sexta-feira, 10 de agosto de 2018

AINDA SOBRE AS ATUALIZAÇÕES DO WINDOWS


FALAR OBSCURAMENTE, QUALQUER UM SABE; COM CLAREZA, QUASE NINGUÉM.

Até lançar o Windows 10, a Microsoft atualizava seu festejado sistema a cada dois ou três anos, e os usuários adotavam imediatamente as novas edições, ainda que para isso fosse preciso adquirir uma cópia selada que custava os olhos da cara, e nem sempre o “novo sistema” era melhor do que o anterior — caso do Millennium em relação ao Win 98, do Vista em relação ao XP e do Windows 8/8.1 em relação ao Seven

Em meados de 2015, a empresa passou a tratar o Windows como “serviço”, e a partir de então disponibilizou quatro atualizações abrangentes, a saber: Anniversary Update (build 1607), em julho de 2016, Creators Update (1703), em meados do ano passado, Fall Creators Update (1709), em novembro último, e April Update, quatro meses atrás.

Alguns desses updates deram muita dor de cabaça a quem os instalou prontamente — como eu costumo dizer, “os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito” —, já que alguns bugs (erros de programação) só foram identificados depois do lançamento das atualizações. Aliás, antes do Windows passar a “serviço”, eu recomendava aos leitores que só migrassem para uma nova edição quando ela recebesse seu primeiro Service Pack (“pacote” de correções destinadas a solucionar problemas identificados depois do lançamento comercial do programa).

Com o lançamento do Windows 10, a Microsoft substituiu os Service Packs pelos tais updates abrangentes, o que desobriga o usuário de gastar com a aquisição de cópias seladas das novas edições. Por outro lado, os bugs recorrentes são uma aporrinhação, sobretudo porque, além de empurrar os pacotes através do Windows Update, a empresa dificultou o gerenciamento das atualizações automáticas. Além de definir o “horário ativo” do computador (para que a instalação não ocorra num momento em que o usuário tem tarefas importantes a executar) e proceder a mais um ou dois ajustes, não há como inibir a instalação dos patches — o que faz toda a diferença quando eles são problemáticos (claro que existem maneiras de contornar esse obstáculo, mas o procedimento não é nada intuitivo e, não raro, se torna inacessível para usuários menos iniciados).

Talvez por isso muita gente ainda relute me abandonar as edições vetustas do sistema, ainda que essa prática não seja recomendável, pois expõe o usuário a riscos consideráveis. Mas isso é assunto para a próxima postagem.

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