quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

AINDA AS CHUVAS DE VERÃO

DIFICILMENTE CHEGAREMOS A UM ACORDO SOBRE UM SABOR DE PIZZA QUE RESOLVA TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS.

Tempestades de verão são causadas pelos cúmulos-nímbos – nuvens que alcançam facilmente 20 Km de altura e outros tantos de diâmetro. Essas formações decorrem da evaporação que, ao atingir as camadas mais frias da atmosfera, transforma-se em gotículas d’água, granizo e partículas de gelo. Na estratosfera, todavia, a absorção de raios ultravioleta pela camada de ozônio resulta num aumento de temperatura que barra o movimento ascendente da nuvem, levando-a a se espalhar horizontalmente e castigar quem estiver a seu alcance com chuva abundante, granizo, fortes rajadas de vento e o indefectível espetáculo pirotécnico dos relâmpagos.
É comum ouvir dizer que os raios são provocados pela colisão entre as nuvens, mas na verdade eles acontecem quando o ar deixa de ser capaz de isolar as cargas elétricas opostas que se acumulam no interior dos cúmulos-nímbos, gerando descargas que duram de alguns décimos até 2 segundos e podem ocorrer dentro das nuvens, das nuvens para o ar ou de uma nuvem para outra. As descargas mais comuns são as descendentes (nuvem-solo) e as maiores são as que passam de uma nuvem para outra (elas podem chegar a dezenas de quilômetros de extensão, embora sua espessura não vá além de alguns centímetros).

Observação: Via de regra, um raio é composto por várias descargas e sua voltagem fica entre 100.000.000 V e 1.000.000.000 V, a amperagem entre 20.000 A e 200.000 A e a temperatura é cinco vezes maior do que a da superfície do Sol. Já o trovão é causado pelo rápido aquecimento do ar produzido pela corrente elétrica do raio, e seu ribombar pode alcançar 120 decibéisA quantidade de energia descarregada por uma tempestade chega a ser maior que a de uma bomba atômica. A diferença é que a bomba libera tudo numa fração de segundo, enquanto a tempestade o faz durante um período que pode ir de vários minutos a algumas horas.

Tempestades elétricas não combinam com aparelhos elétricos e eletro-eletrônicos em geral, de modo que, quando o céu se tornar carrancudo e os trovões ribombarem ao longe, você deve desconectá-los das tomadas (ou, melhor ainda, desligue a chave geral do quadro de força) e somente religá-los depois que o temporal passar ou, em caso de apagão, quando o fornecimento de energia estabilizar, prevenindo, assim, problemas decorrentes de quedas de fase e picos de tensão.
Para avaliar a que distância a tempestade se encontra de você, conte quantos segundos separam o clarão do raio do som do trovão e divida o resultado por 3 – o relâmpago é visto em tempo real, já que a luz caminha a 300.000 Km/s, mas o trovão pode demorar um bom tempo para ser ouvido, já que a velocidade do som é cerca de um milhão de vezes menor (pouco mais de 300 m/s). 

Amanhã a gente continua; abraços e até lá. 
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