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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ESPAÇO NUNCA É DEMAIS

O QUE ABUNDA NÃO EXCEDE.

Os celulares nasceram como telefones sem fio de longo alcance, popularizaram-se no final do século passado, tornaram-se “inteligentes”(smart) depois que a Apple lançou o iPhone (em 2007) e se transformaram em microcomputadores pessoais ultraportáteis. 


Controlados por sistemas operacionais — Android ou iOS, na maioria dos casos — e capazes de rodar aplicativos como seus irmãos maiores, os smartphones precisam de memória RAM para funcionar. 


Desktops e notebooks são passíveis de upgrade de hardware, mas os smartphones nascem, vivem e morrem com a configuração definida pelo fabricante. À luz das exigências dos softwares atuais,  recomenda-se evitar modelos com menos de 6GB de RAM e128GB de armazenamento — tecnologia equivalente aos HDD/SSD dos computadores tradicionais, mas que utiliza memórias flash eMMC ou UFS otimizadas para dispositivos móveis. 


Se o preço não for um problema, opte por um dispositivo com 12 ou 16GB de RAM e 512GB ou 1TB de armazenamento, e assegure-se de que o fabricante ofereça ao menos 5 anos de atualizações do Android e outros tantos de patches de segurança. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Dudu Bananinha não concretizou o sonho da anistia, mas vem realizando gradativamente todos os seus pesadelos. Convertido em réu na última sexta-feira, vê seu futuro político mudar de postulante ao Planalto para candidato ao ostracismo, enquanto o pai vive a síndrome de ser hospedado na Papuda antes do final do ano. O julgamento da denúncia em plenário virtual termina no dia 25, mas a Primeira Turma do STF deve convertê-la em ação penal muito antes disso. Como o fruto não cai longe do pé, o filho do pai se apaixonou pela irracionalidade, chegando mesmo a chamar de "caça às bruxas" a abertura da ação penal em que é acusado de coagir a Justiça para obter a impunidade do progenitor no caso do complô do golpe, atacar Alexandre de Moraes e defender a anistia:

"Não vamos parar", declarou. "Vamos vencer", acrescentou, parecendo não ter noção de que a contagem regressiva para ingressar na fase do regime fechado, de a proposta de anistia estar no freezer e de já não se falar num projeto alternativo que reduzisse o tamanho da pena do ex-presidente aspirante a golpista.

Bananinha exerceu sua influência nos subúrbios da administração Trump com a sensação de que enfiava os dedos em favos de mel. A cada nova sanção da Casa Branca, lambia os dedos como se saboreasse o néctar dos deuses. Agora, foge das abelhas enquanto aguarda a cassação de seu mandato por excesso de faltas, a expulsão dos quadros da PF e mais que provável condenação, que o impedirá, inclusive, de disputar cargos eletivos. 

Ao dizer "vamos vencer" no vídeo que postou nesta sexta-feira, Dudu esqueceu de definir "vencer", demonstrando que sua paixão pela irracionalidade é integralmente correspondida.

 

Em alguns modelos, é possível ampliar o espaço interno com um cartão microSD e emular RAM via softwareO cartão de memória oferece mais espaço para guardar fotos, vídeos, músicas e documentos, além de poder ser transferido para outros dispositivos. Por outro lado, sua velocidade de leitura e gravação costuma ser inferior à da memória interna, o que impacta na instalação e execução de aplicativos e pode apresentar falhas ou corromper arquivos. 

 

A memória virtual ajuda em situações pontuais, mas o acesso é mais lento, e o ganho, limitado. Além disso, o uso contínuo gera ciclos extras de leitura e escrita no armazenamento, acelerando seu desgaste — sobretudo em aparelhos de entrada e em alguns intermediários, que tendem a integrar chips de memória mais baratos.

 

Tenha em mente que cerca de 10GB do armazenamento interno são consumidos pelo sistema operacional e pelos aplicativos pré-instalados — a maioria dos quais não pode ser removida —, e que o desempenho despenca quando o espaço livre fica abaixo de 10% a 15% do total, já que o sistema precisa de uma folga para gerenciar arquivos temporários, caches e processos em segundo plano. Se seu celular estiver com pouco espaço, considere a possibilidade de transferir arquivos volumosos (vídeos, áudios, fotos, músicas etc.) para o Google Drive ou outro serviço de armazenamento em nuvem. Se não for suficiente, desinstale todos os apps inúteis e interrompa os que não conseguir remover (como é o caso da maior parte do crapware pré-instalado pelo fabricante). 

 

Vale também ativar o Arquivamento Automático, que coloca em hibernação os aplicativos que rodam desnecessariamente em segundo plano, liberando recursos do sistema para as tarefas que realmente importam. Para habilitá-lo, abra o Google Play, toque no ícone do seu avatar (ou foto), acesse Configurações > Geral > Arquivar apps automaticamente e arraste o botão para a direita.

 

É possível liberar bastante espaço limpando o cache dos aplicativos. Basta tocar em Configurações > Apps e notificações > Informações do app, escolher o aplicativo desejado e, em Armazenamento e cache, acionar a opção Limpar cache. Para limpar o cache do Chrome, abra o navegador, toque nos três pontinhos > Histórico > Excluir dados de navegação > Imagens e arquivos em cache > Excluir dados.

 

O Google Files está presente nos aparelhos da linha Pixel e em alguns modelos Motorola, Nokia, Xiaomi e Realme. A Samsung o substitui pelo app Meus Arquivos, ao passo que a Huawei não oferece o Files nem uma alternativa própria que lhe faça as vezes. No entanto, sempre se pode acessar a Play Store e baixar o Google Files ou outro gerenciador de arquivos confiável.

 

Continua...

sábado, 15 de novembro de 2025

O MODO CORRETO DE DESINSTALAR APLICATIVOS — CONTINUAÇÃO

O QUE ABUNDA NÃO EXCEDE, MAS QUANDO É DEMAIS ENCHE.

Os aplicativos são responsáveis pela maioria das tarefas que o computador executa, mas ocupam espaço e consomem recursos preciosos (memória, processamento, bateria e dados). 


Ainda que os HDDs e SSDs atuais sejam verdadeiros latifúndios e os smartphones intermediários contem com 128 a 256 GB de armazenamento, instalar uma miríade de apps de pouca ou nenhuma utilidade não só prejudica o desempenho como abrem as portas para apps maliciosos e cibercriminosos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Formou-se em torno da COP-30 uma tempestade perfeita. Países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e Indonésia, querem que as nações ricas elevem os repasses que deveriam financiar a transição climática de US$300 bilhões — jamais desembolsados — para US$1,3 trilhão. Trump e Xi Jinping, líderes dos países mais poluidores, não apareceram. A União Europeia, assediada pela guerra de Putin na Ucrânia, prioriza investimentos bélicos.

Há na praça dois tipos de perdedores ambientais: os bons perdedores e os que não conseguem fingir. Os primeiros continuam sustentando que nada pode ser mudado até ser enfrentado; os outros lamentam que nem tudo o que se enfrenta pode ser mudado. Diante da inevitabilidade do desastre, começam a considerar mais prioritário adaptar o mundo ao que está por vir.

 

Nos tempos de antanho, para instalar programas era preciso adquirir as respectivas mídias de instalação. Com a popularizado da Internet, basta baixar os apps dos sites dos respectivos desenvolvedores ou de repositórios de software, no caso dos PCs, ou,  da Google Play Store e das lojas próprias dos fabricantes, no caso de dispositivos Android, e da App Store no caso dos iPhones e iPads. Isso não assegura 100% de proteção contra malwares, mas reduz significativamente os riscos de infecção.

 

Versões vetustas do Windows ofereciam um utilitário nativo — Adicionar/Remover programas. Ele continua presente na versão atual do sistema (para acessá-lo, clique em Painel de Controle > Programas > Programas e Recursos), mas os celulares se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso, e a maioria das pessoas só se lembra do desktop ou do notebook quando a tarefa requer teclado e mouse físicos, telas maiores e hardware mais poderoso. Dito isso, vamos deixar os PCs de lado e focar os telefoninhos inteligentes.

 

Como vimos no capítulo anterior, os fabricantes smartphones Android engordam seus lucros pré-instalando vários aplicativos de utilidade duvidosa. Em teoria, tudo que não faz parte do sistema operacional pode ser descartado; na prática, porém, é mais fácil falar do que fazer. 

 

Para remover um app, acessamos Configurações > Apps > Mostrar todos os "x" apps (o "x" corresponde ao número de aplicativos instalados), selecionamos o item em questão e tocamos em Desinstalar. Se essa opção não estiver disponível (como ocorre com a maioria dos apps pré-instalados), tocamos em Interromper > Desativar . Isso impede que o app seja executado desnecessariamente em segundo plano e consuma recursos que fazem falta para os programinhas realmente necessários. 

 

Observação: É possível desinstalar esses apps teimosos mediante um processo conhecido como "root" (que significa raiz e foi emprestado do universo Linux). O Android é um sistema de código aberto, de modo que não existe qualquer impedimento legal. Por outro lado, fazê-lo pode anular a garantia e transformar o aparelho em "peso de papel", já que as chances de algo dar errado são consideráveis. Isso sem falar que o root potencializa o risco de arquivos importantes do sistema serem modificados ou excluídos acidentalmente, além de aumentar a vulnerabilidade a malwares.

 

Na maioria dos dispositivos Android é possível remover aplicativos instalados pelo usuário mantendo o dedo sobre o ícone e arrastando-o para a opção "Desinstalar" que é exibida na tela — o que é prático, mas pode deixar "restos" que fatalmente acabarão minando o desempenho do sistema. O mais indicado é tocar em Configurações > Apps > Mostrar todos os apps, selecionar o programinha em questão e, em Armazenamento e cache, tocar em "limpar cache", depois em "limpar dados", e então proceder à desinstalação tocando no ícone da lixeira (Desinstalar). Esse procedimento garante que nenhum arquivo temporário ou dado residual permaneça no sistema.

 

Adicionalmente, apps como o CCleaner e o Avast Cleaner, entre outros, ajudam a recuperar espaço no armazenamento e a manter o desempenho do celular "nos trinques" limpando o cache de todos os aplicativos de uma só vez e sugerindo outras medidas (como exclusão de arquivos duplicados, fotos de má qualidade, etc.). 


Fazer essa faxina manualmente é possível, mas demora e dá um bocado de trabalho quando se tem centenas de apps instalados no celular.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

UM POUCO DE HISTÓRIA E O MODO CORRETO DE DESINSTALAR APLICATIVOS

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.

Na pré-história da cibernética, os cérebros eletrônicos (como eram chamados os computadores de então) não tinham sistemas operacionais por um motivo muito simples: ainda não existiam sistemas operacionais. Operar aqueles jurássicos mastodontes era um suplício, pois exigia "abastecê-los" manualmente com as informações necessárias a cada tarefa.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


É criminoso o ritmo de toque de caixa adotado pela Câmara na tramitação da proposta sobre o hipotético aperfeiçoamento do combate ao crime organizado. Escolhido como relator do projeto, o deputado Guilherme Derrite, aliado de Tarcísio de Freitas, introduziu alterações no texto original mais ou menos como quem joga merda na parede. Se colar, colou, só que não colou.

Derrite foi anunciado como relator na noite da última sexta-feira. Duas horas depois, apresentou o seu relatório. Cedendo a uma obsessão da direita, equiparou ao terrorismo onze crimes típicos de facções como o PCC e o Comando Vermelho. Numa evidência de que há males que vêm para pior, remou contra a maré da unificação de esforços federativos, privilegiou as polícias estaduais e impôs restrições à atuação da Polícia Federal e do Ministério Público.

Crivado de críticas, Derrite produziu um segundo relatório — que também não colou. Vieram críticas do diretor-geral da PF, do ministro da Justiça, da Associação Nacional dos Procuradores da República e do promotor Lincoln Gakiya, uma das vozes mais respeitadas do país no enfrentamento do crime organizado. Após reuniões com os líderes partidários e com o ministro da Justiça, o presidente da Câmara adiou a votação que ocorreria na última terça-feira, mas não abriu mão de votar o projeto ainda esta semana. Vem aí o terceiro relatório de Derrite, preservando as prerrogativas da Polícia Federal e do Ministério Público.

O Brasil teve pelo menos dez planos de segurança pública nas últimas duas décadas. Os resultados foram pífios para o Estado, mas exuberantes para o crime, que se tornou ainda mais organizado. Nessa matéria, a pressa mais atrasa do que adianta. Um bom começo seria uma autocrítica coletiva. Algo que evitasse a confusão entre a celeridade necessária e o açodamento indesejável.


Um sistema computacional é formado por dois subsistemas distintos, mas interdependentes: o hardware, que é o conjunto de componentes "físicos" (gabinete, teclado, monitor, placa-mãe, placas de expansão, memórias etc.), e o software, que corresponde à parte lógica (sistema operacional, aplicativos, drivers de dispositivos, BIOS, etc.). Antigamente, usuários iniciantes ouviam dos mais experientes que o hardware era "tudo que se podia chutar", e o software, "o que só dava para xingar".

 

Atualmente, qualquer computador — seja de grande porte, de mesa, portátil ou ultraportátil — é controlado por um "software-mãe" conhecido como sistema operacional, sem o qual a máquina seria como um corpo sem vida. Os vetustos mainframes dos anos 1950/60 operavam com dois tipos de linguagem: a linguagem de máquina, a partir do qual toda a programação era feita, e a lógica digital, a partir da qual os programas eram efetivamente executados. Até que, um belo dia, alguém teve a ideia de criar um "interpretador" — software que lê código-fonte a partir de uma linguagem de programação interpretada e o converte em código executável.

 

Observação: Os compiladores, que traduzem o código-fonte inteiro da execução, foram particularmente importantes para a eficiência computacional da época, pois permitiram que o hardware passasse a executar somente um conjunto de microinstruções. Com isso, a quantidade de circuitos e, consequentemente, o tamanho dos aparelhos diminuiu, e o trabalho dos operadores/programadores ficou menos penoso.

 

Dentre outras funções essenciais ao funcionamento do computador, cabe ao sistema operacional gerenciar o hardware, atuar como elemento de ligação entre os componentes físicos e o software, prover a interface usuário/máquina, servir de base para a execução dos aplicativos e por aí afora. Por outro lado, em que pese sua relevância, ele é um programa como outro qualquer, e por mais "eclético" que seja, não é capaz de suprir todas as necessidades do usuário nas tarefas do dia a dia. Isso nos leva aos aplicativos — como são chamados os programas destinados à execução de tarefas específicas.

 

No âmbito da informática, um "programa" é um conjunto de instruções em linguagem de máquina que descreve uma tarefa a ser realizada pelo computador; "instrução" é cada operação executada pelo processador — que pode ser qualquer representação de um elemento num programa executável, tal como um bytecode —; e "conjunto de instruções", a representação do código de máquina em mnemônicos

 

Se um computador sem sistema operacional é como um corpo sem vida, um sistema sem aplicativos é um ser vivo sem alma — ou quase isso, já que diversos recursos introduzidos nas novas versões do Windows, macOS, Android, iOS e das distros Linux tornaram os sistemas capazes de realizar várias tarefas que até então dependiam de apps de terceiros.

 

Por falar em aplicativos, a quantidade de programas instalados em nossos dispositivos cresceu tanto que a maioria de nós nem sabe para que servem. É como se cada novo app fosse a solução para um problema que a gente nem sabia que tinha — se é que tinha. A questão é que instalar é fácil; difícil é se livrar do "bloatware" — e é aí que mora o perigo.

 

Continua...

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

ANDROID OU iOS? A ESCOLHA É SUA

O ÓTIMO É INIMIGO DO BOM.

Melhor e pior são conceitos relativos — o que é bom para mim pode não ser para você, e vice-versa —, mas pode-se dizer que o melhor produto é aquele que melhor satisfaz nossas expectativas por um preço que podemos pagar.

Em números redondos, o Android controla 70% dos smartphones e tablets, e o iOS, que só roda no hardware da Apple, cerca de 30%. KaiOS, HarmonyOS, LineageOS, GrapheneOS e outros sistemas baseados no Linux também disputam um lugar ao sol, mas sua participação é inexpressiva.

 

A Apple é reconhecida pela excelência de seus produtos, mas a arquitetura fechada, o software proprietário e o preço estratosférico os tornam um sonho de consumo que poucos conseguem realizar. Já o código aberto do Android amplia as possibilidades de customização, mas seus mais de 3 bilhões de usuários fazem dele o alvo preferido dos cibercriminosos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Depois que a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração, os advogados de Bolsonaro analisam a conveniência de apresentar embargos infringentes. 

Isso porque a jurisprudência da Corte é no sentido de que esse tipo de recurso contra a decisão de uma turma só é recebido quando e se há pelo menos dois juízos absolutórios em sentido próprio, ou seja, pela absolvição no mérito do processo, não em questões preliminares, e isso não se verifica no caso do ex-presidente. 

Outra opção da defesa seria protocolar novos embargos de declaração como tentativa de atrasar a conclusão do processo e procrastinar o início do cumprimento da pena. Luiz Fux, de quem Bolsonaro esperava um voto favorável, pediu transferência para a Segunda Turma e não pediu para participar do julgamento dos embargos. Vale ressaltar que o julgamento só terminará oficialmente na próxima sexta-feira, 14, de maneira que, pelo menos em tese, os ministros ainda podem mudar seus votos.

Há incerteza sobre o momento exato da prisão de Bolsonaro. A jurisprudência do Supremo segue o princípio da unirrecorribilidade, segundo o qual as partes de um processo só podem apresentar um recurso contra decisão judicial, mas a Corte vem aplicando desde o Mensalão o entendimento de que o processo só encerrado após a rejeição do segundo recurso apresentado pela defesa. Nesse caso, o refugo da escória da humanidade só começaria a cumprir a pena depois da negativa do segundo embargo de declaração — que seria levado a julgamento somente em janeiro.

Pelo andar da carruagem, Moraes pode decretar o fim do processo e o início do cumprimento da pena ainda em novembro.


Escolher um iPhone ou um smartphone Android é uma questão de preferência pessoal (e de bolso). Quem migra de um iPhone antigo para um novo se adapta mais facilmente do que quem troca um dispositivo da Motorola por um da Samsung, por exemplo. Por outro lado, se o código proprietário do iOS torna as configurações gerais mais homogêneas e intuitivas, o código aberto do Android permite que os fabricantes (e, em menor medida, os próprios usuários) promovam alterações na interface, nos aplicativos pré-instalados e por aí afora. No entanto, isso não significa que um sistema seja melhor que o outro; cada qual tem suas qualidades, defeitos, vantagens e desvantagens.

 

Encontrar aparelhos Android com desempenho superior ao dos modelos da Apple pode parecer uma tarefa desafiadora, sobretudo por causa dos processadores de alto desempenho da marca da maçã e do "casamento" entre hardware e software. Mas tanto a coreana Samsung quanto a americana Motorola — que lideram o mercado brasileiro com 36% e 20% de participação, respectivamente — e as chinesas Xiaomi e Realme têm investido pesado em tecnologia e oferecem smartphones com desempenho equivalente (ou até superior) ao dos iPhones.

 

Quando a tecnologia celular desembarcou no Brasil — nos idos anos 1980 —, os aparelhos custavam caríssimo, a habilitação era demorada e problemática, a cobertura era restrita às capitais e algumas grandes metrópoles, a escassez de células (antenas) prejudicava o alcance e a intensidade do sinal, o minuto de ligação custava os olhos da cara, e até as chamadas recebidas eram cobradas. Isso mudou com a privatização das Teles, no segundo mandato do presidente Fernando Henrique. Mais adiante, o lançamento do iPhone (2007) forçou a concorrência a promover seus dumbphones a smartphones — que se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso.

 

Meu primeiro celular foi um Motorola D160, comprado em 1999. Depois dele, tive aparelhos da Ericsson, da Nokia e da Sony, mas os dumbphones de que mais gostei foram os Motorola Razr V3 e Krzr K1. Já na era dos smartphones, alternei entre modelos da Samsung e da Motorola. Quando meu Galaxy M23 "estacionou" no Android 14, comprei um Moto G75, que vem me prestando bons serviços desde então.

 

Já vimos o que devemos considerar na hora de escolher um celular, mas nunca é demais lembrar que os fabricantes costumam enfatizar alguns recursos que chamam a atenção, mas que, na prática, não justificam pagar mais caro por um modelo os ofereça. O melhor a fazer é priorizar o processador (modelos recentes costumam ser mais eficientes que verões mais antigas mais "parrudas"), investir em memoria e armazenamento (sugiro 8 GB e 256 GB, respectivamente) e assegurar-se de que a capacidade da bateria seja de 4.500 mAh ou superior, que o componente suporte carregamento rápido e que o carregador adequado acompanhe o aparelho.

 

As especificações da tela (resolução, taxa de atualização, etc.) são importantes, mas não fazem muita diferença no uso diário — ao menos para a maioria dos "usuários comuns". Em contrapartida, a classificação IP68 faz toda a diferença quando o aparelho cai no vaso sanitário, por exemplo. E não deixe de conferir a versão do Android que vem pré-instalando, quantas atualizações do sistema estão previstas e por quantos anos o dispositivo continuará recebendo patches de segurança.  

 

Voltando ao que eu dizia sobre smartphones Android que rivalizam com os icônicos iPhones, o problema não é encontra-los, mas o preço cobrado por eles. Na pesquisa que fiz em julho para embasar este post, o Redmagic 10 Pro partia de R$ 5.111, e o Galaxy S25 Ultra, o Realme GT7 Pro, o Poco F7 Ultra e o Xiaomi 15 Ultra, de R$ 7.198, R$ 7.260, R$ 7.999 e R$ 9.993, respectivamente — lembrando que o tarifaço de Trump não havia entrado em vigor.

 

Celulares da Motorola saem de fábrica com diversas funções que melhoram o desempenho e personalizam o aparelho, mas que são subtilizadas por simples desconhecimento. Tornar o dispositivo multitarefa ativando a divisão da tela com um simples toque, bloquear notificações e evitar outras distrações são bons exemplos. E ainda que que fotografar e gravar vídeos não sejam prioridades para você, habilitar o smartphone para tirar fotos automaticamente ou fazer uma captura de tela por gestos pode ser interessante. O mesmo vale para o Smart Connect, que facilita o compartilhamento de arquivos entre aparelhos, o acesso a aplicativos móveis em PCs e o gerenciamento de notificações — tudo de forma prática, eficiente e segura. 

 

Para não encompridar ainda mais este post, os detalhes ficarão para os próximos capítulos.

sábado, 1 de novembro de 2025

AINDA SOBRE NOTEBOOKS (FINAL)

AS PAREDES TÊM RATOS, E RATOS TÊM OUVIDOS.

Num mundo ideal, todos trocaríamos regularmente nossos celulares e computadores por modelos compatíveis com as versões mais recentes de sistemas e programas. Num país de terceiro mundo, com salários de quinto e a maior carga tributária do planeta, é mais fácil falar do que fazer.

Os PCs perderam o protagonismo desde que os celulares se tornaram microcomputadores ultraportáteis, mas certas tarefas exigem telas maiores, teclado e mouse físicos e mais "poder de fogo" do que os smartphones medianos oferecem. Notebooks que vieram com o Windows 10 pré-instalado ou evoluíram a partir do Windows 7 ou 8.1, mas não atendem aos requisitos do Windows 11, podem ser considerados obsoletos (mais detalhes no capítulo anterior). 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Visto por aliados como a face moderada do clã Bolsonaro, Flávio ficou com um jeitão de Eduardo ao insinuar que o secretário da Guerra do governo Trump deveria bombardear embarcações na Baía de Guanabara. Um aliado da família no Centrão resumiu sua perplexidade em três frases:

1 - "Todos sabem que não se faz omelete sem quebrar os ovos, mas a família Bolsonaro quebra os ovos sem fazer omeletes. Ninguém entendeu o post do Flávio."

2 - "Ao se vincular aos torpedos de Trump contra as exportações brasileiras, Eduardo tirou a imagem do Lula do buraco, e com o devaneio dos bombardeios americanos na orla carioca, Flávio pareceu empenhado em consolidar o naufrágio da direita."

3 - "Lula anda dizendo que Eduardo é o principal craque do seu time. Aparentemente, Flávio decidiu disputar com o irmão a camisa 10 do time rival."

Os aliados achavam que Bolsonaro tinha enviado o primogênito aos Estados Unidos para colocar juízo na cabeça do irmão, mas voltou com um parafuso solto. Por outro lado, no momento em que o petismo se esbaldava na crítica a Flávio por ter sugerido ataques dos Estados Unidos contra barcos com drogas no Rio de Janeiro, Lula, a pretexto de condenar os bombardeios americanos contra embarcações venezuelanas, produziu a seguinte pérola: "Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também."

Expoentes da oposição correram à internet para grudar no presidente a pecha de protetor de bandidos. Diante da péssima repercussão, o Planalto pendurou um post nas redes. Nele, o molusco disse que sua frase foi "mal colocada" e que é claramente contra "os traficantes e o crime organizado."

Não é a primeira vez que a língua de Lula ganha vida própria num improviso. A diferença é que dessa vez ela se aventurou no ramo da magia e tirou um gambá da cartola. Ao tratar traficantes como vítimas de dependentes químicos, o macróbio soou como líder da oposição, entregando aos adversários um vídeo para ser usado na propaganda eleitoral de 2026.

Depois de alguns anos de uso, é comum a bateria do note descarregar rapidamente. Se houver peças de reposição no mercado, a troca é simples. Já se o componente for parte integrante da placa de sistema, o jeito é usar o portátil conectado à tomada ou comprar outro aparelho.

O desempenho do Windows tende a se degradar com o tempo e o uso normal da máquina. A manutenção preventiva em nível de software ajuda a postergar a reinstalação do sistema, e próprio Windows oferece ferramentas para limpeza de disco, correção de erros e desfragmentação de dados. Mas a Microsoft não inclui um utilitário para limpar ou compactar o Registro nem recomenda o uso de programas de terceiros com essa finalidade.

O uso constante de 100% da CPU e a falta de memória durante atividades exigentes — como edição de vídeo, modelagem 3D ou softwares de engenharia — podem ser atenuados com upgrades de hardware, mas os notebooks são menos amigáveis que os desktops nesse quesito. Na melhor das hipóteses, pode-se instalar módulos adicionais de memória RAM ou substituir os originais por outros de maior capacidade. Já upgrades de processador, placa de vídeo e placa-mãe são caros e, não raro, inviáveis.

O upgrade de HD ou SSD é possível em alguns modelos, mas alguns trazem o armazenamento soldado à placa-mãe, o que inviabiliza a troca. Isso sem falar que aparelhos mais antigos não oferecem suporte a SSDs NVMe — bem mais rápidos que os SSDs SATA ou os HDDs convencionais. Rodar o Windows 11 numa máquina com disco rígido eletromecânico é uma verdadeira provação (meu Dell Inspiron Intel Core i7/1TB/8GB só voltou a ser “usável” depois que substituí o HDD por um SSD).

Por serem levados de um lado para outro, os portáteis estão sujeitos a quedas, avarias estruturais, desgaste do teclado e arranhões na carcaça e na tela. Alguns reparos são simples, mas o preço das peças de reposição pode tornar o molho mais caro que o peixe. Teclado e mouse externos são uma opção interessante quando o note faz as vezes de PC de mesa — mas, nesse caso, a portabilidade vai para o vinagre. 

À luz do custo-benefício, comprar um modelo novo pode ser mais vantajoso do que seguir remendando o velho.

sábado, 25 de outubro de 2025

DO TELEFONE DE D. PEDRO AO CELULAR (5ª PARTE)

O HORROR VISÍVEL TEM MENOS PODER SOBRE A ALMA DO QUE O HORROR IMAGINADO.

Palavras  como"bom" e "ruim" e comparativos como "melhor" e "pior" traduzem conceitos subjetivos. O melhor produto — seja um carro, um eletrodoméstico ou um par de tênis — é aquele que atende às necessidades do usuário por um preço que ele pode pagar. 


No caso específico dos smartphones, os chineses têm design inovador, resistência elevada, carregamento ultrarrápido, ficha técnica robusta e preços acessíveis. Por outro lado, sua política de atualização de software deixa a desejar, o suporte técnico costuma ser restrito e a compra no mercado cinza limita a garantia e dificulta a assistência técnica.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ao arquivar o pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro, o Conselho de Ética da Câmara comprovou o que já se sabia: ética na política é algo tão irreal quanto o Coelho da Páscoa, a Fada do Dente e o Bicho-Papão.

Visando defender a impunidade do pai golpista, o filho expatriado violou até mesmo a ética dos canhões, mas o tiro não acertou o alvo: seu progenitor foi condenado e está na bica de ser transferido da prisão domiciliar — que vem cumprindo desde agosto — para o Complexo Penitenciário da Papuda.

No final dos anos 40, o decoro precisava de calças: por se deixar fotografar de cuecas, o deputado Barreto Pinto foi cassado. Hoje para salvar um traidor da pátria, a facção legislativa do bolsonarismo e o Centrão exibem o pior tipo de nudez: a nudez que ninguém quer ver.

A Câmara precisa urgentemente de um Conselho de Falta de Ética.

 

Os produtos da Apple se destacam pela qualidade, mas têm hardware e software proprietários e custam os olhos da cara — não só, mas também em razão da carga tributária praticada no Brasil. Samsung e Motorola detêm, respectivamente, 36%, 19% do mercado brasileiro de smartphones e oferecem aparelhos de entrada por menos de R$ 1 mil e intermediários por R$ 2 mil a R$ 3 mil. 

 

As famílias Moto G e Edge contam com várias opções a preços mais "palatáveis" — lembrando que "caro" e "barato" também são conceitos subjetivos. O Edge 50 Pro 5G 12, com GB de RAM + 12 GB RAM Boost e 256 GB de armazenamento, oferece desempenho superior, a melhor câmera entre as da Motorola e proteção contra água e poeira IP68 por cerca de R$ 2 mil (preço cotado em julho). Mas minha sugestão é o G75, lançado em outubro do ano passado.


Esse modelo vem como chip Snapdragon 6 Gen 3, 256 GB de armazenamento (expansível via microSD até 1 TB) e 8 GB de RAM (mais 8 GB com o RAM Boost Inteligente, que utiliza parte do armazenamento interno como memória virtual) e suporte a duas linhas, desde que uma seja via eSIM.  Sua tela Full HD+ de 6,8" e 120 Hz proporciona uma experiência visual fluida, o Bluetooth 5.4 e o NFC dão conta do recado, o WiFi 6E é rápido e o 5G não decepciona (desde que a rede móvel da operadora cumpra sua parte). Não há conector P2 para fones de ouvido com fio, mas é possível conectá-los à porta USB-C usando um adaptador (vendido separadamente). 

 

Turbinada pela IA da Motorola, a bateria de 5.000 mA/h promete até 50 horas em stand-by ou 25 horas de uso moderado, e o carregador TurboPower de 33W, que acompanha o aparelho, reduz o tempo de recarga a 1 hora e 16 minutos —15 minutos na tomada fornecem aproximadamente um terço da carga; 30 minutos, cerca de 60%. 

 

Observação: Eu estava em dúvida entre o Moto G75 e um Samsung Galaxy de configuração e preço equivalentes, mas optei pelo aparelho da fabricante americana devido à certificação MIL-STD-810H — que garante o funcionamento em altitudes de até 4.570 m, sob temperaturas de -20°C a 55°C e 95% de umidade relativa do ar, resistência a vibrações intensas e quedas de até 1,5 m —, à proteção IP68 — que dá suporte a até 30 min de imersão e em água doce a até 1,5 m de profundidade e bloqueia a entrada de partículas com mais de 1 mm —, bem como pela garantia de atualizações até o Android 19 e seis anos de patches de segurança. 

 
O Gorilla Glass 5 que recobre o display é resistente, mas uma película de vidro temperado 3D/5D ajuda a proteger a tela contra arranhões e trincas (as de hidrogel e poliuretano protegem apenas dos riscos). Gabinetes nas cores azul e cinza vêm com acabamento em "couro vegano", mas o preto fosco é de plástico liso feito quiabo — daí ser essencial usar uma capinha de silicone para evitar que o telefone escorregue da mão.  

Como nos demais modelos da Motorola, a interface permite ampla personalização de cores, fontes e ícones. As notificações e atalhos aliam o estilo clássico a um design moderno, semelhante ao HyperOS da Xiaomi, com ícones minimalistas sem legendas. A Barra Lateral, acessível a partir de qualquer borda da tela, dá acesso rápido aos aplicativos mais usados. 


O sistema suporta até cinco aplicativos em janelas flutuantes redimensionáveis e oferece funcionalidades como o acionamento da lanterna por agitação e a abertura da câmera com a rotação do aparelho. É possível encerrar aplicativos com um duplo toque na parte traseira (embora a capinha de silicone atrapalhe um bocado), e o Smart Connect facilita o pareamento com tablets e PCs, além de permitir o espelhamento de tela em monitores ou TVs compatíveis com a tecnologia Miracast

 

Fica a sugestão.