A FILOSOFIA É COMPOSTA DE RESPOSTAS INCOMPREENSÍVEIS PARA QUESTÕES INSOLÚVEIS.
Aprendia-se nos meus tempos de estudante que nosso sistema solar era formado por nove planetas, que Júpiter era o maior deles e tinha 12 luas, e que Saturno era o único com anéis e era orbitado por nove satélites. Mas não há nada como o tempo para passar.
Em 2006, Plutão foi rebaixado à categoria de objeto transnetuniano, e hoje se sabe que Urano e Netuno também têm anéis; que Júpiter possui 95 satélites, e Saturno, 27. Suspeita-se, inclusive, da existência de um nono planeta nos confins do Sistema Solar, além da órbita de Netuno — a algo entre 400 e 800 unidades astronômicas do Sol — e que sua translação dure algo entre 10 mil e 20 mil anos.
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA
Enquanto os pretendentes do PT e do PL figuram nas pesquisas como favoritos na eleição presidencial, a vida real impõe desafios às posições hoje de ponta de Lula e de Flávio Bolsonaro nas intenções de votos. O ponto de convergência nas dificuldades é a rejeição a ambos.
Cada qual atrai razões para tanto desagrado, mas a diferença principal entre eles é que o petista não tem concorrência à esquerda e a substantiva parcela do eleitorado que repudia a reeleição dele é insuficiente para lhe tomar a vaga no segundo turno. Tal hipótese só seria viável — embora improvável — caso prosperasse a ideia de uma desistência em função do derretimento da candidatura.
Já Flávio Bolsonaro — chamado por Haddad de "bolsonarinho", num inspirado lance para marcá-lo como filhote do bolsonarismo — enfrenta resistências internas e externas, além de ser refém da própria vulnerabilidade. E aqui não se trata só do passivo de rachadinhas, condecoração de miliciano, empréstimo camarada do Banco de Brasília para compra de mansão na capital. O filho do pai enfrenta concorrência no campo da direita, no qual perde em experiência administrativa para Romeu Zema e Ronaldo Caiado, e em lastro político para Renan Santos e Aldo Rebelo.
Ao rol de fragilidades acrescentem-se um Tarcísio de Freitas distante, uma Michelle descontente, evangélicos reticentes, agronegócio hesitante e um contingente de candidatos, lideranças e militantes de direita relativamente indiferentes à campanha.
Por essas e muitas outras circunstâncias que surgirão ao longo da campanha, nada é garantido para o Bolsonarinho, cujo único capital — o sobrenome — ele mesmo se esforça para renegar em parte, na vestimenta de moderado e vacinado.
Até não muito tempo atrás, eu tinha vergonha da política brasileira. Hoje, tenho nojo!
A existência desse "planeta fantasma" explicaria as órbitas incomuns de certos objetos transnetunianos extremos. As principais evidências vêm da análise das órbitas de corpos do Cinturão de Kuiper e da Nuvem de Oort, mas a baixa luminosidade, a vasta área do céu que precisa ser monitorada e a presença de outros objetos distantes tornam sua detecção direta extremamente difícil.
Outra suposição digna de nota é a de que Encélado — a sexta maior lua de Saturno — seja potencialmente habitável. Ela despertou o interesse dos cientistas em 2008, depois que o analisador de poeira cósmica da sonda Cassini foi atingido por partículas de gelo provenientes de um oceano de água líquida que fica sob a casca do satélite.
Os pesquisadores reconstruíram os sinais e identificaram uma grande variedade de moléculas contendo carbono, nitrogênio e oxigênio, associadas a processos químicos complexos em ambiente aquoso. Posteriormente, um estudo publicado na revista Nature Astronomy reforçou essa conclusão ao demonstrar que as tais moléculas orgânicas se originam diretamente do oceano, apontando para um ambiente potencialmente habitável.
A existência de elementos básicos para a vida em Encélado não significa que homenzinhos verdes — como a ficção dos anos 1950 e 1960 retratava os “marcianos” — habitam outros planetas do Sistema Solar, mas instiga os cientistas a investigar como a vida pode surgir em condições diferentes das da Terra, em ambientes que seriam inviáveis para os seres humanos.
Na astronomia, a zona habitável é apelidada de Cachinhos Dourados, numa alusão ao conto infantil em que a protagonista rejeita o mingau do bebê urso (doce demais) e o do papai urso (salgado demais), mas aceita o da mamãe ursa (que estava “no ponto certo”). Nessa região o planeta recebe de sua estrela uma quantidade de energia semelhante à que a Terra recebe do Sol, o que lhe assegura temperaturas compatíveis com a presença de água líquida em sua superfície.
Embora não haja (ainda) provas cabais da existência de civilizações alienígenas avançadas, não faltam evidências de que vimos sendo visitados por seres extraterrestres desde tempos imemoriais — entre outros exemplos, cito as pirâmides de Gizé, Stonehenge, os Moais da Ilha de Páscoa, o Templo de Júpiter e as Linhas de Nazca. Isso sem falar no sem-número de relatos de avistamentos OVNIs (ou UAPs) que reforça a tese de que, num universo com raio de 46,5 bilhões de anos-luz, 2 trilhões de galáxias, 200 sextilhões de estrelas e o dobro disso em planetas, a inexistência de vida fora da terra seria um enorme desperdício de espaço (como bem observou o cientista planetário Carl Sagan no livro Contato).
Observação: O acrônimo UFO — de unidentified flying object — deu lugar a UAP — de unidentified anomalous phenomena —, mas a explicação oficial ainda é a mesma na maioria dos casos, ou seja, que a origem dos objetos voadores não identificados não é necessariamente extraterrestre. Até recentemente, os OVNIs (ou UFOs, ou UAPs) eram classificados oficialmente como fenômenos atmosféricos mal interpretados ou alucinações coletivas fomentadas por teorias da conspiração, mas, aos poucos, o entendimento das autoridades mudou.
Há quem diga que indícios e evidências não são provas, que tudo isso não passa de coincidência cósmica, que esses números são meras estimativas indiretas baseadas em observações e modelos cosmológicos. A existência de naves alienígenas acidentadas jamais foi confirmada oficialmente, mas tampouco se conseguiu explicar a capacidade de pairar no ar como helicópteros e acelerar a velocidades hipersônicas desses objetos, que parecem ser muito mais avançados que qualquer coisa construída neste planeta.
Einstein teria dito que "o Universo e a estupidez humana são infinitos", José Saramago, que "o pior tipo de cegueira é a mental", e o detetive fictício Sherlock Holmes, que "quando se elimina o impossível, o que sobra, por mais improvável que seja, deve ser a verdade". Em outras palavras argumentar com quem renunciou à lógica é o mesmo que dar remédio a um defunto.
Em 1947, o Roswell Army Air Field reconheceu que um "disco voador" havia caído na área rural da cidade de Roswell, no Novo México (EUA). Um segundo comunicado à imprensa, porém, dizia tratar-se de um balão meteorológico. O episódio transformou a cidade em ícone da ufologia, e a Area 51, em palco de teorias conspiratórias envolvendo naves e seres alienígenas.
Entre os anos de 1948 e 1968, o Projeto Blue Book identificou 1.268 relatos de UFOs, dos quais 701 permanecem envoltos em mistério. O mesmo se aplica a 143 dos 144 avistamentos que o Pentágono registrou nas últimas duas décadas. Em 2010, dezenas de oficiais norte-americanos avistaram objetos não identificados pairando sobre silos de mísseis nucleares na Base Aérea de Malmstrom, em Montana. O ex-capitão Robert Salas relatou ter ficado a poucos metros de uma nave vermelha, brilhante, que flutuava acima do portão da frente da instalação. No Brasil, o caso Trindade, a Operação Prato e o ET de Varginha são exemplos emblemáticos de contatos imediatos de diversos graus.
Em 2017, um ex-diretor do AATIP entregou ao The New York Times vídeos gravados por caças da Marinha em 2004, 2014 e 2015; num deles, que ficou conhecido como Incidente Nimitz, via-se claramente um objeto oval sem asas nem propulsores visíveis executar manobras impossíveis do ponto de vista aerodinâmico. Em abril de 2025, o Telescópio Espacial James Webb detectou na atmosfera do planeta K2-18b impressões digitais químicas de dois gases — sulfeto de dimetila e dissulfeto de dimetila — que na Terra são produzidos exclusivamente por organismos vivos, principalmente vida microbiana como o fitoplâncton marinho.
Observação: Os pesquisadores foram cuidadosos em não anunciar a descoberta de vida propriamente dita, mas classificaram o achado como uma potencial "bioassinatura" — um indicador de processo biológico. Vale notar que K2-18b está a 124 anos-luz da Terra, o que torna a descoberta ainda mais eloquente.
Em Marte, o rover Perseverance da NASA encontrou em um antigo leito fluvial uma formação rochosa batizada de "Cheyava Falls", cujas análises químicas sugerem que o planeta vizinho pode ter sido o lar de micróbios antigos. A rocha contém moléculas orgânicas à base de carbono, minerais como a vivianita e estruturas em forma de anel que, bilhões de anos atrás, poderiam ter sido forjadas pela vida. Essa descoberta foi descrita como a melhor evidência de vida antiga em Marte encontrada até agora.
Em setembro de 2023, a NASA publicou seu Relatório Final sobre UAPs, reconhecendo que "muitas testemunhas com credibilidade, entre as quais aviadores militares, relataram ter visto objetos que não reconheceram no espaço aéreo dos Estados Unidos". Embora o relatório não conclua formalmente pela existência de vida extraterrestre, a Agência não descarta a possibilidade de "potencial tecnologia alienígena desconhecida operando na atmosfera da Terra".
Na audiência histórica de julho de 2023 no Congresso — a primeira em mais de 50 anos sobre o tema —, David Grusch, ex-oficial de inteligência dos EUA, declarou sob juramento que "não estamos sozinhos, e as autoridades dos Estados Unidos estão escondendo evidências", afirmando que o governo americano possui veículos alienígenas "intactos e parcialmente intactos". Já o comandante David Fravor, veterano da Marinha, descreveu o objeto que avistou em 2004 como "muito superior a qualquer coisa" existente naquela época, hoje, ou que se pretenda desenvolver nos próximos dez anos — e revelou que o incidente jamais foi investigado oficialmente.
Em 2017, o objeto interestelar 'Oumuamua — cujo nome havaiano significa "mensageiro de longe que chega primeiro" — atravessou o Sistema Solar em trajetória altamente hiperbólica, deixando a comunidade científica perplexa. O astrônomo Avi Loeb, de Harvard, argumentou que ele poderia ter atingido altas velocidades a partir de uma vela solar criada por uma civilização extraterrestre — uma hipótese polêmica, mas formulada por um cientista com 30 anos de carreira na Ivy League e centenas de artigos publicados.
O enredo ganhou novo capítulo em julho de 2025, quando um terceiro objeto interestelar — o 3I/ATLAS — foi detectado se aproximando do Sistema Solar a cerca de 217.000 km/h, vindo da direção da constelação de Sagitário. Loeb argumentou que um objeto daquele tamanho dificilmente teria uma origem aleatória: "Não é como se esses objetos estivessem flutuando em todas as direções. Este objeto mirou no sistema solar interno."
É fato que NASA colocou astronautas na Lua e enviou sondas para o espaço interestelar, mas nenhuma tecnologia desenvolvida até agora permitiu cruzar o cosmos a velocidades próximas à da luz ou criar atalhos no espaço-tempo que permitam percorrer milhões ou bilhões de quilômetros numa questão de minutos (ao menos até onde sabemos). Em última análise, basta manter a mente aberta para admitir a possibilidade de existirem civilizações mais desenvolvidas que a nossa e extraterrestres viajando pelo cosmos em busca de outros mundos.
Curiosamente, milhões de pessoas, em pleno século XXI, ainda acreditam que a Terra é plana e negam qualquer possibilidade de vida extraterrestre, mesmo quando confrontadas com a avalanche de fotos que comprovam a esfericidade do planeta e o sem-número relatos de OVNIs que sugerem o contrário.
Não se nega a esses bocórios o direito de viver dentro de suas bolhas, orbitando certezas que desafiam a gravidade da lógica. Afinal, pode-se derrotar 40 sábios com um único argumento, mas 400 argumentos não bastam para convencer um idiota daquilo que lhe salta aos olhos.
Continua…

