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quinta-feira, 16 de julho de 2026

CURIOSIDADES SOBRE ALBERT EINSTEIN

O QUE NOS DEFINE NÃO É A FORMA COMO NOS LEVANTAMOS DEPOIS DA QUEDA, MAS O QUE FAZEMOS PARA NÃO CAIR DE NOVO. 

Além de ser um dos maiores gênios da história da humanidade, Albert Einstein eternizou pérolas de sabedoria popular, entre as quais: “a vida é como andar de bicicleta; para manter o equilíbrio, você precisa continuar em movimento.”


O brocardo consta de uma carta enviada a seu filho Edward em 1930, quando o cientista passava por um momento conturbado, e embora não tenha ligação com um possível slogan motivacional, a metáfora pode ser aplicada em vários aspectos da vida.


A moral da história é que as pessoas devam continuar avançando, ainda que de forma lenta, pois o equilíbrio é encontrado enquanto o movimento segue, e não quando é paralisado. Ainda assim, Em última análise, a ideia é que dar pequenos passos no dia a dia é fundamental para recuperar a confiança, mesmo diante de situações das mais adversas.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Mais um movimento vomitativo tabuleiro político-eleitoral: Alexandre de Moraes proibiu o presidiário Jair Bolsonaro de receber visitas de seu primogênito, também conhecido como "Bolsonarinho" e pré-candidato à presidência desta pobre banânia — ainda mais pobre por ter como alternativa ao rebento do refugo da escória da humanidade a reeleição de um macróbio eneadáctilo, também conhecido como "o desempregado que deu certo". 

A proibição imposta pelo ministro vai até depois do primeiro turno das eleições, e se deve ao fato de Bobi Filho ter descumprido a medida cautelar que proíbe Bibo Pai de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta segundo a qual Flávio é"porta-voz" do pai e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.

Moraes alegou que o filho do pai usou "expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto", classificou sua conduta como "instrumento de promoção política", enviou a decisão para o procurador-geral e mandou o Ministério Público Eleitoral apurar se o episódio configura propaganda eleitoral antecipada, além de dar prazo de 48 horas para os advogados do ex-presidente se manifestarem..

A carta em questão foi lida pelo pré-candidato durante transmissão nas redes sociais e também compartilhada em foto após uma visita ao pai. De acordo como o magistrado, a afirmação de que o documento era "imperdível" e "um recado muito importante" que seu pai queria transmitir aos brasileiros mostra que o aspirante a golpista sabia da divulgação nas plataformas, o que também configura desrespeito à medida cautelar.

O advogado da pré-campanha de zero um, Tracy Reinaldet, afirmou em nota que a decisão é ilegal e inconstitucional, e que a equipe tomará medidas para revertê-la, "sempre respeitando as instituições". Também em nota à imprensa, o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, declarou que a proibição é uma "clara interferência no jogo político" e uma tentativa de deixar Bolsonaro incomunicável.

Para Moraes, o filho do pai usou seu direito de visita para divulgar a carta nas redes sociais, o que configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita. Disse ainda que o pré-candidato "é reincidente em sua conduta desrespeitosa às decisões judiciais" e citou o episódio em que ele transmitiu uma chamada de áudio do pai a manifestantes na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2025.


Einstein não usava meias por considerá-las desnecessárias. Seu cabelo desgrenhado — que se tornou um símbolo de “cientista maluco” — era mantido assim porque ele desprezava os barbeiros. Entre outras excentricidades, era apaixonado por música clássica e carregava seu violino — apelidado carinhosamente de “Lina” — por onde quer que fosse. Curiosamente, até ouvir as obras de Mozart, ele abominava as aulas de violino incentivadas pela mãe, que era uma talentosa pianista.


O futuro gênio começou a falar aos 6 anos de idade. Diferentemente do que reza a lenda, não era mau aluno nem foi reprovado em matemática. Autodidata desde pequeno, não se interessava pela escola de seu tempo e execrava a pedagogia militarista e autoritária do Ginásio Luitpold, em Munique, onde cursou o equivalente ao nosso ensino fundamental. 


O famoso “pau” que levou aconteceu quando Einstein tinha 16 anos — dois a menos do que a idade média dos candidatos a uma vaga na Escola Politécnica de Zurique. Apesar de os exames de matemática e física terem impressionado a banca examinadora, suas provas de humanas foram uma negação. Mas acabou sendo aceito dois anos depois e se notabilizou pelas teorias da Relatividade Restrita (1905), da Relatividade Geral (1915) e do Efeito Fotoelétrico (1905), que reformularam os conceitos de tempo, espaço, gravidade e natureza da luz.


Em 1924, o físico visitou o Rio de Janeiro. Embora tenha reconhecido e agradecido pessoalmente o trabalho dos pesquisadores brasileiros, seus relatos íntimos revelam que ele menosprezava os interlocutores e culpava o clima tropical pelos costumes, que considerava inferiores. Em uma das passagens mais emblemáticas de seu diário, ele anotou: “Sou uma espécie de elefante branco para eles, e eles, uma espécie de macacos para mim.” Em outra, porém, escreveu: “A miscelânea de povos nas ruas é deliciosa: portugueses, índios, negros e tudo no meio, de modo vegetal e instintivo, dominado pelo calor.”


Observação: O físico usou o termo “índios” como símbolo de selvageria e inferioridade, mas ficou tão impressionado com o trabalho do general Cândido Rondon que chegou a recomendá-lo ao Prêmio Nobel da Paz. Por outro lado, suas anotações deixaram clara a ideia de uma suposta superioridade europeia — e também sua impaciência com o costume brasileiro dos grandes discursos elogiosos, que considerava enfadonhos.


Einstein casou-se em segundas núpcias com uma prima e prometeu à primeira mulher o valor do Prêmio Nobel de Física que viria a ganhar dali a dois anos — pelo efeito fotoelétrico, não pela relatividade. Em 1939, alertou o então presidente americano (Franklin D. Roosevelt) sobre a possibilidade de a Alemanha desenvolver bombas atômicas por meio da fissão de urânio.


A partir de então, os EUA criaram o Projeto Manhattan, responsável pela produção das bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Anos depois, arrependeu-se de ter enviado a carta — em entrevista à revista Newsweek, afirmou que, se soubesse que os alemães não conseguiriam desenvolver uma bomba atômica, ele não teria feito nada.


Einstein morreu em 18 de abril de 1955, três anos depois de recusar o convite para ser o segundo presidente de Israel. Devido a seu ativismo político e origem alemã, o FBI manteve um arquivo de 1.427 páginas sobre ele. Seu cérebro foi roubado durante a autópsia pelo patologista Thomas Harvey, que pretendia estudá-lo para tentar entender sua genialidade.

sábado, 11 de julho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — ATÉ ENTRE PLANETAS HÁ OS DO CONTRA

O TEMPO CURA FERIDAS, MAS DEIXA CICATRIZES.


A polarização na política existe desde sempre, mas nunca foi tão nefasta quanto de um tempo a esta parte, com lulopetistas e bolsonaristas defendendo seus bandidos de estimação nas disputas presidenciais travadas entre o bonifrate de Lula em 2018 — e próprio xamã petista em 2022 — contra Jair Bolsonaro.

Tendo o canhestro Fernando Haddad como adversário, o misto de mau militar, parlamentar medíocre e messias que não miracula tornou-se o "mito" da direita radical e foi guindado ao Planalto por uma caterva de descerebrados com capacidade cognitiva comparável à de uma ameba.

Em 2022, o cenário se inverteu: O demiurgo de Garanhuns venceu o capetão golpista por uma vantagem inferior a 2% dos votos válidos — a menor desde a redemocratização e a volta das eleições presidenciais diretas — e assim conquistou sua terceira (e queira Deus derradeira) passagem pelo Planalto. Bolsonaro, por sua vez, cumpre 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado (não mais na Papudinha, já que simulou toda sorte de comorbidades para ser autorizado a cumprir prisão domiciliar em sua mansão em Brasília — um santo remédio, considerando que desde então não se ouviu dizer que o mandrião quase sufocou com o próprio vômito ou teve crises de soluço).

Depois de concluir seu segundo mandato, o camelô de empreiteiras e fabricante de postes foi alvo de duas dúzias de processos — a maioria por corrupção. Apesar de ter sido condenado a mais de 20 anos de reclusão nos casos do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia (decisões transitadas em julgado no STJ), o molusco eneadáctilo deixou sua cela VIP e voltou ao tabuleiro político-eleitoral na esdrúxula condição de "descondenado" — graças a uma sucessão de decisões teratológicas do STF.

Já a divisão entre "esquerda" e "direita" remonta a 1789, quando o rei Luís XVI convocou os "Estados Gerais" para discutir a crise financeira que assolava a França. O evento se transformou numa Assembleia Nacional Constituinte, na qual os deputados alinhados com o monarca sentavam-se à direita e os que defendiam a limitação do poder real, à esquerda. Em outras palavras, um simples "acidente de localização" fez com que aqueles que apoiam o status quo sejam vistos como "de direita", e os que desejam mudanças, como "de esquerda".

Vale salientar que as correntes de pensamento e ideologias diferentes que preenchem o espaço entre os dois extremos do espectro político-ideológico são tantas quanto os tons de cinza separam o preto do branco na paleta de cores — sendo o branco a soma de todas as cores do espectro visível e o preto, o resultado da ausência da luz.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Dada a incapacidade notória de prever o efeito de seus atos, Jair Bolsonaro & filhos acabam quase sempre prisioneiros da camisa de 11 varas que produzem com o que falam. Ou por outra: a exemplo dos peixes, essa escumalha morre pela boca.

O pater familias  perdeu a reeleição porque passou quatro anos falando e fazendo absurdos sem medir consequências. O primogênito vai pelo mesmo caminho da inconsequência, cujo exemplo mais recente é a tentativa vã de se livrar da jactância do irmão batendo no peito e diante do tarifaço de Donald Trump ao Brasil, dizendo: "Fui eu".

É um fardo que bolsonarinho carregará na campanha a presidente por completa falta de percepção de que aquilo significava um posicionamento contrário aos interesses do Brasil, o que obviamente permitiria ao governo ir ao revide e tirar proveito político/eleitoral.

Da mesma forma não se apagará a imagem do riso de escárnio do primogênito do refugo da escória da humanidade em reação à pergunta do repórter do site The Intercept sobre suas relações com Daniel Vorcaro, horas antes da divulgação do áudio em que pede que o então banqueiro já encalacrado na Justiça pague o restante dos milhões prometidos para financiar o filme "Dark Horse".

Difícil remover a marca do cinismo e da mentira tatuada à própria testa naquela negativa logo desmentida. E como parecer convincente na defesa do Pix, depois de Dudu Bananinha tê-lo comparado ao Zelle americano e dito que poderia ser posto na mesa de negociações com os EUA?

A pauta do combate ao crime encontra obstáculos nas homenagens passadas a milicianos e alianças recentes com a camarilha de políticos fluminenses presos, investigados e/ou inelegíveis. 

Impossível dar o dito pelo não dito, quando não se sabe o que diz, não se mede a relevância das palavras, não se dispõe de tirocínio para antever resultados nem habilidade para administrar as sequelas.

Em contraponto, a madrasta Michelle — Firmo de nascimento e Bolsonaro por adoção — como vimos, tem roteiro bem pensado, frieza e, sobretudo, visão estratégica.


Curiosamente, também entre os planetas há dois esquerdistas (ou "do contra"), que divergem dos outros seis, embora orbitem o Sol no mesmo sentido da rotação solar — herdada do sentido de rotação do movimento angular do disco de gás e poeira formado 4,6 bilhões de anos atrás. Se tomarmos o polo norte visto de cima como referência, o Sol gira no sentido anti-horário, e seis dos planetas também giram em torno do próprio eixo nessa mesma direção — as exceções são Vênus e Urano, que têm “rotação retrógrada”. 

Para Vênus, não existe uma explicação definitiva, apenas hipóteses. Uma delas é que o planeta tenha sofrido uma ou mais colisões catastróficas que alteraram o sentido de sua rotação. Diferentemente da Terra, que ganhou um satélite a partir de sua colisão (a Lua), Vênus teria absorvido a massa desses asteroides e invertido o sentido de sua rotação em função da força do impacto. Outra hipótese, mais fundamentada e apresentada ainda na década de 1980, é que o astro está sendo “puxado” e “empurrado” ao mesmo tempo por duas forças diferentes.

O jeito como Vênus gira hoje é o resultado desse cabo de guerra: por um lado, o Sol o puxa com sua gravidade, criando pequenas deformações no planeta (como marés), que vão desacelerando a rotação e tentando fazê-lo ficar sempre com o mesmo lado voltado para o Sol. Por outro, sua atmosfera extremamente densa, aquecida pelo Sol, cria “ondas” gigantes e gera um tipo de empurrão contínuo que acontece no sentido contrário ao dos outros planetas, daí a rotação retrógrada. Como resultado dessas duas forças, a rotação de nosso vizinho mais próximo é extremamente lenta (um dia venusiano dura mais de 243 dias terrestres) e no sentido oposto da maioria dos planetas.

ObservaçãoA distância média entre a Terra e Marte é de 225 milhões de quilômetros. Dependendo do ponto em que os dois planetas estão em suas órbitas em torno do Sol, essa distância varia de 54,6 milhões a 401 milhões de quilômetros. Vênus fica a cerca de 40 milhões de quilômetros da Terra, e Mercúrio, a 58 milhões. Como essas distâncias mudam conforme o ponto onde cada um está em sua órbita, Vênus pode ficar a 41 milhões de quilômetros da Terra, e Mercúrio, a 57 milhões. Em qualquer caso, Marte estará sempre mais distante.

O segundo caso é menos complexo, mas também ainda não há consenso definitivo. A inclinação axial de Urano (97,77°) faz seu eixo de rotação ficar quase paralelo ao plano orbital. Na prática, o planeta “rola” em torno do Sol (em comparação, a inclinação axial da Terra é de 23,4°). A explicação mais provável (e ainda assim, apenas uma hipótese) é que um grande objeto deve ter colidido e "derrubado o planeta" de lado. Quando isso aconteceu, pedaços de matéria foram ejetados e se acumularam gradualmente, formando as 29 luas que orbitam Urano.

Pesquisas recentes sugerem que Urano pode ter sofrido não apenas um, mas dois impactos massivos no início de sua história, o que explicaria tanto seu ângulo axial extremo como a órbita equatorial de suas luas (elas giram ao redor do planeta no mesmo plano do equador dele, o que é curioso, já que Urano está deitado). Os autores desse estudo argumentam que, se houvesse ocorrido apenas um impacto, as luas de Urano orbitariam em sentido retrógrado — o contrário do que se observa. Segundo alguns modelos, apenas com múltiplos impactos gigantes seria possível explicar por que Urano manteve suas luas se movendo na direção correta.

Enfim, há mistérios que serão desvendados e mistérios que jamais serão conhecidos.

Continua...

quarta-feira, 24 de junho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — SOBRE A ENGENHARIA EXTRATERRESTRE

TALENTOS OCULTOS NÃO VALEM NADA.


Dizer que, se tanta gente avistou discos voadores, é porque existem discos voadores, é um argumento lógico tão fraco quanto sustentar que, se tanta gente acredita em Papai Noel, é porque Papai Noel existe.

Ignorar sistematicamente o que um sem-número de pessoas afirma ter visto — incluindo pilotos militares sob juramento — também não é ciência, e sim dogma com jaleco branco.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Amigo e líder de Lula no Senado, Jaques Wagner é apontado como "beneficiário central" de "vantagens econômicas" de integrantes do Master. Isso inclui um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, uso de aeronaves e até ingresso para o camarote de show internacional em Los Angeles. Coisa de R$ 63,3 mil. Por uma trapaça do azar, o petismo e seu xamã ficaram inibidos de sapatear sobre uma promessa descumprida por Flávio Bolsonaro.

No dia 19 de maio, após reunião com as bancadas federais do PL, o filho de Bolsonaro disse ter feito uma encomenda ao fundo americano que recebeu a verba pedida por ele a Daniel Vorcaro e à produtora brasileira do filme Dark Horse. Deveriam apresentar, em até 30 dias, uma prestação de contas com o detalhamento das despesas com o filme. O prazo que o rival de Lula se autoconcedeu venceu exatamente nesta quinta-feira, mesmo dia em que a PF sacudiu o coreto do líder petista.

Em vez de exibir a prometida escrituração dos R$ 61 milhões que mordeu de Vorcaro a pretexto de financiar a cinebiografia do pai, o filho sentiu-se à vontade para agir como um macaco que senta no próprio rabo para falar mal da cauda dos outros. Acomodado sobre seus vícios, o rival de Lula declarou: "O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal com uma operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida..."

Ao recusarem duas ofertas de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, a PF e a PGR instalaram em Brasília uma espécie de câmara de descompressão. Jaques Wagner estava entre os políticos que respiravam aliviados. Animou-se a contestar no Senado, na terça-feira, reportagem da Veja que atribuiu a Vorcaro revelações sobre os negócios do Master com o PT baiano.

Estufando o peito como uma segunda barriga, o líder petista discursou: "Já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da (Polícia) Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento". Decorridas menos de 48 horas, o senador obteve uma amostra do que foi descoberto sobre ele. Para complicar, a novidade veio ornamentada pela imagem do dinheiro apreendido.

Em entrevista, Jaques Wagner disse ter recebido telefonema de solidariedade de Lula. Anunciou: "Eu continuo na liderança até que o presidente peça que eu me retire. Não acho que ele vai fazer isso." Toda crise tem um preço. Lula parece ignorar uma obviedade: quem regateia paga mais caro. A sorte foi traiçoeira com Lula. Ele percorrerá a campanha à reeleição mancando, com o espinho do Master enfiado no pé esquerdo.


A História está repleta de indícios de visitas extraterrestres. As pirâmides de Gizé e Stonehenge, por exemplo, chamam a atenção por sua conexão com fenômenos astronômicos importantes e pelo desafio enfrentado por seus "construtores", que dispunham de prosaicos cinzéis, marretas, rampas de madeira, cordas, polias e outras ferramentas rudimentares. Como era de esperar, não faltam teorias da conspiração sobre o uso de tecnologias inexistentes à época e especulações sobre uma suposta ajuda alienígena. E o mesmo raciocínio se aplica às Linhas de Nazca, a Puma Punku,, aos Moais da Ilha de Páscoa, à fortaleza inca de Sacsayhuamán, a Teotihuacán, ao Templo de Júpiter, entre outros. 

Igualmente difícil é explicar são os tapetes voadores e as cavernas repletas de tesouros, que se abriam por comando de voz — como o célebre Abre-te Sésamo —, uma vez que aviões e edifícios com portas automáticas só surgiram dali a 4 mil anos. De duas uma: ou a imaginação dos autores dos Contos das Mil e Uma Noites era mais prodigiosa do que a dos autores de ficção científica contemporâneos, ou suas "fantasias" retratavam coisas que eles já conheciam.

Os deuses das mitologias grega e nórdica habitavam lugares acima das nuvens — o Monte Olimpo e Asgard, respectivamente. Textos cuneiformes dos antigos assírios descrevem divindades vindas das estrelas que viajavam em barcos celestiais. Os sumérios desenvolveram o sistema sexagesimal que usamos até hoje em relógios e bússolas, e foram capazes de prever eclipses solares e lunares com precisão suficiente para orientar calendários agrícolas e cerimônias religiosas. Seus deuses eram associados a estrelas e planetas numa época em que sequer se cogitava a existência de sistemas solares, e eram retratados como seres com estrelas na cabeça ou cavalgando esferas aladas.

Carruagens com rodas cuspindo fogo foram descritas tanto nos apócrifos de Abraão quanto nos de Moisés, como aponta Erich von Däniken em Eram os deuses astronautas? — livro rotulado como "pseudociência" por acadêmicos, mas que vendeu mais de 80 milhões de cópias mundo afora — e a Teoria dos Antigos Astronautas, que inspirou a bem-sucedida série Alienígenas do Passado, produzida pelo History Channel.

Perto de Bagdá, foi descoberto em 1936 um artefato de dois mil anos que experimentos modernos demonstraram ser capaz de gerar mais de 1,4 volts de eletricidade — potência suficiente para eletrodeposição de metais. A arqueologia oficial hesita em confirmar seu uso como bateria, mas a hesitação, ela mesma, é sugestiva.

Textos do Mahabharata descrevem uma arma chamada Brahmastra, cujos efeitos — luz cegante equivalente a dez mil sóis, explosão devastadora, terra que se torna estéril por gerações, cabelos e unhas que caem nos sobreviventes — são suficientemente precisos para que Oppenheimer, ao assistir ao primeiro teste nuclear em 1945, tenha citado espontaneamente o Bhagavadgita. Coincidência literária ou memória de algo que de fato aconteceu?

Não se nega que muitas teorias da conspiração permeiam o assunto, mas algumas proposições de Von Däniken, mesmo que não comprovadas, contam com defensores ilustres, como o russo Zecharia Sitchin — que contribuiu para difundir o tema com sua interpretação de textos antigos do Oriente Médio — e o britânico Graham Hancock, que dá continuidade às teorias seguindo a linha de argumentação do pesquisador suíço, embora a considere incompleta.

Com base na obra de Homero, Heinrich Schliemann pavimentou a descoberta de Tróia. No apogeu da civilização maia (entre 250 e 900 d.C.), grandes cidades, pirâmides e praças majestosas foram erguidas em plena floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize. Teóricos da conspiração atribuem esse prodígio ora a alienígenas, ora a habitantes do continente perdido de Atlântida.

Em Stonehenge Decoded, o astrônomo Gerald Hawkins estima que a estrutura foi erguida no período neolítico, quando as Ilhas Britânicas eram habitadas por povos considerados atrasados em relação a seus contemporâneos mediterrâneos.

Não se sabe o destino das bibliotecas de Jerusalém e de Pérgamo, nem quantos segredos se perderam com as destruições em massa dos livros históricos, astronômicos e filosóficos ordenadas pelo imperador chinês Shih-Huang, por Hitler e por Mao Tsé-Tung. Um alfarrábio contendo "toda a ciência da antiguidade" foi destruído pelo imperador inca Pachacuti, e milhões de volumes pertencentes a Ptolomeu I Sóter foram incinerados por ordem do califa Omar sob a alegação de que afrontavam o Alcorão.

O que se perdeu nessas fogueiras, não se sabe, mas sabe-se que a história do conhecimento humano não é uma linha reta ascendente — é um arquipélago de ilhas separadas por mares de silêncio.

Continua...

segunda-feira, 8 de junho de 2026

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE — MAÇONARIA NÃO É RELIGIÃO

QUEM PROCURA A VERDADE NÃO PODE SE ATER ÀS PRÓPRIAS OPINIÕES.

Ao contrário do que muitos imaginam, a festa máxima da cristandade não é o Natal, mas a Páscoa, que marca o fim da Quaresma, celebra a paixão e a morte de Cristo e cai sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia seguinte ao equinócio de primavera no Hemisfério Norte — daí o Carnaval mudar de data a cada ano, mas sempre entre 4 de fevereiro e 9 de março.


Segundo o Novo Testamento, Deus enviou seu filho para nos salvar do pecado, e Jesus foi crucificado — daí a cruz ter se tornado o símbolo do cristianismo em geral e do catolicismo em particular. Já a "Santa Madre Igreja" impõe aos católicos uma série de restrições durante a Quaresma e na Sexta-Feira Santa, como jejum e abstinência de carne, além de práticas como recolhimento, penitência, oração, participação na Vigília Pascal, Procissão do Encontro, Adoração da Cruz e Missa da Santa Ceia — para o Vaticano, estamos em plena Idade Média. 


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Se o ministro do Marketing de Lula quisesse coordenar os passos da família Bolsonaro, não faria melhor. Os irmãos Flávio e Eduardo tropeçam um no outro. É como se desejassem transferir Lula do inferno astral — onde a popularidade arde no vermelho — para uma zona de conforto na qual o Pix vira cabo eleitoral da reeleição.

Num instante em que o filho do presidiário foge da urucubaca de Trump contra o Pix, seu irmão Dudu Bananinha presta serviço ao xamã petralha nas redes sociais, insinuando que o Brasil poderia negociar com Trump sistemas americanos de pagamento eletrônico "semelhantes" ao Pix.

Autoexilado na América do Norte, o anti-embaixador da famiglia Bozo parece ter dificuldades para se localizar no mundo: além de prejudicar o clã e o Brasil, ele contribui para a elucidação de um mistério: com sua ajuda, foi descoberto que o grande déficit dos Bolsonaro fica localizado entre as orelhas.


Vale destacar que a cruz levou séculos para superar o significado de horror e vergonha que carregava no mundo antigo, ser elevada a símbolo central da fé e garantir presença em todas as igrejas. É aos pés desse antigo instrumento de tortura que os fiéis se ajoelham durante a eucaristia, enquanto consomem símbolos ritualísticos do sangue e da carne de seu Salvador.


A eucaristia é o mais importante dos sete sacramentos católicos e abrange toda a celebração, das orações iniciais à consagração do pão e do vinho e sua distribuição aos fiéis. Seu momento central é a consagração, quando o padre “transforma” pão e vinho no corpo e no sangue de Cristo — não simbolicamente, como entendem os protestantes, mas de forma literal, segundo a doutrina da transubstanciação. O ato de receber a hóstia consagrada é chamado de comunhão — ou sagrada comunhão —, da qual somente os batizados em estado de graça (sem pecado mortal) podem participar.


Fiz essa breve introdução porque rascunhei este capítulo no Domingo de Páscoa. Na verdade, o mote da postagem é a Maçonaria (ou Franco-Maçonaria, como preferem os puristas), que muitos classificam indevidamente como religião ou sociedade secreta, quando, na verdade, se trata de uma “sociedade com segredos”.


Essa definição também se aplica à Coca-Cola, que guarda a sete chaves a fórmula de seu carro-chefe e nem por isso é uma sociedade secreta.


Para ser considerada religião, uma ideologia precisa, basicamente, garantir a salvação, sustentar uma teologia específica e buscar a conversão de infiéis — e a Maçonaria não se enquadra em nenhum desses três critérios. Mas vamos por partes.


Nos primeiros séculos que sucederam à crucificação do dublê de Filho de Deus e Filho do Homem — união hipostática fundamental para os fiéis —, os cristãos foram duramente perseguidos pelo Império Romano. Nesse contexto, usar a cruz como símbolo seria não apenas perigoso, mas também paradoxal para uma fé que pregava a salvação. Diante disso, optou-se por símbolos mais discretos, como o peixe, escolhido porque a palavra grega para peixe (ΙΧΘΥΣ) funciona como um acrônimo para Iesous Christos THeou Yios Sóter ("Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador").


A transformação da cruz em símbolo sagrado se deu no início do século IV. Conta a tradição que, antes da Batalha da Ponte Mílvia, em 312 d.C., o imperador Constantino teve a visão de uma cruz no céu acompanhada da inscrição In hoc signo vinces (“com este sinal vencerás”) e ordenou que o símbolo fosse pintado nos escudos de seus soldados.


Observação: o símbolo usado por Constantino não era a cruz latina (✝) que conhecemos hoje, mas o Crismão (☧) — monograma formado pelas duas primeiras letras gregas de “Cristo” (Chi = X e Rho = P). O Édito de Milão (313 d.C.) garantiu tolerância religiosa aos cultos, e o cristianismo tornou-se religião oficial em 380 d.C., com o Édito de Tessalônica, de Teodósio I. O gesto de traçar uma cruz sobre o próprio corpo (sinal da cruz) remonta ao início do século III. A princípio, era feito apenas na testa com o polegar, mas logo evoluiu para a forma completa que conhecemos hoje.


A mudança definitiva ocorreu no século V, quando a cruz passou a ser vista como o símbolo máximo da vitória de Cristo sobre o pecado e promessa da vida eterna. Reza a lenda que Helena, mãe de Constantino, liderou uma peregrinação à Terra Santa, onde teria encontrado a cruz na qual o Filho de Deus foi crucificado — e a veneração das relíquias da “Verdadeira Cruz” ajudou a popularizar o símbolo.


Uma famosa teoria da conspiração sustenta que o mundo está nas mãos dos Illuminati — uma suposta sociedade de elite global inspirada pelos ideais do Iluminismo e criada no final do século XVIII com o objetivo de contrapor razão e filantropia à superstição e à influência religiosa —, que teriam se aliado aos maçons para recrutar membros e dominar o mundo. Daí a frequente confusão entre os dois grupos.


O símbolo associado aos Illuminati é a coruja de Minerva — ligada a Atena, deusa da sabedoria —, enquanto o Olho da Providência é frequentemente associado à Maçonaria, embora também seja reivindicado por grupos apócrifos e pelos próprios Illuminati. Originalmente um emblema cristão presente em igrejas ao redor do mundo, na nota de um dólar e no verso do Grande Selo dos EUA, o símbolo foi adotado pelos maçons para representar a vigilância de Deus sobre a humanidade — e funciona como um ímã para teorias conspiratórias.


Os Illuminati foram banidos pelo governo da Baviera em 1785, mas teorias difundidas na internet sustentam que continuam ativos e que algumas fraternidades descendem de seus membros originais — sem evidências de que tenham acumulado grande poder político ou influência significativa. Líderes religiosos, artistas e celebridades como Lady Gaga, Beyoncé, Rihanna e Kanye West já foram acusados de pertencer à sociedade, e de integrar uma indústria do entretenimento supostamente dedicada a uma lavagem cerebral em massa.


Em 2018, durante sua campanha à Presidência, um lunático que atende por Cabo Daciolo — e pretende disputar o Planalto novamente este ano — declarou que seria assassinado por ter atacado o grupo. Um ano antes, em entrevista à BBC, o escritor David Bramwell afirmou que os Illuminati de hoje nada têm a ver com os originais da Baviera, atribuindo sua versão contemporânea à contracultura, ao LSD e ao interesse por filosofia oriental nos anos 1960 — movimento que teria ganhado força com a publicação de um pequeno livro chamado Principia Discordia.


O símbolo dos Illuminati é a Coruja de Minerva — associada a Atena, a deusa virgem da sabedoria — e o Olho da Providência, associado à Maçonaria, mas também reivindicado por grupos apócrifos e pelos Illuminati. Originalmente um emblema cristão presente em inúmeras igrejas mundo afora, na nota de um dólar americano e no verso do Grande Selo dos EUA


Para que este texto não se estenda ainda mais, a Maçonaria será abordada em detalhes no próximo capítulo.