Já disse alguém:

"Às vezes, é melhor ficar quieto e deixar que pensem que você é um idiota do que abrir a boca e não deixar quaisquer dúvidas."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ICQ

Internautas “velhos de guerra” ainda se lembram com saudades do barulhinho de máquina de escrever e do canto do cuco do ICQ, da israelense Mirabilis, que ficou anos no topo da lista dos mensageiros mais populares até ser desbancado pelo MSN.
Atualmente na versão 6.5 (e com a 7.0 em desenvolvimento), o programinha pode voltar a ser competitivo a partir do ano que vem, desde que tenha apoio de um parceiro forte e disposto a defendê-lo - coisa que a AOL não fez, mas que o grupo de mídia sul-africano Naspers promete fazer.
Enfim, se você ainda se lembra do seu UIN (acho que ainda tenho o meu anotado em algum lugar), pode matar saudades do ICQ no MEEBO (http://www.meebo.com/), clicando no ícone da florzinha, ou mesmo baixar a versão mais recente em http://www.icq.com/.
Até mais ler.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Arquivos e extensões

Quem leu nosso “Dicionário de Informatiquês” (volume nº 14 da CGFI) sabe que “arquivo”, no âmbito da Informática, conceitua qualquer conjunto de informações armazenadas no disco rígido (ou em mídias removíveis) e identificadas por um nome e uma extensão que determina sua natureza.
O nome dos arquivos é dividido em duas partes, sendo que a extensão - a parte que fica depois do ponto e é composta geralmente por três ou quatro caracteres alfanuméricos (EXE, MPEG, JPG, HTML, MP3, etc.) - define o formato do arquivo e o aplicativo com qual ele foi criado.
Por padrão, o XP esconde as extensões mais comuns, mas você pode (deve, melhor dizendo) modificar essa configuração abrindo o Windows Explorer (ou a pasta Meus Documentos), clicando em Ferramentas > Opções de Pastas > Modo de Exibição, e, no campo das configurações avançadas, desmarcando a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos”.
Via de regra, basta dar duplo clique sobre um arquivo qualquer para o Windows abri-lo com o programa adequado (DOC com o Word, JPG com um editor de imagens, e assim por diante), mas você pode dar um clique com o botão direito e selecionar a opção Abrir com..., que oferece diversas opções, como abrir um arquivo DOC com o WordPad, por exemplo (note que, conforme a versão do seu sistema, talvez seja preciso manter a tecla Shift pressionada).

Embora o Windows associe automaticamente as extensões aos respectivos aplicativos, há casos em o usuário não dispõe do software em questão - e nem faz idéia de qual programa pode ser utilizado para abri-lo. Nessa situação, o livrinho anteriormente mencionado pode ajudá-lo, mas, na falta dele, o site www.openwith.org/ oferece uma lista de extensões e programas gratuitos capazes de lidar com elas.

Depois de descobrir a que se refere o formato desconhecido, você pode recorrer ao Media Convert (http://media-converter.com/conversor/) para convertê-lo em algo mais “palatável” - embora ele seja focado em padrões musicais, também serve para transmutar praticamente qualquer tipo de arquivo (basta fazer upload e escolher a nova extensão).
Tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Barbas de molho...

Mesmo que você mantenha seu sistema e programas atualizados, utilize ferramentas de segurança e cultive hábitos de navegação segura, sua privacidade pode estar em risco: segundo pesquisadores do MIT, o tempo que um PC leva para armazenar dados na memória, flutuações no consumo de energia, as emanações eletromagnéticas oriundas do sistema e até o som que a máquina produz podem comprometer seus “segredos”.
Sem descer a detalhes que fogem aos propósitos deste post (até porque você pode saber mais sobre o assunto em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cache-joc-20090619.pdf), a coisa se baseia no uso de programas que realizam “escutas” em outros programas, propiciando a quebra de chaves criptográficas e o conseqüente roubo de informações confidenciais que essa encriptação deveria proteger (notadamente números de cartões de crédito e senhas bancárias).
Em tese, a “proteção de memória” incorporada aos sistemas deveria impedir o acesso de um programa aos dados armazenados por outro, mas quando ambos estão rodando simultaneamente na mesma máquina, pode ocorrer o compartilhamento das informações armazenadas no “cache” da CPU (pequena quantidade de memória ultraveloz onde o sistema guarda dados freqüentemente utilizados para poder tornar a acessá-los mais rapidamente).
A boa notícia é que, segundo alguns sites especializados, os fabricantes de processadores já estão adotando providências no sentido de sanar essa “falha”; já a má notícia é que existem riscos semelhantes envolvendo a navegação em nuvem (CLOUD COMPUTING), pois os dados armazenados nos caches dos servidores podem ser monitorados (e roubados) por programinhas espiões que utilizam uma técnica altamente sofisticada e difícil de ser combatida (mais informações em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cloudsec.pdf).
Enfim, caso você seja adepto de compras e transações financeiras virtuais, é bom pôr as barbichas de molho.
Uma boa semana a todos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aviso aos navegantes e humor...

Um e-mail que promete um “vídeo compilado de toda a ação da menina (Geisy) ao sair da universidade” traz, na verdade, um keylogger destinado a furtar suas informações bancárias e repassá-las para os criminosos.
Essa forma de “engenharia social” - que se vale de temas em evidência na mídia para a disseminação de malwares - é bastante comum: recentemente, mensagens maliciosas circularam pela rede prometendo segredos de Michael Jackson e informações exclusivas sobre a gripe suína; agora, exploram a repercussão do caso polêmico da estudante Geisy Arruda, da Uniban, cuja minissaia lhe assegurou seus 15 minutos de fama, provocou um tumulto danado e obrigou-a a sair da escola escoltada pela polícia.
Barbas de molho, pessoal.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001, às 7 da manhã... O sujeito despede-se da esposa e vai para seu escritório, no 85º andar de uma das torres do World Trade Center. No caminho resolve mudar os planos e segue direto para a casa de sua amante...
Chegando lá, desliga o seu celular, despe-se, e vai com ela para a cama, sedento por sexo. Às 11h, satisfeito e bem disposto, resolve se vestir e ir mesmo para o escritório. Assim que ele liga o celular, recebe uma ligação de sua mulher, aos prantos:
- Graças a Deus!!! Querido... Onde você está???
- Estou aqui no escritório querida... Tomando um cafezinho... Aconteceu alguma coisa?



Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos (conclusão)

Prosseguindo no assunto iniciado no post anterior, veremos hoje mais duas soluções interessantes para quem deseja manter seu sistema protegido sem “pôr a mão no bolso”, como se costuma dizer. Aliás, a quem interessar possa, vale lembrar que nosso Blog conta com diversas postagens sobre ferramentas de segurança (pagas e gratuitas), que podem ser revisitadas com auxílio do campo PESQUISAR BLOG e dos termos-chave correspondentes.

Há tempos que a Microsoft busca “um lugar ao sol” no mercado de softwares de segurança, mas suas investidas nem de longe ameaçaram a supremacia da Symantec, McAfee e outras conceituadas empresas do ramo. Depois de disponibilizar o Live OnCare via Web (http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm?mkt=pt-br), a Gigante do Software resolveu oferecer uma versão do serviço no formato de suíte de segurança comercial (ou seja, um conjunto de ferramentas que o usuário precisava baixar, instalar e pagar cerca de R$120 pela licença válida por um ano). Entretanto, por motivos que eu desconheço, o produto foi descontinuado há alguns meses – e “substituído” pelo Microsoft Security Essentials (www.microsoft.com/security_essentials/), que é gratuito e compatível com as versões XP, Vista e Seven do Windows. O programa oferece proteção responsável, interface agradável e simples de usar, configurações-padrão apropriadas e avisos pop-up com informações relevantes. Nos testes da AV-Test.org, ele bloqueou malwares em 97,8% dos mais de 500 mil arquivos infectados, obteve excelentes resultados na detecção pró-ativa e foi quase perfeito na detecção e limpeza de rootkits e infecções por malware. Seu ponto fraco é a baixa velocidade de varredura, talvez decorrente da “assinatura dinâmica” (quando identifica um arquivo potencialmente malicioso e não consegue associá-lo a um malware conhecido, o Essentials recorre aos servidores da Microsoft para obter uma análise adicional). Vale lembrar que o programa ainda está em fase Beta, e que esse problema pode vir a ser corrigido na versão definitiva (a ser lançada no mês que vem).

Observação: O Windows é o sistema operacional mais utilizado em PCs de todo o mundo, e essa popularidade faz dele o alvo preferido dos hackers, crackers, criadores de pragas virtuais e distinta companhia. E a despeito de ele ser considerado por muita gente como um programa inseguro e cheio de falhas (há até quem o compare a uma “colcha de retalhos”, devido aos inúmeros remendos que a Microsoft disponibiliza para corrigir falhas e fechar brechas de segurança), vale lembrar que nenhum software é perfeito; muitos bugs e vulnerabilidades que nos atazanam a vida não têm a ver com o sistema propriamente dito, mas sim com complementos, aplicativos e outros agregados que instalamos “a posteriori”.

Por último, mas não menos importante, o AVIRA AINTIVIR PERSONAL (www.free-av.com/) obteve excelentes resultados na detecção de malwares (98,9% das pragas utilizadas no teste), limpeza de arquivos, detecção pró-ativa e velocidade – tanto nas varreduras por demanda (que você agenda ou convoca manualmente) quanto de acesso (que são realizadas automaticamente durante a execução de tarefas como cópia de arquivos, por exemplo). Por outro lado, os pop-ups que “convidam” a migrar para a versão paga são irritantes e a interface do programa está longe de ser intuitiva. O instalador exibe um prompt que permite selecionar categorias de ameaças, mas nem todas elas são óbvias (como é caso de “Tempo de Compressão Irregular”, que a ajuda online diz corresponder a “Arquivos que foram comprimidos por uma ferramenta desconhecida e suspeita”). Além disso, as telinhas de detecção oferecem muitas opções, mas poucos esclarecimentos que auxiliem o usuário a escolher a mais indicada. Assim, devido a esses aspectos pouco amigáveis, o Avira é um excelente programa gratuito de proteção contra malwares para usuários com conhecimentos técnicos ou que saibam configurar um aplicativo dessa natureza – e não se importem com a interface confusa e os aborrecidos pop-ups de anúncios.

Tenham todos um ótimo dia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos

Depois de um saudável intervalo, voltamos a focar os antivírus para sugerir algumas opções freeware bastante interessantes, começando pelos populares AVAST e AVG. Antes, porém, devido aos comentários suscitados pelo Norton Internet Security e Norton 360, vale lembrar que esses produtos podem ser testados gratuitamente por 30 dias (mais informações e download em http://shop.symantecstore.com/store/symanbr/pt_BR/ContentTheme/pbPage.Trialware_pt_BR/ThemeID.15500).
Vale lembrar também, por oportuno, que nenhum programa é perfeito, que segurança absoluta é história da carochinha, e que mesmo as suítes pagas mais bem conceituadas não garantem 100% de proteção, especialmente porque os hábitos dos usuários estão entre os maiores fatores de risco. (Traçando um paralelo com os automóveis, de nada adianta você equipar seu carro com um sistema de alarme ultra-sofisticado se costuma largar o veículo em qualquer lugar, aberto e com a chave no contato).

O AVAST ANTIVIRUS HOME EDITION (www.avast.com) tem como pontos fortes a detecção de pragas e a velocidade de varredura (nos testes realizados pela AV-Test.org, ele bloqueou 98,2% de uma amostra com mais de meio milhão de arquivos infectados e neutralizou 90% dos rootkits). Por outro lado, além deixar para trás diversas entradas do Registro, seu desempenho foi sofrível na detecção pró-ativa – que simula como um antivírus age diante de malwares desconhecidos –, e sua interface desatualizada e confusa tem seções que parecem pertencer a aplicativos diferentes.

O AVG 8.5 FREE (www.avgbrasil.com.br/) combina um bom conjunto de ferramentas (a função LinkScanner, por exemplo, procura detectar e neutralizar ataques provenientes de páginas da web em tempo real – ou seja, enquanto o usuário navega) com uma interface enxuta e intuitiva, configurações default adequadas e boa capacidade de proteção (ele bloqueou 95.8% das amostras utilizadas no teste). Sua detecção pró-ativa, velocidade de varredura e desempenho na desinfecção do sistema são bastante aceitáveis, mas, a exemplo da maioria dos antivírus gratuitos, ele não foi capaz de reverter mudanças feitas no Registro e nem de identificar o acesso bloqueado ao Gerenciador de Tarefas do Windows (nota seis e meio, se tanto).

Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ainda as impressoras

Um incidente relativamente comum no uso de impressoras é o “atolamento” do papel, que ocorre quando diversas folhas são puxadas ao mesmo tempo e acabam “entupindo” e travando o aparelho. Para evitar esse aborrecimento:

1-Abasteça sua máquina somente com papéis apropriados e não exceda a quantidade máxima de folhas estabelecida pelo fabricante.
2-Assegure-se de que o papel não esteja úmido (guarde-o sempre num local seco, arejado e protegido do sol) e de que as folhas não estejam “grudadas” umas nas outras (convém sempre “ventilá-las” antes de introduzi-las na bandeja).
3-Verifique se os delimitadores – guias deslizantes que auxiliam a introdução do papel – estão devidamente ajustados para a largura do papel utilizado (eles não devem ficar nem frouxos nem apertados demais).
4-Atente também para os pequenos roletes que tracionam o papel. Mantenha-os sempre limpos (com um cotonete úmido) para evitar que as folhas sejam tracionadas de maneira desigual, o que resulta numa impressão torta ou no atolamento do papel.

Caso o atolamento ocorra, a solução varia conforme a marca e o modelo da impressora, de modo que o melhor é consultar o respectivo manual para obter informações específicas.
Via de regra, você pode tentar desligar e religar o aparelho (com um pouco de sorte, isso fará com as folhas encravadas sejam expelidas). Se não funcionar, puxe as folhas firme, mas gentilmente - se não conseguir removê-las todas de uma vez, tente retirá-las uma a uma, de modo a reduzir progressivamente a pressão do rolo sobre o papel.
Algumas impressoras têm portinholas (geralmente na parte traseira) destinadas a facilitar a remoção do papel atolado; outras permitem diminuir a pressão do rolo, para que as folhas possam ser retiradas mais facilmente. Seja como for, jamais utilize ferramentas ou quaisquer objetos que possam danificar os componentes do aparelho. Se nenhuma dessas sugestões funcionar, o jeito é contatar o serviço de suporte do fabricante ou procurar uma assistência técnica especializada.
Boa sorte!