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domingo, 12 de abril de 2026

CONTRAFILÉ — NA BRASA OU NA FRIGIDEIRA, SEMPRE UMA BOA OPÇÃO

CHATO É AQUELE QUE FALA QUANDO A GENTE QUER QUE OUÇA.

A picanha começou a ser separada da alcatra no final dos anos 1950, quando os imigrantes alemães que trabalhavam na fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), utilizavam o corte para preparar o tafelspitz — receita austríaca que consiste em picanha acompanhada de maçã e raiz-forte, servida com batatas.


Considerada carne “de segunda” até meados da década de 1970, a hoje rainha das churrascarias ganhou status e se tornou sinônimo de churrasco no Brasil. Hoje, com o preço nas alturas a despeito da promessa de palanque de Lula, ela vem sendo preterida por cortes como alcatra, maminha e contrafilé, que são excelentes alternativas para quem busca carne saborosa, versátil, mais em conta e fácil de preparar.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Com cerca de 733.759 habitantes (5,65 hab./km²), o Amapá é um dos estados brasileiros com menos habitantes e menor densidade demográfica. Já São Paulo, tido como a "locomotiva do Brasil", tem 46,08 milhões de habitantes (média de 180,86 hab./km²). A título de referência, a média nacional gira em torno de 24 hab./km², e cada unidade da Federação (26 Estados e o Distrito Federal) é representada por 3 senadores, sendo o amapaense Davi Alcolumbre o presidente de turno do Senado e do Congresso Nacional. 

Alcolumbre é um típico político brasileiro — grosso modo falando. Lança mão de todos os artifícios para atingir seus subterfúgios. Com dois movimentos, deu um nó no governo e na oposição. Sob holofotes, passou a impressão de atender aos dois lados. No escurinho, satisfez o seu desejo de enterrar o requerimento de uma CPI mista para investigar o escândalo do Master.

Num lance, o eminente senador acenou para o Planalto ao destravar a indicação de Jorge Messias para o Supremo. Noutro, agradou a oposição ao pautar a votação dos vetos de Lula ao projeto da dosimetria, que reduz penas de Bolsonaro e seus cúmplices.

Num acerto de bastidor, líderes partidários aceitaram que a sessão do Congresso de 30 de abril trate apenas dos vetos à lipoaspiração das penas dos golpistas. Adeptos da CPI vão chiar, mas Alcolumbre e o Centrão têm milhões de razões para ignorar a chiadeira. 

Entre mortos e feridos, quase todos se salvam — menos o interesse público.

Como dizia o falecido Marcelo Rezende, "vai vendo!"


Escolher um bom contrafilé começa pela aparência da peça, que deve apresentar coloração vermelho-viva, sem manchas escuras, sinais de oxidação ou aspecto acinzentado. A gordura lateral precisa ser clara e firme, nunca amarelada ou excessivamente mole. Os bifes ou pedaços devem ser espessos, e a capa de gordura deve ser mantida — sob pena de comprometer a suculência, a textura e o sabor da carne. Bifes muito finos cozinham rápido demais e tendem a ressecar, especialmente em preparos de fogo alto; o mesmo se aplica a peças excessivamente “limpas”.


Quando havia combos de padaria, farmácia e açougue espalhados pela cidade, bastava a gente dizer ao açougueiro o que se pretendia fazer, e ele cortava e limpava o contrafilé da maneira mais adequada. Nos supermercados, porém, as carnes quase sempre são cortadas sem critério, acondicionadas naquelas indefectíveis bandejas de isopor e recobertas por filme plástico. Compre somente se a carne estiver vermelhinha e se não houver excesso de líquido na embalagem. Fuja de bandejas gosmentas ou com cheiro desagradável.


Para grelha ou churrasco, corte a carne em pedaços de dois a três dedos de altura, o que garante cozimento mais uniforme e maior controle do ponto. Os bifes podem ser um pouco mais baixos, mas ainda assim longe de cortes muito finos, e sempre fatiados contra os veios da carne. Manter um pouco de gordura é igualmente importante, tanto para realçar o sabor quanto para evitar que os bifes ressequem.


Fatie o contrafilé contra os veios da carne em bifes com cerca de 2 cm de espessura e frite-os em fogo alto numa frigideira de ferro fundido ou de fundo grosso. Coloque um bife de cada vez, somente quando a frigideira estiver quente a ponto de fumegar. Sal e pimenta-do-reino são indispensáveis para realçar o sabor, mas devem ser aplicados apenas minutos antes ou durante o preparo.


No churrasco, corte o contrafilé em pedaços altos e grelhe em fogo médio-alto por quatro ou cinco minutos de cada lado, virando apenas uma vez. Se a ideia for assá-lo como nas churrascarias, mantenha o espeto a uma distância de 30 a 40 cm do braseiro, vire-o de tempos em tempos e vá retirando lascas, como no churrasco grego.


Dica: Para preservar a suculência, embrulhe as sobras do churrasco em papel-alumínio e guarde na geladeira. Se a carne ainda quente for colocada no forno, continuará cozinhando no calor residual; se for armazenada em um recipiente hermético, perderá suculência por causa do vapor acumulado. O papel-alumínio evita a perda de umidade, e o frio da geladeira estabiliza a temperatura interna da carne. Na hora de servir, basta reaquecer e fatiar.


O filé-mignon tem maciez e sabor inconfundíveis; o coxão-mole é versátil e apresenta ótimo custo-benefício; o coxão-duro e o lagarto rendem excelentes assados, ótimos bifes à rolê e carne de panela. Filé, contrafilé e miolo de alcatra podem ser cortados em bifes grossos, sempre no sentido contrário ao das fibras, mas o coxão-mole e o patinho devem ser fatiados finos


Independentemente do corte e da espessura, os bifes devem ser fritos individualmente e virados apenas uma vez. O ponto varia conforme o gosto do comensal, a altura do bife, o material da frigideira e a potência do fogão. Para bifes médios (cerca de 2,5 cm de altura) malpassados, aqueça bem a gordura e frite por dois ou três minutos de cada lado. Para bifes ao ponto ou bem-passados, o tempo sobe para quatro ou cinco minutos, ou de seis a oito minutos por lado, respectivamente. Ao final, coloque-os numa travessa, cubra com papel-alumínio e deixe descansar por alguns minutos, permitindo que os sucos se redistribuam de maneira uniforme.


Bifes à milanesa devem ser finos e fritos por imersão em gordura bem quente (180 °C). Use frigideiras ou panelas largas, de borda alta, e frite um bife de cada vez, para não baixar a temperatura do óleo. A casca ficará mais crocante e não se soltará durante a fritura se os bifes forem passados na farinha de trigo, no ovo batido e na farinha panko, nessa ordem. Ao final, disponha-os sobre uma travessa forrada com papel-toalha, que absorverá o excesso de gordura e deixará os bifes mais sequinhos.


A carne moída refogada aparece como recheio de pastéis, esfihas, almôndegas e empadões, no molho à bolonhesa e até como “mistura” para acompanhar o popular arroz com feijão. Crua, é a base de hambúrgueres e do sofisticado steak tartare. Como é difícil saber a procedência da carne moída vendida nos supermercados — não é incomum que a gordura e o sebo remanescentes da limpeza das peças seja incluída na moagem —, o ideal é escolher o corte desejado e moer em casa — isso permite, inclusive, misturar cerca de 20% de gordura de picanha à paleta ou ao patinho, já que hambúrguer sem gordura não dá liga nem tem sabor.


Para quibe cru e steak tartare, o filé é o corte mais indicado. As butiques de carne o vendem em escalopes, medalhões, tornedós e chateaubriand, mas sai mais barato comprar a peça inteira, limpar e cortar em casa. Comece removendo a fáscia — aquela membrana prateada que endurece os bifes — com uma faca de ponta fina e bem afiada, mantendo-a quase paralela à peça para minimizar a perda de carne. Em seguida, divida o filé em cabeça, lateral, miolo e ponta


Observação: A cabeça é a extremidade mais larga; a lateral, a parte quase solta que corre ao lado; o miolo, o corpo cilíndrico; e a ponta, onde a carne afina. Corte então em chateaubriands (cerca de 4 cm de altura e 300 a 400 g), tornedós (3 cm e 250 g), medalhões (2 cm e 180 g) ou escalopes (cubos de aproximadamente 1 cm). O restante pode virar bifes — e as sobras rendem strogonoff ou escondidinho de filé, por exemplo.


Eu pretendia incluir uma receita de rosbife semelhante à que publiquei em julho do ano retrasado, mas achei melhor deixá-la para o próximo domingo, sob penda de esta postagem ficar longa demais.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

DE VOLTA AO CHURRASCO DE DOMINGO

NA PRESENÇA DE IMBECIS E LOUCOS, O SILÊNCIO NÃO É OMISSÃO, MAS AUTODEFESA INTELECTUAL.

Assim como toda panela tem sua tampa, cada preparo tem a carne mais adequada. Um refogado, por exemplo, combina com carne magra, como patinho ou acém bem limpos. Já o hambúrguer pede de 20% a 30% de gordura — que também não pode faltar na carne grelhada na frigideira, no bife e, principalmente, na picanha, cuja capa de gordura é indispensável.

Observação: Contra-filé, alcatra, coxão mole e patinho rendem bons bifes fritos ou grelhados, mas o filé-mignon se destaca pela maciez e pelo sabor inconfundível. No churrasco, a picanha é presença obrigatória, embora o miolo da alcatra, o ancho e o ojo de bife também sejam excelentes opções.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA 

A tentativa de impor a candidatura de Carluxo ao Senado por Santa Catarina escancarou uma crise entre lideranças estaduais e a direção nacional do PL. O movimento, articulado pelo pai do pimpolho e hóspede compulsório da Papudinha, gerou reações negativas e ameaça alianças do partido no estado.

Valdemar Costa Neto avalia que o prestígio do ex-presidente golpista e a repercussão que ele ainda tem num pedaço expressivo do eleitorado brasileiro justificam a submissão. Até porque o objetivo do ex-presidiário do mensalão é fazer muitos parlamentares para aumentar a caixa registradora do fundo eleitoral, do fundo partidário do PL, e para isso empurra Zero Dois, que é do Rio de Janeiro, goela abaixo dos catarinenses. 

Independentemente do que aconteça, Santa Catarina seria um estado melhor se varresse do mapa eleitoral do estado a candidatura do filho do pai ao Senado. Mas esperar o que de um povinho medíocre, que repete a cada eleição, por ignorância, o que Pandora fez uma única vez por curiosidade?

Arrancar elogios dos amigos e familiares com uma carninha na brasa requer muitas horas de pilotagem de churrasqueira. Além de selar a gordura da forma correta, e preciso deixar a deve descansar para ficar mais suculenta. O sal realça o sabor e a suculência da carne, mas salgá-la demais, economizar no carvão e usar a mesma tábua para cortes crus e assados são erros comuns. 

O sal grosso deve ser aplicado momentos antes de colocar a carne no fogo, ou, em alguns casos, durante o preparo, virando a peça. O equilíbrio entre tempo e quantidade garante sabor e suculência. Igualmente importante é deixar a carne descansar de 5 a 10 minutos antes de fatiar, para que os sucos se redistribuam internamente.

Posicionar a carne muito próxima da brasa deixa a parte externa esturricada e o interior cru ou ressecado. O ideal é ajustar a altura da grelha ou a intensidade do fogo de acordo com o tipo e a espessura do corte. Churrascos mais suculentos são feitos com fogo moderado e paciência. A cocção lenta preserva os sucos internos e deixa a carne no ponto certo, com uma crosta saborosa e um interior macio.

Usar um garfo ou apertar a carne com uma espátula é outro erro que compromete a suculência. A cada perfuração, os líquidos naturais escapam, deixando o corte mais seco e menos saboroso. Sempre manuseie a carne com pinças ou espátulas planas, vire o mínimo necessário e respeite o tempo de cada lado para formar a crosta ideal sem perda de umidade.

Por último, mas não menos importante, para carnes mais duras ou menos nobres, a marinada pode ser uma aliada. Ingredientes como azeite, alho, vinagre ou limão ajudam a amaciar e preservar a umidade do corte durante o preparo, mas é importante não exagerar no tempo — que deve variar de 30 minutos a 2 horas, dependendo da carne. Marinadas muito longas, especialmente com ingredientes ácidos, podem “cozinhar” a carne antes da hora e alterar sua textura. Já a linguiça pode ser servida como aperitivo, acompanhamento e até mesmo como prato principal.

No fim das contas, churrasco é menos sobre ostentação e mais sobre método. Quem grita demais, fura a carne, espreme o bife e discute política na beira da grelha costuma errar nos quatro ao mesmo tempo. E não adianta culpar a carne: assim como na vida, o problema quase sempre está em quem não soube lidar com o fogo.

Bom apetite.

domingo, 10 de agosto de 2025

DIA DOS PAIS E ALTERNATIVAS AO CHURRASCO NOSSO DE CADA DOMINGO

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO, NEM TUDO QUE BALANÇA CAI.

A escada do preço da carne perdeu fôlego, mas picanha, maminha, miolo de alcatra e contrafilé continuam custando caro. E o fato de sobrar mês no fim do salário da maioria dos brasileiros implica mudar a periodicidade do tradicional churrasquinho dominical para quinzenal ou mensal. Como cada mês tem quatro semanas, há que encontrar alternativas para os outros três domingos, e ter carne moída na geladeira é como ter a mão cheia de coringas num jogo de canastra. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A arruaça dos amotinados bolsonaristas no Congresso, notadamente na Câmara, não é um episódio que se pode considerar superado, a despeito da retomada dos trabalhos depois de 30 horas de ensaio de insurreição. Isso porque a celebração da violência é um método da ala radical da oposição que evocou no Parlamento o ocorrido no acampamento defronte ao QG do Exército, do qual partiram as hordas para a "festa da Selma" em 8 de janeiro de 2023.

Nunca se viu nada em tal dimensão nas dependências do Legislativo. Numa proporção menor, o PT tentou ocupar a Mesa no Senado durante o governo Temer, para impedir a aprovação de reforma trabalhista. Não conseguiu, assim como os rebeldes de agora não conseguirão alterar o julgamento do rascunho do mapa do inferno no STF, aprovar anistia ampla, impichar Xandão nem fazer com que os presidentes da Câmara e do Senado se submetam às suas exigências. E se é possível dizer que não passarão, também é factível supor que continuarão a adotar a rotina de agressões, pois a natureza dessa choldra é a antítese do que se tem como essência da atividade política: o respeito às regras do jogo.

Motta e Alcolumbre têm diante de si o desafio de lidar com a ala de seus comandados cuja prática é a da provocação ilimitada. O emprego da força, prudentemente evitado na noite de quarta-feira, daria a eles pretexto para atuar no mesmo diapasão. A condescendência tampouco se configura um caminho aceitável, pois abre espaço a novas tentativas de sublevação. Dito isso, a vitória só se dará quando — e se — a maioria compreender que a defesa da instituição exige relegar a banda podre ao isolamento.


Não estou sugerindo assar hambúrgueres na churrasqueira — como nos "backyard barbecue" dos americanos. Os sobrinhos do Tio Sam adquiriram esse hábito no pós-guerra, quando as famílias passaram a fazer reuniões informais no quintal de casa. Chamar isso de churrasco é quase uma heresia, mas o hambúrguer, que já era um ícone nacional, tornou-se a estrela da festa.


Carnes "de primeira" — filé-mignon, contrafilé, alcatra, picanha etc. — e "de segunda" — peito, braço, acém, paleta etc. — têm o mesmo valor proteico. No entanto, a maciez, a suculência e o sabor dependem da quantidade de gordura e do trabalho muscular realizado pela região do boi de onde o corte é tirado. Isso significa que cortes do dianteiro da rês tendem a ser mais duros e fibrosos, e os do traseiro, mais macios, suculentos e saborosos. 

 

Em um churrasco como manda o figurino, maciez, suculência e sabor são fundamentais, mas o aumento do preço das carnes nobres nos dá arrepios só de pensar em acender o braseiro. Você pode substituir picanha por maminha ou fraldinha (detalhes no post de 11 de maio), ou mesmo por contrafilé, que funciona bem tanto na grelha quanto no forno ou em bifes — mas não espere uma economia muito significativa. 


Voltando ao nosso "coringa", você economiza alguns reais moendo miolo de acém, paleta, braço e outras carnes "de segunda" e caprichando no tempero — como dizia meu tio-avô, "com azeite é bom a gente come até capim". Mas steak tartare e quibe cru pedem filé mignon, alcatra ou patinho.


Também conhecido como filé tártaro, o steak tartare é uma receita à base de carne crua, que pode se servida como aperitivo, entrada ou refeição principal. Resolvi republicá-la neste domingo, Dia dos Pais, em homenagem ao meu saudoso progenitor, que me apresentou essa delícia nos anos 1960. Para uma porção individual, você vai precisar de: 

 
— 150g de filé-mignon moído ou picada na ponta faca; 
— 1 colher (sobremesa) de cebola ralada; 
— 1 colher (café) de alcaparras (que você pode substituir por azeitonas verdes picadas); 
— 2 colheres (chá) de cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado; 
— 1 colher (chá) de molho inglês; 
— 1 colher (sopa) de mostarda; 
— Suco de 1 limão (taiti ou siciliano);
—  1 gema de ovo; 
— Azeite de oliva extravirgem para regar e sal, pimenta do reino, pimenta caiena e molho tabasco para temperar
.
 
Passe a carne duas vezes pelo moedor (ou corte-a em tirinhas, sempre contra o sentido das fibras, e pique com a ponta de uma faca bem afiada). 


Junte a cebola ralada, a salsinha e a cebolinha picadas, regue com um fio de azeite, adicione o sal e misture gentilmente (usando as mãos ou uma colher de pau). 


Faça uma "bola" com a carne, coloque-a num prato, achate com a mão até formar um "hamburgão" e pressione o centro com o polegar, para criar a concavidade que você vai acomodar a gema do ovo (crua, segundo a receita original, mas você pode cozinhar o ovo e usar a clara para decorar). 


Leve à geladeira para resfriar e sirva com torradinhas ou batatas chips.
 
Dica: Na hora de servir, você pode distribuir alface picado, ervilhas em conserva, rodelas de tomate e de palmito. em volta da carne, decorar com a clara do ovo picada e regar tudo com azeite extravirgem em abundância.


 

Desejo a todos um excelente Dia dos Pais.

domingo, 20 de julho de 2025

BIFE COM FRITAS DE DAR ÁGUA NA BOCA

QUEM SEGURA UM TIGRE PELO RABO NÃO PODE LARGAR.

Dizemos que fulano "não sabe nem fritar um ovo" quando nos referirmos a alguém sem intimidade com a cozinha. Mas tanto fritar quanto cozinhar ovos requer expertise. 

Em ambos os casos, os ovos devem estar em temperatura ambiente. Para cozinhar, coloque-os num panela com água fria, aumente o fogo, baixe quando a água começar a borbulhar e desligue após 10 minutos (cozinhar por tempo excessivo deixa a clara borrachuda e a gema esverdeada, com sabor desagradável).

Para fritar, aqueça bem a gordura em fogo médio, quebre um ovo por vez diretamente na frigideira, tempere com sal, diminua o fogo e deixe fritar até a clara ficar "rendada" e a gema atingir o ponto desejado. Se quiser preparar ovos estrelados sem gordura, frite-os por um ou dois minutos em fogo baixo, numa frigideira antiaderente tampada.

Batatas fritas vão bem com hambúrguer, carne assada, bifes grelhados, à milanesa, de panela, e até com omelete. Para que fiquem sequinhas e crocantes como as das lanchonetes, o ideal é usar uma fritadeira elétrica industrial, embora seja possível obter bons resultados fritando-as em duas etapas numa panela ou frigideira de borda alta.

Lave, descasque, corte e seque bem as batatas. Aqueça o óleo a 120 °C–140 °C, coloque um punhado de batatas por vez (para que o óleo não esfrie nem as batatas grudem umas nas outras), retire-as antes que dourem, escorra-as numa peneira de metal e repita o processo até terminar todas. Ao final, aumente a temperatura do óleo para 180 °C, mergulhe as batatas “pré-fritas”, deixe-as atingir a cor desejada, escorra novamente, salgue e sirva.

Dicas: Para incrementar, polvilhe uma colher (sopa) de amido de milho sobre as batatas cruas e misture até que todas fiquem levemente cobertas. Isso cria uma camada de proteção que evita o encharcamento. O resultado será ainda melhor se você as deixar de molho numa vasilha com água e duas colheres (sopa) de vinagre por 10 minutos, secar com um pano de prato e então polvilhar o amido.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Na última sexta-feira, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e em seu escritório do PL, em Brasília, e encontrou cerca de US$ 10 mil e R$ 8 mil em dinheiro vivo, além de um pendrive escondido no banheiro. Bolsonaro — ora usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar redes sociais, de se comunicar o filho conspirador e de se aproximar de embaixadas, entre outras medidas cautelares — afirmou nunca ter visto o dispositivo antes que lhe fosse exibido por um agente da PF, e, portanto, desconhece o conteúdo. Entrementes, Trump insiste no lero-lero de "perseguição" e "caça às bruxas", como que preparando o ambiente para a eventual concessão de um asilo político a Bolsonaro, cuja prisão preventiva não foi descartada, apenas adiada.

A hipótese de encarceramento foi debatida nos bastidores da PGR e do STF e descartada por opção, não por falta de material ou por ausência de fundamentação técnica. O aspirante a golpista será preso se descumprir qualquer uma das medidas cautelares, ou se o conteúdo do celular e do pendrive apreendidos em sua casa fornecerem mais elementos que embasem a medida. 

Em despacho avalizado pelos demais integrantes da primeira turma (Luiz Fux tem até as 23h59 de segunda-feira para votar), Moraes endossou argumento da PGR de que há risco concreto de fuga e encampou entendimento da PF de que, financiado por Bibo Pai, Bobi Filho atuou junto à Casa Branca para produzir instabilidade política e econômica no Brasil. Também prevaleceu o entendimento de que o tarifaço de Trump é um sequestro econômico cujo resgate teria que ser pago pelo STF, com o arquivamento do processo contra Bolsonaro. Moraes considerou inadmissível a tentativa de obter a "impunidade penal" do réu "por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas de políticos brasileiros com Estado estrangeiro".

A novela promete novos e emocionantes capítulos. Acompanhemos, pois.

Vejamos agora como fritar bifes como manda o figurino, lembrando que o resultado depende do corte: filé, contrafilé e miolo de alcatra rendem bifes mais suculentos, mas os famosos “churrasquinhos de gato” são feitos com carne de segunda e ficam macios, cheirosos e saborosos. Em outras palavras, há quem transforme medalhões de filé em sola de sapato, e quem prepare espetinhos de acém de dar água na boca.

Cortar a carne contra as fibras e fazer cortes nas membranas laterais evita que os bifes se contraiam e fiquem com formato de "orelha" — o que prejudica o contato com a chapa ou frigideira. Igualmente importante é tirar os bifes da geladeira com antecedência, fritar um por vez, usando uma boca grande do fogão e mantendo o fogo alto. 

Deixe o bife dourar dos dois lados sem mexer muito — do contrário, em vez de formar uma crosta e manter a suculência, a carne vai liberar água e perder a maciez. Conforme já mencionado em outras postagens, o ideal é servi-los entre malpassado e ao ponto.

Os pontos da carne são: selada (2 minutos de cada lado); malpassada (3 minutos de cada lado); ao ponto (4 minutos de cada lado); ponto para mais (5 minutos); e bem passada (de 6 a 7 minutos). Esses tempos podem variar conforme o "poder de fogo" do seu fogão.

Adicionalmente:

— Deixe os bifes descansando por pelo menos 1 minuto após a fritura, para que os sucos se redistribuam e a carne fique mais suculenta.

— Use uma pinça ou pegador de salada para virar os bifes (nada de garfo, que fura a carne e deixa os sucos escaparem).

— Frigideiras de ferro são as mais indicadas porque concentram melhor o calor, mas as antiaderentes também funcionam bem — especialmente para quem está começando.

— A superfície deve estar bem quente antes de receber o óleo, que deve apenas untar o fundo.

— Só coloque o bife na gordura quando ela estiver bem quente e vire-o somente quando o lado em contato atingir o ponto desejado.

— Para medalhões ou bifes altos com crosta externa e interior vermelhinho, sele na frigideira e leve ao forno pré-aquecido por alguns minutos (o tempo varia conforme a espessura e o ponto desejado).

— Coloque os bifes prontos numa travessa de porcelana ou cerâmica, que mantém o calor melhor que as de metal.

Bom apetite.

sexta-feira, 28 de março de 2025

A SEGUIR, CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

A MONARQUIA DEGENERA EM TIRANIA, A ARISTOCRACIA, EM OLIGARQUIA, E A DEMOCRACIA, EM ANARQUIA.

 

A péssima governança do Brasil no período pós-ditadura militar — não que as coisas fossem melhores antes do golpe de 64 — deve-se principalmente ao tipo de gente que o Criador, acusado de nepotismo e protecionismo, escalou para povoar o futuro país do futuro que nunca chega. 


Em Ensaio sobre a cegueira, o Nobel de Literatura José Saramago anotou que "a cegueira é um assunto particular entre as pessoas e os olhos com que nasceram; não há nada que se possa fazer a respeito". E com efeito: algumas pessoas não enxergam o óbvio nem que ele lhes morda a bunda, e outras parecem viver no mundo da Lua. 


No universo paralelo onde vivem Lula, Alckmin e Gleisi, o culpado pela inflação dos alimentos é um ladrão de ovos imaginário, e a solução é a população "não comprar produtos quando desconfiar que eles estão caros". Mais brilhante que essa ideia, só mesmo o Plano Cruzado, que Sarney pôs em marcha em fevereiro de 1986, acreditando que fosse possível zerar a hiperinflação por decreto.


Recém-promovida a ministra-chefe da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi acusou o "mercado especulativo" de conspirar contra o Brasil". Alckmin — que em passado recente comparou a reeleição de Lula à "recondução do criminoso à cena do crime” — assumiu a patética liderança do “cordão dos puxa-sacos" do chefe. Dias atrás, após dizer que luta sindical deu ao Brasil seu maior líder popular, o vice-presidente bradou: "Viva Lula, viva os trabalhadores do Brasil!"


Talvez uma troca de ideias com o Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry tenha revelado ao ex-tucano que, para baixar a inflação, bastaria retirar da conta o que está caro. Assim, com um simples estalar de dedos, o dinheiro do trabalhador, que hoje não dá para nada, continuaria não dando para nada. Mas o mais espantoso é que nenhum economista desvairado tenha pensado nisso antes. 


Lula é uma caricatura de si mesmo, uma foto amarelada que permanece pendurada na parede do PT porque ele e o PT são uma coisa só. Tirado da cadeia e reabilitado politicamente para impedir que o verdugo do Planalto de continuasse no comando da Nau dos Insensatos, o "descondenado" conquistou seu terceiro mandato graças a um eleitorado que insiste em fazer a cada dois anos, por ignorância, o que Pandora fez uma única vez por curiosidade. 


Sem plano de governo, política de Estado ou metas para o país, Lula 3 se resume a um punhado de medidas paliativas, populistas e eleitoreiras que visam pavimentar a reeleição que, durante a campanha de 2022, ele prometeu que não iria disputar.

 

Bolsonaro iniciou sua trajetória militar em 1973. Treze anos depois, um artigo publicado pela revista Veja lhe rendeu 15 dias de prisão. No ano seguinte, depois que Veja revelou seu plano de explodir bombas em instalações militares como forma de pressionar o comando por melhores salários e condições, ele e seu comparsa foram condenados por unanimidade, mas o STM os absolveu por 9 votos a 4 (a quem interessar possa, a carreira militar do “mito” é detalhada no livro O Cadete e o Capitão: A Vida de Jair Bolsonaro no Quartel, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho).

Depois de deixar a caserna pela porta lateral, Bolsonaro foi eleito vereador e sete vezes deputado federal. Ao longo de sua obscura trajetória política, passou por nove partidos (todos do Centrão) e acabou no PL do ex-mensaleiro e ex-presidiário Valdemar Costa Neto, onde disse “estar se sentindo em casa”. 


Cavalgando o antipetismo e prometendo sepultar a "velha política do toma lá, dá cá", o mix de mau militar e parlamentar medíocre conquistou a Presidência porque a alternativa era o bonifrate do então presidiário mais famoso desta banânia. Mas a emenda saiu pior que o soneto. Para se escudar de mais de 140 pedidos de impeachment — um recorde, considerando que Collor foi alvo de 29; Itamar, de 4, FHC, de 24; Lula, de 37; Dilma, de 68; e Temer, de 31 —, ele implementou o "orçamento secreto", que lhe assegurou a conivência de dois presidentes da Câmara (Rodrigo Maia e Arthur Lira); para se imunizar contra investigações por crimes comuns, entregou o comando da PGR ao antiprocurador Augusto Aras, que manteve sob rédea curta com a promessa (jamais cumprida) de indicá-lo para uma poltrona no STF.


Como a fruta não cai muito longo do pé, os filhos seguiram os passos do pai na política: 01, o devoto das rachadinhas, se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2002 e foi reeleito três vezes antes de conquistar uma cadeira de senador; 02, o pitbull da Famiglia, se elegeu vereador pelo Rio de Janeiro em 2020 e continua abrilhantando a Câmara Municipal carioca; 03, o fritador de hambúrguer que quase virou embaixador e hoje conspira contra o STF homiziado na cueca de Donald Trump, se elegeu deputado estadual por São Paulo em 2014 e foi reeleito nos dois pleitos seguintes; 04, o caçula entre dos varões, foi o vereador mais votado em Balneário Camboriú (SC) em 2024.


Vários bolsonaristas de primeira hora que abandonaram o barco — como Alexandre Frota, Joice Hasselmann, Gustavo Bebianno, General Santos Cruz e Sergio Moro — foram prontamente rifados, atacados e tratados como comunistas, antipatriotas e traidores por milhões de convertidos que, acometidos de cegueira mental, rezam pela cartilha do Messias que não miracula e acreditam piamente que "Xandão" persegue injustamente um ex-presidente de vitrine, talvez o melhor mandatário desde Tomé de Souza.

 

Argumentar com esse tipo de gente é tão inútil quanto dar remédio a um defunto, mas o mundo é a melhor escola e a vida, a melhor professora. Que o diga Carla Zambelli, a deputada cassada e recém-promovida a ré pelo STF (por ter sacado uma pistola e perseguido um homem negro pelas ruas de São Paulo às vésperas das eleições de 2022). Mesmo acusada por seu "Bolsodeus" pela perda de mais de 2 milhões de votos em São Paulo, pela derrocada bolsonarista e pela persecução penal em curso contra os golpistas aloprados, ela disse em entrevista à CNN que "enfrentar o julgamento dos inimigos é até suportável, difícil é aguentar o julgamento das pessoas que sempre defendi e continuarei defendendo". 


Como a esperança é a última que morre e falta de amor-próprio é uma questão de foro íntimo, Zambelli aposta que o pedido de vista do ministro bolsonarista Nunes Marques mude os votos de Moraes, Cármen Lúcia, Dino, Zanin e Toffoli, que acompanharam o volto do relator. 


Na última terça-feira, Bolsonaro entrou empertigado no STF e assistiu da primeira fila o início da definição de seu destino. Impossível não traçar um paralelo com Fernando Collor, que, impichado em 1992, deixou o Planalto de nariz empinado rumo ao ostracismo. Por outro lado, para surpresa geral, o "mito" resolveu acompanhar do gabinete do filho senador o prosseguimento da sessão, quando então ele e sete comparsas foram promovidos a réus por 5 votos a 0.


Findo o julgamento, Bolsonaro convocou os repórteres e transformou a entrevista em monólogo, numa reedição dos piores momentos do cercadinho e das lives do Alvorada, com direito à ressurreição do fantasma das urnas fraudadas, defesa do voto impresso e o lero-lero segundo o qual a Justiça Eleitoral "jogou pesado contra ele e a favor do Lula". Disse ainda que se limitou a "discutir hipóteses de dispositivos constitucionais", como a decretação do estado de sítio — o que, em sua visão, não é crime. Mas o voto de Moraes conferiu importância capital a sua manifestação: "Não é normal um presidente que acabou de perder uma eleição se reunir com o comandante do Exército, o comandante da Marinha e ministro da Defesa para tratar de uma minuta de golpe". 


Quanto mais se firma a evidência de uma condenação que acrescente anos de inelegibilidade aos oito aplicados pelo TSE e sabe-se lá quantos de prisão em regime inicialmente fechado, maior é a desenvoltura dos ainda aliados no engajamento da substituição do capetão. No espaço de dois dias, Gilberto Kassab, Ricardo Nunes e André do Prado, três fidelíssimos integrantes do entorno de Tarcísio de Freitas, admitiram concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2026, caso o governador decida disputar a Presidência.


Em via de desidratação desde o fim do mandato e na bica de ver seus malfeitos esmiuçados ao longo da instrução processual penal, Bolsonaro já não tem o mesmo valor como pontifex maximus da extrema-direita, e valerá ainda menos no final do ano se sua condenação, tida como líquida e certa, realmente se concretizar. E de nada adianta querer repetir a estratégia de Lula em 2018, até porque, solto ou preso, ele não tem o mesmo capital político do ex-presidiário, não domina sozinho o campo da direita emergente e tampouco conta com a contrapartida da lealdade, na medida em que jogava os seus ao mar sempre que pressentia a aproximação dos tubarões.


A denuncia aceita na última quarta-feira é um verdadeiro manual de traição à reconstrução de uma democracia que completa 40 anos. Se comprovadas as acusações que constam do libelo acusatório, não há falar em punições excessivas e muito menos em anistia. O cunho jurídico, o sentido político, a natureza simbólica, o caráter histórico, o contexto tenebroso, tudo é inédito: um ex-presidente e um magote de civis e militares da alta cúpula de seu governo passarão pelo escrutínio de um tribunal cuja casa eles e outros acusados pretenderam destruir, juntamente com as sedes dos outros Poderes. 


Enquanto começam a ser julgados os mentores e organizadores do golpe, seguem em exame as ações dos executores, cujas penas suscitam debates sobre excessos e desproporcionalidades como se ali houvesse inocentes e todos tivessem sido condenados a 17 anos de prisão. Houve modulações, sentenças muito menores, absolvições, fugas em descumprimento da lei e centenas de acordos de não persecução penal aos quais não aderiu quem não quis. 


Consumada a condenação e esgotados todos os recursos possíveis e imagináveis, não se pode correr o risco de que súplicas por abrandamento de penas estimulem a repetição de atos que tornem o Brasil vulnerável à volta de um autoritarismo que custou muitas vidas anos de atraso institucional.


Moído pela unanimidade da 1ª Turma, Bolsonaro prioriza a anistia. Atentos aos sinais de fumaça, os ministros se equipam para apagar o fogo do réu: quem admite ou não a anistia é a Constituição, e quem interpreta a Constituição é o Supremo. Nos bastidores, dá-se de barato que uma lei para perdoar condenados por crimes contra a democracia seria declarada inconstitucional por 9 votos a 2, vencidos os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça. 


Ciente de que a condenação pode sair em seis meses, o presidiário-to-be planeja corrigir o fiasco de Copacabana lotando a Paulista em 6 de abril, às vésperas do julgamento da denúncia contra o núcleo tático da trama golpista, que inclui 11 militares e um policial federal. Em sua prancheta, a hipotética pressão das ruas ganhará as redes sociais, dividirá o noticiário e forçará Hugo Motta a pautar a votação do projeto de anistia. Entrementes, aliados tentam fazê-lo considerar a hipótese de apoiar antes do Natal um presidenciável que se disponha a lhe conceder um indulto. Mas a estratégia subestima as dificuldades. 


Inseridos na comitiva de Lula ao Japão, os chefes e ex-chefes do Congresso parecem ter outras prioridades. Sem falar que, assim como a anistia, a recuperação dos direitos políticos e um eventual indulto também seriam submetidos ao filtro do STF, e ainda está fresca na memória das togas a decisão que derrubou, por inconstitucional, o indulto concedido por Bolsonaro ao condenado Daniel Silveira.

Enfim, quem viver verá.