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sábado, 22 de agosto de 2026

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 109ª PARTE

SE O TEMPO É UMA ESTRADA DE MÃO ÚNICA, O PENSAMENTO DIRIGE NA CONTRAMÃO.

Vimos que viajar no tempo é matematicamente plausível, mas que na prática a teoria é outra. Primeiro porque os efeitos da dilatação temporal só são sensíveis em velocidades próximas à da luz (representada pela letra "c" e que corresponde a aproximadamente 1,08 bilhão de km/h); segundo porque a sonda mais veloz que a NASA lançou até agora alcançou cerca de 0,064% de "c"; terceiro porque retornar ao passado criaria paradoxos temporais (dos quais o mais famoso é o do avô); e quarto porque, segundo o princípio da autoconsistência, eventos capazes de gerar paradoxos ou criar inconsistências no Universo têm probabilidade zero de ocorrer. 

Em face do exposto, uma viagem ao passado só seria factível se não alterasse o presente, mas a própria chegada do viajante já constitui uma alteração, uma vez que ele não deveria estar ali. Além disso, essa viagem no tempo envolve conceitos de física quântica e teorias como a das cordas, que admitem a possibilidade de retornar ao passado sem criar paradoxos temporais — nesse contexto, qualquer mudança resultaria na criação de um universo paralelo, coexistente com o presente do viajante do tempo, mas paralelo à linha temporal original a partir do ponto da mudança.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

O lançamento da candidatura de Sérgio Moro ao governo do Paraná converteu-se numa antiapoteose. Ao dividir o palanque com o filho do golpista, o ex-juiz da Lava-Jato e Deltan Dallagnol — antigo garoto prodígio da força tarefa de Curitiba — consolidaram a percepção de que na política nada se cria, nada se transforma, tudo se corrompe.

Bolsonarinho e o Marreco de Maringá trocaram afagos. O filho do pai vestia uma camiseta na qual se lia: "Curitiba prendeu. Brasília soltou", numa alusão à sentença de Moro que levou Lula à cadeia, posteriormente anulada pelo Supremo. Derramou-se em elogios ao ex-juiz: "É um símbolo de combate à corrupção, símbolo de seriedade, que vai ter a independência de montar um time forte, com uma Assembleia forte, para fazer o melhor pelo Paraná".

Em retribuição, Moro enalteceu a decisão do governo Trump de classificar PCC e CV como terroristas: "Foi extraordinário. Ele [Flávio] conseguiu convencer o governo norte-americano a dar esse passo importante." E aproveitou para elogiar a suposta atuação do "mito" preso no combate às facções criminosas à época em que desgovernou o país.

Moro esqueceu de lembrar — ou lembrou de esquecer — que deixou o governo Bolsonaro acusando o então chefe de aparelhar a Polícia Federal para blindar a família contra investigações. Em janeiro de 2022, numa entrevista ao Flow Podcast, o desafeto disse que Bolsonaro "tem lá investigação da família dele, rachadinha, ele tem medo também que a investigação chegue nele. e aí ele chegou a partir de determinado momento do mandato dele e começou: 'Olha, tem que enfraquecer o combate à corrupção'."

Na mesma entrevista, o ex-herói que se converteu em vergonha nacional se referiu diretamente ao primogênito do refugo da escória da humanidade: "Teve uma decisão do Supremo que beneficiou o filho do presidente. (...) O problema é que essa liminar parava todas as investigações de lavagem de dinheiro no país. Parava tudo. E o presidente não queria que a gente mexesse nisso. Ele me falou assim: 'Moro, se você não vai ajudar, não atrapalhe'."

Meses depois, o Marreco de Maringá daria um cavalo de pau, incorporando-se à malsucedida caravana de Bolsonaro na sucessão presidencial de 2022. Agora, associa-se ao rebento do rebotalho num instante em que a imagem do neoaliado já não está apenas rachadinha. Os vínculos financeiros obscuros do presidenciável do clã Bolsonaro transformaram a antiga fenda num rombo de dimensões insondáveis.

Deltan Dallagnol frequentou o palanque do ex-parceiro na Lava-Jato como coadjuvante do escárnio. Sua candidatura ao Senado é uma dúvida jurídica. Teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023. Os adversários sustentam que está inelegível.

Alheio à controvérsia, Dallagnol fustigou sua adversária petista: "Precisamos trabalhar intensamente para que Gleisi Hoffmann não vire senadora no Paraná. Precisamos derrotar o PT porque [é o partido] líder máximo dos maiores esquemas de corrupção que o país já viu." Disse isso ao lado de Flávio Bolsonaro. Sem corar.

Moro e Dallagnol atribuem ao Supremo o sepultamento da Lava-Jato, mas a morte é anterior a si mesma, começa bem antes do funeral. A República de Curitiba começou a morrer no final de 2018, quando Moro trocou o altar da 13ª Vara pelo serpentário de Brasília. Em março de 2021, numa entrevista ao UOL, o ex-procurador disse que, como ministro da Justiça, Moro "poderia ter maiores chances de influenciar a história". De fato, foi grande a influência do então subordinado de Bolsonaro. Moro virou a página da história. Para trás.

Com a Vaza-Jato e seus diálogos tóxicos, os ex-paladinos de Curitiba jogaram terra em cima de si mesmos. Forneceram material para a abertura da cela de Lula e a condenação de Moro como juiz suspeito. Hoje, irmanados à imoralidade que permeia a política, Moro e Dallagnol enfeitam com sua incoerência a lápide que ajudaram a acomodar sobre o esforço anticorrupção que diziam encarnar.  Essa dupla patética não só fica de quatro como também se vira do avesso por Flávio Bolsonaro.


Relembro que Stephen Hawking deu uma festa em Cambridge e publicou um convite com as coordenadas exatas de tempo e espaço. "Talvez um dia alguém do futuro encontre a informação e use uma máquina do tempo para vir à minha festa, provando que as viagens no tempo serão possíveis". Posteriormente, na série Into the Universe with Stephen Hawking, ele explicou: "Gosto de experiências simples e... champanhe. Então, combinei duas das minhas coisas favoritas para ver se a viagem no tempo do futuro para o passado é possível". Mas ninguém apareceu. 


Mais adiante, durante um simpósio no Festival da Ciência de Seattle (EUA), Hawking ponderou que a relatividade geral dá margem a deformações no espaço-tempo que, em tese, permitem viajar para o passado, mas alertou que tais deformações poderiam causar um raio de radiação capaz de destruir a espaçonave e o próprio espaço-tempo. Além disso, muitos momentos históricos não são exatamente agradáveis para quem os vivenciou. 


Um dos tipos de eventos catastróficos mais recorrentes da história são doenças infecciosas, que podem causar morte em escalas sem precedentes. Vimos isso durante a pandemia da Covid, que ceifou milhões de vidas mundo afora, seja pelo SARS-COV-2, seja por algum fator a ele associado. E isso apesar de a medicina moderna ter um bom entendimento de como doenças funcionam.


Se alguém viajasse para a Roma Antiga e pegasse uma infecção bacteriana, essa pessoa não teria acesso a antibióticos, a menos que os levasse na mala — e ainda assim as chances de cura seriam exíguas, pois os antibióticos não são eficazes contra os fungos e vírus, que também causam infecções potencialmente letais. E isso sem contar os possíveis perigos ambientais, como exposição ao chumbo e outros materiais que os habitantes da época não sabiam que eram perigosos.


Os romanos faziam canos de chumbo sem saber que estavam se intoxicando. E se você acha que eles eram ignorantes, no final do século XIX o farmacêutico John Stith Pemberton criou um "tônico medicinal digestivo" à base de cocaína, que era amplamente vista pela classe médica ocidental não como uma droga perigosa, mas como um fármaco milagroso. A receita original era baseada em vinho (French Wine Coca) misturado com folhas de coca e nozes de cola, servido nas farmácias americanas. 


Mais adiante, a Lei-Seca obrigou Pemberton a tirar o álcool e criar a versão doce com água carbonatada, batizada de Coca-Cola por seu contador e sócio Frank M. Robinson. No início do século XX, a pressão da opinião pública e de autoridades médicas resultou na retirada da cocaína da fórmula, e assim o poder e o apelo energizante da bebida passaram a vir quase exclusivamente da alta dose de cafeína e açúcar, pavimentando o caminho para se tornar o refrigerante mais consumido no planeta.


Mas os riscos de uma viagem ao passado não param nos hábitos dos antigos. Os vírus, por exemplo, foram uma das principais causas de morte no mundo até a invenção das vacinas.. O vírus da varíola foi um dos que causaram mais mortes ao longo da história. Só no século passado, ele matou mais de 300 milhões de pessoas. Atualmente, estamos protegidos da varíola e de uma série de outras doenças 'modernas' graças às vacinas, digam o que disserem os negativistas de carteirinha. 


Quem viajasse no tempo para Roma em meados do século 1 d.C., quando a cidade foi atingida por alguma doença viral — talvez varíola ou algo similar — não teria garantias de que as vacinas do século XXI oferecessem proteção contra versões vetustas das doenças. Assim, além da possibilidade nada desprezível de morrer de gripe, nosso hipotético viajante poderia colocar em risco o futuro da humanidade ao disseminar involuntariamente várias doenças até então desconhecidas. Foi o que aconteceu no século XVI, quando a chegada dos europeus às Américas disseminou doenças desconhecidas pelos nativos — que não tinham defesas imunológicas contra elas e, portanto, morreram feito moscas.


Ao problema das doenças somam-se outros, com o da comunicação. Da feita que a língua humana é viva e muda constantemente. Mesmo que saibamos a língua falada na época, detalhes como o sotaque, a entonação ou as palavras usadas em dialetos específicos poderiam dificultar sobremaneira a comunicação. No caso dos romanos, sabe-se que eles falavam latim, mas não pronunciavam as palavras. Ademais, o Império Romano durou milênios e a forma como as pessoas se expressavam, os dialetos locais e outros fatores sociais mudaram significativamente ao longo da história. Isso sem mencionar que há atualmente cerca de 11 mil dialetos na Itália.


Em face do exposto, viajar a épocas remotas exigiria "reaprender a falar", tanto para entender e se fazer entender quanto para não ser vítima de xenofobia — lembrando que várias culturas do passado escravizavam estrangeiros ou, na melhor das hipóteses, tratavam-nos como gente de classe inferior. Além disso, as ideias extemporâneas de alguém vindo do futuro seriam vistas como bruxaria ou heresia, como aconteceu durante a Idade Média e nos EUA do século XVII, quando milhares de pessoas foram taxadas como bruxas e executadas — na fogueira no Velho Mundo e na forca em Salem.


Guardadas as devidas proporções, o mesmo acontece em relação a viagens para o futuro. Mas isso é assunto para o próximo capítulo.

domingo, 14 de junho de 2026

O FRIO CHEGOU — DÁ-LHE CAIPIRINHA!

UM ALCOÓLATRA É ALGUÉM DE QUEM VOCÊ NÃO GOSTA E QUE BEBE TANTO QUANTO VOCÊ.


Cerveja e caipirinha são unanimidades nacionais, embora, de uns tempos a esta parte, os brasileiros venham consumindo cada vez mais vinho ― aliás, há excelentes vinhos nacionais, ainda que a preços não raro superiores ao dos importados, mas isso é outra história.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, a parcela da população brasileira que é chegada num “birinaite” (cerca de 60%) consome, em média, o equivalente a 15 litros de álcool por ano. No que tange à caipirinha, muitos acham que basta esmagar limão com açúcar, adicionar gelo e cachaça, mexer, e pronto. Mas tudo nesta vida tem sua ciência, e esse drinque não é exceção.


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A exemplo do que fez no passado — e foi imitado por um poste chamado Dilma — Lula quer porque quer um quarto mandato. E está quebrando o país para se reeleger.

Não se trata de incapacidade (embora a capacidade do molusco eneadáctilo seja discutível), mas de método, de projeto deliberado do PT para se manter no poder. Um editorial recente do Estadão lembrou que "petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas" — numa alusão às malfadadas pedaladas fiscais da mulher sapiens", — "mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega”. Ainda segundo o jornal, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas”. Mas o problema não está nos gastos em si, e sim no timing e nos truques para ocultá-los, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável. 

Os petistas não erram tentando acertar. Eles apostam na desgraça econômica justamente porque ela produz dependência estatal. É por isso que o lulismo — uma máquina de criar dependência resgatando o velho voto de cabresto — sempre promove esse populismo explosivo. Como consequência disso tudo, temos o empobrecimento permanente de boa parcela da população, que vota na esquerda populista perpetuando um círculo vicioso. Enquanto isso, aqueles com poupança acumulada se beneficiam dos altos retornos oferecidos por um governo perdulário e irresponsável.

O rentismo prospera no Brasil justamente porque o populismo é a regra nas finanças públicas. Com cerca de 17 anos de petismo desde 2003, não poderia ser diferente. A esquerda fode os mais pobres, endivida o Estado de forma insustentável, e depois reclama dos investidores que exigem elevados retornos para financiar o Estado falido. Como resultado inexorável do esquerdismo, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.


Comecemos pela origem, que remonta ao ano de 1918, época em que a gripe espanhola campeava solta. Dizem os estudiosos e curiosos que alguém resolveu unir o útil ao agradável e criou uma receita de xarope que levava limão, alho, mel e um pouco de cachaça ― antigamente, era comum usar álcool para acelerar o efeito dos medicamentos. Daí para “outro alguém” eliminar o alho e substituir o mel por açúcar (para reduzir a acidez do limão) foi um pulo.


Hoje em dia, muita gente substitui o limão por abacaxi, caju, kiwi, maracujá, morango e outras frutas, além de trocar a tradicional cachaça por destilados “mais nobres”, como gim, rum, saquê, tequila, uísque, vodca e afins..


Observação: Convém ter em mente que pinga, cachaça e aguardente são termos largamente utilizados como sinônimos, mas aguardente é o nome que se dá a qualquer bebida obtida a partir da fermentação de vegetais doces, e cachaça, a aguardente de cana-de-açúcar. Já o termo pinga é usado vulgarmente como sinônimo de cachaça, e sua origem remonta ao tempo dos engenhos, época em que os escravos eram encarregados da destilação da aguardente e o vapor que se condensava no teto pingava sobre eles… Seja como for, toda cachaça é aguardente, mas nem toda aguardente é cachaça.


No que diz respeito à receita perfeita de caipirinha, bem, fazendo uma analogia com o futebol (outra preferência nacional), é como escalar a seleção ― ou seja, cada um tem suas preferências. Mas o que importa, mesmo, é seguir algumas regrinhas básicas:


― Embora o limão galego e o siciliano apresentem excelentes resultados, a receita tradicional leva mesmo o tahiti. Mais importante que o tipo de limão é escolher frutos de casca lisa e fina, que costumam ser mais sumarentos, e evitar os muito moles, que provavelmente estão “passados”.


― Descascar ou não o limão vai do gosto de cada um, mesmo porque o amargor não provém da casca, mas da columela (o “miolo branco da fruta"). O importante é cortar o limão ao meio, mas não de forma transversal, como fazemos quando cortamos laranjas para espremer, e sim longitudinal (ao comprido). Depois, devemos cortar as metades pela metade, de modo a facilitar a remoção da parte branca — ou cortar o limão em rodelas e remover o miolo de cada uma delas, que também fica bom.


― Segundo os especialistas, deve-se macerar a fruta no próprio copo (evitando, portanto, o uso de coqueteleiras), colocar as bandas da fruta com a polpa virada para cima e evitar macerar demais a casca, que pode resultar num indesejável gosto amargo, cobrir com açúcar e socar com um pilão apenas o suficiente para liberar o sumo, pois socar demais também resulta em amargor, mesmo que se tenha tomado as precauções anteriores. Além disso, é recomendável usar copos baixos e de boca larga, como os do tipo “Ilhabela”.


― Se você está de dieta e não resistir a uma boa caipirinha, substituir o açúcar por adoçante não fará grande diferença, pois as calorias provêm do álcool — como se sabe, bebidas destiladas são extremamente calóricas; uma dose de cachaça chega facilmente a 150 kcal.


― Caipirinha morna, ninguém merece, mas convém usar gelo de água mineral ou filtrada e colocar os cubos no copo depois de macerar o limão com o açúcar (vale também adicionar um pouco de gelo picado, mas só se a ideia for “enfraquecer” um pouco a bebida), e só então acrescentar a cachaça ou o destilado de sua preferência.


― Se for servir várias pessoas (como num churrasco com amigos, por exemplo), o preparo individual se torna por demais trabalhoso. Nesse caso, você pode adiantar o expediente preparando a bebida numa coqueteleira, transferi-la para para uma jarra e completar com gelo, lembrando que o resultado nunca fica igual.


― A escolha da cachaça também vai da preferência de cada um, mas o mais importante é usar um produto de boa qualidade ― ou seja, fugir daquelas cachaças “mata-pinguço”, que cheiram como o etanol que usamos para abastecer o carro. Ao contrário do que muita gente pensa, pode-se perfeitamente usar cachaça de alambique, dita “artesanal”. O problema é o “custo benefício”, já que uma aguardente dessa categoria pode custar tanto ou até mais que um bom uísque.


Receitas mais sofisticadas podem agradar muita gente, mas tenha em mente que determinadas combinações produzem melhores resultados. Experimente misturar hortelã com frutas cítricas ou ácidas e pimenta com as mais doces, mas tome cuidado para não abusar de ervas muito aromáticas, como manjericão e alecrim, que podem deixar o sabor do drinque “intenso” demais.


Destilados como cachaça, vodca e saquê têm características distintas, e combinam melhor com determinadas frutas. A pinga vai muito bem com limão, lima-da-pérsia e jabuticaba, por exemplo, enquanto o saquê deve ser reservado para frutas mais delicadas e menos ácidas, como kiwi, uva verde e morango. Já a vodca é versátil e combina com quase tudo, exceto frutas cremosas, como mamão ou banana… mas quem vai fazer caipirinha de mamão ou banana?


Para concluir, confira as receitas abaixo:


Macere a polpa de 1/2 maracujá azedo com dois talos de capim-limão e açúcar, complete com gelo e rum branco e decore com folhas de capim-limão.


Macere de 8 a 12 jabuticabas com casca e caroço (deixando algumas inteiras), complete com gelo e cachaça e mergulhe um picolé de limão no copo.


Congele 6 bagos de uva Itália (verde) e oito de uva niágara (roxa). Feito isso, macere 4 colheres (sopa) de graviola fresca (com as sementes) com uma de açúcar, junte as uvas congeladas e complete com gelo e cachaça.


Macere uma carambola fatiada e pedaços de abacaxi com açúcar, acrescente um cravo da índia inteiro e folhas de manjericão (sem amassar). Complete com gelo e vodca.


Consuma com moderação (se conseguir).

terça-feira, 22 de julho de 2025

COMPARTILHAMENTO DE LOCALIZAÇÃO NO INSTAGRAM

SEGURO MORREU DE VELHO.

O Instagram tornou possível o compartilhamento da localização exata e em tempo real com seguidores, o que pode ser útil para encontrar amigos em eventos, por exemplo, mas compromete a privacidade. 


Segundo a Meta, o recurso só funciona se a pessoa ativar sua localização ao se logar na conta, mas diz um ditado que seguro morreu de velho. 


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Quando o placar do julgamento das Com o gol contra que Fux marcou pouco antes do apito final, o placar do julgamento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro por Xandão mudou para 4 x 1. O magistrado de viés punitivista, defensor a Lava-Jato e da prisão em segunda instância, atribuiu a tardança do seu voto a uma "gripe". Como diz o ditado: "de cabeça de juiz e bunda de criança..."

Por outro lado, Xandão deu prazo de 24 para a defesa de Bolsonaro se manifestar acerca de um descumprimento que pode resultar na prisão preventiva de seu cliente.

Em visita à Câmara Federal, Bolsonaro deu um breve declaração à imprensa, exibiu a tornozeleira e disse que "somente a lei de Deus vale para ele". O episódio foi amplamente divulgado nas redes sociais por perfis de apoiadores, congressistas e jornais, e Xandão leu nas entrelinhas a intenção inequívoca do capetão de ter o momento exibido nas plataformas digitais.

Detalhe: os únicos ministros que não tiveram seus vistos revogados pelo secretário de estado dos EUA foram os bolsonaristas André Mendonça e Nunes Marques... e Luiz Fux.

Para proteger sua privacidade:

— Abra o Instagram e vá para o seu perfil.


— Toque no ícone de três linhas horizontais (menu) no canto superior direito da tela.


—Selecione Segurança (ou Configurações, dependendo da versão do seu aplicativo) e procure por Segurança dentro das configurações.


— Procure por Localização ou Compartilhamento de Localização dentro das opções de segurança ou configurações.


— Desative o Compartilhamento de localização ou o recurso específico do Mapa, se disponível.

 

Caso não encontre a opção específica para desativar o recurso de Mapa, verifique se a atualização foi aplicada corretamente e se a ferramenta está disponível para sua conta. Se estiver, basta ajustar as configurações de localização do seu dispositivo para restringir o acesso do Instagram à sua localização.

 

Vale lembrar que, ao desativar o compartilhamento de localização, você pode afetar a funcionalidade de outros recursos que dependem disso. Se tiver mais dúvidas ou precisar de ajuda adicional, entre em contato com o suporte do Instagram para obter ajuda específica.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

FATOS, MITOS, BOATOS E TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO (FINAL)

PARA QUEM NÃO TEM NADA, METADE É O DOBRO.


Nos anos 1970, a pretexto de "limpar registros desfavoráveis" sobre a seita e seu fundador, membros da Igreja da Cientologia roubaram arquivos confidenciais do governo americano e de embaixadas e consulados estrangeiros

Conhecida como Operação Branca de Neve, essa ação foi considerada teoria da conspiração até vir a lume o envolvimento de mais de 5 mil "agentes secretos" — entre membros da igreja, funcionários públicos corruptos ou chantageados e investigadores particulares.

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No debate do último domingo, Marçal deixou claro que seu objetivo era irritar os adversários e desviar a atenção das acusações que ele sabia que viriam. Funcionou: o momento em que ele quase levou um pescoção repercutiu muito mais que a questão das fraudes bancárias em Goiás. 

Na noite seguinte, aboletado no centro do Roda Viva da TV Cultura, o "influencer" parecia outro. Até tentar ensinar a jornalista Malu Gaspar a fazer jornalismo e levar uma invertida. A partir de então o espírito de porco da noite anterior tomou o centro da roda, com um entrevistado ora passivo-agressivo, ora só agressivo, que foi ficando mais arrogante enquanto fazia cortes (foram 11) para suas redes sociais, propunha soluções  mirabolantes para espalhar prosperidade e — pasmem! — cantava "Diário de um Detento", dos Racionais MCs, para reforçar a narrativa de "filho da periferia".  De quebra, culpou os adversários pelo baixo nível dos debates e reclamou de ser "atacado de forma deselegante". 

Inspirado na profecia de Nelson Rodrigues — de que "os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade" —, Marçal afirmou que produz idiotices em série porque o eleitor, por idiota, deseja esse tipo de mercadoria, porém a inanição de sua pauta de propostas leva a crer que idiota é quem vota num sujeito como ele.

Campanha eleitoral movida a ódio não é novidade no Brasil, mas a coisa terminou mal todas as vezes que a raiva foi industrializada com propósitos políticos: Jânio renunciou, Collor foi impichado e Bolsonaro perdeu a reeleição, está inelegível e vive sob a sombra de uma sentença criminal esperando para acontecer — e isso depois de torrar bilhões em verbas orçamentárias secretas na compra do engavetamento de mais de quase 150 pedidos de impeachment.

Houve tempos em que a mídia controlava as massas. Com a Internet, as massas passaram a controlar a mídia, e o idiota da aldeia, que só tinha direito à palavra no boteco, passou a ter o mesmo direito de um ganhador do Premio Nobel. 

Depois que as redes sociais deram asas à idiotice, a melhor vacina contra a desqualificação política seira a qualificação do voto. Mas isso parece cada vez mais um sonho irrealizável.


Também foi considerada conspiratória a denúncia de que a NSA plantava escutas ilegais, coletava dados de celulares e monitorava ou uso que os americanos faziam da Internet. O ataque ao World Trade Center serviu de "desculpa" para aumentar essa vigilância — a agência esgrimiu a necessidade de sacrificar algumas liberdades individuais em prol da segurança nacional —, mas uma matéria publicada pelo The Washington Post em 2014 revelou que quase 90% dos dados coletados eram de internautas sem qualquer conexão com terrorismo.

Em 1998, o U.S. Departament of State revelou que, no auge da Guerra Fria, o então Dalai Lama e a outros líderes tibetanos receberam milhões de dólares da CIA para atuar em prol do enfraquecimento do comunismo na China e na URSS, e que a agencia manteve locais secretos de treinamento militar para monges tibetanos no Colorado (USA). 

Observação: Dalai Lama é o título dado ao líder espiritual do povo tibetano e transferido de uma pessoa para outra através de um processo chamado tulku (ou "reencarnação de Avalokiteshvara"). Quando um Dalai Lama morre, Lamas sêniores buscam seu sucessor. Se uma criança testada demonstra características espirituais notáveis e/ou reconhece objetos pessoais que pertenceram ao Dalai Lama anterior, ela é submetida a um treinamento religioso (que pode durar anos) e, após ser oficialmente entronizada, assume o papel de líder espiritual e político do Tibete.
 
Em abril de 1919, enquanto negociava o Tratado de Versalhes para encerrar a Primeira Guerra Mundial, o presidente americano Woodrow Wilson contraiu gripe espanhola e sofreu um derrame que o deixou parcialmente incapaz. Como seu médico pessoal se recusou a assinar o atestado de incapacidade, o vice Thomas R. Marshall não foi promovido a titular; como o real estado de saúde do paciente foi mantido em segredo, a primeira-dama Edith Wilson se autoproclamou "guardiã" do marido e atuou como "presidente de fato" até o término de seu mandato, em março de 1921 (lembrando que a 25ª Emenda, que trata da sucessão presidencial em casos de incapacidade, só foi ratificada em 1967). 
 
Em 1993, 
a pretexto de estudar ionosfera da Terra, as Forças Armadas dos EU criaram o Projeto HAARP. Os conspirólogos alegaram tratar-se de uma arma secreta de controle do clima que seria capaz de desativar satélites inimigos, desestabilizar nações e manipular a mente das pessoas. As autoridades envolvidas no projeto refutarem qualquer propósito sinistro, mas as teorias conspiratórias persistem até hoje, havendo inclusive culpe o projeto enchentes no Rio Grande do Sul.

Capitaneado pela CIA durante a Guerra Fria, Projeto MK Ultra usou abusou de alucinógenos, hipnose, privação sensorial e outras técnicas arrepiantes para controlar a mente das pessoas, e como as cobaias apresentavam sintomas clássicos de paranoia, suas denúncias não eram levadas a sério. Nos anos 1970, porém, Church Committee descobriu mais de 200 mil documentos arquivados erroneamente, e o projeto se tornou um dos maiores exemplos de abuso de poder por parte de uma agência governamental. Segundo os teóricos da conspiração, a CIA seguiu com as experiências espúrias mesmo depois que a maracutaia veio à lume.
 
Um esquema sem título oficial, mas que teve a veracidade comprovada, causou a morte de milhares de americanos durante a Lei Seca. Devido à proibição da produção, importação e venda de bebidas alcoólicas no território norte-americano nos anos 1920/30, produtos à base de etanol usados na fabricação de materiais de limpeza eram redestilados, engarrafados e vendidos no mercado negro. Visando inibir o consumo ilegal dessa bebida, o governo passou a adicionar metanol ao etanol, mas exagerou na dose e matou mais de 10 mil pessoas.
 
Projeto Sunshine, conduzido secretamente pelos EUA nos anos 1950, visava entender os efeitos da radiação nuclear no corpo humano. As amostras de tecidos eram obtidas de cadáveres (não raro roubados de cemitérios), e os 
ossos de crianças recém-nascidas, suscetíveis aos efeitos do estrôncio-90, eram especialmente valiosos para o estudo. Em 1995, o presidente Bill Clinton desclassificou os documentos, mas o altíssimo custo moral do projeto continua ensejado discussões sobre ética em práticas científicas.

sexta-feira, 3 de março de 2023

UTILIDADE PÚBLICA

As vacinas contra a Covid criadas desde 2021 eram monovalentes, mas as mais recentes podem tanto substituir a terceira ou quarta dose para quem está atrasado como servir como dose de reforço para quem está com o esquema vacinal em dia. O intervalo para a aplicação é de quatro meses contados a partir da última dose. 

De acordo com o cronograma de entregas da Pfizer, 38 milhões de doses da vacina já foram enviadas ao Brasil, e mais 10 milhões devem chegar até junho. A vacinação será escalonada em etapas, de acordo com o envio das doses aos estados e com o recebimento das novas levas. 

O ministério divulgou no último final de semana um informe técnico com previsão de datas para as cinco etapas, mas estados e cidades podem implementar seus próprios calendários, de modo que é importante checar os dias exatos e os grupos divulgados pelas secretarias estaduais e municipais. 

Segundo a estimativa do ministério:
  • Fase 1 (27/02): Pessoas acima de 70 anos; pacientes imunocomprometidos a partir de 12 anos; pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILP) e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2 (06/03): Pessoas de 60 a 69 anos;
  • Fase 3 (20/03): Gestantes e puérperas;
  • Fase 4 (17/04): Trabalhadores da saúde;
  • Fase 5 (17/04): Pessoas com deficiência permanente a partir de 12 anos, pessoas privadas de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.
Em alguns países, a bivalente é indicada à população geral, mas não há planos para que pessoas de fora dos grupos de risco recebam indicação para a nova dose no Brasil. No entanto, a população em geral também é alvo da nova campanha devido às baixas coberturas com a terceira e a quarta doses (são cerca de 60 milhões de brasileiros sem o primeiro reforço).
 
O ministério adverte que as pessoas que não vão receber a bivalente — como crianças, jovens e a maior parte dos adultos — precisam estar com os reforços previstos para cada faixa etária atualizados. Hoje, mais de 90% das vítimas fatais da Covid são pessoas que não estão adequadamente vacinadas com todas as doses indicadas do imunizante original. 

Ainda não foi decidido se as pessoas que não receberão a bivalente serão convocadas para uma eventual quinta dose do imunizante monovalente, bem como se a vacinação será anual, como a da gripe, já que isso depende da evolução do vírus.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

A INVASÃO DA UCRÂNIA E O CARMA DO CARNAVAL

Ricardo Boechat dizia que se pode morrer de várias maneiras no jornalismo, menos de tédio. Na madrugada da última quinta-feira, sua tese foi comprovada mais uma vez pela invasão da Ucrânia. 

Conflitos como esse, sabemos como começam, mas não como nem quando terminam. E o mesmo se aplica a suas consequências. Como ensinou o Conselheiro Acácio (personagem do romance “O Primo Basílio”, de Eça de Queiroz), o problema com as consequências é que elas vêm sempre depois.

Contrariando a opinião de um sem-número de analistas de internacional, Putin não estava blefando. E a escalada de suas ameaças levava mesmo a crer que a invasão eram favas contadas. Infelizmente, as consequências do desatino transcendem o leste europeu, mas ainda é cedo para avaliar o tamanho da caca e como ela afetará a economia mundial (no mercado financeiro, os índices despencaram, inclusive no Brasil, onde o dólar voltou a subir, pondo fim a uma alvissareira sequência de quedas).

Assinado em 2014, o Acordo de Minsk visava pôr fim aos conflitos armados no leste da Ucrânia com o cessar-fogo imediato entre as regiões envolvidas na guerra civil, mas nunca foi implementado completamente, e a tensão aumentou com as movimentações militares da OTAN e da Rússia nas proximidades de Donbass

Na última terça-feira (22), após o reconhecimento da independência da DPR e da LPR, Putin disse que o acordo estava morto. Na madrugada de anteontem, a despeito das lamentáveis (e lamentavelmente recorrentes) desgraceiras que a mídia canta em verso e prosa dia sim e outro também, a cobertura da guerra no leste europeu varreu da pauta assuntos que vinham ocupando o noticiário nos últimos dias, como a variante ômicron, o preço dos combustíveis e outras mazelas nacionais, entre as quais o fato de 2022 ser o segundo ano consecutivo sem carnaval no país do carnaval.

No que tange ao “Reinado de Momo”, foi durante o carnaval 2019 que um comentário infeliz de Bolsonaro trouxe à baila, com pompa e circunstância, a expressão “Golden Shower”. Mas essa não foi a primeira nem (muito menos) a última estultice do dublê de mau militar e parlamentar medíocre que elegemos para evitar que o país fosse presidido pelo fantoche do então presidiário mais famoso de Pindorama (que hoje posa de “ex-corrupto” e detém a preferência de nosso esclarecidíssimo eleitorado).

Bolsonaro tomou posse em meio à novela do caso Queiroz, mas o rompimento da barragem do Córrego de Feijão desviou o foco da mídia da maracutaia. Seguiram-se o incêndio no Ninho do Urubu, a exoneração de Gustavo Bebianno, a denúncia de estupro apresentada por Najila Trindade contra Neymar Cai-Cai, a Vaza-Jato de Verdevaldo das Couves e a malograda indicação de Eduardo Bananinha para ocupar a Embaixada do Brasil nos EUA

Em seus primeiros três meses de governo, o capitão esteve na Suíça, nos Estados Unidos, no Chile e em Israel, deu uma passadinha rápida em casa (no Rio), e outra no Hospital Sírio Libanês (em São Paulo). Em Brasília, foi ao cinema com a primeira-dama e a ministra-pastora Damares Alves em plena manhã de terça-feira (26 de março, que não era feriado no DF), em meio à articulação da reforma da Previdência (que acabaria sendo aprovada apesar dele).

Poderíamos continuar indefinidamente a relembrar pronunciamentos infelizes do sultão do bananistão — a quem o senador Omar Aziz, então presidente da CPI do Genocídio, referiu-se como “"aquele carioca que tira proveito de funcionários do próprio gabinete" e que "só abre a boca para espalhar fezes" —, mas não faz sentido abusar da paciência do leitor. Passando ao carnaval, os primeiros casos de Covid-19 — que logo se multiplicariam e resultariam na maior pandemia sanitária depois da Gripe Espanhola — foram descobertos no apagar das luzes do primeiro ano do desditoso mandato do capitão cloroquina, e a identificação do primeiro caso em terra brasilis, já em 2020, aconteceu dias antes do início do Reinado de Momo

Devido à magnitude da pandemia, "não houve carnaval" em 2021. No ano em curso, os foliões também não sairão às ruas, mas a data servirá de referência para situar no tempo a invasão da Ucrânia pela Rússia. Resta saber o que nos reserva o próximo Reinado de Momo, que se dará 52 dias depois da posse do próximo presidente desta banânia. 

Pelo andar da carruagem, talvez seja melhor nem fazer previsões.

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Dias atrás, em mais um périplo internacional bancado pelos contribuintes, Bolsonaro fez uma inoportuna e contraproducente visita dois populistas autoritários. O objetivo, evidentemente, era conseguir imagens para usar em sua campanha pela reeleição. 

Para ser recebido pelo colega russo, nosso mandatário submeteu-se a um distanciamento vigiado e realizou testes em série contra Covid. Na fala de abertura que antecedeu sua conversa com Putin, declarou-se solidário com a Rússia. Na sequência, ofereceu farto material para memes nas redes sociais afirmando que, “coincidência ou não”, Putin reduziu a presença militar na fronteira com a Ucrânia depois da conversa que eles tiveram.

O ex-presidente norte-americano Donald Trump disse condenar a ação de Putin, mas classificou-a de "genial". "O que deu errado foi uma eleição fraudada e o que deu errado é um candidato que não deveria estar lá e um homem que não tem noção do que está fazendo" , disse o egun mal despachado, referindo-se a seu sucessor na Casa Branca. “Se eu estivesse no cargo, isso seria impensável. Isso nunca teria acontecido”. Biden, por sua vez, anunciou "sanções muito mais duras" do que as estabelecidas em 2014, depois da anexação da Crimeia.

Itamaraty afirmou por meio de nota que “o governo brasileiro tem acompanhado com grande preocupação os ataques da Rússia na Ucrânia” e que “apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”. 

Bolsonaro não deu um pio sobre a guerra na manhã de ontem, quando conversou com apoiadores no chiqueirinho defronte ao Alvorada, nem horas mais tarde, no município paulista de São José do Rio Preto, onde participou de um passeio de moto e discursou por 20 minutos. Diante do silêncio do titular (que, calado, é um poeta), o vice disse aos jornalistas que o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano”.

Pelo visto, Mourão e o chefe não rezam pela mesma cartilha também nessa questão. Ou então “faltou combinar com os russos”. 

Enfim, é Carnaval.