sábado, 24 de junho de 2017

SABE QUANTO CUSTA UMA PALESTRA DE MORO?

SABE QUANTO CUSTA UMA PALESTRA DO JUIZ SÉRGIO MORO?


ENTENDEU, LULA?

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

WINDOWS 10 ― MÁXIMA PERFORMANCE


DIZES-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI SE VOU CONTIGO.

Depois de proceder aos ajustes que sugeridos nos capítulos anteriores, acesse as Opções de Energia do Windows (via Painel de Controle) e marque a opção Otimizado, que prioriza o desempenho em detrimento do consumo de energia. Note que, dependendo do modelo do seu computador (especialmente se for um notebook), haverá outras opções cujo detalhamento foge às possibilidades desta postagem.

Clicando no link Alterar configurações do plano e, em seguida, em Configurações de energia avançadas, você terá acesso a diversas opções adicionais, que podem ser expandidas mediante um clique no sinal de adição (+) ao lado de cada uma delas (em alguns casos, os subitens também tem esse sinal de adição, que amplia ainda mais o leque de ajustes possíveis). Pouse o mouse sobre um item para visualizar uma descrição sucinta de sua função. Se precisar de mais informações, clique no ponto de interrogação, na barra de título da janelinha, para acessar a ajuda da Microsoft.

Ainda que todas as configurações sugeridas nesta sequência sejam facilmente reversíveis, não custa lembrar que seguro morreu de velho. Então, antes de qualquer alteração significativa no sistema, mesmo que seja uma simples atualização de driver ou instalação de aplicativo, não deixe de criar um ponto de restauração e/ou fazer um backup do Registro do Windows (volto a lembrar aos desatentos esses que termos sublinhados e destacados na cor azul são hiperlinks clicáveis e remetem a outras postagens onde o assunto em questão foi abordado detalhadamente; portanto, não deixe de clicar neles).

Passando agora ao Modo de Deus ― que eu comentei de passagem no post anterior ―, trata-se de um recurso que concentra mais de 200 configurações em uma única pasta. Para ter acesso a ele, dê clique direito num ponto vazio da sua área de trabalho, clique na setinha à direita de Novo, selecione Pasta, dê um clique direito na nova pasta e renomeie a pasta que será criada como XXX.{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C} ― substitua os "XXX” pelo nome desejado, mas mantenha o ponto e os caracteres entre as chaves. Feito isso, feche a janelinha, dê duplo clique sobre o ícone e confira o resultado.

POR MAIORIA, FACHIN É CONFIRMADO NA RELATORIA E O ACORDO DE COLABORAÇÃO DA JBS É VALIDADO PELO SUPREMO

Anteontem, dia 21, o plenário do STF debateu permanência do ministro Fachin na relatoria dos processos oriundos das delações da JBS e a validade da delação propriamente dita ― questionada devido à extensão dos benefícios concedidos aos irmãos Batista e outros 5 executivos do grupo ―, mas, devido ao avançado da hora, a sessão foi encerrada pela presidente Cármen Lúcia depois que o ministro Alexandre de Moraes seguiu o voto do relator.

Ontem à tarde, os trabalhos foram retomados e a sessão foi novamente suspensa às 18h15, mas já com maioria formada: além do novato da Corte, que já havia votado no dia anterior, seguiram o relator os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. No entender de suas excelências, na fase de homologação cabe ao Judiciário apenas verificar a legalidade do acordo, sem interferir nos benefícios da delação e nas declarações dos investigados ao Ministério Público.

A próxima sessão foi marcada para quarta-feira, 28, quando então deverão votar os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente Cármen Lúcia.
Pelo jeito, desta vez Mendes vai ficar isolado. Afinal, o STF não é o TSE, onde, formou-se uma maioria apertada, mas suficiente para absolver Dilma e Temer das acusações de abuso de poder econômico na eleição de 2014, a despeito da caudalosa enxurrada de provas demonstrando claramente que a campanha foi bancada com dinheiro roubado.

Mendes é teimoso e não deve desistir facilmente. Se você, leitor, aprecia a postura desse obelisco do saber jurídico, não deixe de seguir o Blog de Reinaldo Azevedo ― que não está mais hospedado no site da revista Veja; o endereço da casa nova é http://www.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/.   

E como hoje é sexta-feira:

O gaúcho chegou na zona e perguntou:
– Quanto cobra pelo serviço, guria?
– 100,00 reais!
– Muito caro, tchê…
– Então 50,00 reais!
– Não, não, de jeito maneira…eu só tenho 12,00 pilas.
– É muito pouco disse, a moça. Por isso não dou.
– Então te dou os 12,00 pila e o meu celular!
– Feito!
Foram para o quarto e, terminada a socada, o gaúcho levantou, botou as botas e a bombacha, tirou os 12,00 pila da guaiaca, botou na mesa de cabeceira e ia saindo pela porteira quando a guria reclamou:
– E o celular, gaúcho:
– Anote ai… 9987 6666

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

A NOVELA CONTINUA - ATUALIZAÇÃO CENÁRIO POLÍTICO TUPINIQUIM




ATUALIZAÇÃO (17h15min):

A maioria dos ministros do STF já decidiu pela validade dos termos do acordo de delação de executivos do grupo J&F, dono do frigorífico JBS, e por manter a relatoria do caso na Corte com o ministro Edson Fachin. 

Até o momento, seis dos 11 magistrados votaram a favor de que o inquérito principal da JBS continue sob responsabilidade de Fachin. Foram eles: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli, além do próprio Fachin.


Após uma discussão com o ministro Barroso antes do intervalo, Gilmar Mendes não votou ao plenário com os demais ministros. Parece que ele não gostou de descobrir que o STF não é o TSE (que ele preside). Se nada mudar no andar da carruagem, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.


Estão na moda os “julgamentos históricos”, amplamente cobertos pela mídia e transmitidos ao vivo pelo rádio e pela televisão. Para certos magistrados fascinados pelas luzes da ribalta, é sopa no mel. Não sei se a coisa começou com o Mensalão, mas é certo que maioria dos brasileiros jamais havia sintonizado as TV Justiça, TV Senado e afins até o julgamento da ação penal 470. Mas nem sei mais porque estou dizendo isso. Importa mesmo é dizer é que, ontem, o STF deu início à discussão sobre a mantença do ministro Edson Fachin na relatoria da delação da JBS/J&F e sobre os termos do acordo de colaboração firmado entre o grupo e o Ministério Público Federal.

Como somente o próprio Fachin e Alexandre de Moraes haviam votado até as 18h15 ― e os apartes de Marco Aurélio e Luiz Fux indicassem que a discussão iria longe ―, a ministra Cármen Lucia, talvez para não adiar seu sagrado chá com bolachinhas, encerrou a sessão e determinou que os trabalhos fossem retomados na tarde de hoje, quando os demais (9) ministros deverão se posicionar sobre as importantes questões sub examine.

Alexandre de Moraes acompanhou o voto de Fachin, no sentido de que, uma vez homologado pelo ministro relator, um acordo de colaboração não pode ser mudado em plenário. Luiz Fux, Celso de Mello e Marco Aurélio parecem inclinados a seguir esse entendimento. Luís Roberto Barroso não se manifestou, mas já teria sinalizado em entrevistas que reza pela mesma cartilha. De Gilmar Mendes, boa coisa não se pode esperar; nas discussões em plenário, ele fez críticas ao Ministério Público e aos termos de algumas colaborações. ― A Procuradoria pode muito, mas pode tudo? ― questionou o maior jurista da galáxia. E como não podemos confiar em Lewandowski e Toffoli, o jeito é torcer pelo voto de Rosa Weber e da presidente da Corte, Cármen Lúcia.

Observação: O ministro Fachin ressaltou que cabe ao relator do processo homologar sozinho o acordo de delação premiada. Na fase inicial, o relator teria a tarefa apenas de verificar se há alguma ilegalidade patente e se foram respeitados direitos fundamentais do colaborador. Os termos do acordo poderiam ser revistos apenas ao fim das investigações, quando o plenário do STF poderá analisar a eficácia da delação.

É importante que Fachin seja mantido na relatoria da delação da JBS, até porque uma decisão em contrário fragilizaria (para não dizer desmoralizaria) o relator da Lava-Jato. Mas o “X” da questão é a colaboração premiada em si, pois, em prevalecendo a tese defendida por Mendes e seus seguidores, ninguém mais delataria sabendo que as regras do acordo podem mudar a qualquer momento. Pela lei, a revisão é prevista apenas no caso de o delator mentir. 

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WINDOWS 10 ― DESEMPENHO ― EFEITOS VISUAIS

OS HOMENS NASCEM IGUAIS, MAS NO DIA SEGUINTE JÁ SÃO DIFERENTES.

Máquinas de configuração modesta podem ter seu despenho comprometido pela abundância de efeitos visuais do sistema operacional, tais como transições de janelas, sombreados e outras frescuras que seriam até interessantes se não deixassem a máquina lenta. Então, se o seu computador não dispõe de uma placa de vídeo off-board, com GPU e memória dedicada, experimente ajustar as configurações do Windows para inibir esses fricotes e confira o resultado. Se as alterações não lhe agradarem visualmente, ou se você não sentir uma melhora razoável na performance da máquina, desfaça as alterações e tudo voltará a ser como antes no Quartel de Abrantes.

O caminho das pedras é o seguinte: 

- Digite performance na caixa de diálogo da Cortana e clique em Ajustar a aparência e o desempenho do Windows (também é possível chegar a essa tela via Painel de Controle, clicando em Sistema > Alterar configurações > Avançado e no botão Configurações do campo Desempenho ― note que existe uma forma mais fácil de usar o Painel de Controle, como veremos mais adiante.

- Na janelinha das Opções de desempenho, existem quatro possibilidades. Se a primeira ― Deixar o Windows escolher a melhor opção para o computador ― estiver desmarcada, assinale-a, clique em Aplicar, confirme em OK, use o computador normalmente por algum tempo e veja se houve alguma melhora no desempenho. Caso negativo, volte à tela das opções e marque Ajustar para obter um melhor desempenho, clique em aplicar e repare que o Windows irá desmarcar alguns dos diversos efeitos listados logo abaixo (animações, detalhes e enfeites). Confirme em OK confira o resultado.

Se você não ficar satisfeito, repita os passos descritos acima, marque a opção Personalizar e selecione manualmente o que deseja manter ― ou seja, deixe desmarcadas as caixinhas que correspondem aos efeitos que você acha dispensáveis. Trata-se de um processo de tentativa e erro, em que você vai fazendo os ajustes e conferindo o resultado. É trabalhoso, mas eficiente.

Veremos na próxima postagem como ativar a máxima performance e, de quebra, um recurso bem legal, conhecido como God’s Mode (Modo de Deus), que facilita o acesso a todos as funções disponíveis do Painel de Controle do Windows.

E VIVA O POVO BRASILEIRO

A Polícia Federal diz ter indícios consistentes de que Temer, o irrenunciável, cometeu crime de corrupção passiva. Aguarda-se o próximo movimento do MPF, que deve colocar o rei em xeque.

Enquanto isso, sua majestade, digo, sua excelência achou por bem mudar de ares. Aliás, até nisso ele imita sua deplorável predecessora: semanas antes de ser afastada, Dilma se escafedeu para Paris ― a pretexto de participar de um evento ligado ao clima, se não me falha a memória. De certo modo isso é bom: aviões têm caído com frequência, o que dá às viagens aéreas o condão de abreviar a solução de problemas cujos finais estão delineados, sendo apenas uma questão de tempo (Temer vai deixar o cargo, isso são favas contadas, ou seja, uma simples questão de quando e como, e não de se).

No aeroporto de Moscou, Temer ser recebido pelo vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, e pelo embaixador do Brasil, Antonio Salgado, bastou para que alguns sites mortadeleiros repercutissem a “vexatória” ausência do presidente russo. Mas o furor uterino da patuleia ignara arrefeceu quando, na mesma noite, Putin apareceu inesperadamente na apresentação do Balé Bolshoi a que Temer e sua comitiva assistiam ― vale lembrar que o primeiro encontro oficial entre os dois presidentes estava agendado para a manhã desta quarta-feira.

Aqui cabe um parêntese: Embora não pareça, Temer e Putin têm em comum o repúdio do povo que governam. No último dia 12, um ato organizado contra a corrupção reuniu milhares de russos em 180 cidades com gritos de “abaixo o czar”, “a Rússia sem Putin” e “a Rússia vai ser livre” (cerca de 1.700 manifestantes foram detidos pela polícia). Demais disso, a Rússia, sede da Copa das Confederações que começou no último sábado e da Copa do Mundo de 2018, passa por situação similar à que vivemos em 2013, quando milhões de brasileiros se insurgiram contra a classe política, a inépcia do Estado e a gastança em um evento esportivo que, como ficou provado mais adiante, não trouxe benefícios para o país. Segundo matéria publicada em Veja desta semana, a principal suspeita recai sobre o Estádio de S. Petersburgo, cuja estrutura demorou dez anos para ser concluída e seu preço aumentou sete vezes antes de chegar aos 750 milhões de dólares (valor oficial; há indícios de que tenha custado o dobro). Fecho o parêntese.

Voltando a Temer: no pronunciamento que fez a nação (quase 24 horas) após a imprensa divulgar os primeiros detalhes da delação da JBS, o presidente disse que o inquérito no STF seria o “território onde surgiriam todas as explicações e que exigia investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Agora, no entanto, o que se vê são conchavos em que cargos e verbas são ofertados em troca de apoio na Câmara para barrar a abertura do processo. Como se não bastasse, em mais um erro estratégico, Temer resolveu processar por calúnia “o moedor de carne falastrão” ― que ele agora afirma mal conhecer, embora o tenha recebido à sorrelfa nos “porões do Jaburu” e ouvido dele um rosário de crimes cabeludos (envolvendo, inclusive, o suborno de membros do Judiciário e do Ministério Público) com a cumplicidade de quem ouve um velho amigo se vangloriar de estripulias extraconjugais. Para o juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, Joesley apenas repetiu na entrevista à revista Época o que havia dito na delação premiada aprovada pelo MPF, e que por isso não tinha intenção de caluniar o presidente.

Mudando de um ponto a outro, é impossível negar que a delação da JBS teve aspectos inusitados, a começar pelas benesses concedidas aos irmãos Batista e outros 5 altos executivos do grupo, que receberam uma espécie de “indulto antecipado”. As vantagens, justificadas pelo Ministério Público por conta da relevância das informações ― que tiveram impacto ainda maior que as da Odebrecht por envolver o presidente da República ―, poderão ser revistas pelo plenário do STF à luz da Lei 12.850, de agosto de 2013, segundo a qual, na homologação de uma colaboração premiada, cabe ao juiz somente checar se o acordo atende aos “requisitos legais”, ou seja, verificar se os aspectos formais da delação foram obedecidos.

Esse julgamento será importante para definir como o Supremo irá se portar diante de acordos de delação que ainda estão sendo negociados, como os de Palocci e de Leo Pinheiro. Segundo O GLOBO, também há expectativa em torno do futuro das apurações contra o presidente Temer — delatado por Joesley —, caso a maioria dos ministros entenda que a homologação do acordo deve ser validada pelo plenário. Há, ainda, a possibilidade de que os ministros discutam regras novas para homologar delações futuras, o que requer muito cuidado, pois uma mudança no entendimento adotado até agora poderia suscitar dúvidas em relação aos processos já julgados com base nas delações homologadas apenas pelo relator. Isso sem mencionar que um recuo na delação da JBS poderá reduzir significativamente a atratividade da colaboração para corruptos e corruptores que ainda cogitam delatar. E, mutatis mutandis, o mesmo se aplica à “cruzada” de Gilmar Mendes contra as prisões preventivas prolongadas ― pratica largamente usada pela Lava-Jato para estimular as delações.

Observação: A homologação é uma análise dos aspectos formais da colaboração. Não cabe ao juiz entender se poderia haver ou não a colaboração em razão das provas apresentadas. Contudo, alguns pontos precisam ser discutidos. Por exemplo, o Ministério Público pode decidir qual vai ser a pena do colaborador? Se a delação dos Batista for revista, o que será feito com as informações já levantadas? Do ponto de vista técnico, a decisão do ministro Fachin é perfeitamente adequada, mas do ponto de vista social ou político, pode ficar a sensação de que o acordo foi benevolente (para saber mais, clique aqui).

Nada chega realmente a surpreender num país onde uma aberração como o TSE ― poucas democracias de primeiro mundo tem uma “justiça eleitoral” ― absolve candidamente a chapa Dilma-Temer num “julgamento” absurdo, considerando que, pela exposição dos fatos, ficou claro que em 2014 a ex-presidente petralha fez a campanha mais corrompida, fraudulenta e criminosa na história das eleições brasileiras, e que seria impossível o atual presidente, na condição de vice da anta vermelha, não ter igualmente se beneficiado da trapaça. Os próprios ministros da Corte concordaram que a campanha foi bancada com dinheiro roubado, mas decidiram que Temer deve continuar no cargo porque as provas, embora reais e concretas, não são válidas. Como bem ressaltou o jornalista J.R. Guzzo em sua coluna na revista Veja desta semana, as provas valem, mas na hora em que foram apresentadas não estavam mais valendo, pois apenas nossos cientistas jurídicos sabem que uma banana, hoje, pode ser um laranja amanhã; que é um disparate achar que sete nulidades, que jamais foram eleitas sequer para inspetor de quarteirão, possam decidir se o presidente fica ou não no cargo, se quem o colocou lá foi o eleitorado e quem tem o direito de tirá-lo é o Congresso. Então porque perder tempo e gastar rios de dinheiro num processo que se arrasta durante anos se os juízes decidem que as provas não servem para nada e se não têm a mínima condição lógica para depor o presidente da República?

A reação popular à “absolvição” de Temer foi a mais humilhante indiferença ― a melhor resposta, possivelmente, para os que são donos do governo, da máquina pública e do Tesouro Nacional, uma aglomeração de políticos, magistrados, procuradores, lobistas, chefes de gangues partidárias e todos os demais parasitas que desfilam pelo noticiário fingindo estar ocupadíssimos na solução das mais graves questões da vida nacional.

Enquanto isso, a 1ª Turma do STF, que deveria definir na tarde de ontem a sorte de Aécio Neves, acabou adiando sine die tanto a decisão sobre a prisão do senador quanto seu pedido para retomar as atividades parlamentares. Isso porque o Marco Aurélio, relator do caso, disse que ainda vai se pronunciar sobre um novo pedido de Aécio para levar o processo para o plenário da Corte. No entanto, por 3 votos a 2, essa mesma Turma converteu a prisão preventiva de Andrea Neves, irmã do tucano, e Frederico Pacheco, primo de ambos, em prisão domiciliar (Andrea e Fred são investigados por suposta prática de corrupção, organização criminosa e embaraço às investigações, e estavam na cadeia desde o último dia 18 de maio).

Para fechar esta postagem com uma perspectiva alvissareira, a primeira condenação de Lula pode sair a qualquer momento. Em alegações finais, a defesa do empresário Leo Pinheiro voltou a afirmar que o real proprietário do proverbial tríplex no Guarujá era o molusco abjeto ― que, naturalmente, nega, como também nega a propriedade do sítio em Atibaia, a amizade com o pecuarista José Carlos Bumlai, os vários encontros que teve com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e só não nega ter conhecido a falecida Marisa Letícia porque tem receito de alguém aparecer com uma certidão de casamento.

Um dos argumentos usados pela defesa do petralha é que a OAS transferiu os direitos econômicos e financeiros sobre o tríplex para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal e, portanto, não teria como ceder a propriedade do imóvel ou prometer a sua posse. No entanto, como ressaltou o Blog do Noblat, a CEF, em nota oficial, afirmou não ser dona dos direitos econômicos do imóvel. O FGTS adquiriu debêntures da OAS garantidos pela hipoteca do prédio, do qual o tríplex faz parte, mas isso não impediria a comercialização dos imóveis. A qualquer momento, portanto, o juiz Sérgio Moro poderá proferir a sentença. A despeito do que Lula e o PT afirmam publicamente, nem mesmo eles acreditam na absolvição, que representaria o atestado de morte da Lava-Jato. Todavia, isso não significa que Moro pedirá prisão do eneadáctilo até o julgamento do recurso que defesa certamente ingressará contra a provável condenação.

E viva o povo brasileiro.

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