terça-feira, 27 de setembro de 2016

AVAST ANTIVÍRUS NITRO UPDATE

UM SOBERANO JAMAIS DEVE COLOCAR EM AÇÃO UM EXÉRCITO MOTIVADO PELA RAIVA; UM LÍDER JAMAIS DEVE INICIAR UMA GUERRA MOTIVADO PELA IRA.

Quem acompanha minhas postagens sabe que este Blog não visa lucro, não tem patrocínio, AdSense ou qualquer outra coisa que, em tese, me manteria de rabo preso com quer que seja. Dessa forma, eu fico inteiramente à vontade para publicar opiniões isentas, sem dever obrigação a ninguém, sobretudo a desenvolvedores de software ― que não raro me oferecem licenças gratuitas em troca de postagens com elogios a seus produtos. Claro que nem por isso eu deixo de reconhecer o mérito de quem realmente faz por onde, como é o caso da empresa de segurança digital Avast, fabricante da suíte Internet Security Premier ― que há tempos eu uso e recomendo aos leitores que me honram com sua atenção.

Observação: O nome Avast dispensa maiores apresentações, mesmo porque, juntamente com a AVG, essa empresa foi pioneira em oferecer uma opção freeware (gratuita) de antivírus de qualidade para usuários que não queriam ― ou não podiam ― desembolsar o valor correspondente à licença de uma solução de segurança comercial (paga).

No site da Avast, você encontra diversas soluções de segurança, do antivírus gratuito a suítes completas, que integram várias ferramentas adicionais. Os preços são palatáveis, o pagamento pode ser parcelado, e você ainda escolhe se quer licenciar o produto por 1 ou 2 anos, contratar a renovação automática e/ou estender a proteção para outro PC, smartphone ou tablet.
Conforme eu mencionei linhas atrás, eu uso o Avast Internet Security Premier na minha máquina, mas fiquei tão bem impressionado com o Avast Antivírus Nitro Update que resolvi mantê-lo no meu no meu notebook. Segundo o fabricante, essa opção foi projetada para melhorar a velocidade, o tempo de reinicialização, a velocidade dos downloads e o desempenho do computador com Windows 10, além de contar com aprimoramentos que robustecem a segurança ― como o navegador SafeZone, por exemplo, que isola as sessões de navegação, visando proteger a privacidade do internauta.

Ainda de acordo com a Avast, o Nitro reduz em 11%, em média, o tempo de boot em relação às versões anteriores do Avast Antivírus ― que já se destacavam por ser leves e bastante rápidas. Para economizar ciclos de processamento da CPU, esse programa mantém parte do processo de identificação e análise de ameaças na nuvem, o que lhe permite reduzir em 50% o impacto sobre a performance do sistema em relação ao Windows Defender ― componente nativo do Ten que é desabilitado automaticamente durante o processo de instalação do Avast, o que permite ao usuário notar a sensível melhora no desempenho do computador.

Outro aspecto digno de nota é o CyberCapture ― tecnologia desenvolvida pela Avast que protege o computador de ameaças “zero segundo”, ou seja, que ainda não foram identificadas e catalogadas, contra as quais as ferramentas que se valem somente de listas de definições de malwares não são capazes de oferecer proteção.

Se a licença do seu antivírus está para expirar ― ou, por qualquer motivo, você não está satisfeito com o programa que utiliza ― tudo que foi dito até aqui justifica plenamente uma avaliação gratuita, já que a Avast permite testar seus produtos por 30 dias antes de você se decidir a registrá-los.

Amanhã eu conto o resto, pessoal. Abraços e até lá.

Em tempo: Embora eu venha replicando nos finais de semana algumas postagens sobre política que publico na minha comunidade, a deflagração da 35ª fase da Lava-Jato, na manhã de ontem, justifica a inserção do texto abaixo, até porque o cenário político é dinâmico e novos fatos têm vindo à tona dia sim, outro também. Então, para que o post não se torne matéria vencida, e considerando que estamos a poucos dias das eleições municipais, resolvi abrir uma exceção. Acompanhe

PALOCCI E A PALHAÇADA DE LULA, QUE CONTINUA DESDENHANDO AS INVESTIGAÇÕES E, TALVEZ POR ACREDITAR NAS PRÓPRIAS MENTIRAS, A ACHAR QUE ESTÁ ACIMA DA LEI

Quando postei a matéria sobre Eduardo Cunha, horas atrás, ainda não tinha ouvido a notícia da prisão de Palocci (essa, sim, bombástica, até porque a ligação do “italiano” com Lula e Dilma é inarredável, já que foi ministro da Fazenda no governo do primeiro e da Casa Civil, no da sua sucessora). Tão logo soube da história, publiquei este link, mas, ainda assim, achei por bem voltar com mais detalhes sobre o assunto. Vamos a ele.

Na última semana, como foi noticiado pela mídia em geral e pela ISTOÉ em especial (para conferir, siga este link), Lula zombou dos das investigações e dos investigadores, a despeito das insofismáveis evidências de seus inúmeros malfeitos. Segundo matéria publicada no site da ISTOÉ, acuado após se tornar réu pela segunda vez na terça-feira, 20, por ter recebido propina da OAS, o petralha aposta em deslegitimar as instituições e o estado democrático para escapar da prisão iminente, mesmo que isto leve o País ao caos.

Com efeito: Não conseguindo desmentir as provas de que se beneficiou dos desvios da Petrobras, Lula parte para o confronto contra os acusadores, numa escalada de desacatos sem precedentes na história recente. O último episódio ocorreu na quarta-feira, 21, durante um comício no interior do Ceará, quando o petralha classificou os investigadores de “meninos do MPF que ‘futucam’ a sua vida”, e no dia seguinte, em Recife, quando atacou o juiz Moro, afirmando que “duvida que alguém dentro do MP, aí incluído o magistrado, seja mais honesto do que ele [Lula]”. E vale frisar que essa estratégia criminosa não é usada apenas pelo comandante máximo do Petrolão, mas também por seus asseclas: o vice-líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, repetiu a chacota na quinta-feira, 22, ao acusar a força-tarefa de interferir nas eleições: “Moro e os Golden Boys iniciam operação #BocaDeUrna”, zombou em uma rede social”.

Conforme eu comentei nesta postagem, o ex-ministro Ciro Gomes, outro aliado de Lula, de olho no apoio do combalido PT na disputa pela presidência em 2018, vem cantando no mesmo tom, chegando ao absurdo de gravar um clipe de vídeo onde detalha como sequestraria e alojaria “o chefe” em uma embaixada, na tentativa de evitar sua eventual prisão: “Eu quero me voluntariar para formar um grupo, com juristas nos assessorando, que se a gente entender que o Lula pode ser vítima de uma prisão arbitrária, a gente vai lá e sequestra ele e entrega numa embaixada. Isso eu topo fazer”, declarou o falso cabeça-chata (para quem não sabe, Ciro é paulista de Pindamonhangaba, embora radicado em Sobral, no Ceará, desde 1962).

Em suma: em pleno Estado de Direito, Ciro acredita que está correto deslegitimar a decisão de um magistrado e cometer até um crime hediondo. Uma visão da Justiça tão peculiar quanto a do senador petralha Jorge Viana, que, em interceptações telefônicas, foi flagrado sugerindo ao advogado Roberto Teixeira uma estratégia criminosa para desmoralizar o juiz Sergio Moro e tumultuar a Lava-Jato. No diálogo, Viana afirma que é preciso levar a investigação para um confronto político, sugere que Lula convoque uma entrevista e diga que não acatará as decisões de Moro, que ofenda o juiz e o desafie publicamente a detê-lo: “Fala para ele desacatar o juiz… se prenderem o Lula, aí vão prender e tornar um preso político. Aí nós fazemos esse País virar de cabeça para baixo”. E ainda tem imbecis que admiram e defendem essa corja de canalhas!

Acuado, Lula avança de maneira colérica contra os integrantes da Lava-Jato, ressuscita seu embolorado discurso dos tempos do mensalão, posa de vítima, usa sua ascensão de nordestino humilde a Presidente da República como salvo-conduto à delinquência, afirma que as investigações têm objetivo político e apela para a batida estratégia do “nós contra eles”. Mas não é bem por aí. Os crimes pelos quais ele é acusado estão longe de ser políticos. Quando foi considerado comandante do Petrolão pelos investigadores do MPF, o sacripanta já era réu por obstruir a Lava-Jato; na última semana, passou a responder também pelo recebimento de R$3,8 milhões em propinas da OAS, e muito em breve deverá ser alvo de outras denúncias.

Por não conseguir contestar as evidências ― afinal, é difícil defender o indefensável ― Lula se insurge contra as instituições, diz que tem a vida “futucada por uns meninos do MPF” ― que na verdade são representantes do Estado responsáveis por evitar que agentes públicos fiquem acima da lei, e que já resgataram parte dos R$6,4 bilhões desviados pela propinocracia do PT.

A autodeclarada “alma viva mais honesta do Brasil” ser revelou um verdadeiro especialista em se valer de chicanas para fugir da Justiça ― foram tantas que Rodrigo Janot e Teori Zavascki afirmaram, em despachos, que o ex-presidente tenta embaraçar as investigações do Petrolão. Desde que foi conduzido coercitivamente ao posto da PF no Aeroporto de Congonhas, em março passado, Lula e seus rábulas tentam tirar o caso das mãos de Sergio Moro. Como o leitor deve estar lembrado, o dito-cujo chegou a ser nomeado ministro, no apagar das luzes do governo Dilma, para ganhar foro privilegiado ― estratégia que acabou frustrada com a divulgação de gravações telefônicas em que ele e a hoje deposta mulher sapiens tratavam o cargo como um salvo-conduto.

Mas não parou por aí: Lula recorreu ainda ao STF ― e até à ONU ―, alegando ser vítima de perseguição, esquecendo-se de que o Brasil é uma democracia governada por 13 anos pelo próprio PT.  Sem alternativa, seus defensores insistem, em vão, no desacato a Moro, que, segundo Cristiano Zanin ― um dos advogados do imprestável ― “tornou-se acusador, o que é incompatível com a função de juiz, e perdeu a imparcialidade para julgar Lula”. Puro mimimi: ao agir dessa forma, Lula e seus esbirros, acólitos e defensores demonstram total desrespeito à Justiça e às leis, e como se não bastasse serem acusados de integrar ou estarem unidos a um esquema criminoso, ainda premeditam novos delitos.

O pesadelo do deus pai da petralhada se tornou realidade na última semana, quando Moro aceitou uma denúncia do MPF contra ele e outras sete pessoas (dentre as quais a ex-primeira dama) por corrupção e lavagem de dinheiro. Lula se tornou oficialmente réu na Justiça Federal do Paraná por ter recebido benesses da OAS, que teria custeado o armazenamento de seu acervo pessoal e lhe presenteado com o famoso tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, luxuosamente reformado pela empreiteira. Em breve, ele deverá ser alvo de outra denúncia no âmbito da Lava-Jato, desta feita por ocultação do não menos notório Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, igualmente reformado por empreiteiras envolvidas no Petrolão.

Voltando agora à Operação Omertà, a ISTOÉ dá conta de que Moro decretou o bloqueio de R$128 milhões de Antônio Palocci Filho e de outros suspeitos de grosso calibre. De acordo com o magistrado, “não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita; o sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos”. Segundo Filipe Pace, delegado da PF que participou das investigações, a partir de 2008, quando constam os primeiros pagamentos da planilha nomeada “italiano”, “é razoável concluir que Palocci tenha tido papel maior que Dirceu no esquema de propinas”. Ao que a procuradora da República Laura Tesler complementou: “a cada dia temos mais informações, certamente outros personagens vão aparecer, é muito cedo para dizer que chegamos aos maiores chefes do esquema”.

Sobre os desdobramentos da operação, Pace afirmou que Palocci já é investigado em processos específicos; que no momento o foco é sua relação com a Odebrecht; e que as interferências não se resumem à Petrobras: “Desvendou-se hoje uma atuação bem forte e duradoura do Palocci em interferências na Petrobras e em outras esferas da administração pública federal”. Disse ainda que a empresa de Juscelino Dourado, ex-assessor de Palocci, pode ter sido usada para pagamentos ilícitos, até porque existia apenas no papel, seu endereço era o mesmo da residência de Dourado, e que as transações bancárias indicam o recebimento de valores do pecuarista José Carlos Bumlai e de Pedro Novis ― que precedeu o “príncipe das empreiteiras” Marcelo Odebrecht na presidência da construtora. 

Destacou ainda o delegado que a prisão temporária de Palocci se justifica pelos crimes que ele cometeu a favor de si mesmo e de seu grupo político, o PT; que mesmo fora de qualquer cargo ele continuava a intermediar valores do governo federal, e que o crime de corrupção não pede comprovação de recebimento de propinas, já que o fato de pedir vantagens ilícitas já configura crime. Já o delegado Igor Romário de Paula negou que as investigações tenham qualquer relação com o período eleitoral. Segundo ele “a investigação é pautada nos fatos, não tem nada a ver com a eleição. A investigação tem seu próprio tempo”.

Sai dessa, sapo barbudo ― e te cuida, Dilma, que o cerco está apertando!

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

WINDOWS 10 - COMO HABILITAR A HIBERNAÇÃO E A SUSPENSÃO HÍBRIDA

A MELHOR MANEIRA DE PREVER O FUTURO É INVENTÁ-LO.
 
Quem acompanha minhas postagens sabe que a Hibernação é um recurso valioso: enquanto a opção Suspender desliga a maioria dos circuitos do PC, mas mantém a memória RAM energizada, permitindo que o sistema seja recarregado e volte a exibir os documentos e programas abertos em questão de segundos ―, essa opção transfere o conteúdo da RAM e o estado do processador para um espaço específico criado no HD (hiberfil.sys) e desliga totalmente o computador, permitindo que você desconecte o computador de qualquer fonte externa de energia. Nesse caso, o retorno do sistema não é tão rápido quanto no anterior, mas é mais ágil do que no boot convencional e também traz de volta os aplicativos e arquivos do mesmo jeito em que eles se encontravam no instante em que o sistema adormeceu.

Via de regra, usa-se o modo Suspender em ausências de curta duração (durante o intervalo de almoço, por exemplo), e Hibernar no final dia, ou, no caso de portáteis,sempre que for preciso transportar a máquina de um lado para outro. Vale salientar, por oportuno, que a Microsoft incluiu no Windows 7 (e manteve nas edições subsequentes do sistema) a opção Suspensão híbrida, que não só preserva o conteúdo da RAM, mas também o copia para o HD, prevenindo uma eventual perda de dados no caso de ocorrer um apagão inesperado na rede elétrica, por exemplo, ou outra ação que corte o fornecimento de energia ― se a faxineira desligar a máquina da tomada para plugar o aspirador de pó, também por exemplo.

Enquanto a hibernação foi desenvolvida com vistas aos notebooks, a suspensão híbrida foca precipuamente os desktops, que não dispõem de bateria para fazer o papel de no-break. Para quem não sabe, o no-break é uma espécie de estabilizador de tensão que conta com baterias capazes de manter funcionando os aparelhos a ele conectados em caso de falta de energia na rede elétrica. A autonomia varia conforme o modelo, mas mesmo os mais simples permitem salvar os trabalhos, fechar os aplicativos e desligar adequadamente o computador.

Observação: Note que tanto é possível usar a hibernação em desktops quanto a suspensão híbrida em notebooks.

Para colocar o computador em estado de hibernação, basta abrir o menu Iniciar, clicar em Desligar selecionar a opção correspondente na lista que é exibida em seguida. Caso ela não esteja visível, você terá de habilitá-la a partir da tela das Opções de Energia. Para tanto, ou você tecla Windows+R, digita powercfg.cpl na caixa de diálogo do menu Executar e pressiona a tecla Enter, ou abre o menu Iniciar, seleciona Configurações, clica em Sistema > Energia e Suspensão > Configurações de energia adicionais. Na porção esquerda da janela, clique em Escolher as funções dos botões de energia, na parte inferior da tela, marque a caixa de verificação ao lado da opção Hibernar. Se essa opção estiver acinzentada (não configurável), localize o link Alterar configurações não disponíveis no momento (na parte superior da janela), clique nele, habilite a caixa, marque-a e clique em Salvar alterações.

Para habilitar a suspensão híbrida, repita os passos sugeridos para abrir a tela das Opções de Energia e, em Planos preferenciais, clique no link Alterar configurações do plano correspondente ao esquema de energia selecionado. Na tela seguinte, clique em Alterar configurações de energia avançadas e, na janelinha que será aberta em seguida, clique no sinal de adição (+) ao lado da opção Suspender, faça o mesmo em Permitir suspensão híbrida, ajuste o status para Ativado e clique no botão OK.

Abraços a todos e até a próxima.

Em tempo: E como estamos em semana de eleições, não custa dar uma espiada neste vídeo:



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domingo, 25 de setembro de 2016

EDITORIAL DO ESTADÃO: OS LIMITES DE LULA

Ex-presidente e seus advogados decidiram simplesmente denunciar o sistema judicial brasileiro, como se aqui vigorasse a mais grossa ditadura.

O ex-presidente Lula se considera um perseguido político. Essa será sua linha de argumentação no processo em que é acusado de auferir vantagens do esquema do petrolão, flagrado pela Lava-Jato. Isso significa que, agora transformado em réu pelo juiz federal Sergio Moro, o petista exercerá seu direito de defesa além da mera formalidade, uma vez que atende às exigências do devido processo legal e ao mesmo tempo nega sua validade, pois considera o processo ilegítimo e vê o tribunal e os promotores como integrantes de um complô para impedir sua volta à Presidência da República.

Assim, Lula e seus advogados decidiram simplesmente denunciar o sistema judicial brasileiro, como se aqui vigorasse a mais grossa ditadura. Para Lula, o processo nem deveria existir, dado que sua inocência, clara como a luz do dia, só é questionada por quem tem má-fé. Por esse raciocínio, a Justiça só provará sua isenção se absolver Lula e se lhe pedir desculpas ― algo que o ex-presidente, aliás, já cobrou.

Tal estratégia mal esconde a aflição de Lula com o risco de vir a ser preso. A denúncia que Moro aceitou já é a segunda relativa ao petrolão ― na primeira, que corre na Justiça Federal de Brasília, ele é acusado de obstrução de Justiça. No caso que está na 13.ª Vara Federal de Curitiba, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de assalto à Petrobrás, do qual, segundo o Ministério Público Federal, o ex-presidente é o “comandante supremo”.

A acusação afirma que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS entre 2006 e 2012. Moro considerou haver “indícios razoáveis” de que um tríplex no Guarujá foi dado pela OAS a Lula, embora a empresa tenha se mantido como proprietária formal. A empreiteira realizou melhorias no apartamento sob orientação da mulher de Lula, Marisa Letícia, que também foi denunciada. Ademais, a empreiteira custeou o armazenamento do acervo que o ex-presidente alega ser seu, acomodado em 14 contêineres. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto ― outro denunciado ―, reconheceu esse pagamento, mas insistiu que não se trata de crime, embora não deixe claro qual foi a contrapartida para tanta generosidade.

A acusação de que Lula chefiou o petrolão não consta do processo, embora tenha sido enfatizada pelos procuradores na apresentação da denúncia. Moro entendeu que essa omissão se justifica porque a acusação de associação criminosa consta de processo que, por envolver agentes com foro privilegiado, corre no STF. Mesmo assim, considerou que a acusação dos promotores sobre o papel proeminente de Lula no esquema é relevante, uma vez que as vantagens materiais recebidas da OAS só se justificariam no contexto do petrolão.

Moro também deixou claro que este ainda não é o momento de fazer um exame das provas, mas apenas de analisar se a denúncia tem justa causa. Isso significa que a aceitação da denúncia não representa qualquer julgamento sobre a culpa do réu, que “poderá exercer livremente sua defesa”. Mas o direito à ampla defesa não parece interessar a Lula. Confrontado com tão evidentes sinais de que não é a “viva alma mais honesta deste país”, como certa vez se jactou, ele parece intuir que virá a ser irremediavelmente condenado caso se submeta apenas ao devido processo legal, e assim desencadeou uma campanha mundial para caracterizar o processo como político.

No Brasil, Lula mandou que os candidatos petistas nas eleições municipais, que já enfrentam enormes dificuldades para superar a hostilidade do eleitor, usem a campanha para defendê-lo, atrelando seu destino e o do partido no que pode ser o abraço dos afogados. No exterior, a tigrada deflagrou uma campanha constrangedora intitulada “Stand with Lula” (“Estamos com Lula”), que pede apoio internacional ao ex-presidente, caracterizado como “pai do Brasil moderno”.

Como sempre, Lula refugia-se em mentiras e fabulações, ofendendo a inteligência alheia e a própria democracia, para não ter de responder por seus atos. Felizmente, porém, sua margem de manobra parece se estreitar cada vez mais.

Mudando de pato para ganso: a uma semana das eleições municipais, Russomanno vê sua liderança ameaçada por Dória e Marta, e a troca de acusações entre os candidatos à prefeitura de Sampa ganha novas e emocionantes nuances.

Mesmo que não se interessa por política ou não sabe diferenciar conversa de palanque do que realmente pode ser feito pelo futuro prefeito desconfia do verborrágico blábláblá entoado por essa seleta confraria. Todos parecem ter uma varinha de condão capaz de resolver os problemas da cidade da noite para o dia.

A macróbia Erundina assegura que pode gerar as filas nas creches municipais; o midiático Russomano fala em criar um cartão eletrônico reunindo dados dos munícipes que usam o sistema de saúde pública da capital; o administrador Dória pretende criar um “mutirão” para que os médicos atendam a população carente durante as madrugadas; o imPresTável Haddad (que detém a maior taxa de rejeição) jura que vai criar 100 mil empregos diretos na construção civil e entregar os hospitais que prometeu construir na atual gestão; a ex-sexóloga Marta promete concluir as obras inacabadas de 28 hospitais que o atual prefeito não conseguiu entregar e realizar 64 que nem foram começadas, e por aí segue a lamentável procissão, onde os “santos” são vistos pela parcela pensante da população como milagreiros de araque, fazedores de promessas que jamais poderão cumprir (isso sem mencionar as promessas dos candidatos “paraquedistas”, que mal pontuam nas pesquisas e não têm a menor chance de se eleger).

No primeiro debate entre eles na TV, na última segunda-feira, choveram críticas à gestão petista no governo federal ― visando atingir Fernando Haddad ―, nas quais o PT foi acusado de “destruir a economia” e chegou a ser chamado de “quadrilha” (até aí, nenhuma novidade).
Luiza Erundina ― que (des)governou Sampa de 1989 a 1993, quando era filiada ao PT ― montou um palanque diante da TV Bandeirantes, semanas atrás, para protestar contra sua exclusão do debate realizado por aquela emissora. Uma vez petista...

Observação: Vale lembrar que a lei eleitoral impede de participar dos debates candidatos de legendas com menos de nove representantes na Câmara Federal, a não ser que dois terços dos demais concorrentes avalizem sua inclusão no programa ― e o PSOL, atual partido da macróbia, tem apenas seis.

Marta Suplicy, também ex-petista e hoje candidata pelo PMDB, criticou o governo da qual foi ministra, apontando construções interrompidas que viu durante a pré-campanha em São Paulo. João Doria (PDSB), perguntado sobre o que faria para gerar empregos, disse que os 13 de lulopetismo destruíram a economia, e que é preciso rezar para a coisa melhorar ― até aí eu concordo, mas, convenhamos, não é bem esse o tipo de resposta que se espera de quem pretende administrar a maior metrópole da América Latina.

Ao também criticar o atual prefeito, o candidato Major Olímpio, do Solidariedade, comparou o PT a uma agremiação criminosa, “uma quadrilha que se implantou no governo federal e que tem uma metástase em São Paulo. Também concordo com ele, mas até aí...
Celso Russomanno (PRB) ― que vinha sendo poupado de ataques enquanto mantinha a liderança e também evitava criticar abertamente o governo federal ―, agora tem seu nome associado ao despejo do Bar do Alemão, em Brasília, por falta de pagamento de aluguel e salário de funcionários (num total que chega a R$ 2 milhões).

Observação: Segundo a assessoria do candidato, o grupo de administradores ― do qual fazem parte Luna Mirah Gomes, filha do ex-deputado tucano Eduardo Gomes, o empresário Geraldo Vagner de Oliveira, falecido em junho em um acidente aéreo em Jundiaí, as empresas Yellowwood Consultoria, Unialimentar Comercio e Serviços Alimentares Ltda., e Augusto Mendonça Neto, um dos delatores na Operação Lava-Jato e ex-executivo da empresa Toyo Setal ― resolveu fechar o estabelecimento e demitir os funcionários, que “terão os direitos trabalhistas pago”. 

Russomanno enfatizou que trabalha há 26 anos defendendo direitos do consumidor, que já devolveu mais de R$ 1 milhão em verba de gabinete como deputado, que quer dar educação e saúde de qualidade, e se compromete a trabalhar 16 horas por dia. Então tá.

Por essas e outras que a política brasileira é como a merda: quanto mais mexe, mais fede.

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sábado, 24 de setembro de 2016

ARRUAÇAS E ARRUACEIROS

O PT e seus militantes e simpatizantes podem não admitir ― até porque não admitem coisa algum que vá contra suas crenças e ideologias ―, mas a recente denúncia do Ministério Público representou um duro golpe contra um partido cujo prestígio vinha despencando há algum tempo, e que, depois da cassação da nefelibata da mandioca, depositava em Lula as esperanças de reconquistar a presidência da República. Com a perspectiva de o “grande general do petrolão” perder os direitos políticos e acabar na cadeia, resta à legenda e a seus apoiadores tentar vender a ideia de que seu amado líder é inocente, que as acusações não se sustentam e que o processo contra ele é eminentemente político.

Na coletiva de imprensa da última quinta-feira, o procurador Deltan Dallagnol apresentou uma síntese dos malfeitos atribuídos ao chefão da propinocracia ― que muitos entenderam como um libelo político, quando na verdade foi um preâmbulo para amarrar outras denúncias que virão a seguir (vale a pena assistir a este vídeo). Para os críticos de plantão, a explanação não trouxe qualquer fato novo e ainda extrapolou os limites da denúncia, cujo mote era o notório tríplex no Guarujá ― que Lula continua insistindo que não lhe pertence, nunca pertenceu, e coisa e tal, da mesma forma que o sítio Santa Bárbara, em Atibaia; ou seja, insultando a inteligência de quem tem ao menos um par de neurônios ativos e operantes, o que parece não ser o caso dos petistas esquerdistas afins.

O fato é que, na tal coletiva de imprensa, os procuradores da Lava-Jato contaram uma história com começo, meio e fim, que coloca o ex-presidente petralha no centro da “propinocracia” que depenou os cofres de empresas públicas brasileiras. A propósito, escreveu Eliane Cantanhede no Estadão: Adjetivos não faltaram para definir Lula no esquema de corrupção: “comandante”, “general”, “maestro”, “chefe”, já que tanto ele quanto o próprio esquema continuaram e até se ampliaram e se sofisticaram depois da saída de José Dirceu da Casa Civil e, portanto, do próprio governo Lula

Durante o julgamento do mensalão, Dirceu foi o “chefe da quadrilha”. No petrolão, ele volta a ser o “braço direito”, porque o “comandante” era outro: Lula. Segundo os procuradores, recheando a exposição com organogramas e gráficos em que Lula está sempre no centro, em destaque, o mensalão e o petrolão são duas faces da mesma moeda. E o elo entre elas é justamente Lula, que passa a ser também o centro dos debates políticos, depois do impeachment de Dilma e da cassação de Eduardo Cunha. O estrago é monumental e é em cadeia (sem trocadilho): deixa em frangalhos a imagem de Lula, os debates já muito tensos sobre o futuro do PT e as chances do partido nas eleições municipais, que estão logo aí. Se já estavam em situação difícil, os candidatos petistas ficam agora sem pai, Lula, e sem mãe, Dilma

Como tudo na vida tem dois lados, e como Lula e o PT sempre foram bons de marketing, a reação deles será a vitimização. Na campanha, nas entrevistas, nas redes sociais, atacarão o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e até a imprensa, que divulga os fatos. Quando não há defesa, parta-se para o ataque. Às vezes dá certo, às vezes não. Mas é o que resta a Lula e ao PT.

Quanto ao governo Temer, a orientação do Planalto é não haver comentários e muito menos comemoração diante da desgraça do parceiro de até poucos meses atrás. Primeiro, porque Temer não lucraria nada com isso; segundo, porque nunca se sabe o que pode surgir sobre a cumplicidade do PMDB na “propinocracia” do PT ― termo que endossa as palavras do ministro Gilmar Mendes, que acusou os governos do PT de “cleptocracia” com um “plano perfeito” para se eternizar no poder. Logo, a força-tarefa da Lava-Jato e o ministro estão falando a mesma língua. Uma língua ferina, que conta uma história que certamente terá efeitos políticos, jurídicos e policiais. 

Aos olhos da militância petista, tudo que dá errado para o PT é fruto de uma conspiração da mídia e das elites, que jamais se conformaram com o fato um nordestino humilde e analfabeto ter chegado à presidência da República e resgatado milhões de conterrâneos da miséria absoluta. Incapazes de ver os fatos como eles realmente são, o “bando vermelho” culpa o governo “golpista e ilegítimo” de Michel Temer por suas mazelas, e tenta convencer os menos esclarecidos de que o peemedebista vai aniquilar sem perdão todas as conquistas obtidas pelas camadas mais pobres da população tupiniquim nos profícuos 13 anos e lá vai fumaça de gestão lulopetista, deixando de mencionar que foi Dilma ― e não Temer, que mal completou 4 meses no poder e apenas 20 dias na condição de presidente de fato e de direito ― a responsável pela maior crise econômica da história recente do Brasil.

Como disse o próprio Temer em cerimônia no Planalto, “é muito desagradável imaginar que um governo seja tão ― se me permitem a expressão um tanto forte ― tão estupidificado, tão idiota, que chega ao poder para restringir direitos dos trabalhadores, para acabar com a saúde, para acabar com a educação”.

Cá entre nós, quem votou em Dilma e diz que Temer não o representa é, no mínimo, incoerente, pois ambos se elegeram pela mesma chapa. Na melhor das hipóteses, direito de se insurgir contra o governo atual assistiria aos eleitores que não votaram em Dilma (48%) em 2014. E olhe lá. Mas não, esse bando de comunas imprestáveis, que, comandados por Lula e Dilma, busca tumultuar ainda mais o já conturbado cenário político e minar as chances de o atual governo livrar o país da crise gerada e parida pela despótica, arrogante e incompetente gestão da nefelibata da mandioca.

Para engrossar as manifestações, essa corja de imprestáveis recruta seus paus-mandados entre sindicalistas e integrantes de movimentos como o MST, o MTST, e o que começa como protesto pacífico logo se transforma em arruaça, com requintes de guerrilha e total falta de respeito para com o patrimônio alheio, tanto público quanto privado. Essa é a diferença entre estadistas e demagogos populistas. É a diferença entre quem pensa no país e quem almeja o poder pelo poder.

Segundo Dallagnol, não restam dúvidas de que “Lula era o grande general que comandou a realização e a prática dos crimes, e que coordenava o funcionamento e, se quisesse, a paralisação”. De acordo com o gráfico, o ex-presidente tinha poder para distribuir os cargos, e Cerveró foi nomeado na Petrobras para atender aos interesses arrecadatórios do PT. O funcionamento do mensalão dependia não só do poder de Lula como comandante, mas como líder partidário. 

Evidente que numa entrevista os Procuradores da República, Polícia Federal, e membros da Receita Federal não exibiriam as provas concretas contra Lula e demais envolvidos agora na Lava-Jato. Então, resta-nos aguardar pelo próximo passo sobre essa nebulosa vida dupla de Lula. Agora, mais do que nunca, o povo, e sobretudo a Polícia, têm de ficar com os olhos bem abertos, porque se Lula e Dilma já tentavam incendiar os radicais contra o país, todo cuidado é pouco (mais detalhes neste artigo de Ruy Santanna).

A única solução para reverter a falência da sociedade brasileira é a completa intransigência com essa turma de psicopatas, inimigos das pessoas de bem e responsáveis pela nossa tragédia. Quando a população entender isso, teremos uma chance.

De quebra, vai mais uma:

REAÇÃO DO PT À PRISÃO DE GUIDO MANTEGA É TÍPICA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EM VEZ DE SE INDIGNAR COM A ILEGALIDADE, PETISTAS TRANSFORMAM TUDO NUMA GUERRA PELO PODER E INVENTAM A TESE DA DISPUTA ELEITORAL. É NOJENTO!

A reação do PT e dos petistas à prisão e posterior soltura de Guido Mantega é das coisas mais canalhas que vi nos últimos tempos. Mesmo para os padrões petistas, o troço é asqueroso. E revela a deformação moral dos esquerdistas no geral e desses esquerdistas em particular.

Para essa gente, não existe lei, não conta o Estado de Direito, não há indivíduos. Em certa medida, o partido e a força-tarefa travam uma guerra de consenso: tudo é uma questão de conquistar a opinião pública. E os companheiros estão assustados porque estão perdendo feio. Vamos ver.

Há — eu sei, e sabe qualquer pessoa minimamente informada sobre os pressupostos legais — uma óbvia mácula original na decretação da prisão provisória de Guido Mantega. Ela não encontra respaldo na lei; tecnicamente, é uma aberração ― que, aliás, o próprio juiz Sergio Moro o admitiu de modo oblíquo. Ou não?

Pois bem… Qual foi a reação dos petistas? Ora, para eles, tudo não passa de um complô contra o partido. Lula, fingindo que a legenda é hoje um portento eleitoral, chamou a prisão de “Operação Boca de Urna”… É uma piada. Os primeiros a esconder a legenda e seu símbolo na disputa eleitoral são os próprios candidatos do PT. Dilma, com seu particular senso de profundidade e com sua inteligência peculiar, saiu na mesma linha. Outra não foi a reação de Rui Falcão, presidente do PT.

No fim das contas, assistimos a um minueto: PT e força-tarefa estão de acordo que a questão é entrar numa guerra de propaganda, e o Estado de Direito que se dane. Se há ou não legalidade na operação, tanto faz.

A verdade é que os petistas só estão infelizes porque as agressões de agora ao Estado de Direito ferem os seus filiados. Quando a Operação Satiagraha pintava e bordava contra os inimigos do partido, eles aplaudiam os absurdos. Naquele caso, até a imprensa virou alvo. Com o esquecer: o delegado Protógenes se elegeu deputado pelo… PCdoB!!!

Os que não avançaram por aí resolveram entrar no jogo da vitimização: “Oh, que falta de humanidade! Mantega está enfrentando um drama familiar…”. E daí? José Carlos Bumlai também está. Nem por isso vejo petistas chorando por ele, não é mesmo?

ISSO NÃO É REAÇÃO DE QUEM ESTÁ INDIGNADO COM EVENTUAIS AGRESSÕES À LEGALIDADE. ISSO É REAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE PENSA, PRIMEIRO, NOS SEUS INTERESSES. E, NESSE CASO, SEUS PRÓPRIOS MEMBROS SÃO PEÇAS DE UM JOGO MUITO MAIOR.

Podem me chamar para aplaudir a lei. Mas não me chamem para aplaudir o maluco que dança no palco da impostura. Não me peçam para fazer parte dessa comédia — ou tragédia — de erros porque não farei. Repudio as ilegalidades da operação. E repudio a reação da organização criminosa.

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

COMO ATIVAR A HIBERNAÇÃO NO WINDOWS 10

TRIUNFAM AQUELES QUE SABEM QUANDO LUTAR E QUANDO ESPERAR.

Quem acompanha minhas postagens sabe que a Hibernação é um recurso valioso: enquanto a opção Suspender desliga a maioria dos circuitos do PC, mas mantém a memória RAM energizada, permitindo que o sistema seja recarregado e volte a exibir os documentos e programas abertos em questão de segundos ―, essa opção transfere o conteúdo da RAM e o estado do processador para um espaço específico criado no HD (hiberfil.sys) e desliga totalmente o computador, permitindo que você desconecte o computador de qualquer fonte externa de energia. Nesse caso, o retorno do sistema não é tão rápido quanto no anterior, mas é mais ágil do que no boot convencional e também traz de volta os aplicativos e arquivos do mesmo jeito em que eles se encontravam no instante em que o sistema adormeceu.

Como regra geral, usa-se o modo Suspender em ausências de curta duração (durante o intervalo de almoço, por exemplo), e Hibernar no final dia, ou, no caso de portáteis, sempre que for preciso transportar a máquina de um lado para outro. Vale salientar, por oportuno, que a Microsoft incluiu no Windows 7 (e manteve nas edições subsequentes do sistema) a opção Suspensão híbrida, que não só preserva o conteúdo da RAM, mas também o copia para o HD, prevenindo uma eventual perda de dados no caso de ocorrer um apagão inesperado na rede elétrica, por exemplo, ou outra ação que corte o fornecimento de energia ― se a faxineira desligar a máquina da tomada para plugar o aspirador de pó, também por exemplo.

Enquanto a hibernação foi desenvolvida com vistas aos notebooks, a suspensão híbrida foca precipuamente os desktops, que não dispõem de bateria para fazer o papel de no-break. Para quem não sabe, o no-break é uma espécie de estabilizador de tensão que conta com baterias capazes de manter funcionando os aparelhos a ele conectados em caso de falta de energia na rede elétrica. A autonomia varia conforme o modelo, mas mesmo os mais simples permitem salvar os trabalhos, fechar os aplicativos e desligar adequadamente o computador.
Observação: Note que tanto é possível usar a hibernação em desktops quanto a suspensão híbrida em notebooks.

Para colocar o computador em estado de hibernação, basta abrir o menu Iniciar, clicar em Desligar selecionar a opção correspondente na lista que é exibida em seguida. Caso ela não esteja visível, você terá de habilitá-la a partir da tela das Opções de Energia. Para tanto, ou você tecla Windows+R, digita powercfg.cpl na caixa de diálogo do menu Executar e pressiona a tecla Enter, ou abre o menu Iniciar, seleciona Configurações, clica em Sistema > Energia e Suspensão > Configurações de energia adicionais. Na porção esquerda da janela, clique em Escolher as funções dos botões de energia, na parte inferior da tela, marque a caixa de verificação ao lado da opção Hibernar. Se essa opção estiver acinzentada (não configurável), localize o link Alterar configurações não disponíveis no momento (na parte superior da janela), clique nele, habilite a caixa, marque-a e clique em Salvar alterações.

Para habilitar a suspensão híbrida, repita os passos sugeridos para abrir a tela das Opções de Energia e, em Planos preferenciais, clique no link Alterar configurações do plano correspondente ao esquema de energia selecionado. Na tela seguinte, clique em Alterar configurações de energia avançadas, e na janelinha que será aberta em seguida, clique no sinal de adição (+) ao lado da opção Suspender, faça o mesmo em Permitir suspensão híbrida, ajuste a configuração para Ativado e clique no botão OK.  

E como hoje é sexta-feira, segue um vídeo que mostra um exercício simples, feito com a ponta dos dedos, que ajuda muito a evitar o stress e a depressão.


 Bom final de semana a todos. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

COMO GERENCIAR FONTES NO WINDOWS 10

O SEGURO MORREU DE VELHO E A PRUDÊNCIA FOI AO ENTERRO.

Nos tempos da velha máquina de escrever, quem desejava ou precisava de formulários personalizados, papeis timbrados, cartões de visita, convites de casamento e assemelhados recorria a uma “gráfica”. Mas isso mudou com a popularização dos computadores pessoais e, mais adiante, com os processadores de texto, que permitem fazer (quase) a mesma coisa em casa com (quase) a mesma qualidade.

O Windows dispõe de dezenas de fontes nativas ― o termo fontes, neste contexto, designa conjuntos de letras, números, sinais gráficos e outros caracteres especiais, mas outras tantas costumam ser adicionadas quando instalamos determinados aplicativos, sem mencionar que um vasto leque de opções (tanto pagas quanto gratuitas) está disponível para download na Web, o que leva muita gente a entupir o sistema com coisas que jamais vai.

Observação: As fontes são vorazes consumidoras de memória. Em grandes quantidades, elas podem retardar o boot e impactar significativamente a performance da máquina, mesmo em modelos de configuração robusta e fabricação recente. Para se ter uma ideia, a adição de 1000 novas fontes chega a aumentar em até 40% o tempo de inicialização do sistema.

É certo que algumas situações específicas requerem o uso de fontes específicas, e como elas nem sempre estão presentes, o jeito é caçá-las nos repositórios disponíveis na Web ― recomendo o MyFonts, que é bem completo e capaz identificar praticamente qualquer fonte a partir de uma amostra (para tanto, basta clicar aqui e seguir as instruções).

Adicionar novas fontes ao Windows 10 é muito simples: Depois de fazer o download (sugiro indicar a área de trabalho para a criação da pasta compactada e fiscalizar seu conteúdo com o antivírus), é só dar duplo clique no item com extensão .TTF e pressionar o botão Instalar (na parte superior esquerda da janelinha de pré-visualização). Caso queira instalar várias fontes de uma tacada só, dê um clique direito no ícone que abre o menu Iniciar, clique em Painel de Controle > Aparência e Personalização e no link Visualizar, excluir ou mostrar e ocultar fontes (sob o ícone Fontes). Feito isso, arraste para dentro da pasta todas as fontes que você quer instalar (ou remover as que não tenciona mais usar, conforme o caso) e pronto.  

Observação: Adicione apenas fontes que você realmente vai utilizar e desinstale as que achar desnecessárias, tomando o cuidado de não remover as fontes-padrão Windows e suas variações ― como ARIAL, COURIER, COURIER NEW, MODERN, MS SANS SERIF, ROMAN, SCRIPT, SMALL FONTS, SIMBOLS, TIMES NEW ROMAN e WINGDINGS. Na dúvida, evite desinstalar qualquer fonte marcada com um "A" em vermelho ou cujo nome seja iniciado por "MS".

Abraços a todos e até a próxima.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MAIS DICAS PARA APRIMORAR AS PESQUISAS NO GOOGLE

NO COMEÇO DEUS CRIOU O MUNDO E DESCANSOU. ENTÃO, ELE CRIOU O HOMEM E DESCANSOU. DEPOIS, CRIOU A MULHER, E A PARTIR DAÍ NEM DEUS, NEM O HOMEM, NEM O MUNDO TIVERAM UM MINUTO DE DESCANSO.

Volto rapidamente ao buscador do Google, já abordado em outras oportunidades, para acrescentar a dica sobre o operador cache, que é uma mão na roda quando a página que contém a informação desejada está indisponível, ou o responsável pelo site bloqueou a função copiar, por exemplo. Nesses casos, basta digitar o URL da página precedido do operador cache (por exemplo, cache:[endereço do site]) para acessar a última versão salva nos servidores do Google e localizar a informação desejada ― e, se for o caso, copiá-la sem problema algum.

O Google oferece ainda uma vasta gama de livros que podem ser baixados gratuitamente para lidos a qualquer tempo, além de exibir resenhas de obras pagas e informar as principais redes de livrarias que as disponibilizam (para conferir, siga este link e pesquise um título qualquer).

Outro truque que é sopa no mel é inserir o operador related antes do URL de um site para localizar outros que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, escreva related:fernandomelis.blogspot.com.br e veja que o serviço irá apresentar diversas de sugestões de páginas relacionadas com dicas de informática.

Sem desmerecer os excelentes comparativos de preços oferecidos pelo Buscapé, Bondfaro e outros serviços afins, é possível filtrar a pesquisa no Google de modo a obter uma lista do produto desejado e o preço praticado em diversas lojas online. Basta fazer a busca nos moldes convencionais e, na página que exibe os resultados, clicar no link “Resultados no Google Shopping...”, clicar na setinha ao lado de Classificar: Padrão (na parte superior direita da tela) e selecionar a opção desejada.  

Além desses e de tantos outros truques que vimos nos posts anteriores, o Google faz diversas brincadeiras curiosas. Insira, por exemplo, “tilt”, “do a barrel roll”, “answer to life, the universe and everything” ou “Google gravity” no campo de buscas e clique no botão Estou com sorte para conferir algumas delas.

Outro recurso digno de nota é o Google Imagens, que substitui o buscador convencional quando usuário clica no link Imagens, no canto superior direito da janela do site www.google.com.br (vide detalhe na figura que ilustra esta postagem). Mas isso já é outra conversa e, por questão de espaço, vai ficar para uma próxima postagem. 

Abraços e até lá.