sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A SITUAÇÃO JURÍDICA DE LULA E SUA ESTAPAFÚRDIA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA


 Vivemos num país sui generis. Nosso eleitorado é composto majoritariamente por apedeutas e desinformados que elegem políticos incompetentes, corruptos, ou ambas as coisas. Temos um presidente do PMDB ― que acendeu ao cargo constitucionalmente, mas não tem a legitimidade do voto ―, cuja gestão não passa de um burlesco terceiro tempo das gestões lulopetistas.

Falando em nossos queridos ex-presidentes vermelhos, enquanto o parlapatão de nove-dedos afronta a Justiça Eleitoral (impunemente) com suas caravanas pelo Nordeste, por Minas Gerais e por diversos municípios capixabas e fluminenses ― e obtém uma adesão bem abaixo da esperada ― a ex-gerentona-de-araque-muito-peido-e-pouca bosta ― cujo segundo mandato foi providencialmente abortado depois de um ano, 4 meses e 12 dias ― torra nosso suado dinheiro viajando pelo mundo para posar de mártir, insistir na teoria do “golpe” e tartamudear aleivosias que não juntam lé com cré ― em suma, sendo Dilma e denegrindo a imagem do Brasil.

Mas não há nada como o tempo para passar. O recurso contra a decisão que condenou Lula à prisão, que os profetas de plantão previam para meados do ano que vem, foi marcado para o final do próximo mês. Naturalmente, essa “rapidez anormal” vem sendo ferozmente atacada pela defesa do molusco e pelo PT, que a atribuem a mais uma ensandecida conspiração para impedir o Redentor dos Miseráveis de disputar as próximas eleições.

Se não estivéssemos no Brasil e não tivéssemos um colégio eleitoral abaixo da crítica como o nosso, estranharíamos o fato de o Parteiro do País das Maravilhas abrir larga vantagem sobre seus virtuais adversários e não já conseguir reunir mais que alguns gatos pingados em seus comícios populistas ― aliás, talvez seja nesses comícios que o Datafolha faz suas pesquisas de intenção de voto...

Importa mesmo dizer é que o nosso querido “Lulinha Paz e Amor” ― quando de bom humor ―, ou “Jararaca” ― quando ao contrário ―, ou “Metamorfose ambulante” ― quando em ânimo oscilante ―, que vinha ignorando solenemente (ou fingindo ignorar) a possibilidade nada remota de ser impedido de disputar as eleições, perdeu o rebolado quando soube que seu recurso será julgado daqui a pouco mais de um mês.

Por outro lado, embora torçamos pela confirmação da sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba pela 8ª Turma do TRF-4 ― e por um muito bem-vindo pedido de prisão do molusco abjeto ―, o simples fato de Lula ser réu em ação penal ― e ele não é apenas réu, mas hepta-réu e sentenciado num dos processos ― deveria bastar, num país minimamente sério, para frustrar essa estapafúrdia quimera do petralha. Até porque o entendimento da nossa mais alta corte é de que réus em ações penais devem ser afastados da linha sucessória presidencial.

Basta lembrar o imbróglio envolvendo Renan Calheiros, que se tornou réu por peculato no final do ano passado e acabou sendo afastado pelo STF da linha sucessória, embora preservasse o mandato parlamentar e o cargo de presidente do Senado ― mais uma jabuticaba jurídica parida pela nossa mais alta Corte a pretexto de evitar o agravamento da crise entre o Legislativo e Judiciário e manter a governabilidade do país. Demais disso, o fato de faltarem poucos dias para o recesso parlamentar estimulou os ministros a deixar que as coisas se resolvessem por si mesmas, como de fato aconteceu em fevereiro passado, quando senador cearense Eunício Oliveira substituiu o Cangaceiro das Alagoas na presidência do Senado e do Congresso Nacional.

Em face do exposto, a pergunta que eu venho fazendo desde julho do ano passado, quando o molusco se tornou réu pela primeira vez, é a seguinte: se um réu em ação penal não pode sequer substituir o presidente da República durante uma viagem ao exterior ou algo semelhante, como, então, admitir que um hepta-réu, já condenado à prisão em um processo, possa disputar um cargo que não teria como ocupar nem mesmo na condição de substituto eventual do titular? Tudo bem, a sentença condenatória proferida pelo juiz Moro não transitou em jugado, está em grau de recurso. Mas isso não muda o fato de Lula ser réu em 7 processos e de ter sido condenado num deles. Vejamos o que nos ensina o professor Marco Antonio Villa em seu mais recente artigo em O GLOBO:

A Constituição proíbe que o presidente da República permaneça na função quando uma infração penal comum ou queixa-crime for recebida pelo Supremo (artigo 86, parágrafo 1º). Assim, como um condenado ― e não apenas réu ― poderá ser candidato no pleito de outubro de 2018? Na hipótese de chegar à Presidência da República ― o que não se espera, mas se admite por amor à argumentação ― teríamos um apenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro gerindo a coisa pública! Como se posicionaria, nesse estrambótico cenário, a nossa mais alta Corte? Qual malabarismo adotaria para justificar o injustificável?

É por essas e outras que Lula representa o descompromisso com os destinos do Brasil, o oportunismo, a fala despolitizada, o caudilhismo e o trato da coisa pública como coisa privada. Trata-se de um criminoso que só resiste à ação da Justiça porque conta com o beneplácito da elite política, em grande parte igualmente envolvida com a corrupção que apresou o Estado brasileiro. Sua condenação ― ou condenações ― e o cumprimento da pena em regime fechado não vai simbolizar somente a punição de um chefe partidário que exerceu por duas vezes a Presidência da República, mas também sinalizará que ninguém está acima da lei, que nenhum mandão ― local ou nacional ― poderá se abrigar sob o manto das nefastas relações políticas de Brasília.

Amanhã eu conto o resto, pessoal. Até lá.

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AINDA SOBRE SMARTPHONES

QUANDO IL GATTO MANCA, I TOPI BALLANO. 

Se Papai Noel não lhe trouxer um iPhone X, não se aborreça; o motivo certamente não é pessoal.

O problema é que R$ 8 mil não dão em árvores. Nem mesmo em árvores de Natal. E você estará bem servido com um iPhone 8 da versão mais em conta, que dispõe de memória interna de 64 GB e custa em torno de R$ 4 mil ― em números redondos, a metade do modelo X de topo de linha. 

Além disso, como sempre acontece quando um novo modelo de um produto chega ao mercado, suas versões anteriores passam a ser vendidas a preços um pouco mais palatáveis. Então, se você não se incomoda em encarar um ano de fidelidade e em pagar uma fatura mensal salgada pelo pacote de serviços, não deixe de consultar as promoções das operadoras. Visando conquistar ou “fidelizar” clientes, elas oferecem aparelhos de marcas e configurações aceitáveis a preços muito inferiores aos praticados na rede credenciada dos fabricantes, lojas de eletroeletrônicos, hipermercados e grandes magazines.

Oficialmente, a Apple cobra escandalosos R$ 6.999 pela mais recente versão do iPhone de 64 GB, e R$ 7.799 reais pelo modelo de 256 GB. Dependendo da operadora e do plano escolhido, o preço tende a ser bem menor. Mas será que você precisa mesmo de tela infinita e com resolução de primeiríssimo mundo, de sensor biométrico (Face ID), de câmeras repletas de papagaiadas outros que tais, que encarecem significativamente o aparelho, mas não fazem muita falta para a esmagadora maioria dos usuários comuns?

Quem valoriza o status que um iPhone de ultimíssima geração concede (além de fazer crescer o olho da bandidagem), vale lembrar que, nos EUA, é possível comprar uma belezinha dessas por cerca de US$ 1 mil. E como todo mundo sempre tem um parente, amigo ou amigo de um amigo que viaja para o exterior nas férias de fim de ano...

Outro ponto que vale a pena destacar: A fatia abocanhada pelo iOS nos EUA caiu de 40,6% em 2016 para 32,9% em 2017, enquanto o sistema Android cresceu de 58% para 66,2%. E a mesma tendência se observa no Japão, Reino Unido e Alemanha (no Brasil, a Apple domina 11% do mercado de smartphones). Isso porque, além do preço proibitivo, o iPhone enfrenta uma competição acirrada. 

Segundo relatório da publicação americana Consumer Reports, o Galaxy S8, da Samsung ― lançado no início deste ano para brigar com o iPhone 8 ―, vem sendo uma opção para muitos consumidores, não só pelos recursos avançados, mas também porque custa metade do preço do concorrente. Pense nisso.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

POR QUE E PARA QUE TEMOS UMA “JUSTIÇA ELEITORAL”? - E LULA LÁ, NO TRF-4


O assunto que abordo nas próximas linhas será objeto de uma postagem detalhada, mas, como a notícia é alvissareira, achei por bem antecipá-la antes de passar ao tema de hoje. Vamos a ela.

A DECISÃO DO TRF-4 SOBRE O RECURSO DE LULA CONTRA A SENTENÇA DO JUIZ SÉRGIO MORO, QUE CONDENOU O PETRALHA A 9 ANOS E 6 MESES DE PRISÃO NO CASO DO TRÍPLEX DO GUARUJÁ, ERA ESPERADA INICIALMENTE PARA MEADOS DO PRÓXIMO ANO? ÀS VÉSPERAS, PORTANTO, DAS ELEIÇÕES DE 2018. MAIS ADIANTE, FALOU-SE QUE O ACÓRDÃO SAIRIA ENTRE MARÇO E ABRIL, MAS AGORA JÁ TEMOS A DATA OFICIAL DO JULGAMENTO: 25 DE JANEIRO DE 2018.
O PT, AGORA, RECLAMA DA CELERIDADE DO ANDAMENTO PROCESSUAL. CURIOSO, NÉ?

SE O MOLUSCO INDIGESTO QUISESSE MESMO COMPROVAR SUA INOCÊNCIA PARA CONCORRER SEM QUE DÚVIDAS PAIREM SOBRE SUA ALEGADA LISURA, DEVERIA COMEMORAR A POSSIBILIDADE DE SER INOCENTADO JÁ NO PRÓXIMO MÊS. OU NÃO?

SERÁ QUE, ANTEVENDO UM RESULTADO CONTRÁRIO AOS SEUS DESEJOS, O QUE O DEMIURGO DE GARANHUNS PRETENDIA ERA RETARDAR AO MÁXIMO O JULGAMENTO, DE MODO A CONTINUAR COM SUAS PATÉTICAS CARAVANAS BRASIL AFORA, ESPALHANDO SUAS MENTIRAS E AMEALHANDO VOTOS ENTRE OS MENOS ESCLARECIDOS?

Sobrando tempo e jeito, assista a este vídeo (são pouco mais de dois minutos): https://youtu.be/CDtV-t3hGk8

Volto oportunamente com mais detalhes. Vamos à matéria do dia.

Num país que arrecada anualmente mais de 2 trilhões de reais em impostos e nunca há dinheiro para investir minimamente em segurança, educação e saúde públicas, a conclusão a que se chega é de que alguma coisa está muito errada.

Parte do “problema” está na corrupção, que se disseminou como metástase por todas as esferas do serviço público (municipal, estadual e federal). Mas é inegável que essa cambada que aí está foi eleita pelo voto popular, donde se conclui que nosso eleitorado, formado majoritariamente por cidadãos ignorantes e/ou desinformados, é o grande culpado pela situação do país.

Abonam essa tese as recorrentes “pesquisas de intenção de voto”, nas quais certo ex-presidente petista, corrupto, hepta-réu e já condenado a 9 anos e 6 meses de prisão aparece invariavelmente à frente, com mais de 30% da “preferência” dos entrevistados ― embora seja rejeitado por quase 60%, mas isso é outra conversa.

Mas o mote desta postagem não é Lula, o mestre do picadeiro ― que não tarda a ser empalado com o mastro que sustenta a lona de seu patético cirquinho ―, e sim a nossa valorosa Justiça Eleitoral,  que não tem paradigma em nenhum outro lugar do mundo conhecido, mas nos custa uma fábula para produzir mais problemas do que soluções.

Também só aqui existem um Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 27 tribunais regionais eleitorais, inúmeros juízes eleitorais e uma multidão de funcionários que consomem anualmente bilhões de reais para organizar, regulamentar e vigiar eleições, além de julgar ações judiciais envolvendo possíveis irregularidades ou ocorrências criminosas resultantes das disputas nas urnas. Neste ano, o gasto deve bater na casa dos R$ 7 bilhões; no próximo, quando haverá eleições para presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governadores, os números serão ainda mais escandalosos.

Na maioria das democracias consolidadas mundo afora, eleições são organizadas pelo Poder Executivo (caso dos EUA, por exemplo) ou por órgãos formados por representantes do governo e da sociedade (caso da Alemanha e da Espanha, também por exemplo). Essas comissões são dissolvidas tão logo a contagem dos votos é concluída, e justiça comum se encarrega de julga eventuais pendências. Mas o Brasil resolveu que precisa de uma Justiça Eleitoral onipresente, onisciente e onipotente, mas a que tem não passa de um elefante branco inoperante.

Se você ainda tem dúvidas de que o TSE em nada contribui para aperfeiçoar nossa democracia e garantir a lisura do processo eleitoral, basta relembrar o espetáculo circense travestido de julgamento da chapa Dilma/Temer, em junho passado, pode ajudar a deslindá-las. Em resumo, a pretexto de salvaguardar a governabilidade, o ministro Gilmar Mendes mandou às favas a caudalosa torrente de provas do uso de dinheiro sujo no financiamento da campanha presidencial de 2014 e salvou rabo e mandato de seu amigão do peito, o presidente Michel Temer. Confira a seguir um trecho da matéria que publiquei em meados de junho, quando a novela chegou a seu derradeiro capítulo:

Além de não servir aos interesses da nação, a decisão de Gilmar Mendes e seus acólitos deixou patente a imprestabilidade do TSE como guardião do processo eleitoral tupiniquim e fez de bobos os ministros Herman Benjamin, Luiz Fux e Rosa Weber, que pareciam acreditar que o julgamento era para valer, e não um burlesco jogo de cartas marcadas. Curiosamente, o presidente da Corte foi o grande responsável por ressuscitar a ação de cassação da chapa, que havia sido arquivada por decisão monocrática da então ministra-relatora Maria Thereza de Assis, em 2015, quando a petista Dilma Rousseff era a inquilina do Planalto. No entanto, agora, quando o inquilino é o peemedebista Michel Temer, seu amigo pessoal, Gilmar Mendes mudou diametralmente sua opinião ― a pretexto de manter a “estabilidade”, a “governabilidade”, como fez questão de frisar no voto que “mandou às favas” o tal “julgamento judicial e jurídico” que havia prometido presidir. Quid juris?

Quando por mais não fosse, a extinção da Justiça Eleitoral reduziria em bilhões de reais a gastança federal na cobertura das despesas dessa usina de palavrórios pedantes, citações pernósticas, chicanas de quinta categoria e obesos salários adicionais. Com bem pontuou o jornalista Augusto Nunes em sua coluna no site de Veja ― por ocasião do julgamento da chapa Dilma/Temer ―, outra consequência muito bem-vinda seria a queda na taxa de cinismo em Brasília, cujos índices são sempre assustadores, mas sobem à estratosfera quando juízes sem juízo fazem acrobacias retóricas e espancam a verdade para canonizar culpados e livrá-los do castigo.

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O NATAL ESTÁ AÍ, E O IPHONE X DA APPLE JÁ CHEGOU. VAI ENCARAR?

CHI NASCE ASINO NON PUÒ MORIRE CAVALLO

Crianças de todas as idades, bem-comportadas ou não, pediram ao Papai Noel um smartphone novo de presente se Natal.

Muitas citaram nominalmente o iPhone X, enquanto outras, menos exigentes, se mostraram dispostas a aceitar o que vier. Desde que não seja um daqueles celulares dos “tempos e antanho”, naturalmente. Afinal, conexão com a internet e suporte a redes sociais são requisitos indispensáveis, hoje em dia, como também um processador veloz e fartura de espaço na memória interna. O problema é que isso restringe o leque de opções vendidas por menos de R$ 1 mil, embora esse valor deixe de assuntar quando consideramos que o iPhone X ― que começou a ser vendido no Brasil há poucos dias ― custa, na configuração top, quase R$ 8 mil. A pergunta é: será que ele vale tudo isso?


É difícil dizer. Até porque a relação custo x benefício deve ser sempre analisada à luz do perfil do usuário ― e de quem vai bancar a compra do aparelho. Mas investir pesado num modelo de topo de linha e subutilizar a maioria dos seus recursos é burrice. Claro que, se dinheiro não é problema, nada melhor que ter o melhor.

O iPhone X “comemora” os 10 anos do lançamento do primeiro iPhone, e é diferente de todas as outras versões que a Apple já lançou. Além de ser muito bonito, o aparelho de 174 g e apenas 7,7 mm de espessura é resistente à água. Sua moldura em aço inoxidável mantém os mesmos componentes das versões anteriores, mas com listras mais finas para as antenas e um botão lateral maior, que serve para bloquear/desbloquear o celular ou chamar a Siri ― detalhe: para desligar essa belezinha, é preciso pressionar o botão em questão em conjunto com o botão de volume (+). Enfim, com o processador Neural de 6 núcleos, o iPhone X é considerado um dos celulares mais rápidos da atualidade, mas é no iOS 11 que o aparelho se destaca.

A supressão do tradicional botão Início não fará muita diferença depois que você se habituar com o novo modelo, já que operá-lo somente com gestos é muito fácil. Para sair de um app, por exemplo, é preciso deslizar de baixo para cima; para ver todos os apps, deslizar de qualquer um dos cantos inferiores para o centro da tela e então soltar, para que a lista seja carregada. A troca de aplicativos ficou muito mais prática: se você estiver usando o WhatsApp e quiser checar um endereço no Maps, por exemplo, deslizar o dedo na parte inferior da tela fará com que os aplicativos se sobreponham. A reprodução de áudio em estéreo oferece 25% mais de volume ― em comparação com o iPhone ― e o som é limpo e com batidas fortes. Pena que o aparelho não ofereça entrada para fones de ouvido.

Outro aspecto que chama a atenção é o “notch”, que faz uma divisão um tanto estranha da tela do iPhone X. É ali que ficam a saída de som e os novos sensores da Apple, que dão vida a um novo recurso chamado Face ID ― cuja proposta é a mesma do Touch ID, mas que precisa de um projetor de (mais de) 30 mil pontos para mapear o rosto do usuário, um emissor de luz infravermelho (para operar também no escuro) e de uma câmera infravermelha para analisar os dados (conjunto que a Apple batizou de TrueDepth).

A nova tela tem resolução de 2436 x 1125 pontos e usa o layout Diamond Pixel PenTile, onde cada pixel compartilha subpixels nas cores vermelha, verde e azul com os pixels ao redor, tornando a visualização mais nítida, vibrante e extremamente confortável, mesmo quando o aparelho é utilizado por longos períodos. Pena que a execução de aplicativos que ainda não são totalmente compatíveis com a nova interface resulte na exibição de faixas pretas ― ao contrário do Samsung Galaxy S8, o modelo da Apple não “estica” os apps.
Para despertar a tela, basta tocar nela ou levantar o aparelho; as notificações aparecerão lá, mas o conteúdo só será exibido se o usuário olhar para a tela, o que é muito mais seguro e discreto. Quando detecta que o usuário está olhando para a tela, a câmera TrueDepth reduz o volume das notificações e alertas, bem como silencia o celular quando uma chamada é atendida. A maneira de encerrar os aplicativos também mudou ― agora, é preciso segurar neles na multitarefa e depois tocar no botão vermelho, o que pode não ser lá muito prático, mas foi uma mudança necessária por conta de todos os novos gestos compreendidos pelo sistema.

No geral, o desempenho do iPhone X é muito bom. Games exigentes, como o Street Fighter, rodam perfeitamente bem ― e ficarão melhores depois que os desenvolvedores os atualizarem para aproveitar toda a tela do aparelho. A autonomia da bateria também merece elogios, já que desobriga a maioria dos usuários de levar o carregador a tiracolo por toda parte. E o tempo que a bateria leva para ser totalmente recarregada é de pouco mais de 2 horas (embora aumente consideravelmente na recarga sem fio).

Haveria muito mais a dizer e muitos elogios mais a fazer (só as câmeras já mereceriam uma postagem à parte), mas vou encerrar por aqui, lembrando que não me cabe fazer juízo de valor em relação ao preço e a contrapartida que o aparelho entrega, pois isso depende das possibilidades e necessidades de cada um. No entanto, se Papai Noel lhe der o brinquedinho de presente, o preço não fará a menor diferença, não é mesmo?

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O CRIMINOSO SEMPRE VOLTA AO LOCAL DO CRIME


 Em seus romances policiais, a escritora inglesa Agatha Christie preconizava que os criminosos sempre voltam ao local do crime. Isso me veio à memória devido ao o empenho de Lula em voltar ao Palácio do Planalto ― o que é compreensível, considerando que, até onde se sabe, nenhum presidente desta Banânia roubou tanto quanto ele. Para que o leitor tenha uma ideia, em 2010, logo antes de ser substituído pela Rainha Bruxa do Castelo do Inferno, o Demiurgo de Garanhuns acertou com o empresário Emílio Odebrecht um pacote de aposentadoria, segundo o qual teria à sua disposição um fundo de R$ 300 milhões, receberia uma remuneração regular em foram de palestras e teria agrados pontuais, como a reforma do seu sítio em Atibaia. Pelo menos é isso que afirma Antonio Palocci em sua proposta de colaboração premiada.

Como eu comentei dias atrás, o co-fundador do PT, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-chefe da Casa Civil da Gerentona de Araque é amigo de fé, irmão e camarada do Deus Pai da Petelândia desde sempre. Foi ele quem assumiu a coordenação da campanha do molusco em 2002, após o misterioso assassinato de Celso Daniel (antes disso, Lula concorreu três vezes à presidência e foi derrotado em todas elas).

Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Palocci está preso preventivamente em Curitiba, e há sete meses negocia um acordo de delação premiada. Um dos capítulos da sua proposta de colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio Muammar Abu Minyar al-Gaddafi ― ou Muamar Kadafi, para os íntimos ― e tem potencial para fulminar o ex-presidente petralha e seu imprestável partido. Se o que o candidato a delator afirmou restar provado, o PT pode perder o direito de existir, porque, segundo a legislação vigente, nem partidos nem candidatos podem receber recursos de “procedência estrangeira” ― seja de um cidadão, de uma empresa ou de um governo. A punição é o cancelamento do registro do partido.

Partido dos Trambiqueiros já é alvo de pelo menos um pedido de cassação de registro por receber dinheiro do exterior, que tramita no TSE, com a velocidade de cágado perneta que todos nós conhecemos tão bem. Nestor Cerveró ― vulgo Lindinho ―, ex-diretor da área internacional da Petrobras, revelou em seu acordo de delação que, em 2005, a empresa teria pago US$ 300 milhões à Sonangol para explorar blocos de petróleo em Angola. Em contrapartida, a estatal angolana teria feito um repasse de R$ 40 milhões para financiar a campanha de Lula à reeleição. Veja o leitor do que é feito o estofo da “alma viva mais honesta do Brasil”.

Voltando agora ao criminoso e a cena do crime, O Antagonista reproduziu algumas passagens interessantes do discurso que Lula proferiu quando, ainda presidente da Banânia, visitou as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Disse então o Parteiro do Brasil Maravilha:

1 – “Quero começar cumprimentando o companheiro Sérgio Cabral”.
2 – “Nosso companheiro Pezão”.
3 – “O ministro Edison Lobão”.
4 – “O nosso querido Paulo Roberto Costa, presidente em exercício da Petrobras”.
5 – “Nosso companheiro Sergio Machado, presidente da Transpetro”.

Em seguida, ele explicou os motivos daquele evento:

“Eu sei que tem algumas pessoas que estão perguntando ‘por que o Lula já visitou pela terceira vez o Comperj, se ainda a obra não está sendo construída, está na fase da terraplanagem?’ A primeira coisa que tem que compreender é que eu adotei como filosofia de vida aquela de que ‘é o olho do dono que engorda os porcos’. Então, eu tenho que estar presente sempre, para saber se as coisas que nós decidimos estão funcionando”.

Cinco anos se passaram e as obras no Comperj continuam paradas, mas a filosofia de vida do pulha funcionou: os porcos engordaram um bocado. Depois de falar sobre seus porcos, o sapo barbudo disse que sabia da roubalheira em Abreu e Lima, mas que ela tinha de prosseguir:

“Se a gente não fica esperto, a obra da refinaria de Pernambuco estaria parada. Porque se levantou suspeita de sobrepreço em algumas obras. E foi para a comissão do Congresso, a comissão do Congresso colocou no anexo VI, e eu vetei, porque senão teria que ter mandado embora 27 mil trabalhadores”.

Lula esclareceu igualmente que, para engordar seus porcos, a ração teria de ser fornecida pela própria Petrobras:

“O companheiro Paulo Roberto Costa sabe, a Dilma, como presidenta do conselho administrativo da Petrobras, sabe, o ministro Lobão, como ministro de Minas e Energia, sabe que, há cinco anos atrás, se dependesse da vontade da Petrobras, não teria nenhuma refinaria no Brasil”.

Outro porco do chiqueiro de Lula, o presidente boliviano Hugo Chávez, entrou na história:

“Numa visita de trabalho do presidente Chávez, consegui a parceria para a PDVSA se associar à Petrobras. Levamos três anos para construir essa parceria, porque a Petrobras e a PDVSA são duas grandes empresas, e duas moças bonitas no mesmo baile, elas sofrem uma concorrência natural entre elas, e nós demoramos muito para construir a engenharia do acordo que, graças a Deus, está pronto e está andando”.

Lula, a essa altura, introduziu o único assunto que realmente interessava:

“São bilhões de dólares, de investimentos. Se a gente for medir só o que a gente está fazendo, a gente vai ultrapassar os US$ 60 bilhões em refinaria neste país”.

E apresentou seus cúmplices:

“Aqui tem muitos empresários do setor da construção civil”.

O juiz Sergio Moro poderia usar o discurso de Lula como prova da Lava-Jato. Ele mostra claramente quem era o chefe do esquema.

Para não esticar demais este texto, o resto fica para a próxima postagem. Até lá.

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COMO DESAFOGAR O SISTEMA OPERACIONAL (FINAL)

QUANDO SE ANDA COM VIRA-LATAS, O QUE MAIS SE VEEM SÃO RABOS E PATAS.

Cumpridas as etapas detalhadas nos capítulos anteriores, sua unidade não volátil de armazenamento de dados estará dividida, mas ainda falta formatar a nova partição, ou seja, criar o sistema de arquivos (FAT32 ou NTFS) que permitirá ao Windows “enxergar” e gerenciar o novo volume. O procedimento é simples e pode ser feito tanto com o utilitário do Windows quanto com o Mini-Tool Partition Wizard. Para evitar repetições desnecessárias, sugiro reler o capítulo 5 e seguir as instruções ali expostas.

Concluída a formatação, sua unidade D: (ou qualquer que seja a letra designada para identificá-la) estará pronta para uso. Caso pretenda usá-la para desafogar a partição do sistema (geralmente C:), basta transferir para ela seus arquivos pessoais, backups, músicas, vídeos e o que mais você quiser, seja copiando e colando (usando as opções respectivas exibidas no menu de contexto ou os atalhos Ctrl+C e Ctrl+V), seja arrastando-os com o mouse. Depois que as cópias forem feitas com sucesso, apague os originais da partição do sistema.

Conforme eu disse no início desta sequência, o recomendável é você manter na partição do sistema apenas o Windows e os programas que utiliza com frequência. Para que seus aplicativos passem a ser instalados na partição suplementar, clique no botão Iniciar, selecione Configurações (na coluna à esquerda), clique em Sistema > Armazenamento > Alterar onde o novo conteúdo foi salvo e proceda às alterações desejadas.

Feita essa reconfiguração, os aplicativos que você descarregar e instalar a partir Loja do Windows irão automaticamente para a unidade que você redefiniu como padrão. Para modificar o local dos que já estão instalados no drive C:, volte ao menu Iniciar, clique em Configurações > Aplicativos e recursos, selecione o item que você quer mudar, clique em Mover e siga as instruções na tela.

Observação: Se o botão Mover não estiver disponível, é porque se trata de um aplicativo padrão do Windows; nesse caso, pressione o botão Desinstalar e aguarde a conclusão do processo. Em seguida, baixe novamente o aplicativo a partir da Loja do Windows e torne a instalá-lo ― depois de reconfigurar a localização padrão, naturalmente.

No caso de aplicativos de terceiros, o botão Modificar pode ou não estar disponível. Caso negativo, desinstale o software que você deseja remanejar e torne a instalá-lo em seguida, tomando o cuidado de escolher, durante o processo de instalação, sua nova partição como local de destino.

Para concluir, uma dica: Abra o menu Iniciar, clique em Sistema > Armazenamento e ative o Sensor de Armazenamento. Assim, se e quando sua unidade de sistema ficar com pouco espaço, o próprio Windows se encarregará de apagar automaticamente o conteúdo da lixeira, os arquivos temporários e o que mais ele entender dispensável. Para fazer uma faxina no ato, clique em Alterar o modo de liberar espaço e siga as instruções na tela.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O ASSÉDIO, O RACISMO E O OPORTUNISMO



Em março deste ano, o ator José Mayer foi acusado de assédio sexual por uma figurinista da Globo. Cinco dias depois estava fora do elenco da nova novela de Aguinaldo Silva. No mês passado, sete horas após começar a se espalhar o vídeo no qual Willian Waack parece dizer “é coisa de preto”, a emissora enviou comunicado em que anunciava seu afastamento do Jornal da Globo ― o “disseminador da vergonha” foi Diego Rocha Pereira, um ativista de araque que protagonizou o melhor momento de sua encenação debochada ao sentar-se na cadeira do ex-âncora do telejornal (vide foto).

Na esfera internacional, um bom exemplo desse “nonsense coletivo” é a execração pública do veterano produtor de cinema Harvey Weinstein ― responsável por sucessos como O Paciente Inglês e Pulp Fiction ―, acusado de assédio sexual por uma penca de estrelas famosas. Houve também o caso de Kevin Spacey, protagonista do seriado House of Cards, que foi denunciado por assédio (homo) sexual pelo também ator Anthony Rapp, e, mais recentemente, do igualmente famoso Dustin Hoffmann, denunciado por três mulheres (até agora) por assédio praticado anos 1980. Estes últimos, porém, eu cito apenas como ilustração, já que suas peculiaridades os excluem das considerações que apresentarei a seguir.

Como bem observou J.R. Guzzo, não existe hoje no Brasil nenhuma obrigação moral e cívica mais cobrada do cidadão do que se manifestar contra o “preconceito” e a “intolerância”. Referindo-se à abominável “Patrulha do Pensamento”, disse o jornalista que, enquanto a mídia faz de cada episódio uma nova batalha de Austerlitz, a sociedade que se acha “civilizada” comemora o massacre como mais um avanço para a humanidade.

Sobre o caso específico de Weinstein, há que se ter em mente que a “troca de favores” entre quem está na função de distribuir papéis e quem está na situação de precisar deles já era comum na Grécia, 15 séculos antes do início da Era Cristã. Mas o que me chama atenção é o fato de as denunciantes (Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Julianne Moore e mais uma dúzia de estrelas de menor grandeza) ressuscitarem episódios ocorridos no final do século passado, e de serem promovidas a heroínas, para não dizer mártires, enquanto que o produtor foi impiedosamente mastigado e cuspido pelas redes sociais, abandonado pela mulher e demitido da própria produtora.

Observação: Quem troca “favores sexuais” por papéis em produções cinematográficas ― ou outras contrapartidas que tais ― é, no mínimo, oportunista. As condições impostas pelo produtor podem ter sido reprováveis, mas isso não muda o fato de que houve um “acordo entre as partes”. Aliás, desde que o mundo é mundo as marafonas trocam sexo pelo vil metal, e eu nunca vi alguém qualificar isso de assédio (que me perdoem os leitores e leitoras pela comparação não muito apropriada, mas não resisti).

Causa espécie as delatoras hollywoodianas permanecerem em silêncio por mais de 20 anos e, de repente, sem qualquer motivo aparente, trazerem à luz, uma após a outra, os fatos que ora se transformam num “crime contra a mulher”. Não houve qualquer tentativa de explicar por que elas esperaram tanto tempo ― ou porque deixaram o “bandido” livre leve e solto para dar em cima de tantas outas moças que também queriam ser estrela de cinema, mesmo que para isso precisassem se submeter ao famoso “teste do sofá”.

A conclusão a que se chega, pelo menos a partir do que foi divulgado na mídia isenta, é de que o produtor exigia sexo para dar papéis, e as atrizes aceitavam a troca. Não se sabe se isso ocorreu apenas uma vez com cada uma delas. O fato é que, a partir do assédio contra o qual agora se insurgem, essas atrizes construíram suas carreiras, ficaram famosas e ganharam milhões de dólares.

Não se espera comportamento ético impecável de uma moça de 20 anos fascinada pelo sonho de ser atriz. Mas, convenhamos, se elas ficaram quietas na hora de ir para a cama com o chefão, deveriam ter ficado quietas até hoje, pois não podem estar certas na mão e na contramão. Se tivessem agido assim há alguns anos, as estrelas hollywoodianas em questão seriam chamadas de “mulheres de mau caráter”; hoje, porém, são vistas como “Joanas D’Arc”.

Passando agora a Willian Waack, o diretor da Globo Ali Kamel não levou mais de alguns minutos para abrir e fechar o caso jornalista, que há mais de dez anos ocupava a bancada do Jornal da Globo. Sobre esse episódio, vejamos o que disse Augusto Nunes: “Sherlock Kamel decidiu que a frase dita pelo suspeito no vídeo gravado há mais de um ano bastava para o encerramento das investigações. Tratava-se de um racista sem remédio. Convencido de que a gravidade do crime comprometia a imagem da empresa a que serve com exemplar dedicação, o promotor Kamel solicitou o imediato afastamento do apresentador do Jornal da Globo, no que foi prontamente atendido pelo juiz Kamel, que negou ao réu o direito de defesa e arquivou o pedido de desculpas endereçado a quem se sentisse ofendido pela frase. O rito sumário dispensa tais quinquilharias”.

Por conhecer William Waack, segue o jornalista em suas ponderações, o grande Boni absolveu-o. O líder genial do grupo de craques que escreveu a história da Globo informou que jamais faria o que fez o diretor de jornalismo ― que, também por conhecer Waack, não perdeu a oportunidade de livrar-se do perigo. Afinal, o brilho alheio é visto com entusiasmo por chefes talentosos, mas eterniza a insônia de superiores hierárquicos incuravelmente inseguros.

Punido arbitrariamente, William saiu de cena para aguardar os desdobramentos do episódio. Quem segue no palco, eufórico com a notoriedade súbita, é o operador de câmera Diego Rocha. Foi ele um dos dois funcionários da Globo que produziram e, há poucas semanas, divulgaram pela internet o vídeo transformado em prova contundente de um crime sem perdão. Na última terça-feira, durante uma visita ao prédio da Globo em São Paulo, o próprio Diego demoliu o monumento ao bom mocismo erguido por santarrões de bordel.

A manifestação de respeito ao politicamente corretíssimo apenas camuflava uma conspiração urdida para tirar do ar o melhor jornalista da TV brasileira. Para desferir o tiro que lhe atingiu o pé e ricocheteou na testa dos mandantes da farsa, bastou a Diego alegar na portaria que precisava resolver alguns problemas no setor de recursos humanos. Com a desenvoltura de quem se sente em casa, ele entrou no prédio, circulou pela redação, recebeu cumprimentos de gente que viu em sua delação premiada um soberbo triunfo da tropa que combate preconceitos e invadiu, sem topar com quaisquer obstáculos, o estúdio onde é gravado o Jornal da Globo. Ali, sentou-se na cadeira que William Waack ocupava, posou para um admirador, postou a imagem no Instagram e lá se foi saborear outros dez minutos de fama. Serão os últimos. 

A expressão debochada, o meio sorriso atrevido, a frase insolente sob a foto (“O que acham?”) e as hashtags provocadoras delineiam com nitidez uma figura desprezível. Não se enxerga na cena um único e escasso vestígio da amargura que costuma marcar alvos de agressões racistas. O que se vê com desoladora nitidez é um oportunista arrogante, movido pela certeza de que é credor da Globo. Uma arrogância inibidora, confirmam o silêncio e o imobilismo dos que se mostraram tão ágeis na montagem do cadafalso que esperavam ver escalado por William. O espetáculo do cinismo protagonizado pelo operador de câmera estreou nas redes sociais no começo da manhã. No fim da noite, o Sherlock, o promotor e o juiz que habitam o mesmo corpo continuavam à caça de alguma saída.

A promessa de enquadrar os responsáveis pela desmoralização do esquema de segurança e do sistema de vigilância da Globo é uma piada. Diego passeou pelo lugar com o desembaraço de quem zanza na casa da sogra. Tinha a fisionomia distendida pela ausência de culpas e remorso, e exalava a autoconfiança de quem acabou de prestar bons serviços aos anfitriões. Está na cara: Diego Rocha é um crápula fantasiado de ativista afrodescendente.

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COMO DESAFOGAR O SISTEMA OPERACIONAL (PARTE 6)

SE PODES OLHAR, VÊ. SE PODES VER, REPARA.

Se você achou complicado usar a ferramenta nativa do Windows para particionar sua unidade não volátil de armazenamento de dados, a boa notícia é que poderá fazê-lo usando um aplicativo gratuito e muito mais amigável. Mas tenha em mente que, qualquer que seja o “centro cirúrgico” que você escolher para a realização do procedimento, a assepsia pré-operatória deverá ser feita conforme foi explicado nos capítulos anteriores. Dito isso, vamos adiante.  

1.      Baixe Mini-Tool Partition Wizard Free a partir do site do fabricante.
2.      Concluído o download, de um clique duplo sobre o executável do programinha e proceda à instalação da maneira convencional.
3.      Na tela inicial da ferramenta, clique com o botão direito sobre o drive que você deseja particionar.
4.      Selecione a opção Move/Resize (mover/redimensionar) e, no campo Partition Size (tamanho da partição), defina o tamanho da nova partição (digitando a grandeza desejada ou usando o mouse para arrastar a extremidade direita da barra). Ao final, clique em OK.

ObservaçãoO programinha não permite que a partição seja reduzida a ponto de se tornar insuficiente para conter os dados que já estão gravados (o espaço ocupado é exibido em amarelo na barra da ferramenta), mas é importante que, ao dividir o espaço, você deixe uma boa sobra na partição do sistema, não só para permitir a execução do Defrag, mas também para instalar novos aplicativos de uso frequente. Caso a ideia seja usar a nova partição para instalar outro sistema operacional em dual-boot, altere em Create as: o tipo de partição para Primária (mantenha a configuração padrão se for usar a partição para armazenar arquivos). Se for criar mais unidades (o limite é de 4 primárias ou 3 primárias e uma estendida), altere o tipo de partição para Estendida e torne a executar o MTPW para criar múltiplas unidades lógicas.

5.      A barra acinzentada que aparece à direita da partição que você redimensionou, na janela do Mini-Tool, corresponde ao espaço não alocado (unalocated). Clique  ali, selecione a opção Create (criar) e clique em OK na janela Create New Partition (criar nova partição). Uma nova partição lógica será criada e identificada por uma letra que varia conforme os drives instalados no computador. Se você tiver apenas o HDD, que, por padrão, é identificado como C:, a nova partição receberá a letra D.

6.      No canto superior esquerdo da próxima tela, clique no botão Apply (aplicar) para que as alterações sejam efetivadas. O programa recomenda fechar todos os aplicativos e desabilitar a economia de energia antes de prosseguir; faça-o e responda Yes (sim) à pergunta Apply Changes? Se quiser desistir do particionamento, essa é sua última chance. Clique em No (não) e encerre o aplicativo.
7.      Se for seguir adiante, clique em Yes. Na mensagem dando conta de que as alterações não podem ser levadas a efeito porque o drive C: está sendo usado, clique em Restart Now (reiniciar agora).
8.      Uma nova tela o instruirá a não desligar o computador e informará que o Windows será reinicializado automaticamente após a conclusão do trabalho. Enquanto espera, você pode acompanhar a evolução do processo através das barras de progressão.   

Se tudo correr bem, em alguns minutos seu PC será reiniciado com as modificações efetivadas. Clique em Iniciar > Computador e confira o resultado.

Continuamos na próxima postagem, pessoal. Até lá.  

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

AINDA SOBRE TIRIRICA...


No mesmo dia em que uma pesquisa de opinião pública revelou que 60% dos brasileiros reprovam enfaticamente o desempenho dos parlamentares tupiniquins, o palhaço Tiririca ― um dos símbolos do pior Congresso dos últimos tempos ― subiu à tribuna da Câmara para anunciar que está abandonando política ao término de seu segundo mandato.

Para quem não se lembra, o palhaço candidato pediu votos assim: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim, que eu te conto.” Agora, dizendo-se desgostoso com a política ― depois de cumprir dois mandatos testemunhando números do elenco do Legislativo e convivendo alegremente com engolidores de verbas, ilusionistas orçamentários, trapezistas morais e malabaristas ideológicos , ― o deputado palhaço assegura a seus pares: ''Jamais vou falar mal de vocês em qualquer canto que eu chegar. E não vou falar tudo o que eu vi, tudo o que eu vivi aqui. Mas eu seria hipócrita se eu saísse daqui e não falasse realmente que tô decepcionado com a política brasileira, com muitos de vocês. Muitos!

Em meio a tanta diversidade, Tiririca, que era apenas um palhaço, tornou-se um deputado amestrado, domado pelo ex-presidiário Valdemar Costa Neto, que integrou a bancada da Papuda no escândalo do mensalão. Idealizador da candidatura do “artista”, Valdemar não enxergava um palhaço na cara de sua cria. Via cifrões. Com a montanha de votos que recebeu, Tiririca arrastou para a Câmara mais três deputados, fazendo crescer a fatia do PR no rateio da verba do Fundo Partidário. E quem cuida da caixa registradora é... Valdemar.

Tiririca é um símbolo da disfunção de nosso sistema eleitoral. Sua decepção não tem a menor importância, mas revela o ponto a que chegamos. A rejeição ao trabalho dos parlamentares atingiu seu maior índice desde o início da série de pesquisas do Datafolha, em 1993. Além da desaprovação recorde de 60%, a aprovação caiu para míseros 5%, também o pior índice já registrado.

Em seu discurso, o deputado palhaço parecia estar renunciando ao mandato, dizendo-se “envergonhado”, “decepcionado” com os colegas e com a política brasileira. Mas ficará no cargo até o final do mandato, sem se recandidatar. Seus projetos focavam na sua corporação: pediu isenção de pedágio para os palhaços e bolsas de educação para os filhos dos palhaços.

Além de ser fruto da ignorância política do eleitorado e de um sistema eleitoral que passou a buscar em jogadores de futebol, artistas de todos os tipos ― inclusive palhaços ― e comunicadores de rádio e televisão os representantes que aumentariam suas bancadas e, principalmente, a participação no fundo partidário, Tiririca serviu-se alegremente desse sistema que ora critica. PRB e PR, juntos somam 60 votos na Câmara e têm em suas fileiras, respectivamente, puxadores de votos como Celso Russomano, com 1.524.286 votos, e o próprio Tiririca, em quem nada menos que 1.016.796 otários votaram. Graças a esse descalabro, o PRB elegeu 8 deputados em São Paulo ― três levados pela votação de Russomano ―, e o PR formou uma bancada de 6 deputados, também em São Paulo, onde Tiririca levou a reboque outros dois parlamentares.

Mas essas “figurinhas carimbadas” também representam a distorção da vontade do eleitor, quando seus partidos fazem coligações com outros que nada têm a ver com seus programas. O ex-presidente Lulalalu, ao terminar seu mandato de deputado constituinte ― que desempenhou tão mediocremente quanto Tiririca ora encerra o seu ―, saiu esbravejando contra a Câmara, onde, segundo ele, havia 300 picaretas em atividade parlamentar. Quando chegou à presidência da República, 15 anos depois, o Picareta dos Picaretas recorreu exatamente àqueles 300 picaretas para governar à base da fisiologia e da corrupção pura e simples.

O falecido deputado Ulysses Guimarães dizia que o próximo Congresso é sempre pior do que o anterior, numa cáustica visão sobre a falta de renovação de nossa política partidária. E os números do Datafolha comprovam que a percepção da população sobre nossos parlamentares só faz piorar. Com ou sem Tiririca, melhor não fica. 

Que Deus nos ajude!

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COMO DESAFOGAR O SISTEMA OPERACIONAL (PARTE 5)

EU VOTEI NO AÉCIO; VOCÊ, NO LULA E NA CHAPA DILMA/TEMER. A DIFERENÇA ENTRE NÓS É QUE EU QUERO O AÉCIO NA CADEIA, ENQUANTO VOCÊ QUER LULA PRESIDENTE.

Concluído o “pré-operatório” (vide roteiro nos capítulos anteriores), a unidade de sistema do seu PC estará pronta para ser submetida à “cirurgia” mediante a qual você criará a nova partição ― ou volume, ou unidade lógica, tanto faz. Veremos como fazer isso, primeiro com as ferramentas nativas do Windows, depois com um aplicativo gratuito que facilita sobremaneira o trabalho.

Primeiramente, você precisa definir a distribuição do espaço. Para tanto, abra o Explorador de Arquivos, clique em Computador (na coluna esquerda da janela), dê um clique direito ícone que representa a unidade que você quer particionar e clique em Propriedades. Na janelinha que se abrirá em seguida, você verá (em gigabytes e numa representação gráfica) a proporção entre o espaço ocupado e o espaço livre remanescente na unidade.

Quanto tiver decidido qual será o tamanho da nova partição ― note que é importante não “estrangular” o sistema operacional, pois, conforme já foi mencionado, ele precisa de, no mínimo, 20% de espaço livre para trabalhar com alguma folga, volte ao menu Iniciar, dê um clique direito em Computador (na coluna à esquerda da janela), clique em GerenciarGerenciamento do computadorRepositório > Gerenciamento de disco. A próxima tela exibirá todas as partições existentes. Então:
1)      Dê um clique direito sobre a unidade desejada (jamais mexa na pequena partição oculta, que armazena os arquivos de restauro do software), selecione a opção Diminuir Volume..., aguarde o cálculo do espaço disponível, defina o tamanho da nova partição e clique em Diminuir.
2)      Ainda na tela do Gerenciamento de disco, dê um clique direito sobre o espaço não alocado e selecione a opção Novo Volume Simples...
3)      Na janela do Assistente para Novas Partições Simples, clique em Avançar e ajuste a quantidade de espaço a ser utilizado (por padrão, o Windows seleciona todo o espaço não alocado disponível, mas você pode alterar esse valor caso pretenda criar mais partições).
4)      Escolha a letra que designará a nova unidade, formate o espaço respectivo e, se quiser, digite um nome no campo Rótulo do Volume.
5)      Confira se os dados correspondem àquilo que você definiu. Se estiver satisfeito, clique em Concluir e aguarde até que o espaço anteriormente marcado como não alocado fique pronto para ser usado como uma nova partição.

Para que seja possível armazenar arquivos de forma efetiva na nova partição, você terá de formatá-la. Na caixa de diálogo Formatar partição, clique em Avançar para executar o procedimento com as configurações padrão e então clique em Concluir. Note que os sistemas de arquivos mais utilizados pelo Windows são o NTFS e o FAT32; recomendo usar o primeiro (*), que, além de mais seguro, oferece suporte a grandes volumes de arquivos e permissões de acesso mais efetivas.

(*) O NTFS (sigla de New Technology File System) foi desenvolvido com base no HPFS (High Performance File System, criado pela gigante IBM) e implementado no Windows NT. Devido à sua confiabilidade e desempenho superiores aos da FAT, além da capacidade de recuperação em caso de falhas ― como depois de um desligamento inesperado do computador provocado por um apagão na rede elétrica, por exemplo ―, do esquema de permissões de acesso e da eficiência no gerenciamento de unidades de disco volumosas, esse sistema de arquivos é utilizado por padrão para formatar a unidade onde o Windows 10 será instalado, já que, combinado com o tamanho dos clusters, o uso de 64 bits no endereçamento dos dados permite gerenciar partições de até 256 Terabytes(enquanto os limites da FAT 16 e 32 são, respectivamente, de 2 GB e 2 TB).

Para criar mais partições, repita o procedimento. Para desativar uma partição, acesse a janela do Gerenciamento de disco, clique com o botão direito sobre ela selecione a opção Excluir volume... (note que todos os dados gravados nessa unidade serão apagados, de modo que convém criar um backup antes de excluí-la).

Se quiser ocultar uma partição ― para mantê-la escondida dos curiosos ou para evitar que outros usuários do PC façam modificações indesejáveis nos seus backups ―, basta fazer desaparecer a letra que designa a unidade em questão. Há pelo menos duas maneiras de você fazer isso. A mais complicada, nós já discutimos nesta postagem; a mais simples ― que eu recomendo utilizar ― consiste em abrir o menu Iniciar, dar um clique direito em Computador, selecionar a opção Gerenciar, clicar em Repositório > Gerenciamento de disco, dar um clique direito sobre o ícone que representa a unidade desejada, selecionar a opção Alterar letra da unidade e caminho e, na janelinha que exibe a letra da unidade realçada, clicar no botão Remover e reiniciar o PC para efetivar a alteração. Para reverter essa configuração, repita os mesmo passos, clique no botão Adicionar, assinale a opção Atribuir a seguinte letra à unidade e clique em OK para que lhe seja atribuída a próxima letra disponível ― ou na setinha ao lado da letra sugerida, caso queira escolher outra letra qualquer que não esteja em uso. Feito isso, clique em OK e confira o resultado.

Se você achou esse roteiro complicado, não deixe de ler a próxima postagem, que encerrará esta sequência ensinando a fazer a mesma coisa com o Mini-Tool Partition Wizard, que é gratuito e bem mais rápido e amigável do que o particionador nativo do Windows. Até lá.

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domingo, 10 de dezembro de 2017

O DEMIURGO DE GARANHUNS E O “IRMÃO” MUAMAR KADAFI


Na edição desta semana, a revista VEJA revelou parte do conteúdo da delação de Antonio Palocci. Dentre outras coisas, o ex-superministro petralha afirma que o PT e seu eterno presidente de honra receberam dinheiro da Líbia pelas mãos do então ditador Muamar Kadafi.

Claro que, para Lula, isso não passa de mentiras, da mesma forma como são mentirosas as acusações que o levaram a ser sentenciado a 9 anos e meio de prisão num dos (sete) processos penais em que é réu. Ninguém fala a verdade neste país, a não ser o próprio Lula, a “alma viva mais honesta do Brasil”, também conhecido como Pai dos Pobres e Redentor dos Miseráveis, que vê em si mesmo o único vivente neste planeta, quiçá em toda a galáxia, capaz de reverter as consequências funestas do governo Temer  ― que na verdade foram gestadas e paridas nos governos de Lula e de sua inominável sucessora. Para os leitores de raciocínio mais lento, volto a dizer que, embora seja o “terceiro tempo” das administrações lulopetistas, é inegável que o atual governo salvou a economia tupiniquim da bancarrota; gostemos de Temer ou não, seja ele corrupto ou não, não podemos deixar de lhe conceder esse crédito.

Ironicamente, foi o deputado Jair Messias Bolsonaro ― hoje o principal concorrente de Lula à presidência da República em 2018 (ou pelo menos é o que dão conta as pesquisas de opinião pública) ― que subiu à tribuna da Câmara, em 2011, para denunciar que o petralha havia recebido dinheiro da Líbia (na última sexta-feira, Bolsonaro postou em sua página no Facebook o vídeo do seu pronunciamento). 

Observação: Bolsonaro nunca foi levado a sério pelos jornalistas que cobrem o Congresso, e sua denúncia foi solenemente ignorada, mas a matéria publicada por VEJA deve produzir efeitos bombásticos, até porque a legislação eleitoral pune com proscrição o partido que receber dinheiro de fontes estrangeiras.

A imagem que ilustra esta postagem, reproduzida na sinopse que VEJA publicou em seu website, foi capturada no encontro da Cúpula América do Sul-África, que aconteceu na Venezuela em 2009, quando Lula era presidente da Banânia e Kadafi comandava a Líbia (não muito tempo depois, o tiranete, que governou aquele país por 42 anos, seria deposto e executado). A foto retrata dois líderes que se diziam “irmãos” e exibe ao fundo o índio de merda Evo Morales, presidente da Bolívia. 

Coronel do Exército, Kadafi liderou um golpe em 1969; no poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários, impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime e financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. Segundo afirma Palocci em sua proposta de delação, o ditador líbio enviou secretamente ao Brasil US$ 1 milhão para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula.

Co-fundador do PT, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-chefe da Casa Civil da Rainha Bruxa do Castelo do Inferno, Palocci assumiu a coordenação da campanha de Lula à presidência, em 2002, depois do (misterioso) assassinato de Celso Daniel, e esteve no centro das mais importantes decisões do partido nas últimas duas décadas. Foi ele quem teve a ideia de lançar um manifesto público assegurando o compromisso de Lula com a estabilidade econômica (que ficou conhecido como “Carta ao povo brasileiro”), quem coordenou a equipe de transição e quem angariou o respeito do empresariado ao longo da campanha. Em 2006, depois que veio a público o escândalo do Mensalão, Palocci deixou o governo e evitou durante anos as luzes da ribalta, mas foi convocado por Lula para ajudar a eleger Dilma sua sucessora. 

Para Lula, até o depoimento arrasador que Palocci deu ao juiz Moro, o ex-ministro fora “o melhor ministro da Fazenda que o Brasil já teve”, e teria sido o escolhido para concorrer à presidência se não tivesse sido forçado a deixar o governo pela porta dos fundos. Sobre esse velho amigo e companheiro de tantas batalhas, assim se pronunciou o abjeto molusco de duas caras e nove dedos: Eu ouvi atentamente o depoimento do Palocci. Uma coisa quase que cinematográfica, quase que feita por um roteirista da Globo. Você vai dizer tal coisa, os lides (sic) são esses. Prepararam alguns lides (sic) pra ele dizer e ele foi dizendo habitualmente, lendo alguma coisa. Eu conheço o Palocci bem. O Palocci se ele não fosse um ser humano ele seria um simulador. Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. Palocci é médico, é calculista, é frio”.

Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Palocci está preso preventivamente em Curitiba, e há sete meses negocia um acordo de delação premiada. Um dos capítulos da sua proposta de colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio, e tem potencial para fulminar o PT e o próprio ex-presidente petralha.

Resta saber se nossas “instituições” estão realmente funcionando...

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sábado, 9 de dezembro de 2017

SOBRE LULA E TIRIRICA


Antes de entrar para a política, Tiririca era palhaço de circo. Lula foi metalúrgico, dirigente sindical e protótipo do desempregado que deu certo.

Tiririca criou o bordão “vote em Tiririca; pior que tá não fica”. O ex-presidente corrupto criou o mito da “alma viva mais honesta do Brasil”.

Tiririca se elegeu deputado em 2010, com 1,3 milhão de votos. Quatro anos depois, foi reeleito com mais de um milhão votos. Agora, com apenas 14 projetos apresentados e nenhum deles aprovado, o palhaço-deputado resolve abandonar a política.

Lula foi eleito presidente em 2002 e se reeleito em 2006 (com não sei quantos milhões de votos). Agora, com o invejável currículo abrilhantado por 7 ações penais, outras tantas investigações e uma sentença condenatória (a 9 anos e 6 meses de prisão), quer voltar ao Palácio do Planalto. Na política e nos circos mambembes, o espetáculo é sempre medíocre, e sempre há mais palhaços na plateia do que no picadeiro.

Observação: Vejam neste vídeo o tanto de gente que foi ouvir Lula discursar em Cachoeiro do Itapemirim (ES):


Tiririca precisou de 2.500 dias, 330 votações em plenário e 115 reuniões de comissões para se desiludir com a política. Na última quarta-feira, em seu derradeiro discurso da tribuna da Câmara (de onde já havia discursado outras 4 vezes), disse ter vergonha do que viu durante o seu mandato, reclamou da "mecânica louca" do Congresso e se declarou decepcionado com a experiência em Brasília. Mas assegurou aos colegas deputados que jamais falará mal deles.

Em 2010, no horário eleitoral obrigatório, o palhaço-candidato perguntava: “O que é que faz um deputado federal?” E ele mesmo respondia: “Eu não sei, mas vote em mim, que eu te conto”.
Apesar do discurso moralista, Tiririca imitou velhas práticas de seus pares. No mês passado, VEJA publicou que que ele teria usado verba da Câmara para viajar e fazer show no interior de Minas Gerais (uma vez palhaço, sempre palhaço).

Lula é o político mais honesto que Lula conhece. Não pensam assim o MPF, a PF e o Judiciário, mas quem se importa? É tudo uma conspiração para impedir que o Redentor dos Miseráveis volte a presidir o país. A seu ver, nada em sua vida pública desabona a autodeclarada imagem de “alma viva mais honesta do Brasil”. E o pior é que tem trouxa que acredita, como comprova o resultado das pesquisas de opinião pública.

No processo em que já foi julgado pelo juiz Moro ― ora em grau de recurso no TRF-4 ―, o Demiurgo de Garanhuns reclama da celeridade no andamento processual, embora qualquer outro réu condenado injustamente preferiria ter sua inocência provada o quanto antes. Até nisso Lula é diferente. E patético.

Diante da impossibilidade de defender o indefensável, seus defensores vão à Comissão de Direitos Humanos da ONU alegar perseguição política contra o pobre injustiçado. Denigrem a imagem do Brasil atribuindo a suposta rapidez do TRF-4 a uma hipotética conspiração que visa frustrar a candidatura do salvador da pátria. Para os petistas, a militância vermelha e os advogados do petralha, todos são suspeitos, inclusive os desembargadores. Só Lula é imaculado. Nesse ritmo, não demora para o embuste candidato ao Palácio do Planalto acabará sendo promovido a mártir. Isso se não for canonizado em vida por seus estapafúrdios admiradores. Só no Brasil...

Observação: Como bem disse Augusto Nunes, "o presidente Juscelino Kubitschek dizia que Deus o poupou do sentimento do medo. Pelo que diz e faz, Lula foi poupado pelo diabo do sentimento da vergonha. Só alguém que demitiu o pudor, todos os valores morais, o constrangimento e o remorso se atreveria a circular pelo Rio de Janeiro, à frente da procissão dos pecadores sem salvação, berrando no sermão das missas negras da seita que foi em seu governo que o Estado hoje na antessala da falência viveu seus tempos áureos. Haja cinismo. 'Tempos áureos' viveram os saqueadores do Rio, chefiados por Sérgio Cabral, o mais guloso ladrão da história do Brasil. Nunca se roubou tanto desde a chegada do primeiro Cabral. Os dois comparsas passaram oito anos planejando assaltos e dividindo palanques. Merecem dividir a mesma cadeia. Se possível, a mesma cela. Ou o mesmo beliche.

Vale lembrar que as próximas eleições não servirão apenas para avaliar os candidatos, mas, principalmente, o eleitorado. Depois, não adianta reclamar.

Para concluir:

GILMAR MENDES, O MINISTRO MAIS SUPREMO QUE A PRÓPRIA SUPREMA CORTE, MANDOU A VERGONHA ÀS FAVAS. CONFIRA NO CLIPE ABAIXO:


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