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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

AINDA SOBRE A ÁREA 45 E O CASO ROSWELL

A PRIMEIRA COISA QUE DUAS PESSOAS FAZEM QUANDO COMEÇAM UMA VIDA EM COMUM É CAMINHAR EM SENTIDOS OPOSTOS. 

Em meio à Guerra Fria, o receio de que a URSS desenvolvesse armas nucleares levou os EUA a investir em tecnologias avançadas e construir a base militar de Roswell, no Novo México. Testes de aeronaves como o U-2 fizeram com que os avistamentos de OVNIs se multiplicaram no deserto de Nevada — vale lembrar que nem todo objeto voador não identificado é necessariamente alienígena.  
 
Em meados de 1947, rancheiros avistaram luzes esquisitas nos céus do Novo México. Após uma noite de tempestade, Willian Brazel comunicou ao xerife de Chaves County que havia encontrado destroços de uma nave alienígena no seu rancho. O policial notificou o major Jesse A. Marcel, do Escritório de Inteligência do 509º Grupo de Bombardeiro, e os destroços foram prontamente recuperados pelos militares e inspecionados na Base Aérea de Roswell.
 
A notícia de que um disco voador havia sido encontrado foi largamente divulgada pela imprensa, mas desmentida pela Base Aérea Naval de Fort Worth, no Texas, onde os supostos destroços e corpos dos alienígenas foram periciados. Segundo os militares, o objeto era um balão meteorológico, e os quatro ETs pequeninos, cinzentos, com cabeças e olhos enormes, apenas bonecos de prova lançados de altitudes elevadas para avaliar os estragos causados pela queda. 
 
Décadas se passaram até o físico Stanton T. Friedman encontrar um certo major Jesse Marcel, o tenente Walter Haut admitir que não só viu o OVNI como os cadáveres dos tripulantes, e o agente da CIA Chase Brandon revelar que arquivos confidenciais o convenceram de que a nave era extraterrestre e os corpos encontrados em Roswell eram alienígenas. 
 
Haut e Marcel já faleceram, mas outras "testemunhas" alegaram ter visto a nave — como o agente funerário Glenn Dennis, que teria levado os corpos dos ETs a pedido do Exército — ou sido abduzidas. Os céticos dizem que Marcel era um mentiroso, que Haut estava caduco, e que as outras testemunhas só deram o ar da graça muitos anos depois. 
 
Ainda assim, o "Incidente de Roswell" continua dividindo opiniões, quando mais não seja porque a versão oficial soa tão patética quanto a inocência de Lula e o respeito de Bolsonaro pelo Estado Democrático de Direito. Houve, sim, uma conspiração, ainda que não exatamente a que ufólogos querem ver. Mas isso é assunto para uma próxima postagem.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

ÁREA 51

TUDO É A PONTA DE UM MISTÉRIO, INCLUSIVE OS FATOS OU A AUSÊNCIA DELES. QUANDO NADA ACONTECE, HÁ UM MILAGRE QUE NÃO ESTAMOS VENDO.

A Área 51 é uma região do deserto de Nevada (EUA) onde uma base militar, criada em meados do século passado, foi usada pela primeira vez em 1955, para testar o avião espião U2São mais de um milhão de hectares cercados por arame farpado e placas avisando que há vigilância eletrônica e guardas armados com permissão para usar força letal contra os invasores. O que acontece lá é altamente secreto, dando azo a inúmeras teorias da conspiração, como a de que a base guarda os destroços de uma nave alienígena que caiu em Roswell, em 1947, e os corpos dos respectivos tripulantes (segundo a versão oficial, o objeto era apenas um balão). 

 

O "Caso Roswell" vem sendo objeto de teorias conspiratórias há mais de sete décadas. Em 8 de julho de 1947, o jornal Roswell Daily Record publicou que os militares haviam recolhidos destroços de um disco voador, mas voltou atrás na edição do dia seguinte, afirmando que se tratava de um balão meteorológico. Informações divulgadas posteriormente deram conta de que o fazendeiro local William "Mac" Brazel havia encontrado e oferecido pedaços do tal balão a jornais locais, em troca de dinheiro. 

 

Em 1989, o físico americano Bob Lazar revelou à imprensa que trabalhou na base, e que os cientistas utilizam engenharia reversa para descobrir como os discos voadores funcionam. Poucos anos depois, o ex-agente da CIA Chase Brandon afirmou que teve acesso a um arquivo secreto, onde uma caixa etiquetada como Roswell chamou sua atenção. "Não vou contar exatamente o que eu vi, mas eram fotos e documentos que validaram todas as minhas suspeitas sobre o caso" (de que se tratava realmente de uma nave alienígena com cadáveres de extraterrestres). 

 

De acordo com o investigador britânico Philip Mantle, que continua estudando o assunto, a chave para entender o que ocorreu em 1947 é o major da inteligência do 509º Grupo de Bombardeio do Exército dos EUA  Jesse Marcel — o primeiro oficial graduado a chegar ao local do acidente —, que foi incumbido de "recolher pedaços de dispositivos e auxiliar em futuras investigações".


Observação: Uma testemunha chamada Calvin Parker, que foi apresentada a Marcel por um amigo em comum após ela próprio ter sido abduzida por alienígenas, disse que e o major guardou parte do material coletado naquele dia dentro de um aquecedor de água. "Ele me disse que recebeu ordens para dizer que era apenas um balão meteorológico".

 

Em entrevista ao Daily Mail, Jesse Marcel III e John Marcel afirmaram que o avô foi obrigado a negar que a nave encontrada no local era extraterrestre, mas escreveu em seu diário que pedaços do OVNI exibiam uma "escrita alienígena".

 

A CIA só reconheceu oficialmente a existência da Área 51 em agosto de 2013. Quatro meses depois, Barack Obama tornou-se o primeiro presidente americano a mencionar o assunto publicamente.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 50ª PARTE (AINDA SOBRE OVNIS)

ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO.

Suspeitas de que alienígenas visitam a Terra não vêm de hoje (vide capítulo 40). Há inúmeros relatos de avistamentos de OVNIs — acrônimo de "objetos voadores não identificados" —, mas faltam argumentos convincentes de que se trata de balões meteorológicos, drones ou projetos desenvolvidos em segredo pelos EUA, Rússia ou China. 

 

Observação: O acrônimo UFO — de "unidentified flying object" — deu lugar a UAP — de "unidentified anomalous phenomena" —, mas a explicação oficial ainda é a mesma na maioria dos casos, ou seja, que não necessariamente têm origem extraterrestre. Até recentemente, os UAPs eram classificados oficialmente como fenômenos atmosféricos mal interpretados ou alucinações coletivas fomentadas por teorias da conspiração, mas, aos poucos, o entendimento das autoridades vem mudando (mais detalhes no capítulo anterior).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Quando um quer, dois brigam. Quando dois querem, aí mesmo é que o pau come. Ninguém sabe qual vai ser o resultado da próxima sucessão. Mas parece claro que a Presidência da República vai ser disputada em 2026 a paus e pedras. 

Os dois lados ruminam certas dúvidas, nenhuma delas certa. Lula subiu nas penúltimas pesquisas, mas não disparou. Os rivais estão zonzos, mas não morreram. A incerteza deveria conduzir ao diálogo, não à desavença.

A eleição presidencial ainda mora longe. O desalinho das contas nacionais mora ao lado. Seja quem for o eleito, terá que lidar com um buraco de mais de 92% de despesas obrigatórias consumindo todo quase todo o dinheiro arrecadado com impostos.

Se a briga prematura de governo e oposição serve para alguma coisa é para cavar um buraco ainda maior.

 

Eventos famosos, como o Projeto Mogul — que usava balões metálicos para espionagem — foram atribuídos a programas militares secretos. A existência de naves alienígenas acidentadas jamais foi confirmada oficialmente, mas tampouco se conseguiu explicar a capacidade de pairar no ar como helicópteros e acelerar a velocidades hipersônicas desses objetos, que parecem ser muito mais avançados que qualquer coisa construída neste planeta. 

 

O célebre Caso Roswell merece destaque especial. Em 1947, o Roswell Army Air Field reconheceu que um "disco voador" havia caído na área rural da cidade de Roswell, no Novo México (EUA). Num segundo comunicado à imprensa, a nova versão dizia tratar-se de um balão meteorológico. O episódio transformou a cidade em ícone da ufologia e a Area 51, em palco de teorias conspiratórias envolvendo naves e seres alienígenas. Décadas depois, Bill Clinton determinou uma investigação federal sobre "o que estava acontecendo lá", e a CIA finalmente reconheceu a existência da base militar no deserto de Nevada, mas assegurou que ela era usada apenas em projetos secretos de vigilância aérea. 

 

Em 2010, dezenas de oficiais norte-americanos avistaram objetos não identificados pairando sobre silos de mísseis nucleares na Base Aérea de Malmstrom, em Montana. O ex-capitão Robert Salas relatou ter ficado a poucos metros de uma nave vermelha, brilhante, que flutuava acima do portão da frente da instalação. No Brasil, o caso Trindade, a Operação Prato e o ET de Varginha são exemplos emblemáticos de contatos imediatos de diversos graus.

 

Radares não têm crença, mas, afora os documentos oficiais e fotografias de UAPs — que são alvo de escrutínio constante por meio de ferramentas de análise de imagens —, as evidências com que os ufólogos trabalham são, em sua maioria, testemunhos pessoais submetidos a testes de confiabilidade pelos próprios ufólogos, que não raro conduzem a novas perguntas. Segundo o autor da tese "Objetos intangíveis: ufologia, ciência e segredo", a ufologia toma emprestados elementos das diversas disciplinas científicas, mas utiliza seus próprios métodos e questiona a ciência por ignorar relatos sobre os avistamentos que teriam potencial para fazê-la "progredir". 

 

É fato que a NASA colocou astronautas na Lua e enviou sondas para o espaço interestelar. Mas também é fato que nenhuma tecnologia desenvolvida até agora permitiu cruzar o cosmos a velocidades próximas à da luz ou criar atalhos no espaço-tempo através dos quais seja possível percorrer milhões ou bilhões de quilômetros em questão de minutos (ao menos até onde sabemos). No entanto, já dizia o poeta que não há nada como o tempo para passar. Os físicos trabalham atualmente com modelos teóricos que incluem buracos de minhoca, dilatação temporal e até universos paralelos — ideias tão ousadas foi a possibilidade de cruzar o mar sem cair da borda do mundo durante as Grandes Navegações. Talvez ainda estejamos na era das caravelas da física temporal, mas quem sabe o que o "Concorde da cronologia" nos trará nos próximos séculos?

 

No livro Eram os Deuses Astronautas? (1968), Erich von Däniken oferece explicações intrigantes para diversos enigmas que a história não conseguiu elucidar. Segundo sua Teoria dos Antigos Astronautas, alienígenas visitam a Terra há milhares de anos, e foram tomados como "deuses" pelos antigos egípcios, gregos, maias e outros povos, como evidenciam pinturas e esculturas encontrada por arqueólogos. "Autores "sérios" como Pierre Houdin e Bob Brier atribuem ao trabalho do pesquisador suíço a pecha de “pseudociência”, mas talvez haja uma ponta de inveja nessa crítica, considerando que os livros do “pseudocientista” foram traduzidos para mais de 30 idiomas, venderam dezenas de milhões de cópias e inspiraram a popular série Alienígenas do Passado, do History Channel.

 

Cada um pode acreditar no que bem entender — da probidade da autoproclamada "alma viva mais honesta do Brasil" ao "patriotismo" do penúltimo inquilino do Palácio do Planalto; da planicidade da Terra à existência de seres reptilianos que habitam as profundezas do planeta. Eu, a exemplo de São Tomé (que só acreditou na ressureição de Cristo depois de ver e tocar em suas chagas), prefiro ver para crer. Entre narrativas religiosas que tentam explicar mistérios que as próprias religiões não entendem, e teorias baseadas em evidências levantadas pela ciência, eu prefiro estas àquelas. 

 

Entre os anos de 1948 e 1968, o Projeto Blue Book identificou 1.268 relatos de UFOs, dos quais 701 permanecem envoltos em mistério. E o mesmo se aplica a 143 dos 144 avistamentos que o Pentágono registrou nas últimas duas décadas. Um ex-diretor do AATIP — entregou ao The New York Times vídeos gravados por caças da Marinha em 2004, 2014 e 2015. Num deles, que ficou conhecido como Incidente Nimitz, um objeto oval sem asas nem propulsores visíveis executava manobras aparentemente impossíveis do ponto de vista aerodinâmico. 

 

Um relatório produzido pela ODNI catalogou 510 casos de UAPs. Dos 366 que foram investigados, 26 eram sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS) ou drones, 163 eram balões ou "artefatos semelhantes a balões", meia dúzia foi considerada "desordem” (como pássaros, sacolas plásticas de compras flutuando no ar, e por aí vai) e 171 foram classificados como avistamentos de UAPs "não caracterizados e não atribuídos (sobretudo os que demonstram características de voo incomuns ou capacidades de desempenho que requerem análises mais aprofundadas).  

 

Em um episódio da série Unidentified com Demi Lovato, a própria apresentadora disse que foi abduzida por alienígenas. A modelo brasileira Isabeli Fontana relatou uma experiência inusitada durante a gravidez. Fábio Jr. contou à revista IstoÉ que viu duas naves pairando sobre seu carro. A ex-BBB Flávia Viana disse ter avistado um OVNI na cidade mineira de Três Pontas. O ator Rodrigo Andrade compartilhou em suas redes sociais um vídeo no qual um "objeto luminoso" acompanhou o avião em que ele viajava por cerca de 25 minutos — e que mudou de cor e de tamanho várias vezes antes de desaparecer. 

 

O jornalista e apresentador Amaury Jr contou que já avistou mais de 40 objetos esféricos e em forma de prato em sítio, no município paulista de Vinhedo. A cantora Elba Ramalho revelou ter sido "chipada" por extraterrestres enquanto dormia. Suzana Alves — mais conhecida como Tiazinha — filmou um OVNI na Marginal Pinheiros, em São Paulo, por cerca de 30 segundos. Tarcísio Meira contou que ele, a mulher e outras seis pessoas testemunharam quatro objetos voando em formação assimétrica que ficaram parados por cerca de um minuto antes de desaparecer. O cantor Xororó observou uma nave com uma luz bem forte quando dirigia por uma estrada do interior de São Paulo, e disse que teria parado e tentado um contato se sua mulher e os filhos não estivessem no carro com ele. 

 

Observação: Não sei se esses depoimentos são confiáveis, mas sei que passei por uma experiência semelhante à do sertanejo nos anos 1960, quando passava férias no sítio dos meus avós, numa bucólica cidadezinha do interior paulista. Um primo que estava comigo também viu a luz, que continuou sobre nós enquanto fugíamos em desabalada carreira, e então se tornou um pontinho no céu e desapareceu. Voltei ao sítio outras vezes em outros anos, mas nunca vi nada parecido. Reencontrei esse primo uma dezena de vezes nos últimos 60 anos, mas, curiosamente, nunca falamos no assunto.   

 

Durante um conversa descontraída com alguns colegas do Los Alamos National Laboratory, em 1950, o físico italiano Enrico Fermi levantou a seguinte questão: "Onde está todo mundo?" Um quarto de século depois, em seu único livro de ficção — Contact —, o astrofísico Carl Sagan escreveu "The universe is a pretty big place. If it's just us, seems like an awful waste of space" (O universo é um lugar muito grande. Se somos só nós, parece um terrível desperdício de espaço). E com efeito. 

 

Em condições ideais (noite sem lua, com atmosfera limpa e seca e sem poluição luminosa), conseguimos avistar de 2.500 a 3.000 estrelas no céu noturno. Considerando que enxergamos apenas metade da esfera celeste de cada vez, o total de estrelas visíveis a olho nu fica entre 5.000 e 6.000, mas estima-se que existam cerca de 100 bilhões de galáxias no Universo, as menores com alguns milhões de estrelas e as maiores com centenas de bilhões. Nem todos esses dez sextilhões de "sóis" têm planetas girando a seu redor, mas boa parte deles é orbitada.

 

Depois que o primeiro exoplaneta foi avistado (há cerca de 30 anos), outros milhares foram sendo observados não só em sistemas solares semelhantes ao nosso, mas também orbitando anãs vermelhas e estrelas de nêutrons ultradensas. Em 2022, o Projeto TESS confirmou a existência de cerca de 5.000 exoplanetas — atualmente, entre confirmados e aguardando confirmação, são mais de 8.000. Somente na Via Láctea há centenas de bilhões de "mundos" sobre os quais quase nada sabemos. 


Observação: Há desde mundos pequenos e rochosos, como a Terra, e gigantes gasosos maiores que Júpiter, como os assim chamados “Júpiteres quentes” — corpos celestes com semelhanças físicas com Júpiter, mas que orbitam muito mais próximos de suas estrelas, donde sua natureza "quente". Há ainda as “superterras” — planetas rochosos maiores que a Terra —, os "mininetunos" — versões menores que o "nosso" Netuno —, planetas que orbitam duas estrelas ao mesmo tempo ou que giram em torno de restos colapsados de estrelas mortas. O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, cujo lançamento está previsto para 2027, descobrirá novos exoplanetas, e Missão ARIEL, prevista para 2029, analisará as atmosferas dos exoplanetas com base em suas nuvens e neblinas.

 

Se formos um pouco mais além e consideramos que algumas hipotéticas civilizações sejam mais desenvolvidas que a nossa, como negar a possibilidade de extraterrestres viajarem pelo cosmos em busca de outros mundos? O surgimento de vida (da forma como a conhecemos) é um processo complexo, que precisa superar inúmeras barreiras, sobretudo quanto tomamos a Terra como exemplo de "planeta habitável típico". Por outro lado, se outras civilizações alcançaram um estágio de desenvolvimento semelhante ao nosso, por que não conseguimos detectar sinais de rádio ou de outro tipo de tecnologia alienígena avançada, como os que somos capazes de produzir?

 

Entre o silêncio das estrelas e o burburinho das teorias, o mistério persiste. E the answer, my friend, is blowing in the wind.

 

Continua...

quarta-feira, 1 de março de 2023

AINDA SOBRE CONTATOS IMEDIATOS

O QUE É MAIS ASSUSTADOR? A IDEIA DE VIDA ALIENÍGENA OU A DE ESTARMOS SOZINHOS NA IMENSIDÃO DO UNIVERSO?

Nas primeiras semanas de fevereiro, três OVNIs e um balão de vigilância chinês foram abatidos pela Força Aérea dos EUAOficialmente, os objetos foram derrubados porque invadiram a faixa de altitude dos voos comerciais, e o balão, por ter sobrevoado bases militares como a de Malmstrom, que guarda um arsenal de mísseis intercontinentais, e a de Offutt, que sedia o comando do Departamento de Defesa encarregado do armamento nuclear americano. 

 

O presidente Joe Biden relativizou a questão da segurança nacional e o impacto do episódio nas relações com a China, mas seu secretário de Estado classificou o incidente de "inaceitável e irresponsável" e adiou uma viagem que faria a Pequim (mais detalhes na postagem do último dia 27).

 

Vale lembrar que a sigla OVNI designa qualquer objeto voador não identificado, entre os quais balões meteorológicos, aeronaves militares, veículos privados e até fenômenos naturais. Por outro lado, o Projeto Blue Book estudou mas de 12 mil avistamentos de OVNIs e não conseguiu explicar boa parte deles.

 

Em 1947, o Roswell Army Air Field reconheceu que um “disco voador” havia caído na área rural de Roswell, mas, num segundo comunicado à imprensa, disse que se tratava de um balão meteorológico. O episódio transformou a cidade em ícone da ufologia e a Area 51 em palco de teorias conspiratórias envolvendo espaçonaves e seres extraterrestres. Décadas depois, o então presidente Bill Clinton determinou uma investigação federal sobre "o que estava acontecendo lá", e a CIA finalmente reconheceu a existência da base militar no deserto de Nevada, mas garantiu que ela era usada apenas em projetos secretos de vigilância aérea. 

 

Em 2010, dezenas de oficiais norte-americanos avistaram OVNIs pairando sobre silos de mísseis nucleares na Base Aérea de Malmstrom, em Montana. O ex-capitão Robert Salas disse que ficou a menos de 10 metros de uma nave vermelha, brilhante, que flutuava acima do portão da frente da instalação. No Brasil, o caso Trindade, a Operação Prato e o ET de Varginha são exemplos emblemáticos de "contatos imediatos" de diversos graus (detalhes no post do dia 26 do mês passado).

 

Segundo o professor e pesquisador Rafael Antunes Almeida, autor da tese "Objetos intangíveis: ufologia, ciência e segredo", a ufologia toma emprestados elementos das diversas disciplinas científicas, mas utiliza seus próprios métodos e questiona a ciência por ignorar relatos sobre os avistamentos que teriam potencial para fazê-la “progredir”. 

 

Radares não têm crença, mas, afora os documentos oficiais e fotografias de OVNIs — que são alvo de escrutínio constante por meio de ferramentas de análise de imagens —, as evidências com que os ufólogos trabalham são, em sua maioria, testemunhos pessoais submetidos a testes de confiabilidade pelos próprios ufólogos, que não raro conduzem a novas perguntas.

 

Continua...

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

PONTOS A PONDERAR

PODE-SE LEVAR UM BURRO ATÉ O RIACHO, MAS NÃO SE PODE OBRIGÁ-LO A BEBER.

 

Desde tempos imemoriais que a história da humanidade é marcada por rupturas, migrações e saltos tecnológicos surpreendentes. Iniciada há cerca de 20 milhões de anos, a jornada dos hominídeos é o fio condutor que nos levou da savana africana ao espaço aéreo transatlântico, passando por mamutes, caravelas e aviões supersônicos. 

 

Transformar algo que simplesmente rolava em um artefato funcional — com eixo, encaixe e aplicação sistemática — foi um salto tão extraordinário quanto aproveitar o fogo produzido pela queda de raios e utilizá-lo para aquecimento, proteção contra animais e cozimento de alimentos. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


As fraudes de longa data do Banco Master — que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central — é mais um dos muitos escândalos com os quais nos habituamos a conviver, mas exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.

As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: "Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã". 

Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.

Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação — o que não é de estranhar —, cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de "estancar a sangria" mediante acordos "com o Supremo, com tudo", falando sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava-Jato. 

A malfadada novidade aqui é ver o STF e o TCU arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli e Jhonatan de Jesus, respectivamente, que precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições. Mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto — a menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de gente.


A capacidade inata do ser humano de transformar simples percepções em saltos tecnológicos é notória. Por volta de 3000 a.C., os egípcios já navegavam pelo Nilo em barcos movidos a remo, mas levaram 500 anos para equipar suas embarcações com velas e aproveitar os ventos do norte para subir o rio e transportar excedentes agrícolas para centros comerciais como Mênfis e Tebas. E outros 3.000 anos se passaram até que portugueses e espanhóis singrassem os oceanos em naus, caravelas e galeões, na chamada Era das Grandes Navegações. 

 

Os primeiros barcos a vapor surgiram no início do século XIX, e os motores a óleo diesel, cerca de 50 anos depois. Em 1903, os irmãos Wright realizaram o primeiro voo motorizado. Em 1906, Santos Dumont demonstrou que um artefato mais pesado que o ar era capaz de decolar, voar e pousar por meios próprios. Dali a oito décadas, o supersônico Concorde já sobrevoava o Atlântico em menos de três horas — façanha que Cabral e sua trupe levaram 41 dias para realizar em 1500.

 

Não é exagero afirmar que a evolução tecnológica foi mais expressiva nos últimos dois séculos do que desde a invenção da roda até a Revolução Industrial, e que se intensificou ainda mais nos anos 1900. Segundo os teóricos da conspiração, parte desse avanço teria sido impulsionado pela aplicação de engenharia reversa numa tecnologia extraterrestre. 


Tudo começou em julho de 1947, quando uma suposta nave alienígena caiu em Roswell, no Novo México. O governo americano chegou a anunciar que havia recuperado um “disco voador”, mas logo recuou, alegando que se tratava de um simples balão meteorológico — versão que, como não poderia deixar de ser, só alimentou ainda mais as especulações (detalhes nesta postagem). 

 

A partir daí, surgiram relatos de instalações secretas na Área 51, agentes misteriosos conhecidos como “Homens de Preto” (MIB) e até mesmo de experimentos com corpos alienígenas em bases subterrâneas. O coronel Philip Corso, figura central nesse enredo, afirmou em seu livro The Day After Roswell que tecnologias como microchips, fibras ópticas e visão noturna teriam sido desenvolvidas a partir dos destroços da nave. 

 

O ser humano já singrou oceanos em caravelas, rasgou céus em aviões, pousou sondas em cometas, conectou bilhões de pessoas em tempo real por meio de redes invisíveis, criou algoritmos que diagnosticam doenças antes dos sintomas, carros autônomos e inteligências artificiais. Mas contrasta com esse avanço tecnológico embriagante algo profundamente desconcertante: quanto mais sofisticadas nossas ferramentas, mais primitivas parecem ser algumas de nossas crenças.

 

Numa era em que a ciência é capaz de editar genes, milhões de pessoas continuam negando a eficácia das vacinas. A despeito de satélites mapearem a Terra com precisão milimétrica e fotos tiradas do espaço e até da superfície lunar comprovarem a esfericidade do planeta, 7% dos brasileiros se declaram terraplanistas.

 

Quase um terço da população brasileira entre 15 e 64 anos é composto de analfabetos funcionais, dos quais 36% são alfabetizados em nível elementar e 35% têm ao menos a capacidade de selecionar múltiplas informações em textos e compreender tabelas. Nos EUA, 2% das pessoas acreditam que a Terra é plana e 5% têm dúvidas. 


Isso explica por que Trump foi reeleito lá e Lula, cá, por que os bolsomínions acreditam que Bolsonaro seja um ex-presidente de mostruário que Xandão e seus pares de toga, que o condenaram — e a seus asseclas de alto coturno — por tentar dar um golpe de Estado. 

 

No Brasil — e não só aqui, diga-se —, parlamentares que se dizem representantes do povo legislam em causa própria, líderes que se vendem como salvadores flertam com o autoritarismo, e uma democracia que se sustenta sobre urnas eletrônicas auditáveis é atacada por quem não aceita o resultado delas. É como se estivéssemos pilotando um foguete com o painel de controle de um bonde do século XIX — e com passageiros que querem puxar o freio de mão.

 

A tecnologia não é redentora por si só. Ela é uma ferramenta e, como tal, depende de quem a empunha. Um bisturi pode salvar ou tirar uma vida. Um algoritmo pode promover inclusão ou reforçar preconceitos. Um microfone pode informar ou manipular. O verdadeiro salto civilizacional não está apenas em inventar coisas novas, mas em usar as que já temos com ética, inteligência e coragem.

Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja inventar o próximo foguete, mas impedir que ele seja sequestrado por quem quer usá-lo para apagar a luz da razão. Porque, no fim das contas, não há avanço tecnológico que compense o retrocesso moral.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — SOBRE VIDA ALIENÍGENA E OVNIs

A FILOSOFIA É COMPOSTA DE RESPOSTAS INCOMPREENSÍVEIS PARA QUESTÕES INSOLÚVEIS.

Aprendia-se nos meus tempos de estudante que nosso sistema solar era formado por nove planetas, que Júpiter era o maior deles e tinha 12 luas, e que Saturno era o único com anéis e era orbitado por nove satélites. Mas não há nada como o tempo para passar.

Em 2006, Plutão foi rebaixado à categoria de objeto transnetuniano, e hoje se sabe que Urano e Netuno também têm anéis; que Júpiter possui 95 satélites, e Saturno, 27. Suspeita-se, inclusive, da existência de um nono planeta nos confins do Sistema Solar, além da órbita de Netuno — a algo entre 400 e 800 unidades astronômicas do Sol — e que sua translação dure algo entre 10 mil e 20 mil anos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Enquanto os pretendentes do PT e do PL figuram nas pesquisas como favoritos na eleição presidencial, a vida real impõe desafios às posições hoje de ponta de Lula e de Flávio Bolsonaro nas intenções de votos. O ponto de convergência nas dificuldades é a rejeição a ambos.

Cada qual atrai razões para tanto desagrado, mas a diferença principal entre eles é que o petista não tem concorrência à esquerda e a substantiva parcela do eleitorado que repudia a reeleição dele é insuficiente para lhe tomar a vaga no segundo turno. Tal hipótese só seria viável — embora improvável — caso prosperasse a ideia de uma desistência em função do derretimento da candidatura.

Já Flávio Bolsonaro — chamado por Haddad de "bolsonarinho", num inspirado lance para marcá-lo como filhote do bolsonarismo — enfrenta resistências internas e externas, além de ser refém da própria vulnerabilidade. E aqui não se trata só do passivo de rachadinhas, condecoração de miliciano, empréstimo camarada do Banco de Brasília para compra de mansão na capital. O filho do pai enfrenta concorrência no campo da direita, no qual perde em experiência administrativa para Romeu Zema e Ronaldo Caiado, e em lastro político para Renan Santos e Aldo Rebelo.

Ao rol de fragilidades acrescentem-se um Tarcísio de Freitas distante, uma Michelle descontente, evangélicos reticentes, agronegócio hesitante e um contingente de candidatos, lideranças e militantes de direita relativamente indiferentes à campanha.

Por essas e muitas outras circunstâncias que surgirão ao longo da campanha, nada é garantido para o Bolsonarinho, cujo único capital — o sobrenome — ele mesmo se esforça para renegar em parte, na vestimenta de moderado e vacinado.

Até não muito tempo atrás, eu tinha vergonha da política brasileira. Hoje, tenho nojo!


A existência desse "planeta fantasma" explicaria as órbitas incomuns de certos objetos transnetunianos extremos. As principais evidências vêm da análise das órbitas de corpos do Cinturão de Kuiper e da Nuvem de Oort, mas a baixa luminosidade, a vasta área do céu que precisa ser monitorada e a presença de outros objetos distantes tornam sua detecção direta extremamente difícil.


Outra suposição digna de nota é a de que Encélado — a sexta maior lua de Saturno — seja potencialmente habitável. Ela despertou o interesse dos cientistas em 2008, depois que o analisador de poeira cósmica da sonda Cassini foi atingido por partículas de gelo provenientes de um oceano de água líquida que fica sob a casca do satélite. 


Os pesquisadores reconstruíram os sinais e identificaram uma grande variedade de moléculas contendo carbono, nitrogênio e oxigênio, associadas a processos químicos complexos em ambiente aquoso. Posteriormente, um estudo publicado na revista Nature Astronomy reforçou essa conclusão ao demonstrar que as tais moléculas orgânicas se originam diretamente do oceano, apontando para um ambiente potencialmente habitável.

 

A existência de elementos básicos para a vida em Encélado não significa que homenzinhos verdes — como a ficção dos anos 1950 e 1960 retratava os “marcianos” — habitam outros planetas do Sistema Solar, mas instiga os cientistas a investigar como a vida pode surgir em condições diferentes das da Terra, em ambientes que seriam inviáveis para os seres humanos.


Na astronomia, a zona habitável é apelidada de Cachinhos Dourados, numa alusão ao conto infantil em que a protagonista rejeita o mingau do bebê urso (doce demais) e o do papai urso (salgado demais), mas aceita o da mamãe ursa (que estava “no ponto certo”). Nessa região o planeta recebe de sua estrela uma quantidade de energia semelhante à que a Terra recebe do Sol, o que lhe assegura temperaturas compatíveis com a presença de água líquida em sua superfície.


Embora não haja (ainda) provas cabais da existência de civilizações alienígenas avançadas, não faltam evidências de que vimos sendo visitados por seres extraterrestres desde tempos imemoriais — entre outros exemplos, cito as pirâmides de Gizé, Stonehenge, os Moais da Ilha de Páscoa, o Templo de Júpiter e as Linhas de Nazca. Isso sem falar no sem-número de relatos de avistamentos OVNIs (ou UAPs) que reforça a tese de que, num universo com raio de 46,5 bilhões de anos-luz, 2 trilhões de galáxias, 200 sextilhões de estrelas e o dobro disso em planetas, a inexistência de vida fora da terra seria um enorme desperdício de espaço (como bem observou o cientista planetário Carl Sagan no livro Contato).


Observação: O acrônimo UFO — de unidentified flying object — deu lugar a UAP — de unidentified anomalous phenomena —, mas a explicação oficial ainda é a mesma na maioria dos casos, ou seja, que a origem dos objetos voadores não identificados não é necessariamente extraterrestre. Até recentemente, os OVNIs (ou UFOs, ou UAPs) eram classificados oficialmente como fenômenos atmosféricos mal interpretados ou alucinações coletivas fomentadas por teorias da conspiração, mas, aos poucos, o entendimento das autoridades mudou.


Há quem diga que indícios e evidências não são provas, que tudo isso não passa de coincidência cósmica, que esses números são meras estimativas indiretas baseadas em observações e modelos cosmológicos. A existência de naves alienígenas acidentadas jamais foi confirmada oficialmente, mas tampouco se conseguiu explicar a capacidade de pairar no ar como helicópteros e acelerar a velocidades hipersônicas desses objetos, que parecem ser muito mais avançados que qualquer coisa construída neste planeta.


Einstein teria dito que "o Universo e a estupidez humana são infinitos", José Saramago, que "o pior tipo de cegueira é a mental", e o detetive fictício Sherlock Holmes, que "quando se elimina o impossível, o que sobra, por mais improvável que seja, deve ser a verdade". Em outras palavras argumentar com quem renunciou à lógica é o mesmo que dar remédio a um defunto. 


Em 1947, o Roswell Army Air Field reconheceu que um "disco voador" havia caído na área rural da cidade de Roswell, no Novo México (EUA). Um segundo comunicado à imprensa, porém, dizia tratar-se de um balão meteorológico. O episódio transformou a cidade em ícone da ufologia, e a Area 51, em palco de teorias conspiratórias envolvendo naves e seres alienígenas. 


Entre os anos de 1948 e 1968, o Projeto Blue Book identificou 1.268 relatos de UFOs, dos quais 701 permanecem envoltos em mistério. O mesmo se aplica a 143 dos 144 avistamentos que o Pentágono registrou nas últimas duas décadas. Em 2010, dezenas de oficiais norte-americanos avistaram objetos não identificados pairando sobre silos de mísseis nucleares na Base Aérea de Malmstrom, em Montana. O ex-capitão Robert Salas relatou ter ficado a poucos metros de uma nave vermelha, brilhante, que flutuava acima do portão da frente da instalação. No Brasil, o caso Trindade, a Operação Prato e o ET de Varginha são exemplos emblemáticos de contatos imediatos de diversos graus


Em 2017, um ex-diretor do AATIP entregou ao The New York Times vídeos gravados por caças da Marinha em 2004, 2014 e 2015; num deles, que ficou conhecido como Incidente Nimitz, via-se claramente um objeto oval sem asas nem propulsores visíveis executar manobras impossíveis do ponto de vista aerodinâmico. Em abril de 2025, o Telescópio Espacial James Webb detectou na atmosfera do planeta K2-18b impressões digitais químicas de dois gases — sulfeto de dimetila e dissulfeto de dimetila — que na Terra são produzidos exclusivamente por organismos vivos, principalmente vida microbiana como o fitoplâncton marinho.


Observação: Os pesquisadores foram cuidadosos em não anunciar a descoberta de vida propriamente dita, mas classificaram o achado como uma potencial "bioassinatura" — um indicador de processo biológico. Vale notar que K2-18b está a 124 anos-luz da Terra, o que torna a descoberta ainda mais eloquente.


Em Marte, o rover Perseverance da NASA encontrou em um antigo leito fluvial uma formação rochosa batizada de "Cheyava Falls", cujas análises químicas sugerem que o planeta vizinho pode ter sido o lar de micróbios antigos. A rocha contém moléculas orgânicas à base de carbono, minerais como a vivianita e estruturas em forma de anel que, bilhões de anos atrás, poderiam ter sido forjadas pela vida. Essa descoberta foi descrita como a melhor evidência de vida antiga em Marte encontrada até agora.

Em setembro de 2023, a NASA publicou seu Relatório Final sobre UAPs, reconhecendo que "muitas testemunhas com credibilidade, entre as quais aviadores militares, relataram ter visto objetos que não reconheceram no espaço aéreo dos Estados Unidos". Embora o relatório não conclua formalmente pela existência de vida extraterrestre, a Agência não descarta a possibilidade de "potencial tecnologia alienígena desconhecida operando na atmosfera da Terra".

Na audiência histórica de julho de 2023 no Congresso — a primeira em mais de 50 anos sobre o tema —, David Grusch, ex-oficial de inteligência dos EUA, declarou sob juramento que "não estamos sozinhos, e as autoridades dos Estados Unidos estão escondendo evidências", afirmando que o governo americano possui veículos alienígenas "intactos e parcialmente intactos". Já o comandante David Fravor, veterano da Marinha, descreveu o objeto que avistou em 2004 como "muito superior a qualquer coisa" existente naquela época, hoje, ou que se pretenda desenvolver nos próximos dez anos — e revelou que o incidente jamais foi investigado oficialmente.


Em 2017, o objeto interestelar 'Oumuamua — cujo nome havaiano significa "mensageiro de longe que chega primeiro" — atravessou o Sistema Solar em trajetória altamente hiperbólica, deixando a comunidade científica perplexa. O astrônomo Avi Loeb, de Harvard, argumentou que ele poderia ter atingido altas velocidades a partir de uma vela solar criada por uma civilização extraterrestre — uma hipótese polêmica, mas formulada por um cientista com 30 anos de carreira na Ivy League e centenas de artigos publicados.


O enredo ganhou novo capítulo em julho de 2025, quando um terceiro objeto interestelar — o 3I/ATLAS — foi detectado se aproximando do Sistema Solar a cerca de 217.000 km/h, vindo da direção da constelação de Sagitário. Loeb argumentou que um objeto daquele tamanho dificilmente teria uma origem aleatória: "Não é como se esses objetos estivessem flutuando em todas as direções. Este objeto mirou no sistema solar interno."


É fato que NASA colocou astronautas na Lua e enviou sondas para o espaço interestelar, mas nenhuma tecnologia desenvolvida até agora permitiu cruzar o cosmos a velocidades próximas à da luz ou criar atalhos no espaço-tempo que permitam percorrer milhões ou bilhões de quilômetros numa questão de minutos (ao menos até onde sabemos). Em última análise, basta manter a mente aberta para admitir a possibilidade de existirem civilizações mais desenvolvidas que a nossa e extraterrestres viajando pelo cosmos em busca de outros mundos.


Curiosamente, milhões de pessoas, em pleno século XXI, ainda acreditam que a Terra é plana e negam qualquer possibilidade de vida extraterrestre, mesmo quando confrontadas com a avalanche de fotos que comprovam a esfericidade do planeta e o sem-número relatos de OVNIs que sugerem o contrário. 


Não se nega a esses bocórios o direito de viver dentro de suas bolhas, orbitando certezas que desafiam a gravidade da lógica. Afinal, pode-se derrotar 40 sábios com um único argumento, mas 400 argumentos não bastam para convencer um idiota daquilo que lhe salta aos olhos. 


Continua…