segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pwn2Own 2010 e Windows 7

A Pwn2Own é um evento em que hackers do mundo inteiro se empenham em invadir sistemas mediante a exploração de brechas nos navegadores. Em sua edição de 2010, realizada no mês passado, os vencedores levaram prêmios de 10 mil dólares, mais o notebook utilizado nos testes e 20.000 ZDI points (que dão direito a viagem e cadastro na DEFCON, em Las Vegas).
Durante o "concurso", o primeiro browser a cair foi o Safari (no Mac OS Snow Leopard), seguido pelo IE8 (no Windows 7) e pelo Firefox 3.6 (no Windows 7 64-bit); apenas o Chrome saiu ileso – aliás, ninguém sequer ousou tentar invadi-lo, já que os bugs que existem no browser do Google são difíceis de explorar (vale lembrar que todos os sistemas e programas utilizados nos testes estavam totalmente atualizados, e que as falhas exploradas só são divulgadas depois de devidamente corrigidas).
A título de justificativa, a Microsoft alegou que segurança serve para dificultar o trabalho dos invasores e não “evitar invasões para sempre”. Já Charlie Miller – único hacker a vencer três vezes a competição – diz não entender como empresas do porte da Apple, Microsoft e Adobe não conseguem achar tantos bugs e fazer produtos mais seguros (ele descobriu recentemente 20 falhas no Mac OS, MS Office e Adobe Reader utilizando uma ferramenta simples, usada pelos desenvolvedores para testar a vulnerabilidades de seus programas). No entanto, Miller resolveu não compartilhar essas informações, já que, segundo ele, faz mais sentido ensinar as empresas a achar as brechas do que dar a elas o serviço já pronto.
Barbas de molho, minha gente. Por aqui, eu já instalei o Chrome, não como substituto do IE8 (que continua sendo meu navegador padrão), mas como um plano B, especialmente na hora de navegar por águas mais turvas.
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Aproveitando o ensejo – e por conta de um e-mail enviado pela Martha –, vou dedicar mais algumas linhas ao WINDOWS 7 para dizer que ele vai muito bem, obrigado: na opinião dos analistas, parece que desta vez a Microsoft acertou a mão: o sistema tem sido apontado como a versão mais redonda do Windows, na medida em que combina eficiência com simplicidade, interface intuitiva e facilidade de utilização.
Sem embargo do que já vimos nos posts de 13, 14 e 22 de outubro, 13 de novembro e 21 de dezembro do ano passado, e de 08 de fevereiro último, vale lembrar que a migração é mais fácil de ser feita a partir do Vista, que permite uma instalação de atualização. Já com o XP a coisa é um pouco mais complicada, pois requer uma instalação customizada que só deve ser levada a efeito quando o usuário dispuser de bastante tempo livre – e não sem antes obter sinal verde do Windows 7 Upgrade Advisor e verificar a existência de versões compatíveis de seus softwares e drivers.
Para uso doméstico comum, a versão Home Premium é a mais indicada, embora a Basic saia um pouco mais em conta (seja qual for a sua escolha, evite limitada a Starter Edition e deixe a Ultimate para os “heavy users”).
Enfim, considerando que a Microsoft deve continuar oferecendo suporte e atualizações de segurança para o XP pelo menos até 2014, eu continuo achando melhor segurar a onda até ter condições de fazer uma evolução casada, substituindo o PC velho de guerra por um modelo novinho em folha, já com o SEVEN pré-instalado pelo fabricante.

Até mais ler.
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