sábado, 21 de julho de 2018

LULA E AS ELEIÇÕES 2018



Enquanto parte do eleitorado decide como irá jogar seu voto no esgoto, o PT urde tramas maquiavélicas para viabilizar a candidatura do pulha de Garanhuns. Até a imprensa não engajada na causa vermelha contribui para manter o condenado em evidência, noticiando a cor, o formato e o cheiro de cada peido que o imprestável solta em Curitiba.

Não bastasse a procissão quilométrica de recursos, agravos e chicanas apresentados pela defesa formal do comandante da ORCRIM, somos obrigados a assistir ao assalto de deputados petistas, mancomunados com o lulo-desembargador-plantonista Rogério Favreto, ao domingo (8) dos brasileiros. Como se o criminoso não tivesse a seu serviço uma equipe de causídicos de altíssimo calibre, "populares" saíram em sua defesa e, na segunda-feira 9, despejaram no STJ nada menos que 145 pedidos de habeas corpus idênticos  que diferiam entre si somente pelo nome e qualificação dos signatários. Todos foram prontamente rejeitados pela ministra Laurita Vaz, presidente da Corte, para quem o Judiciário não pode ser utilizado como balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias

Dados levantados por Veja revelam que os advogados de Lula já impetraram mais de 125 recursos desde o início do processo que condenou o sevandija vermelho a 12 anos e 1 mês de prisão. Entre eles há pedidos legítimos, chicanas clássicas, manobras eminentemente protelatórias e tentativas claras de tumultuar o andamento processualForam cerca de 30 ações na primeira instância, 23 no STJ e 22 no STF e dezenas de pedidos para que o juiz Moro e o desembargador Gebran Neto fossem afastados do processo, sob alegação de que eles não eram isentos. 

Observação: Para produzir provas em favor do réu ou tentar desqualificar as que o favoreciam, os advogados impetraram 25 recursos só na primeira instância. O caso do tríplex envolveu o depoimento de 37 testemunhas arroladas pelos advogados de defesa, boa parte das quais nada sabia sobre o esquema de corrupção da Petrobras (ao final, como a intenção era protelar o julgamento, eles desistiram de ouvir várias delas). Para tumultuar o processo, os rábulas questionaram aspectos pessoais da vida de Moro e filigranas sobre a condução do caso; em um dos recursos, pleitearam que um cinegrafista próprio gravasse o depoimento do réu ao juiz Moro.

Triste o país que tem num criminoso condenado o eixo de seu cotidiano e se mantém no subsolo dessa imensa delegacia em que o Brasil se tornou. No calabouço sem janelas, tomamos os horizontes da súcia como a referência; nesse porão simbólico, marcamos o tempo pelos movimentos do jeca e esterilizamos a semente de domingos ensolarados mantendo as condições para assaltos renovados — se não mais por Lula, por outros candidatos a dono do mundo.

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

SOBRE AS ELEIÇÕES 2018



O pleito presidencial se aproxima e as incertezas campeiam soltas. Como em 1989, o número de candidatos ao Planalto passa de 20, embora alguns tenham ficado pelo caminho e outros ainda ficarão.

Como plano de fundo para essa tragédia anunciada, o semestre começou com revisões para baixo na perspectiva de crescimento (1,55%), para cima na inflação (4,03%) e uma redução do desemprego aquém da esperada (está em 12,7%). Some-se a isso um câmbio que pode chegar a 5 reais, na visão de analistas mais pessimistas, e uma produção industrial que caiu 11% em maio, afetada pela greve dos caminhoneiros, e sinta-se na antessala do inferno, assistindo aos dois extremos da cegueira político-eleitoral disputarem a preferência dos ignorantes e inconsequentes que, no Brasil, nascem com o título de eleitor enfiado no rabo.

Em meio à indefinição sobre o futuro de Lula, o PT enfrenta dificuldades para ampliar o leque de alianças. Após desistir de lançar candidatura própria, o PSB iniciou um flerte com os petistas, mas, devido à grande rejeição dentro do partido, a tendência atual é apoiar Ciro Gomes. Já Manuela D’Ávila, do PCdoB, e Guilherme Boulos, do PSOL, não parecem dispostos a abdicar de suas candidaturas diante da falta de consenso sobre o nome que poderia unir os partidos de esquerda.

Observação: Deu ontem no Estadão que Dias Toffoli tem confidenciado a interlocutores que poderá por água no chope na festa dos petistas que contam com sua ajuda, quando ele assumir a presidência do STF, para derrubar o mais rapidamente possível a jurisprudência que mantém preso Lula, condenado em segunda instância. Não se sabe se ele está falando sério em adiar, no mínimo, para 2019 essa providência, até porque ele ainda não anunciou publicamente a posição. Certo é que a autorização para prender condenado por colegiado não põe o Brasil no grupo das democracias civilizadas que autorizam prisão após condenação na primeira, mas pelo menos mantém nossa Justiça distante da esquisitice das chicanas até as calendas.

No “Centrão” (ou “Blocão”), anseia-se por um nome capaz de aglutinar os indecisos — frise-se que a expectativa de votos brancos, nulos e abstenções quadruplicou em comparação com o pleito de 2014. Mas o tempo está passando e as perspectivas não são alvissareiras.

Depois da desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa, uma parte do DEM aposta em Alckmin, enquanto a outra considera o “picolé de chuchu” mais um peso morto do que um puxador de votos — sobretudo no Nordeste, onde a rejeição do tucano supera 60% (não resta dúvidas de que a candidatura de Rodrigo Maia não passa de uma jogada de marketing para valorizar o passe do partido).

Alckmin, assombrado pela possibilidade de ser preterido por João Doria, tenta convencer potenciais aliados de que sua candidatura é viável, mas, com menos de 10% de intenções de voto nas pesquisas, a missão é quase impossível. Seu coordenador da campanha, Marconi Perillo, defendeu uma aliança com o MDB e sugeriu que Henrique Meirelles aceitasse ser vice na chapa tucana, mas o ex-ministro, que mal alcança 1% das intenções de voto, demonstrou uma superlativa e inquebrantável autoestima ao responder: “teremos grande satisfação em receber o apoio do PSDB no segundo turno”.

O ex-governador de São Paulo insiste na tese de que a campanha eleitoral não começou de verdade, que boa parte do eleitorado nem sabe quem são os candidatos, e prefere mirar o período de propaganda eleitoral gratuita, acreditando que pode crescer e atingir o desempenho alcançado em 2006, quando também começou por baixo e conseguiu chegar ao segundo turno. Mas não tem conseguido convencer nem seu próprio partido a se engajar em sua campanha.

Apesar das negativas, João Doria continua sendo incluído em algumas pesquisas, mas o resultado não vem sendo animador a ponto de justificar a troca. Em meados do mês passado, enquanto Alckmin era reprovado por 70% dos eleitores e aprovado por 18%, Doria tinha 65% de rejeição e 11% de aprovação. Por outro lado, 24% dos eleitores consultados não têm opinião formada sobre ele — mais do que os 12% que não têm opinião sobre Alckmin —, e as mesmas pesquisas apontam que 65% dos eleitores reprovam a conduta de Ciro, 64% desaprovam a atuação de Bolsonaro e 63% rejeitam Marina.

Sempre moderado em suas manifestações públicas, Alckmin defendeu recentemente facilitar o porte de armas em regiões rurais e liberar armamentos para guardas municipais, chegando mesmo a desafiar Bolsonaro para um debate sobre segurança por meio de suas redes sociais.

Observação: De acordo com um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas em parceria com a rádio Jovem Pan, realizado com 1.540 eleitores do DF entre os dias 6 e 11 deste mês, o candidato de extrema-direita aparece com 25,2% das intenções de voto. Num segundo cenário, com inclusão de Lula, ele cai para 24,3%, mas permanece à frente do petralha, que fica com 21%. Ainda segundo a mesma pesquisa, Marina tem 10,6%; Ciro, 6,9%; Álvaro Dias, 5,4%; Alckmin, 3,7%; Meirelles, 1,7%; Manuela,1,3% e Amoedo,1%. 18,4% responderam que não votariam em nenhum deles, e 3,8 não souberam responder.

ATUALIZAÇÃO: A decisão do Centrão —  formado por PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade — de apoiar a pré-candidatura de Geraldo Alckmin fará disparar o tempo de televisão do candidato. Somando os quinhões a que têm direito os dez partidos que devem participar da coligação, o tucano terá mais de 50% das duas horas diárias dedicadas às candidaturas, somando-se os programas eleitorais e as muitas inserções ao longo do dial. A cada bloco do horário eleitoral destinado exclusivamente aos presidenciáveis, com 12 minutos e 30 segundos, cerca de 6 minutos e 50 segundos serão destinadas à propaganda de Alckmin. Além disso, o bloco representa também uma nada modesta fatia de 440,4 milhões de reais no fundo eleitoral. O Mercado Financeiro reagiu positivamente à notícia — a Bovespa registrou alta de 2 pontos percentuais nesta sexta-feira.

Além do presidente e do vice, os eleitores escolherão em outubro governadores e vice-governadores dos 26 estados e do Distrito, além de deputados estaduais e distrital. Na Câmara Federal, quem não se reeleger perderá a boquinha, e o mesmo vale para 2/3 dos atuais integrantes do Senado. Considerando que o nível sócio-cultural do eleitorado não o qualifica sequer para escolher um síndico de prédio de periferia, o futuro é sombrio.

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GOOGLE É MULTADO EM 4,3 BI DE EUROS POR FORÇAR INSTALAÇÃO DE APPS NO ANDROID


A VIDA É AZEITE, NÃO ÓLEO DE RÍCINO.

A União Europeia aplicou uma multa de 4,3 bilhões de euros (o equivalente a mais de 19 bilhões de reais) ao Google por “violação das leis antitruste mediante a imposição de restrições ilegais a fabricantes de dispositivos Android para consolidar sua posição dominante na busca pela internet”.

O ato de exigir a instalação do Chrome e da ferramenta de busca nos smartphones para garantir às fabricantes acesso à loja de apps Google Play Store não era bem visto pela Comissária Europeia para Concorrência, de acordo com reportagem do jornal Washington Post na semana passada.

O Google domina mais de 90% do setor de buscas na maioria dos países que fazem parte da UE. Muito dessa força, na visão da entidade que aplicou a multa, vem da estratégia de “amarrar” sua ferramenta de pesquisa e seu navegador à instalação da Google Play Store.

A companhia também concedia incentivos financeiros às fabricantes para ter a exclusividade da ferramenta de busca nos smartphones. Assim, a marca conseguia restringir até mesmo a pré-instalação de outros mecanismos nos aparelhos que rodam o sistema móvel Android.

Convém salientar que o domínio de mercado não é vetado pela lei europeia, mas empresas que dominam o setor não devem abusar da posição, restringindo a competição — algo que, pela decisão da União Europeia, é feito pelo Google.

A UE não proíbe que a gigante pré-instale seus apps e ferramentas no Android, mas exige que abra mais o sistema para as fabricantes e obriga a marca a não impedir mais o uso de “forks” do Android pelas empresas (algo que a companhia impedia em seus termos de licenciamento do SO).

De acordo com comunicado emitido no Twitter, o Google vai recorrer da decisão. Os 4,3 bilhões de euros são um recorde e equivalem a quase o dobro dos 2,4 bilhões de euros que a marca precisou pagar, no ano passado, em outro caso de quebra da lei antitruste envolvendo sua ferramenta de busca. Mesmo assim, o montante equivale a apenas duas semanas da receita anual gerada pela empresa. O problema é a pressão que a empresa pode sofrer fora do território europeu. Grupos de proteção aos direitos do consumidor e associações de comércio nos EUA aplaudiram a decisão da UE e esperam que órgãos norte-americanos sigam o exemplo.

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

O BRASIL DO DR. BUMBUM




O Brasil é o país do Dr. Bumbum, assim como é o país em que Pezão governa o Rio de Janeiro e Lula, atual presidiário, é candidato à presidência da República. Só no país do quase legal, do me engana que eu gosto, que coisas assim são possíveis.

O tal Dr. Bumbum, cujo nome é Denis César Barros Furtado, tem 650 mil seguidores no Instagram e afirma ter realizado mais de 5 mil procedimentos de bioplastia — injetando substâncias para remodelar o corpo. Detalhe: ele já foi indiciado 4 vezes no DF e tem ficha com 7 anotações na polícia do Rio.

Na última terça-feira (17), os perfis do Dr. Bumbum no Instagram e no Facebook foram apagados. O cirurgião está foragido desde que teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio, depois de um procedimento que resultou na morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, que morava em Cuiabá, mas viajou até o rio para fazer uma plástica nos glúteos.

A operação foi realizada na cobertura do esculápio — ele achava que era melhor fazer o trabalho em casa mesmo, sem utilizar uma sala cirúrgica. Devido a complicações durante o procedimento, Lilian foi levada pelo próprio médico ao hospital onde acabou falecendo. A suspeita é de que ela tenha sofrido uma embolia pulmonar por conta do uso excessivo de PMMA (polimetilmetacrilato). A substância, composta por microesferas de um material parecido com plástico, é aprovada pela Anvisa, mas é indicada para uso em pequenas quantidades e em casos pontuais. O CRM/RJ informa que Furtado não tinha autorização para exercer medicina na cidade — embora ele atendesse também em Brasília e em São Paulo.

A equipe era formada pelo Dr. Bumbum, sua mãe, Maria de Fátima, também médica, mas que teve o registro cassado pelo CRM do Rio em 2015, e sua namorada, Renata Fernandes, que abandonou os estudos em enfermagem. Foi esta última quem emprestou o CPF para o registro comercial do estabelecimento como salão de beleza. Furtado, vale reforçar, responde por crimes contra a Ordem Pública, homicídio, porte de armas e resistência à prisão, entre outros.

Isso é normal num país em que o presidente do STF vai ser Dias Toffoli.

Ouça mais no clipe de Marcello Madureira.



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CORRETOR ORTOGRÁFICO — ALIADO OU DESAFETO? (CONCLUSÃO)


É MAIS CERTO IR DEVAGAR, E PERGUNTAR EM VEZ DE REVELAR.

Conferir aquilo que se escreveu antes de publicar uma postagem, enviar um email ou disparar uma mensagem pelo WhatsApp é fundamental, mas nem todo mundo se dá a esse trabalho.

Para piorar, erros de digitação, concordância verbal, nominal, de gênero e outros que tais costumam passar despercebidos aos olhos do autor, sobretudo quando a revisão é feita logo após o texto ser redigido. Daí a importância de usar um corretor ortográfico-gramatical, como o do Word e da maioria dos navegadores de internet atuais.

No Word, a revisão em tempo real pode parecer mais interessante, mas o problema é que, dependendo da configuração, a ferramenta procura corrigir os erros automaticamente. E correções inapropriadas podem comprometer o sentido do texto (como bem sabe quem já pagou mico devido a alterações indevidas, feitas pelo corretor do smartphone, por exemplo).

Ainda falando no Word, se abrirmos um documento qualquer, clicarmos na aba Arquivo, depois em Opções e Revisão de Texto, poderemos desmarcar, no campo “Ao corrigir a ortografia e a gramática no Word, as caixinhas ao lado de Verificar ortografia ao digitar e Verificar erros de gramática ao digitar. Mas não podemos nos esquecer de pressionar a tecla F7 quando terminarmos de compor o texto, para que o corretor confira o que escrevemos, localize os possíveis erros e ofereça sugestões (que podemos aceitar não).

Os corretores comparam as palavras que digitamos com o conteúdo de seu banco de dados (dicionário). Na maioria deles, basta dar um clique direito sobre um termo assinalado como incorreto para incluí-lo no dicionário, evitando, assim, que ele venha a ser marcado futuramente. Por outro lado, quando estamos com pressa, é comum adicionarmos palavras grafadas incorretamente, e a partir daí o assistente deixará de assinalá-las. Para piorar, reverter esse quadro não é uma tarefa nem um pouco intuitiva.

No Word, podemos contornar esse inconveniente recorrendo à autocorreção. Com o documento aberto, clicamos no menu Arquivo, selecionamos Opções > Revisão de Texto e clicamos no botão Opções de autocorreção. Na janelinha que se abre em seguida, com a aba Autocorreção selecionada, corrigimos o erro inserindo, sob a opção Substituir texto ao digitar, a palavra grafada incorretamente no campo Substituir e a palavra correta no campo Por.   

No corretor ortográfico do Chrome, digitamos chrome://settings/editDictionary na caixa de endereços do navegado e tecle Enter. Na lista que será exibida a seguir, localizamos a palavra que desejamos excluir e clicamos no X que aparece no canto direito.

Falando no navegador do Google, uma extensão que também pode ajudar é a After Deadline, que é gratuita e complementa o corretor nativo. Note, porém, que ela não identifica os erros automaticamente; ao concluirmos o texto, devemos clicar no ícone respectivo para que a ferramenta sublinhe em vermelho o conteúdo que ela entender incorreto.

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

SOBRE O PLANO B DO PT



Em linhas gerais, a estratégia do PT é manter o criminoso Lula em evidência o máximo possível, registrar sua candidatura no dia 15 de agosto e, quando o TSE impugnar o pedido (o que deve ocorrer até 20 dias antes do primeiro turno das eleições), colocar em prática o tal “Plano B” — cuja existência a cúpula do partido nega, mas todo mundo sabe que existe e que consiste em trocar o nome do ex-presidente criminoso pelo de Jaques Wagner ou de Fernando Haddad.

O ex-governador baiano é o preferido de Lula e o “mais preparado” segundo a alta cúpula petista. No entanto, embora já tenha cogitado de disputar a presidência (durante o conturbado impeachment da anta vermelha), Wagner não parece disposto a trocar o certo pelo duvidoso. Afinal, uma cadeira no Senado, além de ser bem mais fácil de conseguir, assegura 8 anos inteirinhos de imunidade parlamentar — aspecto primordial para quem é investigado na Lava-Jato pelo suposto recebimento de R$ 82 milhões em propina e doações de campanha e já foi alvo de um pedido de prisão (negado pelo TRF-1).

Muita água ainda vai rolar até 15 de agosto, e Lula pode conseguir convencer o político baiano a reconsiderar sua posição. Mesmo assim, Haddad já tomou a frente das negociações e tenta se viabilizar internamente, embora o único cargo eletivo que disputou até hoje seja o de prefeito de São Paulo, para o qual não conseguiu se reeleger.
A explicação para esse delírio de achar que um prefeito que perdeu a reeleição para um outsider (o tucano João Doria) no primeiro turno possa se transformar, da noite para o dia, num grande ativo eleitoral é o total desespero do Partido dos Tresloucados. Enfim, cada louco com sua mania.
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CORRETOR ORTOGRÁFICO — ALIADO OU DESAFETO? (CONTINUAÇÃO)


HÁ QUEM PASSE POR UM BOSQUE E SÓ VEJA LENHA PARA FOGUEIRA.

Se você não leu a postagem anterior, sugiro que o faça antes de prosseguir na leitura desta. Isto posto, vamos em frente.

Quem se preocupa em passar uma boa impressão com o que escreve deve, no mínimo, reler o texto antes de publicá-lo. 

O problema é que ler aquilo que nós mesmo escrevemos, sobretudo quando o fazemos assim que terminarmos de escrever, leva-nos a “passar por cima” de uma porção de coisas, como vírgulas mal colocadas, concordâncias inadequadas (verbais, nominais, de número, etc.) e os inevitáveis erros de digitação. 

A boa notícia é que o corretor ortográfico-gramatical do Word revisa tudo isso e pode fazê-lo tanto em tempo real, enquanto escrevemos o texto, quanto a posteriori, quando pressionamos a tecla F7.

A correção automática pode parecer mais interessante, mas o problema é que, nessa configuração, em vez de simplesmente assinalar os erros, a ferramenta procura corrigi-los automaticamente, o que pode comprometer o sentido do que escrevemos. 

Para contornar esse inconveniente, abra um documento do Word, clique na aba Arquivo, depois em Opções e Revisão de Texto. No campo “Ao corrigir a ortografia e a gramática no Word, desmarque as caixinhas ao lado de Verificar ortografia ao digitar e Verificar erros de gramática ao digitar e confirme em OK.

Só não se esqueça de pressionar a tecla F7 quando tiver concluído o texto, para que o assistente aponte eventuais erros e apresente sugestões (que você pode aceitar não). Se você preferir realizar a verificação ao final de cada parágrafo, selecione a porção de texto desejada e então pressione a tecla F7.

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terça-feira, 17 de julho de 2018

O PT, A METÁSTASE DA CORRUPÇÃO E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS



O PT nasceu para “fazer a diferença na política, mas não só não combateu a corrupção, como também fez dela o sustentáculo de seu espúrio projeto de poder. O comportamento criminoso de Lula e seu partido só veio a lume quando o barítono do Mensalão denunciou a podridão que emanava dos porões do governo central sob a batuta de Lula e seus cúmplices. Mas bem antes disso os petistas já eram PhD em corrupção — que vinham exercitando alegremente nas prefeituras administradas pela quadrilha — e contavam com a experiência secular dos comunistas nas técnicas de aparelhamento do Estado.

Com dinheiro rapinado dos contribuintes, um pool de empreiteiras, aliado a uma seleta confraria de políticos, instalou no governo federal a mais vil agremiação de corruptos que um dia rastejou pelo planalto central. A estratégia resultou no seu respectivo enriquecimento ilícito e num festival de propinas milionárias — na forma de caixa 1, caixa 2, dinheiro vivo, depósitos em contas secretas e vantagens dissimuladas (como os "mimos" concedidos ao comandante máximo da ORCRIM, dentre os quais o célebre tríplex no Guarujá, o não menos célebre sítio em Atibaia, a cobertura em São Bernardo do Campoo terreno do Instituto Lula e os milhões de reais pagos à LILS Palestras).

Mesmo encarcerado numa sala de 15 m2 — que está longe de ser um palácio, mas oferece mais regalias do que as celas onde ficam os demais presos da Lava-Jato na carceragem da PF em Curitiba —, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto. Num país sério, seu nome nem seque seria incluído na lista, mas o Brasil não é um país sério e o PT precisa manter viva essa espúria narrativa para viabilizar seu “plano B” — cuja existência o partido nega, mas todo mundo sabe que é Fernando Haddad (volto a esse assunto mais adiante).

O prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto, e a Justiça Eleitoral tem até 17 de setembro (20 dias antes do primeiro turno das eleições) para decidir quem pode ou não concorrer. A Lei da Ficha-Limpa veta a participação de condenados em 2ª instância — como é o caso de Lula —, mas até lá viveremos no mundo do faz-de-conta, onde se faz de conta que a propaganda eleitoral antecipa é proibida e os pré-candidatos fazem de conta que respeitam a lei, mas saem em caravana pelo país um ano antes do prazo regulamentar e não recebem nenhuma sanção (a não ser meia dúzia de tiros, mas essa uma história muito mal contada e que cheira a mais uma armação dos petralhas).
Também nada acontece a 3 deputados petistas que, mancomunados com certo desembargador-plantonista-cumpanhêro, protagonizaram no último dia 8 um dos eventos mais ridículos que já se viu (mas que está longe de ser o único). O "insuspeito" magistrado acolheu a tese estapafúrdia de que a pré-candidatura de Lula é um “fato novo” e assim determinou sua imediata soltura, para que ele pudesse pudesse fazer campanha como os demais pré-candidatos. Como se Lula não fosse um criminoso condenado, que, aos olhos da lei, não pode fazer comício, gravar entrevistas ou participar de debates. Seus adversários no pleito estão longe de ser a quintessência da honestidade — um deles, inclusive, é réu no STF —, mas nenhum está cumprindo pena.

Para os seguidores da seita vermelha, não há lisura na disputa presidencial sem a participação de seu amado líder, a despeito de ele ter sido condenado criminalmente em instâncias do Judiciário. Para tentar pôr um fim a essa monumental palhaçada, o MBL entrou com uma ação no TSE pedindo que Lula seja desde já declarado inelegível, mas isso foi na última sexta-feira, e, como o Judiciário está em recesso, só deveremos ter uma posição da Corte no mês que vem.

Enquanto isso, a insegurança jurídica é densa a ponto de ser cortada com uma faca. A candidatura de Lula não existe — ou será que existe? Entre 16 de agosto e 17 de setembro (quando termina o prazo para o TSE vetar as candidaturas irregulares) Lula poderá fazer campanha eleitoral? E como fica se uma liminar do STJ ou do STF esticar sua permanência na disputa? Ou se ele concorrer e vencer? Será cassado? Antes ou depois de assumir?

O cenário de crise é inevitável, e a legitimidade do futuro governo corre risco, independentemente de quem vencer o pleito. Para não encompridar ainda mais este texto, vamos deixar o Plano B do PT para a próxima postagem.

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CORRETOR ORTOGRÁFICO — ALIADO OU DESAFETO?


O MEDO DE PERDER NOS EMBOTA A VONTADE DE GANHAR.

Muita gente debocha de estrangeiros que, mesmo radicados no Brasil há décadas, falam mal o português, mas se esquecer de que esses “gringos” conseguem se comunicar no idioma alheio e falar o próprio com desenvoltura, enquanto os nativos tupiniquins, em sua esmagadora maioria, mal dominam a língua-pátria. 

Antigamente, quem se arriscava a escrever (profissional ou amadoristicamente) precisava levar o Pai-dos-Burros à tiracolo. Com o advento dos processadores de texto e seus corretores ortográfico-gramaticais, a coisa ficou mais simples, sem falar que basta ter à mão um smartphone ou outro dispositivo capaz de acessar a internet para obter, em poucos segundos, definições e traduções de verbetes em centenas de idiomas.

Os corretores ortográficos não são perfeitos, mas isso não os torna menos indispensáveis. Todavia, os mais sofisticados — que, além de revisar a ortografia, palpitam sobre gramática e alteram em tempo real as frases que digitamos — podem promover mudanças inapropriadas e distorcer o sentido daquilo que  escrevemos (especialmente nas mensagens que enviamos pelo smartphone, que a gente quase nunca se dá ao trabalho de revisar depois de escrever).

Se você usa o Word 365, abra um documento qualquer, clique na aba Arquivo e em Conta > Opções de atualização > Atualizar agora para se certificar de que dispõe da edição mais recente do programa. Ainda na aba Arquivo, clique em Opções e, na coluna à direita da tela, selecione Revisão de texto e escarafunche as diversas possibilidades de configuração (pressione a tecla F1 a qualquer momento para acessar a Ajuda). Feito isso, clique na aba Revisão para acessar uma porção de outras opções.

ObservaçãoNão deixe de reservar algum tempo para vasculhar toda a gama de recursos e ajustes disponíveis, que são uma mão na roda para aprimorar sua experiência com o programa.

Aqui eu encerro o preâmbulo e passo ao mote deste post, começando por dizer que a palavra final deve ser sempre do usuário, não da ferramenta. Todavia, isso requer que o usuário saiba mais que o assistente. Se a pessoa for daquelas que usam e abusam do pleonasmo vicioso (como em entrar para dentro, subir para cima etc.); “escorregam” na conjugação do verbo FAZER (que fica no infinitivo sempre que expressa ideia de TEMPO, como em FAZ cinco anos, FAZ dois séculos, FEZ 15 dias) ou do verbo HAVER no sentido de EXISTIR (o certo é HOUVE muitos acidentes, DEVE HAVER muitos casos iguais, e por aí vai), será melhor deixar as correções por conta do programinha.

Falando no verbo HAVER, nunca diga HÁ dez anos ATRÁS, já que tanto quanto ATRÁS remetem, nesse contexto, ao tempo passado (o correto é dizer HÁ DEZ ANOS ou DEZ ANOS ATRÁS, uma coisa ou outra). A propósito, sugiro dedicar alguns minutos à leitura desta postagem, que oferece 100 dicas preciosas para fugir desses e de outros erros comuns. E para testar seus conhecimentos, não deixe de visitar este site, onde você poderá jogar o Jogo dos 100 Erros de Português.

Para não espichar demais esta postagem, continuaremos na próxima. Até lá.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

E NÃO É QUE DEU FRANÇA?



Ontem, por quatro tentos a dois, a França derrotou a Croácia e sagrou-se campeã pela segunda vez na história das Copas (a primeira vez foi em 1998, quando a seleção francesa venceu a brasileira por 3 a zero).

Mesmo depois que o Brasil perdeu para Bélgica nas quartas de final, a imagem de Tite continua em alta entre os torcedores tupiniquins. O Paraná Pesquisas perguntou a 2186 pessoas se o técnico gaúcho deveria permanecer à frente da escrete verde-amarelo, e nada menos que 77,5% disseram que sim.

Tite saiu consagrado do Mundial de 2018. Flávio Costa, técnico da seleção de 1950, conduziu o time em uma brilhante campanha, mas a derrota na final lhe valeu a alcunha de “coveiro”. O “professor” conduziu o time numa campanha meia-boca, perdeu nas quartas de final e deixou a Rússia sob gerais elogios e apelos para que continuasse no comando do escrete canarinho. Contra o 7 a 1 de 2014, valeu-lhe o magro 2 a 1 da desclassificação neste ano.

O “professor” falhou na mais importante de suas missões: fazer valer sua autoridade junto ao principal astro do elenco, que contou com a complacência do técnico em todos os seus desatinos, a começar por se apresentar para o jogo de estreia com um cabelo que parecia espaguete em transe e a terminar com a insistência do número de rolar no gramado a cada toque do adversário. Tratava-se de salvar Neymar da galhofa, e a seleção por tabela. Mas Tite não entendeu.

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COMO USAR O WHATSAPP NO PC


DIGAMOS QUE EXISTEM DOIS TIPOS DE MENTES POÉTICAS: UMA APTA A INVENTAR FÁBULAS E OUTRA DISPOSTA A ACREDITAR NELAS.

Para usar o WhatsApp no computador, há duas possibilidades. Se você não quiser instalar mais um aplicativo, clique aqui. Do contrário, siga este link e baixe a versão atual do programinha.

WhatsApp no computador não é um app separado, mas uma extensão da instância que está em execução no smartphone. Assim, o telefone precisa estar ligado e conectado à internet para que seja possível receber mensagens pelo PC. Além disso, é necessário parear o celular com o aplicativo, ao invés de fazer o login tradicional.

Assim que acessar o programa, você verá na tela um código QR. Com o smartphone em mãos, abra o WhatsApp, acesse o WhatsApp Web e posicione a câmera de modo que o código possa ser lido na tela do computador. 

Pronto, agora você já pode enviar e receber mensagens e fazer o logout através do PC, o que é uma mão na roda para quem é fã do Zap e passa muito tempo diante do computador.

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domingo, 15 de julho de 2018

A JUSTIÇA EM PERIGO



Desde domingo passado que a chicana petista produzida por três deputados lulopetistas e respaldada alegremente por um desembargador de nome Favreto, responsável pelo plantão do TRF-4 no último final de semana, foi largamente destacada na mídia, e seus desdobramentos, objeto de diversas postagens da lavra destes que vos escreve. Volto hoje ao assunto — que já deu cacho, mas enfim... — com um artigo magistral do sempre brilhante J.R. Guzzo, que vai de encontro com tudo que eu disse nos últimos dias. Confira:  

O espetáculo de depravação exibido no último domingo por um desembargador do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, com a cumplicidade de três deputados federais do PT e com a ideia de “soltar” da cadeia o ex-presidente Lula, teve pelo menos uma vantagem: foi uma lição perfeita de como seria, na prática, a Justiça brasileira num governo de Lula, seu partido e os demais agrupamentos que se apresentam como de esquerda neste país.

Foi uma coisa prodigiosa na sua estupidez — não chegou a durar duas horas, de tão miserável a qualidade da armação posta em prática, e desceu a um nível de safadeza tão grosseira que, aparentemente, nem mesmo o advogado-chefe de Lula, Cristiano Zanin, sempre disposto ao pior, aceitou se meter na história. Mas deixou claros os planos que Lula tem para o Poder Judiciário no Brasil, caso um dia volte a mandar.

No seu entendimento, o sistema de Justiça deve ser uma repartição pública cuja única função é declarar como “legal” tudo o que o governo manda fazer; seus juízes, procuradores e demais funcionários devem ser gente “do partido”, com a obrigação permanente de receber e obedecer ordens. A lei não é o que está escrito. Não é hoje a mesma que foi ontem ou será amanhã. Não é igual para todos. A lei, por esta visão do mundo, é apenas o que Lula, o PT e os seus sócios querem que ela seja.

Muito se adverte, no momento, sobre os perigos que a democracia brasileira está correndo neste momento de paixão eleitoral extremada, com propostas radicais, promessas explosivas e candidatos que inquietam as almas moderadas. Mas a verdadeira ameaça à democracia, hoje, é esse esforço contínuo pela subversão do Judiciário, comandado pelas forças que precisam eliminar os sistemas de combate à corrupção hoje em funcionamento. Ou derrotam a resistência à roubalheira, simbolizada e centralizada na Operação Lava-Jato, no juiz Sergio Moro e numa porção decisiva do TRF-4, ou não sobrevivem politicamente.

Não há futuro nenhum para Lula, condenado como ladrão a doze anos de prisão em duas instâncias, nem para o imenso aparelho criminoso que opera a vida pública brasileira de alto a baixo, se uma parte da Justiça continuar com poderes reais para punir quem rouba. A guerra para destruir o Judiciário e eliminar a segurança jurídica já está sendo travada há bom tempo. Seu principal campo de batalha, no fundo, é o Supremo Tribunal Federal, onde se concentra o grosso dos esforços para matar a Lava-Jato, soltar Lula da cadeia e armar sua volta à Presidência da República. Só assim, acreditam seus generais, será possível pacificar o ambiente político no Brasil e liberar as quadrilhas partidárias para que possam voltar às suas atividades habituais de extorsão, desfrute e roubo do erário público.

Os inimigos de um sistema de Justiça livre, íntegro e profissional têm tido vitórias e derrotas em sua caminhada. Contam com um grupo ativo de servidores no STF — recentemente ganharam ali, por exemplo, a libertação do ex-deputado José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão. Neste episódio demente da “soltura de Lula”, em que o desembargador Rogério Favreto achou que, pelo fato de estar num plantão de domingo, poderia anular a sentença do tribunal do qual faz parte, a tropa da corrupção perdeu. Tudo saiu errado.

O desembargador é um militante público do PT, nomeado para seu cargo no TRF-4 por Dilma Rousseff sem nunca ter sido juiz de coisa nenhuma — faz parte desta pérola da vigarice nacional chamada “quinto”, deformação que dá ao governo o direito de nomear como bem entende 20% de todos os desembargadores brasileiros. Qualquer idiota pode ser nomeado; basta que tenha um diploma de advogado de uma faculdade qualquer de subúrbio e, naturalmente, que seja amigo de quem o nomeou.

A trapaça que se tentou aplicar espanta por sua cretinice. Três deputados da área mais desordeira do PT — um deles chegou a propor publicamente o fechamento do STF — combinaram com Favreto a apresentação de um pedido de habeas corpus em favor de Lula, em regime de emergência, aproveitando que ele estaria de plantão no domingo. De imediato, o desembargador veio com um calhamaço com mais de 30 páginas em que tomava a extraordinária decisão de derrubar a sentença — até agora não reformada, e portanto absolutamente legal — de um colegiado de três desembargadores do próprio TRF, e mandava que o juiz Moro e a Polícia Federal soltassem Lula “imediatamente”. Por que? Os deputados petistas e seu desembargador disseram que havia um “fato novo” — Lula quer ser candidato a presidente da República e não pode fazer campanha se continuar preso.

Como assim? Quer dizer que qualquer brasileiro, entre os mais de 700.00 atualmente na prisão, tem direito de ser solto para se candidatar a presidente? É muito louco. Naturalmente, essa ordem não deu em nada, porque não podia ser cumprida. Como disse Moro na resposta à intimação: soltar o condenado seria desrespeitar a ordem do próprio TRF-4 que mandou prendê-lo e que está em pleno vigor. Logo em seguida, a autoridade competente do tribunal mandou que a “soltura” fosse ignorada. Fim do golpe.

Chama a atenção, no episódio todo, como um plano tão idiota pode ir adiante. Ninguém, pelo jeito, disse em nenhum momento que aquilo era uma alucinação — ao contrário, chegaram a organizar comemorações antecipadas da “libertação”.

O fato é que a tentativa foi realmente executada — e isso mostra o quanto Lula e seu sistema de apoio estão dispostos a fazer para virar a mesa. O que poderia ser mais claro? O golpe do plantão de domingo revela, com a clareza possível, que é isso que eles entendem por justiça. É essa a única justiça que lhes interessa; é a que vão fazer se chegarem lá. Afinal, se um dia chegarem, por que raios começariam a fazer o contrário do que estão fazendo agora?

A justiça do “Lula Livre” é a justiça da Venezuela — acaba-se com tudo e monta-se no lugar um Supremo com 11 Favretos. Tem sido essa, exatamente, a atuação do PT e da esquerda à sua volta desde que começaram os processos de corrupção contra Lula: um vale-tudo para fraudar, enganar, corromper e desprezar a ideia de justiça. Em nenhum momento mostraram o menor interesse em se defender das acusações com base na lei, na razão e nas provas. Desde o primeiro dia, todo o esforço foi espalhar que o ex-presidente era a vítima de um “processo político” destinado a impedir que ele voltasse à presidência do país e pudesse executar de novo as suas “políticas sociais’. Transformaram o STF num picadeiro de circo, e criaram a situação absurda de monopolizar em benefício de um único cidadão a maioria das atividades do principal tribunal do país. Entraram com mais de 70 recursos de todo o tipo, grande parte deles chicana em estado puro, para paralisar, interromper e tumultuar os processos. Há mais de ano trabalham o tempo todo para criar um estado permanente de baderna, com o objetivo de jogar a população contra a Justiça brasileira. 

Vão continuar assim. Não enxergam outra saída.

Texto de J.R. Guzzo publicado no blog Fatos e na edição impressa de Veja desta semana.

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