quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

AINDA SOBRE O JULGAMENTO DE LULA


Estou tão cheio desse assunto quanto vocês, mas peço um pouco mais de paciência, pois a sessão em que será julgado o recurso de Lula (e dos demais réus e do MPF) terá início dentro de mais alguns minutos.

Não que a decisão do TRF-4 irá pôr um ponto final nessa lamentável novela, longe disso. Qualquer que seja o placar, caberá recurso ao próprio TRF-4, ao STJ e ao STF. Isso sem mencionar que Lula é réu em mais 6 processos, e o que envolve o folclórico Sítio Santa Bárbara está concluso para sentença ― espera-se que o Sérgio Moro condene o molusco pela segunda vez assim que a poeira do julgamento em Porto Alegre baixar.

Mas cada coisa a seu tempo. Hoje, se nenhum dos 3 desembargadores pedir vista do processo ― o que suspenderia a sessão e adiaria o julgamento sine die ―, devemos ter a decisão lá pelo meio da tarde.

Se a condenação for confirmada por unanimidade (façam figas), Lula terá 48 horas para ingressar com embargos de declaração ― um recurso que visa ao esclarecimento de dúvidas em relação à sentença, mas que, no caso, terá efeitos meramente protelatórios, pois não tem o condão de modificar a decisão.

Já se a condenação não for unânime, o molusco terá dez dias para ingressar com embargos infringentes e pleitear que o voto favorável prevaleça sobre os outros dois. Nesse caso, o julgamento ficaria a cargo dos 3 desembargadores da 8.ª Turma e mais 3 de outra turma, perfazendo um colegiado de 6 juízes.

Uma condenação unânime exigiria menos tempo para o encerramento do processo no âmbito do TRF-4. Nesse caso, Lula terá 15 dias para recorrer ao STJ ― onde a discussão fica restrita à matéria de direito, ou seja, não há possibilidade de revisão das provas ―, e após a decisão nessa instância (o que pode levar meses), outros 15 dias para ingressar com recurso extraordinário no STF (aí a sentença é definitiva, mas o julgamento pode demorar anos para acontecer).

Se condenado, Lula pode começar a cumprir a pena tão logo se esgotem as possibilidades de recurso no TRF-4. No entanto, caso sua prisão seja decretada, ele poderá ingressar com um pedido de habeas corpus no STJ. Se o pedido for negado, ele ainda pode recorrer ao STF. Mas é claro que suas chances de ser atendido minguarão a cada derrota.

Pela lei da ficha-limpa, mesmo uma condenação não unânime inabilitará eleitoralmente o petralha, mas sua defesa certamente tentará reverter o quadro através de uma eventual medida cautelar do TSE (o prazo para a inscrição das candidaturas começa apenas 20 de julho e termina em 15 de agosto). Se a candidatura do pulha for impugnada, o PT pode substituí-lo na cédula até vinte dias antes do primeiro turno das eleições.

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JULGAMENTO DE LULA DERRUBA ÍNDICE BOVESPA



Com a aproximação do julgamento da apelação de Lula, o Ibovespa caiu 1,18% ― a 80.709 pontos ― no final da tarde de ontem, e fechou em queda de 1,22%, a 80.679 pontos. 

Não foi um movimento brusco, mas não deixa de ser uma queda.

O dólar, por sua vez, subiu 0,96% e está cotado a R$ 3,24.

Mesmo com o provável placar de 3 a 0 pela condenação, o mercado entende que ainda caberá chances de recurso por parte do petralha, daí a realização de lucros após sucessivos índices favoráveis.

Pelo visto, até depois de morto esse pulha continuará dando prejuízos ao Brasil.

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O “DIA D” NO TRF-4

Dentro de pouco mais de 8 horas, no 3º andar do edifício sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, começará a ser escrito o epitáfio da biografia política de Luiz Inácio Lula da Silva. Como se sabe, o ex-presidente hepta-réu tenta reverter a condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro no processo que trata do célebre tríplex no Guarujá (7 anos e meio no xadrez), ao mesmo tempo em que escarnece dos cidadãos de bem com sua estapafúrdia pré-candidatura à presidência deste arremedo de Banânia.

Os desembargadores que julgarão o apelo ― João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus ― são discretos e avessos a falar fora dos autos (“iguaizinhos” ao ministro Gilmar Mendes), de modo que antecipar o resultado sem uma bola de cristal seria praticamente impossível. Mesmo assim, arrisquei algumas lucubrações sobre as possibilidades e suas prováveis consequências (se você não leu as postagens anteriores, ainda há tempo) e complemento meu exercício de futurologia com mais algumas linhas.

Dos três magistrados que decidirão a sorte de Lula (e do país, em alguma medida, pois a condenação na segunda instância sepultará as pretensões políticas do petralha e o colocará mais perto da cadeia), Gebran e Paulsen foram indicados por Dilma, e Laus, por FHC. Gebran, o relator, é considerado o mais severo da Turma. Partiram dele os votos que mais que dobraram a pena do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e acresceram 10 anos à condenação de José Dirceu ― “pessoa de alta escolaridade e ganhos bastante razoáveis, compreendendo perfeitamente o caráter delituoso de sua conduta”. Para esse julgador, a condenação baseada em depoimentos de delatores é possível “desde que vários deles deem versões semelhantes contra o mesmo investigado”.

Leandro Paulsen, presidente da Turma e revisor do processo, é autor dos votos que levaram à absolvição de João Vaccari Neto, no ano passado ― não por benevolência, mas devido a “fragilidades gritantes” na coleta de provas pelo Ministério Público, até porque ele não admite o uso de delações como única prova para condenar um réu. Todavia, em outro processo ― no qual Vaccari havia sido condenado a 10 anos por receber US$ 4,5 milhões, em nome do PT, para financiar a campanha de Dilma ―, Paulsen escreveu: “Agora, nesta terceira ação, pela primeira vez, além das declarações de delatores há depoimentos de testemunhas e provas de corroboração apontando no sentido de que o réu é autor de parcela dos crimes de corrupção especificamente descritos na inicial acusatória”. E aumentou a pena do ex-tesoureiro petralha para 24 anos de prisão.

Victor Laus, o mais garantista dos três, é o principal foco de divergência em relação a Gebran. Para ele, a presunção de inocência é um princípio inarredável, e a ideia de condenar um acusado caso existam dúvidas sobre sua culpa, por menores que elas sejam, é inconcebível. Na Lava-Jato, foi o único que paralisou julgamentos mediante pedidos de vista, embora siga religiosamente os entendimentos das instâncias superiores (STJ e STF). Para ele, uma vez encerrada a jurisdição criminal de segundo grau, deve ter início a execução da pena imposta ao réu, independentemente da eventual interposição de recurso especial ou extraordinário.

Observação: O ESTADÃO publicou diversas curiosidades sobre os três desembargadores, mas transcrevê-las exigiria estender demais este texto, de modo que fica aqui apenas o link.

Lula diz que não pode julgar os membros da 8.ª Turma porque não os conhece, mas não poupou críticas ao presidente do Tribunal, desembargador Thompson Flores (mais detalhes nesta postagem) e vem estimulando a militância a defender sua candidatura a qualquer custo. Dias atrás, a senadora débil mental que preside o PT e também é ré na Lava-Jato saiu-se com a seguinte pérola: “Para prender o Lula vai ter que prender muita gente, mas, mais que isso, vai ter de matar gente ― dias depois, ela postou no Twitter que o que disse “foi apenas força de expressão”.

Alexandre Padilha, vice-presidente do partido, não deixou por menos: “Se o presidente Lula for condenado, a nossa reação vai ser confirmar no dia seguinte a candidatura dele à presidência. Vamos deixar claro que nenhuma decisão judicial vai impedir a candidatura dele”. O senador Lindbergh Farias também convocou a tropa: “A gente tem de ter uma outra esquerda, mais preparada para o enfrentamento, para as lutas de rua. Não é hora de uma esquerda frouxa, burocratizada, acomodada”. Urias Fonseca Rocha, ex-candidato a vereador pelo PCdoB em Campo Grande (MS), foi outro que comprou a briga: “Se Lula for condenado, temos de brigar até as últimas consequências, ir para a rua, ir para o pau, talvez, quem sabe, montar guerrilha, começar a estourar cabeça de coxinha, de juiz, mandar esses golpistas para o inferno”.

Curiosamente, nenhum desses instigadores foi chamado às falas, embora pudessem ser enquadrados nos artigos 286 e 287 do Código Penal. O próprio Lula, comandante máximo dos imprestáveis, depois de alinhavar teses mirabolantes envolvendo a ascendência do presidente do TRF-4, mirou sua artilharia contra a imprensa em geral e VEJA em particular. “A VEJA é uma central de mentiras. Eu quero que eles saibam. Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação”, escreveu o picareta dos picaretas no Twitter.

Como todo mundo que vem acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, petistas providos de neurônios (são raros, mas existem) estão convencidos de que o TRF-4 manterá a condenação, e por isso apostam nas ameaças de violência e na pressão sobre os desembargadores para forçar uma decisão por 2 votos a 1, já que a unanimidade abriria caminho para a inelegibilidade e até para a prisão de seu amado líder. A questão é que pronunciamentos agressivos como os de Gleisi e companhia passam à militância o recado de que é preciso radicalizar, quando o cenário jurídico-político requer ânimos serenados. E com claques rivais no mesmo lugar e ao mesmo tempo ― os petralhas prometem levar 20 mil “militantes” a Porto Alegre ―, a coisa pode facilmente fugir ao controle, mesmo com a PF garantindo a segurança dos magistrados e do edifício do TRF-4, as Tropas da Força Nacional patrulhando Porto Alegre e a Secretaria de Segurança Pública do estado suspendendo o expediente em todos os prédios públicos próximos à sede do tribunal.

A acusação contra Lula ficará a cargo do procurador Maurício Gerum, que vai pedir o aumento da pena e sua imediata execução. A defesa, além dos 15 minutos de que dispõe o advogado Cristiano Zanin, contará com mais 30 minutos concedidos aos deputados petistas ― e também advogados ― Paulo Teixeira e Wadih Damous, que atuarão como advogados de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, que foi absolvido na primeira instância, mas figura na ação porque o Ministério Público recorreu dessa decisão.

O PT tem potencializado a importância desse julgamento com sua costumeira falácia. A Frente Brasil Popular, que lidera dezenas de movimentos sociais, sindicais e partidos de esquerda, montou na segunda-feira um acampamento próximo ao prédio do TRF-4, com um telão para acompanhar a transmissão ao vivo pelo YouTube, e a estimativa é de que mais de 2 mil pessoas se reúnam no local para assistir ao “espetáculo”. O acesso ao entorno do edifício foi restringido a partir do meio-dia de ontem ― por via aérea, terrestre e naval ―, e fala-se na possibilidade de os desembargadores serem transportados por aeronaves até a Corte, caso haja risco ou impedimento para o transporte rodoviário (fico imaginando o custo de todo esse aparato, o prejuízo que esse sacripanta repulsivo continua dando aos cofres públicos).

Volto a lembrar: nada de mais grave aconteceu nas outras vezes em que Lula se viu publicamente diante da Justiça ― quando foi conduzido coercitivamente para depor na PF do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nas duas vezes em que prestou depoimento ao juiz Moro, ou mesmo quando o magistrado publicou a sentença condenatória. E nada indica que desta vez a coisa será muito diferente, a despeito do que insistem em fazer crer os correligionários do petralha e a militância que o defende caninamente. Isso não passa de uma tentativa de promover o caos, diante da normalidade jurídica em que se desenrolam os acontecimentos. Se a condenação for confirmada, a petralhada vai espernear, naturalmente, mas sua grita terá o mesmo destino das insistentes denúncias de “golpe” ― como o bando vermelho classificou o impeachment da ex-grande-chefa-toura-sentada-ora-impichada

Como bem lembrou J.R. Guzzo em mais um texto magistral, essa comédia infeliz vai continuar, mas tende a perder força gradativamente, sobretudo se a decisão se der por unanimidade e Lula for impedido de disputar as próximas eleições. O público vai começar a sair da sala e cada vez menos gente prestará atenção ao que os personagens falam no palco. Se o picareta dos picaretas sair do jogo, nos termos do que manda a lei, o espetáculo que de fato interessa ― quem será o próximo presidente desta Banânia ― estará sendo encenado em outro lugar, e o Brasil terá uma excelente oportunidade de se tornar um país melhor, de avançar no desmanche da maior empulhação encenada no palco da política nacional, a farsa do operário que já passou dos 70 anos e não trabalha desde os 29; do maior líder de massas da história, mas que não pode sair à rua há anos, com medo de ser escorraçado; do homem mais importante do Brasil nos últimos 500 anos, de quem tudo depende e sem o qual nada se pode fazer neste país ― que não pode sequer existir sem Lula.

De falácia em falácia, Lula vem provando que, se sair de cena, não fará a menor falta. É fato que artistas, intelectuais e os indefectíveis “formadores de opinião de plantão” têm se mostrado aflitos com a ausência do petista na lista dos candidatos. Segundo eles, isso comprometeria a imagem de “lisura” das nossas eleições. Há até quem defenda que sua derrota deve se dar nas urnas, pois afastá-lo do pleito por decisão judicial transformá-lo-ia em “mártir”. Mas Lula não está acima da lei, e criminosos devem ser julgados nos Tribunais, não nas urnas eleitorais. Aliás, este país só passará a valer alguma coisa quando passar a viver sob o império da lei.

Quem precisa de Lula não é a lisura das eleições ou o povo brasileiro. São as empreiteiras de obras públicas, que esperam por novas refinarias Abreu e Lima e novos portos de Mariel. São os vendedores de sondas e de refinarias sucateadas para a Petrobras. São os operadores de fundos de pensão das estatais e os marqueteiros milionários. São os Renans Calheiros, os Jarbas Barbalhos, os Sarneys e a diretorzada velha da Petrobras ― gente que não vacilou em meter a mão no bolso e devolver 80 milhões de dólares em dinheiro roubado da empresa. São os Odebrechts, os Joesleys, os Eikes

O cidadão comum, o trabalhador que no dia seguinte ao julgamento estará às 4 da matina da fila do ônibus, este não precisa de Lula, do PT e distintíssima companhia. 

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CONFERINDO A SEGURANÇA DO WINDOWS COM O INSPECTRE

OS TUCANOS SÃO TÃO INDECISOS QUE, SE A CASA TIVER MAIS DE UM BANHEIRO, ELES CAGAM NO CORREDOR.

Já vimos que uma falha de segurança identificada no projeto dos processadores INTEL põe em risco os dados dos usuários de computadores equipados com chips fabricados pela empresa na última década, e que a Microsoft já incluiu, em seu Patch Tuesday de janeiro, uma correção que impede a exploração da brecha (na verdade são duas falhas, que foram batizadas de Meltdown e Spectre), mas cuja aplicação pode reduzir o desempenho do chip em até 30%.

Observação: Para o mal dos nossos pecados, PCs com CPU da AMD e smartphones e tablets com processadores ARM também são vulneráveis ao Spectre.

Você pode conferir se seu computador está protegido, ou melhor, se o remendo disponibilizado pela Microsoft foi devidamente instalado, basta fazer como eu expliquei anteriormente, mas é muito mais prático recorrer ao InSpectre, que verifica a existência das vulnerabilidades no sistema em questão de segundos e exibe os resultados de maneira didática, de fácil compreensão (desde que o usuário tenha conhecimentos de inglês ou recorra a um tradutor online).

O primeiro passo é clicar aqui para acessar a página do desenvolvedor do programinha. Feito isso, pressione o botão verde (Download) para baixar o executável (o download leva poucos segundos, já que o arquivo tem apenas 123 KB).

Depois de descarregar o arquivo e salvá-lo na sua área de trabalho ou em outro local de sua preferência, dê duplo clique sobre o ícone do fantasminha e confira as informações exibidas na janelinha.

Para saber mais sobre essas ameaças e como se precaver contra elas, acesse esta página da Microsoft.

Amanhã eu volto com mais detalhes. Boa sorte, e até lá.

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

DEFESA DE LULA ― CHICANA TEM LIMITES



No jargão do Direito, o termo “chicana” pode designar uma dificuldade criada, no decorrer de um processo judicial, pela apresentação de argumentos embasados em detalhes ou ponto irrelevantes, o abuso de recursos, sutilezas e formalidades da justiça, ou ainda uma contestação capciosa, trapaceira, feita de má-fé. E é isso que vem fazendo a defesa de Lula desde que o molusco se tornou alvo da Lava-Jato. Nem o Comitê de Direitos Humanos da ONU escapou de Cristiano Zanin e companhia, que, buscando atrair a atenção internacional para a suposta “perseguição política” de Sérgio Moro contra o pobre “presidente do povo”, apresentaram um protesto formal contra o magistrado ― que foi polidamente ignorado, naturalmente.

Dada a impossibilidade de defender o indefensável, os advogados de Lula denigrem a imagem do Brasil, atribuindo a suposta rapidez do TRF-4 a uma hipotética conspiração que visa frustrar a candidatura do salvador da pátria. Tentam vender a ideia ― que é rapidamente comprada e revendida pela patuleia ignorante ― de que todos são suspeitos, inclusive os desembargadores do TRF-4, ou seja, só Lula é imaculado (não sei como esse imprestável ainda não foi canonizado em vida pelos membros de sua seita infernal).

No início deste mês, os advogados do petista pediram que ele fosse ouvido novamente, alegando que o interrogatório conduzido pelo juiz Moro, em maio do ano passado, “foi totalmente viciado”, que o magistrado fez “perguntas estranhas ao processo” e que não permitiu ao réu “exercer seu direito de autodefesa com plenitude”. Só faltou pedirem uma sessão de mesa branca para colher o testemunho da finada ex-primeira dama sobre a probidade da autodeclarada alma viva mais honesta do Brasil.

Observação: Ao prestar depoimento na 13.ª Vara Federal de Curitiba, o Picareta dos Picaretas respondeu o que quis e calou-se sobre o que bem quis. Moro tinha o direito de perguntar sobre o que quisesse, e foi o que fez. Para a defesa, no entanto, pouco importa o fato de que a chance de seus pedidos estapafúrdios serem concedidos seja próxima de zero, importa-lhes criar factoides que reforcem a narrativa de que Lula é vítima de lawfare ― termo que designa o uso de manipulação das leis para atingir alguém que foi eleito como inimigo político.


A mais recente e desesperada artimanha da defesa de Lula é argumentar que seus crimes caducaram. Todavia, como mostrou Merval Pereira, Sergio Moro já desmontou esse golpe. Na sentença condenatória, o magistrado argumentou expressamente, nos itens 877 e 888, que parte dos benefícios materiais foi disponibilizada em 2009, quando a OAS assumiu o empreendimento imobiliário, e parte em 2014, quando das reformas e igualmente, quando em meados daquele ano, foi ultimada a definição de que o preço do imóvel e os custos das reformas seriam abatidos da conta corrente geral da propina, segundo Leo Pinheiro. “Foi, portanto, um crime de corrupção complexo e que envolveu a prática de diversos atos em momentos temporais distintos, de outubro de 2009 a junho de 2014, aproximadamente. Nessa linha, o crime só teria se consumado em meados de 2014, e não há começo de prazo de prescrição antes da consumação do crime”, escreveu o juiz Sérgio Moro.

Cada qual luta com as aramas que tem, e Lula sempre foi um cara-de-pau de marca maior. Só para relembrar: no discurso que fez quando se tornou réu pela primeira vez, ele desafiou: PROVEM UMA CORRUPÇÃO MINHA QUE IREI A PÉ PARA SER PRESO. Pois bem, parece que está na hora de providenciar um par de tênis bem confortável, pois a caminhada vai ser longa: são 433,8 km de São Bernardo do Campo, em São Paulo, a Curitiba, no Paraná.

Para concluir, uma boa notícia: A Justiça Federal em Brasília vai agilizar as ações penais contra Lula e outros políticos acusados de envolvimento em esquemas de corrupção. A partir do próximo dia 27, o DF terá uma nova vara especializada em casos de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e aqueles praticados por organizações criminosas, desafogando a atual estrutura.

Segundo a FOLHA, a 10ª Vara Federal, que hoje cuida sozinha dos chamados delitos de "colarinho branco", dividirá seu acervo com a 12ª Vara, e a expectativa é de que a velocidade de tramitação dos processos dobre, acelerando, inclusive, as quatro ações em curso contra o abjeto nove-dedos.

Há atualmente cerca de 2.500 processos na 10.ª Vara, que responde sozinha por inquéritos e ações oriundos de 31 operações da PF e do MPF, envolvendo, além de políticos e servidores públicos, executivos de grandes empresas. A estrutura de funcionários é exígua e todos os processos ainda são físicos, em papel. Pela regra de redistribuição dos casos, as duas varas ficarão com número equivalente de processos, mas, das quatro ações contra Lula, ao menos três devem permanecer na 10.ª Vara porque, pela norma, processos que já estão em fase de audiência de testemunhas ou interrogatório de réus não devem migrar.

Em três ações em curso no DF, as sentenças devem sair até julho ― antes, portanto, das próximas eleições. Numa delas, Lula foi acusado de ordenar a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, com base na colaboração do ex-senador e ex-petista Delcídio do Amaral, mas, nas alegações finais do processo, o próprio MPF pediu a absolvição do petista. A Procuradoria da República no DF concluiu, com base em depoimentos de testemunhas e novas provas do processo, que Delcídio mentiu sobre fatos que levaram à abertura da ação contra Lula e o banqueiro André Esteves ― razão pela requereu a perda de benefícios obtidos pelo ex-senador na delação. Os autos estão conclusos para sentença está desde 9 de novembro.

Em outra ação, Lula e seu pimpolho Luís Cláudio Lula da Silva são acusados de integrar um esquema de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa após o petista deixar o governo. A denúncia do MPF sustenta que o ex-presidente vendeu seu prestígio a lobistas em troca da prorrogação de incentivos fiscais a montadoras de veículos (outro propósito seria a compra, pelo governo da Rainha Bruxa do Castelo do Inferno, de 36 caças da multinacional sueca Saab).

Numa terceira ação, o petralha é acusado de corrupção passiva por "vender" outra MP ― a 471/2009 ― ao mesmo grupo de lobistas quando era presidente, prorrogando benefícios a fabricantes de carros. Representantes das empresas teriam ofertado R$ 6 milhões a Lula e ao ex-ministro Gilberto Carvalho, também réu, e o dinheiro teria ido para campanhas do PT. A ação está em fase de instrução (realização de audiências e oitivas de testemunhas).

No quarto processo em Brasília, Lula é acusado de participação em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro (por ajudar a Odebrecht a obter financiamento para obras em Angola, ele teria sido pago por suas fantasiosas palestras). A denúncia foi aceita pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, mas a empreiteira apresentou novos elementos e o caso está sendo reanalisado pelo MPF.

E Lula lá!

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AINDA SOBRE O DESVARIO PETISTA


O julgamento de Lula pelo TRF-4 é o assunto da semana, e continuará sendo nos dias subsequentes ao veredito dos desembargadores (caso nenhum deles peça vista, pois isso suspenderia a sessão e a decisão final, prolongando a agonia nacional). Então, o jeito é continuar nesse tema e torcer pelo melhor.

Relembrando: a senadora Gleisi Hoffmann ― presidente do PT e ré no STF ―, em entrevista ao site “cumpanhêro” Poder 360, deu sua aula de selvageria ao brindar o bando de canastrões e vigaristas que encena a Ópera dos Malandros ― peça humorística que celebra a inocência de Lula ― com a seguinte pérola: Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente

O comentário pegou mal, como não poderia deixar de ser, a petralha remendou, alegando que o que disse foi apenas “força de expressão. No Twitter, ela postou o seguinte: Lula é o maior líder popular do país e está sendo vítima de injustiças e violências que atingem quem o admira. Assim, como não se revoltar com condenação sem provas?”

Como bem salientou Augusto Nunes, quase todo integrante do partido que virou bando lembra um napoleão-de-hospício. Mas nem o mais desatinado devoto da seita está disposto a perder a vida para preservar a liberdade de um criminoso condenado a 9 anos e meio de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro.

Petistas sempre foram bons de bravata. Em maio de 2000, durante uma manifestação de professores em greve, o então deputado José Dirceu ― hoje criminoso condenado, mas que continua em prisão domiciliar por obra e graça de alguns ministros do STF ― ensinou que os adversários do PT deveriam apanhar nas urnas e nas ruas. Uma semana depois, um bando de grevistas agrediu fisicamente o então governador Mário Covas, que já se encontrava debilitado pelo câncer que acabaria por matá-lo. Foi força de expressão, desconversou, anos mais tarde, o guerrilheiro de araque.

Força de expressão”, no dialeto dessa seita espúria, deve ser sinônimo de caso de polícia. Afinal, incitação ao crime e a apologia de crime ou criminoso. Pelo tamanho da capivara, ambos certamente sabem disso, embora não pareçam preocupados, até porque já cometeram delitos muito mais graves. O guerrilheiro de araque logo estará na gaiola pela terceira vez, e a presidente da facção só não foi engaiolada porque o foro privilegiado mantém em liberdade qualquer delinquente com mandato parlamentar. Mas tanto o mestre quanto a pupila poderiam ser enquadrados nos artigos 286 e 287 do Código Penal.

Os petistas querem mesmo fazer crer que o Brasil está às portas de uma convulsão, talvez até mesmo de uma guerra civil, caso os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 resolvam condenar e eventualmente mandar prender o molusco. Porém, a despeito de a ameaça de baderna e de confrontos violentos ser grave, não se pode tomar ao pé da letra o que disse a presidente da quadrilha, conquanto não se deva menosprezar a capacidade petista de causar problemas, já suficientemente comprovada ao longo das três décadas de existência do partido. Por outro lado, o importante observar a verdadeira dimensão da mobilização em favor do demiurgo de Garanhuns, que, desde o momento em que ele se viu formalmente processado, tratou de qualificar seu caso como perseguição política. 

Afinal, se o “maior líder popular da história do Brasil” diz que é inocente, sem viva alma capaz de rivalizar com ele em honestidade, não caberia à Justiça outra atitude senão encerrar seu caso e se desculpar pelo inconveniente. Se os magistrados decidiram levar o caso adiante ― e, pior, condenar o pulha à prisão, como já fez o juiz Sérgio Moro ―, é porque há um complô, articulado pelas “elites”, visando evitar que o sumo pontífice da Petelândia volte ao poder.

A ideia, claro está, é constranger o Judiciário. Mas essa estratégia só teria alguma chance de êxito se houvesse efetivo risco de grave comoção nacional ante a eventual decisão de encarcerar Lula ― e é por isso que os petistas estão empenhadíssimos em dar a impressão de que grande parte do “povo” está de prontidão para enfrentar os “golpistas” aninhados no Judiciário. É nesse contexto que deve ser entendida a declaração de Gleisi Hoffmann sobre os cadáveres que a condenação do chefe poderia produzir. Ou seja, ela quis dar a entender que não só há gente disposta a morrer por Lula, mas também que os “golpistas” terão de reprimir violentamente as esperadas manifestações de protesto contra a condenação.

Para a jornalista Eliane Cantanhêde, a declaração de Gleisi é tão irresponsável quanto sua defesa do regime Maduro, que leva os venezuelanos ao desespero, ao desamparo, ao desabastecimento e à desesperança. Em vez de se aliar com a gente que sofre, a senadora vermelha, por pura questão ideológica, se alinha com a gente que impõe o sofrimento. No caso de Lula, ela tenta jogar o mundo petista contra a Justiça brasileira, o que nos leva à pergunta: se o TRF-4 absolver Lula, quem é a favor da prisão do crápula também pode sair matando gente?

As declarações estapafúrdias de Gleisi são chocantes, mas reforçam o quanto o Brasil está mudando e o quanto os próprios políticos estão esperneando. Nisso, perdem o senso, extrapolam e falam o que não podem ― e nem deveriam. O fato de o ex-presidente mais popular da redemocratização ter sido denunciado, julgado e até condenado em primeira instância já é uma mudança e tanto. Mas há muito mais: O que dizer de um presidente no exercício do mandato que sofreu duas denúncias da PGR no mesmo ano e tem agora de responder 50 perguntas “desrespeitosas e ofensivas”, segundo o próprio, da Polícia Federal? 

E o ex-poderoso governador Sérgio Cabral, que foi preso, condenado a dezenas de anos e agora transferido de penitenciária para não desfrutar de regalias? E as intervenções na Petrobrás e, na semana passada, na CEF?  E a prisão de Maluf ― que foi símbolo da corrupção por mais de 30 anos e agora virou o maior troféu do oposto, do combate à corrupção? E Bolsonaro, que as pesquisas apontam como principal concorrente de Lula? Perguntado por que recebe o auxílio-moradia da Câmara se tem imóvel em Brasília, o deputado respondeu: “Pra comer gente, tá?”.

Observação: Além de político reacionário, com ideias estapafúrdias, Bolsonaro vai se revelando também um poço de contradições. A principal é se dizer antipolítico. Como assim? Não bastasse estar no sétimo mandato de deputado federal, ele elegeu a ex-mulher duas vezes vereadora no Rio e meteu três filhos na política (Eduardo é deputado federal, Flávio, estadual, e Carlos, vereador). Foi na política que o clã de Bolsonaro amealhou mais R$ 15 milhões em imóveis. E é também como político que o patriarca pode usufruir de auxílio-moradia para “comer gente”. Isso é que é rejeição à política?

Voltando à novela do TRF-4 e o exterminador do plural, o presidente do PT do Rio Grande do Sul, deputado Pepe Vargas, disse à Folha que sua preocupação é com presença de infiltrados nos atos marcados para o dia do julgamento. Então, que fique bem claro: se houver violência, quebra-quebra e congêneres, a culpa não é da valorosa e pacífica militância vermelha. Pausa para as gargalhadas.

É até possível que algum desequilibrado resolva se martirizar por Lula, pois há louco para tudo. Mas é altamente improvável que mais alguém além do restrito grupo de adoradores do chefão petista se arrisque a quebrar uma unha que seja diante do infortúnio do petralha, ainda mais considerando-se o fato de que defender Lula significa defender um corrupto condenado.

Constatado o fato de que o apoio ao petralha contra os magistrados que o julgarão é muito mais limitado do que a propaganda do PT pretende fazer crer, é preciso que as autoridades usem tudo que a lei lhes faculta para impedir que os baderneiros a serviço daquele partido criem situações violentas que lhes possam servir de pretexto para denunciar um regime de exceção que só existe em suas delirantes fantasias.

O caminho que o PT escolheu não lhe dá outra opção senão a de provocar confrontos para que algo da desastrada profecia de sua presidente se realize. Para sorte do País, porém, a ameaça da senadora vermelha apenas simboliza o desvario que tomou conta dos petistas desde que seu grande líder foi flagrado com a boca na botija.

Assistam a este vídeo (não concordo com tudo o que ele diz, mas não há como não reconhecer que ele tem razão numa porção de coisas).


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PRAGAS DIGITAIS ― COMO SE PROTEGER (Parte Final)

FALAR É FÁCIL. FAZER É QUE SÃO ELAS.

Para encerrar esta sequência, segue um apanhado das regrinhas básicas de segurança e algumas considerações complementares. Confira.

Um arsenal de defesa responsável ― antivírus, antispyware e firewall ―, atualizado e bem configurado talvez não ofereça uma proteção inexpugnável, mas nem por isso deixa de ser indispensável.

Igualmente importante é atentar para as mensagens que a ferramenta de segurança exibe, de maneira a adotar a atitude correta sempre que algo suspeito for detectado no computador ― digo isso porque muitos usuários se deparam com mensagens do antivírus ou do firewall e simplesmente fecham a caixa de diálogo e seguem adiante como se nada de anormal estivesse acontecendo.

Nenhum computador estará seguro se o sistema operacional e os aplicativos não dispuserem de todas as atualizações críticas criadas pelos fabricantes. Releia os capítulos anteriores para saber como ativar as atualizações automáticas no Windows 10 e como facilitar a atualização/update de versão de softwares “não-Microsoft”.

Tome cuidado ao abrir anexos ou clicar em links recebidos por email, programas mensageiros e redes sociais. Na dúvida, entre em contato com o remetente para saber se ele realmente enviou o email em questão, e no caso de comunicados recebidos [supostamente] de Bancos, administradoras de cartões e órgãos governamentais, por exemplo, jamais forneça as informações solicitadas. Fale com o gerente da sua agência ou ligue para o 0800 ou outro telefone de contato disponível no site da empresa/instituição.

Programas de computador renomados podem custar caríssimo, mas muitos apps que a gente usa no dia têm similares de outros fabricantes, que geralmente custam bem menos ou são distribuídos gratuitamente para uso pessoal/não comercial.

Observação: Existe uma profusão de aplicativos distribuídos nas modalidades Shareware e Freeware. Os primeiros podem ser instalados e testados sem ônus por um prazo pré-determinado (ao final, se você quiser mantê-los, é só pagar a taxa de licença para receber a respectiva chave de ativação). Nos freewares, a gratuidade não expira, e ainda que nem sempre ofereçam todos os recursos das versões pagas, eles são uma excelente alternativa à pirataria

Sempre que possível, recorra aos webservices ― em muitos casos, instalar um aplicativo residente é mais uma questão de hábito do que de real necessidade. Embora uma rápida pesquisa no Google retorne um sem-número de ofertas de programas comerciais “craqueados”, desconfie. Quando algum desconhecido lhe oferece algo com uma mão, é porque quer lhe tomar algo com as duas. Evite baixar apps de origens suspeitas, ou mesmo navegar por sites suspeitos: às vezes, basta acessar uma página maliciosa para o internauta ser infectado por um spyware ou outra praga.

Desde a edição XP que a Microsoft vem aprimorando a política de contas de usuários e senhas do Windows. Então, habitue-se a usar uma conta com poderes limitados no dia a dia e se logar com sua conta de Administrador somente quando isso se fizer necessário. Assim, se você deletar acidentalmente um arquivo importante do sistema ou for infectado por alguma praga que seu arsenal de segurança não tenha conseguido barrar e não seja capaz de neutralizar, é só deletar essa conta, criar outra e tocar a vida adiante. Aliás, essa dica vale também para quem compartilha o computador com outras pessoas (como cônjuge, filhos, etc.). Em sendo o seu caso, evite aborrecimentos criando contas limitadas para cada uma delas.

ObservaçãoPara criar uma nova conta no Windows 10, abra o menu Iniciar, clique em Configurações > Contas > Família e outros usuários > Adicionar outra pessoa a este PC, digite um nome de usuário, defina uma senha, uma dica de senha, clique em Avançar, e pronto.

O primo do sobrinho da sua empregada ― ou outro “cobra” em computação qualquer ― pode ajudá-lo a resolver problemas com o PC, mas é bom confiar desconfiando. Prefira sempre que possível recorrer a um computer guy responsável e que atenda em domicílio (assim o computador não sai das suas vistas e você pode acompanhar o serviço e esclarecer eventuais dúvidas). E jamais entregue a máquina a terceiros sem antes criar backups de seus arquivos importantes e armazená-los em pendrives ou outro tipo de mídia removível.

Se você carrega seu note ou tablet para toda parte, proteja-o com uma senha segura. Em locais públicos (no ambiente de trabalho, no escritório de um cliente, ou mesmo num restaurante, por exemplo), coloque o sistema em espera sempre que precisar se afastar da máquina por alguns minutos, evitando, assim, que algum curioso bisbilhote seus arquivos.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

TEMER SOFRE NOVA DERROTA NO CASO DA MINISTRA PORCINA (AQUELA QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO).


A nomeação de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, para o Ministério do Trabalho vem dando trabalho ao Planalto desde o começo do mês. Depois recorrer por duas vezes contra a suspensão da nomeação e da cerimônia de posse ― e perder em ambas ―, o governo finalmente conseguiu uma liminar no STJ. Assim, para alívio de Temer, de Cristiane e dos demais mercadores de votos dos quais o presidente passou a depender de maneira umbilical para se manter vivo nesse “presidencialismo de cooptação”, a posse da moçoila foi marcada para as 9 horas da manhã desta segunda-feira. Mas a euforia durou pouco.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, decidiu suspender ― mais uma vez ― a posse da “ministra porcina” (aquele que foi sem nunca ter sido). A decisão foi feita no âmbito de um processo movido por advogados trabalhistas e respaldada pelo fato de o STF ainda não ter recebido a decisão liminar (provisória) do ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ, que no sábado, 20, cassou decisão da Justiça Federal de Niterói que impedia a posse.

Observação: O STJ e seus 33 ministros são os guardiões da lei, e o STF e seus 11 ministros, os guardiões da Constituição Federal.

Cristiane não tem estatura para ser ministra de coisa nenhuma. Na verdade, em se confirmando sua nomeação, quem comandará a pasta do Trabalho, ainda que dos bastidores, será Roberto Jefferson, o notório “pai do Mensalão”. Se pudesse, Temer rejeitaria a nomeação da dita-cuja, até porque, a esta altura, ela já está completamente desmoralizada. Mas o governo depende de todos os partidos integram sua base aliada para aprovar a reforma da Previdência, e o PTB, que é comandado por Jefferson, tem uma bancada considerável. O Planalto não tem como forçar o partido a desistir da vaga e muito menos de Cristiane Brasil.

Temer tentou impedir a todo custo que o processo chegasse às mãos de Cármen Lúcia para evitar novo atrito entre o Executivo e o Judiciário, até porque a ministra já havia barrado, em dezembro, o indulto presidencial que ampliava os benefícios a presos condenados por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O processo de Cristiane foi sorteado para o ministro Gilmar Mendes, mas, como o STF está em recesso, coube à presidente, que responde pelo plantão da Corte nesse período.

É possível que o STF libere a posse, pois nomeação de ministros é uma prerrogativa do presidente da República. Mas ter uma ministra do Trabalho condenada na Justiça do Trabalho por não pagar direito seus funcionários não é um impedimento jurídico, e sim moral.

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COLLOR PRESIDENTE? SÓ FALTAVA ESSA!


Desde a redemocratização desta Banânia, há quase 30 anos, elegemos quatro presidentes: Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma. Não, eu não me esqueci de Sarney; só não o incluí porque ele não foi eleito pelo voto popular.

Observação: Para quem não se lembra, o macróbio maranhense era vice de Tancredo Neves, que também não entrou para a lista por ter sido escolhido por um colégio eleitoral formado por 686 deputados, senadores e delegados estaduais. A votação ocorreu em 15 de janeiro de 1985, e a raposa mineira venceu Paulo Maluf ― que se encontra atualmente cumprindo pena no complexo penitenciário da Papuda ― por 480 a 180 votos, com 9 ausências e 17 abstenções. Por ironia do destino, Tancredo morreu em 21 de abril daquele ano, data consagrada a Tiradentes, o “mártir da independência”.

Apenas dois desses quatro ex-presidentes concluíram seus mandatos: Fernando Henrique (1995 - 2002) e Lula (2003 - 2010). Collor assumiu em 15 de março de 1990 e renunciou em 29 de dezembro de 1992, horas antes de ser julgado por crime de responsabilidade (mesmo assim o Congresso cassou seus diritos políticos). Dilma, que também foi expulsa de campo no início do segundo tempo, assumiu em 1º de janeiro de 2011 e destruiu alegremente a nossa economia até maio de 2016, quando foi substituída por Miguel Michel Elias Temer Luria, o vice decorativo escolhido por Lula e que, por outra dessas  ironias do destino, perdeu a oportunidade de entrar para a história como “o cara que recolocou o Brasil nos trilhos do crescimento” e será lembrado como o primeiro presidente denunciado por crime comum durante o exercício do cargo. E O CARA FALA EM CONCORRER À REELEIÇÃO!!!!!!!!!

Quase três décadas depois de eleger o“caçador de marajás” de festim ― e um quarto de século depois de se livrar dele ―, o Brasil vê o dito-cujo falar em se candidatar novamente à presidência, justamente num momento em que o povo anseia por alguém capaz de sepultar os desvarios dos dois extremistas que, segundo as pesquisas, encabeçam o ranking dos preferidos pelos esclarecidos eleitores tupiniquins (como eu costumo dizer, a cada segundo nasce um idiota neste mundo, e os que nascem no Brasil já vêm com título de eleitor).

Quem votou nesse farsante corrupto e arrogante em 1989 ― como fez este humilde escriba, uma vez que a alternativa era o Lula ― pode até alegar que não sabia o que estava fazendo, mas os alagoanos que o elegeram senador em 2006 e o reelegeram em 2014 sabiam muito bem no que estavam se metendo.

Depois de recuperar seus direitos políticos, Collor disputou o governo de Alagoas em 2002, mas perdeu para o então governador Ronaldo Lessa. Em 2010, candidatou-se pela terceira vez ao governo do estado (a primeira foi em 1986, quando ele conseguiu se eleger), mas foi derrotado já no primeiro turno. Em março de 2015, o marajá dos marajás entrou para a lista dos investigados da Lava-Jato; em abril de 2017, foi denunciado por peculato, e em agosto do mesmo ano, tornou-se formalmente réu no STF (vale salientar o falastrão responde a 6 outros inquéritos oriundos das investigações da Lava-Jato sobre o Petrolão).

Num país que parece se sentir mais feliz de cócoras e apreciar o avesso das coisas, a farsa se repete como farsa e a História faz de conta que é outra história. Collor será sempre Collor, e os eleitores idiotas serão sempre eleitores idiotas.

O ex-presidente de nada saudosa memória continua o mesmo; o cenário político é que mudou para pior. Não sei se sua suposta candidatura irá adiante, nem qual a posição que ele ocuparia entre os demais aspirantes ao Palácio do Planalto, mas qualquer pessoa que não tenha neurônios de ameba entende quão absurdo é alguém se candidatar a um cargo que, na condição de réu em ação criminal, não pode ocupar nem mesmo interinamente.

Volto a lembrar que foi exatamente por essa razão que o STF afastou Renan Calheiros da linha sucessória presidencial, no final de 2016, quando o Cangaceiro das Alagoas, então presidente do Senado, se tornou réu por peculato. E o mesmo vale para Lula, cuja situação é ainda mais delicada: além de ser réu em 7 ações penais, o molusco já foi sentenciado a 9 anos e meio de prisão numa delas. Resta saber como ficará sua pretensa candidatura depois que seu recurso for julgado pela 8ª Turma do TRF-4, mas isso já é outra conversa.

Num debate transmitido pela rádio Jovem Pan, Carlos Andreazza disse que a candidatura de Collor é matéria de piada. Marcelo Madureira concordou, relembrou o folclórico supositório de cocaína e emendou: com a candidatura de Collor, está formada a “Santíssima Trindade do Capeta: Lula, Bolsonaro e Collor”. Já Luciana Verdolin relembrou outras histórias e salientou o fato de Collor ser réu na Lava-Jato (parece que não sou só eu que me atenho a esse “detalhe”). Confiram no vídeo a seguir:


Vejam também o que disseram Augusto Nunes e Marco Antonio Villa sobre o estropício:


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PRAGAS DIGITAIS ― COMO SE PROTEGER (Parte 9)

COZINHEIROS DEMAIS ESTRAGAM A SOPA.

Vimos que os URLs encurtados foram idealizados com vistas ao Twitter, mas passaram a ser usados em sites, blogs e até na mídia impressa. No entanto, se facilitam a personalização, a memorização e a geração de mecanismos de QR CODE, também potencializam os riscos de fraude, pois, depois de encolhidos, eles são exibidos como combinações aleatórias de caracteres sem qualquer relação com o endereço original.

Como prevenir acidentes é dever de todos, jamais siga um URL encurtado sem antes verificar para onde ele aponta e se é ou não seguro. Você pode revertê-lo ao formato estendido com o Check Short URL ou o URL X-Ray ― apenas para ficar em dois exemplos ― e checar sua segurança no site Check Sucuri (que analisa tanto links estendidos quanto encolhidos). 

Outras opções dignas de menção são o URLVoid  ― que não só indica qual o site responsável por um URL, mas também informa quando o domínio foi registrado, sua posição no ranking do Google e quantos avisos de reputação maliciosa foram registrados por sites de varredura ― e o VirusTotal ― que usa mais de 50 ferramentas diferentes para checar arquivos e links suspeitos e apresenta os resultados em poucos segundos (ou minutos, dependendo do tamanho do arquivo).

Observação: Se você usa o Firefox, não deixe de instalar o add-on Long URL Please, que exibe os links em sua forma completa, já com o endereço final, facilitando, portanto, a identificação de eventuais maracutaias.

Quanto ao phishing, tenha em mente que não existe ferramenta de segurança idiot proof (capaz de proteger o usuário de si mesmo). Quem der ouvidos ao canto da sereia se dar mal, e ponto final. E como ainda tem gente (e como tem!) que acredita na inocência de Lula, que os processos contra ele não passam de perseguição política, que Dilma, a ex-presidente competenta e honesta, foi deposta por um golpe da Globo, das “elites”, dos “coxinhas, e blá, blá, blá, não chega a surpreender que cibervigaristas se deem bem com mensagens de que a vítima está sendo corneada (siga o link “x” ou abra o anexo “y” para ver as fotos), foi sorteada num concurso para o qual nunca se escreveu (siga o link “x” ou abra o anexos “y” para saber como receber o prêmio), precisa recadastrar seus dados de login para continuar tendo acesso ao netbanking (mesmo que não seja cliente da instituição que supostamente mandou a mensagem), e assim por diante.

Em alguns casos, só mesmo sendo muito “desligado” para cair no conto do vigário, mas a criatividade do ser humano não tem limites, e alguns estelionatários digitais produzem engodos bastante convincentes. 

Volto a lembrar que instituições financeiras e órgãos governamentais não usam o correio eletrônico para solicitar o recadastramento de dados, nem ― muito menos ― enviam emails com anexos ou links. Na dúvida, atente para a redação da mensagem; se houver erros crassos de ortografia e gramática, ou se o email começar com saudações informais, como “oi” ou “olá”, é golpe. Na dúvida, ligue para o gerente do seu Banco ou para o órgão que supostamente enviou a mensagem ― mas jamais use o número de telefone informado na própria mensagem.

Segundo a McAfee, os ataques baseados em engenharia social começam pela pesquisa, isto é, pela coleta de informações sobre o alvo, que fornecem ao atacante elementos para a construção do anzol, tais como hobbies, endereços de casa e do local de trabalho, estabelecimento bancário em que ele tem conta, e por aí vai. O anzol tem por objetivo encenar um “enredo” convincente envolvendo o alvo e que proporcione um pretexto para a interação. Nesse aspecto, as possibilidades mais comumente exploradas são:

1) Reciprocidade (as pessoas ganham alguma coisa, ficam agradecidas e sentem-se na obrigação de retribuir o favor);
2) Escassez (as pessoas tendem a obedecer quando acreditam que algo está em falta);
3) Consistência (uma vez que se comprometam a fazer algo, as vítimas cumprem a promessa para não parecerem pouco confiáveis);
4) Propensão (é mais provável que os alvos obedeçam se o engenheiro social for alguém de quem eles gostam);
5) Autoridade (explora a propensão da vítima a obedecer quando a solicitação vem de alguma autoridade);
6) Validação social (tendência a obedecer quando outras pessoas estão fazendo o mesmo).

Por último, mas não menos importante, o Enredo é a execução propriamente dita do ataque, que pode envolver divulgação de informações pessoais/confidenciais, transferência de valores, etc., e a Saída, que encerra a interação, mas, dependendo dos resultados do golpe, ela é postergada para produzir vantagens adicionais.

A melhor defesa contra a engenharia social é a informação. Mesmo tendo um arsenal de segurança responsável e mantendo o sistema e os programas atualizados, as brechas humanas continuam a existir. Como muitos internautas não têm noção do perigo que correm e se maravilham com a Web, eles tendem a acreditar em tudo aquilo que leem nesse meio.

Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

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domingo, 21 de janeiro de 2018

LULA VOLTA A "ESBANJAR ERUDIÇÃO" AO ATACAR PRESIDENTE DO TRF-4


Se o caríssimo leitor (ou caríssima leitora) já está de saco cheio de ler sobre Lula e o TRF-4, imagine com estou eu, de escrever sobre esse assunto.

Como hoje é domingo, eu ia ficar somente nas charges que ilustram este post e na remissão para o clipe abaixo ― que explica de forma didática como será o julgamento em Porto Alegre, na próxima quarta-feira. Confesso que até pensei em dedicar algumas linhas à pré-candidatura de COLLOR à presidência (puta que pariu!, só faltava mais essa!), mas aí vi no site de Veja que Lula voltou a assassinar a história ao investir contra o presidente do TRF-4 e não resisti à tentação de reproduzir a nota.

 Disse o sacripanta [sobre o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, presidente do TRF-4]: “Esse cidadão é bisneto do general Thompson Flores, que invadiu Canudos e matou Antônio Conselheiro. É da mesma linhagem. Quem sabe esteja me vendo como cidadão de Canudos.”

Com apenas 171 caracteres, incluindo os espaços, a passagem aclamada da fala de Lula contém três mentiras, como revelou a revista: 1) Flores não é bisneto de Tomás Thompson Flores, é sobrinho trineto; 2) Tomás Thompson Flores não era general à época da guerra de Canudos no final do século XIX, era coronel; 3) Tomás Thompson Flores não matou Antônio Conselheiro pelo simples fato de ter morrido em combate três meses antes de sua suposta “vítima”.

Os devotos do líder messiânico chamarão as mentiras de erros irrelevantes, meros lapsos de memória. Cadê a prova disso?

E Lula lá (na cadeia).


E ouça mais este:


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sábado, 20 de janeiro de 2018

GLEISI HOFFMANN E A PRISÃO DE LULA


Político brasileiro não tem currículo, tem ficha-corrida. Se for do PT, então, nem se fale. Mas seria de esperar coisa muito diferente de um partido chefiado por um hepta-réu condenado, e presidido por uma débil mental que, em recente entrevista ao site vermelho Poder 360, saiu-se com a seguinte barbaridade: Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar.”

Gleisi Hoffmann ― ou “coxa”, como era identificada na planilha de propinas da Odebrecht ― é senadora pelo PT do Paraná e presidente nacional do Partido dos Trambiqueiros. Ela e seu notório marido ― Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento de Lula e das Comunicações no governo Dilma ― são réus por corrupção passiva e lavagem de dinheiro num processo que já tem mais de 3.000 páginas e cujo julgamento deve ser pautado assim que o STF retornar do recesso. Mas esse currículo “invejável” não a impediu de suceder a Rui Falcão na presidência da ORCRIM; afinal, ninguém melhor do que um criminoso para comandar uma quadrilha.

Gleisi fez por merecer o posto. Não só liderando a tropa de choque de Dilma durante o impeachment, mas também cometendo toda sorte de atrocidades. Um bom exemplo se extrai do papelão que ela fez no ano passado, quando, acompanhada de outras quatro “companheiras de ideologia” e industriada por certo ex-guerrilheiro de araque e pelo mui suspeito presidente da CUT, ocupou a mesa diretora do Senado e obstruiu por mais de 6 horas a votação da reforma trabalhista. Para um país que mal superou o trauma de ter tido como primeira presidente mulher uma besta teleguiada pelo padrinho, esse protesto feminista com controle remoto masculino foi mais que lamentável.

Mas não é só. Ao assumir a presidência do PT, a senadora-ré declarou que o partido não faria autocrítica de seus atos escabrosos para não fortalecer o discurso dos adversários. E jamais perdeu uma chance de enaltecer a ditadura venezuelana: ao abrir o 23º encontro do Foro de São Paulo, na Nicarágua, Gleisi prestou solidariedade ao PSUV ― vítima, segundo o PT, de violenta ofensiva da direita pelo poder na Venezuela. “Temos a expectativa de que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”, disse a desqualificada, a despeito de aquele país amargar a segunda maior taxa de homicídios do mundo, conviver com uma taxa de inflação de mais de 2.000% ao ano e estar em permanente clima de “quase guerra civil”. Aliás, com a cara mais deslavada do mundo, a senadora delirante atribuiu as denúncias contra o governo de Nicolás Maduro a uma campanha da CIA e da “imprensa golpista”. É mole?

A entrevista de Gleisi ao site Poder 360, do “cumpanhêro” Fernando Rodrigues, demonstra não só a lamentável escalada de radicalização que os baba-ovos de Lula vêm promovendo contra o julgamento no TRF-4, mas também o descontrole emocional que domina as principais lideranças do partido. Aliás, em entrevista concedida à agência de notícias Bloomberg, a senadora mandou um recado aos investidores estrangeiros para que não se preocupassem, pois Lula, segundo ela, é um líder político conciliador e estaria disposto a publicar uma nova versão da carta aos brasileiros para garantir seus compromissos com o equilíbrio fiscal.

Como boa parte dos políticos em Brasília, Gleisi se descolou da realidade, principalmente depois de ver de ver se agigantarem as chances de seu amado líder ser impedido de concorrer à presidência da República e acabar seus dias na cadeia. Em sua página no Facebook, essa sumidade postou uma foto da torcida do Futball-Club Bayern München com uma mensagem que, para ela, seria de apoio a Lula ― como se o julgamento desse cafajeste estivesse mobilizando até mesmo torcidas organizadas alemãs ―, quando na verdade a foto mostrava uma faixa onde se lia “Forza Luca”, em alusão a um acidente sofrido por um torcedor. Ou seja, o fanatismo patético da senadora provocou uma ilusão de ótica que a fez ler Lula em vez de Luca.

De acordo com Merval Pereira, outros três episódios evidenciam que o julgamento de Lula no TRF-4 está mexendo com os nervos da presidente do partido. E não só com os dela. Os advogados do petralha resolveram  ― de última hora  ― incluir como “nova prova” da inocência de seu cliente a penhora do tríplex do Guarujá ― determinada indevidamente por uma juíza do DF numa ação movida por credores contra a OAS (mais detalhes na postagem de ontem). 

Zanin e companhia alegam que essa penhora demonstra de maneira irretorquível que o apartamento de Lula não é do Lula, esquecendo-se ― muito convenientemente ― de que Lula foi condenado justamente por tentar esconder a posse de fato do imóvel (que, aliás, foi confiscado judicialmente pelo juiz Sérgio Moro como produto do crime que resultou na condenação).

Em outra tentativa de alterar o andamento do processo, os rábulas lulistas pediram que seu cliente fosse ouvido novamente no TRF-4 antes do julgamento, alegando que o depoimento ao juiz Moro teria sido comprometido pela parcialidade do magistrado. O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava-Jato no TRF-4, rejeitou o pedido, naturalmente, até porque para aceitá-lo seria preciso anular o primeiro depoimento, o que só poderia ser feito pelo plenário da Corte de apelação. E a mais recente trama foi tentar incluir um advogado americano entre os defensores de Lula, mas ele não tem registro na OAB e, portanto, não pode atuar em nosso país. 

Para tumultuar ainda mais o julgamento, os deputados petistas Wadih Damous e Paulo Teixeira participarão da sessão e farão sustentações orais em favor do corréu Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula  ― que foi absolvido por Moro, mas recorreu da decisão (tem cabimento uma coisa dessas?). 

Enfim, o espetáculo circense está sendo armado, e o Tribunal, transformado em palanque com mais essa estratégia do PT para politizar o julgamento. Okamoto, registre-se, minimizou a verborragia estapafúrdia de Gleisi sobre prender Lula e morrer gente, afirmando tratar-se de força de expressão, e coisa e tal. O fiel escudeiro do petralha se imolou simbolicamente para atenuar o disparate da desmiolada, mas isso não diminui a gravidade da conclamação da militância a responder com violência à condenação de seu amado líder. 

Como se vê, o périplo do presidente do TRF-4 a gabinete de autoridades em Brasília, em busca de garantias para que o julgamento transcorra sob controle das forças de segurança, não foi desmotivado. O apelo ao confronto salta aos olhos na alta cúpula e na militância petista. Esperemos que sejam apenas bravatas irresponsáveis (o que já não é pouco), e que o “vai morrer gente” da presidente do PT seja mesmo força de expressão, mais uma de suas notórias “viagens na maionese”. A conferir nos próximos 4 dias.

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

PETISTAS QUEREM PORQUE QUEREM DESCARACTERIZAR A CONDENAÇÃO DE LULA


É compreensível que a militância vermelha esteja desesperada com a situação de seu amado líder, e que esse desespero cresça à medida que se aproxima o dia em que o TRF-4 julgará o recurso do petralha. Mas nada justifica a pressão ― e muito menos as ameaças ― a que vêm sendo submetidos os desembargadores da 8ª Turma pelos vândalos de plantão (mais detalhes nesta postagem), que acenam até com a possibilidade de atear fogo no prédio do Tribunal, em Porto Alegre.

A escalada petista contra o Judiciário é comandada pelo próprio Lula. Além de atacar o TRF-4, em particular o presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, e o ministro revisor da Lava-Jato, Leandro Paulsen, o molusco abjeto afirmou que “juízes que se comportam como Sérgio Moro deveriam ser exonerados.”

A menos de uma semana do julgamento, Cristiano Zanin e seus esbirros, num ato desesperado, querem usar como “prova irretorquível” de que o famoso tríplex do Guarujá não é de Lula a penhora de bens da OAS determinada (de maneira equivocada) pela juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, já que um dos bens é justamente o apartamento em questão. A patuleia ignara foi ao delírio com essa notícia, e as redes sociais foram coalhadas de postagens alardeando que a condenação imposta a seu amado líder é fruto de uma conspiração orquestrada pelos “coxinhas”, pela mídia, pelas “elites”, pela Rede Globo e por sabe Deus quem mais. Só que a acusação que resultou na condenação de Lula não era de que a propriedade formal do apartamento fosse dele, mas de que ele era o proprietário de fato ― situação que ele tentou encobrir valendo-se de diversos artifícios, e por isso foi condenado também por lavagem de dinheiro. 

A rigor, o tríplex nem é mais da OAS. Ele foi confiscado na sentença de condenação de Lula e, portanto, nem poderia ter sido penhorado. Ademais, Moro deixou claro na sentença que houve acerto de corrupção em contratos da Petrobras, e que parte do dinheiro da propina combinada foi utilizada em benefício do ex-presidente. Além disso, o magistrado esclareceu, numa das respostas à defesa do petista, que  jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos da Petrobras foram usados para pagamento indevido para o ex-presidente. Até porque não importa de onde a OAS tirou o dinheiro, mas sim que a causa do pagamento fora o favorecimento da empresa em contratos com a Petrobras.

Como bem lembrou Merval Pereira, toda movimentação dos petistas em torno do julgamento de Lula demonstra que eles estão cientes da situação-limite em que se meteram, que Lula precisa do PT como nunca, e que o PT, como sempre, precisa de Lula. Uma eventual absolvição permitiria ao molusco resgatar um eleitorado que já foi seu e que hoje o repudia e ao PT, mas sua condenação reafirmaria a culpa já definida na primeira instância, fulminaria sua pretensão (à luz da lei da Ficha-Limpa) de concorrer novamente à presidência e colocá-lo-ia no xadrez (pelo entendimento firmado no STF, réus condenados na segunda instância podem começar a cumprir a pena, mesmo que recorram às instâncias superiores).

Claro que existe uma infinidade de recursos até a decisão final, mas a confirmação da condenação será o começo da derrocada daquele que ainda é um político popular e busca nas urnas escapar das acusações que lhe são feitas no âmbito da Justiça. Não é de espantar, portanto, que o site do PT tenha partido para uma acusação pessoal aos desembargadores que julgarão seu chefe no próximo dia 24, acusando João Pedro Gebran Neto de ser ser amigo de Moro; Leandro Paulsen, de ter sido muito rápido como relator, e Victor Laus, de receber um salário acima do teto. Afirma os petistas que os três magistrados são piores do que aquele que eles irão julgar, o que caracteriza uma clara tentativa de intimidação.

Para Roberto Veloso, presidente da Associação de Juízes Federais, “os magistrados decidem de acordo com a prova dos autos, não movidos por coações, intimidações ou ameaças”, e que “numa democracia, as decisões judiciais são respeitadas”. Para tentar serenar os ânimos, ele lembrou também que “o sistema recursal brasileiro é muito amplo”, ou seja, se a segunda instância confirmar a condenação, os advogados do petralha poderão recorrer às instâncias superiores. E completou: “As ameaças estão sendo públicas, não estão sendo veladas (...) temos assistido a vídeos com ameaças públicas de que serão depredados prédios públicos, que irão tomar de assalto as dependências do tribunal, que irão fazer e acontecer, até de atear fogo nós ouvimos.”

Amanhã tem mais, pessoal. Até lá.

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PRAGAS DIGITAIS ― COMO SE PROTEGER (Parte 8)

O AMOR É UMA DELÍCIA, COMEÇA NA PRAÇA ACABA NA POLÍCIA. 

Ninguém abre um anexo de email ou segue um link clicável se a maracutaia é evidente, mas a história é outra quando a oferta parece irrecusável. Cientes disso, os cibercriminosos se valem da engenharia social para explorar a inocência, a ingenuidade, a confiança ou a cobiça das pessoas.

Dos serviços baseados na internet, o correio eletrônico é o mais popular ― todo internauta tem, pelo menos, um endereço de email. Tome muito cuidado com mensagens que transportam anexos ou exibem links clicáveis, mesmo que o remetente lhe pareça confiável. Emails de phishing scam costumam exibir nomes de pessoas ou empresas “acima de qualquer suspeita”, ou mesmo de órgãos "intimidadores", como a Receita Federal, a Justiça Eleitoral, etc., visando ludibriar as vítimas e se locupletar através dos dados pessoais/confidenciais que elas informam inocentemente (senhas bancárias e números de documentos ou de cartões de crédito).

Desconsidere mensagens de que você ganhou na loteria, está negativado na praça, herdou uma fortuna de um parente de quem jamais ouviu falar, está sendo chifrado pelo cônjuge, precisa fazer ajustes na declaração de IR ou recadastrar seus dados bancários, por exemplo. Tenha em mente que instituições financeiras e órgãos do governo não enviam email solicitando recadastramento de senhas, nem (muito menos) anexos ou links clicáveis para solucionar supostas pendências. Em caso de dúvida, entre em contato com o suposto remetente por telefone e confira a autenticidade do comunicado.

Outro recurso largamente utilizado é o spyware ― software programado para espionar os hábitos de navegação da vítima e colher dados que ajudam os estelionatários digitais a desfechar seus golpes. É mais comum ser infectado ao abrir anexos ou clicar em links que vêm em emails de phishing, mas o programinhas espiões também são disseminados em sites contaminados e em aplicativos gratuitos descarregados de fonte não confiáveis. Muito cuidado, portanto.

Igualmente importante é não usar computadores públicos (de escolas, lanhouses etc.) para acessar webservices que exijam login (seu nome de usuário e senha). Se não houver alternativa, faça uma varredura na máquina com um antivírus online ― como o ESET Online Scanner, o House Call Free Online Virus Scan (da TrendMicro) e o Norton Security Scan (da Symantec) ―, abra o navegador no modo privado (anônimo) e nunca salve suas senhas.

Observação: Hoje em dia, quase todo mundo tem um smartphone e um plano de dados. Conectar-se através de redes Wi-Fi públicas (como de hotéis, lojas, consultórios, etc.) pode ser mais econômico, mas é bem menos seguro.

Para realizar transações bancárias (netbanking) de maneira mais segura, você pode instalar uma distribuição Linux num dispositivo de mídia removível (pendrive ou HDD externo) e acessar o site do Banco a partir dali. Como isso é trabalhoso e pouco amigável a leigos e iniciantes, a alternativa é instalar o aplicativo do Banco no smartphone ou no tablet e usá-lo sempre que for acessar sua conta.

URLs encurtadas se popularizaram devido à limitação de caracteres em postagens do Twitter, mas logo passaram a ser vistas em sites, blogs e assemelhados. Conferir o real endereço para onde elas apontam fica ainda mais difícil, mas sempre se pode recorrer ao SUCURI, por exemplo, que checa a segurança tanto em links encurtados quanto normais.

Observação: Sites como ExpandMyURLKnowurl LongUrl convertem links encurtados em convencionais e, em alguns casos, informam também se a página é segura. Dependendo do serviço usado no encurtamento do link, você pode obter mais informações introduzindo o URL reduzido na barra de endereços do navegadoracrescentando um sinal de adição (+) e teclando Enter.

Voltaremos a esse assunto na próxima postagem. Até lá.

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