sábado, 22 de outubro de 2016

GOSTE-SE OU NÃO, DORIA É O HOMEM A OBSERVAR

E é um espanto o tanto de gente que não gosta de Doria, embora mal saiba quem ele é ― ou jamais tivesse ouvido falar dele antes de meados de agosto, quando teve início a campanha pela sucessão municipal.

Não é a primeira vez que uma figura “desconhecida” surge “do nada” e, quando se vai ver, está no comando da maior cidade latino-americana. Pitta e Haddad são bons exemplos: o primeiro ― “foi Maluf que fez” ― saiu do mais merecido anonimato para se tornar o pior prefeito desde João Eanes (eleito em 1561); o segundo ― desafortunada invenção do ex-presidente Lula Lalau ― ainda está no cargo e, portanto, dispensa maiores apresentações.

Para o mundo onde circulam as ideias aceitáveis, parece irritante um ser político tão “incorreto” como Doria ― com suas malhas de cashmere, corte de cabelo, endereço residencial e saldo bancário de herói dos “coxinhas” do Brasil  ― ter reduzido a pó o candidato do “maior gênio político que este país já conheceu”, deixando-o com infames 17% dos votos, notadamente porque, a um mês da votação, os entendidos viam no tucano, em quarto lugar nas pesquisas, o exemplo perfeito do candidato errado, mas que, no dia da decisão, revelou-se o mais certo de todos, e que se elegeu em primeiro turno (fato inédito na capital paulista).

Talvez Doria venha a se tornar apenas “mais um ex-prefeito”, mas enquanto isso não fica definido ele incomoda. Tudo bem que Lula e o PT, com a calamidade que produziram no país, perdessem a eleição ― e não apenas em Sampa, mas em todo o país. Mas não “para esse aí”, que aí já é demais.
Doria é a soma de tudo o que menos se recomenda nos manuais de propaganda a um candidato a prefeito de uma cidade com 9 milhões de eleitores ― a grande maioria composta de gente pobre e empenhada na luta diária pela sobrevivência. Na direção exatamente oposta ao que a esquerda, em geral, e os analistas políticos, em particular, prescrevem a um candidato popular, ele não tem a menor hostilidade contra o automóvel. Quando ouve dizer que esta ou aquela medida “higieniza” a cidade, fica a favor ― acha que higiene é coisa boa. É contra doações à população ― esmolas, casas, mesadas. É a favor da polícia e contra os criminosos, sempre. Não gosta de impostos nem de multas, e acha que propriedades invadidas devem ser desocupadas e devolvidas.

E se isso tudo, ao contrário do que pregam nossas “classes intelectuais”, fizer sentido para as massas populares que imaginam conhecer tão bem? Não parece nenhum absurdo deixar em paz o automóvel numa cidade com 8 milhões de automóveis ― pode até ser errado, mas absurdo não é. Abster-se de propor doações ditas “sociais” parece adequado à grande cidade brasileira menos dependente do Bolsa Família e do governo. Faz sentido, numa metrópole onde milhões aspiram à propriedade privada e não abrem mão de sua defesa, combater invasões ― ou ser contrário à pichação de imóveis. Estará do lado da imensa maioria, também, quem ficar contra à entrega do espaço público a viciados em drogas, moradores de rua e desocupados. Que mal haveria em defender a repressão à desordem perante uma população que jamais ganhou um centavo com a destruição de vidraças de bancos? Ou em ser contra o crime diante de um eleitorado que defende o direito a portar armas? Ou em estar bem de vida quando isso é algo admirável para o paulistano pobre que trabalha e quer ter amanhã mais do que tem hoje? Nenhum, claro, sobretudo quando se pode dizer que esse dinheiro vem do próprio esforço, e não de roubalheira na Petrobras. Em suma: e se João Doria, justamente por ser quem é, for o retrato do político mais bem sintonizado, hoje, com as grandes classes populares de São Paulo?

Os pobres, aparentemente, não querem o que a esquerda quer que eles queiram. Querem coisas diferentes, muitas vezes o oposto ― e aí quem faz política precisa resolver de que lado está. Doria, no começo, foi visto como “uma loucura”. Loucos, como se vê agora, parecem os outros.

Com excerto do artigo FORA DA LINHA, de J.R. GUZZO


CUNHA VAI OU NÃO DELATAR? OH, DÚVIDA CRUEL!

De acordo com o jornalista Reinaldo Azevedo, existe uma disputa surda de estratégias e pontos de vista entre os procuradores da Lava-Jato e os delegados da Polícia Federal, para os quais é chegada a hora de pôr fim às delações premiadas ― não para frear, mas para não desmoralizar a investigação.

Para a oposição, o governo Temer pode ser alvo da eventual delação ― possibilidade que não foi descartada por Paulinho da Força, fiel escudeiro do ex-deputado. O governo e os governistas preferiram não comentar o episódio — no que, convenhamos, fizeram muito bem, pois qualquer pronunciamento impensado vira um tsunami de problemas.

A petralhada vê essa possibilidade com bons olhos, já que, em tese, apertaria o cerco em torno de Temer e do PMDB, embora Palocci esteja preso por, dentre outras acusações, ter criado facilidades para a Odebrecht, e a situação de Lula vir se agravando a cada dia que passa. E mais: Temer não tinha instrumentos para aquinhoar este ou aquele; até onde se sabe, ninguém o relacionou diretamente às safadezas. Talvez não se possa dizer o mesmo de alguns ministros de Estado, mas isso não quer dizer que o governo vai “desmoronar” se Cunha botar a boca no trombone, pois o presidente sempre poderá substituir os assessores comprometidos.

Por essas e outras, talvez os petistas devessem comemorar a coisa com mais parcimônia e focar seu próprio partido. Afinal, uma eventual queda do governo Temer não teria, por si só, o condão de lhes devolver o poder, como o resultado das eleições municipais deixou bem claro. E ainda que se queira ligar Cunha a Temer, o fato é que aquele nunca foi tão próximo deste quanto Palocci foi de Lula.

Volto ao assunto numa próxima postagem. Abraços e até lá.
 
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

VALE COMPRAS DO CARREFOUR VIA WHATSAPP É GOLPE



SEJA EXTREMAMENTE SUTIL, TÃO SUTIL QUE NINGUÉM POSSA ACHAR QUALQUER RASTRO. 

Para que seus propósitos perniciosos logrem êxito, os cibercriminosos precisam ser criativos, e nada melhor que uma “oferta imperdível” para engabelar internautas menos esclarecidos.

Não vou repetir (mais uma vez) as velhas (mas eficazes) dicas de segurança em relação a transferências de arquivos, links suspeitos, senhas fracas e coisas afins ― até porque a gente já discutiu esse assunto em diversas oportunidades ―, mas apenas alertar os leitores para um novo golpe que envolve a conhecida rede varejista Carrefour.

Segundo a empresa de segurança digital PSafe, mais de 8 milhões de usuários do WhatsApp no Brasil já caíram nessa esparrela, de modo que é bom pôr as barbichas de molho. Então, se você receber uma mensagem oferecendo um vale-compras de R$ 1500 do Carrefour em troca de seguir um link, responder 4 perguntas e repassar a mensagem para 10 de seus contatos no WhatsApp (ou no Facebook), fique esperto, pois não receberá presente algum (o propósito dos malfeitores é apenas capturar seus dados pessoais e vendê-los a spammers ― e o que eles farão com as informações, só Deus sabe).

Segundo o portal de tecnologia IDG Now!, o Carrefour informa que a página de promoções, brindes e vale-presentes criada recentemente em nome da companhia não pertence à empresa, reforça que suas promoções são divulgadas exclusivamente por meio de inserções publicitárias ou por meio do site e dos canais oficiais nas redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram e YouTube), e pede a colaboração de todos para que quaisquer páginas ou perfis falsos, que usem indevidamente o nome da rede, sejam denunciados ao SAC pelo telefone 0800 724 2822.

Observação: Estratégia semelhante foi usada recentemente pela bandidagem digital envolvendo o McDonald’s, e prometia um voucher de R$ 500 para compras nessa popular rede de fast food.

Barbas de molho!

A SAGA DE EDUARDO CUNHA

DEPOIS DE OCUPAR O CARGO DE PRESIDENTE DA CÂMARA (E, PORTANTO, TORNAR-SE O SEGUNDO NOME NA LINHA SUCESSÓRIA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA), EDUARDO CUNHA SE TORNOU INIMIGO FIGADAL DE EX-PRESIDANTA PETRALHA, AJUDOU O PAÍS A SE LIVRAR DELA (PELO MENOS ISSO), FICOU MILIONÁRIO, FOI DEPOSTO DA PRESID PELA COMISSÃO DE ÉTICA DA CÂMARA E TEVE O MANDATO CASSADO POR SEUS PARES. E COMO SE ISSO NÃO BASTASSE, TEVE A PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELO JUIZ SERGIO MORO NA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA, E, CEREJA DO BOLO, SEUS BENS CONGELADOS PELA 6ª VARA FEDERAL DE CURITIBA (NO MONTANTE DE INACREDITÁVEIS R$ 220.677.515,24). 

DIANTE DESSE VALOR EXORBITANTE, LULALAU, COM SEU SÍTIO, SUA COBERTURA NA PRAIA, SUAS PROPINAS E SUAS PALESTRAS PAGAS A PESO DE OURO FOI REBAIXADO A RELES PUNGUISTA DE FEIRA, DA MESMA FORMA COMO O ESQUEMA PC À LUZ DA MAGNITUDE DO MENSALÃO (DO PETROLÃO, ENTÃO, NEM SE FALA).

A PRIMEIRA DENÚNCIA CONTRA O PARLAMENTAR CARIOCA VEIO EM AGOSTO DE 2015, POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO. POR UNANIMIDADE, O STF ACEITOU A ACUSAÇÃO EM MARÇO DESTE ANO E TORNOU O DITO-CUJO RÉU NA LAVA-JATO

NO MESMO MÊS, JANOT DENUNCIOU-O POR MANTER CONTAS NÃO DECLARADAS NO EXTERIOR, EMBASANDO-SE NUMA INVESTIGAÇÃO DA SUÍÇA QUE, GRAÇAS A UM ACORDO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL, FOI ENCAMINHADA AO BRASIL. MAIS UMA VEZ POR UNANIMIDADE, O SUPREMO ACEITOU A DENÚNCIA, E O ACUSADO PASSOU A RESPONDER (NOVAMENTE) POR CORRUPÇÃO, LAVAGEM DE DINHEIRO E, ADICIONALMENTE, POR EVASÃO DE DIVISAS. 

A TERCEIRA DENÚNCIA VEIO EM JUNHO PASSADO, POR SUSPEITAS DE DESVIO DE DINHEIRO DO FUNDO DE INVESTIMENTOS DO FGTS, COM FULCRO NA DELAÇÃO PREMIADA DO EX-VICE-PRESIDENTE DA CAIXA FÁBIO CLETO. O CASO CORRE SOB SIGILO NO SUPREMO, E CABE AO PLENÁRIO DECIDIR SE ACEITA OU NÃO A DENÚNCIA).

RESTA AGORA SABER SE ESSE CENÁRIO LEVARÁ CUNHA A NEGOCIAR UM ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA. CONSIDERANDO OS “PODRES” DA ALTA CÚPULA DO PMDB E DE CERTOS EX-PRESIDENTES PETISTAS QUE, SUPÕEM-SE, ELE CONHECE, CONVÉM A ESSA SELETA CONFRARIA REFORÇAR O ESTOQUE DE PAPEL HIGIÊNICO E DESODORIZANTE DE BANHEIRO, PORQUE A DOR DE BARRIGA VAI SER GRANDE E A MERDA VAI FEDER.

EM TEMPO: UMA NOTA DIVULGADA PELA ASSESSORIA DE CUNHA, SOBRE A PRISÃO DO DESINFELIZ, AFIRMA “TRATA-SE DE UMA DECISÃO ABSURDA, SEM NENHUMA MOTIVAÇÃO E UTILIZANDO-SE DOS ARGUMENTOS DE UMA AÇÃO CAUTELAR EXTINTA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A REFERIDA AÇÃO CAUTELAR DO SUPREMO, QUE PEDIA MINHA PRISÃO PREVENTIVA, FOI EXTINTA E O JUIZ, NOS FUNDAMENTOS DA DECRETAÇÃO DE PRISÃO, UTILIZA OS FUNDAMENTOS DESSA AÇÃO CAUTELAR, BEM COMO DE FATOS ATINENTES A OUTROS INQUÉRITOS QUE NÃO ESTÃO SOB SUA JURISDIÇÃO, NÃO SENDO ELE JUIZ COMPETENTE PARA DELIBERAR. MEUS ADVOGADOS TOMARÃO AS MEDIDAS CABÍVEIS PARA ENFRENTAR ESSA ABSURDA DECISÃO.

COMO SE VÊ, CARA DE PAU NÃO FALTA A POLÍTICOS DESSA CATADURA ― E NEM À CAMBADA DE DESQUALIFICADOS QUE OS DEFENDEM. EITA BRASIL!

ATUALIZAÇÃO: ONDE ESTÁ O DINHEIRO? O GATO COMEU, O GATO COMEU, E NINGUÉM VIU!

Sobre o bloqueio dos mais de R$ 220 milhões do ex-parlamentar, o BC encontrou as contas zeradas; só havia recursos nas contas de Cláudia Cruz, esposa de Cunha e igualmente investigada na Lava-Jato, que somavam “míseros” R$ 623,5 mil.

A ação por improbidade administrativa em trâmite na 6ª Vara Federal de Curitiba visa reparar supostos prejuízos que o ex-deputado causou à Petrobras com a venda de um campo de petróleo em Benin, na África, em 2011 ― ação em que Cunha é acusado de ter recebido o equivalente a US$ 1,5 milhão em propina.

A defesa de Cunha tentou evitar o bloqueio, mas o Tribunal Regional Federal do Porto Alegre, que julga os recursos de Curitiba, recusou o pedido. Procurado pela reportagem da Folha na noite de ontem, o peemedebista não quis se pronunciar.
Cunha atribui sua derrocada a Temer e seus acólitos, e essa mágoa pode vir a ser fatal para gente que orbita nos mais altos círculos do poder. Até poucas semanas atrás, ele se vangloriava de ter “enxotado Dilma” da Presidência; agora, dá sinais inequívocos de levou para a carceragem “uma profunda mágoa”.

Cunha negava a possibilidade de vir a se tornar delator ― embora tenha feito ameaças veladas a seus pares na Câmara em mais de uma oportunidade e viesse escrevendo suas “memórias” (TNT pura, segundo interlocutores íntimos do peemedebista). Mas não há nada como o tempo para passar, e depois do primeiro mês mastigando a quentinha da cadeia e dormindo no colchonete, é possível que ele se anime a delatar até a própria sombra. Munição não lhe falta; resta saber até que ponto chegará sua motivação.

Em tempo: Um interlocutor do ex-deputado afirmou a EXAME.com que detalhes da prisão teriam sido negociados antecipadamente e que Cunha estaria disposto a fazer uma colaboração com o Ministério Público Federal ― cuja aceitação depende do aval dos investigadores da Lava-Jato. Para alguns correligionários, todavia, o político somente levará a ideia adiante no caso de sua esposa ser presa. Parlamentares do PMDB e membros do alto escalão de Temer não escondem a preocupação de que uma eventual delação premiada possa estremecer as estruturas de um governo ― que já tem sofrido mais baixas do que o normal.

E como hoje é sexta-feira: 

 


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

DICAS SOBRE EDIÇÃO DE IMAGEM

SOU REACIONÁRIO. MINHA REAÇÃO É CONTRA TUDO QUE NÃO PRESTA.

Se você não vê sentido em gastar uma nota preta para ter um app como o festejado Photoshop ― e passar semanas pelejando para dominar a vasta gama de recursos que ele oferece ― quando o Paint do Windows atende plenamente suas despretensiosas necessidades, eu o cumprimento, caro leitor. Até poque, conforme já discutimos em várias oportunidades, não é boa política entupir o sistema com inutilitários pelo simples fato de haver milhares de opções gratuitas disponíveis na Web. Demais disso, no caso de tarefas meramente eventuais, um webservice pode ser a melhor solução, já que consome menos recursos do computador e dispensa instalação e remoção ― evitando eventuais problemas decorrentes de sobras indesejáveis que permanecem após a remoção, como também já vimos em outras postagens.

Voltando às imagens, o MS Paint, que acompanha o Windows desde as mais priscas eras, é um excelente quebra-galho para quem não vai além de edições básicas e montagens despretensiosas. Criado em 1981 com o nome de Paintbrush e considerado o primeiro editor de imagens com ferramentas profissionais de alta precisão da história da informática, ele funciona como um bloco de desenho digital, onde é possível criar e editar imagens usando ferramentas como lápis, pincel, balde de tinta, borracha, etc., além de salvar os arquivos nos formatos mais comuns (.jpg, .gif, .bmp, .png, entre outros). Note, porém, que o programinha se sai melhor na criação de desenhos ou figuras, conquanto permita retrabalhar fotos e imagens “prontas”, que podem ser redimensionadas, giradas, invertidas, recortadas, mescladas, alongadas, etc. (para conhecer melhor seus recursos, clique aqui).

Se você realmente precisa de um editor de imagens residente e acha o Paint "fraquinho", procure conhecer o Gimp, o Paint.net ou o Photo Pos Pro. Para uso eventual, todavia, serviços na nuvem como o Pixlr, o FotoFlexer e o Photoshop Online são mais indicados, pois rodam diretamente do navegador, são fáceis de usar e proporcionam ótimos resultados.

Outra boa opção é o Phoenix, com sua interface baseada em Flash, conjunto de painéis atraentes e fáceis de usar e mais de 70 tutoriais organizados por nível de dificuldade, embora peque pela demora no upload das imagens. Mas não deixe de conhecer também o Canva ― ferramenta online e gratuita que se destaca por oferecer uma vasta gama de templates, boa parte dos quais focada em redes sociais.

O Canva oferece atalhos que agilizam a criação de imagens específicas para usar no Facebook, Twitter, Instagram, Google Plus, Pinterest, etc. Demais disso, basta clicar em qualquer elemento presente na área de trabalho para ter acesso a uma série de opções que, dentre outras coisas, permitem redimensionar, rotacionar e aplicar backgrounds de maneira fácil, rápida e intuitiva. Você tanto pode usar as imagens disponíveis na biblioteca do próprio serviço (mas note que nem todas são gratuitas) quanto retrabalhar fotos e figuras armazenadas no HD do seu computador, bastando para tanto fazer o upload para poder aplicar filtros, fazer recortes, ajustar brilho, saturação, contraste, e muito mais. Ao final, é só clicar em Download e salvar a figura no o diretório de sua preferência, ou então escolher a opção apropriada para compartilhar seu trabalho por email ou publicá-lo redes sociais.

Interessado? Então clique aqui e faça o cadastro (que consiste em informar um endereço de email e uma senha) ou faça o logon através do Face ou do G+. Para acessar um tutorial detalhado sobre os recursos oferecidos pelo Canva, siga este link (não há versão em português, somente em inglês e espanhol, mas dá para contornar o problema com a ajuda do Google Tradutor).

SOBRE O INDULTO DO EX-GUERRILHEIRO DE ARAQUE

JOSÉ DIRCEU DE OLIVEIRA E SILVA, o ex-guerrilheiro petralha que era considerado mentor intelectual do Mensalão até que a histórica coletiva de imprensa da Lava-Jato colocou os pingos nos ii e atribuiu a Lula Lalau essa grande honraria, havia sido julgado e condenado pelo STF, em 2012, a 7 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. Em 2014, dois dias depois da reeleição da nefelibata da mandioca, ele passou a cumprir a pena em regime de prisão domiciliar ― por decisão do ministro Luís Roberto Barroso ―, mas voltou a ser preso em agosto de 2015 pela Lava-Jato, e sentenciado pelo juiz Sergio Moro a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dias atrás, com base no indulto natalino concedido a Dirceu em dezembro do ano passado pela nefelibata da mandioca, Barroso extinguiu a pena referente ao Mensalão. Cumpre salientar que o próprio juiz Moro ponderou que o petralha foi condenado por delitos praticados antes do início do cumprimento da pena do mensalão, e que Rodrigo Janot encaminhou em junho um novo parecer à Corte, desta vez favorável ao perdão a Dirceu. Assim, o ministro entendeu que o dito-cujo tem direito ao indulto relativo à pena do mensalão, conquanto tenha criticado o sistema de progressão de regime, apontando que após cumprimento “pouco relevante” da pena é possível conseguir o indulto.

O excesso de leniência privou o direito penal no Brasil de um dos principais papeis que lhe cabe, que é o de prevenção geral. O baixíssimo risco de punição, sobretudo da criminalidade de colarinho branco, funcionou como um incentivo à prática generalizada de determinados delitos”, escreveu Barroso, em sua decisão, além de ressalvar que “o sentenciado continuará na prisão em que se encontra [em Curitiba], tendo em vista que permanece em vigor decreto de prisão preventiva expedido pelo Juízo da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná”.

Na quinta-feira passada, o ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da Lava-Jato no STF, indeferiu um pedido da defesa de Dirceu para ele fosse solto. Vale lembrar que o petralha completou 70 anos em março passado. Mesmo com a extinção da pena anterior, ele dificilmente viverá o bastante para cumprir integralmente a pena imposta pelo juiz Sergio Moro.

Era isso, pessoal. Abraços e até a próxima.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

GALAXY NOTE 7 ― A BOMBA

O MUNDO NÃO ESTÁ AMEAÇADO PELAS PESSOAS MÁS, E SIM POR AQUELAS QUE PERMITEM A MALDADE.

Depois de confirmar diversos casos de superaquecimento e até explosão do cobiçado Galaxy Note 7, a Samsung interrompeu na terça-feira, 11, a produção e a comercialização do modelo ― o que lhe acarretará um prejuízo entre 5 e 7,4 bilhões de dólares (há quem fale em 17 bilhões), sem mencionar o impacto negativo que será inevitavelmente associado ao nome da empresa. No mês passado, ela anunciou um recall global de 2,5 milhões de aparelhos, mas alguns modelos fornecidos em substituição aos problemáticos se revelaram igualmente problemáticos, levando várias operadoras norte-americanas a suspender tanto as vendas e quanto as trocas por unidades do mesmo modelo. Vale frisar que nunca antes na história dos smartphones um aparelho tinha recebido um recall de tal magnitude, nem tampouco tido suspensa a produção das unidades de substituição.

Quanto à causa do problema, suspeita-se de que um sistema de recarga defeituoso danificava as baterias, fazendo com que elas superaquecessem, pegassem fogo e, em alguns casos, explodissem, mas a Samsung ainda não se pronunciou oficialmente, embora deva fazê-lo em breve, até para preservar sua imagem no mercado. Para Jack Narcotta, analista da Technology Business Research, a empresa ainda não sabe exatamente o que deu errado com as unidades de substituição do Note 7.

É improvável que as baterias em si fossem o problema, uma vez que foram usados produtos tanto da Samsung SDI quanto da Amperex, e tenha havido incidentes com dispositivos de ambos os fabricantes.

Convém ter em mente qua a Samsung possui muitos modelos de smartphones, e nenhum deles registrou o mesmo problema. Mesmo assim, a Apple e a Huawei devem se beneficiar comercialmente do fiasco do Note 7, mesmo que a gigante sul-coreana abocanhe a maior fatia do mercado global de smartphones (22% no segundo trimestre, segundo a IDC, enquanto a Apple tem 12% e a Huawei 9%). 

LULA ― O LEÃO FANHO, SEM DENTES NEM GARRAS

O profeta Lula estava particularmente inspirado quando foi votar para prefeito em São Bernardo do Campo, onde mora. “O PT vai surpreender nesta eleição”, previu com precisão instantânea. Pois seu partido surpreendeu mesmo, ao cair da terceira posição em número de prefeituras em 2012 para décima neste pleito. “Quanto mais ódio se estimula, mais amor se cria a favor”, disse, em forma de oração. “Só há um jeito de eles tentarem me parar: evitar que eu ande pelo Brasil”, ameaçou o santo guerreiro contra o dragão da maldade da burguesia infame. O loroteiro está de volta, olê, olê, olá!

Não tardou para as urnas o estarrecerem. Nem precisou sair de casa: Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS) disputam o segundo turno em São Bernardo. O companheiro Tarcísio Secoli, favorito do prefeito Luiz Marinho, seu sucessor no Sindicato dos Metalúrgicos, do qual Lula ascendeu para a glória política, ficou em terceiro, com menos de um quarto dos votos válidos: 22,6%. Em termos proporcionais, superou o poste que ele elegeu em São Paulo em 2012: Fernando Haddad protagonizou o maior vexame da história do partido ao ser massacrado pelo tucano João Doria, que o derrotou no primeiro turno por 53,3% a 16,7%. Em gíria de turfe, Haddad nem pagou placê.

E no dia em que constatou que as eleições “consolidam a democracia no Brasil”, Lula deu uma desculpa esfarrapada para o fiasco histórico: “A imprensa está em guerra com o PT há sete anos”. Para ele, “as pessoas se enganam quando (pensam que) uma TV, um jornal, pode tudo. Não pode. O povo é que pode tudo”. No caso, não lhe falta razão: numa democracia, como reza a Constituição da República, todo o poder emana do povo e para ele é exercido. As urnas não falam, mas o povo fala nelas. E a lorota de Lula tornou-se senha para a violência: mais tarde, constatada a derrota de Haddad, militantes petistas impediram que a repórter Andréia Sadi, da GloboNews, concluísse um boletim ao vivo na sede do PT, no centro de São Paulo.

Um tsunami de votos soterrou o partido que se diz da classe operária, mas passou 13 anos, 4 meses e 12 dias usando o poder federal para atuar como despachante de empreiteiros e amigos empresários emergentes que, em troca de contratos superfaturados, engordaram os cofres dos petistas e do PT em proporções nunca ousadas antes. Até recentemente, ingênuos, como o autor destas linhas, imaginavam que havia apenas uma corrente de escândalos de corrupção ― Santo André, mensalão, petrolão, etc. –, conectados e consequentes um do outro. Agora é possível perceber que não é só isso. Trata-se, sim, de um assalto planejado, organizado e realizado para esvaziar todos os cofres públicos ao alcance de suas mãos.

A 53.ª (Arquivo X) e a 54.ª (Ormetà) fases da Lava-Jato trouxeram à tona revelações impressionantes sobre a gestão dos desgovernos Lula e Dilma. Nunca antes na História deste país um chefe da Casa Civil respondera por violações do Código Penal. José Dirceu, “capitão” do time de Lula em seu primeiro governo, está preso em Curitiba, acusado de haver delinquido quando cumpria pena na Papuda, em Brasília, condenado por corrupção e outros crimes pelo STF, no caso mensalão. Antônio Palocci Filho, primeira eminência parda de Dilma, após ter sobrevivido a 19 processos criminais no mesmo STF e ter violado o sigilo bancário de um pobre trabalhador, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, foi recolhido ao xadrez, acusado de ter pago dívidas de campanha da chefe com dinheiro sujo.

Gleisi Hoffmann, ex-chefa da Casa Civil e senadora petista, é acusada de ter recebido R$ 1 milhão de propina da Petrobras para comprar votos. Acusação igual é feita ao marido dela, Paulo Bernardo, suspeito de haver furtado R$ 7 milhões em prestações mensais de funcionários do Ministério do Planejamento que requeriam empréstimos consignados (o casal foi denunciado em maio e passou à condição de réu no final de setembro).

Guido Mantega, preso e solto pelo juiz Sergio Moro, foi outro ex-ministro do Planejamento a protagonizar processo criminal, em que foi delatado por Eike Batista, “bom burguês” escalado por Lula entre “campeões mundiais” do socialismo de compadrio, de havê-lo achacado no gabinete do Ministério da Fazenda. Palocci também foi ministro da Fazenda de Lula, que se diz o mais “honesto dos seres humanos”. Enquanto Dilma se põe acima de suspeitas por não ter contas bancárias no exterior.

No palanque, a esquerda insistiu que Dilma foi usurpada por Michel Temer, o vice duas vezes eleito com ela, no impeachment, cujo rito legal foi cumprido à exaustão. Em São Paulo, Luiza Erundina, do PSOL, e, no Rio, Jandira Feghali, do PCdoB, pediram votos repetindo essa patranha de consolar devoto. A ex-prefeita teve 3,2% dos votos e a carioca, 3,3%.

Fernando Haddad, contrariando o comportamento belicoso de seus apoiadores, cumprimentou João Doria pela vitória. No entanto, a agressão à repórter de televisão não foi, como devia ter sido, evitada por seu candidato a vice, Gabriel Chalita, nem por seu antigo colega de Ministério de Lula, Alexandre Padilha, que, conforme depoimento do colunista do Globo Jorge Bastos Moreno, se mantiveram impassíveis diante do lamentável fato. Assim, deram o sinal de que a oposição do PT e aliados de esquerda não se limitará à irresponsável tentativa de impedir que sejam feitos os ajustes sem os quais o Brasil não conseguirá recuperar-se da crise provocada pela longa duração do próprio reinado na República.

O governo de Temer, também cúmplice no desmantelamento do Estado brasileiro nas gestões petistas, sofrerá boicote impiedoso. Mas a maior vítima será, como sempre, o cidadão, que amarga desemprego, inflação e quebradeira. E se verá às voltas com vândalos nas ruas queimando carros e quebrando vidraças. O PT não é cachorro morto e seu chefão, Lula, ainda será o leão rouco que ruge mesmo tendo perdido dentes e garras.

Reprodução de um artigo de José Nêumanne, publicado no último dia 5, no Estadão.

Abraços a até mais ler.

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