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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

VIAGEM FANTÁSTICA — PROJETO: MINIATURIZAÇÃO

A FICÇÃO DE HOJE PODE SER A CIÊNCIA DE AMANHÃ.

Quando falamos em miniaturização, logo nos vem à mente o clássico Viagem Fantástica, no qual cientistas encolhem um submarino e sua tripulação para um tamanho microscópico para navegar pela corrente sanguínea de um diplomata e salvar sua vida. Todavia, esta postagem tem menos a ver com ficção e mais com as mudanças tecnológicas de meados do século passado a esta parte. Senão vejamos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Flávio Rachadinha Bolsonaro esperou até o último dia do prazo para o registro das candidaturas para definir que o deputado estadual Alfredo Gaspar ocupará a vaga de vice-presidente em sua chapa. A decisão veio depois que o Republicanos, o PP e a federação entre União Brasil optaram pela neutralidade. 

Ex-promotor de Justiça, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar foi eleito deputado federal em 2022 e ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS. Na convenção, Flávio destacou a trajetória do parlamentar na área de segurança pública, sua atuação na comissão e a representatividade de Alagoas e do Nordeste na chapa, bem como lembrou que o deputado pediu a prisão de Lulinha e ressaltou que o vice representa “o Nordeste de fato”. A escolha frustrou a expectativa de parte do PL, que defendia o nome de uma mulher para vice..

Segundo aliados, o ex-presidente golpista e atualmente presidiário Jair Bolsonaro aprovou a indicação (é público e notório que, sem o aval de Bibo Pai, Bobi Filho não solta sequer um peido). 

A definição ocorreu de forma acelerada: na terça-feira o deputado havia sido oficializado pelo PL como candidato ao Senado por Alagoas e, menos de 24 horas depois, deixou a disputa estadual para ser anunciado como candidato a vice-presidente, e comprou uma passagem de última hora para Brasília.

Integrantes do bolsonarismo avaliam que o parlamentar tem baixo potencial eleitoral, não amplia a presença da chapa entre o eleitorado feminino e tampouco reduz a resistência de parte do mercado financeiro à candidatura de Flávio. Nos bastidores, dirigentes do PL classificam Gaspar como um nome de pouca projeção nacional e sem capacidade de agregar votos. Isso sem falar que Gaspar é alvo de um pedido de investigação da PF no STF por suspeita de estupro de vulnerável — uma adolescente de 13 anos que teria engravidado —, além de alegações de tentativa de suborno para manter a família em silêncio e do suposto desvio de R$ 6 milhões em emendas parlamentares.

A ex-primeira dama e madrasta de Flávio não compareceu ao anúncio da escolha do vice na chapa do enteado porque, de acordo com a senadora Damares Alves, estava fazendo almoço para o marido, que se encontra em prisão domiciliar.

E viva o povo brasileiro.


Nossa realidade se parece cada vez mais com o desenho animado Os Jetsons, criado por William Hanna e Joseph Barbera e lançado em 1962, na esteira do sucesso de Os Flintstones, que retratava a vida de uma família da idade da pedra. No seriado futurista, os criadores teorizavam como seria viver em 2062, com carros voadores, robôs e outras tecnologias incríveis. 


Como a vida imita a arte, as videochamadas — corriqueiras para a família Jetson, mas que não passavam de ficção científica em 1962 — foram fundamentais durante a pandemia da Covid. Os televisores de telas finíssimas, comuns nos dias atuais, também não existiam na década de 60. Além de mostrar as horas, os relógios funcionavam como videofones e controlavam dispositivos domésticos — coisa que só se tornou possível no mundo real após o lançamento do Samsung Galaxy Gear


Observação: O primeiro relógio "inteligente" foi o Seiko Ruputer (1998), que dispunha de processador de 8 bits a 3.6 MHz, 128 kB de RAM, 2 MB de armazenamento, tela de quartzo líquido (monocromática) de 102 x 64 pixels e um joystick em miniatura, que permitia interagir com o software interno. O gadget oferecia calendário com agenda, calculadora e games, mas sua baixa autonomia e a escassez de aplicativos decepcionaram os consumidores.  

 

Em alguns episódios, Jane, a matriarca da família, ativava um pequeno robô que aspirava a casa os modernos aspiradores inteligentes. Já a robô-faxineira Rosey era um sonho de consumo que pode virar realidade em breve: a Aeolus Robotics já anunciou um robô doméstico com formato humanoide semelhante ao do desenho. 

 

Quando se trata de retratar o futuro em produções audiovisuais, o maior clichê são os carros voadores, que têm presença garantida nos mundo dos Jetsons. Na vida real, ainda não os vemos cruzando o céu, mas a promessa já existe: além do Gênesis X1, da startup cearense Vertical Connect, modelos da Eve — empresa de mobilidade aérea urbana da Embraer — devem ser lançados no mercado brasileiro ainda este ano.


Se as tecnologias exibidas no desenho encantavam os telespectadores pela funcionalidade, o Jetpack ganhava as crianças pelo viés da diversão: colocar uma mochila nas costas e voar, como fazia o menino Elroy, era o sonho de consumo dos pequenos espectadores. Mas essa tecnologia existe desde 2021, quando a empresa JetPack Aviation vendeu várias unidades para militares de um país do sudeste asiático.

 

Quanto às viagens espaciais, um estudo baseado no voo dos albatrozes avalia a possibilidade de aproveitar os ventos gerados pelo Sol para alcançar cerca de 2% da velocidade da luz — o que permitiria a espaçonaves futuras ultrapassar os limites do sistema solar sem propulsores. É uma ideia ainda teórica, mas não muito diferente do que já pareceu impossível antes. Aliás, as sondas Voyager, lançadas pela NASA em 1977, já cruzaram a fronteira do espaço interestelar — o primeiro passo, ainda que minúsculo, na exploração de outros sistemas solares.


Mudando o foco para a informática (conhecida inicialmente como "cibernética"), o ábaco e outras tábuas de contar foram criados não se sabe ao certo se pelos sumérios, chineses e antigos egípcios mais de 4 mil anos antes da Era Cristã, mas não restam dúvidas de que eles foram os antepassados mais remoto dos computadores.


Os gigantescos mainframes (que atendiam por "cérebros eletrônicos" e ocupavam salões inteiros, embora tivessem menos poder de processamento do que uma calculadora eletrônica atual) surgiram na primeira metade do século passado. O primeiro modelo de grande escala foi o ENIAC, que pesava 30 toneladas e tinha 18 mil válvulas que precisavam ser substituídas à razão de uma a cada dois minutos, mas capaz de realizar apenas 5 mil somas, ou 357 multiplicações, ou 38 divisões simultâneas por segundo. Além disso, seu armazenamento era suficiente apenas para manipular os dados envolvidos na tarefa em execução, ou seja, qualquer modificação exigia que os programadores corressem de um lado para outro da sala, desligando e religando centenas de fios.


Os primeiros computadores totalmente transistorizados foram os IBM 1401 e 7094, lançados nos anos 1950. Em 1964, a TEXAS INSTRUMENTS criou o circuito integrado (CI), composto por conjuntos de transistores, resistores e capacitores. Na década seguinte, a INTEL agrupou vários circuitos integrados num único "microchip", propiciando a construção de equipamentos de pequeno porte, como o PET 2001 — lançado em 1976 e tido como o primeiro microcomputador pessoal — e os Apple I e II — este já com unidade de disco flexível.


A computação pessoal surgiu no início dos anos 1960, começou a se popularizar mais de 20 anos depois, mas foi de vento em popa a partir do lançamento do iPhone pelo visionário Steve Jobs, que estimulou o desenvolvimento de "computadores de mão". Depois de ganharem novos recursos e funções, esses gadgets se tornaram um complemento dos PCs tradicionais e, mais recentemente, um substituto dos desktops e notebooks — a não ser quando a tarefa requer monitor de grandes dimensões, teclado e mouse físico e maior capacidade de memória e armazenamento, Atualmente, mesmo numa republiqueta de bananas como a nossa, há dois dispositivos digitais por habitante e mais de 250 milhões de celulares ativos.  


Resumo da ópera: milhares de anos separam a invenção do ábaco do surgimento dos gigantescos mainframes, mas, a partir de então, bastaram algumas décadas para os computadores pessoais serem criados e diminuírem de preço e de tamanho, mas crescessem em poder de processamento e variedade recursos, tornando-se ultraportáteis e indispensáveis. Mas nem tudo foram flores nesse jardim.


Continua…

terça-feira, 28 de outubro de 2025

DO SMARTPHONE AO NOTEBOOK

OUÇA CONSELHOS, MAS JAMAIS ABRA MÃO DE SUA PRÓPRIA OPINIÃO.

Não se sabe se o ábaco surgiu na China, no Egito ou na Mesopotâmia, mas sabe-se que ele foi criado milhares de anos antes da era cristã e que sua desenvoltura na execução de operações aritméticas só foi superada no século XVII, quando Blaise Pascal criou uma engenhoca que Gottfried Leibniz aprimorou com a capacidade de multiplicar e dividir. 

Já o processamento de dados teve início no século XVII com o Tear de Jacquard  e evoluiu com o tabulador estatístico criado por Herman Hollerith — cuja empresa daria origem à gigante IBM. No início dos anos 1930, Claude Shannon aperfeiçoou um dispositivo de computação movido a manivelas mediante a instalação de circuitos elétricos baseados na lógica binária. Mais ou menos na mesma época, Konrad Zuse criou o Z1 — primeiro computador binário digital. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Enquanto a defesa de Bolsonaro se equipa para usar o caso Collor como pretexto para evitar que seu cliente seja trancado na penitenciária da Papuda, os deuses da jurisprudência oferecem um espetáculo que desmoraliza o caráter "humanitário" da prisão domiciliar em três atos.

No primeiro, Collor, condenado a 8 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado, foi autorizado a cumprir a pena em sua mansão na orla de Maceió depois de passar uma semana em um presídio alagoano. No segundo, sua tornozeleira eletrônica saiu do ar por 36 horas. No terceiro, o apagão do monitoramento ocorreu nos dias 2 e 3 de maio, mas o Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas demorou cinco meses para comunicar a falha ao STF.

Graças a uma trapaça do destino, o relator do processo de Collor é Alexandre de Moraes, o mesmo que cuida do caso da trama do golpe. Abespinhado, o magistrado exigiu explicações. A resposta veio na última sexta-feira (24). A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social do governo de Alagoas alegou que desconhecia o e-mail do gabinete de Moraes. Superada a dúvida quanto à origem e à segurança da comunicação, as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, com o envio integral dos relatórios requisitados ao e-mail.

A honestidade preenche requerimento, marca hora e leva chá de cadeira. A corrupção sempre encontra seus atalhos. Num mundo convencional, o endereço eletrônico de Moraes poderia ser obtido com um simples telefonema. No universo dos privilegiados, a coisa é diferente.

Na prática, o governo de Alagoas coloca Moraes em posição constrangedora. O ministro havia ameaçado devolver Collor ao presídio. Os responsáveis por monitorar o trânsito do "preso" entre a sauna e a piscina do seu elegante domicílio prisional pedem ao ministro que faça o papel de bobo em benefício do bem-estar do condenado.

Os homens nunca foram iguais, mas não eram tão desiguais até que veio a civilização. E alguns viraram Collor, que desfrutou da impunidade por 33 anos. Denunciado por assaltar R$20 milhões de um cofre da Petrobras em gestões petistas, demorou oito anos para ser condenado. Embora a sentença fosse suprema, ficou solto por dois anos após a condenação.

Poucas horas depois da detenção de Collor, sua defesa encaminhou petição a Moraes alegando que seu cliente tem 75 anos e é atormentado por doença de Parkinson, apneia grave do sono e transtorno afetivo bipolar — moléstias que exigiriam cuidados contínuos e acompanhamento médico especializado, coisas indisponíveis na cadeia.

A defesa esqueceu de combinar a estratégia com o paciente. Na audiência de custódia que antecedeu o encarceramento, Collor, sorridente, vendia saúde. Acompanhado de um dos seus advogados, foi interrogado por videoconferência pelo juiz Rafael Henrique, da equipe de Moraes. A certa altura, o doutor perguntou: "O senhor tem alguma doença, faz uso de algum medicamento de uso contínuo?" E Collor, categórico: "Não".

Os advogados omitiram que o Rei Sol talvez sofresse de uma amnésia que o levava a esquecer dos outros males que o afligiam. De repente, surgiram os atestados médicos que justificavam a concessão da prisão domiciliar em caráter "humanitário", abrindo um atalho que os advogados de Bolsonaro certamente trilharão.

O Brasil não perde a oportunidade de perder oportunidades para qualificar o seu sistema prisional. Há três décadas, Collor vangloriava-se no Planalto de ter "colhões roxos" — expressão precursora do célebre "imbrochável." Quando vende saúde, a desqualificação é poupada. Quando finalmente é condenado, o desqualificado alega que não pode servir de exemplo para a qualificação das cadeias.

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, 70, foi condenado por aceitar contribuições espúrias do antigo ditador líbio Muammar Kadafi para a campanha eleitoral da qual saiu vitorioso, em 2007. Preso na semana passada, cumprirá pena de cinco anos na penitenciária La Santé, em Paris, trancafiado na ala de isolamento de uma das prisões mais seguras da França.

Enquanto isso, o brasileiro é como que condenado a conviver com uma dúvida perpétua: os criminosos de grife vão para a cadeia nos países ricos porque as cadeias são melhores ou as cadeias são melhores porque a elite as frequenta? 

Nas pegadas de Collor, o Brasil está na bica de desperdiçar com Bolsonaro mais uma chance de aprimorar as instalações e os serviços de suas prisões com a qualificação progressiva da população carcerária.

A II Guerra Mundial deu azo ao surgimento do Mark I, do Z3 e do Colossus. Na década seguinte, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia construíram o ENIAC, que teria causado um formidável apagão quando foi ligado pela primeira vez (talvez isso não passe de lenda urbana, mas houve realmente flutuações e quedas de energia pontuais na Filadélfia, mesmo porque o monstrengo consumia 10% da capacidade total da rede elétrica da cidade). 

Embora fosse um monstrengo de 18 mil válvulas e 30 toneladas, ele era capaz de realizar "apenas" 5 mil somas, 357 multiplicações ou 38 divisões simultâneas por segundo — uma performance incrível para a época, mas que qualquer videogame dos anos 1990 já superava com um pé nas costas. Suas válvulas queimavam à razão de uma a cada dois minutos, e como sua memória interna só comportava os dados da tarefa em execução, qualquer modificação exigia que os programadores corressem de um lado para outro da sala, desligando e religando dezenas de cabos.

 

O EDVAC veio à luz em 1947, já com memória, processador e dispositivos de entrada e saída de dados. Foi seguido pelo UNIVAC, que utilizava fita magnética em vez de cartões perfurados. Mas foi o advento do transistor que revolucionou a indústria dos computadores — notadamente a partir de 1954, quando o uso do silício como matéria-prima barateou significativamente os custos de produção.


Os primeiros mainframes totalmente transistorizados foram lançados pela IBM no final dos anos 1950. Na década seguinte, a Texas Instruments revolucionou o mundo da tecnologia com os circuitos integrados, compostos por conjuntos de transistores, resistores e capacitores, e usados com sucesso no IBM 360 (lançado em 1964). Já no início dos anos 1970, a Intel desenvolveu uma tecnologia capaz de agrupar vários circuitos integrados (CIs) numa única peça silício, dando origem aos microprocessadores e viabilizando o surgimento do Altair 8800 (vendido sob a forma de kit e responsável, ainda que indiretamente, pela fundação da Microsoft), do PET 2001 (lançado em 1976 e considerado o primeiro microcomputador pessoal) e dos Apple I e II (este último já com unidade de disco flexível).

 

O sucesso estrondoso da Apple incentivou a IBM a criar seu PC (acrônimo de Personal Computer), cuja arquitetura aberta e a adoção do MS-DOS acabaram se tornando padrão de mercado. A primeira interface gráfica com sistema de janelas, caixas de seleção, fontes e suporte ao uso do mouse foi criada pela Xerox e incorporada ao LISA por Steve Jobs. Quando a Microsoft lançou sua interface gráfica que rodava sobre o MS-DOS, a Apple já estava anos-luz à frente, mas foi o Windows, e não o macOS, que se tornou o sistema operacional para microcomputadores mais popular do planeta.

 

Tudo isso para dizer que o que hoje chamamos de computador — seja um desktop, um notebook, um smartphone ou um tablet — evoluiu ao longo dos séculos em etapas que misturam avanços científicos, engenhocas eletromecânicas e uma boa dose de ousadia criativa. No início, eram máquinas enormes, barulhentas e com um apetite pantagruélico por energia. Os primeiros sequer tinham disco rígido, quanto mais mouse, tela colorida ou sistema operacional amigável, e a interação com o usuário era feita por meio de cartões perfurados, fitas magnéticas e comandos crípticos. Mas já dizia o poeta que não há nada como o tempo para passar.

 

Microcomputadores rudimentares, mas já voltados ao consumidor final (como Apple I, Commodore 64 e afins) surgiram nos anos 1970 e começaram a se popularizar entre os usuários domésticos em meados dos anos 1990. Na década seguinte, os "micros" (como as pessoas chamavam seus PCs) já tinham presença garantida em escritórios, escolas e lares de classe média. Os laptops vieram logo depois, seguidos pelos netbooks e, mais adiante, pelos ultrabooks — versões mais compactas e baratas que sacrificavam desempenho em nome da mobilidade.

 

Meu primeiro portátil — um Compaq Evo n1020v Intel Celeron 1,7 GHz/20 GB/128 MB — custou R$ 4,4 mil no início de 2003 (cerca de R$ 12 mil, se atualizado pelo IGPM, ou R$ 30,4 mil, pela variação do salário-mínimo). Hoje, notebooks de entrada custam a partir de R$ 3 mil, como é o caso do IdeaPad 1 da Lenovo, que integra um chip AMD Ryzen 3 7320U e tela grande (15,6 polegadas). Mas ele vem com míseros 4 GB de RAM e SSD de 256 GB, sem falar que no sistema operacional, que é uma distro Linux.

 

Atualmente, qualquer smartphone básico tem mais "poder de fogo" do que os computadores que levaram o homem à Lua — o que explica, pelo menos em parte, por que desktops e notebooks foram relegados a situações que exigem telas de grandes dimensões, teclado e mouse físicos, além de processamento, memória e armazenamento superiores aos que os "pequenos notáveis" de entrada e intermediários conseguem oferecer. Mas quem precisa de um note para fazer o que não consegue fazer com o celular terá de investir cerca de R$ 4 mil num Samsung Galaxy Book 4, por exemplo, que integra um processador Intel Core i3-1315U, 8 GB de RAM, 256 GB de SSD — e vem de fábrica com o Windows 11.

 

Se você quer portabilidade sem abrir mão de uma tela grande e hardware potente, o Galaxy Book 4 Ultra oferece painel AMOLED de 16 polegadas com resolução QHD e taxa de atualização de 120 Hz, Intel Core Ultra 9-185H e Nvidia GeForce RTX 4070 — suficientes para rodar a maioria dos jogos atuais sem problemas —, além de respeitáveis 32 GB de RAM e 1 TB de SSD. Mas não espere pagar menos de R$ 10 mil por essa belezinha.

 

Por último, mas não menos importante: quem é fã do iOS não tem como não gostar do macOS — e, se é para mudar de sistema operacional, nada como fazê-lo em grande estilo. O Apple MacBook Pro M4 é capaz de executar com desenvoltura tarefas exigentes como edição de vídeo, gráficos 3D, desenvolvimento de IA e até simulações científicas. 


Ele oferece ampla gama de portas para periféricos e monitores externos — incluindo três portas USB-C/Thunderbolt 5 e uma HDMI 2.1 —, não esquenta e praticamente não faz barulho. No entanto, como a RAM e a unidade de armazenamento vêm soldadas à placa-mãe, convém escolher a melhor configuração que o bolso suportar, já que upgrades de hardware estão fora de cogitação.

sábado, 8 de junho de 2024

DICAS PARA MANTER O DESEMPENHO DO CELULAR NOS TRINQUES

É MAIS FÁCIL ALGUÉM SE PERDER QUANDO ACHA QUE SABE O CAMINHO.

O ancestral mais remoto da calculadora surgiu na Mesopotâmia
 há cerca de 5.000 anos, mas o primeiro "cérebro eletrônico" só foi apresentado ao mundo em 1946. Batizado de ENIAC (acrônimo de Electronic Numerical Integrator And Computer), gigantesco mainframe de 30 toneladas ocupava 180 m² e integrava 70.000 resistores e 18.000 válvulas termiônicas — que queimavam à razão de uma a cada 2 minutos. 

Observação: O blackout que ele teria causado quando foi ligado pela primeira vez pode até ser uma lenda urbana, mas sabe-se que houve flutuações e quedas de energia pontuais na Filadélfia, até porque o monstrengo consumia 10% da capacidade total da rede elétrica da cidade.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Errar é humano e a vaidade afeta a todos, mas nunca antes na história deste país os ministros do STF demonstraram tanta capacidade de cometer erros em consequência de situações pessoais que influenciam suas decisões. À medida que se afastam da letra da lei para ampliar ou restringir seu entendimento, as togas aumentam o próprio poder, e o poder embriaga. Houve na triste história recente desta banânia momentos que exigiram reações prontas e assertivas para evitar que nossa frágil e democracia se estilhaçasse. Mas a concentração de tanto poder nas mãos de uma única pessoa torna a pessoa todo-poderosa, e os todo-poderosos tendem para o autoritarismo. 

Situações desesperadoras exigem medidas desesperadas. Houve decisões autoritárias condizentes a gravidade de momento. À medida que a radicalização cresceu, instigada por um golpista aspirante a tirano e seus asseclas, foi preciso pôr ordem no galinheiro. Mas o poder inebria e, por vezes, tolda a visão. Daí uma toga que defendia a hoje finada mas então pujante Lava-Jato tornar-se um de seus mais ferrenhos desafetos. Outra, ao ouvir comentários desairosos sobre seus conhecimentos jurídicos feitos pelos procuradores de Curitiba, mudou seu voto para condenar o ex-juiz Moro. Uma terceira, identificada como "amigo do amigo de meu pai" pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht, saiu anulando todas as provas contra o filho do amigo do amigo, desmentindo até as confissões do próprio. Em suma, suas excelências foram cometendo os mesmos erros de que acusavam a força-tarefa: prisões alongadas; conflitos de interesses; acusações sem provas; uso de instâncias judiciais para vinganças pessoais; e por aí segue a procissão. 

Mas enquanto há vida há esperança. Com os ministros Barroso na presidência do STFCármen Lúcia — única mulher na composição atual da corte suprema — no comando do TSE, teremos pelos próximos dois anos duas togas aparentemente equilibradas e supostamente comprometidas com a democracia. Resta saber se o cenário alvissareiro que ora se delineia irá realmente prosperar.


Os primeiros "microcomputadores" pessoais foram criados nos anos 1960 
 mas só se popularizaram entre os usuários domésticos quase 30 anos depois  e os smartphones, em 2007, nas pegadas do iPhone

Com o aumento da demanda por mobilidade, os tradicionais PCs de mesa estão fadados a se tornar "produtos de nicho". Dispositivos híbridos — como notebooks com poder de processamento comparável ao dos desktops — só continuam vendendo porque oferecem "o melhor de dois mundos", mas um levantamento feito pela FGV em 2023 apontou que 70% dos 364 milhões de dispositivos digitais portáteis ativos no Brasil são smartphones (média de 1,2 por habitante). 
 
A exemplo de seus "irmãos maiores", o smartphone é controlado por um sistema operacional, o que o torna suscetível a pragas digitais, bugs e travamentos. Muita coisa mudou desde o velho DOS e as primeiras versões do Windows, mas nem os usuários das encarnações mais recentes do sistema da Microsoft escapam de mensagens de erro, travamentos e telas azuis da morte (como bem sabe quem se aventurou a adotar o Win11 numa máquina de configuração espartana). 
 
Observação: Se a Microsoft produzisse carros, alfinetou Bill Gates nos anos 1990, os veículos custariam US$ 25 dólares e rodariam 1.000 milhas com um galão de gasolina. Em sua 
resposta, a GM disse que o motor dos "MS-Cars" morreria frequentemente, obrigando o motorista a descer do veículo, trancar as portas, destrancá-las e tornar a dar a partida para poder seguir viagem (numa alusão clara aos irritantes travamentos do Windows, que exigiam frequentes reinicializações).
 
Enquanto desktops e notebooks permitem "infinitas" combinações de CPUs, placas-mãe, módulos de memória RAM, HDDs, SSDs etc., os smartphones são dispositivos integrados, com hardware e software projetados para trabalhar em conjunto e funcionar de maneira otimizada. Os aplicativos projetados para eles são mais leves e menos exigentes em termos de recursos de hardware, e o gerenciamento é mais eficiente: o próprio sistema se encarrega de manter o desempenho do aparelho em patamares aceitáveis suspendendo ou encerrando programas em segundo plano. 
 
Todo dispositivo controlado por um SO precisa ser desligado de tempos em tempos, quando mais não seja porque a reinicialização encerra os processos que podem estar causando lentidão, esgota a energia dos capacitores e esvazia as memórias voláteis (mais informações nesta postagem),  reinicialização esgota a energia dos capacitores, esvazia as memórias voláteis. Os smartphones podem permanecer ligados ininterruptamente por mais tempo que "seus irmãos maiores", mas também se beneficiam de um "saudável refresh", e como a bateria recarrega em menos tempo com o aparelho desligado, por que não "unir o útil ao agradável"?

Android dispõe de um vastíssimo ecossistema de aplicativos, mas você deve instalar somente o que for usar, e baixá-los exclusivamente da Google Play Store ou da loja de apps do fabricante do seu aparelho. Recorrer ao root para usar APKs de desenvolvedores desconhecidos é um convite para o malware, e o mesmo se aplica a permissões desnecessárias concedidas a apps suspeitos: por que diabos um gravador de voz precisa acessar sua conta de email ou sua lista de contatos?  
 
Uma manutenção como manda o figurino pode deixar o sistema até 60% mais rápido, e ferramentas como Du Speed Booster e Speed Up Expert ajudam a corrigir alterações involuntárias, facilitam a limpeza do cache e o gerenciamento dos apps e removem restos de códigos e arquivos inúteis que costumam ficar armazenados na memória interna. 
 
Continua...

sexta-feira, 3 de junho de 2022

DO ÁBACO AO SMARTPHONE

EXISTEM TRÊS MANEIRAS DE FAZER AS COISAS: BOAS, RUINS E COMO EU FAÇO.

O ábaco surgiu há mais de 3 mil anos e é considerado o antepassado mais remoto do computador. O primeiro computador eletrônico de grande escala foi o ENIAC, com 30 toneladas e 18 mil válvulas (que precisavam ser substituídas à razão de uma a cada dois minutos). A geringonça realizava apenas 5 mil somas, ou 357 multiplicações, ou 38 divisões simultâneas por segundo (um desempenho impressionante para a época), mas seu armazenamento era suficiente apenas para manipular os dados envolvidos na tarefa em execução, de modo que qualquer modificação exigia que os programadores corressem de um lado para outro da sala, desligando e religando centenas de fios.


Os primeiros computadores totalmente transistorizados foram os IBM 1401 e 7094, que surgiram entre o final dos anos 1950. Em 1964, a TEXAS INSTRUMENTS criou circuito integrado (composto por conjuntos de transistores, resistores e capacitores); na década seguinte, a INTEL agrupou vários circuitos integrados num único "microchip", propiciando a construção de equipamentos de pequeno porte, como o PET 2001 — lançado em 1976 e tido como o primeiro microcomputador pessoal — e os Apple I e II — este último já com unidade de disco flexível.

 

O Windows surgiu em 1985, inicialmente como uma interface gráfica baseada no MS-DOS. Dez anos depois, quando os PCs já eram relativamente populares, a Microsoft o transformou em sistema operacional autônomo — ou quase isso, já que o DOS continuou atuando nos bastidores até 2001, quando o WinXP (desenvolvido a partir do kernel do WinNT) cortou o cordão umbilical. 


Inicialmente, os desktops eram a regra e os laptopsum sonho de consumo de muitos, mas acessível a poucos, mas acabaram se tornando a opção primária dos usuários, já que podem substituir o desktop e ser usados em trânsito. Em 2007, Steve Jobs revolucionou o mercado da computação pessoal com o iPhone — que não foi o primeiro celular capaz de conectar a Internet, mas se tornou o divisor de águas entre os dumbphones de até então e os smartphones de a partir de então. Atualmente, mesmo num país terceiro-mundista como o nosso há dois dispositivos digitais por habitantequase 250 milhões de celulares ativos.  

 

Resumo da ópera: milhares de anos separam a invenção do ábaco do surgimento dos gigantescos mainframes, mas, a partir de então, bastaram algumas décadas por os computadores pessoais serem criados, encolherem de tamanho, diminuírem de preço, crescerem em poder de processamento, gama de recursos e funções e se tornarem ultraportáteis e indispensáveis. Mas nem tudo foram flores nesse jardim.


Continua...

terça-feira, 14 de setembro de 2021

WI-FI 5 GHz, REDE MÓVEL 5G E OUTROS BICHOS

QUANDO O MOLHO SAI MAIS CARO QUE O PEIXE É MELHOR PEDIR UM BIFE

Costuma-se dizer que o ábaco foi o precursor da máquina de calcular e, por extensão, do computador. Os primeiros computadores eletrônicos ocupavam andares inteiros, pesavam toneladas e custavam milhões de dólares, mas tinham menos poder de processamento que uma calculadora xing-ling de R$ 10.

O  ENIAC ― um dos primeiros mainframes, construído por cientistas da Universidade da Pensilvânia ― era um monstrengo de 18 mil válvulas e 30 toneladas, mas que conseguia, mal e parcamente, executar 5 mil somas, 357 multiplicações ou 38 divisões simultâneas por segundo — uma performance incrível para a época, mas que qualquer videogame dos anos 90 superaria com facilidade.

As válvulas da geringonça queimavam à razão de uma cada dois minutos, e sua memória interna era suficiente apenas para manipular os dados envolvidos na tarefa em execução; qualquer modificação exigia que os operadores — que também eram programadores — corressem de um lado para outro da sala, desligando e religando centenas de chaves e cabos. 

Para dissipar o calor gerado pelo funcionamento desse portento, gastavam-se quilowatts de energia suficientes para alimentar uma cidade de 5.000 habitantes. Fala-se inclusive que quando foi ligado pela primeira vez, o ENIAC causou um blackout que deixou às escuras uma parte considerável do estado americano da Pensilvânia.

Como os sistemas operacionais ainda não existiam, os operadores controlavam os computadores de então por meio de chaves, fios e luzes de aviso. Mais adiante, os batch systems (sistemas em lote) passaram a permitir que cada programa fosse escrito em cartões perfurados e carregado, juntamente com o respectivo compilador. Todavia, não havia padronização de arquitetura, de modo que cada máquina usava um sistema operacional específico. Pelo menos até o Unix mudar esse quadro, mas isso já é outra conversa.

O primeiro microcomputador foi o Altair 8800, lançado em meados dos anos 1970 e comercializado na forma de kit (a montagem ficava a cargo do consumidor). Era mais uma curiosidade do que algo realmente útil. Mas foi extremamente útil para Bill Gates e Paul Allen — que fundaram a Microsoft, em 1975, com o propósito de desenvolver e comercializar interpretadores em BASIC para a geringonça. E para e para a Apple, já que o interesse dos usuários pelo aparelho levou Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne a investir no segmento de computadores pessoais.

Lançado em 1977, o Apple II já contava com um Disk Operating System (ou DOS — acrônimo que integra o nome de diversos sistemas operacionais, como o Free DOS, o PTS-DOS, o DR-DOS etc.). Como o aparelho vinha montado, trazia um teclado integrado e tinha a capacidade de reproduzir gráficos coloridos e sons, muitos o consideram o “primeiro computador pessoal moderno”.

Comparar os microcomputadores dos anos 1980 com os modelos autuais seria como contrapor um jurássico Ford T a um Mustang GT 500. A título de curiosidade, no pool de sistemas usado pela NASA na missão Apollo 11 que levou o homem à Lua em 1969 —, a velocidade (frequência de operação) do processador era de 0,043 MHz e a quantidade de memória RAM, de míseros 64KB.

O sucesso dos desktops — termo que significa literalmente "em cima da mesa" — propiciou o surgimento dos laptops — aglutinação dos termos em inglês lap (colo) e top (em cima), significando "em cima do colo" —, que passaram a ser chamados mais adiante de “notebooks” — devido ao formato e às dimensões semelhantes às de um caderno universitário. 

A princípio, o termo laptop remetia a portáteis maiores, mais pesados e pródigos em recursos, mas essa diferenciação deixou de ser observada e a palavra caiu em desuso, embora alguns puristas prefiram-na ao termo notebook.

Continua no próximo capítulo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

VOCÊ SABIA? (CONTINUAÇÃO)

IMPORTUNA COISA É A FELICIDADE ALHEIA QUANDO SOMOS VÍTIMA DE ALGUM INFORTÚNIO.

Criado há cerca de 5.000 anos, o ábaco é o antepassado mais remoto da calculadora e, por extensão, do PC, já que “computar” e “calcular” têm mais ou menos o mesmo significado.

Outro antecessor distante — mas não tão distante, pois remonta ao início dos anos 1.600 —, a ”régua de cálculo” é a precursora das calculadoras de bolso, embora atribua-se a Blaise Pascal a criação da primeira calculadora mecânica da história (em meados do século XVII). Mas a Pascalina executava apenas operações previamente programadas.

Em 1801, o costureiro Joseph Marie Jacquard construiu o Tear de Jacquard  uma traquitana realmente programável, que hoje é considerada o primeiro computador do mundo. 

Mais adiante, baseando-se no conceito de cartões perfurados usados por Jacquard, o estatístico americano Hermann Hollerith desenvolveu uma geringonça que acelerou o processo de computação de dados. Anos depois, ele fundou a Tabulation Machine Company, que se tornou a Internacional Business Machine (IBM para os íntimos e Big Blue para os mais íntimos) 

Observação: Em 1943, Thomas Watson, então presidente da IBM, revelou-se um péssimo profeta: “Eu acredito que haja mercado para talvez cinco computadores”.

A Segunda Guerra Mundial estimulou o desenvolvimento de computadores — inicialmente, gigantescos mainframes que ocupavam salas inteiras, pesavam toneladas, custavam milhões de dólares e tinham menos poder de processamento que um calculadora xing-ling atual. Depois do Mark I, do Colossus e de outras monstruosidades, o mundo conheceu o ENIAC, que entrou para a história da cibernética como primeiro computador digital eletrônico. Embora fosse mil vezes mais rápido que seu contemporâneo mais rápido, esse portento era capaz de realizar apenas 5 mil somas, 357 multiplicações ou 38 divisões simultâneas por segundo — uma performance incrível para a época, mas que qualquer videogame dos anos 1990 já superava “com um pé nas costas”.

O Altair 8800, lançado em 1974, foi o precursor dos computadores pessoais e a razão de Bill Gates e Paul Allen fundarem a Microsoft. Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak, sócios-fundadores da Apple, concluíram o projeto do Apple I, que entrou para a história como o primeiro computador para uso pessoal. 

Em entrevista ao jornal espanhol El Pais, Wozniak foi taxativo: “aquilo não era um computador, mas a readaptação de algo que eu tinha feito antes. Era uma espécie de IKEA [rede de lojas que vende móveis em kits] dos computadores: você ia comprando peças e tinha um monte de coisas que se encaixavam” (o Apple II, lançado um ano mais tarde, foi o primeiro microcomputador vendido em escala comercial).

No ano seguinte, Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp. vaticinou que não havia nenhuma razão para alguém querer um computador em casa”, e em 1981, Bill Gates teria dito que "ninguém nunca vai precisar mais do que 640 quilobytes de memória em seu computador pessoal" (Gates nega a autoria do disparate, mas o fato é que qualquer PC chinfrim, atualmente, integra pelo menos 4GB de RAM).

Em 1987, Gates anotou no prefácio ao Guia do Programador do OS/2 (sistema lançado em parceria com a IBM, do qual a Microsoft desistiu três anos depois): “acredito que o OS/2 está destinado a ser o sistema operacional mais importante de todos os tempos — e possivelmente o programa mais importante também”.

Em 1989, quando a Microsoft fez a transição para os sistemas operacionais de 16-bit, Mr. Gates vaticinou: Nós nunca vamos desenvolver um sistema operacional de 32 bits (menos de quatro anos depois o Windows NT 3.1, primeiro sistema de 32-bit da empresa, foi lançado no mercado). Em 2004, o gênio fez outra profecia furada: “Daqui a dois anos, o spam estará resolvido” (a realidade dos fatos dispensa comentários).

No livro " Business @ the speed of thought“ (Negócios na velocidade do pensamento), lançado na virada do milênio, o sócio-fundador da gigante do software cravou diversas previsões sobre o futuro da tecnologia e descreveu algumas delas de maneira incrivelmente acurada. 

Gates vaticinou, por exemplo, o surgimento dos serviços automatizados de comparação de preços — que permitiriam encontrar o produto mais barato sem que a necessidade de pesquisar vários sites e lojas — e a criação de dispositivos móveis que as pessoas levariam consigo a toda parte — e usariam para fechar negócios, independentemente de onde estivessem, além de manter-se conectadas como o escritório 24/7, checar notícias, voos agendados e acompanhar as informações sobre o mercado financeiro, entre outras possibilidades.

Continua...