quinta-feira, 28 de julho de 2011

Smartphones etc. (conclusão)

Mais e mais recursos incorporados a smartphones e celulares de topo de linha comprometem sua autonomia, pois o consumo energético aumenta bem mais depressa do que a capacidade das baterias - e se não surgir uma alternativa viável ao polímero de íon de lítio no curto prazo, logo será impossível utilizá-los a fundo sem uma tomada por perto.
Além de criar designs caprichados, interfaces amigáveis e funções inovadoras, o maior desafio dos fabricantes é encontrar soluções que tornem seus produtos capazes de permanecer funcionando pelo menos por um dia inteiro. Enquanto essa mágica não acontece, veja (e ponha em prática) as dicas a seguir, lembrando que elas são genéricas, pois as funções e os comandos que lhes dão acesso variam conforme a marca e o modelo do aparelho (não deixe de consultar o manual do seu telefone).
  • Quanto maior for o display e a resolução, maior será também o consumo de energia, mas você pode obter uma sensível economia simplesmente reduzindo o brilho da tela. Vale ainda configurar o Timeout (modo de espera) para 30 segundos ou menos e o flash da câmera para atuar somente em condições de pouca luminosidade (na impossibilidade, faça-o manualmente). Demais disso, manter o teclado bloqueado quando o aparelho estiver no bolso evita que a iluminação seja acionada sem necessidade.
  • Desabilite as conexões sem fio (Bluetooth, Wi-Fi, etc.) e o serviço de GPS sempre que esses recursos não sejam necessários. E o mesmo vale para notificações irrelevantes (avisos sonoros ou vibratórios que disparam sempre que você recebe um e-mail ou um SMS, por exemplo). Deixar o smartphone em “modo avião” é indicado apenas quando você não está usando o serviço de voz e dados, mas deseja ouvir música, jogar games, editar documentos ou ler emails previamente baixados.
  • alerta vibratório pode ser útil em situações e ambientes onde “não cai bem” o telefoninho berrar o hino do Corinthians ou outro Ringtone de gosto igualmente discutível, mas consome mais energia do que os alertas sonoros. E se você mantiver ambas as modalidades habilitadas, poderá ficar sem bateria justamente quando for preciso fazer uma chamada de emergência. A propósito, tanto faz utilizar músicas em MP3 quanto os arquivos de som padrão do telefone; em termos de consumo, o que voga é o tempo durante o qual a som é reproduzido até que o usuário atenda a chamada.
  • Há ocasiões em que pode ser preciso checar e-mails em trânsito, embora seja preferível (sempre que possível) fazê-lo a partir do PC de casa ou do trabalho. O mesmo vale para navegação na Web, bate-papo via Messenger, vídeos em streaming, rádios online e atividades afins, pois o tráfego de dados é um consumidor voraz de energia. Use esses recursos com moderação e evite-os quando a bateria estiver com pouca carga (ou tenha sempre à mão uma bateria sobressalente; afinal, ainda não revogaram a Lei de Murphy e nunca se sabe quando será preciso realizar uma chamada de voz realmente importante).
  • Os smartphones varrem constantemente o ambiente para identificar redes disponíveis, e isso consome um bocado de energia. Se o plano contratado com sua operadora não prevê acesso à Internet, desative o recurso 3G para cancelar a varredura automática e manter o aparelho no modo EDGE ou GPRS (esta dica também se aplica para celulares comuns com conexões 3G, que consomem mais bateria que as 2G).
  • Baterias de íon de lítio não estão sujeitas ao “efeito memória” que assombrava os modelos de níquel-cádmio, de modo que você pode recarregá-las a qualquer momento, total ou parcialmente, sem comprometer sua vida útil. No entanto, evite fazê-lo através de portas USB, que fornecem corrente inferior à das tomadas. Prefira sempre utilizar o carregador convencional ou um modelo que possa ser plugado no acendedor de cigarros do carro.
  • Com o passar do tempo, as conexões entre a bateria e o telefone tendem a acumular poeira e outras impurezas que prejudicam o contato. A cada dois meses, passe um pano macio e seco nas interfaces (tanto da bateria quanto dos conectores internos), e se perceber que a autonomia vem diminuindo progressivamente, o jeito será comprar outra – ou mesmo trocar o aparelho; afinal, certamente já haverá um bocado de novidades no mercado.
Em tempoO Zitmo – trojan que já contaminou as plataformas Symbian, BlackBerry e Windows Phone – chega agora ao Android para roubar dados bancários. Capaz de burlar a autenticação dupla que as instituições financeiras promovem por questões de segurança, essa praga primeiro identifica o login e a senha da vítima; depois, passando-se pelo Banco, envia um SMS oferecendo o download de um aplicativo que completará o “trabalho”. 
Vale relembrar que smartphones são, essencialmente, computadores, estando sujeitos, portanto, à ação de pragas digitais e demandando proteção de um antivírus responsável. A maioria das opções disponíveis (tanto pagas quanto gratuitas) geralmente faz uma varredura no sistema para garantir que nenhuma praga o esteja corrompendo, mas algumas incluem ferramentas para localizar o celular em caso de perda ou mesmo para apagar seus dados confidencias. 
Seja como for, antes de instalar qualquer app, informe-se a respeito do desenvolvedor – tanto no Android Market quanto em portais reputação ilibada – e atente para a lista de permissões que o programa exige pra ser instalado (um alarme, por exemplo, não precisa de acesso aos seus contatos). Na dúvida, deixe-o de lado.

Abraços a todos e até a próxima.
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