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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

AINDA A NAVEGAÇÃO ANÔNIMA - TOR

É OTIMISMO DO DIABO ACHAR QUE PODE TORNAR AS PESSOAS PIORES DO QUE JÁ SÃO.

Como vimos no post anterior, navegar na Web envolve riscos, mas é possível minimizá-los recorrendo à navegação anônima, que tanto pode ser feita tanto com recursos nativos do browser quanto com programas de terceiros (pagos ou gratuitos) e serviços online. Dentre as opções gratuitas, uma das mais renomadas é o TOR – sigla de THE ONION ROUTER (nome que remete às várias camadas da cebola – onion, em inglês).
O TOR é um software de código aberto distribuído gratuitamente. Com ele, em vez de o computador estabelecer uma conexão direta com os websites visitados – que assim conseguem “visualizar” o endereço IP dos usuários e sua respectiva origem –, os pacotes de dados trafegam por caminhos aleatórios através de vários servidores, inviabilizando a análise de tráfego pelos provedores e/ou abelhudos de plantão. Embora o anonimato propiciado pela rede TOR seja sopa no mel para pedófilos, traficantes e cibercriminosos em geral, isso não o torna menos interessante para quem se preocupa com sua privacidade e deseja navegar sem deixar rastros, obter acesso a páginas que bloqueiam os visitantes com base em sua localização geográfica, e muito mais.
Interessado? Então baixe o TOR BROWSE BUNDLE – que inclui tudo o que você precisa conectar a rede de relays, inclusive o TOR BROWSER (versão personalizada do Mozilla Firefox). Ao final, dê duplo clique sobre o executável e clique em START TOR BROWSER para abrir o VIDALIA CONTROL PANEL, que irá conectá-lo à Rede TOR. Estabelecida a conexão, o browser apontará por padrão para http://check.torproject.org, e você já poderá navegar anonimamente, com seu endereço IP mascarado para os websites visitados. O único inconveniente é uma leve (mas perceptível) redução de velocidade no carregamento das páginas.

Observação: TOR browser inclui vários complementos que ajudam a proteger a privacidade do usuário, dentre os quais o TOR BUTTON, que força o uso do protocolo HTTPS para os sites mais populares; o VIEW THE NETWORK, que exibe um mapa com os relays ativos e os nós que estão roteando seu tráfego; o USE A NEW IDENTITY, que serve para quando algum website bloquear seu IP atual com base na localização geográfica, e por aí vai. A ferramenta oferece ainda a criptografia dos dados trocados entre o seu computador e a Internet, de maneira que, se alguém conseguir interceptar as informações, não as conseguirá ler.

Para verificar se o programa está funcionando direitinho, abra seu browser padrão, acesse o site www.meuip.com.br e em seguida faça o mesmo usando o navegador do TOR. Se os endereços IP forem diferentes, beleza pura.
Note que também é possível incorporar a segurança da navegação anônima proporcionada pelo TOR ao Google Chrome. Para tanto, além do TOR BROWSE BUNDLE, você terá de baixar e instalar também o Proxy Switchy!, além de fazer manualmente algumas reconfigurações, mas isso vai ter que ficar para outra oportunidade.

Abraços a todos e até amanhã.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

DE VOLTA À PRIVACIDADE - MAIS SOBRE NAVEGAÇÃO SIGILOSA

SÓ HÁ UM PROBLEMA FILOSÓFICO VERDADEIRAMENTE SÉRIO: É O SUICÍDIO. JULGAR SE A VIDA MERECE OU NÃO SER VIVIDA, É RESPONDER A UMA QUESTÃO FUNDAMENTAL DA FILOSOFIA.


Vimos no último dia 17 que navegação sigilosa de verdade é com o Anonymizer ou o TOR, pois o recurso nativo oferecido pelo Chrome, IE, Firefox e companhia apenas inibe o armazenamento (ou elimina, no final da sessão) arquivos temporários, dados de formulários, cookies, informações de login e históricos de buscas e de navegação - embora seja útil quando não se deseja o armazenamento de informações confidenciais (como senhas) e permita conferir links suspeitos, já que evitam que os websites acessem informações pessoais.
O ANONYMIZER pode ser testado sem custos por 14 dias; findo esse prezo, quem quiser mantê-lo em uso terá de desembolsar cerca de US$ 80. Já o TOR (THE ONION ROUTER – nome dado em alusão às múltiplas camadas da cebola) é um software de código aberto distribuído gratuitamente para quem não abre mão da sua privacidade na Rede.

Observação: Em circunstâncias normais, o PC estabelece uma conexão direta com os websites visitados, que são capazes de “visualizar” o endereço IP dos usuários e sua respectiva origem. Com o TOR, os pacotes de dados trafegam por caminhos aleatórios através de vários servidores, inviabilizando a "análise de tráfego" pelos provedores e/ou abelhudos de plantão. Embora o anonimato propiciado pela rede TOR vá ao encontro dos interesses de pedófilos, traficantes e cibercriminosos em geral, isso não o torna menos interessante para quem deseja navegar sem deixar rastros, para obter acesso a páginas que bloqueiam os visitantes com base em sua localização geográfica e muito mais.

Interessado? Então baixe o TOR BROWSE BUNDLE – que inclui tudo o que você precisa conectar a rede de relays, inclusive o TOR BROWSER (versão personalizada do Mozilla Firefox). Ao final, dê duplo clique sobre o executável, outro sobre START TOR BROWSER e com isso abrir o VIDALIA CONTROL PANEL, que irá conectá-lo à Rede TOR. Estabelecida a conexão, o browser apontará por padrão para http://check.torproject.org, e você já poderá navegar anonimamente, com seu endereço IP mascarado para os websites visitados. O único inconveniente é uma leve (mas perceptível) redução de velocidade no carregamento das páginas.
O TOR browser inclui vários complementos que ajudam a proteger a privacidade do usuário, dentre os quais o TOR BUTTON, que força o uso do protocolo HTTPS para os sites mais populares, o VIEW THE NETWORK, que exibe um mapa com os relays ativos e os nós que estão roteando seu tráfego, o USE A NEW IDENTITY, quando algum website bloquear seu IP atual com base na localização geográfica, e por aí vai.

Observação: Para mais informações, acesse http://www.maketecheasier.com/surf-privately-with-tor-browser/ .  
Caso tenha achado o TOR muito complicado, experimente o programinha disponível em  www.surfanonymous-free.com ou o serviço online Anonymouse (que permite tanto navegar incógnito quanto enviar emails anônimos não rastreáveis).

Um ótimo dia a todos e até mais ler.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

DE VOLTA À SEGURANÇA DIGITAL

MEIO PÃO É MELHOR QUE PÃO NENHUM, MAS, EM UM MUNDO DE NECESSIDADES, ATÉ UMA FATIA É MELHOR QUE PÃO NENHUM. 

Navegar na Web é como atravessar um campo minado. O conceito “Zero Trust” — "confie, mas verifique" —, introduzido em 2010 pela consultoria Forrester Research, evoluiu para algo como "jamais confie, sempre verifique", mas, mesmo assim, segurança absoluta é conto da Carochinha, e o elo mais fraco da corrente é sempre o usuário, já que não existe uma ferramenta de segurança 100% idiot proof. 

Um URL iniciado por “https” (combinado com o ícone do cadeado) atesta que a conexão entre o site e o navegador é segura, mas não é difícil (para quem sabe) burlar essa camada de segurança. Portanto, instale uma suíte antimalware responsável e ajuste os níveis de privacidade e segurança do seu navegador — já que as configurações-padrão costumam ser exageradamente permissivas.

 

Use e abuse da navegação sigilosa, que inibe o armazenamento de cookies, histórico de navegação e outros "rastros" que você deixa quando surfa na Web — e, se possível, combine-a com uma VPN, que direciona o tráfego através de servidores espalhados mundo afora, dificultando o rastreamento e ocultando seu endereço IP (protocolo de internet). Há várias opções de VPNs, tanto pagas como gratuitas, mas o Opera Browser oferece uma versão nativa — para ativá-la, clique em ConfiguraçõesAvançado > VPN e deslize para a direita o botãozinho ao lado de Habilitar VPN. 

 

O Google Chrome lidera o ranking dos navegadores mais utilizados pelos internautas, mas os especialistas em segurança digital recomendam evitá-lo (cerca de 80% da receita da empresa de Mountain View provém da venda de anúncios, e suas fontes de dados, além do browser, são o famoso buscador, o YouTube, o Android e as ferramentas analíticas usadas pela maioria dos sites e aplicativos.

 

O Google pode ver praticamente tudo o que os usuários do Chrome fazem online, e não há nada que se possa fazer sobre isso. Mesmo que você exclua os cookies e o histórico e use a navegação anônima, a empresa ainda conseguirá coletar dados sobre seu comportamento de navegação na Internet. Isso sem falar que centenas de outras empresas além do Google também rastreiam suas ações no ciberespaço. E o Chrome não se esforça para impedir isso. Mas há navegadores que coletam menos dados e os vinculam de forma menos rígida a uma identidade concreta. 

 

Se você usa o Windows ou macOS/iOS, migre para o Microsoft Edge ou para o Safari, conforme o caso. A segurança e a privacidade dos usuários são prioridade para a empresa da Maçã, que foi a primeira a adotar providências contra o rastreamento de usuários do Safari por terceiros. As versões mais recentes desse navegador bloqueiam rastreadores em sites por padrão, além de serem capazes de ocultar o endereço IP e relatar quantos elementos de monitoramento foram bloqueados nas páginas visualizadas (não é preciso configurar nada nem ativar o modo privado).

 

O MS Edge (navegador padrão do Windows) também roda no Android, no iOS, no macOS e no Linux, e conta com ferramentas integradas que ajudam a impedir monitoramento online. Nesse caso, porém, os recursos, embora sejam nativos, precisam ser ativados pelo usuário. Por outro lado, o Edge envia muitos dados para os servidores da Microsoft, o que não é bom. E, no modo básico padrão, o browser não faz nada para deter os rastreadores da Web (para combatê-los é preciso habilitar o modo de privacidade estrita nas configurações, coisa que poucos usuários se dão ao trabalho de fazer). 

 

O Mozilla Firefox roda nas plataformas Windows, Android, macOS, iOS e Linux, e se destaca por seu mecanismo Web interno. A Mozilla obtém a maior parte de sua receita dos mecanismos de pesquisa do Google, Yandex e Baidu (dependendo da região), além de não vender dados dos usuários nem dificultar a troca do buscador padrão por outro. Mesmo no modo básico, a raposinha oferece proteção contra rastreamento online — se você aumentar o controle de privacidade ao máximo, ele se tornará um dos browsers mais seguros do mercado. E mais: a versão Firefox Focus, disponíveis para Android e iOS, é ainda mais focada em privacidade.

 

O Vivaldi, que também roda no Windows, Android, iOS, macOS e Linux, foi desenvolvido por Jon Stephenson von Tetzchner, criador do Opera (considerado um dos navegadores mais seguros, não só, mas também por ter uma VPN integrada). Ele permite definir diferentes mecanismos de pesquisa para janelas normais e privadas, possibilitando alternar rapidamente entre Bing, Google e DuckDuckGo, por exemplo, e seu bloqueador integrado de anúncios e rastreadores da Web faz um ótimo trabalho. Assim como a Mozilla, a Vivaldi Technologies tem sua monetização baseada nas buscas dos usuários através dos mecanismos de pesquisa, mas também se vale da inserção de links para diversos serviços da internet em sua tela inicial. 

 

Para quem se preocupa (muito) com privacidade, o buscador DuckDuckGo e os navegadores Tor e Mullvad são sopa no mel. Sem falar no navegador DuckDuckGo, desenvolvido pela mesma empresa que criou o mecanismo de pesquisa privado homônimo. A empresa se monetiza com anúncios, mas informa que o faz com base no conteúdo das pesquisas, sem rastrear ou traçar o perfil dos usuários.

 

O Tor Browser (abordado em detalhes nesta postagem) foi baseado no Mozilla Firefox, só que é muito mais seguro, tanto por se extremamente eficiente no bloqueio de rastreadores quanto por seu mecanismo de buscas padrão ser o DuckDuckGo (embora isso possa ser alterado nas configurações). Mas o pulo do gato é que todo o tráfego é roteado pela rede Tor (The Onion Router), o que grante anonimato máximo e proteção contra monitoramento — embora reduza a velocidade de navegação. Ele está disponível para Windows, macOS, Linux e Android; para iOS, o fabricante recomenda o Onion Browser.

 

Por último, mas não menos importante, o Mullvad Browser é um "clone" do Tor Browser que não usa a rede The Onion Router, mas conta com a Mullvad VPN — serviço VPN anônimo que, em nome da privacidade, permite até mesmo que os usuários paguem em dinheiro enviado pelo serviço postal tradicional —, oferece excelente proteção contra rastreadores online na configuração padrão e permite aprimorar a privacidade e a segurança mediante ajustes personalizados. Espera-se para breve uma versão compatível com o Android.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

MAIS SOBRE PRIVACIDADE E SEGURANÇA DIGITAL: CHUTANDO O BALDE (FINAL)


QUEM FALA DEMAIS DÁ BOM-DIA A CAVALO.

Em tempos bicudos como os atuais, criar endereços de email e se cadastrar em fóruns e redes sociais utilizando seu nome e sobrenome é dar sopa para o azar. O que está feito está feito, naturalmente, mas tenha isso em mente se e quando você criar outro endereço eletrônico ou um nome de usuário numa rede social, blog, fórum de discussão etc. Além disso, a exemplo do que é recomendável fazer com as senhas, escolha sempre nomes de usuário diferentes para propósitos diferentes (webmail, netbanking, redes sociais, etc.).

Se você seguiu as dicas das postagens anteriores e depois achou que a solução foi radical demais, que não dá para ficar sem WhatsApp, Face, Twitter, G+ e o escambau, bem, volte ao mundo virtual, mas tome ao menos o cuidado de criar um endereço de email que não dê pistas do seu verdadeiro nome e sobrenome e, sempre que possível, forneça apenas as informações essenciais. Também se possível, preencha como nome, endereço, telefone, etc. com dados que não possam ser associados a você (se necessário, esta ferramenta o ajudará a criar um alter ego).

Use sempre emails descartáveis para se corresponder com pessoas que você só conhece pela internet, preservando seu email pessoal/comercial para situações em que ele seja realmente necessário. E lembre-se de que VPNs como a Anonymizer são uma mão na roda para resguardar sua privacidade enquanto você navega na Web.

Ser prejuízo do que já discutimos sobre navegação privada (ou anônima) nesta sequência, sugiro experimentar o TOR Browser  (versão personalizada do navegador Mozilla Firefox). Depois de fazer o download, abra o executável e clique sobre START TOR BROWSER para acessar o VIDALIA CONTROL PANEL, que irá conectá-lo à Rede TOR. Estabelecida a conexão, o navegador apontará por padrão para http://check.torproject.org, e você poderá navegar anonimamente, com seu endereço IP mascarado para os websites visitados.

Observação: O TOR Browser inclui vários complementos que ajudam a proteger sua privacidade, dentre os quais o TOR BUTTON, que força o uso do protocolo https para os sites mais populares, o VIEW THE NETWORK, que exibe um mapa com os relays ativos e os nós que estão roteando seu tráfego, o USE A NEW IDENTITY, que serve para quando algum website bloqueia seu IP atual com base na sua localização geográfica, e por aí vai (para mais informações, clique aqui).  

Se você achar o TOR muito complicado, experimente o programinha disponível no site www.surfanonymous-free.com ou o serviço online Anonymouse. Com este último, você não só navega incógnito, como também envia emails anônimos não rastreáveis, mas tenha em mente que o serviço não permite a inclusão de anexos.

Era isso, pessoal. Espero ter ajudado.

Visite minhas comunidades na Rede .Link:

sexta-feira, 5 de abril de 2019

AINDA SOBRE A DEEP WEB E O TOR BROWSER


SEGREDO ENTRE TRÊS, SÓ MATANDO DOIS.

Vimos nesta postagem que, se a Web fosse um iceberg, a Deep Web e a Dark Web seriam sua porção submersa, onde ficam mais de 90% do seu conteúdo. 

A parte "visível", por assim dizer, abriga os site mais "famosos", como os das redes sociais, páginas oficiais, portais de notícias, blogs, etc. Na Deep Web, que corresponde a 90% do volume total da Rede, ficam as páginas não indexadas, com informações governamentais e que tais, mas também sites criminosos e fóruns frequentados por terroristas e afins, cujo acesso requer conhecer o caminho das pedra e o uso navegadores alternativos. 

Não menos importante, a Dark Web armazena cerca de 6% das informações e abriga organizações terroristas e de tráfico de drogas e armas, fórum de extremistas e por aí afora, que são acessados por hackers habilidosos mediante computadores sem identificação, ligados a servidores que necessitam de autorizações específicas.

O Tor funciona como uma rede peer-to-peer de computadores para troca de informações. Em tese, isso aprimora a segurança dos dados dos usuários. Em tese, porque já se descobriram (e se exploraram) brechas nas camadas de proteção do serviço. Mas isso é outra conversa.

Também é uma questão de somenos o fato de o Tor atrair usuários mal-intencionados — tempos atrás, ele se notabilizou por abrigar o Silk Road, espécie de fórum em que eram negociados crimes, assassinatos e venda de drogas. Importa mesmo é que você pode utilizá-lo para resguardar sua privacidade. E que não há mal algum em fazer isso; como eu disse na postagem de 20 de março passado, é preciso ter em mente que armas não matam pessoas; pessoas é que matam pessoas. A mesmíssima faca que usamos para preparar o churrasco do domingo pode se transformar em arma letal nas mãos de alguém mal-intencionado. Até um prosaico lápis, se alguém resolver espetá-lo no olho de outro alguém.

Enfim, depois de baixar o TOR e rodar o executável, clique em START TOR BROWSER para acessar o VIDALIA CONTROL PANEL, que o conecta à Rede TOR. Estabelecida a conexão, o navegador apontará por padrão para http://check.torproject.org, e você poderá navegar anonimamente, com seu endereço IP mascarado para os websites visitados.

O browser inclui vários complementos que ajudam a proteger sua privacidade, dentre os quais o TOR BUTTON, que força o uso do protocolo https para os sites mais populares, o VIEW THE NETWORK, que exibe um mapa com os relays ativos e os nós que estão roteando seu tráfego, o USE A NEW IDENTITY, que serve para quando algum website bloqueia o IP com base na localização geográfica do internauta, e por aí afora (para mais informações, clique aqui).

sexta-feira, 7 de junho de 2024

NAVEGAR É PRECISO, SER ESPIONADO É OPCIONAL (CONTINUAÇÃO)

INIMIGO DECLARADO É RUIM, MAS FALSO AMIGO É AINDA PIOR.
 
Na impossibilidade de adotar o Safari — que não roda no Windows —, experimente o Firefox. O browser da raposinha era o principal concorrente do IE quando o programa da Microsoft entrou em decadência senil, mas o lançamento do Chrome mudou o curso dos acontecimentos. 

A Fundação Mozilla se monetiza através dos mecanismos de pesquisa definidos por padrão (Google, Yandex e Baidu, dependendo da região), mas não vende dados dos usuários. E a boa proteção contra rastreamento online que o Firefox oferece no modo básico fica ainda melhor com o nível de privacidade elevado ao máximo. E a versão Focus, disponível para Android iOS, é ainda mais segura.
 
Outras opções interessantes são o Opera 
— que conta com VPN integrada, bloqueio de anúncios e a assistente virtual Aria (criada em colaboração com a OpenAI e o Vivaldi  que oferece 20 páginas de telas de configurações e bloqueador integrado de anúncios e rastreadores, além de permitir o uso de diferentes mecanismos de pesquisa tanto em janelas normais quanto privadas. 

Observação: Assim como a Mozilla, a Opera Software e a Vivaldi Technologies são remuneradas pelas buscas dos usuários e cliques nos links inseridos em sua tela inicial, mas ambas garantem que não se envolvem em nenhum tipo de coleta, criação de perfil ou rastreamento de dados do usuário.
 
CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Em julho de 2017, o então juiz Sergio Moro sentenciou o então ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses de prisão. Em janeiro de 2018, o TRF-4 aumentou a pena para 12 anos e um mês e determinou a prisão do condenado. Três meses depois, Lula foi acomodado numa suíte VIP da carceragem da PF; em novembro de 2019, menos de 24 horas depois de o plenário do STF reverter a jurisprudência sobre a prisão em 2ª instância, ganhou as ruas, subiu no palanque e destilou seu ódio contra Moro, Deus e o mundo para uma claque amestrada que bebeu suas palavras como Rômulo e Remo beberam o leite da loba Capitolina. Mais adiante, o "descondenado" revelou em entrevista que, durante os 580 dias de férias compulsórias em Curitiba, quando as visitas perguntavam ele se estava bem, sua resposta era a sempre a mesma: "Só vou ficar bem quando eu foder com o Moro".
Como juiz da hoje finada Lava-Jato, Moro condenou poderosos. No governo, foi traído por Bolsonaro. Como aspirante a presidente, filiou-se ao Podemos, migrou para o União Brasil e foi sabotado por Luciano Bivar. Candidatou-se a deputado por São Paulo e se elegeu senador pelo Paraná. Em 2021, o STF o considerou parcial na condução dos processos contra "a alma viva mais honesta do Brasil" e anulou as condenações nos casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula. Mal teve tempo para comemorar a decisão do TSE que rejeitou os peidos de cassação de seu mandato senatorial e, numa decisão crivada de ironias, foi convertido em réu pela 1ª Turma do STF, acusado de caluniar Gilmar Mendes, o todo-poderoso decano da Corte. 
O semideus togado gosta de dizer que "ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro". Em 2019, numa sessão plenária da Corte, ele se referiu à turma da Lava-Jato como "gentalha", "gente desqualificada", "despreparada", "covarde", "gângsters", "cretinos", "infelizes", e "reles". Disse que integravam "máfias" e organizações criminosas" e que "força-tarefa é sinônimo de patifaria". Dias antes do julgamento no TSE que ameaçava seu mandato, Moro ouviu do Amon-Rá reencarnado que ele (Moro) e Dallagnol roubavam galinha juntos na Lava-Jato.
Voltando às ironias, a primeira ironia decorre do fato de que o próprio Moro forneceu o material que o encrencou ao participar de uma brincadeira de encarceramento de festa junina. A segunda foi que os ministros Dino e Zanin (ambos indicados por Lula) seguiram o voto da relatora, que também foi acompanhado por Fux e Moraes, e a terceira, que Moro migrou da posição de agredido para a de agressor ao desferir contra Gilmar uma "pedrada de doido" — ou "coice de burro."

Se privacidade é artigo de primeira necessidade para você, não deixe de conhecer o DuckDuckGo, que tem versões para WindowsAndroidiOSmacOS. Os desenvolvedores afirmam que não rastreiam nem traçam traçar o perfil dos usuários; segundo ele, "se você pesquisar carros, nós exibiremos anúncios sobre carros; é simples assim". 
 
O Tor Browser é baseado no Firefox e roda no Windows, Android, macOS e Linux (para iOS, o fabricante recomenda o Onion Browser). O mecanismo de buscas padrão
 DuckDuckGo agrega mais segurança, mas pode ser alterado nas configurações. Seu maior "problema" é a baixa velocidade de navegação, já que todo o tráfego se dá através da rede Tor, mas o Mullvad Browser — que é tipo um"clone" do Tor que não usa a rede Tor, e sim a Mullvad VPN — garante velocidades de conexão que não evocam lembranças do jurássico dial-up.
 
Se um navegador privado "hardcore" não for a sua praia, você pode usar vários navegadores diferentes ao mesmo tempo e variar o equilíbrio entre privacidade e facilidade de navegação de acordo com as circunstâncias. Defina o browser mais seguro como padrão — para que ele abra automaticamente qualquer link em que você clicar — e evite instalar extensões, já que elas são comumente usadas para rastreamento. 

Observação: Os cibercriminosos utilizam técnicas de engenharia social para engabelar as vítimas, mas é possível reduzir os riscos desabilitando o redirecionamento por anúncios no navegador e revendo as permissões concedidas aos apps, que devem ser baixados exclusivamente das lojas oficiais dos fabricantes do aparelho ou do sistema operacional.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

PORNOGRAFIA X SEGURANÇA — CONTINUAÇÃO

VINCIT QUI PATITUR

Recapitulando: Acessar sites “adultos” grandes e conhecidos pode ser tão seguro quanto acessar plataformas como YouTube ou Vimeo, mas existe uma miríade de páginas falsas que imitam esses portais para roubar dados, chantagear ou extorquir visitantes.

 

Mensagens que chegam por e-mail ou SMS dizendo que sua webcam foi usada para gravar vídeos comprometedores — e que o material será divulgado caso você não pague resgate — são implausíveis, mas alguns malwares podem realmente bloquear sua tela com imagens explícitas, entupir seu navegador de anúncios, monitorar sua navegação e roubar senhas, credenciais bancárias e outros dados sensíveis. 


Para reduzir os riscos, fuja de sites que prometem “conteúdo premium gratuito”, evite clicar em anúncios irresistíveis — que a bandidagem usa para espalhar aplicativos falsos —, baixe apps somente de fontes oficiais (Google Play, App Store e sites verificados) e apague regularmente cookies, cache e histórico de navegação (a maioria dos navegadores permite programar a exclusão automática; para mais informações, clique aqui se você usa o Chrome, aqui se usa o Firefoxaqui se usa o Edge).


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


A reação avassaladora à ideia dos 353 deputados que pretenderam incluir na Constituição um dispositivo protetor de malfeitorias remete à antiga constatação de Lula sobre a existência de "300 picaretas" no Congresso. Nas ruas, os protestos levaram o carimbo da esquerda, mas na sociedade e no Senado — onde o voto é majoritário e não conta com a proteção da proporcionalidade que elege deputados —, a indignidade foi amplamente compreendida: parlamentares de direita, e até bolsonaristas, se engajaram no rechaço à quebra de limite, donde é lícito supor que exista energia onde parecia vicejar a apatia.

A PEC da bandidagem foi enterrada pelo Senado, mas a Câmara insiste em ameaçar a democracia com o projeto da anistia, mesmo que no formato envergonhado da redução de penas. A preservação da desavença entre as duas Casas do Congresso virou prioridade nacional. Motta e Alcolumbre só se referem um ao outro como "Chupeta de Baleia" e "Mini-Lira". 

Mal a blindagem desceu à cova, o deputado Paulinho da Força envenenou a atmosfera com a ameaça de condicionar a votação da isenção do Imposto de Renda à aprovação de sua acanhada versão da anistia. Motta desmentiu o amigo, mas quer aprovar a redução de penas nesta terça-feira, até porque foi atropelado por um projeto análogo que chega do Senado propondo a mesma isenção. 

Alcolumbre não é flor digna de cheiro. Está preso ao interesse público por grilhões de barbante. Foi o primeiro a propor alívio para o castigo imposto aos golpistas. Mas cada democracia tem o herói da resistência que merece.

 

Usar um gerenciador de senhas evita que suas credenciais fiquem gravadas em cookies e reduz o risco de roubo de dados. Se quiser que os sites lembrem seu nome e algumas preferências, mas sem utilizar cookies de terceiros (que servem basicamente para rastreamento), consulte as páginas de suporte do ChromeFirefoxSafariOpera e Edge.

 

O Google não só coleta dados via Chrome, Gmail, YouTube, geolocalização e buscas, como também permite que empresas parceiras rastreiem nossos hábitos online. Se privacidade é prioridade para você, considere substituir o navegador da Gigante de Mountain View pelo Mozilla Firefox, que bloqueia rastreadores conhecidos no modo privado e pode ser configurado para fazer o mesmo na navegação normal. No celular, o Firefox Focus não só bloqueia os rastreadores como permite apagar todos os dados coletados com um único clique. 


O Safari limita o rastreamento de widgets de redes sociais e envia apenas informações anônimas de sistema, mas só roda no macOS e no iOS. O Tor Browser está disponível para Windows, Linux, macOS e Android (para usuários do iOS, recomenda-se o Onion Browser). Sua principal desvantagem é a lentidão da rede Tor, que lembra a velha internet discada. Use-o sem, além de anonimato, você precisa de acesso à Deep/Dark Web

 

O motor de buscas DuckDuckGo não rastreia os dados, sendo um ótimo substituto do Google Search para quem não quer deixar rastros digitais. Caso o Tor lhe pareça “radical demais”, experimente Epic Privacy Browser, o SRWare Iron Browser, Brave ou o Dooble, que focam a privacidade. O ideal é manter mais de um navegador instalado, configurar o mais seguro como padrão para abrir links automaticamente e usar os demais em situações que exijam compatibilidade plena.


ObservaçãoAlém de criaram sua própria extensão para desabilitar rastreadores, os desenvolvedores do DuckDuckGo oferecem um navegador privado para dispositivos móveis (Android e iOS). Para usuários do Firefox, recomendo instalar a extensão Facebook Container; as redes sociais ainda rastrearão suas publicações e curtidas, mas não conseguirão segui-lo por todos os lados na internet. 

 

Extensões funcionam como porta de entrada para rastreamento. Instale apenas as estritamente necessárias — e de desenvolvedores confiáveis — e um bloqueador de anúncios como o AdBlock Plus, devidamente configurado para impedir que redes sociais rastreiem suas ações — lembrando que o Disconnect, o uBlock Origin, o Ghostery e o uMatrix dispensam ajustes — ou seja, bloqueiam a vigilância de redes sociais e rastreadores imediatamente. 

 

A navegação privada é útil para burlar a limitação de artigos com acesso gratuito em determinados sites, fazer pesquisas sem receber uma enxurrada de anúncios de produtos semelhantes, evitar que o cônjuge descubra que você visitou sites "suspeitos" e por aí afora. Mas ela não oculta seu endereço IP nem impede que o provedor e o administrador da rede do escritório saibam que você acessou conteúdo pornográfico ou procurou informações sobre um novo emprego, por exemplo. Para evitar, use um serviço de VPN, que utiliza endereços de IP próprios, muda-os a cada conexão e criptografa os dados transmitidos.

 

Continua... 

domingo, 25 de junho de 2023

WEB, DEEP WEB E DARK WEB (CONCLUSÃO)

VOCÊ PENSA QUE PENSA. QUEM PENSA POR VOCÊ É A REDE SOCIAL.

 

Navegadores como Chrome, Edge e Firefox estão cada vez mais "parecidos" em recursos e funções, mas cada um deles sempre oferece alguma coisa que os outros não têm — aspecto que, por si só, justifica instalar os três. 

No tocante à privacidade, todos eles permitem navegar anonimamente — de modo a evitar que o histórico de busca e de navegação, os arquivos temporários, os dados de formulários, os cookies e as informações de login não sejam armazenadas.
 
Avast Secure Browser bloqueia todos os anúncios dos sites visitados e conta com as funções "Não monitorar" e "Navegação VPN" (a primeira bloqueia os rastreadores dos sites e a segunda criptografa pesquisas no navegador e downloads de arquivos). 

O Brave Browser vem com bloqueio de anúncios, proteção contra tracking e HTTPS Everywhere integrados, garantindo uma navegação rápida, sem pop-ups, malwares e aborrecimentos que tais. 

Firefox Focus, que é compatível somente com sistemas Android e iOS, está constantemente em modo de navegação anônima — você pode fechar a janela ou apagar o histórico de navegação deslizando e tocando sobre a notificação que aparece na barra de tarefas do smartphone. Ele não permite abrir mais de uma guia por vez, mas bloqueia publicidade de maneira automática, o que garante uma navegação mais confortável e rápida.
 
O Opera vem com VPN gratuita, Bloqueador de Anúncios e de Rastreador integrados, sem inscrição, login, limite de dados ou pagamentos de qualquer tipo. Depois baixar o app, execute-o, acesse o menu principal, clique em ConfiguraçõesPrivacidade e segurança e, no campo VPN, marque a opção Habilitar VPN. Feito isso, um botãozinho com a inscrição VPN aparecerá no canto superior esquerdo da barra de endereços; clique nele para navegar com mais privacidade e torne a clicar quando e se quiser desativar a proteção. 

DuckDuck Go (disponível para Android e iOS) anonimiza as pesquisas, permite excluir todos os dados de uma vez (tocando no ícone de fogo ao lado do endereço do site) e bloqueia automaticamente os rastreadores e a publicidade exibida pelos sites (há também uma extensão para o Chrome). 
 
Navegação sigilosa como manda o figurino é com o Tor (detalhes nos capítulos anteriores). Para usá-lo, basta acessar a página de download, escolher a versão compatível com o sistema do seu computador ou smartphone, proceder à instalação, iniciar o navegador e conectar-se à rede Tor para ocultar o endereço IP e sua atividade de navegação mediante o redirecionamento do tráfego mediante uma série de roteadores (nós) e a encriptação dos dados por
 uma técnica desenvolvida pela Marinha dos EUA. 

ObservaçãoTor não foi projetado visando a atividades criminosas; trata-se de uma ferramenta legítima e eficaz, usada por quem valoriza a privacidade online e a segurança de dados. Servidores proxy atuam como intermediários entre o computador e os sites e ocultam o endereço IP e a localização do dispositivo, mas não criptografam o tráfego — o que significa que os dados ainda serão expostos em trânsito. O Tor é mais seguro graças ao roteamento onion e à criptografia multicamada, que anonimiza a localização do usuário e protege os dados de hackers, rastreadores da Web e outros bisbilhoteiros. 

Para usar o Tor com segurança, você pode combiná-lo com uma VPN, que oferece criptografia de ponta a ponta — a rede onion é vulnerável nos nós de entrada e saída; como o tráfego da internet não é criptografado nesses pontos, seus dados podem ser interceptados e o endereço IP, exposto. 

A exemplo do Tor, as VPNs criptografam e redirecionam o tráfego, mas, enquanto elas são operadas por um provedor de serviços central, a rede do Tor é descentralizada e administrada por voluntários. A VPN envia o tráfego para um servidor, que o redireciona para a Internet, ao passo que a rede onion do Tor redireciona os dados através de uma série de nós independentes (o que torna o processo mais lento, mas dificulta a identificação do usuário).