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terça-feira, 24 de março de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 88ª PARTE — CIÊNCIA X RELIGIÃO

A CIÊNCIA PODE EXPLICAR O UNIVERSO SEM A NECESSIDADE DE UM CRIADOR.

Depois de perder a esposa e o filho pequeno num acidente causado por um motorista embriagado, um pastor subiu ao púlpito e proferiu o sermão que lhe custou o emprego. Segue uma versão resumida da fala do religioso:


Em junho do ano passado, três pequenos tornados atingiram a cidade de May, no Oklahoma. Os danos materiais foram consideráveis, mas ninguém morreu. Quando os moradores se reuniram na igreja batista local para orar e cantar, um quarto tornado varreu a cidade, destruiu o templo, matou 41 pessoas e mutilou dezenas de outras, incluindo crianças. 


Em agosto, um homem saiu de barco com seus dois filhos e o cachorro da família pelo lago Winnipesaukee. Quando o animal caiu na água, os meninos pularam para salvá-lo e foram arrastados pela correnteza. O pai pulou atrás deles, mas acabou virando o barco. Todos se afogaram — exceto o cachorro, que conseguiu nadar até a margem. Em outubro, um furacão devastou Wilmington, na Carolina do Norte. Dez pessoas morreram, incluindo seis crianças que estavam na creche de uma igreja. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Indicado ao STF para ser "o ministro terrivelmente evangélico" que Bolsonaro havia prometido para a porção "religiosa" do seu eleitorado — uma escumalha que o fanatismo, a polarização e a cegueira mental impedem de ver as coisas como elas realmente são —, o pastor André Mendonça vestiu a suprema toga como patinho feio, mas ganhou nova plumagem ao ser agraciado pelo algoritmo da Corte com a relatoria simultânea dos dois inquéritos mais rumorosos desta banânia: o que investiga o assalto aos aposentados e o que apura as fraudes do falecido Banco Master.

Vale destacar que tanto o bolsonarismo quanto o lulopetismo são nefastos, funestos e prejudiciais para o país, e que o "mito" dos apedeutas descerebrados e o demiurgo de Garanhuns são pinga da mesma pipa, dois lados da mesma moeda… ou seja: a merda é a mesma; só mudam as moscas.

A iminente delação do ex-banqueiro que jantava com a República e ora se equipa para JANTAR A REPÚBLICA consolida uma mudança do eixo de poder no STF: as decisões mais explosivas passarão do gabinete de Moraes para o de Mendonça. E a transição tende a ser brusca, já que a merda que o caso Master jogou no ventilador acertou em cheio dois ministros da Corte (dou um doce a quem adivinhar seus nomes).

Levando a condição de cisne a sério, Mendonça terá de instar os investigadores a descobrir o que Vorcaro queria comprar quando firmou contrato de R$ 129 milhões com a banca advocatícia da família Moraes e quando pagou R$ 35 milhões à empresa de Toffoli pelas cotas de um resort.

Nesta sexta-feira, Mendonça declarou que "bom juiz não é estrela" e que não pretende ser "salvador de nada". Sete meses atrás, ele afirmou que "o bom juiz tem que ser reconhecido pelo respeito, não pelo medo". Dando-se por achado na época, Xandão rebateu: "Impunidade, omissão e covardia nunca deram certo na história para nenhum país do mundo".

Se o respeito e a coragem prevalecerem sobre o corporativismo, os magistrados terão a oportunidade de lavar a toga suja em casa. Pelo bem do Supremo e gáudio dos brasileiros de bem.


Anos antes, no Zaire, uma família de missionários que levava alimentos, remédios e o evangelho foi brutalmente assassinada — ou devorada por canibais, como sugeria a reportagem nas entrelinhas. Cristo, dizem, ascendeu aos céus em corpo e espírito. Nós, pobres mortais, ficamos aqui com pedaços de carne mutilada e uma única pergunta: Por quê? 


Leio a Bíblia desde sempre — primeiro no colo de minha mãe, depois na Juventude Metodista e na faculdade de teologia —, e afirmo que a resposta não está nas Escrituras. O que mais se aproxima dela é uma advertência de São Paulo: Não perguntem, irmãos, porque vocês não entenderão. E quando Jó questionou o próprio Deus, recebeu uma resposta ainda mais dura: Onde estavas tu quando eu fundava a Terra? 


Deus é nossa vara e nosso cajado, proclama o grande salmo, e nos guiará no Vale da Sombra da Morte. Outro salmo O descreve como refúgio e fortaleza. A religião deveria ser nosso conforto nas horas mais sombrias, mas o que diriam as pessoas que morreram na igreja de Oklahoma? E aquela família que se afogou tentando salvar seu cachorro? A Bíblia nos exorta a aceitar tudo com fé, como se a vida fosse uma piada cósmica, e o Céu, o lugar onde a moral da história será finalmente revelada.


Quando pesquisei sobre as várias vertentes religiosas, fiquei perplexo com a quantidade. Católicos, metodistas, episcopalianos, mórmons, anglicanos, luteranos, presbiterianos, adventistas do sétimo dia, ortodoxos gregos, quacres, muçulmanos, budistas, judeus, hindus, e por aí vai.


Todas alegam ter linha direta com o Todo-Poderoso, mas muitas delas foram construídas sobre sangue e ossos dos que se recusaram a aceitar a ideia de Deus que elas pregam. Romanos atiraram cristãos aos leões; cristãos mutilaram e queimaram hereges; Hitler sacrificou milhões de judeus ao falso deus da pureza racial; outros milhões de seres humanos foram eletrocutados, enforcados, esquartejados e envenenados... tudo em nome de um deus.


O que ganhamos com nossa fé? A promessa de que o Céu nos espera, e que lá, finalmente, tudo fará sentido? Desde a infância, nos ensinam sobre o Céu como recompensa e o Inferno como castigo. Céu, Céu, Céu!, repetem. Prometem o reencontro com nossos pais, o abraço de nossas mães falecidas. Mas o Paraíso é a cenoura, e o Inferno, a vara. Ameaçamos nossas crianças com o fogo eterno por roubarem uma bala ou mentirem, mas não existe prova alguma disso, apenas uma certeza cega de que tudo tem um propósito.


A religião é como um golpe de seguro: pagamos o prêmio e não temos como reclamar quando descobrimos que a empresa que levou nosso dinheiro não existe. Viemos do mistério e ao mistério retornaremos; se existe algo além, dificilmente será o deus das igrejas."


A morte é a única certeza que temos na vida, mas o que acontece depois — caso realmente exista um "depois" — intriga a humanidade desde os tempos mais antigos. Os católicos não acreditam em reencarnação; os bons vão para o Céu e os pecadores, para o Inferno (não deixe de ler esta anedota). Na visão dos espíritas, os maus reencarnam para evoluir espiritualmente. Quanto aos judeus, cada grupo tem sua versão do que seria a vida após a morte, e o desfile de crenças é tão variado quanto o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.


A perspectiva da vida eterna vem sendo explorada desde sempre por proselitistas que alegam falar em nome de um deus cuja existência conseguem provar, embora soem convincentes — afinal, o sucesso do engodo depende da habilidade do enganador em manipular a fé alheia, como bem ilustra a origem do termo conto do vigário


Política e religião não são mutuamente excludentes, mas a influência da religião na política é nefasta. Alegando uma suposta interlocução divina, padres, pastores e outros "religiosos" (dentro ou fora dos parlamentos) exercem forte influência sobre a população, que, fragilizada pelo temor do fogo do inferno, se deixa manipular pelo proselitismo. O truque é velho como o diabo, mas funciona, pois oferece conforto diante das incertezas do porvir.


A fé individual não depende de rituais, hierarquias ou dogmas; ela surge espontaneamente, movida por experiências profundas e pessoais — como um momento inesperado de conexão com a existência — e se desenvolve sem a necessidade de intermediários ou tradições rígidas. Porém, em tempos de desconfiança nas instituições, muitas pessoas encontram na espiritualidade uma forma de se conectarem com uma força maior, enquanto outras veem a fé como uma confiança silenciosa em algo transcendente, uma aceitação do mistério que dispensa "explicações definitivas".

 

A ciência não invalida a fé — ela a expande. Mas a complexidade do Universo pode ser contemplada e apreciada sem uma explicação esotérica. Ao afirmar que somos poeira das estrelas, o astrofísico Carl Sagan descortinou um vasto Universo sem uma figura divina. Ainda assim, a fé (não confundir com religião) pode ser definida como uma admiração pelo Universo, uma disposição para o questionamento, uma abertura ao desconhecido, uma busca por novas respostas, um modo de honrar o mistério da existência. 


Einstein, Spinoza e outros grandes pensadores viam no Universo uma ordem tão majestosa que, mesmo sem acreditar em um deus pessoal, sentiam-se conectados a uma força criadora e consideravam a busca pelo conhecimento um ato quase espiritual. Einstein chegou a dizer que o mistério é a fonte de toda verdadeira arte e ciência.

 

A busca pelo autoconhecimento mostra que a espiritualidade desvinculada das religiões pode ser uma maneira de nos conectarmos com o mundo sem a necessidade de um conjunto de crenças formais. A fé, nesse contexto, se torna uma prática interior, uma jornada de descoberta pessoal que aceita as incertezas da existência.

 

Enquanto as religiões tradicionais impõem normas e rituais rígidos, a espiritualidade pessoal se ajusta aos valores e necessidades de cada um. Meditação, contemplação da natureza ou mesmo o simples exercício de gratidão são maneiras de alinhar a vida com uma ordem maior. Uma fé íntima e universal, que respeita o mistério sem se prender às religiões formais nem enjeitar as tradições, aceita respostas parciais, valoriza o caminho, celebra o mistério e dá um sentido mais original à espiritualidade.


Em outras palavras, uma confiança de que, mesmo sem respostas absolutas, nossa existência tem um propósito, mesmo que seja simplesmente tentar entender o insondável, se torna uma ligação com o que nos transcende que dispensa explicações dogmáticas. 


Continua…

domingo, 15 de fevereiro de 2026

PARA QUEM GOSTA DE CARNE

TUDO QUE COMEÇA COM RAIVA ACABA EM VERGONHA OU ARREPENDIMENTO.


A picanha era vendida como carne de segunda até meados da década de 1970, quando se tornou "rainha das churrascarias". Mas tanto ela quanto a maminha proporcionam excelentes resultados no forno ou na airfryer.


A alcatra e a fraldinha também são boas opções para um assado rápido, mas, qualquer que seja o corte, deve-se fatiá-lo no sentido contrário ao das fibras e assar com a capa de gordura virada para cima.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


O Carnaval é uma ocasião em que a política e os políticos são tradicionalmente lembrados, mas raramente pelo lado positivo. Numa dessas exceções que confirmam a regra, a Acadêmicos de Niterói resolveu homenagear Lula contando a história do “menino pernambucano pobre, que enfrentou as dificuldades de um retirante fugindo da fome, engraxou sapatos na cidade grande, virou operário e dirigente sindical, fundou um partido político, enfrentou a ditadura, elegeu-se presidente da República, foi condenado por corrupção, preso, descondenado, reconduzido ao Planalto e fantasiado de respeitado líder mundial".

No primeiro de dois ensaios técnicos antes do desfile, foram projetadas nos telões da Sapucaí vídeos em que o Bolsonaro aparece vestido de presidiário, usando máscaras hospitalares e chorando. Se a ideia era ironizar, o objetivo não foi alcançado, mas se era polemizar, a agremiação ganhou sua primeira nota 10. 

O TCU não só intimou a liga que organiza o desfile, o Ministério da Cultura e a Embratur a dar explicações, como também recomendou a imediata suspensão dos repasses federais. Dos milhões recebidos pela agremiação, R$1 milhão provém da Embratur, R$3,3 milhões do governo do Rio, R$2 milhões da prefeitura carioca, R$4 milhões da prefeitura de Niterói e R$3 milhões dos direitos de imagem. 

O relator do caso deu prazo de quinze dias para as entidades apresentarem os documentos. Se for encontrada alguma irregularidade, os responsáveis podem ser punidos com multas e obrigados a devolver o dinheiro. A Embratur disse que apoia financeiramente o desfile, mas não interfere na escolha dos sambas-enredo..

Além do carro alegórico romanceando a transformação do operário em presidente, uma ala dedicada a Bolsonaro exibe uma escultura do palhaço Bozo, um vampiro que simboliza os anos que o Brasil ficou sem o PT e pessoas virando jacaré após receberem a vacina contra a Covid.

A Sapucaí já foi palco de exaltações póstumas a Getúlio e Juscelino, mas esta é a primeira vez que um presidente no exercício do mandato será homenageado no ano em que busca a reeleição. A folia da agremiação fez subir o tom das críticas ao TSE, que já vinha sendo acusado pela oposição de fazer vistas grossas à propaganda eleitoral antecipada de Lula — na corrida presidencial de 2022, a Corte Eleitoral puniu Bolsonaro e Braga Netto com a ilegibilidade por inflamarem manifestantes no desfile do Dia da Independência. 

Políticos representam fonte natural de inspiração para os carnavalescos em blocos, bailes e nos desfiles das escolas de samba. Em 2018, Michel Temer foi retratado pela Paraíso do Tuiuti como um “vampiro neoliberalista” que sugava o sangue dos brasileiros. Em 2020, a São Clemente apresentou o enredo O Conto do Vigário, no qual o humorista Marcelo, fantasiado de presidente da República, imitou armas com as mãos e reproduziu os trejeitos de Jair Bolsonaro.

A sátira política é uma das riquezas do Carnaval, mas quando o enredo dá margem a bajulação e proselitismo, o resultado é um samba desafinado.


Quem aprecia carne ao ponto ou malpassada deve selá-la em uma frigideira ou chapa de ferro fundido antes de levar ao forno. E como o forno cozinha a carne por calor indireto, cortes com gordura, colágeno ou osso funcionam melhor que cortes magros demais, que tendem a ressecar. O ideal é pré-aquecê-lo a 200 ~ 240 °C e assar as carnes mais duras por 30 a 60 minutos. O forno elétrico é uma alternativa para quem não dispõe do tradicional, mas não deixe de ler o manual do aparelho, pois alguns modelos assam mais rápido.


A costela fica deliciosa assada no forno ou cozida na pressão por horas a fio. O acém é famoso pelo colágeno, que se transforma em maciez quando assado lentamente em forno baixo, e o lagarto — corte magro que exige cozimento lento e controlado —, selado por fora, assado no forno e fatiado fino, rende um excelente rosbife caseiro.


Para quem aprecia carne suína, o pernil é uma ótima opção se a peça for marinada por 8 a 12 horas antes de ser assada lentamente no forno. Já o lombo é uma carne macia e saborosa, mas deve ser assada sempre com molho ou alguma cobertura.


Bom domingo de Carnaval.

sábado, 8 de novembro de 2025

O CONTO DO VIGÁRIO DIGITAL

O GOLPE TÁ AÍ, CAI QUEM QUER.

Navegar na Web é como atravessar um campo minado. É preciso “confiar desconfiando”. Cibercriminosos se valem da engenharia social para obter acesso a senhas, números de documentos e cartões de crédito, informações pessoais e assim por diante. Como não existe ferramenta de segurança capaz de nos proteger de nós mesmos, somos o elo mais fraco da corrente.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Ao aprovar projeto que dificulta a realização de aborto em meninas estupradas, a Câmara estuprou o Código Penal, que autoriza a interrupção da gravidez nesses casos. O texto anota, por exemplo, que crianças e adolescentes devem ter prioridade nos serviços de aborto legal, "sem a imposição de barreiras sem previsão legal".

Dificultar a aplicação da lei não diminui o número de abortos, apenas impede o aborto seguro, elevando o número de meninas que sofrem a violência da gravidez indesejada, têm complicações de saúde ou que morrem devido à realização do procedimento clandestinos.

A interrupção da gravidez de meninas estupradas —na maioria dos casos, em ambiente doméstico. O estuprador é um problema de direito penal. A estuprada é questão de saúde pública. A aberração da Câmara seguiu para o Senado. Resta torcer para que os senadores abortem a estupidez.


Os dicionários registram vigarice como sinônimo de trapaça, embuste, fraude e logro, e vigário como a pessoa que auxilia o pároco, que cuida da paróquia ou que substitui o padre em determinadas situações. No entanto, em uma crônica publicada em 1926 no jornal O Sol, o poeta Fernando Pessoa anotou que um proprietário rural chamado Manuel Peres Vigário pagou pelo gado que comprou com notas falsas de 100 mil réis. O episódio ficou conhecido como os contos de réis do Manuel Vigário e, mais adiante, como conto do vigário.

Outra versão alude a uma disputa pela imagem de Nossa Senhora entre as paróquias do Pilar e da Conceição, em Ouro Preto (MG). Visando pôr fim ao impasse, um dos párocos sugeriu amarrar a santa a um burro e soltá-lo entre as duas igrejas. O animal foi para a igreja do Pilar, que ficou com ela — até que se descobriu que o dono do burro era o vigário da paróquia.

Uma terceira hipótese remonta ao final do século XIX, quando uma quadrilha enviava cartas a famílias abastadas relatando passagens dramáticas e comoventes. Em meio às lágrimas, assomava a história de uma suposta herança deixada em nome do destinatário, chancelada por um insuspeito religioso. Para cuidar dos trâmites legais do testamento, as vítimas enviavam um valor em dinheiro — e nunca mais tinham notícias do tal vigário.

Há pelo menos três registros de pessoas que receberam a tal correspondência, todas assinadas pelo vigário Manuel Suarez Lopez, de uma suposta Igreja Parroquial de Santa Maria, na cidade espanhola de Pamplona. Em um relato da época lia-se que “o conto do vigário é um laço armado com habilidade à boa-fé do próximo ambicioso — um caso em que os espertos se fazem de tolos e os tolos querem ser espertos”. E assim é até hoje.

O célebre conto do bilhete premiado, tão antigo quanto a loteria, continua sendo aplicado, geralmente por um golpista que se passa por alguém humilde e ingênuo e um cúmplice articulado e de boa verbalização. A narrativa varia, mas o objetivo é “depenar o pato”, como se dizia antigamente.

O vigarista nº 1 diz ter um bilhete premiado, mas não pode receber o prêmio — seja por não dispor dos documentos necessários, por razões religiosas ou outro motivo qualquer. A certa altura da conversa, se a vítima ainda não se ofereceu para receber o prêmio, ele faz a sugestão e a adoça com a promessa de uma polpuda gratificação. Ato contínuo, o cúmplice diz que não pôde deixar de ouvir a conversa, pede licença para verificar o bilhete, finge ligar para alguém na Caixa, confirma a história e sugere à vítima que deixe algum bem de valor ou uma quantia em dinheiro como garantia de que voltará com o prêmio. Assim que a pessoa vai à lotérica, os vigaristas tomam chá de sumiço.

Promessas de segurança absoluta não passam de conversa mole para boi dormir — ou de estratégia de marketing para vender softwares de proteção. Muitos cibercriminosos criam páginas falsas ou “sequestram” páginas legítimas para induzir os incautos a fornecer credenciais de acesso ou informações bancárias.

O golpe da Nigéria é antigo, mas ainda faz vítimas. Na maioria das vezes, a pessoa recebe um email alegando que um nobre nigeriano lhe deixou uma grande soma e oferecendo uma polpuda recompensa em troca da ajuda para receber o dinheiro. A certa altura, ela pede à vítima que lhe transfira um determinado valor para o pagamento de taxas bancárias ou algo parecido e, então… enfim, o golpe está aí — cai quem quer.

Escroques digitais se valem de desastres naturais para pedir doações; que se passam por amigos ou parentes da vítima e pedem dinheiro emprestado; que aproveitam datas como Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados ou o Natal para enviar cartões virtuais com os dizeres “clique neste cartão” — e, quando a pessoa clica, um software malicioso é instalado em seu dispositivo.

Observação: uma variação desse golpe exibe uma janela pop-up dizendo que foram identificados vírus no computador ou smartphone e induz a vítima a seguir um link para “solucionar” o problema.

Tome cuidado com mensagens informando que um cartão de crédito pré-aprovado está à sua disposição e lhe será enviado assim que você preencher um cadastro com nome, endereço, números de documentos e informações bancárias. O mesmo cuidado deve ser tomado se uma empresa desconhecida lhe oferecer ouro ou prata mediante pagamento por Pix, cartão de crédito ou transferência bancária.

Desconfie de promessas de ingressos para shows ou festivais concorridos; de mensagens de texto supostamente enviadas por bancos, administradoras de cartão de crédito, Receita Federal, Justiça Eleitoral, Detran etc. Tenha em mente que ninguém ganha na Mega-Sena se não apostar, nem na Loteria Federal se não comprar bilhete.

Fuja de produtos anunciados por preços muito abaixo do praticado pelo mercado; de diplomas oferecidos mediante o preenchimento de um questionário e o pagamento de uma taxa; de pacotes de viagem bons demais para serem verdade; de mensagens ou ligações que pedem resgate para libertar um parente; de anúncios que prometem lucros mirabolantes por algumas horas de trabalho remoto, e por aí vai.

No fim das contas, mudam os meios, não a malícia. Os vigários de outrora usavam batina e anel de sinete; os de agora usam Wi-Fi, atendem por login e senha, falam por aplicativo e rezam em nome do algoritmo. Trocou-se o púlpito pelo servidor, o confessionário pelo chat e a bênção pela notificação “você ganhou um prêmio!” O milagre da multiplicação agora, é PIX, o burro somos nós, que clicamos no link que amarra a corda em nosso pescoço.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

TRISTE BRASIL!

HÁ TRÊS ESPÉCIES DE CÉREBROS: UNS ENTENDEM POR SI PRÓPRIOS; OUTROS DISCERNEM O QUE OS PRIMEIROS ENTENDEM; E OS DEMAIS NÃO ENTENDEM NEM POR SI PRÓPRIOS NEM PELOS OUTROS; OS PRIMEIROS SÃO EXCELENTÍSSIMOS; OS SEGUNDOS, EXCELENTES; E OS TERCEIROS, TOTALMENTE INÚTEIS.

Em 1993, o general Ernesto Geisel qualificou Bolsonaro como “anormal e mau militar”. Em momentos distintos da ditadura, Pelé e o general Figueiredo alertaram para o perigo de misturar brasileiros com urnas em eleições presidenciais. Geisel era um sábio; Pelé e Figueiredo, profetas que não sabiam.

Em 2021, o empresário Paulo Marinho — que transformou a própria casa em estúdio de programa eleitoral para a campanha bolsonarista de 2018 — disse que o então presidente sabia que seria preso pelos crimes que havia cometido (e ainda cometeria até o fim do mandato) e planejava “virar a mesa”. Meses depois, farejando a derrota nas urnas, Bolsonaro rosnou que só haveria eleições se houvesse voto impresso.

Ao longo de sua passagem pelo Planalto, o refugo da escória da humanidade incitou — ou participou pessoalmente de — manifestações pró-ditadura, promoveu "motociatas", cavalgou pela Esplanada dos Ministérios (mimetizando o ex-chefe do SNI, Newton Cruz) e articulou um desfile de tanques defronte ao Congresso para pressionar os parlamentares a aprovar a PEC do voto impresso.

Sempre que se via ameaçado, o capetão fingia recuar. Mas pau que nasce torto morre torto, e ele logo reencarnava o “anormal e mau militar” que, numa democracia séria, seria inexoravelmente apeado do cargo. Como o Brasil é uma republiqueta de bananas, o antiprocurador-geral, o imperador da Câmara e o próprio STF fingiram não ver o que o pior mandatário desde Tomé de Souza estava fazendo.

Antes de se tornar réu, Bolsonaro admitiu em entrevista ao UOL que, se sua prisão fosse decretada, ele se refugiaria em alguma embaixada (como fez em fevereiro do ano passado, quando passou dois dias na embaixada da Hungria após ter o passaporte apreendido). Mauro Cid montou em slides um plano de fuga para o chefe e produziu fake news sobre hackers terem encontrado vulnerabilidades nas urnas. A célebre “minuta do golpe” foi apresentada aos comandantes, e o plano Punhal Verde e Amarelo foi impresso no Palácio do Planalto pelo então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, general Mário Fernandes.

Os militares golpistas não têm do que se queixar, pois o golpe veio. Não na forma da ditadura que eles desejavam, mas como um conto do vigário no qual acabaram caindo. Tudo o que parecia ser deixou de ser quando Bolsonaro, já indiciado, negou ter discutido o golpe e classificou o plano de assassinar Lula, Alckmin e Moraes como “papo de quem tem minhoca na cabeça”. E como o Brasil é o país da piada pronta, estamos sob ataque do POTUS — também conhecido como “calopsita do penacho alaranjado.”

O abantesma do Planalto assombrou a democracia por quatro anos com o bordão do “meu Exército”. Se ele e seus acólitos fardados não concordavam em tudo, ao menos não discordavam no golpismo. A tentativa de instrumentalizar as FFAA falhou no atacado; no varejo, seu ex-comandante-em-chefe arrastou para o rol de indiciados 25 fardados (67,5% do total de candidatos à tranca).

A caminho do patíbulo supremo, o verdugo do Planalto se apega ao cinismo como um náufrago se agarra a um jacaré, pensando ser um tronco, enquanto seu rebento número três se torna uma prova ambulante de que dinheiro não tem pátria. O medo da prisão o impede de voltar, mas ele não cogita renunciar ao mandato. A partir de amanhã, voltará a receber salário mensal de R$ 46,3 mil. Se nada for feito, será remunerado pela pátria para traí-la em tempo integral.

Pela lógica, o filho do pai deveria ser cassado por atentar contra o artigo do regimento da Câmara que impõe aos deputados o dever de “promover a defesa do interesse público e da soberania nacional”. Mas a Câmara é uma Casa ilógica. Excluída a hipótese da cassação, aliados do conspirador empinam duas propostas para impedir a perda do mandato por excesso de faltas: numa, o deputado Evair Mello sugere que o traidor passe a exercer o mandato à distância, votando remotamente; noutra, Sóstenes Cavalcante propõe esticar a licença por mais 120 dias.

Adaptado aos tempos de tornozeleira, o slogan do bolsonarismo ficou assim: “Anistia acima de tudo, Trump acima de todos.” A velha tríade que o integralismo nacional importou do fascismo europeu — Deus, pátria e família — ganhou novos sentidos. Deus é um imperador laranja chocado com a “caça às bruxas”. A pátria deslocou-se para o Norte. E a família Bolsonaro, a única que importa, virou célula-mártir de uma conspiração antipatriótica desde que Eduardo escolheu os Estados Unidos como terra mortal.

Mantidos o mandato e o salário do deputado, o contribuinte brasileiro entra nesse enredo no papel de idiota involuntário.

sábado, 18 de janeiro de 2025

NÃO É BOMBRIL, MAS TEM MUITAS UTILIDADES

UM PRODUTO É ALGO FEITO NUMA FÁBRICA. UMA MARCA É ALGO COMPRADO PELO CONSUMIDOR. O PRODUTO PODE SER COPIADO POR UM CONCORRENTE, MAS A MARCA É ÚNICA.  

O papel-alumínio talvez não seja tão versátil quanto o o bombril — que, segundo o slogan criado por Washington Olivetto nos anos 1970, tem 1.001 utilidades —, mas suas aplicações não se limitam à cozinha, onde ele é usado para preservar o frescor dos alimentos, agilizar o cozimento, proteger o fogão de respingos de gordura e manter a comida quente, por exemplo.
 
Observação: Falando em bombril, pode-se suprir uma falta momentânea da esponja de aço esfregando uma bolinha de papel-alumínio embebida em detergente líquido nas panelas, frigideiras e grelhas.

CONTINUA APÓS A POLÍTICA 

No final de 2023, Lula e o príncipe Mohammed bin Salman Al-Saud se reuniram para tratar de uma suposta intenção do ditador em despejar no Brasil investimentos de US$ 10 bilhões. Na última segunda-feira, o petista convidou o ditador para uma visita ao Brasil. Sempre que Lula flerta ou se encontra com um ditador, o bolsonarismo vai às redes sociais e realça sua falta de compromisso com os valores democráticos. Desta vez, no entanto, ninguém deu um pio, já que Al-Saud era o ditador de estimação de Bolsonaro (foi ele quem deu as joias que o encrencaram). A impressão que se tem é de que o petista está prestes a cair no mesmo conto do vigário que o príncipe aplicou no cepetão-golpista em 2019. Enfim, o golpe está aí, cai quem quer. E já que falamos em golpe, a onda de fake news envolvendo a cobrança de impostos sobre operações de Pix é sopa no mel para os cibercriminosos, que vêm enviando mensagens com a marca da Receita Federal e boletos para o recolhimento a um suposto "excesso de limite do Pix". De acordo com o ministério da Fazenda, não há qualquer cobrança, não há imposto sobre Pix nem nada parecido. O próprio Haddad veio a público para desmentir que a elevação do piso a partir do qual as informações deveriam ser enviadas ao Leão tenha efeito sobre a maioria dos pequenos negócios. Confira os mitos e verdades sobre as novas regras de fiscalização do Pix.

— Forrar a grelha da churrasqueira com papel-alumínio evita a fumaceira que as carnes gordurosas produzem quando a gordura pinga no braseiro. 

— Revestir as prateleiras da geladeira com papel alumínio preserva o frescor dos alimentos. Embrulhar peixe ou cebola cortada em filme plástico e cobrir com papel alumínio evita que o cheiro contamine a água e o que mais estiver na geladeira.
 
— Quer passar os dois lados da roupa de uma só vez? Forre a tábua com papel-alumínio (deixando a parte brilhante para cima) e cubra com um lençol ou tecido de algodão. 

— Para afiar tesouras, dobre e redobre uma folha de papel-alumínio e corte-a várias vezes. Para amolar alicates de cutícula, faça uma bola de papel alumínio (mais ou menos do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue) e mordisque-a com o alicate.
 
— Suas roupas ficarão mais macias e livres de eletricidade estática se você jogar três ou quatro bolinhas de papel-alumínio no cesto da máquina de lavar. 

— Para manter o forno limpo ao assar ou gratinar alimentos, forre-o com papel-alumínio. E para o assado ficar pronto mais depressa, embrulhe a assadeira em papel-alumínio com o lado brilhante voltado para dentro (se for embrulhar um lanche ou guardar comida na geladeira, a lado brilhante deve ficar virado para fora).

— Seus anéis, cordões pulseiras e outros acessórios de prata ficarão reluzentes se você os mergulhar numa solução com bicarbonato de sódio, sal, água e pedaços de papel-alumínio, deixar de molho por cerca de 30 minutos, enxaguar e secar usando um pano macio. 
 
— O controle remoto parou de responder e você não tem pilhas novas? Bolinhas de papel-alumínio colocadas entre os polos e os contatos farão com que o dispositivo funcione por mais algumas horas (ou dias). 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

AINDA SOBRE O CÂNCER E A METÁSTASE

A CORRUPÇÃO É A MAIOR DAS INVENÇÕES POLÍTICAS. ELA TÃO GRANDIOSA QUE, SE ACABAR, ACABAM OS POLÍTICOS.

Em 1993, o general Ernesto Geisel qualificou Jair Bolsonaro como anormal e mau militar. Em momentos distintos da ditadura, Pelé e o general Figueiredo alertaram para o perigo de misturar brasileiros com urnas em eleições presidenciais. Geisel era um sábio; Pelé e Figueiredo eram profetas e não sabiam.
 
Em 2021, o empresário Paulo Marinho — que transformou a própria casa em estúdio de programa eleitoral para a campanha bolsonarista de 2018 — disse que Bolsonaro sabia que seria preso pelos crimes que havia cometido e ainda cometeria até o final de seu mandato, e planejava "virar a mesa". 
Marinho era um vidente: meses depois, farejando a derrota nas urnas, Bolsonaro rosnou que só haveria eleições se houvesse voto impresso. 

Ao longo de sua passagem pelo Planalto, Bolsonaro incitou ou participou pessoalmente de manifestações pró-ditadura, promoveu "motociatas", cavalgou pela Explanada dos Ministérios (mimetizando o ex-chefe do SNI, Newton Cruz) e articulou um desfile de tanques defronte ao Congresso (para pressionar os parlamentares a aprovar a PEC do voto impresso). 
 
Sempre que se via ameaçado, o capetão fingia recuar. Mas pau que nasce torto morre torto, e ele logo reencarnava o "anormal e mau militar" que, numa democracia séria, seria inexoravelmente apeado do cargo. Mas o Brasil é uma republiqueta de bananas, e o antiprocurador-geral, o imperador da Câmara e o próprio STF fingiram não ver o que o pior mandatário desde Tomé de Souza estava fazendo.  
 
Sem a blindagem do cargo, inelegível até 2030 e na bica de ser processado criminalmente, Bolsonaro admitiu em entrevista ao portal UOL que, se sua prisão for decretada, ele pode se refugiar em alguma embaixada (como fez em fevereiro, quando passou dois dias na embaixada da Hungria, após ter o passaporte apreendido). 
Se a fala foi um ato falho ou uma estratégia para se promover de "perseguido" a "preso político" e causar "comoção social", só saberemos com o desenrolar dos acontecimentos. 
 
De acordo com o relatório da PF, o ex-presidente planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa. O golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito só não se consumou devido a circunstâncias alheias à vontade dos golpistas. O próprio Bolsonaro admitiu que discutiu com militares a decretação de estado de sítio, de defesa, e a utilização do famigerado artigo 142. 
 
Mauro Cid montou em slides um plano de fuga para o chefe e produziu fake news sobre hackers terem encontrado vulnerabilidades nas urnas. A célebre "minuta do golpe" foi apresentada aos comandantes, e o plano "Punhal Verde e Amarelo" foi impresso no Palácio do Planalto pelo então secretário-executivo da Secretaria-geral da Presidência, general Mário Fernandes.
 
Os militares golpistas não têm do que se queixar, pois o golpe veio. Não na forma da ditadura que eles desejavam, mas como um conto do vigário em que eles caíram. Tudo que parecia ser deixou de ser quando Bolsonaro, já então indiciado, negou ter discutido o golpe e classificou o plano de assassinar Lula, Alckmin e Moraes de "papo de quem tem minhoca na cabeça". E como o Brasil é o país da piada pronta, sua defesa diz agora que o golpe não beneficiaria seu cliente, mas uma junta comandada pelos generais palacianos Braga Netto e Augusto Heleno.
 
O abantesma do Planalto assombrou a democracia por quatro anos com o bordão do "meu Exército". Se ele e seus acólitos fardados não concordavam em tudo, pelo menos não discordavam no golpismo. Mas a tentativa de instrumentalizar as FFAA falhou no atacado, e, no varejo, seu ex-comandante-em-chefe arrastou para o rol de indiciados 25 fardados (67,5% do total de candidatos à tranca).
 
A caminho do patíbulo supremo, o verdugo do Planalto se apega ao cinismo como um náufrago se agarra a um jacaré pensando ser um tronco. Se perguntasse ao general Mário Fernandes, preso preventivamente, o que ele está fazendo "lá dentro", Bolsonaro talvez ouvisse do redator do plano que previa os assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes: "O que você está fazendo aí fora?"

ObservaçãoComeça a ser julgado nesta sexta-feira, no escurinho do plenário virtual, o recurso de Bolsonaro que postula o afastamento de Moraes do inquérito do golpe, já que, por ser vítima, não poderia relatar e julgar o caso. Segundo a PGR, o que o ex-presidente pretende é usar o julgamento para tentar convencer a população de que vem sendo perseguido por "Xandão". O pedido foi rejeitado monocraticamente pelo presidente das togas em fevereiro; nos bastidores, dá-se de barato que o resultado do recurso será o mesmo.

O "mito" dos sem-noção continua dizendo que disputará a Presidência em 2026, mas a Operação Contragolpe reduziu a subzero suas chances de reverter a inelegibilidade no TSE, de modo que ele já admite delegar ao filho Eduardo o papel de bonifrate (como fez Lula com Haddad em 2018). 

O ex-presidiário do mensalão, dono do PL e integrante da lista de 37 indiciados pela PF sugeriu lançar a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas uma parte da legenda avalia que, por estar mais conectado com a militância de direita que baba os ovos de Trump, o ex-fritador de hambúrgueres que quase virou embaixador seria uma opção melhor que o senador das rachadinhas. Como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado também estão de olho no Planalto, a disputa será acirrada. 
 
Cabe ao STF reaproximar o capitão golpista do seu exército de traíras. Uma sentença criminal está de bom tamanho para o reencontro. Em "Canção da América", Milton Nascimento e Fernando Brandt ensinam que "amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves". 

No mínimo, a 28 anos de cana.