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terça-feira, 15 de setembro de 2026

MITOS E VERDADES SOBRE A BATERIA DO CELULAR

QUEM SABE FAZ, QUEM COMPREENDE ENSINA. 

Depois que os dumbphones se tornaram smart, a autonomia da bateria se tornou tão importante quanto a memória e o armazenamento interno. Embora esses componentes tenham evoluído significativamente desde os jurássicos modelos à base de níquel-cádmio, o tempo durante o qual o aparelho opera longe da tomada depende da capacidade de sua bateria, do seu consumo energético e do perfil do usuário.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Fachin desligou Mendonça da tomada. Assumiu no sábado a relatoria do caso sobre as relações potencialmente criminosas entre Moraes e Vorcaro. Com isso, será o presidente da corte, e não Mendonça, quem fará o relato dos fatos na sessão plenária da próxima terça-feira. Caberá a ele também proferir o primeiro voto e dizer se há indícios fortes o bastante para investigar Moraes.

A conjuntura exala um aroma de história. É a primeira vez que o plenário do Supremo se reúne para decidir se abre investigação criminal contra uma de suas togas. O ineditismo está crivado de suprema ironia. Moraes é vice-presidente do tribunal. Se nada acontecer, assumirá o comando em setembro de 2027.

Há o risco de um pedido de vista na sessão desta terça. Isso adiaria a decisão. Mas antes de executar a manobra, a falange pró-Moraes terá que ouvir o voto de Fachin. Ele tem declarado que seu dever é "assegurar a integridade" do Supremo. Não é desprezível a hipótese de Fachin votar pela investigação. Ainda que surja no plenário um pedido de vista, ministros contrários ao adiamento podem antecipar seus votos. Isso não impediria a postergação, mas pioraria a imagem de Moraes. 

Nunca um vice do Supremo pareceu tão controversa — a ponto de a eventual vitória de um magistrado ser tratada como perdição da instituição.


Uma bateria de 12 V fornecendo uma corrente de 2 A estará entrega 24 W de potência (tensão × corrente). Um mAh (miliampere/hora) corresponde à carga elétrica transferida por uma corrente constante de um miliampere durante uma hora. Já a potência da bateria é expressa em watts (W) ou joules por segundo (J/s). Assim, se uma bateria opera entre 3,7 V a 4,4 V e fornece 2A, sua potência instantânea fica entre 7,4 W e 8,8 W. No entanto, quanto mais recursos forem ativados, mais rápido a reserva de energia irá se esgotar. 

Em tese, quanto maior a capacidade, maior tende a ser a autonomia da bateria. Na prática, porém, dois aparelhos idênticos usados por pessoas de perfis diferentes podem exigir recargas em intervalos distintos. E como nem mesmo as baterias de 5.000 ou 6.000 mAh desobrigam os heavy users de fazer um “pit stop” entre recargas, os carregadores rápidos se tornaram um item de primeira necessidade.


É possível aumentar a capacidade das baterias (haja vista os modelos que equipam os cada vez mais comuns veículos elétricos). O problema é obter esse resultado sem comprometer o tamanho do componente ou elevar excessivamente seu custo de fabricação. 


A chinesa Xiaomi surpreendeu o mercado no ano passado com o lançamento do Redmi K80 Ultra — modelo de preço intermediário que integra uma bateria de silício-carbono de 7.410 mAh, capaz de resistir até dois dias de uso intenso — e carregamento rápido de 100W — que recupera até 80% da carga em menos de 30 minutos. A também chinesa Oukitel oferece modelos com bateria de 18.000 mAh, que proporcionam 10 dias de uso moderado ou até 4 dias de uso intenso sem necessidade de recarga (o WP19 chega a 21.000 mAh e promete uma semana completa mesmo em uso intenso, mas nem todo mundo está disposto a carregar no bolso um "tijolão" que lembra um rádio comunicador militar.


A pergunta é: se é possível equipar smartphones com baterias de mais de 10.000 mAh, o que a Apple, a Samsung e a Motorola estão esperando para lançar modelos com esse "poder de fogo"? A resposta está no equilíbrio entre design e usabilidade: a maioria dos usuários prioriza aparelhos finos e leves, confortáveis no bolso e na mão, e uma bateria convencional dessa capacidade exigiria um aparelho muito mais espesso e pesado que um iPhone. E isso sem falar no custo de fabricação e no tempo de recarga, que pode variar entre 3 e 5 horas, mesmo com carregadores rápidos.


A Honor já oferece smartphones com baterias de silício-carbono que prometem até três dias de autonomia e mantêm a capacidade máxima de carga mesmo após três anos de uso. A Realme já apresentou protótipos com baterias de 10.000 mAh — um avanço significativo em relação às baterias convencionais de 5.000 mAh da concorrência. O iPhone 17 Air integra uma bateria com maior densidade energética do que a dos dispositivos baseados em polímeros de lítio.


Pesquisas em outros segmentos apresentam avanços notáveis: os chineses criaram uma mini bateria nuclear que promete durar mais de 7.000 anos (destinada principalmente a sensores, dispositivos médicos e aplicações de baixíssimo consumo), enquanto os dinamarqueses desenvolveram uma superbateria com eficiência de 90%, capaz de abastecer 100 mil casas por até 10 horas. Mas ainda não se sabe quando — nem se — essas soluções chegarão ao usuário final.


Existem diversas recomendações relacionadas ao uso da bateria que deixaram de fazer sentido quando os fabricantes substituíram o níquel-cádmio pelos íons de lítio (ou polímeros, em alguns casos). Entre outras coisas, essa mudança pôs fim ao famigerado "efeito memória" — perda progressiva da capacidade de carga quando a reserva de energia não era esgotada integralmente antes de a bateria ser recarregada. 


Observação: Os dumbphones passavam dias longe da tomada porque eram usados basicamente em chamadas de voz e mensagens de texto. Já os smartphones rodam sistemas complexos e executam os mais diversos aplicativos, daí seu consumo energético ser maior, e sua autonomia, menor.


Concluído esta (não tão) breve contextualização, resta lembrar a quem interessar possa que tanto a autonomia quanto a vida útil das baterias podem ser prolongadas com a adoção de alguns cuidados simples, mas, de novo, é preciso separar o joio do trigo, ou melhor, os mitos da realidade. 


Usar o aparelho durante a recarga da bateria não causa danos, mas retarda o processo. Para ganhar tempo, ative o "modo avião" ou simplesmente desligue o telefone durante a recarga — isso mata dois coelhos com uma única cajadada, já que reiniciar (ou desligar e religar) o dispositivo diariamente ou a cada dois ou três dias ajuda a manter o desempenho nos trinques. 


Embora não seja o ideal, você pode utilizar carregadores de outras marcas, mas convém fugir de produtos xing-ling, vendidos por uma fração do preço dos originais, pois eles não passam de imitações baratas que podem causar estragos e pôr em risco sua segurança. Use somente dispositivos certificados e compatíveis com os padrões exigidos pelo fabricante (USB Power Delivery, Quick Charge etc.)."


Convém também evitar manter o telefone na carga por mais tempo que o necessário (os fabricantes recomendam manter o nível de carga entre 20% e 80%). É fato que os riscos de superaquecimento e explosão são desprezíveis quando a bateria e o carregador são originais ou homologados pelo fabricante do celular, já que um sistema inteligente interrompe a passagem de corrente quando a bateria está cheia —, mas seguro morreu de velho. 


Retire o carregador da tomada quando terminar de carregar a bateria, — mantê-lo conectado à tomada desnecessariamente gera o chamado "consumo fantasma", diminui a vida útil do dispositivo e aumenta o risco de acidentes. 


Observação: O consumo é extremamente baixo para um carregador original e certificado, mas o desgaste contínuo dos circuitos internos é real, pois o carregador é essencialmente uma fonte de alimentação eletrônica chaveada — quando você o mantém na tomada, seus circuitos ficam permanentemente energizados e aquecidos, sem falar nos danos causados por eventuais picos ou quedas de tensão da rede elétrica (comuns durante tempestades com raios). Quando a bateria está carregada, os aparelhos simplesmente interrompem o processo, mesmo que você o mantenha conectado ao carregador, mas, pelo menos até onde se sabe, cautela e canja de galinha (se me concedem a redundância) nunca fizeram mal a ninguém. 


Se o manual de instruções do seu aparelho recomendar uma carga completa antes de ser colocado em uso (alguns, inclusive, falam em deixar o aparelho carregando por 12 ou mesmo 24 horas), ignore, pois as baterias modernas costumam vir com pelo menos 40% de carga. Por outro lado, considerando que a configuração do aparelho novo — e a importação dos dados armazenados no aparelho antigo — consomem muita energia, de maneira que o ideal é executar esse processo quando a bateria estiver 100% carregada ou com o carregador conectado ao aparelho e à tomada. 


Embora seja normal o smartphone e o carregador aquecerem durante a recarga, executar esse procedimento em local ventilado e abrigado da luz solar ajuda a manter a temperatura em patamares aceitáveis. Além disso, evite deixar a bateria carregando durante toda a noite — mesmo que o processo seja interrompido quando o nível de carga atinge 100%, o ideal é desconectar o telefone do carregador e este da tomada quando a bateria estiver de 80% a 100% carregada, e então remova o carregador da tomada (na hora de colocar o aparelho para carregar, conecte primeiro o carregador na tomada e depois o cabinho no telefone).  


As baterias são projetadas para suportar de 800 a 1.600 ciclos completos de carga (usar 50% da bateria em um dia, carregá-la até 100%, usar outros 50% no dia seguinte e tornar a carregá-la também conta como um ciclo completo), o que representa uma vida útil de 3 a 5 anos. Considerando que a maioria de nós troca o aparelho por um modelo novo a cada 2 anos, em média, essa vida útil costuma ser mais que suficiente. 


A despeito da evolução ocorrida nos últimos anos ter anulado o efeito memória e sanado outros problemas dos tempos de antanho, as baterias continuam sujeitas às leis da Física. Enquanto não inventarem um smartphone que funcione uma semana inteira longe da tomada sem ganhar o tamanho de um tijolo baiano, resta ao usuário administrar bem a energia disponível e desconfiar de receitas milagrosas espalhadas pela internet.


Afinal, quando o assunto é bateria, há muito mais mitos do que miliampères.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

NOVIDADES NO GMAIL

QUANTO MAIS VOCÊ CONHECE UM TEXTO, MENOS VOCÊ O LÊ.


O conceito de correio eletrônico surgiu em meados dos anos 1960, mas a versão aprimorada por Ray Tomlinson em 1971 foi a primeira capaz de enviar mensagens entre diferentes nós conectados à ARPANET — que mais adiante daria origem à Internet.

 

Uma vez que as mensagens chegavam ao destinatário em poucos segundos — enquanto as cartas tradicionais levavam dias ou semanas, conforme a distância —, o e-mail logo se tornou o webservice mais popular entre os internautas, sobretudo quando se tornou capaz de transportar arquivos digitais como anexos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições, um relatório da Polícia Federal deflagrou uma crise sem precedentes que atinge em cheio alguns dos princípios mais caros ao sistema judicial. Em meio às investigações sobre as fraudes do Banco Master, foram encontradas mensagens que revelaram a existência de relações aparentemente impróprias entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mentor e protagonista de um dos maiores escândalos financeiros da história do país.

Vieram a público detalhes inéditos da contratação pelo banco do escritório de advocacia da mulher do ministro por 129 milhões de reais, bem como que, ao ser informado (não se sabe como nem por quem) de que a polícia estava na iminência de prendê-lo, Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país, pediu ajuda para bloquear “as maldades” contra ele e ainda deixou transparecer que ambos contavam com a camaradagem do PGR e do diretor da Polícia Federal. Não se sabe o que o magistrado respondeu, pois as mensagens dele nos diálogos foram enviadas com o recurso de visualização única.

Ao tomar conhecimento do teor das mensagens, o ministro relator do caso, André Mendonça, requisitou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que convocasse o plenário para discutir uma eventual autorização para investigar o colega — um procedimento correto diante da gravidade do que havia sido descoberto. Inconformado com a iniciativa. Moraes acusou Mendonça de usurpar atribuições da polícia, de atuar com parcialidade e de abusar de sua autoridade, além de pedir autorização para investigar Mendonça — e usou o notório inquérito das fake news, uma aberração jurídica que tramita no Supremo há mais de sete anos, para abrigar relatórios de inteligência que levantavam dúvidas sobre a imparcialidade de Mendonça e sugeriam, entre outras barbaridades, que existiria um conluio religioso entre ele e o AGU, Jorge Messias. 

Os relatórios, repassados ao ministro por Andrei Rodrigues, diretor da PF, eram apócrifos, algumas das inferências eram classificadas como de “baixa confiança” e, a certa altura, os autores sugeriam que a comprovação dos fatos autorizava “monitoramento e coleta dirigida”.

Na terça-feira, 8, Mendonça afastou do cargo o delegado Andrei Rodrigues. suspeito de vazar propositalmente informações que visavam embaralhar o trabalho de apuração e proteger algumas pessoas. Os relatórios de inteligência que pousaram no gabinete de Moraes reforçaram essa convicção — Andrei é próximo de Moraes e, como ele, teria interesse em impedir o avanço da apuração sobre as conexões de Vorcaro. O motivo seria a autoproteção.

No despacho que afastou o delegado, Mendonça afirmou que foi espionado de maneira ilegal pela Polícia Federal.

Vamos ver que bicho dá.


Num primeiro momento — e durante muito tempo, diga-se —, os neófitos ostentavam orgulhosamente endereços eletrônicos com seus nomes e sobrenomes, mas à medida que a privacidade se tornou uma preocupação, usar esses endereços é como entregar, numa salva de prata, informações pessoais aos cibercriminosos.


Ainda assim, muita gente mantém em uso suas conta de email de antanho, quanto mais não seja porque seu endereço serve para acessar redes sociais, lojas virtuais, aplicativos financeiros e uma série de webservices, e alterá-lo pode ser tão problemático quanto mudar o número do celular.


A boa notícia é que o Google vem liberando gradualmente uma atualização que permite aos usuários do Gmail alterar o prefixo do endereço (a parte que antecede @gmail.com) sem perder suas compras na Play Store, o acesso a arquivos armazenados no Drive e no Fotos, os logins em aplicativos bancários, lojas virtuais e sites de terceiros que usam o login simplificado do Google como base de acesso.


Realizar a modificação é um procedimento simples, que pode ser feito por meio do painel de informações pessoais da conta Google, em qualquer navegador ou aplicativo móvel. Uma vez atualizado, o sistema vincula automaticamente o endereço anterior como e-mail alternativo, garantindo que todas as mensagens enviadas ao nome antigo continuem chegando normalmente à nova caixa de entrada.


A opção já está disponível no Brasil, mas impõe algumas restrições — entre as quais a criação de novos endereços somente uma vez a cada 12 meses e limitada a três alterações por conta (totalizando quatro endereços diferentes ao longo do tempo). Uma vez criado o novo e-mail — cujo domínio (a porção que fica à direita do "@") deve ser o mesmo (gmail.com) —, não é possível excluí-lo, mas pode-se reverter o endereço principal para o original a qualquer momento — lembrando que a mudança consome uma das três alterações disponibilizadas pela plataforma.


A novidade está sendo distribuída aos poucos e pode não estar disponível imediatamente para todos os perfis. Contas corporativas ou escolares (gerenciadas pelo Google Workspace) dependem de liberação dos administradores do sistema.


Para verificar a disponibilidade, acesse a página de configurações de e-mail da conta do Google (myaccount.google.com/google-account-email) e, no menu à esquerda, clique em "Informações pessoais". Na seção "Email", clique em "Email da Conta do Google". Se a opção "Alterar email da Conta do Google" estiver visível, o recurso já está ativo para o seu perfil.


Observação: Não deixe de fazer um backup dos seus dados, pois a mudança pode redefinir configurações de aplicativos terceiros e/ou afetar conexões ativas do Chrome Remote Desktop. Usuários de Chromebook devem verificar as instruções específicas do sistema operacional. Eventos de agenda criados antes da migração continuarão exibindo o e-mail antigo.

Tomadas as devidas precauções, digite seu novo nome de usuário — lembrando que o sistema não aceita termos que já estejam em uso por outras contas ou que pertençam a contas excluídas no passado — e clique em "Alterar email", confirme em "Sim, alterar email" e siga as instruções em tela para concluir o processo.

sábado, 9 de maio de 2026

NOVIDADES NO GMAIL

QUEM TEM PRESSA COMO CRU. 

O conceito de correio eletrônico surgiu em meados dos anos 1960, em sistemas de comunicação interna entre computadores, mas a versão aprimorada por Ray Tomlinson em 1971 foi a primeira capaz de enviar mensagens entre diferentes nós conectados à ARPANET — que mais adiante daria origem à Internet. 

Como as mensagens chegavam ao destinatário em poucos segundos, independentemente da distância, e logo se tornaram capazes de transportar arquivos digitais, o serviço não demorou a conquistar os internautas — para desgosto dos fabricantes dos caros e limitados aparelhos de fax.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Um mês e meio depois de assinar um compromisso de confidencialidade, Vorcaro entregou sua proposta de colaboração judicial. A PF e a PGR não têm prazo para decidir se os segredos que o delator se dispôs a contar têm ou não serventia. Por mal dos pecados, a demora leva o caso para dentro do calendário eleitoral, e o ministro André Mendonça — a quem caberá homologar ou não o acordo — já disse que não tomará decisões que possam tumultuar o processo eleitoral. Resta definir "tumultuar".

Em dois meses, os partidos realizarão as convenções para formalizar as candidaturas; em três, começará formalmente a campanha; e em cinco, o eleitor irá às urnas fazer merda, como tem feito desde 1989, quando lhe foi devolvido o direito de eleger seu presidente. 

Para ser levado a sério, Vorcaro terá que expor os podres dos poderosos com os quais manteve relações promíscuas. Pela lei, todo suspeito tem a seu favor o benefício da dúvida, mas o eleitor consciente tem o dever de não eleger biografias duvidosas, fornecendo-lhes tempo livre para exercitar longe de funções públicas o sacrossanto direito de defesa.

A operação da PF contra o senador Ciro Nogueira, presidente do PP e oligarca do Centrão, empurrou o caso Master para dentro da sucessão de 2026. A intoxicação política do escândalo ganhou ímpeto e logo atingirá outros ilustres personagens de partidos que vinham tricotando uma aliança com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O receio do comitê de campanha do filho do refugo da escória da humanidade é o de que a bola da vez seja o União Brasil, que compõe com o PP, de Ciro, uma federação partidária comandada por políticos enlaçados a Daniel Vorcaro. Seu chefe é Antônio Rueda, e seu maior expoente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se aliou ao bolsonarismo para impor dupla derrota a Lula no Congresso.

Operadores políticos de Bobi Filho já discutem a conveniência de selar uma aliança com o Centrão. Subiu no telhado a ideia de selecionar uma candidata a vice-presidente dos quadros do PP. Encabeçavam a lista a senadora Tereza Cristina e a deputada Simone Marqueto, ambas do partido de Ciro Nogueira. O PL de Valdemar Costa Neto passou a cultivar a ideia de realizar uma campanha presidencial solo.

O PT ergue os punhos, mas o Planalto orientou autoridades do governo a reagirem com moderação à revelação de que Ciro Nogueira alugou seu mandato a Vorcaro em troca de régia remuneração. É como se os operadores de Lula intuíssem que o petismo está fadado a pagar uma parte da conta pelos vínculos radioativos com o dono do falecido Banco Master. 

Indagado durante a visita à Casa Branca sobre a ação da PF, Lula disse que os agentes cumpriram a ordem judicial que partiu de André Mendonça, ministro indicado para o Supremo por Bolsonaro, e declarou esperar que "todas as pessoas investigadas sejam inocentes".

Ficou subentendido que Vorcaro acabou despolarizando a perversão financeira que infectou a política brasileira.

Inicialmente, as “caixas postais” criadas nos servidores dos provedores e acessadas por meio dos navegadores ofereciam míseros 5 MB de espaço e lotavam rapidamente, obrigando os usuários a esvaziá-las com frequência para abrir espaço a novas mensagens. Mas isso mudou em 2004, quando o Google lançou seu serviço de webmail. Oito anos depois, o Gmail desbancou gigantes como Hotmail e Yahoo Mail e se tornou o queridinho dos internautas.

Além de oferecer 1 GB de espaço para armazenamento de mensagens, o Gmail permitia anexar arquivos de até 10 MB (quando a maioria dos concorrentes não liberava mais de 2 MB), e a campanha “Infinito + 1” prometia ampliar progressivamente a capacidade disponível. Em 2013, no entanto, a empresa puxou o freio de mão nos 15 GB — compartilhados com o Google Drive e o Google Fotos —, embora continuasse oferecendo mais espaço a quem se dispusesse a pagar pelo excedente.

Num primeiro momento — e durante muito tempo, diga-se — os neófitos ostentavam orgulhosamente seus endereços eletrônicos com nome ou sobrenome (ou ambos), mas nada como o tempo para mudar esse hábito. Hoje, dar de bandeja indícios importantes sobre o dono da conta é uma péssima ideia. Ainda assim, a maioria dos usuários mantém a conta de email de antanho, até porque utiliza o endereço eletrônico para acessar redes sociais, lojas virtuais, aplicativos financeiros e uma série de serviços web — e alterá-lo pode ser tão problemático quanto mudar o número do celular.

A boa notícia é que o Google vem liberando gradualmente uma atualização que permitirá aos usuários do Gmail alterar o prefixo do endereço (a parte que antecede @gmail.com) sem perder suas compras na Play Store, o acesso a arquivos armazenados no Drive e no Fotos, os logins em aplicativos bancários, lojas virtuais e sites de terceiros que utilizam o login simplificado do Google como base de acesso.

Realizar a modificação é um processo simples e pode ser feito por meio do painel de informações pessoais da conta Google, em qualquer navegador ou aplicativo móvel. Uma vez atualizado, o sistema vincula automaticamente o endereço anterior como e-mail alternativo, garantindo que todas as mensagens enviadas ao nome antigo continuem chegando normalmente à nova caixa de entrada.

Ao definir um novo identificador, todos os serviços conectados passam a refletir a nova “face” do usuário de maneira integrada e preservam a autenticação original da conta. Vale destacar, no entanto, que a empresa estabeleceu um limite vitalício de apenas três trocas de nome por conta, respeitando um intervalo obrigatório de 12 meses entre cada modificação. Em caso de arrependimento, o sistema permite reverter ao nome original imediatamente, mas bloqueia novas alterações por um período de segurança de 30 dias após esse retorno.

Apesar do foco inicial no mercado dos Estados Unidos, os sinais de liberação em outros países indicam uma expansão global iminente. No Brasil, o novo recurso deve chegar em ondas graduais, seguindo o cronograma tradicional de atualizações de interface e backend da companhia.

Para conferir se você já tem acesso ao recurso, acesse sua conta Google, clique em Informações Pessoais, procure por Email e veja se aparece a opção Alterar e-mail da conta Google. Se não aparecer, aguarde mais algumas semanas — e assegure-se de manter o Gmail devidamente atualizado.

Até pouco tempo atrás, mudar o endereço de email sem precisar reconstruir a própria vida digital parecia tão plausível quanto ressuscitar o fax. Ao que tudo indica, até o imutável resolveu se atualizar — ainda que com regras bem claras.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

GANHANDO ESPAÇO NO CELULAR SEM DESINSTALAR APLICATIVOS

TUDO É FÁCIL PARA QUEM SABE.

A telefonia móvel começou a ser desenvolvida em meados do século passado, quando os Laboratórios Bell (EUA) criaram um sistema interligado por antenas (chamadas de “células”, daí o termo “celular”) e a sueca Ericsson apresentou o Mobile Telephony A, que pesava 40 kg e precisava ser acomodado no porta-malas dos carros. 


Em 1973, a americana Motorola lançou o DynaTAC 8000X, que media 25 cm x 7 cm e pesava cerca de 1 kg. Em 1979, a telefonia celular entrou em operação no Japão e na Suécia; em 1983, a americana AT&T implantou uma tecnologia na cidade de Chicago — que não prosperou devido ao gigantismo dos aparelhos e à baixa autonomia da bateria (que durava 30 minutos, mas levava mais de 10 horas para recarregar).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ser picado pela mosca azul e comprar a PEC da Reeleição não tornou Fernando Henrique menos parecido com um estadista (talvez o único da história desta republiqueta bananeira), mas seu mea culpa tardio não reverteu os efeitos nefastos do ato: da mesma forma que as flechas não voltam ao arco, as cagadas não voltam ao ânus do cagão, mesmo que, em alguns casos, devessem lhe ser enfiadas goela abaixo. Mas isso é outra conversa.

Durante a campanha de 2022, a exemplo do que fez Bolsonaro em 2018, Lula prometeu acabar com o instituto da reeleição. Bolsonaro entrou para a história como o primeiro presidente que não conseguiu se reeleger, e Lula, como o primeiro a conquistar o terceiro mandato.

Embora devesse pendurar as chuteiras chulezentas, Lula quer porque quer o quarto mandato (que Deus, o diabo ou ambos nos livrem dessa desgraça). Com a popularidade descendo pelo ladrão (sem trocadilho), o molusco de nove dedos tem feito o impossível para reconquistar o apoio da recua de muares que se contrapõe ao gado bolsonarista.

Rodeado por dois grupos desde que o Senado o humilhou, o demiurgo de Garanhuns é aconselhado pela turma do "vai pra cima" a retaliar Davi Alcolumbre — artífice da derrota histórica imposta ao xamã petista pela rejeição da indicação de Béssias para o STF — e pela turma do "deixa disso" a agir com calma e prudência para não botar fogo no pouco que resta de governabilidade palaciana.    

Lula segue a cartilha segundo a qual não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte — dias depois da derrota inédita, sinalizou que não tardaria a tirar da cartola outro nome para o Supremo. Os operadores mais exaltados do governo querem que o pato-manco constranja Alcolumbre com a indicação de uma jurista negra, ao passo que os contemporizadores avaliam que ele deveria negociar o nome com o próprio Alcolumbre. 

Submetido à divisão interna, o pai dos pobres, mãe dos ricos e camelô de empreiteiros corre o risco de gastar mais tempo e energia falando do que enfrentando o problema. Ainda não se sabe qual será a solução, mas, como o capetão-golpista durante a pandemia de Covid, não existe nada tão ruim que não possa piorar.


O telefone celular desembarcou no Brasil em meados dos anos 1980, mas só se popularizou depois da privatização das TELES — até então, habilitar uma linha era trabalhoso, demorado e caro, faltavam células (antenas), sobravam “áreas de sombra”, o preço das ligações era proibitivo e o usuário era cobrado até pelas chamadas recebidas. Mas não há nada como o tempo para passar.


A livre concorrência propiciou a venda de aparelhos a preços subsidiados, a gratuidade nas ligações entre números da mesma operadora e as linhas “pré-pagas”. Com o lançamento do Apple iPhone, os fabricantes concorrentes tornaram seus produtos capazes de acessar a Internet e rodar aplicativos, e assim os telefoninhos inteligentes se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso.


A exemplo dos desktops e notebooks, os smartphones são controlados por um sistema operacional (Android ou iOS, embora haja outros menos expressivos) e precisam de fartura de memória RAM e espaço interno para funcionar adequadamente. 


A escolha da marca e modelo é uma questão de preferência pessoal, mas a configuração recomendada inclui um processador veloz de última ou penúltima geração, entre 8 GB e 12 GB de memória RAM e 256 GB a 512 GB de armazenamento interno (lembrando que o SO e os apps pré-instalados ocupam boa parte desse espaço) e bateria de 5 mil mAh ou superior.


Observação: Se você planeja ficar com o celular por 3 anos ou mais, escolha um modelo com 512 GB, já que as atualizações futuras do sistema e o cache dos aplicativos crescem exponencialmente ao longo do tempo. 


Quanto mais memória e espaço interno tiver o aparelho, mais caro ele será. Alguns modelos baseados no Android permitem ampliar a capacidade de armazenamento via cartão de memória, mas remendo é sempre remendo. Existem aplicativos que se propõem a recuperar espaço, mas a maioria deles simplesmente automatiza a limpeza do cache dos aplicativos (que o usuário pode fazer manualmente se souber o caminho das pedras).


No caso do Android, um recurso disponibilizado pela Play Store arquiva parte dos aplicativos pouco utilizados, reduzindo em até 60% o espaço que eles ocupam. Os ícones continuam sendo exibidos e, quando necessário, restauram os apps automaticamente em poucos segundos. 


Esse recurso é ideal quando se tem pouco espaço disponível, pois dispensa o usuário de remover os aplicativos ociosos e reinstalá-los manualmente quando e se precisar deles. Para ativá-lo, toque no ícone da Play Store, depois na sua foto de perfil, vá em Configurações, selecione Geral, habilite a opção Arquivar apps automaticamente e reinicie o celular.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

NOMOFOBIA, SPAM, PHISHING E SPOOFING

AS MÍDIAS SOCIAIS DERAM O DIREITO DE FALA À LEGIÃO DE IMBECIS QUE ATÉ ENTÃO SÓ FALAVAM NOS BARES, DEPOIS DE UMA TAÇA DE VINHO, SEM CAUSAR DANOS À COLETIVIDADE. 

A telefonia móvel celular surgiu em meados do século passado, mas só começou a se tornar popular no final da década de 70. No Brasil, a privatização das Teles (em 1998, durante a segunda gestão do presidente Fernando Henrique) acelerou a expansão da tecnologia no país, rompendo com décadas de monopólio estatal e introduzindo a competição entre operadoras que democratizou o uso dos aparelhos. 

Curiosamente, a tecnologia que prometia liberdade de movimento e comunicação acabou criando uma nova forma de dependência. Depois que os telefones móveis evoluíram para “microcomputadores de bolso”, concentrando funções que antes estavam distribuídas em diversos dispositivos e espaços (como banco, câmera, biblioteca, escritório, entretenimento), muitos usuários passaram a sofrer de “nomofobia” — de no-mobile + fobos —, ou seja, a “ansiedade patológica” que acomete as pessoas que se veem privadas de seus dispositivos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Condenado por invadir os sistemas do CNJ e plantar mandados falsos de prisão e de soltura, Walter Delgatti Neto, também conhecido como “o hacker de Araraquara”, passou para o regime semiaberto. Já sua comparsa, Carla Zambelli, continua detida na Itália, para onde fugiu em meados do ano passado.

Depois de dois adiamentos a pedido da defesa, a Corte de Apelação de Roma remarcou para o próximo dia 20 o julgamento do pedido de extradição da fujona. Vale lembrar que, diante do risco de fuga, seus pedidos de liberdade provisória e de prisão domiciliar foram negados.

O Ministério Público italiano deu parecer favorável à extradição, já que os crimes pelos quais Zambelli foi condenada são considerados comuns, e não políticos. Se perder na Corte de Apelação, ela ainda pode recorrer à Corte de Cassação ou mesmo ser beneficiada por uma decisão do governo italiano — hipótese remota, ao menos neste momento, pois nada indica que a primeira-ministra Giorgia Meloni esteja disposta a comprar essa briga para favorecer alguém que o próprio Bolsonaro acusou de ter contribuído para sua derrota em 2022.

Resumo da ópera: quem executou a fraude já vislumbra a porta de saída, enquanto a mentora intelectual aposta em recursos quase infinitos e na confusão institucional para adiar seu encontro com a prisão em regime fechado. Todavia, salvo intervenção política, o desfecho tende a ser menos cinematográfico do que a fuga e mais banal do que os discursos da caterva bolsonarista.

A conferir.

 

Outras consequências da evolução dos celulares foram a “inversão de hierarquia” (os smartphones, que eram complementares aos computadores convencionais, passaram a ser os dispositivos principais, relegando desktops e notebooks a funções específicas); o progressivo “desaparecimento” dos orelhões (símbolos urbanos que hoje são quase relíquias) e dos terminais fixos nas residências; e o desinteresse dos leitores do blog por artigos que focam o ambiente Windows — daí o número crescente de postagens sobre o sistema Android e aparelhos Samsung e Motorola, líderes de vendas no Brasil.

 

Concluído este (não tão) breve preâmbulo, passemos ao que interessa: golpistas, cibervigaristas e assemelhados vêm se valendo do “spoofing” para praticar toda sorte de fraudes, entre as quais se destacam: 


1) o golpe do falso banco, em que a ligação parece vir do número oficial da instituição, e o suposto atendente pede senhas ou dados confidenciais; 


2) os golpes da Receita Federal, dos Correios, da CNH e outros em que criminosos se passam por agentes públicos para exigir pagamentos indevidos; 


3) o falso suporte técnico, no qual alguém se apresenta como funcionário de empresas como Microsoft ou Apple, alegando que há um problema em seu computador e solicitando acesso remoto; 


4) phishing por SMS, no qual mensagens de texto que imitam notificações bancárias ou promoções e trazem links maliciosos que podem instalar malwares no celular.

 

Somente no primeiro semestre de 2024, os brasileiros receberam uma média de 26 chamadas não identificadas por mês, das quais 51% eram “spam” — mensagens em massa com conteúdo publicitário — e 13%, tentativas de fraude. Apesar de sofisticado, o “spoofing” — técnica de engenharia social que busca enganar uma rede ou pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação espúria é confiável — pode ser combatido com a adoção de algumas medidas simples, entre as quais: 

 

1) Desconfie de ligações inesperadas do banco ou de um órgão público pedindo dados (desligue e retorne através dos canais oficiais da instituição); 


2) Jamais compartilhe senhas ou códigos por telefone; 


3) Use serviços de bloqueio de chamadas no telefone fixo (como o do Procon e o Não Me Perturbe); configure o app Telefone do celular para bloquear spam — ou utilize aplicativos como RoboKiller e Nomorobo; 


4) Jamais siga links recebidos por SMS, WhatsApp ou emails (se for necessário acessar o site, pesquise o endereço oficial e digite-o manualmente na caixa de endereços do navegador); 


5) Evite divulgar seu número de telefone em redes sociais ou cadastros desnecessários; 


6) Desconfie de mensagens que criam pressão temporal (como “sua conta será bloqueada hoje”); 


7) No caso de golpes envolvendo parentes, ligue diretamente para a pessoa antes de qualquer outra coisa.

Segundo o blog da McAfee, os estelionatários utilizam softwares e serviços de Voice over Internet Protocol (VoIP), que permitem configurar o número que aparece no identificador de chamada de modo a levar a vítima a acreditar que está recebendo uma ligação de seu banco, da Receita Federal ou até mesmo de um familiar.


Se suspeitar de que forneceu dados a um criminoso, mude imediatamente suas senhas, ative autenticação em duas etapas em contas sensíveis, avise a instituição falsificada para que possa alertar outros clientes e registre um boletim de ocorrência (BO) em uma delegacia, de preferência especializada em crimes cibernéticos.

 

Boa sorte.