Mostrando postagens classificadas por data para a consulta o hardware e o software. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta o hardware e o software. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — FINAL

DÊ-ME UMA ALAVANCA E UM PONTO DE APOIO E EU MOVEREI O MUNDO.

Depois de uma breve parceria, IBM e Microsoft buscaram cada qual à sua maneira desenvolver um sistema operacional que rompesse com as limitações do DOS, mas a estrela de Bill Gates brilhou mais forte: a arquitetura aberta se tornou padrão no mercado e o Windows, o SO para PCs mais popular em todo o mundo.


O Apple Macintosh foi criado para ter um sistema revolucionário, com interface gráfica, para o qual diversas empresas — inclusive a própria Microsoft — foram convidadas a desenvolver aplicativos. Contudo, a arquitetura fechada, o software proprietário e o preço elevado tornaram-no um “produto de nicho”.


Antes das edições NT e 95, o sistema operacional da Microsoft era o MS-DOS, e o Windows, apenas uma interface gráfica. No início dos anos 1990, Linus Torvalds lançou o Linux e abriu seu código para que outros programadores pudessem colaborar.


Observação: Linux não é Unix, mas um núcleo de sistema operacional que, combinado com o GNU, forma o GNU/Linux. Tanto o GNU quanto o Linux foram criados com o objetivo de serem mais simples que o Unix, mas compatíveis com a maioria dos aplicativos Unix, mas isso é outra conversa.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ao levar finalmente um companheiro de chapa à vitrine, Flávio Rachadinha expôs ao país não um vice dos sonhos, mas o resultado dos seus piores pesadelos: o abandono do centrão, a ausência de alternativas, o descompromisso com as mulheres e o descaso institucional. 

Ao sapatear sobre as pretensões políticas de Tarcísio de Freitas, o ex-presidente golpista imaginou que o centrão cairia no colo de seu primogênito por gravidade. Deu em abandono. Bateram em retirada o PP de Tereza Cristina, o Republicanos de Daniela Marques e o Podemos de Renata Abreu. Restou o precário Plano D masculino.

O filho do pai tentou emendar a desfeita com as mulheres. Piorou o soneto. "Fiz duas filhas. Quando ficar velhinho, vou ter quem vai tomar conta de mim", disse. Imaginou enaltecer os bons sentimentos femininos. Tolice. Pela lei, o cuidado com os pais é dever dos filhos, sem distinção de sexo.

É temerária a escolha de um deputado às voltas com pedido de investigação por suspeita de estupro de vulnerável e com emendas vasculhadas pelo TCU. Como se fosse pouco, a escolha também desprezou o essencial: a qualificação de quem pode assumir a Presidência. Poucas vezes a escolha de um vice expôs tantos vícios. Isso levou o candidato das rachadinhas, panetones e mansões milionárias a gastar baldes de saliva para sinalizar que teria uma vice mulher — depois de pelo menos três tentativas inexitosas, ele escolheu um homem, mas continuou sorrindo em público. 

Quem sorri quanto tudo deu errado é porque já descobriu em quem pôr a culpa. O filho do refugo da escória da humanidade, a culpa é dos oligarcas do centrão. As mulheres cogitadas para compor a sua chapa estão fechadas com ele. "Quem não veio foram os caciques, os partidos". 

Não há melhor remédio para a culpa do que reconhecê-la. Mas a terceirização de responsabilidades é um hábito hereditário no clã Bolsonaro. Flávio esqueceu de lembrar — ou lembrou de esquecer — que os caciques do centrão estavam fechados com o projeto presidencial de Tarcísio de Freitas, e que seu pai, preso, preferiu enfiar a candidatura do primogênito goela abaixo dos aliados. Isolado, dedica-se agora a cuspir no prato em que o centrão não o deixou comer. Pode ser um bom desabafo, mas não adiciona um mísero segundo à propaganda de rádio e TV, e permite aos aliados retaliar dizendo que a única maneira de Flávio evitar as más companhias é nunca andar só.


Os principais sistemas usados atualmente em servidores, desktops e laptops são o Windows, o MacOS e as distribuições Linux. Nos smartphones e tablets, o Android (lançado pelo Google no final de 2007) lidera com larga vantagem sobre o Apple iOS (75% a 23%). Symbian, BlackBerry e Windows Mobile tiveram seus 15 minutos de fama, mas não passaram disso. Em 2013, a Microsoft chegou a comprar a finlandesa Nokia quando viu que empurrar seu sistema móvel para fabricantes de smartphones que já haviam optado pelo Android era perda de tempo, mas nem assim a coisa prosperou. 


Resumo da ópera: O computador levou milênios para evoluir do ábaco até os primeiros mainframes, mas poucas décadas bastaram para a computação pessoal se tornar realidade e encantar os consumidores domésticos — isso a despeito de os primeiros PCs custarem caro e não passarem de substitutos da máquina de escrever, da calculadora, do baralho de cartas e, mais adiante, dos consoles de videogame. A partir de então, em apenas 30 anos, a evolução tecnológica fez com que desktops e laptops diminuíssem de tamanho e de preço e seu poder de processamento e gama de recursos e funções crescesse em progressão geométrica. Daí foi um passo até surgirem os smartphones ― hoje tão “indispensáveis” que a gente se pergunta como conseguiu viver sem eles durante tanto tempo.


Fruto da genialidade de Steve Jobs, o iPhone, lançado em 2007, transformou em computador ultraportátil o que até então era um telefone sem fio de longo alcance. Com sistema operacional e uma profusão de aplicativos, a demanda energética dos pequenos notáveis cresceu para além da capacidade da bateria, e a autonomia passou a disputar com o tamanho da tela a característica mais valorizada pelos usuários. Segundo levantamentos recentes, há no Brasil mais celulares do que habitantes.


A computação quântica promete aposentar as máquinas binárias. Ela já vem sendo usada pela indústria automotiva em simulações que visam encontrar a melhor composição química para maximizar o desempenho das baterias de veículos elétricos, por exemplo. Fabricantes de aeronaves, como a Airbus, também a utilizam para traçar a melhor trajetória de decolagem e pouso que proporcione maior economia de combustível. Mas nem tudo são flores.


Computadores quânticos são volumosos, complexos e caríssimos. Para manter a estabilidade dos qubits (bits quânticos) é preciso manter as máquinas virtualmente congeladas — quanto mais próximas do zero absoluto, melhor —, tornando seu uso inviável no ambiente de negócio. A IBM oferece acesso via cloud a seus processadores quânticos desde 2016. A China investiu cerca de US$ 400 milhões em pesquisas quânticas, e os EUA pretendem investir bilhões nesse segmento. A Ford vem desenvolvendo em parceria com a Microsoft um projeto-piloto de pesquisa que se vale de uma tecnologia inspirada na computação quântica para simular a movimentação de milhares de veículos e reduzir os congestionamentos.

 

Observação: Quando os computadores quânticos se tornarem padrão de mercado, os modelos binários terminarão seus dias como peças de museu. Mas isso não acontecerá da noite para o dia. 


Os celulares desembarcaram no Brasil nos anos 1980. Os primeiros modelos eram volumosos e caríssimos (tanto o hardware quanto os planos oferecidos pelas famigeradas TELES), embora servissem mais como símbolo de status do que para fazer e receber chamadas. Mas não há nada como o tempo para passar: o lançamento do iPhone levou os demais fabricantes de celulares a promover seus dumbphones a smartphones pequenos e leves o bastante para caber no bolso da calça — e mais poderosos que os desktops de alguns anos atrás. 


Observação: Lançado em 1996, o Motorola StarTAC media apenas 94 x 55 x 19 milímetros (com a tampa fechada) e pesava menos de 100 gramas (para efeito de comparação, uma caixa de fósforos mede 54 x 35 x 15 milímetros). 


O aumento exponencial de funcionalidades contribuiu para interromper o processo de miniaturização dos celulares e prejudicou sua portabilidade — acompanhar o usuário a toda parte é justamente o diferencial dos smartphones em relação aos desktops e notebooks. No entanto, como ensinou tio Ben a Peter Parker, “grandes poderes implicam grandes responsabilidades" — o que significa, no caso dos smartphones, telas de tamanho compatível com as novas funções, sobretudo depois que a tecnologia touchscreen e o teclado virtual se tornaram padrão de mercado. 


A questão é que andar para cima e para baixo com um dispositivo do tamanho de uma tábua de carne é desconfortável e perigoso: além do risco de queda, a exposição chama a atenção dos amigos do alheio (lembrando que modelos top de linha custam mais de R$ 10 mil).


Pendurar o celular no cinto ou no cós da calça era moda nos tempos de antanho, mas nem o hardware nem as capinhas dos modelos atuais integram a indispensável presilha. Na bolsa... bem, cada vez menos mulheres usam esse acessório no dia a dia, e ainda que assim não fosse, as notificações sonoras ficariam inaudíveis e olhar a tela para conferir se chegou mensagem pelo WhatsApp tornar-se-ia mais complicado.  


Moçoilas (de todas as idades) andam com o aparelho emergindo do bolso traseiro da calça, como se isso não facilitasse a ação da bandidagem. Aliás, muitas “tanajuras” vestem calças justíssimas para valorizar o derriére, o que chama ainda mais a atenção da bandidagem e submete o celular a uma pressão que ele não foi projetado para suportar. Afora a possibilidade de trincar a tela quando a dona do buzanfã se aboleta no carro, no sofá ou seja lá onde for sem tirar o aparelho do bolso, e colocá-lo no sutiã não é a solução, pois potencializa os riscos de câncer de mama.


Para o consumidor masculino o cenário não é muito melhor. Levar o dispositivo no bolso lateral implica o risco de a radiação eletromagnética inibir a produção de espermatozoides. Nas calças tipo “cargo”, o bolso próximo à coxa seria a solução ideal, mas manter o aparelho junto à coxa ou ao quadril pode enfraquecer os ossos, especialmente se essa prática se prolongar por anos a fio.   


Puérperas e baby-sitters jamais devem colocar o telefone no carrinho do bebê — segundo pesquisadores, a criança pode apresentar problemas comportamentais, como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Igualmente desaconselhável é dormir com ele sob o travesseiro. O fato de a tela se iluminar a cada mensagem recebida interfere na produção de melatonina (hormônio que induz o sono), podendo, inclusive, causar tonturas e/ou dores de cabeça.


Cada vez mais usuários mantêm os olhos grudados na tela do smartphone mesmo quando estão no trabalho, na escola, no supermercado e durante almoços ou jantares com a família ou amigos, tanto em casa quanto em restaurantes. E a despeito do perigo, muita gente não resiste à tentação de trocar mensagens pelo WhatsApp no trânsito, enquanto estão dirigindo. Se for o seu caso, convém pisar no freio o quanto antes. Não é preciso abandonar o celular e voltar a viver na idade da pedra lascada; basta se nortear pelo bom senso. 


Evite levar o smartphone para a cama, quando por mais não seja, porque a luz da tela inibe os hormônios que regulam o sono. Se você depende do alarme para acordar de manhã, arrume um despertador “de verdade”. E se a primeira coisa que faz ao despertar é checar suas mensagens de WhatsApp, resista a essa tentação. Corte a barba, tome seu banho, vista-se e confira as novidades enquanto espera a água do café ferver, por exemplo.


Na hora do almoço, bata um papo descontraído com seus colegas de trabalho. Ignore o aviso de novas mensagens pelo menos até terminar a refeição (a menos que haja alguma pendência urgente). Em casa, procure conversar com os familiares por pelo menos uma hora sem ficar olhando a tela do aparelho. Se puder, desative os alertas sonoros e demais notificações. Elimine todos os apps supérfluos. Além de ganhar espaço na memória e melhorar o desempenho do gadget, você ganhará eficiência, tanto no trabalho quanto na execução de quaisquer outras tarefas.


No que tange à configuração ideal, o "melhor aparelho" é aquele que atende às suas necessidades por um preço que você pode pagar. Todavia, para evitar arrependimentos, opte por um modelo com 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno. A memória virtual proporciona alguma melhora no desempenho, notadamente quando muitos aplicativos são executados concomitantemente. 


Ainda assim, o desempenho da memória flash usada como armazenamento interno é muito inferior ao da RAM, o que resulta numa diminuição considerável na performance geral do sistema. Isso sem falar que o espaço alocado no armazenamento pode fazer falta em aparelhos de configuração espartana (com menos de 64 GB de memória interna). 

 

Na prática, a coisa funciona assim: se seu aparelho dispõe de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, ativar a memória virtual fará com que o sistema aloque uma determinada quantidade de espaço para expandir a RAM Ainda que não seja a melhor maneira de otimizar o desempenho do celular, fabricantes chinesas como Xiaomi e Realme vêm apostando nesse recurso há algum tempo, a exemplo da coreana Samsung, que introduziu esse recurso em alguns modelos. 


Smartphones com 6 GB de RAM física e outros 6 GB de memória virtual podem ser uma mão na roda, a despeito da diferença de desempenho entre as duas tecnologias de memória. Por outro lado, essa possibilidade é mais útil do que na plataforma PC, já que o upgrade de RAM física nos smartphones é inviável.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — CONTINUAÇÃO

O QUE CHAMAMOS DE MAGIA É APENAS A CIÊNCIA QUE AINDA NÃO COMPREENDEMOS.

Como dito no capítulo anterior, não se sabe ao certo se o ábaco foi criado pelos assírios, pelos egípcios ou pelos chineses, mas sabe-se que ele surgiu por volta do ano 4000 a.C. e que é considerado o precursor do computador — assim como o UNIX, desenvolvido em meados do século passado, é tido como o pai de todos os sistemas operacionais.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Mudou de patamar a crise que opõe o ministro André Mendonça ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Desavenças que eram sussurradas no escurinho ganharam a forma de uma lavagem de roupa suja sob holofotes. Superintendentes da PF nos 27 estados escancararam as desavenças numa nota pública divulgada nesta quinta-feira.

Ao acender a luz dos bastidores, os chefes estaduais da PF iluminaram a gênese da encrenca. O pano de fundo é a percepção dos investigadores de que Mendonça duvida da transparência e do empenho na apuração de suspeitas que recaem sobre Lulinha. O ministro passou a se imiscuir no trabalho da polícia. Na nota, os subordinados de Andrei Rodrigues saíram em defesa do chefe e da corporação dirigida por ele.

Sustentaram no texto que a credibilidade da corporação "decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico". Anotaram que as investigações não estão subordinadas "a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei".

As queixas dos delegados soaram nas pegadas da abertura de inquéritos para investigar Lulinha, dois deles sob a relatoria de Mendonça. Incomodado com os ruídos, Lula entrou em cena. Manifestou incômodo com a passividade do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, superior hierárquico da PF.

Entrou em cena o advogado-geral da União, Jorge Messias. Evangélico como Mendonça, ele articulou um encontro do ministro do Supremo com o titular da Justiça. A reunião a três ocorreu horas depois da divulgação do documento dos delegados. O magistrado revelou no encontro preocupação com a independência da PF. O ministro Lima e Silva tranquilizou-o. Assegurou que não há interferência no trabalho dos investigadores.

Espera-se que a abertura do diálogo jogue água fria na fervura. Primeiro porque não convém eleitoralmente a Lula a insinuação segundo a qual a PF faz corpo mole. Segundo porque a maledicência não orna com a credibilidade do órgão, que investiga suspeitos de todos os quadrantes ideológicos. Terceiro porque as rusgas entre PF e Supremo interessam apenas aos investigados, ávidos pelo surgimento de material para fundamentar pedidos de nulidade por falhas processuais.


Muita areia escoou pela ampulheta desde a criação da clássica moldura com bastões paralelos e contas deslizantes até a primeira calculadora mecânica, idealizada no século XVII pelo matemático Blaise Pascal e posteriormente aprimorada pelo alemão Gottfried Leibniz, que adicionou a capacidade de multiplicar e dividir. Mais adiante, o Tear de Jacquard serviu de base para Charles Babbage projetar uma engenhoca capaz de computar e imprimir tabelas científicas, e Herman Hollerith, fundador da IBM, desenvolveu seu tabulador estatístico.


Em meados do século passado, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia construíram o primeiro computador digital eletrônico — uma monstruosidade de 30 toneladas que ocupava uma área de 180 m², integrava 70 mil resistores e 18 mil válvulas de vácuo, que queimavam à razão de uma a cada 2 minutos. Como os sistemas operacionais ainda não existiam, a geringonça era controlada por meio de chaves, fios e luzes de aviso. 


Mais adiante, os batch systems (sistemas em lote) permitiram que cada programa fosse escrito em cartões perfurados e carregado juntamente com o respectivo compilador. Só que não havia padronização de arquitetura e cada máquina usava um sistema operacional específico.


O primeiro SO funcional foi criado pela General Motors para controlar o IBM 704. Na sequência, diversas empresas desenvolveram sistemas para seus mainframes, e algumas se especializaram em produzi-los para terceiros. O mais famoso foi EXEC, escrito para operar o UNIVAC. O software fez muito sucesso nos anos 1950/60 e foi adotado por universidades e pequenas empresas por ser pequeno (para os padrões da época, já que era mais ou menos do tamanho de um guarda-roupas) e relativamente barato.


Lançado em meados dos anos 1970 e comercializado na forma de kit, o Altair 8800 é considerado o primeiro microcomputador, embora não tivesse qualquer utilidade prática até Bill Gates e Paul Allen criarem o “interpretador” Microsoft-BASIC — que não era propriamente um sistema operacional, mas foi o precursor dos sistemas para microcomputadores.


O MIT, a GE e a AT&T criaram uma força tarefa para desenvolver o MULTICS, mas o projeto foi abandonado depois de uma década de trabalho. Em 1969, Ken Thompson criou o UNICS — escrito em Assembly, reescrito em C e rebatizado de UNIX. Seu kernel (núcleo) logo passou a servir de base para outros sistemas operacionais — como o BSD, o POSIX, o MINIX, o FreeBSD e o Solaris, para ficar nos mais conhecidos.


O sucesso do Altair estimulou a Apple a investir no segmento de computadores pessoais e lançar o Apple II (1977), que vinha montado, dispunha de um Disk Operating System, trazia um teclado integrado e era capaz de reproduzir gráficos coloridos e sons — daí ser considerado o “primeiro computador pessoal moderno”.


Observação: Steve Jobs foi pioneiro na adoção da interface gráfica, com sistema de janelas, caixas de seleção, fontes e suporte ao uso do mouse, mas a XEROX já dispunha dessa tecnologia — que nunca explorou porque só tinha interesse em computadores de grande porte. Quando a Microsoft lançou o Windows — inicialmente como uma interface gráfica baseada no MS-DOS —, a Apple já estava anos-luz à frente, mas sua arquitetura fechada, seu software proprietário e o alto custo de seus produtos restringiram sua participação no mercado a um segmento de nicho.


De olho no sucesso da Apple, a IBM — então líder no âmbito dos mainframes — resolveu lançar o IBM-PC, com arquitetura aberta e sistema operacional desenvolvido pela Microsoft (que viriam a se tornar o padrão do mercado). Como jamais havia escrito um sistema operacional, a empresa de Redmond comprou o QDOS (dizem que pela bagatela de US$ 50 mil), adaptou-o ao hardware da IBM e o licenciou para a gigante dos computadores com o nome de MS-DOS.


Continua… 

sexta-feira, 20 de março de 2026

ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

EDUCAI AS CRIANÇAS E NÃO PRECISAREIS PUNIR OS HOMENS.

O mercado de smartphones vive um cenário curioso. De um lado, as fabricantes anunciam atualizações de sistema que chegam a sete anos; de outro, o hardware dos aparelhos deixou de acompanhar o fôlego do software, sobretudo depois que o aumento no preço das memórias e processadores voltados para IA forçou as marcas a priorizar dispositivos intermediários com configurações chinfrins e acabamento cada vez mais simples.


A grande armadilha de 2026 é a potência: um smartphone topo de linha de 2022 ainda oferece mais desempenho que um bom intermediário de 2025 — aparelhos premium de dois anos atrás foram construídos com titânio ou alumínio reforçado, ao passo que os modelos médios de 2026 utilizam materiais mais simples para manter o preço competitivo diante da alta dos semicondutores.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Com as pesquisas de opinião evidenciando o desgaste que o escândalo do caso Master provocou na imagem do STF, o ex-presidiário "descondenado" que pugna por um quarto mandato presidencial no país do futuro que tem um imenso passado inglório pela frente tenta conter um dos principais focos da crise articulando nos bastidores a aposentadoria antecipada de Dias Toffoli — cujos ombros ele próprio cobriu com a suprema toga, em 2009, como forma de agradecer os "valiosos serviços prestados" ao PT. 
O Supremo não é a única instituição que terá problemas se Vorcaro abrir o bico. Mesmo porque uma eventual delação pode levar o escândalo para dentro do Palácio do Planalto, tendo em vista os contratos celebrados entre empresas ligadas ao Master e o governo da Bahia, então comandado pelo hoje ministro ministro Rui Costa — que diz ter “preocupação zero” com eventuais denúncias, mas não custa lembrar que Bolsonaro disse mais de uma vez que estava cagando para a CPI da Covid, e hoje cumpre pena na Papudinha.
Lulinha afirmou que está disposto a depor no inquérito que apura supostas irregularidades nos descontos do INSS. Seu advogado disse que "há zero chance" de prisão se ele retornar ao Brasil. As investigações sobre suas relações com o Careca do INSS podem dar em nada, mas nada virou um pepino que ultrapassa tudo na estratégia dos opositores do xamã petista, que podem usar as evidências que pesam contra o filho na campanha eleitoral do pai. 
Formado em biologia e tendo atuado como monitor do zoológico de São Paulo, o Ronaldinho dos negócios caprichou na escolha do nome da empresa que abriu em janeiro na Espanha: "Synapta" remete a um tipo específico de pepino-do-mar que tem o formato de serpente e frequenta as profundezas lodosas do Oceano Pacífico.
Lulinha, Lulão, aliados e advogados precisam sincronizar seus passos. Quando Bibo Pai disse que "se tiver filho meu metido nisso, será investigado", uma testemunha já havia cochichado para a PF a suspeita de que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil do Careca. A defesa só deu as caras quando veio a público que Lula depositou R$ 9,7 milhões na conta do filho . 
Os advogados admitiram que Lulinha viajou a Portugal na companhia do Careca e com as despesas pagas pagas por ele. Sobre a Synapta, ssustentam que a empresa se destina a "negócios futuros". Lula deveria considerar a hipótese de convidar seu rebento para ministrar um seminário no PT sobre a arte do empreendedorismo — um setor no qual o petismo tem dificuldades para prospectar votos.

No setor de câmeras, o marketing alardeia a alta resolução para esconder a falta de recursos ópticos reais — sem lentes telefoto dedicadas, os celulares dependem apenas do corte digital, o que gera imagens com ruído. Em outras palavras, um topo de linha antigo ainda entrega fotos superiores devido aos sensores maiores e processadores de imagem mais potentes.

A promessa de prolongar as atualizações também deve ser vista com cautela, pois nada garante que o hardware de um Moto G75, por exemplo, suporte o Android 19 de forma fluida em 2029, pois o excesso de recursos do sistema pode tornar a experiência lenta em componentes que já nasceram limitados.

Para quem busca o melhor custo-benefício, a recomendação técnica aponta para o mercado de seminovos ou recondicionados. Modelos como o iPhone 15 Pro, o Galaxy S24 Ultra ou o Motorola Edge 50 Ultra oferecem uma experiência de uso muito mais consistente do que os lançamentos médios atuais, além de manterem o suporte de segurança em dia e contarem com o desempenho necessário para rodar as inovações de software futuras sem engasgos.

Note que:


1 — Atualizar o Android é crucial para garantir a segurança e o acesso a novos recursos, mas a decisão depende do estado do aparelho e das prioridades de desempenho do usuário. 


2 — Para saber se há atualizações disponíveis, toque em Configurações e em Atualização de software (ou Sobre o telefone). Se houver, faça um backup de seus arquivos e garanta que o aparelho disponha de pelo menos 75% de bateria e conexão Wi-Fi. E tenha em mente que as atualizações costumam exigir vários gigabytes de armazenamento (memória interna do aparelho).


3 — Atualizações de segurança corrigem brechas e protegem os dados contra hackers e golpes, ao passo que upgrades de versão do sistema garantem que aplicativos modernos de bancos e redes sociais (como o WhatsApp) continuem funcionando. Mas se o aparelho for antigo, e o hardware, limitado, o sistema pode ficar lento e/ou a bateria pode durar menos após a atualização. 


4 — Grandes atualizações (como mudar do Android 15 para o 16) podem conter erros iniciais, razão pela qual é recomendável esperar alguns dias para ver relatos de outros usuários — como diz um velho ditado, os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito.


Boa sorte.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

DE VOLTA AO SAUDOSISMO

TO REMIND THE PAST IS TO LIVE TWICE

 

Muitas pessoas ainda se lembram da época em que a informática era chamada de cibernética e os imensos mainframes, que ocupavam salas inteiras, mas tinham menos poder de processamento que as calculadoras de bolso atuais, atendiam por cérebros eletrônicos. Mas não há nada como o tempo para passar.


Um belo dia os PCs surgiram para resolver todos os problemas que a gente não tinha quando eles não existiam, e logo se tornaram tão comuns, nos lares de classe média, quanto os televisores e fornos de micro-ondas. Mas, de novo, não há nada como o tempo para passar.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A nota divulgada pelo gabinete de Toffoli para prestar contas sobre o caso Master é flácida e constrangedora. A flacidez decorre do fato de o texto dizer coisas definitivas sem definir muito bem as coisas, e o constrangimento de os os trechos mais relevantes não serem os esclarecimentos mal formulados, mas as respostas que Toffoli não foi capaz de fornecer.

No documento de 524 palavras não há uma mísera menção à transação em que os irmãos do ministro venderam por R$3 milhões parte de um resort no Paraná para o pastor e empresário Fábio Zettel, cunhado do dono Master, Daniel Vorcaro. Nada sobre a casa luxuosa que serve de hospedaria para Toffoli na área do resort paranaense. Nem sinal de esclarecimentos sobre a viagem de Toffoli em jatinho de um empresário amigo, para torcer pelo Palmeiras na final da Copa Libertadores contra o Flamengo na companhia do advogado de um dos executivos do Master investigados no escândalo.

Nos trechos em que as coisas não foram adequadamente definidas, faltou explicar por que o ministro ultrapassou os limites dos sapatos de magistrado, imiscuindo-se no trabalho da Polícia Federal. Num processo marcado por idas e vindas, Toffoli acelerou procedimentos da investigação, criando atritos com a PF ao marcar acareações antes da tomada dos depoimentos de investigados, ordenar à delegada do caso que fizesse a Daniel Vorcaro 80 perguntas elaboradas pelo seu gabinete, tentar trancar no Supremo material recolhido em batidas de busca e apreensão e selecionar por conta própria os peritos que analisarão as provas...

Desde que o processo subiu para o Supremo, a relatoria de Toffoli sofre questionamentos de membros do próprio tribunal, do Ministério Público, da PF e da imprensa. Na nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli admitiu pela primeira vez a hipótese de devolver o inquérito à primeira instância, de onde não deveria ter saído. O diabo é que ele afirma que só fará essa análise após o término das investigações, prorrogadas dias atrás por 60 dias, prolongando o final da novela que abre na imagem do Supremo fendas de difícil reparação.


O número de usuários de desktops e notebooks diminuiu significativamente depois que os smartphones permitiram acessar as redes sociais, gerenciar emails e fofocar pelo WhatsApp. Tanto é assim que a Geração Y (Millennialdomina tecnologias mais recentes, mas ignora funções básicas de informática no bom e velho PC, como formatar um documento no Word ou executar comandos simples, como Ctrl+C e Ctrl+V.

 

As primeiras matérias sobre TI que publiquei na mídia impressa tinham como tema a segurança digital, e a ideia central da Coleção Guia Fácil Informática era familiarizar os leitores com seus computadores, tanto em nível de hardware quanto de software. O mesmo deu com este blog, que eu criei em 2006 para embasar o volume Blogs & Websites da referida coleção — naquela época, publicações sobre microcomputadores, hardware e Windows vendiam feito pão quente na hora do jantar.


Bill Gates e Paul Allen fundarem a Microsoft em 1975 e criaram o Windows uma década depois, inicialmente como uma interface gráfica que rodava no MS-DOS. Esse cordão umbilical foi cortado em 1995, mas o desmame só se deu em 2001, com o lançamento do WinXP, que era baseado no kernel do WinNT


Observação: A título de curiosidade, os arquivos de instalação do MS-DOS e das edições 3.x do Windows cabiam em uns poucos disquetes de 1,44 MB. O Win95, já então um sistema semi-autônomo, foi disponibilizado tanto em disquetes (13 unidades) quanto em CD-ROM


Até o lançamento do Windows 95, a gente ligava o computador, aguardava a conclusão do boot (processo mediante o qual o BIOS checa as informações armazenadas no CMOS, realiza o POST, carrega o Windows e sai de cena), digitava "win" no prompt de comando, teclava Enter e esperava a máquina se tornar "operável".

 

Todo dispositivo computacional, seja de mesa, portátil ou ultraportátil, é comandado por um sistema operacional, que gerencia o hardware e o software, provê a interface de comunicação entre o usuário e a máquina e embasa a execução dos aplicativos e utilitários. 


O BIOS (sigla de Basic Input/Output System) é a primeira camada de software do computador. Assim que a máquina é ligada, ele realiza um autoteste de inicialização (POST, de power on self test), procura os arquivos de boot seguindo os parâmetros declarados no CMOS Setup), carrega o sistema na memória RAM (não integralmente, ou não haveria memória que bastasse) e exibe a tradicional tela de boas-vindas.

 

Observação: Do sistema operacional a um simples documento de texto, tudo é executado na RAM. Nenhum dispositivo computacional atual, seja uma simples calculadora de bolso ou um gigantesco mainframe corporativo, funciona sem uma quantidade (mínima que seja) dessa memória volátil e de acesso aleatório.  

 

O firmware do BIOS é gravado num chip de memória ROM (não volátil) integrado à placa-mãe. O CMOS (sigla de Complementary Metal-Oxide-Semiconductor) é um componente de hardware composto por um relógio permanente, uma pequena porção de memória volátil e uma bateria CR2032, destinada a evitar que os parâmetros do Setup se percam quando o computador é desligado. 


Os firmwares estão presentes em diversos equipamentos eletrônicos modernos, como celulares, fornos de micro-ondas, tablets, impressoras, lavadoras, etc. Os smartphones não precisam de uma bateria extra para manter configurações porque usam memórias não voláteis, como EEPROM ou flash NAND, para armazenar as configurações do sistema. Mesmo que  o aparelho fique meses desligado, esses dados continuam intactos. 


Antigamente, o nome "American Megatrends Inc." e uma série de informações técnicas textuais eram exibidos durante o boot, de modo que a gente podia acompanhar contagem da memória, a detecção de hardware etc. Mas todo projeto passa por atualizações ao longo do seu ciclo de existência, e o firmware do BIOS foi substituído pelo UEFI (sigla de Unified Extensible Firmware Interface), que é mais veloz e seguro, além de oferecer uma interface mais amigável.

 

Embora essa programação seja tida como imutável — por fornecer as mesmas informações sempre que o aparelho é ligado —, há situações em que é preciso atualizá-la, seja para tornar o aparelho mais rápido, estável e seguro, seja para incluir novas funcionalidades e ampliar sua vida útil. Alguns especialistas sugeriam ignorar as atualizações, já que upgrades malsucedidos são difíceis de reverter, e podem comprometer o funcionamento do computador — ou mesmo impedi-lo de executar o boot e carregar o sistema. Mas isso mudou depois que a atualização passou a ser disponibilizada pelo próprio Windows

 

Modems, roteadores e decoders de TV a cabo costumam ser mais amigáveis — geralmente, basta acessar a tela de configuração digitando o endereço de IP no navegador, localizar a opção de atualização de firmware, baixar a nova versão, dar alguns cliques e reiniciar o aparelho para validar o upgrade. 


Seja como for, não mexa em nada antes de ler e entender as instruções fornecidas no manual do aparelho ou no site do fabricante, e de ter certeza de que a versão do firmware é a correta. Em caso de dúvida, consulte o suporte técnico ou recorra a um profissional especializado.