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sexta-feira, 8 de maio de 2015

SMARTPHONES - INTERNET VIA 3G/4G - ARAPUCA DAS OPERADORAS

CINQUENTA ANOS ATRÁS, EU SABIA TUDO. HOJE, SEI QUE NADA SEI. A EDUCAÇÃO É A DESCOBERTA PROGRESSIVA DA NOSSA IGNORÂNCIA.

O minuto de ligação via rede celular no Brasil está entre os mais caros do mundo, segundo um levantamento feito no ano passado pela UIT (União Internacional de Telecomunicações, órgão ligado às Nações Unidas). O SINDITELEBRASIL contesta a metodologia, alegando que a pesquisa teria sido baseada no preço-teto homologado pela ANATEL, e não no preço médio praticado pelas operadoras (em torno de US$ 0,07 por minuto de ligação), embora reconheça que as empresas inflacionam as tarifas que submetem ao órgão regulador e depois oferecem as mais variadas “promoções” para manter a competitividade de seus serviços (tais como ligações gratuitas ou ilimitadas a preço fixo entre números da mesma rede, “pacotes” de torpedos, franquias de dados para navegação na Web, e por aí vai).

A despeito do desconforto proporcionado pelas telinhas dos smartphones, a navegação móvel cativa a clientela e contribui significativamente para encher as burras das operadoras. No entanto, seja por falta de infraestrutura que lhes permitia fazer frente à crescente demanda, seja para forçar os usuários a migrar para planos mais caros, as empresas mudaram as regras do jogo, primeiro estipulando franquias miseráveis, cujo consumo integral implicava na redução da velocidade de navegação, e, mais adiante, com a pura e simples suspensão do serviço (para mais detalhes, clique aqui e aqui).

Felizmente, na última segunda-feira a Justiça do Rio de Janeiro determinou que as operadoras mantenham o acesso à Internet móvel mesmo depois que o usuário esgote a franquia de dados contratada. Em caráter liminar, essa decisão é válida para todo o estado e alcança as quatro principais operadoras de telefonia celular ─ que, em sua defesa, alegam motivos técnicos para o bloqueio do sinal, embora o PROCON classifique a medida como "má-fé", pois os princípios que regem as relações de consumo asseguram ao consumidor informações claras e adequadas sobre os produtos e serviços, bem como o protegem contra publicidade enganosa e práticas comerciais desleais ou coercitivas.

Observação: O Rio não foi o primeiro Estado brasileiro a proibir esse acinte; anteriormente, o Maranhão e o Acre já haviam feito o mesmo. Tomara que os bons ventos espalhem esse fumus boni iuris pelos demais Estados da Federação, mas como estamos no Brasil, nunca se sabe...

Para adicionar um pouco de “cor pessoal” a esta postagem, segue um breve relato da minha experiência com a telefonia celular em solo tupiniquim, que remonta ao apagar das luzes do século passado, quando me tornei cliente da TELESP CELULAR e, mais adiante, da BCP:

Quando a TIM trouxe a tecnologia GSM para São Paulo, fui um de seus primeiros clientes, e assim permaneci até meados da década passada, quando migrei para a CLARO (vale mencionar que, nesse entretempo, usei também serviços da VIVO e da OI, embora como opções secundárias e por períodos relativamente curtos). Enfim, se, com a TIM, o único problema foi alguém tentar adquirir um plano usando meus dados cadastrais (a operadora bloqueou a transação e entrou em contato comigo no primeiro dia útil consecutivo), minha relação com a CLARO foi bem mais pródiga em adversidades, a começar pelo fato de o aparelho e o SIM Card, adquiridos via telemarketing, terem sido entregues em outro endereço, o uso indevido da linha ter gerado uma conta que me foi apresentada anos depois (perdi horas e horas pendurado na linha para convencer a empresa de que a cobrança era indevida). Outro perrengue digno de nota se deu em meados de 2012, quando troquei meu plano pós-pago por um Controle 50 e a partir daí comecei a receber duas contas (para resolver o problema foi preciso pedir socorro à ANATEL). Quando minha fatura passou de R$50 para R$53,90 (sem prévio aviso), descobri pelo site da empresa que meu plano tinha sido descontinuado e que o mais parecido era (e continua sendo) o Controle R$51,90.  Com efeito, as mensagens de texto (SMS), ligações de Claro para Claro e para telefones fixos e celulares de outras operadoras têm custos semelhantes, e a franquia mensal (R$31,90) também empata, mas o valor da fatura não bate e os R$0,99 por dia, que remetem ao uso da rede 4G, são debitados mesmo quando eu não utilizo o serviço.

O jeito será buscar esclarecimentos junto à dona CLARO, mas confesso que isso não me anima, pois é preciso muita sorte e um bocado de paciência para falar com um atendente que tenha boa vontade e capacidade para prestar um atendimento eficiente, e a maioria deles não sabe sequer o que está fazendo ali. Infelizmente.

Mas como hoje é sexta-feira:

As Cinquenta Sombras de Grey (versão alentejana).

Quatro alentejanos costumavam ir pescar sempre na mesma época, montando um acampamento para o efeito. Neste ano, a mulher do João bateu o pé e disse que ele não ia. Profundamente desapontado, João telefonou aos companheiros e disse-lhes que desta vez não podia ir porque a mulher não deixava.
Dois dias depois, os outros chegaram ao local do acampamento e, muito surpreendidos, encontraram lá o João à espera deles, com a sua tenda já armada.
- Atão, João, comé que conseguisti convencer a patroa a deixar-te viri?
- Bêm, a minha mulheri tên estado a ler "As Cinquenta Sombras de Grey" e, ontem à nôte, depois de acabar a última página do livro, arrastô-me para o quarto. Na cama, havia algemas e cordas! Mandô-me algemá-la e amarrá-la à cama e opois disse: Agora, faz tudo o que quiseres...
E Ê ... VIM PESCARI !

Bom final de semana a todos e até mais ler.

quinta-feira, 24 de março de 2022

COMO TRANSFERIR DADOS DO CELULAR PARA O PC (E VICE-VERSA) COM O SWEECH

EGOÍSTA É A PESSOA QUE PENSA MAIS EM SI MESMA DO QUE EM MIM.

A telefonia móvel celular surgiu em meados do século passado, mas foi somente em 2007 que a genialidade de Steve Jobs transformou os dumbphones de então nos smartphones de a partir de então

Hoje, para muita gente, os diligentes telefoninhos são o passaporte para o mundo maravilhoso da computação pessoal, mas isso não significa que eles tenham condenado os desktops e notebooks ao ostracismo, pois ainda há situações que exigem maior poder de processamento, fartura de memória, tela grande e o conforto que só um bom teclado físico oferece.

Quem utiliza o celular em paralelo com um computador de mesa ou portátil pode querer ou precisar transferir arquivos de um aparelho para o outro, e há diversas maneiras de fazer isso, entre as quais interligá-los usando um cabinho USB ou, mais fácil ainda, enviando o arquivo para a nuvem ou por email a si mesmo. Mas é bom saber que o app gratuito Sweechdisponível no Google Play — permite transferir fotos, vídeos, músicas e arquivos diversos de maneira mais prática e rápida.

Depois de baixar o programinha no celular (Android), toque em “Play”, abra o navegador no computador e digite na barra de endereços o URL gerado pelo Sweech (o http:// pode ser desconsiderado, mas os pontos devem ser digitados).

O Sweech funciona como uma via de mão dupla, permitindo compartilhar arquivos do celular para o PC e vice-versa. Note, porém, que um novo URL é gerado toda vez que o usuário abre o aplicativo e toca em play, e que, para "a mágica acontecer", tanto o computador quanto o smartphone precisam estar na mesma rede Wi-Fi (mesmo que a conexão seja cabeada no PC e wireless no telefone).

Para transferir arquivos do computador para o smartphone, basta selecionar o item desejado e clicar em Download (atente para a setinha na parte superior direita da tela). Para transferir arquivos do smartphone para o computador, é só clicar no botão azul de upload (na parte inferior à direita da tela) e selecionar o item desejado. Para interromper o processo ou encerrar o aplicativo, deve-se clicar no botão stop (na interface do Sweech no telefone).

Observação: O app permite ainda ouvir música, visualizar fotos e assistir a vídeos a partir da interface do navegador.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

GANHANDO ESPAÇO NO CELULAR SEM DESINSTALAR APLICATIVOS

TUDO É FÁCIL PARA QUEM SABE.

A telefonia móvel começou a ser desenvolvida em meados do século passado, quando os Laboratórios Bell (EUA) criaram um sistema interligado por antenas (chamadas de “células”, daí o termo “celular”) e a sueca Ericsson apresentou o Mobile Telephony A, que pesava 40 kg e precisava ser acomodado no porta-malas dos carros. 


Em 1973, a americana Motorola lançou o DynaTAC 8000X, que media 25 cm x 7 cm e pesava cerca de 1 kg. Em 1979, a telefonia celular entrou em operação no Japão e na Suécia; em 1983, a americana AT&T implantou uma tecnologia na cidade de Chicago — que não prosperou devido ao gigantismo dos aparelhos e à baixa autonomia da bateria (que durava 30 minutos, mas levava mais de 10 horas para recarregar).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Ser picado pela mosca azul e comprar a PEC da Reeleição não tornou Fernando Henrique menos parecido com um estadista (talvez o único da história desta republiqueta bananeira), mas seu mea culpa tardio não reverteu os efeitos nefastos do ato: da mesma forma que as flechas não voltam ao arco, as cagadas não voltam ao ânus do cagão, mesmo que, em alguns casos, devessem lhe ser enfiadas goela abaixo. Mas isso é outra conversa.

Durante a campanha de 2022, a exemplo do que fez Bolsonaro em 2018, Lula prometeu acabar com o instituto da reeleição. Bolsonaro entrou para a história como o primeiro presidente que não conseguiu se reeleger, e Lula, como o primeiro a conquistar o terceiro mandato.

Embora devesse pendurar as chuteiras chulezentas, Lula quer porque quer o quarto mandato (que Deus, o diabo ou ambos nos livrem dessa desgraça). Com a popularidade descendo pelo ladrão (sem trocadilho), o molusco de nove dedos tem feito o impossível para reconquistar o apoio da recua de muares que se contrapõe ao gado bolsonarista.

Rodeado por dois grupos desde que o Senado o humilhou, o demiurgo de Garanhuns é aconselhado pela turma do "vai pra cima" a retaliar Davi Alcolumbre — artífice da derrota histórica imposta ao xamã petista pela rejeição da indicação de Béssias para o STF — e pela turma do "deixa disso" a agir com calma e prudência para não botar fogo no pouco que resta de governabilidade palaciana.    

Lula segue a cartilha segundo a qual não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte — dias depois da derrota inédita, sinalizou que não tardaria a tirar da cartola outro nome para o Supremo. Os operadores mais exaltados do governo querem que o pato-manco constranja Alcolumbre com a indicação de uma jurista negra, ao passo que os contemporizadores avaliam que ele deveria negociar o nome com o próprio Alcolumbre. 

Submetido à divisão interna, o pai dos pobres, mãe dos ricos e camelô de empreiteiros corre o risco de gastar mais tempo e energia falando do que enfrentando o problema. Ainda não se sabe qual será a solução, mas, como o capetão-golpista durante a pandemia de Covid, não existe nada tão ruim que não possa piorar.


O telefone celular desembarcou no Brasil em meados dos anos 1980, mas só se popularizou depois da privatização das TELES — até então, habilitar uma linha era trabalhoso, demorado e caro, faltavam células (antenas), sobravam “áreas de sombra”, o preço das ligações era proibitivo e o usuário era cobrado até pelas chamadas recebidas. Mas não há nada como o tempo para passar.


A livre concorrência propiciou a venda de aparelhos a preços subsidiados, a gratuidade nas ligações entre números da mesma operadora e as linhas “pré-pagas”. Com o lançamento do Apple iPhone, os fabricantes concorrentes tornaram seus produtos capazes de acessar a Internet e rodar aplicativos, e assim os telefoninhos inteligentes se tornaram verdadeiros microcomputadores de bolso.


A exemplo dos desktops e notebooks, os smartphones são controlados por um sistema operacional (Android ou iOS, embora haja outros menos expressivos) e precisam de fartura de memória RAM e espaço interno para funcionar adequadamente. 


A escolha da marca e modelo é uma questão de preferência pessoal, mas a configuração recomendada inclui um processador veloz de última ou penúltima geração, entre 8 GB e 12 GB de memória RAM e 256 GB a 512 GB de armazenamento interno (lembrando que o SO e os apps pré-instalados ocupam boa parte desse espaço) e bateria de 5 mil mAh ou superior.


Observação: Se você planeja ficar com o celular por 3 anos ou mais, escolha um modelo com 512 GB, já que as atualizações futuras do sistema e o cache dos aplicativos crescem exponencialmente ao longo do tempo. 


Quanto mais memória e espaço interno tiver o aparelho, mais caro ele será. Alguns modelos baseados no Android permitem ampliar a capacidade de armazenamento via cartão de memória, mas remendo é sempre remendo. Existem aplicativos que se propõem a recuperar espaço, mas a maioria deles simplesmente automatiza a limpeza do cache dos aplicativos (que o usuário pode fazer manualmente se souber o caminho das pedras).


No caso do Android, um recurso disponibilizado pela Play Store arquiva parte dos aplicativos pouco utilizados, reduzindo em até 60% o espaço que eles ocupam. Os ícones continuam sendo exibidos e, quando necessário, restauram os apps automaticamente em poucos segundos. 


Esse recurso é ideal quando se tem pouco espaço disponível, pois dispensa o usuário de remover os aplicativos ociosos e reinstalá-los manualmente quando e se precisar deles. Para ativá-lo, toque no ícone da Play Store, depois na sua foto de perfil, vá em Configurações, selecione Geral, habilite a opção Arquivar apps automaticamente e reinicie o celular.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

DE VOLTA AOS SMARTPHONES

A ESQUERDA BRASILEIRA NÃO SÓ PERDEU A OPORTUNIDADE DE LIVRAR O PAÍS DA CORRUPÇÃO COMO AINDA AJUDOU A DESENVOLVÊ-LA.

A telefonia móvel celular desembarcou em solo tupiniquim no final do século passado e se popularizou devido, principalmente, à privatização do abominável SISTEMA TELEBRAS, promovida no final de julho de 1998. Até então, para obter uma linha fixa era preciso adquirir um "plano de expansão" e munir-se de paciência, pois o prazo contratual de 24 meses raramente era cumprido. Assim, restavam aos interessados os orelhões ─ que eram alvo constante dos vândalos de plantão e quase nunca funcionavam quando se precisava deles ─ ou o "mercado negro" ─ no qual as linhas eram comercializadas diretamente entre as partes interessadas e instaladas a toque de caixa, embora chegassem a custar tanto quanto um carro popular 0km, notadamente em regiões com falta de oferta e excesso de demanda, mas isso é uma história que fica para outra vez.

Observação: Na cidade marajoara de Cachoeira do Arari (PA), dez munícipes que aderiram ao plano de expansão da TELEPARÁ esperaram 15 anos pela instalação das linhas. Alguns nem chegaram a utilizar o serviço, pois faleceram antes que ele fosse disponibilizado. E o pior é que ainda tem quem sobe nas tamancas quando ouve falar em privatização! Parafraseando mais uma vez José Saramago, "a cegueira é um assunto particular entre as pessoas e os olhos com que nasceram; não há nada que se possa fazer a respeito".

Existem atualmente mais celulares do que habitantes no Brasil ─ segundo a consultoria de telecomunicações Teleco, a proporção é de 1,4:1 ─, devido, em grande parte, à saudável concorrência entre as operadoras, que disputam a preferência dos usuários subsidiando aparelhos e oferecendo pacotes de serviços que buscam adequar o custo ao minguado poder aquisitivo da nossa combalida "classe média". A propósito, muito embora a União Internacional de Telecomunicações considere o Brasil um dos países onde as ligações por celular custam mais caro, a Teleco assegura que nossa tarifa média é de R$ 0,16 por minuto, e que o preço da nossa banda larga móvel também está entre os mais baixos do mundo. Acredite quem quiser. 

Observação: Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal, são considerados pobres os brasileiros com renda familiar per capita de até R$ 162 mensais. A classe média começa em R$ 441 e termina em R$ 2.480, e os que se posicionam acima desse patamar são considerados "classe alta" pelos nossos burocratas, e chamados de "ricos" pelo povo, e de "elite branca" pelo PT. Espantado com os valores? Então saiba que 88,5% das mais de 50 milhões de cadernetas de poupança ativas em maio passado apresentavam saldo inferior a R$ 10 mil, o que nos leva a concluir que poucos filhos da pátria têm cacife para ostentar um iPhone 6 Plus, cuja versão com 128GB de memória custa "a bagatela" de R$ 4.299 (com mais alguns mimos, o preço pode chegar a quase R$ 5 mil).

A despeito da crise, a inauguração da segunda Apple Store em solo verde-amarelo, no dia 18 de abril passado ─ no Morumbi Shopping (zona sul paulistana) ─ resultou numa fila de mais de 1.000 consumidores; na primeira, aberta em 15 de fevereiro de 2014, no Shopping Village Mall (zona oeste carioca), a fila foi duas vezes maior e começou a se formar na madrugada do dia 13. É mole?

Se você está se perguntando quem precisa de um iPhone quando um modelo similar faz praticamente o mesmo serviço e custa bem mais barato, a resposta é: quem não abre mão da aura de excelência que envolve a "marca da maçã".

Observação: Diferentemente do que muitos imaginam, a Apple não é a primeira no ranking dos principais fabricantes de smartphones, mas sim a segunda (a primeira é a SAMSUNG; a terceira, a HUAWEI; a quarta, a LENOVO; a quinta, a XIAOMI, e a sexta, a LG).  

Cumpre salientar que aparelhos de boa cepa e repletos de recursos de última geração não são tão baratos assim, pelo menos aqui pelas nossas bandas, onde, devido à carga tributária e à ganância dos fabricantes e revendedores (dentre outros fatores que agora não vêm ao caso), chegam a custar de 3 a 4 vezes mais do que em seus países de origem (e os fabricados localmente não ficam muito atrás). Uma matéria publicada recentemente pela revista PROTESTE traz um comparativo envolvendo nada menos que 76 smartphones, cujos resultados permitem ao consumidor economizar até R$ 3 mil! Mas isso já é assunto para a próxima postagem. Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:

Toca o telefone... 
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha? 

- Pois não, pode ser comigo mesmo. 
- Quem fala, por favor? 
- Edson. 
- Sr. Edson, aqui é da sua prestadora de serviços de telefonia, estamos ligando para oferecer a promoção de linha adicional que dá o direito... 
- Desculpe interromper, mas quem está falando? 
- Aqui é Rosicleide Silva, senhor, e estamos ligando... 
- Rosicleide, me desculpe, mas, para nossa segurança, eu gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser? 
- Bem, pode. 
- De que telefone você fala? Meu bina não identificou. 
- 10315. 
- Você trabalha em que área? 
- Telemarketing Pro Ativo. 
- Você tem número de matrícula na empresa? 
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária. 
- Então terei que desligar, pois não posso estar seguro de que falo com uma funcionária da minha operadora. São normas de nossa casa. 
- Mas eu posso garantir... 
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes quando tento falar com vocês. 
- Ok... Minha matrícula é 34591212. 
- Só um momento enquanto verifico. 
Dois minutos depois: 
- Só mais um momento. 
Cinco minutos depois: 
- Senhor? 
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje. 
- Mas senhor... 
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto? 
- Aqui é da sua operadora de telefonia, senhor, e estamos ligando para oferecer uma linha adicional promocional. O senhor está interessado, Sr. Edson? 
- Rosicleide, eu vou transferir você para a minha esposa, porque é ela quem decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones. Por favor, não desligue, sua ligação é muito importante para mim. 
Coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê, do Latino, tocando no repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?) e ao fim de cinco minutos minha mulher atende: 
- Obrigada por ter aguardado... Você pode me informar o número do seu telefone, pois meu bina não identificou? 
- 10315.
- Com quem estou falando, por favor. 

- Rosicleide 
- Rosicleide de que? 
- Rosicleide Silva (já demonstrando certa irritação na voz). 
- Qual sua identificação na empresa? 
- 34591212 (ainda mais irritada!). 
- Obrigada pelas suas informações, Rosicleide. Em que posso ajudá-la? 
- Aqui é da sua operadora de telefonia, estamos ligando para oferecer uma linha adicional promocional. A senhora está interessada? 
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer; você pode anotar o protocolo, por favor... 
TU-TU-TU-TU-TU... 
- Desligou... Nossa, que moça impaciente! 


Até segunda, se Deus quiser.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

NOMOFOBIA, SPAM, PHISHING E SPOOFING

AS MÍDIAS SOCIAIS DERAM O DIREITO DE FALA À LEGIÃO DE IMBECIS QUE ATÉ ENTÃO SÓ FALAVAM NOS BARES, DEPOIS DE UMA TAÇA DE VINHO, SEM CAUSAR DANOS À COLETIVIDADE. 

A telefonia móvel celular surgiu em meados do século passado, mas só começou a se tornar popular no final da década de 70. No Brasil, a privatização das Teles (em 1998, durante a segunda gestão do presidente Fernando Henrique) acelerou a expansão da tecnologia no país, rompendo com décadas de monopólio estatal e introduzindo a competição entre operadoras que democratizou o uso dos aparelhos. 

Curiosamente, a tecnologia que prometia liberdade de movimento e comunicação acabou criando uma nova forma de dependência. Depois que os telefones móveis evoluíram para “microcomputadores de bolso”, concentrando funções que antes estavam distribuídas em diversos dispositivos e espaços (como banco, câmera, biblioteca, escritório, entretenimento), muitos usuários passaram a sofrer de “nomofobia” — de no-mobile + fobos —, ou seja, a “ansiedade patológica” que acomete as pessoas que se veem privadas de seus dispositivos.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Condenado por invadir os sistemas do CNJ e plantar mandados falsos de prisão e de soltura, Walter Delgatti Neto, também conhecido como “o hacker de Araraquara”, passou para o regime semiaberto. Já sua comparsa, Carla Zambelli, continua detida na Itália, para onde fugiu em meados do ano passado.

Depois de dois adiamentos a pedido da defesa, a Corte de Apelação de Roma remarcou para o próximo dia 20 o julgamento do pedido de extradição da fujona. Vale lembrar que, diante do risco de fuga, seus pedidos de liberdade provisória e de prisão domiciliar foram negados.

O Ministério Público italiano deu parecer favorável à extradição, já que os crimes pelos quais Zambelli foi condenada são considerados comuns, e não políticos. Se perder na Corte de Apelação, ela ainda pode recorrer à Corte de Cassação ou mesmo ser beneficiada por uma decisão do governo italiano — hipótese remota, ao menos neste momento, pois nada indica que a primeira-ministra Giorgia Meloni esteja disposta a comprar essa briga para favorecer alguém que o próprio Bolsonaro acusou de ter contribuído para sua derrota em 2022.

Resumo da ópera: quem executou a fraude já vislumbra a porta de saída, enquanto a mentora intelectual aposta em recursos quase infinitos e na confusão institucional para adiar seu encontro com a prisão em regime fechado. Todavia, salvo intervenção política, o desfecho tende a ser menos cinematográfico do que a fuga e mais banal do que os discursos da caterva bolsonarista.

A conferir.

 

Outras consequências da evolução dos celulares foram a “inversão de hierarquia” (os smartphones, que eram complementares aos computadores convencionais, passaram a ser os dispositivos principais, relegando desktops e notebooks a funções específicas); o progressivo “desaparecimento” dos orelhões (símbolos urbanos que hoje são quase relíquias) e dos terminais fixos nas residências; e o desinteresse dos leitores do blog por artigos que focam o ambiente Windows — daí o número crescente de postagens sobre o sistema Android e aparelhos Samsung e Motorola, líderes de vendas no Brasil.

 

Concluído este (não tão) breve preâmbulo, passemos ao que interessa: golpistas, cibervigaristas e assemelhados vêm se valendo do “spoofing” para praticar toda sorte de fraudes, entre as quais se destacam: 


1) o golpe do falso banco, em que a ligação parece vir do número oficial da instituição, e o suposto atendente pede senhas ou dados confidenciais; 


2) os golpes da Receita Federal, dos Correios, da CNH e outros em que criminosos se passam por agentes públicos para exigir pagamentos indevidos; 


3) o falso suporte técnico, no qual alguém se apresenta como funcionário de empresas como Microsoft ou Apple, alegando que há um problema em seu computador e solicitando acesso remoto; 


4) phishing por SMS, no qual mensagens de texto que imitam notificações bancárias ou promoções e trazem links maliciosos que podem instalar malwares no celular.

 

Somente no primeiro semestre de 2024, os brasileiros receberam uma média de 26 chamadas não identificadas por mês, das quais 51% eram “spam” — mensagens em massa com conteúdo publicitário — e 13%, tentativas de fraude. Apesar de sofisticado, o “spoofing” — técnica de engenharia social que busca enganar uma rede ou pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação espúria é confiável — pode ser combatido com a adoção de algumas medidas simples, entre as quais: 

 

1) Desconfie de ligações inesperadas do banco ou de um órgão público pedindo dados (desligue e retorne através dos canais oficiais da instituição); 


2) Jamais compartilhe senhas ou códigos por telefone; 


3) Use serviços de bloqueio de chamadas no telefone fixo (como o do Procon e o Não Me Perturbe); configure o app Telefone do celular para bloquear spam — ou utilize aplicativos como RoboKiller e Nomorobo


4) Jamais siga links recebidos por SMS, WhatsApp ou emails (se for necessário acessar o site, pesquise o endereço oficial e digite-o manualmente na caixa de endereços do navegador); 


5) Evite divulgar seu número de telefone em redes sociais ou cadastros desnecessários; 


6) Desconfie de mensagens que criam pressão temporal (como “sua conta será bloqueada hoje”); 


7) No caso de golpes envolvendo parentes, ligue diretamente para a pessoa antes de qualquer outra coisa.

Segundo o blog da McAfee, os estelionatários utilizam softwares e serviços de Voice over Internet Protocol (VoIP), que permitem configurar o número que aparece no identificador de chamada de modo a levar a vítima a acreditar que está recebendo uma ligação de seu banco, da Receita Federal ou até mesmo de um familiar.


Se suspeitar de que forneceu dados a um criminoso, mude imediatamente suas senhas, ative autenticação em duas etapas em contas sensíveis, avise a instituição falsificada para que possa alertar outros clientes e registre um boletim de ocorrência (BO) em uma delegacia, de preferência especializada em crimes cibernéticos.

 

Boa sorte. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

ALÔ? HELLO? PRONTO? ESTÁ LÁ?

SE TODO MUNDO FALASSE SOMENTE DO QUE REALMENTE ENTENDE, O SILÊNCIO SERIA INSUPORTÁVEL.

Sabe-se que índios usavam tambores e sinais de fumaça para se comunicar, que Alexander Graham Bell registrou a primeira patente de um aparelho telefônico em 14 de março de 1876, e que D. Pedro II ficou tão encantado com a novidade que o Brasil se tornou o segundo país do mundo a ter telefone.

 

O que muitos não sabem (ou não se lembram) é que até o final dos anos 1990, quando FHC sepultou o abominável Sistema Telebras (criado pelos militares em 1972), as linhas telefônicas custavam os olhos da cara e demoravam anos para ser instaladas. No município paraense de Cachoeira do Arari, a espera era tamanha (15 anos) que alguns aderentes do famigerado "Plano de Expansão" da Telepará morreram antes de terem o gostinho de dar um telefonema


Até o final dos anos 1970, quando o DDD e o DDI foram implantados nacionalmente, fazer uma chamada interurbanas ou internacional exigia passar pela telefonista e esperar horas até a ligação ser completada, sem falar que as tarifas eram caríssimas. Mas não há nada como o tempo para passar. 

 

A telefonia móvel celular começou a ser testada experimentalmente no início do século passado, e os primeiros aparelhos para automóveis surgiram nos anos 1940. O Mobilie Telephony A, lançado pela sueca Ericsson na década seguinte, pesava 40 kg e era tão grande que precisava ser acomodado no porta-malas. Em 1973, a americana Motorola lançou o DynaTAC 8000X, que media 25 cm x 7 cm e pesava cerca de 1 kg. A "nova" tecnologia entrou em operação no Japão e na Suécia em 1979, mas o tamanho avantajado do hardware, a autonomia medíocre da bateria e o longo tempo de recarga desestimularam as vendas.

 

O primeiro celular vendido no Brasil foi Motorola PT-550 (um "tijolão" de 800 g). Os demais modelos dos anos 1990 eram igualmente grandes, desajeitados e caros. Habilitar uma linha era trabalhoso e custava os olhos da cara. A insuficiência de células (antenas) restringia o sinal às capitais e grandes centros urbanos, e a profusão de "áreas de sombra" limitava ainda mais o uso dos aparelhos. O preço das ligações era proibitivo e, para piorar o que já era ruim, pagava-se tanto pelas chamadas efetuadas quanto pelas recebidas. Mas, de novo, não há nada como o tempo para passar.

 

A privatização das Teles estimulou a concorrência entre as operadoras, que passaram a oferecer aparelhos subsidiados e planos com chamadas ilimitadas para qualquer parte do país e franquias de dados (nem sempre generosas) para acessar a Internet através de suas redes móveis. Assim, com mais celulares do que habitantes no Brasil, os "orelhões" desapareceram das esquinas e os usuários de linhas fixas minguaram. 

 

Até 2007, os aparelhos encolhiam e a gama de funções crescia a cada lançamento. Com o lançamento do iPhone, a Apple levou a concorrência a lançar seus smartphones, e com isso o que já era bom ficou melhor, só que maior: a a partir do momento em que os telefones móveis se tornaram computadores pessoais ultraportáteis, a miniaturização deixou de fazer sentido. 


Observação: Vale destacar que o primeiro telefone móvel capaz de acessar a Internet não foi o iPhone, mas o Nokia 9000 Communicator — lançado em 1996 —, mas a conexão só era possível na Finlândia.

 

Embora não haja nada como o tempo para passar, o espaço-tempo é uma espécie de pano de fundo para todos os fenômenos do Universo, onde o trânsito pelas três dimensões espaciais se dá por "vias de mão dupla". Até não muito tempo atrás, achava-se que a quarta dimensão — a do tempo — fosse uma via de mão única, mas, de novo, não há nada como o tempo para passar. 


Carlo RovelliGuido Tonelli e outros astrofísicos respeitados internacionalmente teorizam que a "seta do tempo" não precisa necessariamente apontar para o futuro. O que entendemos por tempo é na verdade um fluxo de eventos sucessivos; esse fluxo ocorrer numa direção preferencial, o ontem impõe restrições ao hoje, e o amanhã, que transforma o hoje em ontem, novos limites ao "novo presente" (aquele que chamamos de "futuro"). 


Deixando a física e a mecânica quântica de lado, parece que o tempo retrocedeu para a Nokia, que vem promovendo há alguns anos a volta dos "dumbphones" (dumb = burro), como ficaram conhecidos os aparelhos celulares de era "pré-iPhone" com o advento do "smartphone" (smart = inteligente). Sem sistema operacional que lhes capacitasse a rodar aplicativos, os primeiros celulares se limitavam a fazer e receber chamadas e SMS (mensagens de texto curtas). 


É fato que os dumbphones ganharam novos recursos ao longo do tempo (como relógio, despertador, calculadora, calendário, agenda e alguns joguinhos elementares), mas fato é que eles nunca chegaram ao pés de sues irmãos inteligentes. Por outro lado, uma gama de funções tão espartana prolongava significativamente a autonomia da bateria. Meu saudoso Motorola RAZR V3 (cuja imagem ilustra este post) passava quase uma semana longe da tomada. Mas não há nada como o tempo para passar.


A genialidade de Steve Jobs converteu um jegue num puro-sangue árabe, ou seja, um telefone móvel de longo alcance num dispositivo com 1001 utilidades que também serve para fazer e receber chamadas telefônicas. E o excesso de informação, decorrente do uso massivo do smartphone, ensejou a ressureição do dumbphoneAndar com um celular burro em pleno século 21 cheira a saudosismo, mas está de bom tamanho para quem precisa de um telefone móvel, não de um computador de bolso, ou que se "desintoxicar" das redes sociais. 


Os modelos da Nokia, cujo slogan é "dumb phone, smart choice" (telefone burro, escolha inteligente), dispõem de tela colorida, mas de baixa resolução, e teclado numérico analógico. E custam bem menos que seus irmãos espertos (cerca de R$ 300). Quem nunca teve um aparelho com teclado analógico vai estranhar o uso das teclas numéricas para escrever texto, mas, noves fora a tecla 1, cuja função secundária é ligar para o "correio de voz", as demais servem para escrever textos. Se você pressionar a tecla 2 uma vez num campo de texto, você obterá o número 2; pressionado-a duas vezes, a letra "a"; três vezes, a letra "b"; quatro vezes, a letra "c". As demais teclas inserem as demais letras do alfabeto e sinais gráficos que não estão impressos no teclado, como caracteres acentuados, cedilha e pontuação, bem como alternam letras maiúsculas e minúsculas. Caso você precise digitar duas letras iguais em sequência, faça um intervalo de 1 ou 2 segundos entre os toques.

 

A exemplo dos dumbphones antigos, os novos limitam a diversão fica a joguinhos simples  como o "jogo da cobrinha", cujo objetivo é coletar objetos na tela para ir crescendo sem esbarrar nas laterais. Enviar uma foto para um contato, só via Bluetooth. Mas o preço (baixo) e a autonomia (invejável) da bateria faz deles a solução ideal para quem quer ter um celular de backup ou usar viagens para falar o essencial com familiares e amigos. 


Quando compuseram NADA SERÁ COMO ANTES, em 1971, Milton Nascimento e Ronaldo não tinham como prever o advento dos celulares nem (muito menos) o renascimento das cinzas da Phoenix da telefonia móvel. Mas eu jamais trocaria meus Galaxy M23 e Moto g60 por um Nokia 105 NK093 Dual Chip com rádio FM, lanterna e joguinhos pré-instalados (R$ 142,80 na Amazon). Com a devida venia de quem pensa diferente, acho que quem vive de passado é museu.