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sábado, 13 de junho de 2026

CUIDADO COM AS FRAUDES

QUANDO A ESMOLA É DEMAIS O SANTO DESCONFIA. 

A “paternidade” do correio eletrônico costuma ser atribuída a Ray Tomlinson, que criou para si o primeiro endereço de email (tomlinson@bbn-tenexa) e passou a enviar mensagens aos colegas da universidade, ensinando-os a utilizar o novo recurso. 

Até surgimento dos aplicativos de mensagens e das redes sociais, o email era o serviço mais popular da Internet. Atualmente, mesmo sem o protagonismo de outrora, ele continua sendo utilizado no ambiente corporativo, sem falar que precisamos de um endereço eletrônico para fazer logon em sistemas, websites e aplicativos, preencher cadastros e formulários, realizar compras online e assim por diante.

Apesar de as plataformas de mídia social terem se tornado mais eficientes quando o assunto é nos bombardear com anúncios patrocinados, mensagens de spam e scam continuam chegando às nossas caixas postais. E por se disseminarem a uma velocidade sem precedentes, esses conteúdos acabam criando o ambiente perfeito para golpistas lançarem campanhas fraudulentas a um custo irrisório.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

O Brasil tem muitos problemas, e a cada nova eleição ressurge um problema que os brasileiros não sabiam que tinham antes que as campanhas o criassem: a religião.

Quatro dias depois da apropriação da Marcha de Jesus pelo filho do refugo da escória da humanidade, o PT borrifou na conjuntura eleitoral uma carta aos evangélicos — como Lula havia feito em 2022. Ao mesmo tempo que puxa a brasa cristã para a sardinha de Lula, a epístola petista sustenta que a mensagem de Jesus orna com a pauta progressista.

O número de vertentes religiosas é espantoso, e o mais espantoso é que todas alegam ter linha direta com o Todo-Poderoso, embora tenham sido erguidas sobre sangue e ossos dos que se recusaram a aceitar a ideia de Deus que elas pregam.

Toda sociedade tem uma religião, toda religião tem um propósito social e toda cerimônia religiosa tem um ritual. Cada religião é a verdade sagrada para quem a professa, mas não passa de fantasia para os seguidores das demais. E não há crença, por mais estúpida que seja, que não tenha fiéis seguidores dispostos a pegar em lanças para defendê-la.

A crença num Deus cabo eleitoral é perversão de valores cristãos. Não sei se Deus existe, mas sei que o Deus partidário não existe, embora os políticos o recriem a partir de sua própria imagem e semelhança e lhe roguem não que seja feita a Sua Vontade, mas que Ele mande para o inferno as vontades do candidato adversário.

À esquerda ou à direita, a conversão da fé em plataforma eleitoral é um dos fenômenos mais nocivos da política contemporânea.

De acordo com dados da Federal Trade Commission, cerca de 70% das pessoas contatadas por meio de golpes em mídias sociais registram perdas que somam bilhões de reais. Parte do problema está no fato de que distinguir anúncios legítimos de falsificações se torna mais difícil a cada dia. Ofertas mirabolantes — como produtos de grife vendidos a preços incrivelmente baixos — são, no mínimo, suspeitas, mas continuam ludibriando um número significativo de consumidores. Portanto, se a oferta parece boa demais para ser verdade, o ideal é verificar diretamente no site oficial da marca antes de informar os dados do cartão de crédito.

Sempre que clicar em um anúncio, verifique se o endereço exibido na barra do navegador começa com “https”. A ausência do “s” indica que o site não utiliza uma conexão segura e criptografada. Na dúvida, faça uma busca no Google e encontre você mesmo o site verdadeiro. As plataformas de mídia social estão repletas de promoções com brindes ou descontos superiores a 50%, mas a experiência ensina que, quando a esmola é demais, até o santo desconfia.

Expressões como “estoque limitado” ou “oferta exclusiva por tempo determinado” são projetadas para pressionar potenciais vítimas a agir sem refletir. Um forte indício de fraude é a rapidez com que os golpistas solicitam dados de pagamento. Se lhe pedirem informações financeiras antes de fornecer detalhes concretos sobre um produto ou serviço, convém pôr as barbas de molho.

Mesmo quando a oferta parecer legítima, evite utilizar cartão de débito ou efetuar pagamentos via Pix. Prefira gerar um cartão virtual, com numeração, validade e código de segurança limitados a uma única transação, a um número específico de compras ou a um prazo determinado. A emissão é feita pelo próprio usuário por meio do aplicativo do banco ou da administradora, e as despesas são lançadas normalmente na fatura do cartão físico.

Golpistas também criam perfis falsos que imitam empresas reais, reproduzindo logotipos, descrições e identidade visual. Muitos chegam a comprar seguidores falsos para parecer convincentes à primeira vista. Um dos principais indícios está no nome de usuário: letras extras, grafias incomuns ou sublinhados estranhos costumam surgir porque o nome verdadeiro já pertence à marca legítima. Outro fator importante é a taxa de interação. Contas falsas frequentemente exibem milhares de seguidores, mas quase nenhuma curtida ou comentário autêntico em suas publicações.

Se você encontrar um anúncio ou perfil de vendas com os comentários desativados, ligue o desconfiômetro. Em condições normais, as marcas desejam incentivar perguntas e feedback público, pois isso gera confiança. Para golpistas, porém, a possibilidade de consumidores alertarem uns aos outros é contraproducente, motivo pelo qual desativam completamente os comentários. Há exceções, naturalmente, mas publicações comerciais costumam permitir interação aberta.

Também convém desconfiar de avaliações excessivamente positivas. Se diversos comentários apresentarem estilos de escrita semelhantes, entusiasmo exagerado e poucos detalhes concretos, desistir da compra pode proteger tanto o seu bolso quanto suas informações pessoais.

A ausência de hashtags (#) em conteúdos promocionais também deve levantar suspeitas. Vendedores de falsificações evitam deliberadamente essas marcações, pois elas atraem a atenção tanto das empresas legítimas quanto dos moderadores das plataformas. Anúncios autênticos geralmente incluem a indicação clara de conteúdo “patrocinado”, sobretudo em redes como o Instagram, sinalizando que a publicação passou por algum nível de verificação antes de ser exibida.

Anúncios fraudulentos podem apresentar aparência visual profissional, mas frequentemente revelam gramática descuidada, frases mal construídas ou erros de digitação. Marcas legítimas prezam pelo profissionalismo; já os golpistas costumam agir rápido demais para se preocupar com o acabamento. Se a linguagem parecer estranha, mal traduzida ou inadequada, vale confiar na própria intuição e evitar fornecer qualquer informação pessoal.

Lembre-se: cautela e canja de galinha (se me desculpam o pleonasmo) nunca fizera mal a ninguém.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

SEGURO MORREU DE VELHO

SEGURANÇA É UM HÁBITO E, COMO TAL, DEVE SER CULTIVADO.

Kevin Mitnick — o "papa" dos hackers nos anos 1980 — dizia que computador seguro é computador desligado. Essa máxima também se aplica aos smartphones, que são microcomputadores ultraportáteis ainda mais vulneráveis que os desktops e notebooks, já que a maioria dos usuários nunca os desliga.

Mesmo que segurança absoluta seja História da Carochinha, sempre é possível reduzir os riscos ativando a biometria e a dupla autenticação (o site Two Factor Auth ensina como configurar esse recurso em sites de bancos, redes sociais etc.).

Igualmente importante é manter o sistema e os aplicativos atualizados, não recarregar a bateria usando um computador que não seja o seu sem ativar a opção de não compartilhar dados com aquele dispositivo, dispôr de um software antimalware, evitar redes Wi-Fi públicas e jamais clicar em links recebidos por e-mail, SMS, WhatsApp etc. sem checá-los, mesmo que o remetente lhe pareça confiável.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Dois raios abrilhantaram a marcha de Nikolas Ferreira et caterva neste domingo. O primeiro, vindo do céu, atingiu a multidão que aguardava em Brasília, sob chuva torrencial, a chegada do deputado e do cordão de bolsonaristas conduzidos por ele numa peregrinação que cruzou rodovias de Minas Gerais e de Goiás durante uma semana. O segundo foi o raio que o parta inserido por Nikolas no discurso de encerramento da marcha, que caiu sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e despejou estilhaços no STF.

Nikolas discursou para uma plateia estimada em 18 mil pessoas. Ignorando as 72 vítimas do raio que caiu das nuvens horas antes de sua chegada numa praça situada a 6 quilômetros do Planalto, o parlamentar se absteve de prestar solidariedade até aos 30 bolsonaristas que tiveram que ser hospitalizados. Cobrou de Alcolumbre o destravamento das CPIs dos casos do assalto aos aposentados e do Banco Master, mencionou a suspeita de repasses do Careca do INSS, estrela dos desvios da folha do INSS, para o filho do Lula, e afirmou que o país "precisa saber o que aconteceu para uma esposa de ministro STF ter um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master."

O pano de fundo da marcha sobre Brasília era um objetivo inalcançável. — a anistia de Bolsonaro —, mas a meta real foi plenamente atingida. Cientes de que a força bolsonarista nas redes sociais não é derivada da moderação, mas do radicalismo, Nikolas e sua trupe se esmeraram em produzir postagens ácidas enquanto percorriam rodovias mineiras e goianas, a caminho de Brasília.

Como lhe interessa preservar a fidelidade do eleitorado radical, a deputado prefere manter o estilo histriônico a endossar o discurso moderado com que Flávio Bolsonaro tenta atrair o Centrão para seu projeto presidencial. 

Entre os vídeos instagramáveis de beira de estrada e os feridos do raio brasiliense, a marcha de Nikolas salvou a retórica antissistema que move o plano da facção legislativa do bolsonarismo de se manter como a maior força de oposição no Congresso durante um eventual quarto mandato de Lula.

Triste Brasil, cujo eleitorado tem bandidos de estimação e vota em políticos dessa catadura.

Bateria descarregando muito rápido, telefone aquecendo em stand-by, configurações que se alteram sozinhas, reinicializações aleatórias, apps que surgem do nada e mensagens enviadas à sua revelia são sinais sinais de alerta; considere a possibilidade de mudar suas senhas, cancelar o cartão de crédito que você usa nas compras online (a menos que seja virtual) e avisar seus contatos de que seu aparelho pode ter sido invadido.

Ocultar aplicativos sensíveis e pastas com conteúdo pessoal/confidencial também é recomendável. O iOS não oferece uma ferramenta nativa para essa finalidade, mas o Face ID permite vincular o acesso a aplicativos à autenticação facial. Para isso, selecione a opção Exigir Face ID, confirme a ação tocando novamente em Exigir Face ID e oculte o próprio Face ID ativando a opção Ocultar e Exigir Face ID.

No Android, a Pasta Segura — quando disponível (o que não é o caso do meu Motorola G75 5G), permite proteger aplicativos e pastas com diferentes métodos de autenticação. Para conferir, vá em Configurações > Privacidade (ou Segurança e privacidade, dependendo da versão do sistema) > Bloqueio de Aplicativos > Pasta Segura, defina o método de proteção (PIN, impressão digital ou reconhecimento facial) e selecione os aplicativos que deseja proteger.

Feito esse ajuste, os apps só poderão ser acessados mediante a autenticação definida, garantindo maior segurança para seus dados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

THANKS GOD IT´S (BLACK) FRIDAY

TUDO PELA METADE DO DOBRO DO PREÇO.

A Black Friday surgiu nos Estados Unidos nos anos 1960 e chegou ao Brasil em 2010. Tanto lá quanto cá, ela acontece na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças. A diferença é que, aqui, maus comerciantes inflam os preços antes de aplicar os “descontos”, justificando a alcunha de Black Fraude e o bordão tudo pela metade do dobro do preço. Mas quem se dispuser a pesquisar pode economizar um bom dinheiro, tanto nas compras online como nas lojas físicas.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Bolsonaro apresentou pelo menos três versões sobre “meter o ferro de solda na tornozeleira”. A primeira aldrabice foi que ele bateu o dispositivo numa escada. Quando ela foi desmentida pelo plástico derretido, ele disse que fez o que fez por curiosidade. E quando essa versão também não colou, vieram os médicos para lhe atribuir uma alucinação causada por medicamentos, e os advogados para construir uma balela em “juridiquês castiço” — mas tão verdadeira quanto uma nota de três reais. Restou ao "mito" dos aluados fingir demência, mas doido que se preza come merda e rasga dinheiro.
E que raio de alucinação leva alguém a tirar a tornozeleira com a qual nunca se conformou? Ou a se insurgir contra uma condenação baseada no princípio segundo a qual as consequências sempre vêm depois? Não se trata de alucinação, mas de (mais) um insulto à inteligência alheia. E vale lembrar que fascistas, fascistóides e aspirantes a tiranetes não são doentes mentais, mas oportunistas desprezíveis que fizeram essa escolha política.
Moraes declarou na última terça-feira (25) o transito em julgado do processo em que o núcleo crucial da tentativa de golpe foi condenado. Bolsonaro deve cumprir sua pena de reclusão na sala VIP da Superintendência de PF do DF, para onde, aliás, ele já tinha sido levado após o episódio da tornozeleira.

As primeiras transações comerciais foram baseadas no escambo — sistema em que bens e serviços eram trocados diretamente. Conchas e metais preciosos passaram a ser usados como moeda de troca em 3.000 a.C., e as primeiras moedas surgiram na Turquia por volta de 600 a.C. — mesma época em que os chineses criaram as primeiras cédulas de papel. O cheque se popularizou no século XX, mas perdeu espaço para os cartões de crédito e de débito.

A ideia do cartão de crédito surgiu nos anos 1920, embora a primeira versão aceita pelo comércio tenha sido criada cerca de 30 anos depois, quando um certo Frank McNamara esqueceu a carteira ao sair para jantar com amigos em Nova York, apresentou seu cartão de visita, assinou a nota e prometeu pagar a despesa no dia seguinte. 

Já os cartões de débito surgiram nos anos 1980 para facilita a movimentação das contas bancárias — tanto nas agências quanto nos terminais de autoatendimento —, mas logo passaram a ser aceitos pelos lojistas, já que a transferência imediata do dinheiro eliminava os riscos de calote típicos do fiado e dos cheques sem fundo.

Observação: Até então, o cheque era a forma de pagamento à vista mais popular nos anos 1980, e os pré-datados funcionavam como um crediário informal para parcelar compras sem burocracia. Como havia poucos caixas eletrônicos naquela época, “trocar cheques” era uma prática comum, sobretudo nos fins de semana: a gente gastava Cr$ 10 na padaria do bairro, pagava com um cheque de Cr$ 50 e levava o troco em dinheiro. 

O DOC e o TED, criados em 1985 e 2002, respectivamente, foram amplamente usados nas transferências eletrônicas tupiniquins até serem superados pelo Pix, lançado em 2020, que trouxe mais agilidade e praticidade. Mesmo assim, os cartões de crédito e débito continuam sendo largamente utilizados. 

Nas lojas físicas, é indiferente usar um ou outro, mas nas compras online é mais seguro gerar um cartão de crédito virtual, já que a numeração, a validade e o CVV (código de segurança) servem para uma única transação, um número limitado de compras ou um prazo determinado. A emissão é feita pelo próprio usuário, através do aplicativo do banco, e os gastos são lançados na fatura do cartão físico vinculado ao virtual.

Observação: A despeito das camadas de criptografia e das precauções de segurança que bancos e empresas online utilizam, os golpistas sempre encontram maneiras de acessar os dados pessoais dos internautas. Compras fraudulentas são mais difícil contestar quando são feitas pelo cartão de débito, sem falar que eles permitem aos criminosos acessar a conta corrente e esvaziá-la antes que a vítima perceba.

Em viagens ao exterior, por não fornecer acesso direto à conta corrente do usuário, o cartão de crédito é preferível ao de débito. Mas vale lembrar que hotéis e locadoras de veículos costumam bloquear uma quantia específica no no check-in ou na retirada do carro, como forma de cobrir eventuais danos ou garantir a devolução do veículo. Como o valor bloqueado costuma ser significativo, é possível que o titular fique momentaneamente sem limite suficiente para outras despesas.

Boas compras.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ESPAÇO NUNCA É DEMAIS

O QUE ABUNDA NÃO EXCEDE.

Os celulares nasceram como telefones sem fio de longo alcance, popularizaram-se no final do século passado, tornaram-se “inteligentes”(smart) depois que a Apple lançou o iPhone (em 2007) e se transformaram em microcomputadores pessoais ultraportáteis. 


Controlados por sistemas operacionais — Android ou iOS, na maioria dos casos — e capazes de rodar aplicativos como seus irmãos maiores, os smartphones precisam de memória RAM para funcionar. 


Desktops e notebooks são passíveis de upgrade de hardware, mas os smartphones nascem, vivem e morrem com a configuração definida pelo fabricante. À luz das exigências dos softwares atuais,  recomenda-se evitar modelos com menos de 6GB de RAM e128GB de armazenamento — tecnologia equivalente aos HDD/SSD dos computadores tradicionais, mas que utiliza memórias flash eMMC ou UFS otimizadas para dispositivos móveis. 


Se o preço não for um problema, opte por um dispositivo com 12 ou 16GB de RAM e 512GB ou 1TB de armazenamento, e assegure-se de que o fabricante ofereça ao menos 5 anos de atualizações do Android e outros tantos de patches de segurança. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Dudu Bananinha não concretizou o sonho da anistia, mas vem realizando gradativamente todos os seus pesadelos. Convertido em réu na última sexta-feira, vê seu futuro político mudar de postulante ao Planalto para candidato ao ostracismo, enquanto o pai vive a síndrome de ser hospedado na Papuda antes do final do ano. O julgamento da denúncia em plenário virtual termina no dia 25, mas a Primeira Turma do STF deve convertê-la em ação penal muito antes disso. Como o fruto não cai longe do pé, o filho do pai se apaixonou pela irracionalidade, chegando mesmo a chamar de "caça às bruxas" a abertura da ação penal em que é acusado de coagir a Justiça para obter a impunidade do progenitor no caso do complô do golpe, atacar Alexandre de Moraes e defender a anistia:

"Não vamos parar", declarou. "Vamos vencer", acrescentou, parecendo não ter noção de que a contagem regressiva para ingressar na fase do regime fechado, de a proposta de anistia estar no freezer e de já não se falar num projeto alternativo que reduzisse o tamanho da pena do ex-presidente aspirante a golpista.

Bananinha exerceu sua influência nos subúrbios da administração Trump com a sensação de que enfiava os dedos em favos de mel. A cada nova sanção da Casa Branca, lambia os dedos como se saboreasse o néctar dos deuses. Agora, foge das abelhas enquanto aguarda a cassação de seu mandato por excesso de faltas, a expulsão dos quadros da PF e mais que provável condenação, que o impedirá, inclusive, de disputar cargos eletivos. 

Ao dizer "vamos vencer" no vídeo que postou nesta sexta-feira, Dudu esqueceu de definir "vencer", demonstrando que sua paixão pela irracionalidade é integralmente correspondida.

 

Em alguns modelos, é possível ampliar o espaço interno com um cartão microSD e emular RAM via softwareO cartão de memória oferece mais espaço para guardar fotos, vídeos, músicas e documentos, além de poder ser transferido para outros dispositivos. Por outro lado, sua velocidade de leitura e gravação costuma ser inferior à da memória interna, o que impacta na instalação e execução de aplicativos e pode apresentar falhas ou corromper arquivos. 

 

A memória virtual ajuda em situações pontuais, mas o acesso é mais lento, e o ganho, limitado. Além disso, o uso contínuo gera ciclos extras de leitura e escrita no armazenamento, acelerando seu desgaste — sobretudo em aparelhos de entrada e em alguns intermediários, que tendem a integrar chips de memória mais baratos.

 

Tenha em mente que cerca de 10GB do armazenamento interno são consumidos pelo sistema operacional e pelos aplicativos pré-instalados — a maioria dos quais não pode ser removida —, e que o desempenho despenca quando o espaço livre fica abaixo de 10% a 15% do total, já que o sistema precisa de uma folga para gerenciar arquivos temporários, caches e processos em segundo plano. Se seu celular estiver com pouco espaço, considere a possibilidade de transferir arquivos volumosos (vídeos, áudios, fotos, músicas etc.) para o Google Drive ou outro serviço de armazenamento em nuvem. Se não for suficiente, desinstale todos os apps inúteis e interrompa os que não conseguir remover (como é o caso da maior parte do crapware pré-instalado pelo fabricante). 

 

Vale também ativar o Arquivamento Automático, que coloca em hibernação os aplicativos que rodam desnecessariamente em segundo plano, liberando recursos do sistema para as tarefas que realmente importam. Para habilitá-lo, abra o Google Play, toque no ícone do seu avatar (ou foto), acesse Configurações > Geral > Arquivar apps automaticamente e arraste o botão para a direita.

 

É possível liberar bastante espaço limpando o cache dos aplicativos. Basta tocar em Configurações > Apps e notificações > Informações do app, escolher o aplicativo desejado e, em Armazenamento e cache, acionar a opção Limpar cache. Para limpar o cache do Chrome, abra o navegador, toque nos três pontinhos > Histórico > Excluir dados de navegação > Imagens e arquivos em cache > Excluir dados.

 

O Google Files está presente nos aparelhos da linha Pixel e em alguns modelos Motorola, Nokia, Xiaomi e Realme. A Samsung o substitui pelo app Meus Arquivos, ao passo que a Huawei não oferece o Files nem uma alternativa própria que lhe faça as vezes. No entanto, sempre se pode acessar a Play Store e baixar o Google Files ou outro gerenciador de arquivos confiável.

 

Continua...

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

MAIS DICAS PARA USUÁRIOS DE SMARTPHONES

IMPERFEIÇÃO É BELEZA E LOUCURA É GENIO. ANTES SER RIDÍCULO DO QUE ABORRECIDO. 

Android e iOS estão presentes, respectivamente, em 70% e 28% dos dispositivos móveis ativos no mundo. No Brasil, Samsung, Motorola, Xiaomi e Realme dominam o mercado de smartphones Android, com 36%, 19%, 16% e 6% de participação, respectivamente. Mas "melhor" e "pior" são conceitos relativos — o "melhor celular" é aquele que cabe no bolso — tanto no sentido literal quanto no financeiro — e entrega o que promete. 

Diferentemente dos iPhones, onde tudo é padronizado, os aparelhos Motorola e Samsung permitem personalizar quase tudo — de quais gestos usar a quão sensíveis eles serão, passando por ocultar a barra de navegação e até adicionar novos comandos. Algumas funções específicas da Samsung tornam seus smartphones mais atraentes para determinados usuários, e uma de suas principais vantagens em relação ao iPhone é a flexibilidade para personalização da interface. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Trump quer que Xandão libere Bolsonaro sem julgamento. Xandão disse ao Washington Post que vai julgar e condenar quem tiver que condenar e absolver, vai absolver. Bolsonaro odeia a realidade, mas já se deu conta de que ela é o único lugar onde ele pode obter um plano capaz de livrá-lo da cadeia depois da condenação. Antes de deixar a caserna pela porta lateral, sua "saúde de ferro" lhe rendeu o apelido de "cavalão"; até anteontem, ele se vangloriava de ser "imbrochável", "incomível" e "imorrível"; da noite para o dia, tornou-se um ex-saudável. No último sábado, uma bateria de exames — urina, sangue, endoscopia, tomografia, ecocardiograma, ultrassonografia e colonoscopia — apontou duas infecções pulmonares, esofagite e gastrite persistentes. Doenças que exigem tratamento contínuo, a exemplo das já diagnosticadas hipertensão, aterosclerose nas carótidas e coronárias, dislipidemia e refluxo.

Contando as duas infecções pulmonares como uma única moléstia e abstraindo o risco da broncoaspiração que pode vir com o refluxo, Bolsonaro acumula sete doenças. Com apenas três — Mal de Parkinson, apneia do sono e transtorno afetivo bipolar — a defesa de Collor alegou que o condenado necessitava de cuidados contínuos e acompanhamento médico especializado, indisponíveis na cadeia, e arrancou de Xandão uma "prisão domiciliar humanitária". 

De duas, uma: ou o Supremo tranca Bolsonaro numa unidade do Exército dotada de departamento médico ou serve ao capitão o mesmo refresco que Collor bebe desde maio em sua rica cobertura, na orla de Maceió.

 

Bateria e carregamento nunca foram pontos fortes da Apple. Enquanto o iPhone 16 Pro Max leva quase duas horas para carregar com potência máxima de 45W, o Motorola Edge 50 Ultra e o Edge 50 Pro chegam a 125W e recarregam totalmente suas baterias (4.685 mAh e 4.500 mAh, respectivamente) em cerca de 25 minutos. Claro que a autonomia depende tanto da configuração de cada aparelho quanto do perfil do usuário. Os celulares de antigamente passavam dias longe da tomada porque eram simples telefones móveis de longo alcance, ao passo que os atuais são verdadeiros microcomputadores ultraportáteis.

 

Além de oferecer um aplicativo exclusivo para isso (Good Lock), a Samsung permite instalar launchers de terceiros que modificam ícones, fontes, temas e muito mais, dando ao dispositivo a aparência que o usuário quiser. Na câmera, a IA da Motorola atua na captura e no pós-processamento, com estabilização inteligente, foco automático rastreável, longa exposição para efeitos criativos, enquanto o Action Shot evita borrões em movimento. Sm falar no zoom híbrido de até 100x e na gravação em 4K com estabilização óptica. 


Já os aparelhos Samsung contam com sensores de até 200 MP e tecnologias avançadas de zoom — como o Space Zoom, que chega a 100x nos modelos mais sofisticados — além de recursos baseados em IA que aprimoram consideravelmente as imagens, sobretudo em fotografias noturnas. Mesmo assim, os entusiastas da Apple acreditam que a câmera dos iPhones oferece resultados superiores.

 

Modelos premium da Motorola vêm com até 12 GB  de RAM — expansíveis a 24 GB com o RAM Boost, que utiliza parte do armazenamento como memória virtual. Já os iPhones de ponta têm até 8 GB de RAM, mas o Objective-C/Swift economiza até 40% de memória, de modo que o desempenho de um aparelho da Apple com 6 GB de RAM equivale ao de um Motorola com 8 GB. No armazenamento, ambas as marcas oferecem até 1 TB, mas só a Motorola permite dobrar esse espaço com um cartão microSD (e apenas em alguns modelos).


O desempenho das baterias dos aparelhos Samsung é superior ao dos iPhones, a recarga é mais rápida e eficiente, e o carregamento reverso, presente nas famílias Edge e Moto G, permite usar o celular como "power bank" par recarregar outros dispositivos da marca, incluindo smartphones. Nos iPhone 12 e posteriores, o MagSafe até funciona como carregador portátil, mas somente para uns poucos acessórios compatíveis. 


Outro ponto que diferencia os dispositivos Samsung do iPhone é a organização das notificações: embora a Apple tenha feito avanços para melhorar a exibição dos alertas, o iOS não dispõe de um recurso nativo para visualizar o histórico completo de notificações — como existe nos aparelhos da empresa coreana. Nesse caso, descartar uma notificação por engano significa perdê-la para sempre.


Embora o Face ID ofereça mais segurança aos usuários para desbloquear o iPhone, os leitores de impressão digital da Samsung possibilitam um desbloqueio mais rápido. Alguns modelos contam com reconhecimento facial, mas menos seguro que o do iOS. 

 

Resumo da ópera: A relevância desses e outros recursos depende diretamente do perfil de cada usuário, mas é importante levá-los em conta quando você for escolher seu próximo celular.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

DO ESCAMBO AO DINHEIRO DE PLÁSTICO — FINAL

O LADRÃO JÁ NASCE FEITO — A OCASIÃO FAZ O MOMENTO.

cheque era a forma de pagamento à vista mais popular nos anos 1980, embora os pré-datados funcionassem como um crediário informal para parcelar compras sem burocracia. 

Em 1990, o Código de Defesa do Consumidor determinou que comerciantes que preferissem deixar de vender a correr o risco de não receber colocassem placas com os dizeres “NÃO ACEITAMOS CHEQUES” em locais visíveis do estabelecimento.

Como havia poucos caixas eletrônicos naquela época, “trocar cheques” era uma prática comum, sobretudo nos fins de semana: a pessoa gastava Cr$ 10 na padaria ou Cr$ 30 no açougue do bairro, por exemplo, pagava com um cheque de Cr$ 50 ou Cr$ 100, conforme o caso, e levava o troco em dinheiro. 

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Só os idiotas de Nelson Rodrigues e os cegos mentais de José Saramago podem alegar ignorância diante da gravidade das acusações e provas que pesam sobre Jair Bolsonaro. Para produzir o milagre da absolvição, não basta seus advogados dizerem que a acusação da PGR é absurda e mistura eventos para conseguir uma condenação sem provas , e suporte político de Trump não só é imprestável como ajuda a piorar a situação. 

Mesmo entre os que compreendem o que o “mito” tentou fazer para se aferrar ao poder há quem veja exagero numa prisão domiciliar imposta às vésperas de uma mais que provável condenação. Mas o que os extremistas de direita tentam vender como "pacificação nacional" é uma proposta de impunidade generalizada, que trata um réu por crimes graves  como perseguido político, quando na verdade ele é réu por tentativa de golpe de Estado como perseguido político. Essa marcha da insensatez requer uma resposta institucional firme, transparente e juridicamente irretocável, e cabe ao chefes dos Três poderes agirem com senso de Estado. 

Numa democracia que se preze, o respeito às leis e à Constituição é a linha que separa o Estado de Direito do arbítrio travestido de virtude; numa republiqueta em que o eleitorado repete a cada dois anos o que Pandora fez uma única vez, nem a esperança sobra no fundo da caixa,

O cartão de débito foi criado na década de 1980 para facilitar a movimentação de contas bancárias, tanto no caixa presencial quanto nos terminais de autoatendimento, mas não demorou a ser aceito pelos lojistas — mesmo porque a transferência imediata do dinheiro eliminava os riscos de calote típicos do fiado e dos cheques sem fundo. Por outro lado, se o cartão for roubado ou seus dados, clonados, o criminoso poderá esvaziar a conta da vítima em questão de minutos, seja mediante compras em lojas físicas ou online, seja através de saques em caixas eletrônicos.

Como vimos no capítulo anterior, o cartão de crédito permite gastar um determinado valor — que se convencionou chamar de "limite" — e quitar a fatura em até 30 dias ou pagar o mínimo e refinanciar o restante, que será transferido para as próximas faturas, acrescido de juros e outros encargos. Convém acompanhar a movimentação pelo aplicativo do banco ou da administradora, pois assim será possível contestar lançamentos indevidos ou fraudulentos antes do vencimento da fatura — o que torna o cartão de crédito mais seguro para viagens e compras online.

Observação: A maioria das administradoras cobra anuidade, mas o valor e a forma de pagamento (à vista ou em parcelas mensais) variam de uma instituição para outra. Como há cada vez mais cartões isentos de anuidade, é possível negociar bons descontos (ou até a isenção total) com a operadora — clique aqui para ler um texto que publiquei anos atrás sobre isso. 

Comerciantes e prestadores de serviços podem cobrar o que quiserem, mas estão obrigados por força de lei a tratar compras com cartão de crédito como pagamento à vista — a menos que eles próprios ofereçam o parcelamento em “x” vezes sem acréscimos. Aliás, a menos que você consiga negociar um bom desconto, optar pelo parcelamento é mais vantajoso, já que os juros e encargos estão embutidos no valor anunciado como “preço à vista”. Já os parcelamentos com juros raramente valem a pena — e pior ainda é “rolar” a dívida usando o crédito rotativo.

Assim como o cheque especial, o rotativo do cartão é uma modalidade de crédito emergencial, mas muitas pessoas o utilizam como forma de evitar a inadimplência quando não conseguem pagar o total da fatura. O problema é que pagar apenas o valor mínimo e empurrar o restante para o mês seguinte é o caminho mais curto para o abismo financeiro.

Nas compras online, usar um cartão virtual é mais seguro, já que a numeração, validade e CVV (código de segurança) valem para uma única transação, um número limitado de compras ou um prazo determinado. A emissão é feita pelo próprio usuário através do aplicativo do banco, e os gastos são lançados na fatura do cartão físico vinculado ao virtual. 

Bandeiras como Elo, MasterCard e Visa oferecem cartões pré-pagos recarregáveis com diferentes taxas e condições. Você pode usá-los em viagens internacionais, compras online no Brasil e no exterior — e até para controlar a mesada dos filhos. Os gastos são descontados diretamente do saldo disponível, e o valor remanescente em caso de cancelamento é devolvido à conta bancária do titular.

Boas compras.


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

DE NOVO É NATAL

TÃO POBRE QUANTO QUEM NADA TEM É QUEM DESEJA O QUE NÃO PODE TER. 

Natal celebra o momento histórico em que, segundo os cristãos, Deus veio à Terra na forma de uma criança para salvar a humanidade. Mas Jesus era judeu, e não há comprovação de que ele tenha nascido no dia 25 de dezembro. 

Dos quatro evangelistas, somente Mateus e Lucas mencionam seu nascimento do filho de Deus — o primeiro relata que seus pais terrenos eram de Belém e chegaram a Jerusalém como refugiados, e o segundo, que eram de Nazaré e se mudaram para Jerusalém para escapar de um recenseamento supostamente determinado por Herodes Antipas, o infanticida.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Nem a maior intervenção no câmbio da história — quase US$ 30 bilhões despejados pelo Banco Central no mercado — puxou a cotação do dólar de volta à casa dos R$ 5. Isso é um problema, mas não é o único nem o maior de todos, que acontece de ser a desconfiança do mercado na capacidade do governo de equilibrar as contas e demonstrar que está se empenhando em estabilizar a dívida pública. Não se trata de má comunicação; a postura populista e as falas do macróbio do Planalto — que, por eleitoreiras, destoam da realidade — produziram um descrédito que não será revertidos com discursos desembasados em fatos verificáveis. 
Como no parto da montanha, a despeito do enorme esforço político (incluindo as "emendas panetone") para aprovar o pacote fiscal, pariu-se um "ridiculus mus". A equipe econômica esperava economizar R$ 71,9 bilhões (o que ainda era pouco), mas o Congresso fez o favor baixar a altura da lâmina, reduzindo o corte em mais de R$ 6 bi. Não dá para dizer que o molho ficou mais caro que o peixe, mas isso não muda o fato de os parlamentares terem atuado como mercadores de um "souk" das arábias na Praça dos Três Poderes. 
Havia sobre a mesa R$ 50 bilhões em emendas parlamentares e algo como R$ 520 bilhões em gastos tributários que mimam o patrimonialismo nacional com isenções de impostos e favores fiscais. Mas não se deve falar sobre isso em voz alta. Melhor passar na faca coisas como a política de reajuste do salário-mínimo e os benefícios para pobres, idosos e deficientes. 
No Ano Novo, o crescimento econômico será menor e o desemprego, maior. Mas quem se importa, se o povo continua pagando a conta sem reclamar? 

A festa de Natal remonta a um banquete com direito a troca de presentes que os romanos promoviam em homenagem a Saturno. No Brasil, o primeiro registro de uma comemoração natalina data de 1554, ano em que um grupo de jesuítas celebrou a Missa do Galo na região onde hoje fica a cidade de São Paulo.

No início dos anos 1960, as crianças perdiam os dentes-de-leite antes de descobrir que Papai Noel era apenas o Espírito do Natal, que assomava no início de dezembro e "crescia" como o apito de um trem que se aproxima da estação. As pessoas penduravam guirlandas nas portas das casas e montavam presépios e árvores de Natal. 

 

Naquela época, os votos de boas festas soavam sinceros. Hoje, ainda que muitos lojistas desembalam a decoração natalina em meio ao rescaldo da Black Friday, o clima festivo e o espírito de camaradagem que campeavam soltos todo final de ano, independentemente da fé ou da crença religiosa das pessoas, deixaram de existir. É fato que muita gente continua montando suas árvores de Natal e enfeitando janelas e varandas com pisca-piscas, mas salta aos olhos que o clima é artificial e os votos carecem de calor humano.


A tradição da árvore de Natal teve início no século XVI, quando Martinho Lutero usou galhos de árvores, algodão, velas acesas e que tais para emular a imagem de um pinheiro coberto de neve com o céu estrelado como pano de fundo, e a ideia de montar um presépio para recriar o cenário do nascimento de Jesus é atribuída a São Francisco de Assis

ObservaçãoOs tradicionais "pinheirinhos de Natal" são na verdade tuias — coníferas pertencentes à família das Cupressáceas, que têm formato, cor e cheiro característicos do Natal.

Acredita-se que a imagem do velhote barrigudo, de bochechas rosadas e barbas brancas, foi inspirada em São Nicolau, mas casacos de pele, mitras, estolas e luvas não eram usados na costa mediterrânea na época em que o bispo caminhava entre os vivos, e ele dificilmente andaria pelas ruas todo paramentado numa época em que a miséria campeava solta e os roubos eram frequentes. Demais disso, o cristianismo era uma religião minoritária, perseguida e proibida.

Um artigo da revista National Geographic anota que o então bispo Nicolau deu três bolsas cheias de ouro ao pai de três moças pobres, para que ele as oferecesse como dote e salvasse as filhas da prostituição. Mas nada indica indica que ele tivesse a disposição e alegria com que foi posteriormente retratado. No incidente mais importante de sua vida, registrado pela primeira vez em meados do século VI, o religioso interrompeu uma execução até o juiz admitir que havia aceitado suborno.

A despeito de a lenda das três bolsas cheias de ouro promover São Nicolau a entregador de presentes, outra história mais sombria reza que, em meados do século X, na Baixa Saxônia, o santo trouxe de volta à vida três crianças que um criminoso esquartejara e colocara em barris de madeira. Artistas itinerantes encenaram esse drama em cidades e vilarejos de toda a Europa, e assim ele se tornou padroeiro e protetor das crianças (para saber mais, clique aqui).

No final do século XIX os líderes cristãos dos Estados Unidos, em sua maioria protestantes, proibiram as celebrações natalinas por considerá-las pagãs. Mas as pessoas queriam comemorar, sobretudo os trabalhadores braçais, que ficavam ociosos durante o inverno e não raro se embebedavam e saíam às ruas para farrear e saquear. Foi assim, de acordo com o historiador canadense Gerry Bowler, que a classe alta nova-iorquina criou a Sociedade São Nicolau de Nova York, que basicamente reescreveu a história do Natal.

Até o início do século XIX, a festa de São Nicolau acontecia em 6 de dezembro (data da morte do religioso), mas a Reforma Protestante acabou com os santos cristãos e aboliu o Natal em grande parte da Europa. Na Holanda, porém, uma figura tradicional continuou viva: o Sinterklaas, que, a exemplo santo em questão, era retratado usando mitra vermelha e uma longa barba branca (foi ele quem inspirou os nova-iorquinos a tirar os bêbados da rua e presentear as crianças).

Washington Irving escreveu uma série de contos em que São Nicolau voava pelas casas, fumando cachimbo e deixando presentes para as crianças bem-comportadas. Santeclaus foi descrito num poema anônimo, publicado na revista britânica The Children’s Friend, como um velho gorducho que dirigia um trenó puxado por renas e deixava presentes nas meias das crianças. O poema The Night Before Christmas, escrito no início do século XIX, se difundiu rapidamente pelos Estados Unidos, e padronizado São Nicolau como Santa Claus, que é como os americanos chamam Papai Noel.

A imagem do bom velhinho que Thomas Nast criou para revista Harper's Weekly, durante a guerra civil norte-americana, lembrava um duende. Até o início dos anos 1930, Papai Noel foi retratado vestindo uma indumentária de cor marrom. Quando uma campanha publicitária da Coca-Cola vinculou o refrigerante às festas natalinas, o velhote ganhou o barrigão, as barbas brancas, o casaco vermelho de gola e punhos brancos, o cinto largo e as botas pretas.

Entre 1931 e 1964, o ilustrador Haddon Sundblom pintou cenas encantadoras da casa de Papai Noel para a Coca-Cola, e Norman Rockwell o retratou como um velhote bonachão. As pessoas gostaram tanto dos anúncios que a empresa recebeu uma enxurrada de cartas quando o cinto preto de Papai Noel foi exibido de cabeça para baixo. E quando o personagem apareceu sem aliança, milhares de fãs escreveram para perguntar o que havia acontecido com a Senhora Noel.

Torçamos para que Papai Noel se lembre de nós em mais este Natal, a despeito da polarização política e de toda a desgraceira que os telejornais exibem 24/7. Quanto ao tradicional "presentinho", nos últimos anos ele virou "lembrancinha" — isso quando não foi rebaixado a um prosaico cartão de Natal virtual (para economizar o selo de correio).

Para saber mais sobre a história de Papai Noel, assista a este vídeo, e como rir ainda é de graça nesta banânia, não deixe de ver o clipe abaixo.