segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sutilezas da desinstalação de softwares


Embora seja um sistema bastante completo, o Windows não é capaz de suprir todas as necessidades dos usuários sem o auxílio de softwares adicionais. No entanto, quanto maior o número de “penduricalhos”, maior o consumo de recursos do computador e o risco de incidentes de segurança. Então, sempre que você realizar suas manutenções periódicas (você faz isso, não é?), comece “cortando a gordura” pela lista dos aplicativos.
Note que desinstalar softwares não se limita a excluir suas respectivas pastas de C:\Arquivos de programas. Isso porque, ao ser incorporado ao sistema, um programa pode distribuir arquivos por diversas pastas, fazer modificações no Registro, e por aí vai, e uma desinstalação incorreta certamente deixará para trás um bocado de “entulho” que poderá acarretar problemas. Softwares de boa estirpe normalmente incluem um desinstalador nativo. Em Iniciar>Todos os programas, clique na entrada referente ao aplicativo que você deseja remover e procure algo como UNINSTALL, DESINSTALAR (ou algo do gênero), assegure-se de que o programa não esteja sendo executado e comande a desinstalação. Ao final, mesmo que não lhe seja expressamente solicitado, reinicie o computador; quando o Windows tornar a ser carregado, rode o CCLEANER (ou outra suíte de manutenção de sua preferência; digite manutenção no campo de busca do Blog e clique em pesquisar para localizar diversas sugestões, tanto pagas quanto gratuitas).
Na tela principal do CCLEANER, pressione o botão LIMPEZA, clique em Analisar, aguarde a exibição da lista dos arquivos inúteis e clique em EXECUTAR LIMPEZA. Pressione então o botão REGISTRO, clique em Procurar erros; ao final da varredura, clique em CORRIGIR ERROS SELECIONADOS e siga as instruções para a conclusão do processo. Note que o botão FERRAMENTAS dá acesso a quatro módulos, sendo que o primeiro espelha o applet Adicionar ou remover programas do Windows (tanto faz comandar a desinstalação por lá ou por cá).
Infelizmente, sempre existe o risco de alguma desinstalação resultar incompleta ou mal-sucedida. Às vezes, o ícone e outros elementos do programa continuam sendo exibidos, embora você receba uma mensagem de erro ao clicar neles; em outros casos, a entrada respectiva continua listada em Adicionar ou remover programas e não sai de lá nem com reza brava; noutros, ainda, o programinha mal comportado leva de embrulho DLLs compartilhadas necessárias ao funcionamento de outros softwares, enfim... Seja como for, o melhor a fazer é reinstalar o infeliz e, em seguida, tornar a desinstalá-lo (preferencialmente no Modo de Segurança).
A maioria das suítes de manutenção integra recursos para desinstalação de programas, e embora alguns apenas repliquem o applet do Windows, outros fazem um trabalho mais rebuscado. Aliás, um desinstalador que realmente mostra serviço é o REVO: você pode optar pela versão freeware (faça o download do Baixaki, que oferece um tutorial abrangente sobre o uso da ferramenta) ou testar a versão comercial gratuitamente (por 30 dias) – nesse caso, faça o download a partir do site do fabricante, onde existe também uma versão “portátil”, capaz de rodar diretamente de um pendrive.
Por último, mas não menos importante, vale frisar que a desinstalação de certos programas pode dar um trabalho danado – dias atrás eu senti isso na pele ao remover e reinstalar o Google Chrome (mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2011/09/o-calvario-do-chrome.html). Softwares de segurança também são campeões nesse quesito, talvez porque os fabricantes “imaginem” que os usuários irão renovar indefinidamente suas licenças, sem sequer pensar em experimentar um produto da concorrência. Assim, mesmo após uma desinstalação aparentemente bem sucedida, você pode ter dificuldade para instalar um antivírus de outra marca. Claro que existem soluções para esses problemas, mas cada caso requer procedimentos específicos, de modo que vamos deixar essa questão para uma próxima oportunidade.
Um ótimo dia a todos.  
Postar um comentário