sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Pérolas Nacionais...

Como hoje é sexta-feira - e a gente vem dedicando os posts das sextas-feiras a assuntos mais amenos - seguem abaixo algumas "pérolas nacionais" que eu recebi de um leitor aqui do Blog. Confiram:

O uísque é o melhor amigo do homem. Ele é o cachorro engarrafado (Vinícius de Morais).
Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas (Max Nunes).
Brasil? Fraude explica (Carlito Maia).
Das três melhores coisas da vida, a segunda é comer e a terceira é dormir (Stanislaw Ponte Preta).
Carro é como mulher: só é bom pra quem tem dois (Idem).
Junta médica é uma reunião que os médicos fazem, nos últimos momentos de nossa vida, para dividir a culpa (Jô Soares).
Pior do que o fim do mundo, para mim, é o fim do mês (Zeca Baleiro).

Bom final de semana a todos, e até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cada um na sua... Segunda parte

Se você acha a política de contas do XP complicada e dispensável para o uso compartilhado do seu PC com colegas ou familiares (veja mais detalhes na postagem anterior), talvez costume acessar seus e-mails via Webmail, visando resguardar sua privacidade. Todavia, é bom saber que o Outlook Express - cliente de e-mails padrão do MS Internet Explorer, que também "pega carona" na popularidade do sistema operacional da Microsoft - também é um programa multiusuário.
Ainda que seja possível dispensar o uso de softwares clientes de e-mail e administrar a correspondência diretamente no site do provedor, o OE oferece comodidade e economia aos usuários: as mensagens descarregadas e armazenadas no HD podem ser gerenciadas a qualquer momento, mesmo em off-line. E se você configurar contas individuais, cada usuário só terá acesso às suas respectivas mensagens e contatos - ou seja, não invadirá a privacidade alheia.
Para configurar o programa dessa maneira:


1- Abra o OE e, na tela inicial, clique em Arquivo e escolha Identidades > Adicionar nova identidade.

2- Crie um novo usuário e atribua-lhe uma senha de acesso (marque a opção exigir senha).

3- Clique em Gerenciar Identidades (para determinar com qual identidade o programa deverá ser aberto na inicialização).

A partir daí, para usar "seu próprio programa", basta que cada usuário clique no menu Arquivo, escolha Alternar Identidades, selecione seu respectivo nome de usuário e digite sua senha.
Bom dia a todos e até amanhã.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cada um na sua...

O Windows XP oferece uma política de contas, permissões e senhas de acesso bastante eficiente, embora seja comum vários usuários compartilharem o mesmo PC através de uma única conta (geralmente a conta de Administrador que é criada durante a instalação do sistema), prática que, aliás, é pouco recomendável do ponto de vista da privacidade.
Para criar uma ou mais novas contas, clique em Iniciar > Painel de Controle > Contas de usuário e em Escolha uma tarefa. Clique então na opção Criar uma nova conta, digite um nome para essa conta, clique em Avançar, escolha o tipo de conta desejado ("Administrador" ou "Limitada") e, finalmente, clique e em Criar conta.
A conta de Administrador oferece amplos poderes (tais como alterar configurações, instalar novos programas e dispositivos de hardware, acessar todos os arquivos, criar e modificar novas contas, etc.), mas a conta Limitada, embora restritiva (já que impede procedimentos e atividades que tornam o computador instável ou vulnerável quando realizados incorretamente), é mais adequada ao uso quotidiano, pois permite efetuar tarefas de rotina - como executar programas e visitar sites da Internet - sem expor o computador a riscos desnecessários.
Bom dia a todos e até amanhã.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Zumbis e botnets

Piratas virtuais podem assumir o controle de um grande número de computadores e transformá-los em "zumbis", criando um poderoso "botnet" para realizar tarefas mal-intencionadas.
Os botnets - que são altamente valorizados por criminosos online e comportam até 100.000 computadores "zumbis" individuais - servem para distribuir spam, disseminar vírus e atacar outros computadores e servidores, além de cometer todo tipo de crime e fraude.
Se você notar que seu PC está mais lento; pára de responder ou trava com freqüência; entra em pane e reinicializa no espaço de minutos; reinicializa aleatoriamente e depois não funciona normalmente; seus aplicativos não funcionam corretamente; discos ou partições ficam inacessíveis; surgem mensagens de erro incomuns ou menus e caixas de diálogos distorcidas, atenção: esses são sintomas comuns de infecção - embora também possam indicar problemas de hardware ou software que não tenham nada a ver com malwares.

Fique atento também para alertas de que você tenha enviado e-mails contaminados; isso pode indicar que alguma praga listou seu endereço eletrônico como remetente de e-mails mal-intencionados, embora não signifique necessariamente que seu sistema esteja infectado (alguns vírus têm a capacidade de falsificar endereços de email).
A verdade é uma só: a menos que instale um antivírus responsável - e o mantenha atualizado e adequadamente configurado -, você não terá como saber ao certo se seu computador está ou não infectado. Na dúvida, assegure-se de que seu sistema operacional esteja atualizado e rode a Ferramenta de Remoção de Software Mal-Intencionado da Microsoft (http://www.microsoft.com/security/malwareremove/default.mspx). Ela verifica se há infecções por softwares mal-intencionados específicos e predominantes em computadores com Windows XP, Windows 2000 e Windows Server 2003 e ajuda a remover quaisquer infecções encontradas).
Outro serviço on-line interessante é o Live OneCare, também da Microsoft. Clique no link respectivo, na porção inferior da coluna à direita da página inicial do Blog, e faça uma verficação completa.
Finalmente, mas nem por isso menos importante, não custa repetir que é sempre melhor prevenir do que remediar. Então:
  • Instale um firewall de varejo e mantenha-o adequadamente configurado. Na falta dele, habilite o recurso nativo do XP.

  • Visite regularmente o site do Microsoft Update e ative as Atualizações Automáticas (se você tiver instalado o Microsoft Office 2003 ou o Microsoft Office XP, as Atualizações Automáticas também atualizarão esses produtos).

  • Evite abrir anexos em emails e/ou clicar em links de mensagens instantâneas - a menos que você saiba exatamente o que o anexo contém, mesmo que ele tenha sido enviado por alguém que você conheça.

  • Evite usar software-pirata. Os botnets consistem principalmente de computadores que executam versões copiadas ilegalmente do sistema operacional e de softwares de produtividade, sendo mais susceptíveis a vírus - e podendo até mesmo vir com malwares já instalados.

Boa sorte a todos e até amanhã.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

RootKits

"Rootkits" são programinhas capazes de esconder suas chaves no registro e impedir que seus processos apareçam no Gerenciador de Tarefas do Windows, visando passar despercebidos aos olhos do usuário e da maioria das ferramentas antivírus.
Malwares como os vírus (especialmente os mais antigos) são notados facilmente - você percebe que o sistema fica instável, que alguns programas param de funcionar ou passam a exibir janelas estranhas -, mas os rootkits operam por meio de "interceptação de API" (dessa forma, quando um programa pede que o Windows liste uma pasta, por exemplo, o rootkit intercepta a chamada e "filtra" os resultados da listagem da pasta, removendo qualquer referência a seus próprios arquivos). Para piorar, quando pesquisados, eles costumam retornar mensagens de "arquivo inexistente".
Nem todos os rootkits têm objetivos maliciosos, mas são sempre intrusivos, difíceis de detectar e de remover. Além disso, muitos trojans que utilizam essas tecnologias podem ser instalados por webpages maliciosas, por worms que exploram falhas no Windows ou via programas de compartilhamento de arquivos (P2P).
Então, seja cuidadoso ao navegar na Web: só faça downloads de programas a partir de links de sites confiáveis e evite usar cracks — utilitários para gerar seriais e "piratear" softwares pagos — e outros programas "duvidosos".
Existem diversas ferramentas para detecção de rootkits (como o RootkitRevealer, o F-Secure BlackLight e o RootKit Hook Analyzer, por exemplo). Pessoalmente, eu gosto muito do Anti-RootKit da Panda, que identifica E REMOVE as pragas.

Para fazer o download e inspecionar seu sistema, siga o link abaixo:
http://www.download.com/Panda-Anti-Rootkit/3000-2239_4-10717196.html?part=dl-PandaAnti&subj=dl&tag=button
Boa sorte e até amanhã.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Programinhas maliciosos - o filme...

Se uma imagem vale por mil palavras, o quê dizer de um filme?
Não sei responder essa pergunta, mas achei muito interessante o vídeo que encontrei no site da Microsoft, sobre vírus, worms, trojans e companhia (i)limitada. Então, se você já está de saco cheio de ler minhas postagens sobre (in)segurança virtual, talvez ache menos enfadonho assistir à exibição do filme. Para acessá-lo, siga o link abaixo:
http://www.microsoft.com/brasil/athome/security/videos/virus_hi/virus-hi.html.

Se seu PC não tiver recursos de som - ou se você preferir ler a transcrição -, clique no botãozinho correspondente, no canto inferior direito da telinha.
Abraços a todos, e um bom final de semana.


EM TEMPO: Gente, são 9:35h e o Georges acabou de me telefonar para dizer que o link informado nesta postagem não está funcionando. Fui verificar e constatei que a Microsoft fez o favor de tirar a página do ar (impossibilitando a visualização não só desse, mas também de diversos outros vídeos sobre segurança).
A quem interessar possa, a alternativa é baixar o vídeo e assistí-lo no seu computador, mas aí você irá ouvir o troço (e/ou ler a transcrição) em inglês. Lamento muito.
O caminho é: http://download.microsoft.com/download/3/6/0/360e4f09-f1ee-443a-8e7c-4857341964b4/security.zip.

ADITAMENTO: O Leonardo (obrigado pelo interesse e pela colaboração, meu amigo) encontrou no YouTube uma cópia do vídeo originalmente sugerido na postagem - aquele com narração em português. Para assistí-lo, é só seguir o link abaixo:
http://br.youtube.com/watch?v=OAyL6c3qEJQ

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Privacidade

Se você compartilha seu PC com familiares ou colegas de trabalho, convém valer-se da política de contas do Windows para resguardar a intimidade de cada um dos usuários e evitar acessos não autorizados, instalações, remoções e reconfigurações indesejáveis no sistema (conforme já discutimos detalhadamente em outras oportunidades).
Mas é grande o número de pessoas que não se preocupam com privacidade (nem com a própria, nem - muito menos - com a dos outros). E devido à popularização da Internet - afinal, ter um computador e não acessar a Web é o mesmo que andar de moto somente no quintal de casa - muita gente acaba divulgando seus dados em redes sociais, acessando portais e sites de e-commerce ou aceitando contratos digitais (geralmente sem ler), por exemplo, tornando-se vítimas potenciais de campanhas de marketing e enxurradas de spams, bem como um prato cheio para crackers ávidos por capturar informações bancárias.

Uma maneira de minimizar os riscos consiste em gerenciar os cookies - que, como já vimos, são pequenos arquivos de texto usados pela maioria de serviços on-line para guardar formações sobre os hábitos de navegação dos internautas. Embora exista uma porção de softwares de varejo que se propõem a classificar ou apagar cookies, seu navegador já embute uma ferramenta nativas para essa finalidade: no Internet Explorer 7, clique no menu "Ferramentas", escolha "Opções de Internet" e, na aba "Geral", acione o botão "Excluir...". Na nova janela, clique no botão "Excluir tudo..." para que cookies, histórico de navegação, senhas memorizadas e dados inseridos em formulários sejam apagados automaticamente.
Os sistemas de buscas costumam ser amplamente utilizados, até mesmo para acessar aquele Blog que você visita regularmente, mas os buscadores também coletam informações pessoais (mesmo confidenciais) que podem acabar sendo usadas para fins comerciais.
"Clickstream" é o nome técnico para o rastro que os internautas deixam quando clicam num determinado link ou abrem outro site dentro do buscador - e os principais mecanismos de busca (como o Google, o Yahoo! e o Microsoft Live Search) admitem essa prática em seus sites - conquanto informem aos usuários que as informações coletadas não serão compartilhadas, vendidas ou repassadas a terceiros. Ao ativar o Histórico de buscas no Google, o serviço registra os termos pesquisados e, consequentemente, os sites acessados, armazenando, organizando por data e até mesmo categorizando em gráficos todas suas buscas no PSearch (vale lembrar que você pode desabilitar serviço PSearch, dentro das opções da sua conta do Google).

Já as informações pessoais divulgadas em redes sociais, se por um lado permitem encontrar pessoas desconhecidas (e acessar suas respectivas informações), por outro constituem ameaças à privacidade; para evitar dissabores, use o bom senso: o fato de os cadastros trazerem campos pedindo endereços, telefones e outras informações não significa que todos eles devam ser obrigatoriamente preenchidos.
Redes como o Orkut permitem que o perfil do usuário (ou suas atualizações) seja acessado apenas por conhecidos - que é o modo mais seguro - mas pouca gente se vale dessa configuração. Depois, não adianta chorar se a divulgação de detalhes pessoais não muito edificantes lhe trouxer problemas na hora de arrumar um emprego ou conquistar uma namorada: os buscadores guardam uma cópia de cada página indexada em seus servidores, mesmo depois que você desabilite o conteúdo (devido a uma tecnologia chamada "cache", as informações apagadas ainda podem ser acessadas de alguma forma).

Lembre-se: cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Até amanhã.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Antivírus "na faixa"

Há quem considere o Windows uma verdadeira "colcha de retalhos" (numa alusão ao sem número de remendos e correções que são regularmente disponibilizados pela MS para corrigir bugs e fechar brechas), mas convenhamos: seus concorrentes (as distribuições Linux e o Mac Os, apenas para citar os principais) tampouco são modelos de segurança e perfeição.
Além disso, a supremacia comercial dos produtos Microsoft coloca-os permanentemente na mira dos desenvolvedores de programinhas maliciosos (vírus e outros malwares) e invasores de plantão, conforme já discutimos em diversas oportunidades.
Assim, sem tomar partido ou sair em defesa de quem quer que seja (até porque me faltam procuração e competência para tanto), tenho a empresa de Bill Gates em alta conta, seja pela alta qualidade de seus produtos, seja pelo suporte técnico e atendimento ao consumidor digno de elogios. Já o preço... bem, aí é uma outra história (só por curiosidade, sabe quanto custa uma licença do Photoshop?).
Falando em preço, dinheiro não dá em árvores - pelo menos para a maioria de nós, representantes de uma quase extinta classe média num país de terceiro mundo com salários de quinto e preços de primeiro -. e se, por qualquer razão, você estiver insatisfeito seu antivírus autal, não puder investir numa ferramenta paga e não quiser se arriscar com um freeware, aqui vai uma boa notícia: a
Microsoft, em parceria com a Computer Associates, está oferecendo (e, portanto, avalizando) licenças gratuitas do eTrust™ EZ Antivírus para usuários do Windows XP genuíno.
O eTrust é uma ferramenta leve (pouco exigente em termos de recursos do sistema), mas eficiente: segundo a CA, ele é certificado pela ICSA (International Computer Security Association); para receber essa certificação, um antivírus precisa ser capaz de detectar 100% dos vírus em distribuição geral e pelo 90% de mais de 6000 vírus de teste.
O software oferece recursos de proteção pró-ativa e heurísitca, mensagens interativas de detecção de vírus, verificação de e-mails e atualizações totalmente automáticas - além de interface e suporte técnico em português (pouco adianta você ter uma ferramenta robusta e competente se não for capaz de interagir com ela devido à barreira do idioma).
Para conhecer mais detalhes sobre o programa Vantagens Windows Original, visite o site www.microsoft.com/genuine/Default.aspx?displaylang=pt-br, e,
caso não exista qualquer impedimento para validar seu Windows, clique em "Ofertas Windows Original" para obter sua licença do eTrust (gratuita por 12 meses) e conhecer outras promoções e descontos oferecidos pela Microsoft. Mas ande logo, porque essa oferta é válida por tempo limitado.
Bom dia a todos e até amanhã.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mais sobre (in) segurança...

Na matéria do dia 23 de agosto - publicada a pedido do Georges (um abraço, meu amigo) -, a gente discutiu o NetBanking do ponto de vista da segurança virtual. Ainda assim, devido à relevância do assunto (e a despeito de muitos visitantes aqui do Blog já estarem de saco cheio dele), resolvi tecer mais algumas considerações a propósito.
A popularização da Internet fez com que o "conto do vigário" de antigamente se tornasse bem mais abrangente e perigoso: como se já não bastassem os vírus - patriarcas dos malwares - e os worms (veja alguns conceitos e definições das principais pragas virtuais no post de 23 de agosto), o scam e o phishing campeiam soltos.
Se você acha que isso é paranóia, até porque os vírus apresentam um sistema de infecção por correio eletrônico bastante conhecido das suítes de segurança, é bom saber que não são apenas os e-mails que transportam essas pestes: redes P2P (de trocas de arquivos), programas de mensagens instantâneas e até páginas web podem esconder códigos maliciosos.
Além disso, técnicas como o "morphin" permitem aos crackers embutir códigos maliciosos em arquivos MP3 (é comum usuários de programas como o KaZaA, E-mule e Limewire baixarem músicas com vírus integrados), e a inclusão de malwares em sites faz com que seu PC seja infectado durante uma simples navegação (nem mesmo é preciso abrir arquivo algum). Para piorar, as mensagens de phishing (versão eletrônica da vigarice tradicional) não costumam incluir anexos que possam ser barrados pelos antivírus, de modo que fugir dos "amigos do alheio" digitais requer mais atenção do que tecnologia: é preciso desconfiar de tudo e de todos, mesmo quando se tem um arsenal de segurança competente, porque muitas dessas mensagens acabam fatalmente nas nossas caixas postais.

Já os adeptos do NetBanking devem tomar cuidados redobrados: existem basicamente três formas de se realizar uma fraude na internet: atacando o servidor, interceptando dados durante a transmissão ou usando técnicas para roubar informações do usuário final. Como os Bancos vêm tomando medidas consistentes de proteção, o scam e o phishing se tornaram as técnicas mais utilizadas pelos fraudadores, porque os clientes são o elo fraco da corrente.
O scam consiste geralmente numa mensagem que procura levar o destinatário a instalar um cavalo-de-tróia - permitindo ao cracker acessar os dados do usuário através de keyllogers (programinhas espiões que capturam as teclas digitadas), de screenloggers (que registram as posições do clique do mouse) e de telas sobrepostas (teclados falsificados ou telas do navegador que solicitam um determinado número de informações). Já o phishing costuma trazer links que remetem a sites falsos - mas muito parecidos com os originais -, onde o incauto é compelido a digitar seus dados bancários (agência, conta e senha).

Qualquer que seja o engodo, o objetivo do golpe, na maioria das vezes, é utilizar as informações "roubadas" para realizar transferências financeiras ou compras on-line. As mensagens de scam e phishing costumam apresentar erros ortográficos e/ou gramaticais, mas você deve ficar atento para quaisquer e-mails com solicitações estranhas (atualização de dados cadastrais, confirmação de senhas etc.) e/ou provenientes de pessoas que você não conhece (na dúvida, ligue para seu gerente e confirme a autenticidade da mensagem).
Além disso (embora você já esteja cansado de saber), convém manter seu sistema e programas sempre em dia (instalando todas as atualizações críticas e de segurança); usar um antivírus - mesmo que gratuito - e mantê-lo atualizado; instalar um firewall e configurá-lo adequadamente; não acessar links de e-mails suspeitos e tomar muito cuidado ao usar computadores públicos.
Se, ainda assim, você for fraudado, entre imediatamente em contato com o gerente da sua agência; ele irá orientá-lo a escrever uma carta de contestação e/ou tomar outras providências visando solucionar o problema e minimizar os prejuízos.
Na maioria dos casos, os Bancos costumam ressarcir os clientes - a não ser que não ter havido fraude (caso em que o fraudador é o próprio cliente) ou que se constatem "comportamentos negligentes" (como fornecer senha e cartão a terceiros ou fazer NetBanking em máquinas de redes de cybercafés ou de hotéis, por exemplo).
Mais uma vez, boa sorte a todos.
Amanhã tem mais; até lá.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Velocidade é tudo...

Pensando em montar um PC novo ou em fazer um upgrade na sua máquina? Então, não se esqueça do HD.
Não estou sugerindo que alguém possa partir para uma integração caseira sem incluir um disco rígido entre os componentes necessários à montagem da máquina, mas sim que muitos usuários não dedicam a necessária atenção à escolha desse dispositivo.
Quando o assunto é desempenho, normalmente pensamos num processador poderoso e em fartura de memória RAM (o que não está errado). Entretanto, é preciso ter em mente que a responsabilidade do HD vai bem além de fornecer espaço suficiente para a armazenagem de "toneladas" de fotos, filmes e músicas: a velocidade de rotação e o tamanho do "buffer" influenciam sensivelmente o desempenho global do sistema.
A rotação é importante porque determina o tempo que o disco leva para acessar os dados - quanto maior a velocidade, mais rápido será o acesso - e o padrão autal para desktops é de 7.200 RPM (notebooks modernos costumam integrar discos de 5.400 RPM).
O buffer do HD, por sua vez, é um recurso que passou a ser implementado após a popularização dos discos de 7.200 RPM. Ele consiste numa pequena porção de memória destinada a armazenar - e retornar rapidamente - os dados exigidos mais frequentemente pelo processador. Os primeiros discos com buffer vinham com apenas 2 MB, mas modelos atuais já trabalham com 16 MB, sendo 8 MB um valor aceitável (verifique atentamente as especificações do produto, porque muitos lojistas ainda vendem modelos antigos, de 7.200 RPM, sem buffer).
Existem HDs domésticos que trabalham a 10 mil RPM, com desepenho equivalente ao de discos SCSI - padrão muito utilizado em servidores -, mas sem as desvantagens da instalação complicada inerente a essa tecnologia. A Western Digital, por exemplo, disponibiliza versões de 36, 80 e 150 GB, cujo preço "mais salgado" é compensado pela performance: seu tempo de acesso é 50% melhor que o dos HDs de 7.200 RPM, e a velocidade na transferência de arquivos (entre um disco e outro ou entre partições) chega a ser três vezes maior.
Um bom dia a todos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

VIVENDO EM 2007

De uns tempos para cá, resolvi dedicar as postagens das sexta-feiras a assuntos mais "casuais". Na de hoje, vou transcrever algumas ponderações curiosas que alguém me enviou por e-mail.
Acompanhem:

VOCÊ SABE QUE ESTÁ VIVENDO EM 2007 QUANDO:

1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.
2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.
3. Você tem uma lista de 10 números de telefone para falar com sua família
de 3 pessoas.
4. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa
ao lado da sua.
5. A razão porque você não fala há muito tempo com alguns de sua família é
desconhecer seus endereços eletrônicos.
6. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a
desembarcar as compras.
7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.
8. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você
fica apavorado e volta buscá-lo.
10. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o
café.
11. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps ...
12. Você não sabe o preço de um envelope comum;
13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos uma agenda
eletrônica ou coisas do tipo;
14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda
por cima ri sozinho...);
15. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua
própria casa (ou até mesmo o celular!!);
16. Você digita o "0" para telefonar de sua casa;
17. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando com preguiça,
volta para casa quando já escureceu de novo;
18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que
parou;
19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.
21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a
lista não tem o número 9;
21. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e
nem viu que tem dois números 21;
22. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO...
23. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem ...
24. Provavelmente agora você vai clicar no botão "Encaminhar"... é a
vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também... Feliz modernidade...


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ganhando espaço

Embora a maioria dos PC modernos costume dispor de muito espaço em disco (memória persistente), o gigantismo dos sistemas, programas e arquivos multimídia atuais consomem cada vez mais gigabytes. Se você é daqueles não joga nada fora, logo não terá onde salvar suas fotos, vídeos e músicas (sem falar que trabalhar com o HD lotado degrada sensivelmente a performance do sistema), razão pela qual convém conhecer alguns paliativos que permitem ganhar muitos megabytes - e ir tocando o bonde até poder comprar um HD maior ou acrescentar um segundo disco ao seu sistema, se for o caso. Confira:
  • O XP usa um sistema de proteção de arquivos (WFP) que permite recuperar a versão original de qualquer arquivo de sistema indevidamente substituído pelo usuário ou por um programa qualquer, mas o armazenamento de todas as dll's (arquivos de biblioteca) e outros arquivos de sistema na pasta System32/dllcache compromete um bocado de espaço no HD. Entretanto, não haverá problema algum se você limitar esse espaço a algo em torno de 50 MB.

  • Para fazer isso, abra o prompt de comando e digite "sfc /cachesize=x" (sem as aspas) - onde o x corresponde ao espaço em MB que você deseja reservar para o cache do Windows (50 MB, na nossa sugestão). Em seguida, elimine os arquivos previamente armazenados no cache digitando "sfc /purgecache" (também sem as aspas). Você irá notar um intensa atividade do HD, já que uma infinidade de arquivos do cache será deletada (se o Windows vier a precisar de algum deles e não o encontrar no cache, pedirá ao usuário que insira o CD de instalação, para localizar e copiar esse arquivo a partir dali).
    O arquivo hiberfil.sys também ocupa centenas de megabytes do HD, espaço que poderá ser liberado desabilitando-se a função de hibernação do Windows (desde que você não a utilize). Para isso, abra o Painel de Controle e, em Opções de energia, escolha Hibernar e desmarque a caixa de verificação ao lado de Ativar Hibernação.
  • Por padrão, o XP reserva 10% do espaço em disco para a Lixeira - o quê, convenhamos, é um desperdício. Para ajustar um tamanho menor, dê um clique direito sobre o ícone da Lixeira e, em Propriedades, arraste a barra deslizante até o valor desejado (quanto maior o HD, menor pode ser o tamanho reservado para a Lixeira - se seu disco oferece 80 ou mais gigabytes, algo em torno de 3% já seria mais do que suficiente).

  • Diminuir o cache do Internet Explorer também ajuda. Para fazer isso, abra seu navegador, clique em Ferramentas > Opções de Internet > Geral > Propriedades de Arquivos temporários da internet e mova a barra deslizante para reduzir o espaço destinado aos arquivos temporários. A propósito, você pode também configurar o Internet Explorer para deletar os temporários sempre que ele for fechado clicando em Ferramentas > Opções de Internet > Avançado e maracando a opção correspondente, disponível no item Segurança.

Bom dia a todos e até amanhã.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O que seria do verde...

...se todos gostassem do vermelho?
Essa velha pergunta talvez nos permita entender porque os sistemas e programas estão cada vez mais "personalizáveis". Por outro lado, se a curiosidade é a mãe da Invenção, a insatisfação é provavelmente a mola que move a Evolução.
Mas deixemos essas "filosofias" de lado e passemos logo ao que interessa. Existe um programinha freeware que permite ao usuário incrementar sobremaneira seu navegador: trata-se do BrowserBob, com o qual você pode usar imagens próprias para contornar a janela do Internet Explorer e mudar a posição dos botões de comando como bem entender.
Para quem gosta de personalizar tudo o que pode, esse software é uma mão na roda. Ele oferece modelos prontos para ser personalizados (basta escolher o modelo adequado, alterar suas opções nos menus para troca de cor e arrastar os objetos para as posições desejadas).
Além das imagens que vêm com o programa, também é possível usar qualquer outro arquivo ".bmp" que esteja no PC como plano de fundo do navegador, bem como modificar os botões, alterar a posição da barra de endereços e por aí vai...
Mais informações e download em http://www.browserbob.com/.
Abraços e até amanhã.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

De volta ao E-Mail

Dias atrás, na seqüência de postagens "sutilezas do e-mail", vimos que o correio eletrônico não é tão seguro nem tão confiável quanto costumamos imaginar - embora isso não o torne menos popular. Entretanto, nada costuma ser totalmente bom ou totalmente ruim, e os serviços disponibilizados pela Net não são exceção. A História está coalhada de descobertas úteis que, posteriormente, vieram a ser desvirtuadas e adaptadas para fins, digamos, menos recomendáveis (um exemplo disso remete uso do avião na revolução constitucionalista de 1932, que, segundo os historiadores, teria levado Santos Dumont a se suicidar). Não é difícil imaginar como Roy Tomlinson (criador do correio eletrônico) se sentiu ao ver sua invenção - que ele nem sequer patenteou, imbuído do espírito de colaboração que pavimentava aquilo que se tornaria a Internet dos nossos dias - se tornar a principal ferramenta dos spammers e o meio de transporte preferido pelos criadores de vírus, trojans e outros códigos nocivos que campeiam soltos pela Net.
Mas deixemos de lado essas considerações filosóficas e passemos ao que interessa: se o e-mail é uma ferramenta eficiente para se enviar mensagens simultâneas a várias pessoas, a remessa descontrolada do spam tem levado os provedores a limitar o número de endereços que podem ser inseridos nos campos "Para:", "Cc:" e "Bcc:" das mensagens (geralmente a 100 destinatários no primeiro campo e 25 nas demais opções).
Todavia, há casos em que você precisa (ou deseja) despachar e-mails em massa para um grande número de destinatários. Então, para não receber uma chuva de notificações de erro, experimente dividir os contatos da lista em grupos - desta forma, os serviços de e-mail não conseguirão restringir as entradas.
No Outlook Express, clique em Endereços e selecione Arquivo > Novo grupo (no Mozilla Thunderbird, escolha
Catálogo > Nova Lista). Feito isso, agrupe os contatos por ordem alfabética - de A até L e M até Z, por exemplo.
Se a lista de contatos for muito grande, considere a possibilidade de criar uma segunda conta apenas para essa finalidade: isso não só
permitirá o uso de um endereço de e-mail específico, mas também a inclusão de mais destinatários na mensagem - no GMail, o limite é de 500 endereços (somados os campos "Para:", "Cc:" e "Bcc:"); no Yahoo!, são 100 endereços com, no máximo, 10 deles no campo "Bcc:; e no Windows Live Mail, a cota é de 100 mensagens por dia.
Mas, atenção: para não alimentar os spammers com endereços válidos e nem comprometer a privacidade dos seus contatos, evite enviar
mensagens em massa entupindo o campo "Para:" com o maior número de entradas que você puder inserir. A "Netiqueta" recomenda deixar em branco esse campo (ou preenchê-lo com o endereço remetente da mensagem - ou seja, enviar a mensagem para você mesmo) e inserir os endereços dos demais destinatários no campo "Bcc:", de modo que cada um deles não veja para quem mais o e-mail foi enviado.
Para finalizar, embora a popularização dos PCs e do acesso à Net em banda larga venha avançando a passos de gigante, muita gente ainda
utiliza a velha rede dial-up (conexão discada). Então, é bom tomar cuidado ao enviar ou reencaminhar mensagens com anexos pesados (especialmente arquivos multimídia) aos seus amigos, porque a demora do download pode acabar com a graça da apresentação ou do filme que, em outras circunstâncias, seria até divertido assistir. E se a situação for inversa - ou seja, se você tem conexão discada e seus amigos lhe mandam arquivos colossais - experimente fazer a triagem das mensagens via Webmail, descartar o que não interessa e só então abrir o OE (ou outro cliente similar) e descarregar o que sobrar para o seu computador.
Bom dia a todos e até amanhã.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Aniversário do Blog

No último dia 09 (ontem, pra ser mais exato), nosso Blog completou um ano de existência, mas como a data caiu no domingo - e desde abril passado que eu deixei de publicar postagens nos feriados e finais de semana - resolvi deixar para fazer hoje algumas ponderações a propósito.
Inicialmente, devo dizer que seria impossível orquestrar uma comemoração em grande estilo, de modo que resta apenas agradecer a todos que honraram - e, em especial, aos que continuam honrando - este humilde e obscuro articulista com suas visitas, comentários e e-mails. E como o Blog nada mais é, em última análise, do que um diário virtual, o bolo também será virtual, embora você possa se servir dele clicando com o botão direito sobre a imagem e salvando-a no seu computador. Quanto ao champagne, por conta do espírito de interação e colaboração que sempre norteou nosso trabalho, deixo a escolha da marca a critério de cada um - no que me diz respeito, já tomei minha taça ontem, erguendo um brinde a todos os meus leitores e companheiros de jornada desses últimos doze meses.
Por falar nesses últimos doze meses, da criação do Blog até hoje foram 352 postagens sobre assuntos os mais diversos: de conceitos sobre segurança virtual (nosso carro-chefe, por assim dizer) a truques para configurar, aprimorar e utilizar melhor o Windows e seus componentes a noções básicas sobre hardware a soluções de problemas no funcionamento do computador; de dicas para escolher um PC ou notebook adequado a impressoras, telefones celulares e câmeras digitais, falamos de tudo um pouco - nem a política - por época da sucessão presidencial - nem o folclore - quando das Festas Juninas, por exemplo - ficaram sem chumbo (risos).
Para quem quiser conferir, a página inicial do site exibe os posts mais recentes, começando pelo atual, mas basta rolar a tela até o final e clicar no link "Postagens mais antigas" para acessar um novo bloco - e assim sucessivamente. Outra maneira - talvez até mais prática - consiste em clicar nos links dos meses, no campo "Arquivos do Blog" (à direita da página); basta escolher o mês desejado (ou o ano 2006) para visualizar todas as postagens publicadas no período selecionado.
E ainda que seja fácil interagir com o blogueiro, não custa lembrar que você pode deixar seus comentários - ou apenas visualizar comentários de outros visitantes, caso existam - clicando no link "Comentários" (ao final do post em questão). Na porção esquerda da próxima tela, ficam os comentários oferecidos à postagem; na porção direita, um espaço para inserir novos comentários e, logo abaixo, as opções de identificação (Google/Blogger, Outro e Anônimo - para quem já é cadastrado, para quem deseja ver seu nome publicado ou para quem não quer se identificar, respectivamente).
Todos os comentários são objeto de minha melhor atenção, e eu procuro respondê-los sempre (da melhor maneira e com a maior brevidade). Em alguns casos, a resposta segue também como comentário; em outros, especialmente se o assunto for de interesse geral, ela pode gerar uma nova postagem (uma resposta "em aberto", como eu costumo dizer).
Já para quem quer se comunicar comigo via correio eletrônico (por conta de dúvidas mais específicas ou apenas para receber respostas mais "personalizadas"), o caminho é clicar no link "Visualizar meu perfil completo" (na porção superior direita da página, ao final do campo "Quem sou eu") e, na nova página, clicar em "E-mail" (no campo "Contato"). Notem que meu endereço no Hotmail também é exibido, mas eu sugiro utilizá-lo apenas se você quiser me incluir em seus contatos do Messenger (embora acesse regularmente meus e-mails no Hot, eu respondo mais rapidamente as mensagens que me chegam pelo GMail).
Por último, mas nem por isso menos importante, colho o ensejo para dividir com todos vocês o "sucesso" desta minha despretensiosa iniciativa - que se destinava originalmente apenas a oferecer elementos para a elaboração do volume 12 da Coleção Guia Fácil Informática (Blogs & Websites), mas que, incentivado por alguns leitores fiéis do meu trabalho na mídia impressa, eu acabei levando adiante - pelo menos, até este primeiro aniversário.
Cumpre ressaltar, por oportuno, que este Blog não tem fins lucrativos nem apoio publicitário de quem quer que seja, destinando-se apenas a compartilhar com meus leitores virtuais os modestos conhecimentos que amealhei nos últimos anos, à medida em que fui desenvolvendo e publicando meus trabalhos relacionados à Tecnologia da Informação.
Se esta desvaliosa colaboração puder ser de alguma utilidade para um único leitor que seja, ou mesmo se a leitura destes meus escritos proporcionar aos visitantes a mesma satisfação que eu obtenho ao elaborá-los e publicá-los, isso já será suficiente para que eu me considere plenamente recompensado.
Abraços a todos e até amanhã.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A última flor do Lácio...

"Última flor do Lácio, inculta e bela" é o verso de abertura de um soneto de Olavo Bilac. Essa expressão costuma designar o nosso idioma, posto que a língua portuguesa é a última das filhas do latim - o termo "inculta" fica por conta de todos que a maltratam (falando e escrevendo errado).
Depois do inglês de do espanhol, o português é a língua ocidental mais falada, e a inexistência de uma uniformidade ortográfica complica a divulgação do idioma e sua prática em eventos internacionais, razão pela qual Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste adotarão uma única forma de escrever. Calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal venha a ser modificado, enquanto que no Brasil a mudança será menor (0,45%), mas serão mantidas as pronúncias típicas de cada país.
Assim que as novas regras forem incorporadas ao nosso idioma, dar-se-á início ao período de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos poderão, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc. Por conta disso, os portugueses deixarão de escrever "húmido" para escrever "úmido", por exemplo, e suprimirão o "c" e o "p" das palavras onde eles não são pronunciados, como em "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".
Já para os brasileiros, o "novo" alfabeto terá 26 letras - com a incorporação do "k", do "w" e do "y" -; as paroxítonas terminadas em "o" duplo perderão o acento circunflexo (como em "abençoo", "enjoo" e "voo", por exemplo) e também deixaremos de acentuar as terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, tornando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem".
Além disso, o trema irá desaparecer (em termos como "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio") e o acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição). Por outro lado, serão criados alguns casos de dupla grafia para diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos", além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".
Para fechar esta postagem, segue abaixo o soneto "Língua Portuguesa", de Olavo Bilac:


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Tenham todos um bom dia e um ótimo final de semana prolongado.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Truques de invasão

Da mesma forma que no mundo real, a bandidagem virtual trabalha em silêncio, na hora de roubar informações. Para cativar os incautos e convencê-los a baixar seus arquivos nefastos, eles reproduzem sites idênticos aos originais - verdadeiros “clones” que não são identificados como fraudes - e de lá acompanham as ações das vítimas, com auxílio de seus cavalos-de-tróia e keyloggers.
Programas de mensagens instantâneas também são amplamente utilizados pelos crackers, que podem se valer de um arquivo malicioso já instalado no computador do usuário para enviar mensagens mal-intencionadas a todos os contatos da lista - que acabam clicando nos links por simples curiosidade. E, pior: ao final do download, ainda que seja possível - e recomendável - salvar o arquivo, a maioria das pessoas geralmente o executa direto, qualquer que seja a sua extensão.
Muitos arquivos perigosos não são reconhecidos pelos usuários porque o Windows, por padrão, oculta sua última extensão, ou seja, se você renomear "cadastro.exe" como "cadastro.txt.exe", o sistema irá apresentar apenas a extensão .txt. Para visualizar o nome complexo dos arquivos, faça o seguinte:

1- Abra o Windows Explorer (ou Meu Computador), vá em Ferramentas e clique em Opções de Pasta.
2- Na janela que irá se abrir, clique na aba Modos de Exibição e desmarque o item “ocultar as extensões dos tipos de arquivos conhecidos”.

Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Abraços e até amanhã.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Câmeras Digitais - Final

Dizíamos ontem que a resolução costuma ser a principal (quando não a única) característica observada na hora de escolher uma câmera digital, ou seja, para muitos consumidores, "quanto mais, melhor".
Entretanto, ainda que resoluções mais elevadas proporcionem melhores impressões e permitam realizar ajustes após a foto ser batida (tais como redimensionar a imagem ou remover uma pessoa muito afastada, por exemplo), uma andorinha não faz verão: da mesma forma que a freqüência de operação do processador não é o único fator determinante do desempenho global de um PC, um "caminhão" de megapixes não tem grande utilidade prática para quem não pretende imprimir fotos maiores do que 10 x 15 cm.
Assim, câmeras de 3 MP estão de bom tamanho para a maioria dos fotógrafos amadores, embora a evolução tecnológica já permita encontrar modelos de 5 e de 8 MP por preços competitivos (e capazes de produzir imagens de qualidade em tamanhos de até 70 centímetros por um metro).
Mas o "mito" dos megapixels foi amplamente discutido na postagem anterior, razão pela qual vamos analisar agora outros aspectos igualmente importantes - lembrando que, quanto mais recursos a máquina disponibilizar, maior será o seu preço, e se alguns incrementos ajudam a obter fotos melhores, outros, por serem difíceis de usar, acabam totalmente ociosos.

Uma boa lente é primordial em qualquer câmera (seja ela compacta ou profissional). As lentes possuem capacidades luminosas diferentes, indicadas por números que representam sua abertura mínima e máxima (geralmente impressos na parte frontal da câmera, ao redor da lente). Quanto menor o valor, mais luminosa será a lente - e mais nítidas as imagens capturadas em ambientes escuros.

Já os displays LCD, que até algum tempo atrás eram de tamanho reduzido, ganharam dimensões maiores, permitindo melhor enquadramento e visualização das imagens (escolha o modelo de maior tela que seu bolso suportar).

Quanto ao armazenamento, máquinas modernas utilizam cartões removíveis de memória compacta, capazes de reter as informações mesmo quando retirados da câmera. As versões disponíveis variam (Compact Flash, Smart Media, Memory Stick, MMC, SD etc.), como também as respectivas capacidades.

Atente também para os formatos oferecidos para salvar as fotos - o JPEG resulta em arquivos de menor tamanho (com algum prejuízo da qualidade) que podem ser visualizados em outros equipamentos (como o seu PC) sem a instalação de softwares adicionais, sendo adequado para publicação na Internet. Formatos menos comprimidos, como o TIFF e o RAW (disponível somente em alguns modelos) produzem arquivos maiores, mas oferecem melhor qualidade, especialmente quando se pretende imprimir os resultados (esclareça direitinho suas dúvidas com o vendedor).

Atenção para a autonomia; quanto maior, melhor (você não precisará transportar carregadores ou comprar baterias ou pilhas adicionais). Baterias recarregáveis de íon de lítio, similares tecnologicamente às usadas em telefones celulares, são consideradas pelos especialistas como a melhor opção. Em média, elas permitem bater até 400 fotos (sem usar o LCD, o número pode até dobrar, já que quanto mais luz for emitida pela tela, maior será o consumo de energia). Para aumentar a duração das baterias, além de desabilitar a visualização do LCD, você pode reduzir a intensidade do flash e diminuir o tempo de visualização das fotografias já batidas.

Muitas câmeras compactas já não oferecem ajustes manuais, e ainda que as funções automáticas sejam bem-vindas, principalmente para usuários iniciantes, a ausência do modo manual pode ser um problema, especialmente quando você passa a dominar o equipamento e a buscar fotos com mais efeitos e melhor qualidade.

No mais, prefira sempre zoom analógico ao digital (porque este último amplia o trecho enquadrado depois que a imagem é capturada, degradando a qualidade da foto - se você tem uma câmera de 3 MP e usa o zoom digital de 3x, o arquivo final terá a resolução de uma foto tirada com uma câmera de 1 MP). E o mesmo vale para os estabilizadores de imagem (que reduzem o efeito indesejável provocado pelo tremor das mãos do fotógrafo). Já a velocidade do "disparo seqüenciado" costuma variar bastante (conforme o modelo da máquina) e, na maioria dos casos, deixa muito a desejar.

Espero ter ajudado. Boas compras e até a próxima.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Câmeras Digitais - Primeira parte

Máquinas fotográficas não costumam fazer ou receber chamadas telefônicas, mas a maioria dos telefones celulares modernos é capaz de tirar fotos e até gravar vídeos - ainda que de curta duração e de qualidade discutível. Claro que seus recursos são geralmente limitados - embora alguns modelos até surpreendam - , mas podem ser considerados satisfatórios para quem pretende apenas registrar festas ou encontros de amigos e exibir as fotos no computador ou publicá-las na Internet.
Caso seu celular não integre uma câmera - ou o resultado das fotos que ele faz fique aquém da sua expectativa -, há no mercado um vasto leque de marcas e modelos de máquinas fotográficas digitais que aliam preços acessíveis a altas resoluções e funcionalidades interessantes. Todavia, é bom ter em mente que o celular nos acompanha durante boa parte do tempo - sendo bem mais funcional na hora de fotografar instantâneos do quotidiano -, ao passo que a câmera, passado o entusiasmo inicial inerente a qualquer "brinquedo novo", tende a ficar esquecida no fundo de uma gaveta até as próximas férias ou sabe lá Deus quando... enfim, o dinheiro é seu.
Via de regra, o aspecto que mais nos motiva a migrar de uma máquina convencional para a digital é a possibilidade de tirar e armazenar centenas de fotos - sem ter despesas com filmes e revelações - e de enviá-las por e-mail ou publicá-las na Web sem grandes dificuldades. Já na hora de escolher o modelo, a característica que mais nos chama a atenção é a resolução, embora esse não seja o único fator determinante da qualidade das fotos para impressão.
A verdade é que câmeras de muitos megapixels se tornaram verdadeiros "símbolos de status", e os fabricantes, sensíveis a esse apelo, vêm lançando novos modelos compactos de 10 e 12 MP (com preços variando entre 1,5 e 2,3 mil Reais), ainda que quase ninguém precise de toda essa resolução. Para entender isso melhor e evitar gastos desnecessários, é bom saber que as máquinas digitais obedecem aos mesmos princípios básicos das convencionais, só que, ao invés de filmes, elas usam sensores para captar a luz e convertê-la para o formato digital.
As imagens são decompostas em milhões de pixels (quanto mais megapixels, melhor a resolução), mas taxas entre 3 e 5 MP são plenamente satisfatórias para fotógrafos eventuais - sensores de 3 megapixels (2.048 x 1.536) geram imagens reproduzíveis em dimensões de 18 x 24 centímetros.
A quantidade de megapixels presente numa imagem corresponde ao número de pontos de cor (ou de luz) que o sensor é capaz captar - a título de comparação, um filme de 35 milímetros teria o equivalente a 20 milhões de pixels, ou seja, uma resolução correspondente à de uma câmera digital de 20 MP. Mas essa quantidade pode variar também por conta do tamanho dos sensores - e dos pixels nos sensores (sensores e pixels menores são mais susceptíveis a interferências eletromagnéticas (ou ruídos), responsáveis pelos "pontos sem resolução" nas imagens. Quando o sensor capta a imagem, o processador da máquina grava-a na memória como um arquivo JPEG (menor em tamanho e qualidade) ou TIFF (formato com maior qualidade e tamanho). Devido à taxa de compressão dos arquivos JPEG, cerca de 20% das informações de cor ou luz referentes à imagem capturada são perdidas, embora esse efeito só seja perceptível em grandes ampliações.

Resumo da ópera: é certo que o resultado final das fotos (especialmente para impressão) depende em grande parte da resolução, mas a qualidade da lente, o tamanho do sensor e de seus pixels e a velocidade de processamento também são importantes (ainda que nem sempre vistos como tal, ao menos aos olhos dos marinheiros de primeira viagem). Ainda assim, é bom ficar atento para a relação "custo x benefício": muitas câmeras compactas atuais custam praticamente o mesmo que suas predecessoras, embora já suportem 5 MP (séries de 2.560 x 1.920 pixels no sensor) e permitam reproduções de até 30 x 40 centímetros (mesmo que você não vá imprimir as fotos em tamanhos superiores a 10 x 15 centímetro, convém pesquisar os preços).

Amanhã a gente continua nesse assunto. Abraços a todos e até lá.