segunda-feira, 11 de junho de 2018

ISTO É BRASIL, TEM JEITO NÃO — SEGUNDA PARTE



Conforme eu mencionei no post anterior, o PT insiste na candidatura do criminoso condenado e encarcerado Lula, talvez por não existir, nas fileiras da legenda, outro nome que tenha a mínima chance de se eleger presidente desta Banânia. E olha que não faltam apedeutas munidos de título de eleitor para votar nessa gentalha.

Mesmo sabendo que as chances de participação do demiurgo de Garanhuns no pleito são iguais às de uma bola de neve no inferno, o diretório vermelho ignora solenemente a pesquisa divulgada pelo site Poder 360 no início da semana passada, na qual Haddad, colocado na pesquisa como alternativa, obteve 8% das intenções de voto — o que o deixa próximo daqueles que vêm aparecendo em segundo lugar. Assim, o PT lançou a “candidatura” Lula, na última sexta-feira, com o slogan “Ajude o Brasil a ser feliz de novo”. Além disso, criou um site para arrecadação eletrônica de recursos (cerca de 900 otários já doaram um total de R$ 56 mil). E assim segue essa fantasia, com Lula candidato, embora esteja preso e impedido de disputar eleições.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro. Está cumprindo pena desde o dia 7 de abril e é inelegível à luz da Lei da Ficha-Limpa. Além disso, ele responde a mais 6 processos criminais, dois dos quais tramitam na 13ª Vara Federal, em Curitiba. Não fosse pelos recorrentes pedidos de perícias e diligências apresentados por seus advogados, ele certamente já teria sentenciado no processo que trata dos R$ 12,4 milhões em propina — representados por uma cobertura em São Bernardo do Campo e um terreno em São Paulo, comprado pela Odebrecht para sediar o folclórico Instituto Lula. Outras 4 ações tramitam na Justiça Federal em Brasília, mas lá, como é sabido, as coisas andam num ritmo próprio — bem mais lento que sob a pena do juiz Sérgio Moro.   

Na última quinta-feira 7, Veja revelou que o bloqueio dos bens do ex-presidente corrupto continua mantido devido a uma investigação fiscal. Segundo os investigadores, Lula recebia doações para seu instituto, que era isento do pagamento de impostos, e usava o dinheiro em benefício próprio — viagens particulares, locação de aviões e carros, etc. 

A candidatura do molusco é mais um ato de encenação que começou quando o petralha e seu partido foram ceifados pela Lava-Jato. De acordo com o abilolado Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, “é preciso esticar a permanência de Lula ao máximo” — para ele funcionar como “cabo eleitoral”, potencializando as campanhas de deputados, senadores e governadores, evitando, assim, o reprise do fiasco  que se viu nas eleições de 2016. Em setembro, quando a Justiça eleitoral finalmente vetar a candidatura do sevandija de Garanhuns, o partido recorreria ao tal plano B.

Mas nem todo mundo no PT concorda com essa estratégia. De acordo com a revista ISTOÉ, a insatisfação vem crescendo nos bastidores, havendo até quem a classifique o plano de “suicida”. Segundo um parlamentar petista, se há um candidato que aparece competitivo e se metade dos eleitores ainda não têm candidato à Presidência, manter a quimera de “Lula presidente” é incompreensível. Ainda de acordo com esse mesmo parlamentar, o PT parece agir somente como o “Partido do Lula”, atendendo a seus interesses, movendo-se unicamente para ele e se esquecendo do resto. Fora do jogo, atrapalha a formação dos palanques estaduais, e ainda pode ajudar a eleger Jair Bolsonaro, cuja posição à frente da disputa vem se consolidando — embora alguns analistas falem em Ciro Gomes e Marina Silva; eu, particularmente, não sei quem é pior.

Que Deus nos ajude.

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