinar se um post é real ou fake. Nos EUA, os checadores começaram já começaram a receber o aviso de rescisão de seus contratos com a big tech, segundo apuração do New York Times. Ainda não se sabe quando a decisão será expandida para outros mercados, incluindo o Brasil.
Sem citar nominalmente a mais alta corte brasileira, o CEO da Meta afirmou que governo americano precisa ajudar a combater o que está sendo feito pelo Judiciário em países da América Latina onde "tribunais secretos podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa". Disse ainda que o sistema de moderação acabou se tornando uma "ferramenta para silenciar opiniões diferentes", e criticou expressamente a regulação das redes sociais por parte de alguns governos, mencionando, inclusive, que "tribunais na América Latina possuem poder de exigir que redes sociais removam conteúdos silenciosamente".
Antes do início do recesso, o ministro Barroso, atual presidente do STF, defendeu que a atual regra sobre responsabilidade das plataformas (consubstanciada no art. 19º do Marco Civil da Internetseja declarada apenas parcialmente inconstitucional, divergindo divergindo dos votos de Toffoli e Fux. O julgamento foi interrompida pelo pedido de vista de André Mendonça, e só deve ser retomado após o recesso, mas o Ministério Público já mandou intimar a big tech para dar mais explicações sobre a mudança.
 
De acordo com o TechCrunch, a afirmação de Neven foi bem-aceita por uns, até porque o multiverso é uma área de estudo real dentro da física quântica, mas recebida com reservas por outros. Segundo os céticos, a velocidade do novo chip se baseia no benchmark que o próprio Google criou para medir o desempenho quântico, e isso não prova que versões paralelas de nós estão circulando em outros universos.
 
Os computadores convencionais operam com base na dualidade dos bits — 0 para falso e 1 para verdadeiro. Assim, tudo que é digital — textos, imagens, músicas, vídeos etc. — e todos os algoritmos que formam os sistemas e apps que rodam em PCs e smartphones são sequências de bits 0 e bits 1. 
 
Na computação quântica, o qubit (ou bit quântico) é uma partícula de nível subatômico, como um elétron ou um fóton. Por permitir diversas combinações simultâneas de zeros e uns, a superposição quântica reduz enormemente o tempo que o computador leva para concluir uma tarefa, e o entrelaçamento quântico faz com que duas partículas interligadas, mesmo que separadas por grandes distancias, reajam de forma similar, resultando numa situação exponencial de ganho de desempenho.
 
Observação: Nos computadores clássicos, dobrar o número de bits dobra a capacidade computacional, ao passo que passo que o aumento no número de qubits nos computadores quânticos produz ganhos em escala exponencial.
 
Quanto mais qubits o computador utiliza, mais propenso a erros ele se torna, mas o Willow consegue corrigir esses erros em tempo real introduzindo mais qubits no sistema. No entanto, é preciso demonstrar que se está "abaixo do limiar" para mostrar progresso real na correção de erros, e esse tem sido um grande desafio desde 1995, quando Peter Shor introduziu a correção de erros.
 
No futuro, diz Neven, a tecnologia quântica será indispensável para coletar dados de treinamento de IA, e ajudará a descobrir medicamentos, projetar baterias mais eficientes para carros elétricos e acelerar o progresso em fusão e novas alternativas de energia. 
 
A ver.

terça-feira, 23 de julho de 2024

DE VOLTA À VELOCIDADE DA LUZ E AS VIAGENS NO TEMPO (PARTE V)

SOMENTE OS EXTREMAMENTE SÁBIOS E OS EXTREMAMENTE ESTÚPIDOS NÃO MUDAM DE OPINIÃO.

Viajamos para o futuro do primeiro vagido ao último suspiro e "visitamos" o passado quando olhamos para o céu e vemos é a luz que as estrelas emitiram há milhares, milhões, bilhões de anos, mas viajar no tempo como nos livros e filmes de ficção científica e nas HQs é outra conversa. Embora essa possibilidade seja admitida (com ressalvas) pela Teoria da Relatividade e pela física atual, a tecnologia de que dispomos atualmente não permite acelerar uma espaçonave à velocidade da luz e/ou levá-la até as imediações do horizonte de eventos de um buraco negro

De acordo com a dilatação do tempo e a dilatação gravitacional do tempo, o tempo é relativo. Sua velocidade é inversamente proporcional à velocidade do observador e à força da gravidade. Isso é imperceptível no dia a dia, mas os relógios dos satélites que orbitam a Terra a 20 mil quilômetros de altitude e 28,2 mil quilômetros por hora atrasam 4.45 µs/dia  devido à velocidade e adiantam 33,64 µs/dia por causa da (menor) gravidade. Já um bate e volta a Alpha Centauri a 99% da velocidade da luz seria praticamente instantâneo para os viajantes, mas levaria de 8,5 anos pelo calendário terrestre (mais detalhes neste artigo). Em outras palavras, a nave e seus ocupantes avançaria quase uma década no tempo.

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Num editorial com duras críticas à relutância de Lula em pôr fim à gastança, a revista britânica The Economist ressaltou as críticas ao presidente do Banco Central, anotou que as decisões do governo em relação à política fiscal preocupa os investidores e reiterou que Lula insiste em repetir fórmulas fiscais antigas em vez de preparar "sucessores mais jovens para lutar pela reforma de que o Brasil precisa". Dias antes da publicação do editorial, o petista disse que "precisava ser convencido da necessidade de cortar despesas", que não é "obrigado a seguir meta fiscal" e que muito do que é considerado gasto, como recursos para saúde e educação, ele considera como investimento. Londres fica a 8.5 mil quilômetros de Brasília da Fantasia, mas os editores do periódico britânico enxergam Lula melhor que o próprio se enxerga quando se olha no espelho. Como se costuma dizer, de nada adianta trocar as rodas da carroça se o problema é o burro.
 
A possibilidade de qualquer coisa com matéria superar a velocidade da luz
(299.792.458 m/s ou 1,08 bilhão km/h) contraria as equações de Einstein, mas Gerald Feinberg descreveu os táquions como partículas com massa (ínfima) que "nascem superluminais" e ganham energia à medida que perdem velocidade. Essas partículas ainda não foram observadas ao vivo e em cores porque nossa tecnologia não é capaz capaz de detectar algo que se mova tão rápido. Se sua existência for comprovada (o que pode ser apenas uma questão de tempo), o princípio da causalidade (segundo a qual causa precede a consequência) seria violado, já que eles se moveriam para trás na linha do tempo, criando paradoxos tão complexos quanto o do Avô.

Observação:  Um hipotético táquion emitido por um hipotético piloto de uma hipotética espaçonave para um hipotético receptor na Terra se moveria mais rápido que a luz no referencial deste, mas retrocederia no tempo no referencial daquele. Em outras palavras, a resposta chegaria antes da pergunta, e se ela fosse "não envie o sinal", o piloto não enviaria a pergunta e o receptor não teria nada para responder, o que a afronta o lógica básica da nossa realidade.
 
Para verificar se as leis da física realmente conspiram contra viagens ao passado, Stephen Hawking deu uma festa na Universidade de Cambridge e enviou convites com data, hora e coordenadas exatas do local. O fato de ninguém ter aparecido pode ter a ver com a Teoria do Multiverso, segundo a qual existem universos paralelos semelhantes ao nosso, mas com diferenças fundamentais e que tendem ao infinito em progressão exponencial. Talvez existam versões de cada um de nós em universos semelhantes (ou completamente diferentes), e que fazem escolhas diferentes a cada decisão que tomamos (a soma dos universos paralelos quânticos é chamada de Espaço Hilbert).
 
No famoso experimento Schröedinger, um gato é trancado numa caixa e um único átomo decide se ele morre ou sobrevive. Segundo a interpretação de Copenhague, o bichano está num estado de sobreposição quântica — vivo e morto ao mesmo tempo —, e seu futuro é decidido no momento em que a caixa é aberta. Na interpretação de Everett, o universo se separa em dois; o gato está vivo num deles e morto no outro, ou seja, c
ada realidade fica permanentemente conectada aos estados do átomo e só participa de um dos universos paralelos que, uma vez separados, continuam seu próprio caminho sem jamais interagir com os demais.
 
A teoria do multiverso parece menos absurda quando consideramos que os bits da computação tradicional assumem apenas um valor por vez (0 ou 1), mas os qubits (bits quânticos) podem assumir os valores 0, 1 ou 0 e 1 ao mesmo tempo. No
 Multiverso de Nível 3, tudo que pode acontecer de fato acontece. Ao invés de colapsar, as partículas quânticas ocupam todos os lugares ao mesmo tempo, dando origem a múltiplas realidades diferentes no Espaço Hilbert

Em última análise, tudo que observamos é esquisito e confuso... mas Richard Feynman não disse que ninguém compreende realmente a mecânica quântica?
 
Continua...

sexta-feira, 19 de julho de 2024

DE VOLTA À VELOCIDADE DA LUZ E AS VIAGENS NO TEMPO (PARTE IV)

NÃO COMPREENDO AS PESSOAS, A POLÍTICA, A CORRUPÇÃO E NEM MESMO O BRASIL, MAS ABOMINO A CEGUEIRA INTELECTUAL PRODUZIDA PELA ABJETA POLARIZAÇÃO.

Dizem que os tucanos (falo dos peessedebistas, não da ave usada pelo partido em seu logo) são tão indecisos que mijam no corredor quando o imóvel tem mais de um banheiro. Mas falta de consenso não é uma exclusividade do tucanato nem da política. Nas prateleiras da astronomia (não confundir com "astrologia"), o consenso é artigo permanentemente em falta. 
 
Por mais bem aceita que seja a Teoria do Big Bang, o modelo cosmológico atual e a idade do universo são contestados de tempos em tempos. Fala-se até que
 própria expansão do cosmos pode ser uma ilusão. Segundo o portal Live Science, sabe-se que o cosmos está em expansão devido ao aumento do desvio da luz para o vermelho à medida que as galáxias se afastam mais e mais do nosso sistema solar.

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Estaria rico quem tivesse ganhado R$ 100 por cada besteira que Lula verbalizou desde o início do atual (e queira Deus derradeiro) mandato, mas fiquemos com a entrevista à Rádio Sociedade, na qual ele ensinou que a independência do Brasil foi um "grande conchavão" da elite que governava o país na época. Não vou entrar no mérito, mas não posso deixar de reconhecer que, de "conchavão, o presidente entende como ninguém. 
O Mensalão foi um "grande conchavão" entre a elite do PT e do Congresso Nacional, com pagamento de propina a parlamentares para que votassem a favor dos projetos do primeiro governo Lula. A impunidade dos mensaleiros foi outro “grande conchavão” que incluiu o indulto de Natal concedido por Dilma a sentenciados do quilates de José Dirceu e Valdemar Costa Neto, que saíram juntos da cadeia e hoje atuam em polos ideológicos supostamente opostos. 
O Petrolão foi mais um "grande conchavão" entre empresários companheiros e diretores indicados por Lula e seus aliados para setores da Petrobras, com os primeiros levando boladas bilionárias em contratos públicos em troca do pagamento de propina aos demais. A impunidade dos envolvidos no maior esquema de suborno da história do Brasil também foi um "grande conchavão" que uniu lulistas, tucanos e Centrão a bolsonaristas interessados em livrar o clã Bolsonaro das investigações de peculato em gabinetes passados. Os ministros das cortes supremas indicados nos governos de PT, PSDB e Bolsonaro somaram seus votos para aliviar a barra dos acusados de corrupção e lavagem de dinheiro no Petrolão e da prática de "rachadinha".
A retaliação contra juízes e procuradores da finada Lava-Jato foi mais um “grande conchavão” da mesma elite política, econômica, judicial e midiática, que resultou em piruetas na lei para cassar o mandato de deputado de Deltan Dallagnol, em processos contra Sergio Moro — até por piada de "prisão" de festa junina — e em afastamentos e procedimentos disciplinares contra a ex-juíza Gabriela Hardt e desembargadores do TRF-4 que ousaram referendar condenações no âmbito da força-tarefa anticorrupção.
O orçamento secreto, desvelado em 2020, foi igualmente um "grande conchavão" que institucionalizou os esquemas anteriores durante o governo Bolsonaro, para garantir a distribuição de verbas públicas conforme a conveniência da cúpula do Poder Legislativo, sendo mantido, de modo maquiado, no terceiro mandato de Lula, mesmo após o STF ter declarado sua inconstitucionalidade e o atual presidente ter chamado o mecanismo, durante sua campanha eleitoral, de “fonte do maior esquema de corrupção da história do país”.
A volta de empresários amigos de Lula à cena do crime em Brasília também foi um "grande conchavão" que resultou em medida provisória conveniente no setor elétrico e seleção para concluir a mais escandalosa refinaria de todos os tempos. Isto sem falar nas "coincidências" dos leilões de milho e arroz estatal, ou da megalicitação da Secom para a publicidade governista.
De conchavão em conchavão, o país vem perdendo a sua independência para uma casta privilegiada que tudo pode e se autoriza a fazer, inclusive em Portugal, como evidencia o Gilmarpalooza, em nome da mesma democracia diariamente solapada por ela. As elites colonizadoras das instituições se reúnem anualmente em Lisboa para ditar os rumos brasileiros, enquanto Lula, seu maior beneficiário, posa de defensor do povo.
Triste Brasil.
 
Tempos atrás, a
 constante cosmológica — também conhecida como lambda (Λ) — levou os cientistas a concluírem que a velocidade da expansão do cosmos vem aumentando. No entanto, ela foi descrita por Einstein há mais de 100 anos, e desde então vem sendo um desafio para os cosmólogos. Buscando explicar discrepâncias entre as previsões teóricas e as observações reais, a existência de novas partículas ou forças foram propostas. Mas o professor Lucas Lombriser, da Universidade de Genebra, sugere que o universo não está se expandindo, mas é plano e estático, como Einstein propôs inicialmente. A constante cosmológica ainda varia com o tempo, mas essa variação se deve à mudança da massa das partículas (hipótese dificilmente poderá ser verificada empiricamente no medio prazo.
 
Não se sabe quanto tempo a inflação levou para desaguar no Big Bang, mas sua natureza quântica sugere que a expansão do cosmos terminou em algumas regiões e continua acontecendo em outras, dando azo à teoria do multiverso. Se o Universo fosse finito e esférico, uma espaçonave que viajasse em linha reta por tempo suficiente voltaria ao ponto de partida. Como tudo indica que ele é infinitamente maior que sua porção observável, quanto mais longe os telescópios alcançam, mais "enxergamos" o passado, e menos evoluído o cosmos se nos apresenta. 

É possível que existam múltiplos universos semelhantes ao nosso e no mesmo espaço-tempo, ainda que com algumas diferenças fundamentais. Mas todos estariam abrigados em um universo real e tenderiam ao infinito em progressão exponencial. Essa teoria foi proposta nos anos 1950 pelo físico Hugh Everett. Segundo ele, quando se realiza um experimento quântico com diferentes resultados possíveis, cada resultado ocorre em cada multiverso paralelo. Outra teoria sustenta que o cosmos seria uma bolha que incha, e existiriam mais universos com a mesma aparência, todos imersos em um mar energizado e em eterna expansão. Essas bolhas se expandiriam em um vácuo infinito a tal velocidade que jamais poderiam se encontrar. 
 
Observação: Ainda que a inflação tenha gerado inúmeros universos dentro de um multiverso, a quantidade de realidades possíveis não são teorias em si, mas previsões de certas teorias que sugerem a existência de fenômenos impossíveis de ser observados. A relatividade geral prevê o interior de buracos negros — lugares que nunca poderemos acessar, mas que, apesar de não poderem ser estudados diretamente, fazem parte do pacote. E o mesmo se aplica aos 
universos paralelos em teorias como as da inflação infinita e da mecânica quântica.
 
Talvez existam inúmeras versões de cada um de nós vivendo em inúmeros universos semelhantes ou completamente diferentes. A cada decisão que tomamos, os outros "nós" podem fazer escolhas diferentes em seus universos paralelos (a soma dos universos paralelos quânticos é chamada de Espaço Hilbert ou Multiverso de Nível 3). 

No experimento do gato de Schröedinger, um gato é trancado numa caixa e um único átomo decide se ele vai morrer ou sobreviver. Segundo a interpretação de Copenhague, o felino está em um estado de sobreposição quântica — vivo e morto ao mesmo tempo —, e seu futuro será decidido no momento em que a caixa for aberta. Na interpretação de Everett, o universo se separa em dois; num deles, o gato está vivo, e no outro, ele está morto. Cada uma das múltiplas realidades fica permanentemente conectada aos estados do átomo, e só participa de um dos universos paralelos, que, uma vez separados, seguem seus próprios caminhos sem jamais interagir com os demais.
 
A existência dos universos paralelos parece menos absurda quando fazemos uma analogia o mundo dos computadores. Diferentemente dos bits da computação tradicional, que assumem apenas um valor por vez (0 ou 1), os bits quânticos (qubits) podem assumir os valores 0, 1 ou 0 e 1 ao mesmo tempo. Na esteira desse raciocínio, 
tudo que pode acontecer no Multiverso de Nível 3 realmente acontece. Em vez de colapsara, a partícula quântica ocupa todos os lugares, dando origem a múltiplas realidades diferentes no Espaço Hilbert

Em última análise, tudo o que observamos é esquisito e confuso. Mas Richard Feynman não disse que ninguém realmente compreende a mecânica quântica?

Continua...

sexta-feira, 3 de maio de 2024

QUEM VIVER VERÁ

A ÚNICA MANEIRA DE SEGUIR EM FRENTE É SEGUINDO EM FRENTE.

A conversa entre "dois seres humanos" que Lula manteve com Arthur Lira foi insuficiente para normalizar as relações do Planalto com o Congresso. Para piorar, nem bem desobstruiu sua relações com o imperador da Câmara, o petista foi intimado pelas circunstâncias a se reunir com o presidente no Senado. 

Em agosto de 2011, ignorando a máxima segundo a qual nada é mais permanente do que um programa temporário do Estado, Dilma concedeu um alívio tributário a empresas em troca da promessa de manutenção de empregos, que duraria até dezembro de 2012, mas ganhou a perenidade de um fantasma e continua favorecendo empresas de 17 setores da economia. 

Na semana passada, Pacheco insinuou que o governo deveria reduzir gastos em vez de recorrer ao STF contra o benefício tributário que o Congresso renovou até 2027. Haddad cobrou responsabilidade fiscal do Legislativo. Pacheco disse que o ministro foi "injusto", e  que o zelo com as contas nacionais não inclui uma adesão à agenda do Poder Executivo. 

Dilma reconheceu que a desoneração tributária foi um erro. Ironicamente, o mesmo Congresso que a defenestrou sob a alegação de que praticara ciclismo fiscal pega em lanças por uma assombração tributária que sobreviveu ao impeachment e a todos os governos que vieram depois dele.


O termo Q-Day remete ao dia em que um computador quântico se tornará capaz de quebrar as chaves criptográficas que governos e empresas vêm utilizando há décadas para proteger informações sensíveis. Quando (e se) isso acontecer, a segurança dos sistemas financeiro, de tráfego aéreo, usinas nucleares e rede elétrica, entre outros, poderá ser quebrada em poucos minutos. 

A ameaça não se limita apenas a futuras violações. Dados criptografados coletados agora e nos próximos anos poderão ser desbloqueados após o Q-Day, e autoridades de inteligência dos EUA afirmam que a China e a Rússia vêm armazenando esses dados na esperança de decodificá-los no futuro. Joe Biden sancionou a Lei de Preparação para a Segurança Cibernética da Computação Quântica, mas os novos protocolos de criptografia levarão mais de uma década para substituir os atuais, e isso pode ser tempo demais para evitar uma catástrofe.

Os computadores convencionais mais poderosos, capazes de fazer 1 trilhão de tentativas por segundo, levariam trilhões de anos para quebrar chaves de 256 bits — daí esse protocolo ser considerado seguro e ser largamente utilizado em sistemas criptográficos modernos, como o AES. Mas o detalhe (e o diabo mora nos detalhes) é que a segurança da criptografia não se baseia somente na quantidade de bits da chave, mas também no algoritmo utilizado.
 
Apesar de estarmos habituados com a base decimal, podemos escrever qualquer número inteiro usando a base binária, na qual o computador "enxerga" uma sequência de dígitos e multiplica cada potência de 2 (da esquerda para direita) por 0 ou 1 para chegar ao resultado. A sequência "10", por exemplo, tem dois bits e equivale a 0x20 + 1x21; a sequência "111" tem três bits e equivale a 1x20 + 1x21 + 1x22, e assim por diante. Já os qubits (bits quânticos) podem assumir os valores 0, 1 ou 0 e 1 ao mesmo tempo, o que aumenta astronomicamente a velocidade de processamento dos computadores quânticos, que executam em poucos minutos tarefas que os supercomputadores atuais levariam milhares de anos para concluir.

A Atom Computing criou o primeiro computador quântico capaz de alcançar a marca dos 1180 qubits, deixando no chinelo os 433 qubits do Osprey, da IBM. Mas s IBM e o Google vêm criando modelos cada vez mais poderosos, e tudo indica que um avanço significativo poderá ser alcançado ainda nesta década. Todavia, mesmo que o avanço seja notável, o novo recordista ainda não é capaz de executar operações usando todos os qubits ao mesmo tempo.
 
Na década passada, anteviram-se a possibilidade de um salto substancial na computação quântica e os riscos que isso representa para a segurança, que, até então, vinham sendo solenemente ignorados. O senso de urgência foi intensificado pela consciência de quão difícil e demorada seria a implementação de novos padrões. A julgar por migrações passadas, estima-se que, mesmo depois de se estabelecer uma nova geração de algoritmos, a implementação pode levar mais 10 ou 15 anos. 
De acordo com NIST, o governo americano estabeleceu uma meta geral de migrar o máximo possível para algoritmos resistentes ao quantum até 2035 — projeto que muitos pesquisadores reconhecem ser ambicioso.
 
Apesar dos sérios desafios da transição para esses novos algoritmos, os EUA se beneficiaram da experiência de migrações anteriores, como a que foi feita para solucionar o chamado bug do milênio e as mudanças anteriores para novos padrões de criptografia. O tamanho alcançado por gigantes como Amazon, Apple, Google e Microsoft, que controlam grandes faixas de tráfego da internet, sugere que alguns poucos participantes poderiam realizar grande parte da transição com relativa agilidade, mas os estrategistas alertam que a maneira como um adversário pode se comportar depois de obter um grande avanço torna a ameaça diferente de qualquer outra que a comunidade de defesa já enfrentou. 

Quem viver verá.