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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

DE VOLTA AO SAUDOSISMO

TO REMIND THE PAST IS TO LIVE TWICE

 

Muitas pessoas ainda se lembram da época em que a informática era chamada de cibernética e os imensos mainframes, que ocupavam salas inteiras, mas tinham menos poder de processamento que as calculadoras de bolso atuais, atendiam por cérebros eletrônicos. Mas não há nada como o tempo para passar.


Um belo dia os PCs surgiram para resolver todos os problemas que a gente não tinha quando eles não existiam, e logo se tornaram tão comuns, nos lares de classe média, quanto os televisores e fornos de micro-ondas. Mas, de novo, não há nada como o tempo para passar.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A nota divulgada pelo gabinete de Toffoli para prestar contas sobre o caso Master é flácida e constrangedora. A flacidez decorre do fato de o texto dizer coisas definitivas sem definir muito bem as coisas, e o constrangimento de os os trechos mais relevantes não serem os esclarecimentos mal formulados, mas as respostas que Toffoli não foi capaz de fornecer.

No documento de 524 palavras não há uma mísera menção à transação em que os irmãos do ministro venderam por R$3 milhões parte de um resort no Paraná para o pastor e empresário Fábio Zettel, cunhado do dono Master, Daniel Vorcaro. Nada sobre a casa luxuosa que serve de hospedaria para Toffoli na área do resort paranaense. Nem sinal de esclarecimentos sobre a viagem de Toffoli em jatinho de um empresário amigo, para torcer pelo Palmeiras na final da Copa Libertadores contra o Flamengo na companhia do advogado de um dos executivos do Master investigados no escândalo.

Nos trechos em que as coisas não foram adequadamente definidas, faltou explicar por que o ministro ultrapassou os limites dos sapatos de magistrado, imiscuindo-se no trabalho da Polícia Federal. Num processo marcado por idas e vindas, Toffoli acelerou procedimentos da investigação, criando atritos com a PF ao marcar acareações antes da tomada dos depoimentos de investigados, ordenar à delegada do caso que fizesse a Daniel Vorcaro 80 perguntas elaboradas pelo seu gabinete, tentar trancar no Supremo material recolhido em batidas de busca e apreensão e selecionar por conta própria os peritos que analisarão as provas...

Desde que o processo subiu para o Supremo, a relatoria de Toffoli sofre questionamentos de membros do próprio tribunal, do Ministério Público, da PF e da imprensa. Na nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli admitiu pela primeira vez a hipótese de devolver o inquérito à primeira instância, de onde não deveria ter saído. O diabo é que ele afirma que só fará essa análise após o término das investigações, prorrogadas dias atrás por 60 dias, prolongando o final da novela que abre na imagem do Supremo fendas de difícil reparação.


O número de usuários de desktops e notebooks diminuiu significativamente depois que os smartphones permitiram acessar as redes sociais, gerenciar emails e fofocar pelo WhatsApp. Tanto é assim que a Geração Y (Millennialdomina tecnologias mais recentes, mas ignora funções básicas de informática no bom e velho PC, como formatar um documento no Word ou executar comandos simples, como Ctrl+C e Ctrl+V.

 

As primeiras matérias sobre TI que publiquei na mídia impressa tinham como tema a segurança digital, e a ideia central da Coleção Guia Fácil Informática era familiarizar os leitores com seus computadores, tanto em nível de hardware quanto de software. O mesmo deu com este blog, que eu criei em 2006 para embasar o volume Blogs & Websites da referida coleção — naquela época, publicações sobre microcomputadores, hardware e Windows vendiam feito pão quente na hora do jantar.


Bill Gates e Paul Allen fundarem a Microsoft em 1975 e criaram o Windows uma década depois, inicialmente como uma interface gráfica que rodava no MS-DOS. Esse cordão umbilical foi cortado em 1995, mas o desmame só se deu em 2001, com o lançamento do WinXP, que era baseado no kernel do WinNT


Observação: A título de curiosidade, os arquivos de instalação do MS-DOS e das edições 3.x do Windows cabiam em uns poucos disquetes de 1,44 MB. O Win95, já então um sistema semi-autônomo, foi disponibilizado tanto em disquetes (13 unidades) quanto em CD-ROM


Até o lançamento do Windows 95, a gente ligava o computador, aguardava a conclusão do boot (processo mediante o qual o BIOS checa as informações armazenadas no CMOS, realiza o POST, carrega o Windows e sai de cena), digitava "win" no prompt de comando, teclava Enter e esperava a máquina se tornar "operável".

 

Todo dispositivo computacional, seja de mesa, portátil ou ultraportátil, é comandado por um sistema operacional, que gerencia o hardware e o software, provê a interface de comunicação entre o usuário e a máquina e embasa a execução dos aplicativos e utilitários. 


O BIOS (sigla de Basic Input/Output System) é a primeira camada de software do computador. Assim que a máquina é ligada, ele realiza um autoteste de inicialização (POST, de power on self test), procura os arquivos de boot seguindo os parâmetros declarados no CMOS Setup), carrega o sistema na memória RAM (não integralmente, ou não haveria memória que bastasse) e exibe a tradicional tela de boas-vindas.

 

Observação: Do sistema operacional a um simples documento de texto, tudo é executado na RAM. Nenhum dispositivo computacional atual, seja uma simples calculadora de bolso ou um gigantesco mainframe corporativo, funciona sem uma quantidade (mínima que seja) dessa memória volátil e de acesso aleatório.  

 

O firmware do BIOS é gravado num chip de memória ROM (não volátil) integrado à placa-mãe. O CMOS (sigla de Complementary Metal-Oxide-Semiconductor) é um componente de hardware composto por um relógio permanente, uma pequena porção de memória volátil e uma bateria CR2032, destinada a evitar que os parâmetros do Setup se percam quando o computador é desligado. 


Os firmwares estão presentes em diversos equipamentos eletrônicos modernos, como celulares, fornos de micro-ondas, tablets, impressoras, lavadoras, etc. Os smartphones não precisam de uma bateria extra para manter configurações porque usam memórias não voláteis, como EEPROM ou flash NAND, para armazenar as configurações do sistema. Mesmo que  o aparelho fique meses desligado, esses dados continuam intactos. 


Antigamente, o nome "American Megatrends Inc." e uma série de informações técnicas textuais eram exibidos durante o boot, de modo que a gente podia acompanhar contagem da memória, a detecção de hardware etc. Mas todo projeto passa por atualizações ao longo do seu ciclo de existência, e o firmware do BIOS foi substituído pelo UEFI (sigla de Unified Extensible Firmware Interface), que é mais veloz e seguro, além de oferecer uma interface mais amigável.

 

Embora essa programação seja tida como imutável — por fornecer as mesmas informações sempre que o aparelho é ligado —, há situações em que é preciso atualizá-la, seja para tornar o aparelho mais rápido, estável e seguro, seja para incluir novas funcionalidades e ampliar sua vida útil. Alguns especialistas sugeriam ignorar as atualizações, já que upgrades malsucedidos são difíceis de reverter, e podem comprometer o funcionamento do computador — ou mesmo impedi-lo de executar o boot e carregar o sistema. Mas isso mudou depois que a atualização passou a ser disponibilizada pelo próprio Windows

 

Modems, roteadores e decoders de TV a cabo costumam ser mais amigáveis — geralmente, basta acessar a tela de configuração digitando o endereço de IP no navegador, localizar a opção de atualização de firmware, baixar a nova versão, dar alguns cliques e reiniciar o aparelho para validar o upgrade. 


Seja como for, não mexa em nada antes de ler e entender as instruções fornecidas no manual do aparelho ou no site do fabricante, e de ter certeza de que a versão do firmware é a correta. Em caso de dúvida, consulte o suporte técnico ou recorra a um profissional especializado.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

WINDOWS 10 — ACABOU-SE O QUE ERA DOCE?

NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE NEM BEM QUE NUNCA TERMINE.

Quando lançou o Windows 10 como parte da ideia "Windows as a Service", a Microsoft deu a entender que seu mais novo rebento seria a versão "definitiva" do sistema. Mas não há nada como o tempo para passar.


Além de lançar o Windows 11 com exigências de hardware que frustraram milhões de usuários, a empresa estabeleceu o dia 14 de outubro de 2025 como "date de validade" do Windows 10. Isso significa que qualquer vulnerabilidade descoberta no kernel do sistema após essa data não será corrigida, o que tornará o computador potencialmente vulnerável a ataques e exploits. Com o tempo, aplicativos e drivers também deixarão de oferecer suporte à plataforma.


Em outras palavras, 44% dos "Windows PCs" ativos no mundo podem virar 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico daqui a menos de um mês (clique aqui para saber como salvar o seu), e contratar um ano adicional de patches de segurança por US$ 30 ou 1.000 pontos Microsoft Rewards— sem novos recursos, correções de bugs nem suporte técnico — apenas empurra a decisão inevitável para o ano que vem.  


Observação: Se você continuar usando o Windows 10 e não fizer nada para garantir que seu PC permaneça protegido após 14 de outubro, ficará vulnerável a potenciais falhas de segurança descobertas no sistema, já que o Windows Update não baixará nem instalará atualizações de segurança a menos que você se inscreva manualmente no programa ESU.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A pressa da banda pró-anistia do Congresso sugere que, se a facção parlamentar que trama perdoar Bolsonaro fosse submetida a um exame neurológico, o resultado seria Alzheimer coletivo. A doença produz demência, desorientação espacial, perda de memória e, nos casos mais graves, o derretimento das funções cognitivas e mentais acompanhado de perturbações de humor, delírios e alucinações.

A demência se manifesta na dificuldade de responder a perguntas simples, como o prazo de vencimento de uma culpa histórica. Para quem confunde amnésia com consciência limpa, a melhor hora para o perdão é uma semana atrás, e o segundo melhor momento, agora, poucos dias depois do anúncio das penas.

A degeneração neurológica faz do cenário do quebra-quebra um palco para a negação da barbárie. Movidos por delírios e tomados por alucinações, os partidários da anistia fomentam a crendice de que o Congresso mereceu que golpistas o invadissem, depredassem suas instalações e urinassem sobre suas poltronas e bancadas.

Datafolha revela que a maioria dos brasileiros (54%) não tolera a ideia de passar uma borracha sobre os crimes que renderam a Bolsonaro 27 anos de tranca, e uma maioria ainda mais expressiva (61%) é contra anistiar a turba do 8 de janeiro.

Alzheimer não tem cura, mas a parcela da sociedade que conserva a sanidade felizmente não perdeu a capacidade de meditar sobre a estupidez humana, que infelizmente nunca prescreve.

 

Windows nasceu em 1985 como uma simples interface gráfica, foi promovido a sistema operacional (quase autônomo) dez anos depois, alternou entre sucessos (Win98/SE, XP, 7 e 10) e fiascos retumbantes (ME, Vista, 8/8.1), mas nenhuma versão teve o ciclo de vida encerrado antes da sucessora se consolidar no mercado. Além disso, o Seven levou um ano para superar a o Vista, e o Ten — lançado em 2015 com a missão de atingir 1 bilhão de instalações em três anos —, cinco anos para cumprir essa ambiciosa missão, mas nada indica que ele será superado no curto prazo, mesmo com o fim de sua vida útil. 

A tensão entre a Microsoft e os usuários cresce à medida que o "Dia D" se aproxima. Consumidores acusam-na de praticar obsolescência programada — lembrando que os requisitos do Windows 11 obrigam a substituição de componentes de computadores mais antigos. Bastaria desvincular o upgrade do suporte ao TPM 2.0 para que os usuários atualizassem suas máquinas, mas a empresa insiste que o TPM 2.0 é necessário para manter o Windows 11 seguro. Miríades de usuários recorreram a ferramentas como Rufus ou Flyby11 para burlar essa restrição, mas uma parcela significativa percebeu que embarcou numa canoa furada e fez o downgrade para o Windows 10, que é muito superior. 

Microsoft explica em sua página de suporte que diversos fatores — como incompatibilidade de drivers, hardware antigo, aplicativos não suportados e recursos do próprio sistema operacional — impedem o upgrade, avisa que a verificação de elegibilidade com o app PC Health Check pode demorar até 24 horas, que disponibilizou uma nova página de suporte orientações específicas para cada tipo de erro e — agora a cereja do bolo — recomenda a aquisição de um Copilot+ PC (categoria com no mínimo 40 TOPS em desempenho de IA via NPU), já que a versão 24H2 do Windows 11 e os recursos mais recentes do sistema dependem fortemente da inteligência artificial. 

Sites como o Restart Project ajudam usuários a instalar sistemas operacionais gratuitos e de código aberto, e os organizadores do Dia Internacional do Reparo — marcado para 18 de outubro com vistas a conscientizar as pessoas de que, mesmo sem o Windows 11, seus computadores não são lixo — esperam que a data ganhe mais destaque neste ano do que em 2024, quando "apenas" 40 países participaram do evento.


A conferir.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

DICAS PARA MANTER O DESEMPENHO DO CELULAR NOS TRINQUES (CONTINUAÇÃO)

A CIRURGIA FOI UM SUCESSO, SÓ QUE O PACIENTE MORREU...

Operar um PC nos anos 1980 requeria noções de programação e capacidade de memorização de centenas de comandos baseados em texto e parâmetros. Como os computadores de então não dispunham de interface gráfica, o "prompt" — geralmente representado pela letra correspondente à partição do sistema seguida de dois pontos, de uma barra invertida e do sinal de "maior que" (C\:>, por exemplo) — era o ponto de entrada para a digitação de comandos, que tinham de ser inseridos cuidadosamente; um espaço a mais ou a menos, um caractere faltando ou sobrando ou qualquer erro de digitação resultava na exibição de mensagens de erro.

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Depois que a Câmara aprovou "na miúda" a PEC que privatiza a orla nacional (resta saber o que o Senado fará a respeito), um novo debate inaugurado nos subterrâneos do Legislativo merece ser acompanhado de perto, pois estão sobre a mesa excentricidades como a criação de um novo tipo de seguro de saúde que, além de inseguro, é altamente insalubre. 
A pretexto de baratear tornar seus planos "mais palatáveis", as operadoras reivindicam a criação de uma modalidade que cobriria consultas e exames, mas não internações hospitalares. Na prática, o usuário receberia o diagnóstico, mas só seria tratado se furasse a fila do SUS. 
Já existe na praça uma modalidade lipoaspirada de plano, mas ela inclui hemodiálise, fisioterapia, quimioterapia e 24 horas de hospital em casos de urgência e emergência — procedimentos que as operadoras desejam expurgar. A ideia é antiga e já foi refutada anteriormente, mas ressurgiu após o cancelamento unilateral de 35 mil planos individuais.
O imperador da Câmara trocou uma trégua na suspensão dos contratos pela inclusão de uma proposta inovadora na pauta do Legislativo, mas falta definir inovação. Para os 51 milhões usuários, uma boa novidade seria a conversão da ANS numa repartição capaz de abrir a planilha de custos das operadoras, punir violações contratuais e trazer os reajustes dos planos para dentro da curva da inflação oficial.
 
Microsoft criou o Windows em 1985, inicialmente como uma interface gráfica baseada no MS-DOS. O Win95 já era um sistema operacional semi-autônomo, mas o cordão umbilical só foi cortado com o lançamento do XP, em 2001, que foi baseado no kernel do Windows NT (versão do sistema voltada ao mercado corporativo). Mesmo assim, os usuários domésticos que não fizessem um curso intensivo de informática enfrentavam sérias dificuldades para operar seus microcomputadores. 

Observação: Para dar uma ideia do tamanho da encrenca, o manual que acompanhava o Windows 3.1 tinha centenas de páginas com informações (nem sempre muito claras) que a gente precisava consultar regularmente, até porque não havia outras opções de pesquisa. Isso mudaria mais adiante com o lançamento das saudosas revistas INFO/Exame, PC WORLD, PC Magazine e PC&Cia (sem falar nas coleções Curso Dinâmico de Hardware e Guia Fácil Informática, da lavra deste humilde blogueiro).
 
Ao transformou em microcomputador ultraportátil o que até então era um telefone móvel de longo alcance, Steve Jobs obrigou a concorrência a seguir as pegadas do Apple iPhone. Hoje, a maioria dos smartphones dispõe de processamento, memória e armazenamento suficiente suficiente para suprir a maioria das necessidades da maioria dos usuários medianos, mas
 tarefas como edição de vídeo, design gráfico, jogos de alta performance e desenvolvimento de software ainda requerem telas de grandes dimensões, teclado físico, mouse e uma configuração de hardware (processador, memória RAM, armazenamento etc.) com mais "poder de fogo".
 
Reiniciar (ou desligar e tornar a ligar)
 dispositivos eletroeletrônicos que estão lentos ou travando é quase uma “regra universal” da tecnologia, pois descarrega a energia dos transístores, capacitores, indutores etc. e esvazia as memórias voláteis. No caso específico dos PCs e smartphones, esse procedimento encerra os aplicativos e o sistema operacional, eliminando, por tabela, as causas da lentidão ou do travamento

É importante manter o sistema e os programas atualizados, dispor de uma ferramenta antimalware, baixar aplicativos exclusivamente de fontes confiáveis (como a Google Play Store e as lojas oficiais dos fabricantes dos aparelhos) e conceder somente as permissões necessárias (um gravador de voz, p. ex., não tem motivo para acessar sua agenda ou sua lista de contatos). 

A configuração de hardware "ideal" depende do perfil e do bolso do usuário, mas comprar um smartphone com menos de 6GB de RAM e de 128GB de armazenamento é economia porca (clique aqui para saber mais sobre "obsolescência programada"). Considerando que modelos "premium" custam mais de R$ 10 mil, assegure-se de que o aparelho que você tem em vista traga a versão mais recente do sistema operacional

O Google atualiza o Android a cada 12 meses (em média), mas os smartphones não recebem atualizações indefinidamente. Por outro lado, um dispositivo que não recebe mais upgrades de versão pode continuar se beneficiando das atualizações de segurança liberadas para a versão do sistema em que ele "estacionou". Como não existe uma padronização, o jeito é verificar a data de lançamento do aparelho. 

Observação: A Samsung oferece até 4 anos de atualização do Android e até 5 anos de patches de segurança para os modelos mais recentes, mas os anteriores a 2021 têm direito a penas 3 anos de atualizações do sistema e 4 anos de patches de segurança. A Motorola oferece 2 atualizações de Android para a maioria dos aparelhos, e de 2 a 4 anos de atualizações de segurança. A Xiaomi oferece 3 atualizações do Android para modelos mais recentes (séries Mi e Redmi Note) e 2 anos para os demais, além de 4 anos de pacotes de segurança para todos os modelos. Consulte o site do respectivo fabricante para obter informações mais precisas
 
Continua...

sábado, 2 de março de 2024

O FIM DO SUPORTE AO WIN10 E O CHROME OS FLEX

SÓ O IMPOSSÍVEL ACONTECE. O POSSÍVEL APENAS SE REPETE.

 

Quatro dias depois de Bolsonaro ter manifestado o desejo de "passar uma borracha no passado", a PF esclarece que a história ainda nem foi escrita. Autorizados por Alexandre de Moraes, os agentes prenderam três suspeitos de financiar ações que resultaram no 8 de janeiro.
Ao exercitar o negacionismo historiográfico na Avenida Paulista, o ex-presidente disse: "Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração. É trazer classes políticas e empresariais para o seu lado, isso que é golpe. Nada disso foi feito no Brasil". Quem ouviu ficou com a impressão de que a trama que resultou no ataque às sedes dos Poderes foi uma tentativa de golpe por geração espontânea. O caos golpista incluiu bloqueio de refinaria, derrubada de torres de transmissão de energia, baderna no dia da diplomação do eleito, um ato terrorista abortado nas proximidades do aeroporto de Brasília e uma mobilização de dois meses na frente dos quartéis. No QG de Brasília, a mordomia oferecida aos bolsonaristas golpistas (se me perdoam a redundância) incluía de churrascadas a massagens. Nada disso se faz sem dinheiro. 
A PF entregou as provas que fundamentam as condenações dos autores do quebra-quebra, e cerca Bolsonaro e alguns dos políticos e militares que apoiaram a intentona golpista. A inclusão do elo dos financiadores nessa corrente é crucial para eliminar a ficção do golpismo espontâneo, mas o mapeamento do dinheiro avança mais lentamente do que seria de desejar.

A evolução tecnológica substitui produtos de ponta por outros ainda mais avançados em intervalos de tempo cada vez mais curtos. Hardware mais poderoso leva ao desenvolvimento de sistemas e programas mais exigentes, que demandam ainda mais recursos do aparelho. 

Esse "círculo virtuoso" induz os usuários a aposentar desktops, notebooks, tablets e smartphones com poucos anos de uso e em boas condições de funcionamento. A boa notícia é que isso estimula o consumo; a má é que a grana anda curta, de modo que pouca gente pode se dar ao luxo de acompanhar essa ciranda. 

O Windows 11 não roda bem (ou simplesmente não roda) em máquinas antigas e/ou de configuração espartana, sobretudo se equipadas com jurássicos drives de disco rígidoPara piorar, próxima atualização deve exigir uma instrução não suportada por chips AMD lançados antes de 2006 e Intel anteriores a 2008. Essa incompatibilidade fará com que ainda mais usuários permaneçam com o Windows 10 (ou voltem para ele, dependendo do caso). E como nada é tão ruim que não possa piorar, a Microsoft vai encerrar o suporte ao Win10 em outubro do ano que vem. 

Sem o Windows 10, cerca de 240 milhões de PCs irão para o lixo se seus usuários não aceitarem usar um software desatualizado (e, consequentemente, ainda mais inseguro) ou adotar uma distribuição Linux ou o ChromeOS Flex — sistema operacional de código aberto baseado no kernel do Linux, desenvolvido pelo Google para o Chromecast, mas que se tornou uma opção interessante para quem usa o computador basicamente para navegar na Web e rodar aplicativos baseados na nuvem. 

Nas pegadas do anúncio da Microsoft, a gigante de Mountain View divulgou uma lista com 11 razões para as empresas adotarem o ChromeOS Flexque é mais leve do que o Windows e o macOS (em outras palavras, sopa no mel para usar em máquinas antigas e de configuração chinfrim). Tanto o ChromeOS "original" quanto o Flex são baseados na nuvem e têm como recursos principais as ferramentas do GoogleGmail, YouTube, Docs, Meet e, claro, o navegador Chrome
 
Segundo o Google, o ChromeOS Flex é atualizado constantemente, demanda até 19% energia que outros sistemas operacionais, dispõe de mecanismos de proteção como criptografia e sandbox e é fácil de usar por qualquer pessoa familiarizada com o Google Chrome

Embora ChromeOS Flex seja gratuito e rode em máquinas de configuração modesta, sua instalação está longe de ser um primor de simplicidade. Para mais detalhes, clique aqui.  

sábado, 4 de novembro de 2023

SENHAS E SENSORES DE IMPRESSÃO DIGITAL

QUANDO TODAS AS OPINIÕES SÃO SUBJETIVAS, NENHUMA RESOLUÇÃO ABSOLUTA PODE SER ALCANÇADA.

O tema da segurança pública ressurgiu como uma unha encravada nos pés de barro do Estado brasileiro. Ao expor debilidades crônicas de governos estaduais de direita, como o do Rio de Janeiro, e de esquerda, como o da Bahia, torna-se um desafio suprapartidário Em âmbito federal, ameaça a popularidade de Lula.

O descaso e a inépcia bloqueiam há duas décadas o uso do remédio disponível na prateleira, que nasceu de sugestões de especialistas em 2003, mas foi engavetado e assim permaneceu até 2012, quando o Planalto enviou ao Congresso um projeto de lei — que permaneceu no freezer por seis anos. 
Em 2018, quando o então presidente Temer decretou intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro, a proposta foi aprovada em ritmo emergencial na Câmara e no Senado, mas, para gáudio do crime organizado, a nova lei virou letra morta. Com um pé no Ministério da Justiça e outro no STF, Flávio Dino acena com a hipótese de retirar a lei do papel.

Segurança pública no Brasil não é problema de organograma. Nem de armamentismo selvagem, dar tiros a esmo ou enviar novos "pacotes" ao Congresso Nacional. Concebido como política de Estado, O Susp segue a filosofia do SUS ao prever a integração das ações e o compartilhamento de dados de todos os órgãos de segurança do país em âmbito federal, estadual e municipal. O plano seria elaborado pelo Ministério da Segurança Pública e atravessaria diferentes mandatos, com prazo de implementação de 10 anos. 

Em 2020, dois anos após a publicação da lei, estados e municípios deveriam ter levado à vitrine planos locais, sob pena de deixar de receber verbas federais. Àquela altura, o inquilino do Planalto era Bolsonaro, cuja política de segurança trocou medidas estruturais pela liberalização indiscriminada de armas e deixou perneta o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas, que deveria funcionar como o Datasus, que reúne todos os dados da saúde pública no Brasil.

Na área da segurança, o controle das armas virou ficção. Dino reverteu a flexibilização armamentista, mas responde às mazelas conjunturais com a adoção de medidas emergenciais que se revelaram historicamente ineficazes. Lula faz por pressão o que se absteve de realizar há 20 anos, quando refugou as sugestões de especialistas. Mas suas novas providências no setor de segurança de Lula parecerão pouco sem a efetivação do compromisso de Dino de colocar o Susp em pé — o que incluiria a criação de conselhos estaduais e municipais de segurança, a fixação de metas aferíveis anualmente e a instituição de uma conferência nacional para avaliar, a cada cinco anos, a eficácia da estratégia unificada de combate à criminalidade.


***


A informática e a Internet contribuíram sobremaneira para a popularização das senhas, mas o Antigo Testamento (em Juízes 12: 1-15) registra que a palavra "xibolete" (do hebraico שבולת, que significa "espiga") funcionava como "senha linguística" para identificar um grupo de indivíduos.
 
Em 1961, o MIT desenvolveu o Compatible Time-Sharing System para evitar que alguns estudantes monopolizassem os computadores, mas os nerds logo descobriram como burlar a exigência da senha e se livrar da incomodativa limitação de tempo. 

No âmbito das transações financeiras em solo tupiniquim, a autenticação por senha foi implementada em 1983 nos caixas eletrônicos — a primeira máquina foi instalada pelo Itaú no município paulista de Campinas. Já o cartão de crédito surgiu no começo do século passado, inicialmente como alternativa para clientes de redes de hotéis e petroleiras comprarem a crédito nos próprios estabelecimentos. A primeira versão para uso no comércio em geral foi o Diners Club Card, que chegou ao Brasil em meados dos anos 1950.

Nos anos 1980, fraudadores lesavam as operadoras de cartões valendo-se dos dados que recuperavam a partir do papel-carbono dos formulários usados nas maquininhas manuais. Quando as empresas contra-atacaram com as tarjas magnéticas, eles responderam com os "chupa-cabras", ensejando a adoção do microchip a substituição da assinatura pela senha digital. E o resto é história recente.
 
A "força" da senha deve ser compatível com a importância daquilo que ela se destina a proteger. Uma senha de 4 algarismos é suficiente para o logon no Windows, mas fraca demais para ser usada em serviços de webmail, redes sociais e que tais. Netbanking, então, nem pensar. 

Uma combinação de 9 das 26 letras do alfabeto levaria mais de uma década para ser "quebrada" por um ataque leve — com 10 mil guesses por segundo —, mas resistiria poucas horas a um ataque moderado — com 1 bilhão de guesses por segundo. Já uma senha de 20 dígitos demoraria 63 quatriliões de anos para ser quebrada por um ataque leve e 628 bilhões de anos no caso de um ataque moderado. E a segurança aumenta ainda mais quando letras maiúsculas e minúsculas são combinadas com algarismos e caracteres especiais (-, %, &, $, #, @ etc.).
 
Devido ao preço "salgado" dos microcomputadores no alvorecer da "Era PC", a mesma máquina costumava ser compartilhada por todos os membros da família 
— o que era economicamente interessante, mas desastroso do ponto de vista da privacidade. Diane disso, a Microsoft tornou o Windows "multiusuário" e implementou uma política de contas e senhas de acesso. Isso não resolvia o problema do compartilhamento, mas limitava o acesso de cada usuário a suas próprias pastas e arquivos. Mas logo se descobriu que bastava pressionar a tecla Esc para "pular" a tela de logon (essa falha foi sanada no Win XP, que foi desenvolvido a partir do kernel do WinNT).
 
O lançamento do iPhone, em 2007, foi um divisor de águas entre os dumbphones de então e os smartphones de a partir de então. Seis anos depois, a Apple tornou a inovar com a integração do Touch ID (sensor de impressão digital) ao botão "Home" do iPhone 5, permitindo o uso da impressão digital para desbloquear o aparelho.