Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta roger penrose. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta roger penrose. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

A TEORIA DO BIG BANG ESTÁ ERRADA? (CONTINUAÇÃO)

TUDO SEMPRE PARECE MAIS CLARO QUANDO OLHAMOS PARA TRÁS.

As tratativas de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid devem implicar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, já que a PF só aceitou seguir com a negociação de um acordo se o ex-ajudante de ordens confessar seus crimes e apontar os demais envolvidos. 
Cid já prestou três longos depoimentos à PF, mas isso é só o começo.
A cúpula do Exército passou a apostar da delação premiada de Cid como uma espécie de "depuração" das Forças Armadas depois do grande desgaste provocado com a tentativa de golpe em 8 de janeiro. Nas palavras de um integrante da cúpula militar, a delação será positiva, pois permitirá "separar o joio do trigo”. A expectativa é que uma colaboração ampla do ex-ajudante de ordens ajude a responsabilizar outros militares da ativa e da reserva e ser uma espécie de ponto de corte. 
Questionado sobre a delação em entrevista ao GloboNews Mais, o ministro da Defesa usou o futebol como analogia: "um jogador indisciplinado que o árbitro expulsa de campo está com a camisa do time e sai campo com a camisa do time, mas não é o time". 


De acordo com o modelo cosmológico padrão, o Universo passou por um estágio de expansão tão rápido (inflação cósmica) que não houve tempo para que objetos fora do horizonte observável interagissem termicamente. Mas esse pressuposto esbarra na radiação cósmica de fundo, observável em todas as direções do céu, e resvala para o Problema do Horizonte.

 

A teoria da inflação cósmica foi proposta nos anos 1980 pelo físico teórico estadunidense Alan Guth, que não descartou as ideias comprovadas do Big Bang, mas fez novas previsões sobre fenômenos que diferem do modelo convencional, mas que não são bem aceitas pela comunidade científica. Outras teorias sustentam que o surgimento do Universo não foi o começo do espaço-tempo, e sim uma transição de uma fase anterior. Mas elas não explicam o que havia nessa "fase anterior". 


O físico Roger Penrose, Nobel de Física em 2020, sustenta a existência de outro cosmos antes do Big Bang, que se expandiu e depois se retraiu até voltar à singularidade (num processo conhecido como Big Crunch). Mas, também nesse caso, não falta quem ache a ideia um tanto maluca. 


Para formular sua teoria matematicamente, Penrose recorreu à chamada geometria conforme, que preserva os ângulos, mas não as distâncias  elas são importantes porque o universo cresce várias ordens de magnitude de forma acelerada e "cola" o final de cada universo à singularidade inicial do universo seguinte. No entanto, mesmo sendo matematicamente consistente, essa proposta não é aceita pelas principais correntes da cosmologia.

 

Observação: Stephen Hawking descobriu que os buracos negros emitem radiação. Por ser muito fraca, a radiação Hawking nunca foi detectada, mas ninguém no campo da física teórica duvida de sua existência, até porque ela se baseia na teoria quântica de campos em espaços curvos, confirmada por múltiplas observações diferentes em outras áreas. Em linhas gerais, a teoria quântica de campos em espaços curvos combina os princípios da teoria quântica com os da teoria da relatividade geral de Einstein.

 

Penrose afirmou que encontrou evidências de sua teoria na radiação cósmica de fundo, que está presente em todo o universo (segundo a NASA, nos tempos anteriores à TV a cabo, todos os lares com televisão podiam ver o brilho do Big Bang como um sinal estático na tela, bastando ligar o aparelho e sintonizá-lo num canal "intermediário"). Posteriormente, ele e seus colaboradores descobriram pontos anômalos na radiação de fundo (que foram batizados de pontos de Hawking, são "anômalos" por serem excepcionalmente quentes, mas não se encaixam na teoria da inflação, que explica a homogeneidade e a isotropia do universo). 


Penrose sustenta que os tais pontos são vestígios de universos passados, mas a comunidade científica questiona sua existência, já que nenhum outro físico teórico ou cosmólogo os identificou. Para os defensores da inflação cósmica, partículas teriam formado um "campo de inflação", causando uma expansão hiperacelerada do cosmos, mas há quem considere essa ideia um "ajuste" para uma hipótese cheia de lacunas. Até mesmo Paul Steinhardt, que foi um dos arquitetos originais da teoria inflacionária, admite que o modelo é "inconclusivo". 


Ethan Siegel, defensor da Inflação Cósmica, reconhece que Penrose mereceu o Nobel por seu trabalho sobre buracos negros, mas diz que ele foi irresponsável ao defender tão fervorosamente uma hipótese baseada em dados totalmente opostos ao que ele afirma. Centenas de cientistas apontaram isso para Penrose — repetidamente e consistentemente por um período de mais de 10 anos —, mas ele "continua a ignorar o campo e ir em frente com suas contendas", afirma Siegel


Observação: Em seu texto no Starts With A Bang, Siegel detalhou alguns motivos que apontam a Inflação como a teoria mais provável como complemento ao Big Bang, contrariando a ideia da Cosmologia Cíclica Conformada defendida por Penrose, que, segundo ele, "parece ter se apaixonado tanto pelas próprias ideias que não olha mais para a realidade para testá-las com responsabilidade".

 

Mas será que a Inflação Cósmica é tão infalível assim? 

sexta-feira, 29 de julho de 2022

A COMPUTAÇÃO QUÂNTICA E A VIAGEM NO TEMPO (PARTE VIII)

TODA GRANDE CONQUISTA EXIGE TEMPO.

O Espaço Sideral não é um vácuo absoluto, mas um mar de partículas que surgem e desaparecem constantemente. Os buracos negros aumentam de tamanho à medida que devoram esse material, mas perdem mais massa do que ganham ao longo do tempo e tendem a evaporar, encolher, e finalmente desaparecer

Como esse processo demora “uma eternidade” (a propósito, a idade do Universo é estimada em 14 bilhões de anos), se ainda não usamos buracos de minhoca para reduzir a distância astronômica (literalmente) entre dois pontos no espaço-tempo e viajar de um para o outro em questão de minutos, não é por falta de tempo (sem trocadilho).

Para situar quem não leu os capítulos anteriores desta sequência, vale lembrar que buracos de minhoca, fendas no tempo e portais entre universos paralelos parecem ficção científica, mas são tidos e havidos como fenômenos reais por astrofísicos renomados. 

Buracos de minhoca surgem no interior dos buracos negros porque matéria e a energia distorcem o "tecido" do espaço-tempo mais ou menos da mesma forma uma folha de papel é dobrada ao meio, e dois pontos distantes 30 cm um do outro com a folha aberta ficam “encostados” quando o papel é dobrado, podendo ser interligados por um simples grampo ou alfinete.

Astrônomos já registraram imagens de buracos negros no Espaço. No mês passado, um buraco negro supermassivo oculto por trás de uma nuvem de poeira cósmica na galáxia Messier 77, a 46,9 milhões de anos-luz da Terra, foi descoberto por pesquisadores com o auxílio do VLT (sigla para “Telescópio Muito Grande”) no Observatório Europeu do Sul. Já os buracos de minhoca não foram vistos nem fotografados, mas sua existência é tida como ponto pacífico pelos astrofísicos. Em tese, eles podem encurtar a distância entre dois pontos distantes milhões de anos luz um do outro, reduzindo o tempo de viagem de um ponto a outro a alguns minutos (como no exemplo da folha de papel).

A questão é que uma quantidade incomensurável de energia é necessária para manter esses “atalhos” estáveis e, segundo a Conjectura de Proteção Cronológica, proposta por Stephen Hawking, as leis da Física “conspiram” para impedir viagens pelo espaço-tempo em escala macroscópica. Assim, o que é possível em tese nem sempre é viável na prática. Viajando à velocidade da luz, pode-se ir da Terra à Lua em pouco mais de 1 segundo, mas o problema é que a tecnologia de que dispomos não permite a construção de um veículo capaz de viajar a 300 mil km/s.

Os tais “atalhos” no espaço-tempo foram batizados como wormholes (buracos de verme, numa tradução literal) porque a cydia pomonella, também chamada de “bicho de maçã”, chega mais depressa ao lado oposto da fruta cavando um buraco em linha reta do que contornando a superfície, talvez porque, como nós, ela aprendeu na escola que a distância mais curta entre dois pontos é um segmento de reta. Mas parece que não a avisaram (e nem a nós) que essa regra só vale para espaços planos

Os “buracos de minhoca” se tornaram a solução de um problema que havia muito afligia os cientistas, inclusive o próprio Einstein (ele achava inicialmente que, se os buracos negros existissem realmente para além do âmbito das equações matemáticas, as probabilidades de encontrá-los seria ínfima). Hoje, não só sabemos que eles existem como foram observados com o auxílio de telescópios poderosos, e até fotografados (mais detalhes na postagem anterior).

Einstein concebeu uma nova teoria segundo a qual buracos negros se formam quando estrelas entram em colapso, e que no centro do buraco negro está a “singularidade” (termo que, no jargão da astrofísica designa o ponto no qual toda a matéria se comprime a um tamanho zero, mas de densidade infinita). Mais adiante, Roger Penrose (um dos ganhadores do Prêmio Nobel da Física em 2020) concluiu que existem certos pontos — ou condições do espaço-tempo — onde as leis da Física, supostamente universais, não se aplicam.

As equações de Penrose ajudaram a confirmar a existência dos buracos negros previstos por Einstein no início do século passado, mas muitos físicos ainda relutam em aceitar a existência de singularidades, pois elas pressupõem massa, atração gravitacional, temperatura, pressão e outras quantidades físicas em níveis infinitos. E qualquer equação matemática com “infinitos” deixa de fazer sentido, o que contraria flagrantemente as teorias da Física.

Continua...

terça-feira, 30 de setembro de 2025

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 49ª PARTE — AINDA SOBRE OVNIs E EXTRATERRESTRES

DAS TRÊS MANEIRAS DE ADQUIRIR SABEDORIA, REFLEXÃO É A MAIS NOBRE, IMITAÇÃO É A MAIS FÁCIL E EXPERIÊNCIA É A MAIS AMARGA.

 

O Universo conhecido se estende em todas as direções por 46,6 bilhões de anos-luz (cerca de 440 quatrilhões de quilômetros). Dada a inexistência de indícios de vida inteligente nos demais planetas do nosso sistema solar, os relatos de avistamentos de OVNIs (ou UFOs, ou ainda UAPs) devem envolver naves provenientes de exoplanetas habitados por seres muito mais avançados do que nós. 


Com a velocidade alcançada por nossa sonda espacial mais rápida (692 mil km/h ou 0,064% da velocidade da luz) é possível chegar à Lua em cerca de meia hora e ao Sol em nove dias, mas uma viagem até a estrela mais próxima da Terra — com exceção do Sol —, que fica a 40 trilhões de quilômetros, levaria mais de sete mil anos. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Maquiavel ensinou que o bem deve ser feito aos poucos e mal, de uma só vez. Mas a récua de muares que atende por "eleitorado" certamente não leu “O Príncipe”, e repete a cada dois anos o que Pandora fez uma única vez. 

Churchill disse que a democracia é a pior forma de governo, exceto por todas as outras já tentadas, mas ressaltou que o melhor argumento contra ela é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano — se conhecesse o eleitor brasileiro, ele certamente reduziria esse tempo para 30 segundos.

Em momentos distintos da ditadura, Pelé e o ex-presidente Figueiredo alertaram para o risco de misturar brasileiros e urnas em eleições presidenciais. Ambos foram muito criticados, mas como contestá-los se lutamos tanto pelo direito de votar para Presidente e elegemos Lula, Dilma e Bolsonaro?

O debate político da última semana não só expôs os dilemas jurídicos em torno da chamada dosimetria dos golpistas como escancarou o esgotamento de um campo político que se confunde cada vez mais com o próprio bolsonarismo. 

Senadores como Otto Alencar e Renan Calheiros ironizaram a condução da PEC da Blindagem na Câmara e sinalizam que o Senado pode barrar a manobra que busca anistiar Bolsonaro. Renan, em especial, classifica o projeto como inconstitucional e vê na intervenção parlamentar uma "intromissão indevida" no Judiciário.

Agindo no “modo desespero”, o ex-presidente aspirante a golpista vem repetindo os mesmos erros que o levaram à derrota em 2022. Se a cloroquina simbolizou o negacionismo sanitário, a anistia virou sua nova obsessão — igualmente fadada ao fracasso. Enfim, o “mito” cava a própria ruína brigando com aliados e familiares, enquanto Lula, oportunista a mais não poder, sente-se à vontade para atacar sem precisar se explicar. 

A autoinfecção do "mito" pode ser o desfecho de um ciclo de horrores. Tarcísio de Freitas oscila como um pêndulo entre a ambição presidencial e o recuo melancólico, enquanto Ciro Nogueira tenta insuflar uma "Direita" que, na prática, nunca se consolidou. O impasse é claro: qualquer herdeiro que avance sobre o espólio eleitoral do ex-mandatário ameaça tornar obsoleto o próprio bolsonarismo. A direita virou alimento de ameba, sem projeto próprio além de reagir ao PT.

 

A Terra gira em torno do próprio eixo a 1.670 km/h (na linha do equador) e orbita o Sol a 107.000 km/h. Não percebemos esses movimentos porque os acompanhamos — como também não temos sensação de velocidade a bordo de um avião a 900 km/h. 


Observação: A título de curiosidade, o recorde de velocidade para o corpo humano — atingido pela tripulação da Apollo 10 durante a reentrada na atmosfera terrestre em 1969 — é de 39.937,7 km/h.

 

Por falar em velocidade, um artigo publicado mês passado na revista Communications Physics evidencia um fenômeno curioso previsto por Einstein há mais de um século: pela primeira vez, pesquisadores conseguiram simular e registrar visualmente como um objeto pareceria se estivesse viajando a uma velocidade próxima à da luz.

 

Segundo a Teoria da Relatividade Especial (proposta em 1905), alguém dentro de um foguete a uma velocidade próxima à luz percebe o tempo passar mais devagar em relação a quem está parado. Já para o observador externo, um objeto em alta velocidade parece encolher na direção em que se move, não por diminuir realmente de tamanho, mas porque a percepção do espaço e do tempo de quem está em movimento é diferente da de quem está parado. 

 

Em 1959, os físicos Nelson J. Terrell e Roger Penrose demonstraram que a contração do comprimento prevista por Einstein também provoca um curioso efeito visual: um objeto em altíssima velocidade pareceria deformado para um observador externo. Conhecido como efeito Terrell-Penrose, esse fenômeno foi observado diretamente por pesquisadores austríacos, que usaram flashes de laser e câmeras de altíssima velocidade para simular o veríamos se olhássemos para um cubo e uma esfera movendo-se quase à velocidade da luz. Os resultados não só confirmaram os cálculos teóricos, mas também mostraram como nossa percepção espacial seria alterada nessas condições extremas.

 

Em 1903, as primeiras geringonças voadoras atingiram a velocidade "vertiginosa" de 50 km/h. Em 1947, um piloto de caça norte-americano rompeu a barreira do som (1.235 km/h). O avião de passageiros mais veloz é o Airbus A380 (1.078 km/h), mas isso deve mudar em breve: a empresa aeroespacial chinesa anunciou recentemente que seu hipersônico Cuantianhou será capaz de alcançar 5.000 km/h (mais de quatro vezes a velocidade do som). Mas os OVNIs parecem ser capazes de ir muito além. 


O Brasil possui uma longa história de avistamentos de objetos voadores não identificados. Os registros são os mais variados possíveis, e incluem inúmeros relatos de pilotos que avistaram objetos das mais diferentes formas, cores e velocidade em diversas partes do mundo. Casos icônicos incluem o ET de Varginha, a Operação Prato, o Caso Trindade e a Noite Oficial dos Discos Voadores — quando caças da FAB perseguiram objetos misteriosos que surgiram nos radares. Esses relatos chamam atenção porque a trajetória e velocidade dos tais objetos são incompatíveis com as de aeronaves convencionais. 


Um bimotor que levava a bordo o coronel Ozires Silva, cofundador da Embraer, detectou três OVNIs sobre São José dos Campos (SP). Um caça da FAB tentou perseguir um deles, mas o objeto acelerou para incríveis Mach 15 (18.375 km/h). Outros cinco objetos com luzes brancas intermitentes foram avistados sobre o município de Ilha Comprida, em São Paulo, realizando movimentos circulares a uma velocidade oito vezes superior à do som (o que descarta a possibilidade de ser um balão meteorológico, satélite, lixo espacial ou qualquer outro fenômeno conhecido).

 

Uma ex-comissária da (hoje extinta) VASP relatou que a cabine de seu avião foi inundada por uma luz branca intensa durante um voo de São Paulo para Belém, e o rádio ficou inoperante até o fim do avistamento. No dia seguinte, ela e os outros tripulantes apresentaram queimaduras misteriosas, mas os exames não detectaram radioatividade. 


Em 2007, um piloto da TAM (atual Latam) reportou ao Cindacta que precisou fazer uma "manobra evasiva" após a aeronave se aproximar de um objeto voador não identificado que ele acreditava ser uma "estação espacial". O mesmo objeto foi avistado pela tripulação de um avião da (hoje extinta) Varig, que fazia um voo entre Miami e Manaus.

 

O Arquivo Nacional divulgou em 2024 alguns dos mais de mil relatos de avistamentos de OVNIs feitos por pilotos no Brasil ao COMAE. Somente no ano anterior, cerca de 30 registros foram feitos por pilotos de voos comerciais, a maioria no Sul do país. Em junho do mesmo ano, um objeto "branco-amarelado voando em alta velocidade" na região de Vitória da Conquista (BA) foi relatado por pelo menos quatro aeronaves. No mês seguinte, dois pilotos que faziam rota São Paulo-Cuiabá relataram um objeto que se "deslocava lateralmente e acendia sua luz rapidamente e apagava, por diversas vezes, durante 10 a 15 minutos". Em Pernambuco, outro piloto reportou "tráfego deslocando-se da esquerda para a direita em relação à sua posição, emitindo luzes brancas com vermelhas", mas o objeto não foi detectado pelo radar.

 

Em 2017, a questão dos OVNIs veio à tona quando o jornal The New York Times noticiou a existência de um programa secreto, apoiado pelo ex-líder da maioria no Senado, Harry Reid — eleito pelo estado de Nevada, onde fica a Área 51 — para investigar esses fenômenos. Depois que o Times e uma organização chamada To The Stars Academy Of Arts & Science divulgaram três vídeos mostrando encontros inexplicáveis com naves supostamente alienígenas, o Pentágono passou a reconhecer esses encontros, mas se recusou a especular sobre suas origens. 

 

O ex-piloto da Marinha Ryan Graves fundou a organização Americans for Safe Aerospace para encorajar pilotos a relatarem incidentes com OVNIs. Em depoimento ao Congresso, ele e o major aposentado David Fravor revelaram vários avistamentos durante suas carreiras militares. O ex-oficial de inteligência da Força Aérea David Grusch acusou o governo de encobrir suas investigações e afirmou que a tecnologia envolvida vai muito além de qualquer criação humana.

 

Vale destacar que os avistamentos não ocorrem apenas em locais remotos e predominantemente rurais. Experiências ufológicas, incluindo as que envolvem abduções — quando as pessoas são levadas para experimentos no interior das naves alienígenas —, foram relatadas por famosos nacionais e internacionais (segundo a Ufologia, elas são consideradas "contatos de segundo grau"). 


Embora o formato de disco seja o mais comum, alguns OVNIs têm forma de charuto, triangular ou piramidal. Os que são capazes de se mover em lagos e oceanos — como foi relatado por militares da Marinha de diversos países — são chamados de OSNIs (acrônimo de "Objetos Submarinos Não Identificados").

 

Continua...

quinta-feira, 2 de abril de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 91ª PARTE

A VIDA ETERNA NÃO PASSA DE UM CONTO DE FADAS PARA CONSOLAR QUEM TEM MEDO DO ESCURO.

O princípio de que nada vem do nada é intuitivo, mas nem sempre se aplica a escalas cosmológicas ou quânticas. A própria física quântica é um cipoal de fenômenos contraintuitivos — como partículas surgindo do vácuo quântico — e a singularidade só pode ser explicada por uma teoria capaz de conciliá-la com a gravidade.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Depois de incontáveis debates, polêmicas e intensos lobbies, o Supremo estabeleceu novos critérios para os chamados penduricalhos a juízes e integrantes do Ministério Público. Na prática, a soma das verbas pode elevar a remuneração em até R$ 32.456,32 além do salário mensal e chegar a 70% do teto.

Os juízes brasileiros recebem, em média, mais do que seus pares em países do primeiro mundo e concluiu que todos os estratos de renda — do início ao topo da carreira — são mais elevados por aqui. Segundo estudo da Transparência Brasil, 98% dos magistrados analisados tiveram rendimentos acima do teto constitucional em 2025 — dos cerca de 15 mil contracheques, mais de 13 mil eram R$ 100 mil acima do teto e em quase 4 mil os valores extrateto ultrapassaram R$ 1 milhão no acumulado anual.

Como diria Boris Casoy, "É UMA VERGONHA".


Em suas primeiras versões, a Teoria das Cordas — solução matemática mais elegante criada até agora para esclarecer questões nebulosas como essa — pressupunha a existência de 26 dimensões, mas não explicava a matéria bariônica, apenas os bósons. As versões posteriores desaguaram na Teoria M, que apresenta conceitos como supercordas e supersimetria e reduz o número de dimensões para onze — sete além das três espaciais e uma temporal que já conhecemos.


O problema é que essas hipotéticas dimensões adicionais devem ser tão pequenas que os aceleradores de partículas atuais não conseguem comprovar sua existência experimentalmente. Isso seria possível reduzindo-se a distância entre duas partículas ao comprimento de Planck (cerca de um bilionésimo de um bilionésimo de um bilionésimo de metro), mas nem o Grande Colisor de Hádrons (LHC) consegue medir forças atrativas ou repulsivas em distâncias inferiores ao diâmetro de um próton (8,33 x 10⁻¹⁶ m). 


Se desvios (vazamentos) no comportamento esperado da força eletromagnética nos experimentos já realizados tivessem sido constatados o LHC os detectaria. No entanto, os resultados foram os mesmos previstos pelo Modelo Cosmológico Padrão, que dispensa dimensões extras para explicá-los. Talvez a história fosse outro se os testes fossem feitos em escalas de 10⁻¹⁹ m até o número de Planck, mas isso exigiria uma quantidade de energia muito superior à dos aceleradores de partículas atuais. 


Além de funcionar lindamente na matemática, a Teoria das Cordas explica a gravidade quântica num cenário que os cientistas chamam de universo holográfico, onde a própria ação da gravidade poderia gerar as demais forças naturais. Como ainda não há evidências da existência de outras dimensões além das que conhecemos, os pesquisadores vêm buscando respostas em hipóteses mais fáceis de testar, como a Teoria de Tudo.

Quando dizemos que tudo veio do nada, precisamos ter em mente que, na cosmologia, “nada” pode significar ausência de matéria, de espaço-tempo, ou mesmo um vácuo quântico repleto de flutuações. Mas mesmo no vácuo existem flutuações de energia que podem dar origem a partículas que aparecem e desaparecem logo em seguida. Embora isso pareça uma simples abstração matemática tais partículas já foram detectadas em inúmeros experimentos.

 

Alguns físicos acreditam que o Universo surgiu de uma flutuação do vácuo em que a energia positiva da matéria foi cancelada pela energia negativa da gravidade. Outros — entre os quais Stephen Hawking — sustentam que o surgimento espontâneo do Universo é possível dentro da física quântica, mesmo que num campo altamente especulativo.


Era de Planck — o instante mais primitivo do universo, 10−4310^{-43} 10−43 segundos após o Big Bang — marca o ponto onde toda a física conhecida entra em colapso. Nessa escala extrema, a relatividade geral, que descreve a gravidade como a curvatura suave e contínua do espaço-tempo, colide frontalmente com a mecânica quântica, que impõe flutuações inevitáveis e uma natureza discreta à realidade. O próprio espaço-tempo passa a "espumar", tornando conceitos como antes, depois e causalidade desprovidos de sentido.

A dificuldade em unificar essas duas teorias — cada uma extraordinariamente precisa no seu domínio — é tanto matemática quanto conceitual. Quantizar a gravidade pelos métodos convencionais produz infinitos irremovíveis, e as candidatas à chamada Teoria de Tudo, como a Teoria das Cordas e a Gravidade Quântica em Loop, ainda carecem de verificação experimental. O que torna o problema ainda mais profundo é a possibilidade de que espaço e tempo não sejam fundamentais, mas propriedades emergentes de algo mais básico — e que a grande teoria unificadora não una a física que conhecemos, mas dissolva as próprias categorias com que a pensamos.

O que essas teorias ensaiam, cada uma à sua maneira, é algo ainda mais desconcertante: o espaço e o tempo talvez não sejam o palco da realidade, mas sim o seu produto — propriedades emergentes de processos quânticos mais primitivos, sem nome e sem analogia no mundo que conhecemos. Se isso estiver correto, a Teoria de Tudo não seria uma equação que descreve o universo, mas uma linguagem inteiramente nova, capaz de falar sobre aquilo que existe antes mesmo de existir um "onde" ou um "quando".

  

A gravidade quântica descreve um tipo de realidade física que seria uma espécie de precursor quântico do espaço e do tempo, mas a física ainda não encontrou um exemplo confirmado de algo que surgiu literalmente do nada. A procura por esse santo graal deu azo a explicações sobrenaturais, a modelos cíclicos do Universo e à Teoria do Multiverso, segundo a qual infinitos universos, cada qual com suas próprias leis, coexistem uns com os outros.


Inspirado por uma conexão matemática curiosa entre um universo inicial quente e denso e um universo final frio e vazio, o físico Roger Penrose postulou a chamada cosmologia cíclica conformada, na qual os estados iniciais e finais se tornam matematicamente idênticos quando levados aos seus limites. Isso significa que o Big Bang pode ter surgido de um "quase nada" — mais exatamente do resquício de um universo anterior onde toda a matéria foi tragada por buracos negros e transformada em fótons dispersos num imenso vazio.


Para resolver esse paradoxo — já que esse "nada" ainda seria um tipo de "algo", como um universo físico desprovido de estrutura, e o estado frio e vazio, o mesmo estado quente e denso visto sob outra perspectiva — a solução, segundo Penrose, seria uma transformação geométrica que altere o tamanho e mantenha a forma. Como tanto o conceito de tamanho como o próprio tempo deixam de fazer sentido em estados extremos, o estado frio e vazio existiria eternamente numa linha do tempo própria, enquanto o estado quente e denso habitaria uma nova linha temporal. 


Mesmo que essa hipótese se comprove no futuro, a pergunta filosófica permanece: de onde veio a própria realidade física? De ciclos infinitos, cada um gerando o próximo com variações quânticas aleatórias, ou de um único ciclo repetido eternamente como um universo que retorna sempre ao mesmo ponto e reproduz a si mesmo?

 

Penrose sugere que cada ciclo do universo é único — o que abriria a possibilidade de detectarmos vestígios do ciclo anterior na radiação cósmica de fundo que observamos hoje. Ele afirma ter encontrado essas marcas nos dados coletados pela sonda espacial Planck, que mapeou com alta precisão essa radiação remanescente do Big Bang, e que certos padrões circulares identificados nos mapas seriam ecos de buracos negros supermassivos que existiram no ciclo anterior. Mas essas conclusões ainda são alvo de intenso debate entre os físicos.


Há, naturalmente, uma dimensão que escapa à física — e que talvez só a linguagem do mito consiga tocar. A ideia de um universo que nasce, se expande, se apaga e renasce carrega uma ressonância que antecede qualquer equação. Na mitologia nórdica, Jörmungandr, a serpente filha de Loki, morde a própria cauda — e esse gesto circular não sustenta apenas o equilíbrio do mundo, mas figura algo que a cosmologia moderna redescobre à sua maneira: que o tempo talvez não tenha começo nem fim, apenas dobras. Se o universo é de fato um loop eterno, então toda pergunta sobre a origem se transforma numa outra — e talvez mais vertiginosa — sobre o retorno.


A pergunta "de onde viemos?" é mais antiga do que imaginamos. As teorias são muitas, mas todas nos levam de volta ao ponto de partida. À luz da física clássica, o que havia “antes” do Big Bang — e, consequentemente, antes do advento do tempo — é nada. Vale destacar que, apesar do que o nome sugere, o Big Bang não foi uma grande explosão, e sim a expansão do próprio espaço-tempo. E se o tempo é uma das dimensões do Universo, falar “antes do tempo” é como falar no norte do Polo Norte — como bem salientou Stephen Hawking


Assim como não há latitude maior que 90 graus norte, não existe um “antes” do Big Bang, mesmo porque “antes” é um termo temporal, e tanto o tempo quanto o espaço nasceram com o Big Bang. Uma solução elegante proposta pelo próprio Hawking é a da fronteira sem fronteira — um modelo de tempo imaginário no qual o Universo seria como a superfície da Terra: finito, mas sem uma borda nem uma singularidade inicial. Se o tempo simplesmente se curva e emerge suavemente, não há que falar em um “antes” do momento zero. 


Resumo da ópera: Perguntar o que havia antes do Big Bang é tentar estender um conceito (tempo) para um domínio onde ele simplesmente não existe. Em outras palavras, seria o mesmo que perguntar qual é a cor do número 7. Mas isso não muda o fato de que algumas perguntas que parecem sem sentido no presente acabam fazendo sentido depois que a física avança. 


Continua…