domingo, 27 de maio de 2018

GLEISI HOFFMANN, A PRESIDENTA DO PT


Dada a ficha-corrida do eterno presidente de honra do PT, que ora está na cadeia, não espanta que Gleisi Hoffmann ―  ou “coxa”, como era citada nas planilhas de propina da Odebrecht ― tenha sido escolhida para suceder a Ruy Falcão na presidência nacional do partido. Afinal, ninguém melhor do que um criminoso para comandar uma quadrilha. 

E coxa fez por merecer o posto: durante o impeachment de Dilma, ela liderou a tropa de choque da chefa, após o desfecho, norteou sua atividade parlamentar pela política do quanto pior melhor, sem mencionar que vem promovendo uma oposição inconsequente, que em nada contribui para o avanço do país.

Ao assumir a presidência, a petralha disse que o partido não faria autocrítica de seus atos escabrosos para não fortalecer o discurso dos adversários: “não somos organização religiosa, não fazemos profissão de culpa, tampouco nos açoitamos. Não vamos ficar enumerando nossos erros para que a direita e a burguesia explorem nossa imagem”. O que também não espanta, vindo de uma admiradora confessa da “democracia de Nicolás Maduro ― o tiranete de merda que foi “reeleito” recentemente para continuar destruindo a Venezuela e matando seu povo de fome.

Observação: Quase 90% dos venezuelanos vivem atualmente na pobreza (para saber mais, clique aqui). A inflação é 2.200% e taxa de homicídios, a segunda maior do mundo. Devido à escassez de alimentos, o peso médio dos habitantes do país recuou 11 quilos no ano passado, 65% das crianças entre zero e 5 anos apresentam sinais de má nutrição e 16% brigam com a desnutrição severa. Obter comida, remédios e produtos de limpeza é um desafio diário, mesmo para quem tem dinheiro para comprá-los depois que a produção de alimentos caiu de 70% para 30%. Quando o petróleo ainda jorrava, o então presidente Chávez gastou por conta, e a pobreza retrocedeu de 50% para 30%, segundo dados do Banco Mundial. Sob Maduro, o preço do barril despencou e o bolívar virou pó diante do dólar (aliás, o tiranete já avisou que não vai pagar a dívida de quase R$ 1 bilhão que contraiu durante os governos petistas. Dentifrício, sabonete e desodorante custam de duas a três vezes o salário mínimo. Médicos e professores universitários ganham 8 dólares por mês. Desde que a crise mostrou sua face mais cruel, a partir de 2014, cerca de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país. Destes, 70 mil vieram para o Brasil, e os 40 mil mais pobres se abancaram em Roraima. E Gleisi, com a cara mais deslavada do mundo, atribui as denúncias contra o governo de Maduro a uma campanha da CIA e da “imprensa golpista”.

Para não ficar somente na minha desvaliosa opinião, segue síntese da matéria que a revista digital Crusoé publicou sobre Gleisi, na semana passada:

Gleisi Hoffmann, que caminha para ser denunciada pela quarta vez na Lava-Jato, ganhou um novo status no PT quando, de senadora com claras dificuldades eleitorais, passou a presidente do partido e, mais recentemente, porta-voz de Lula na cadeia. Seu poder sobre a tropa petista é proporcional ao tamanho de sua ficha corrida na Justiça, pela qual é investigada por crimes como corrupção e caixa dois. No total, a petista é acusada de receber mais de R$ 5,3 milhões, entre propina e caixa dois de campanha, além de ser o principal alvo de um relatório de 165 páginas da PF, que investiga um esquema de desvio de recursos montado no Ministério do Planejamento, quando a pasta era comandada por Paulo Bernardo, também petista e marido da senadora.

Em 2009, ela e o marido compraram por R$ 220 mil um apartamento com 123 m2, de frente para o mar. Dessa importância R$ 200 mil foram pagos à vista, “em moeda corrente nacional contada e achada exata”. Desde então a petralha foi candidata duas vezes ― em 2010 e 2014 ― e em nenhuma delas incluiu o imóvel em sua relação de bens. Atualmente, a quota-parte do imóvel que toca a Paulo Bernardo se encontra bloqueada pela Justiça de São Paulo. Questionada pela reportagem sobre a razão de esse bem não constar de suas declarações à Justiça Eleitoral, a resposta foi a seguinte: “A senadora Gleisi Hoffmann presta contas anualmente à Receita Federal do Brasil, como qualquer cidadão, e não há nenhuma incorreção ou omissão em suas declarações”.

Apesar dos rolos com a Justiça (ou por causa deles), Gleisi foi alçada ao posto de presidente do PT em junho do ano passado. Semanas antes, um grupo de parlamentares reuniu-se com Lula para decidir quem sucederia a Ruy Falcão. O “chefe” não quis ficar formalmente à frente da legenda, mas tampouco abençoou qualquer dos presentes. Ao fim do encontro, ele perguntou: “E a Gleisi?”. A senha estava dada. Ela era a escolhida e foi sacramentada para conduzir o PT na jornada tempestuosa que se seguiria.

Gleisi serve a Lula por uma série de fatores. A lealdade canina aos superiores petistas ao longo de toda a sua carreira é o mais importante ― a petralha nunca abriu a boca sobre desmandos nas máquinas administrativas por que passou, de secretária no Mato Grosso do Sul a chefe da Casa Civil de Dilma. Mas há ainda uma outra característica que, para Lula, é fundamental: a senadora não tem compromisso com a realidade objetiva. Com ela, fica mais fácil iniciar um confronto irresponsável com o Judiciário na defesa de… Lula. O dono do partido manda e ela obedece, sem medir consequências. Agora, por exemplo, ambos baixaram uma ordem para que o mantenham como candidato ao Planalto, apesar do evidente impedimento legal.

Desde sua posse na presidência do PT, Gleisi tornou-se monotemática. A defesa de Lula e os ataques à Lava-Jato passaram a dominar suas entrevistas, seus discursos e, em especial, sua intensa atuação nas redes sociais. Ela assumiu com rigor o script até mesmo em audiências a que teve de comparecer na Justiça. Em seu interrogatório no processo da Petrobras, o mais avançado de todos, Paulo Marcos de Farias, juiz auxiliar do ministro Edson Fachin, incomodou-se com o tom da petista, que queria fazer dali um palanque. Semanas depois, o Supremo abriria a ação penal e “narizinho” se tornaria ré.

A guerra pública de Gleisi teve ainda momentos de vergonha. Em janeiro deste ano, ela viu apoio internacional a seu chefe em uma faixa exibida pela torcida em um jogo entre as equipes do Bayern de Munique e do Bayer Leverkusen. A senadora leu “Forza Lula” onde estava escrito “Forza Luca” e correu para espalhar o achado nas redes. Um grande mico. Na verdade, a homenagem era a um torcedor italiano que fora vítima de uma briga de torcidas. No mês seguinte, durante o Carnaval, Gleisi enxergou apoio ao partido em um hit popular. “Vai dar PT”, o nome da música, nada mais era do que uma expressão juvenil para “encher a cara” e dar “Perda Total”. Outro mico.

Sua escalada de radicalismo incluiu ameaças à Lava-Jato e previsões furadas para tentar criar um clima de confronto com a operação ante a iminente prisão do chefe. “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas mais do que isso vai ter que matar gente”, chegou a dizer. No circo armado pelo PT em São Bernardo do Campo, para exibir a força de Lula, ela estava lá, em cima do carro de som, animando a plateia. Lula foi preso sem que fosse preciso matar gente.

Por sua lealdade, Gleisi foi premiada. Tornou-se porta-voz de Lula após a prisão do criminoso de Garanhuns. Ela é a única autorizada a falar em nome do chefão, que virou sua única plataforma. No Paraná, ela só tem os votos dos militantes do PT ― daí a decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em vez de tentar se reeleger senadora. Mas esse é o menor de seus problemas.

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