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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

SOBRE GATOS PRETOS

AZAR NÃO É A PESSOA ENCONTRAR UM GATO PRETO NUMA SEXTA-FEIRA 13, E SIM UM GATO PRETO ENCONTRAR UMA PESSOA IGNORANTE NESSE DIA.

Como vimos no post do dia 4, os gatos domésticos têm sentidos apurados, percebem variações químicas e térmicas em seus tutores, captam emoções, pressentem tragédias ou preveem desastres naturais. Na Idade Média, acreditava-se que eles fossem os responsáveis pela peste e por outras doenças infecciosas — quando na verdade ajudavam a erradicar os ratos, que eram os verdadeiros vetores da praga.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


Aos 46 anos, o PT vive uma fase marcada por transições físicas — rugas e cabelos brancos — e cognitivas — maturidade e reflexão sobre a vida. Lula trocou o antigo figurino contemporizador de “Lulinha paz e amor” pela armadura: “essa eleição vai ser uma guerra”, soando como quem se equipa para guerrear contra Flávio Bolsonaro, o adversário de sua predileção. 

Noutros tempos, o xamã petista criticava os críticos da política; agora, incorpora a antipolítica a seu cardápio e torpedeia a atividade que exerce desde os tempos de sindicalista: "A política apodreceu; agora, é dinheiro rolando para tudo quanto é lado".

Ecoando o slogan "Congresso inimigo do povo", Lula chamou de "sequestro" as emendas que promovem um escoamento de verbas públicas pelo ladrão do Orçamento federal e cobrou da plateia autocrítica e reação: "Vocês têm obrigação de não deixar que partido vá para a vala comum da política." 

Tomado pela retórica, Lula vai aos palanques de 2026 com uma pose de político antissistema. Um contrassenso, pois lidera umas das legendas mais sistêmicas do país. Ao término do atual mandato, somando-se o tempo de Presidência de Lula e de Dilma, o PT terá dado as cartas no Planalto por 17 anos e oito meses.

Na prática, Lula ajudou a erguer o sistema que passou a praguejar. Nos seus dois primeiros mandatos, o matrimônio do governo com o Centrão deu em mensalão, em petrolão, no impeachment da mulher sapiens e em Bolsonaro, que se elegeu como antissistema e comprou o Centrão com o orçamento secreto, uma abjeção da qual Lula ainda não conseguiu se livrar.

Num instante em que a candidatura tóxica de Flávio Bolsonaro cresce sobre as cinzas de uma direita pulverizada e a sujeira do Banco Master vaza pelas bordas dos tapetes de Brasília, atacar o bolsonarismo e abominar o sistema tornaram-se desabafos úteis para Lula, mas nem por isso o desabafo virou solução para um presidente que chega à antessala da eleição com a popularidade ainda no vermelho.

A guerra prevista pelo macróbio aparece em todas as pesquisas como uma batalha de rejeições. Prenuncia-se uma disputa apertada. Em vez de escolher o candidato da preferência, o pedaço independente do eleitorado que decidirá a eleição — coisa de 3%— votará na base do "esse não", rejeitando Lula ou refugando o herdeiro de sangue do prisioneiro da Papudinha.

Confirmando-se o embate entre nhô-ruim e nhô-íor num eventual segundo turno, o próximo presidente subirá a rampa do Planalto mais pela debilidade do adversário do que pela pujança de suas ideias. Exatamente como aconteceu em 2018 com Bolsonaro e em 2022, quando Lula conquistou seu terceiro mandato..

Confiante na vitória, Lula injetou na maturidade que veio com a meia-idade do PT uma dose de pragmatismo. Soou como se enxergasse no estilhaçamento que o primogênito do capetão produz na direita uma oportunidade para ampliar a caravana da reeleição. "Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para a gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados."

Juntando-se a retórica antissistema com o desejo de atrair para a coligação governista o pedaço do Centrão que se sente órfão de Tarcísio de Freitas, cuja candidatura presidencial apodreceu antes de amadurecer, Lula como que reedita o terror pendular que marca a política brasileira. O roteiro é invariável: no palanque, candidatos soam valentes; eleitos, deslizam para aquilo que Lula chamou em Salvador de "vala comum da política". Nesse vaivém, a governabilidade ganha um sentido sistematicamente gangsterismo. Seja quem for o eleito, o Centrão continuará fazendo a festa.

Devido a uma superstição que remonta aos tempos de antanho e os vincula à bruxaria e ao ocultismo, os gatos pretos são frequentemente associados à má-sorte. Em algumas culturas, porém, ocorre exatamente o contrário: no Japão, as mulheres solteiras acreditam que eles aumentam o número de pretendentes; na Escócia, vê-los à porta é sinal de prosperidade; no Reino Unido, um gato preto atravessando a rua atrai sorte. Marinheiros britânicos os apreciam porque eles são caçadores naturais de roedores e “garantem uma navegação tranquila e um retorno seguro”. Já os piratas os veem como sinal de azar quando os animais caminham em sua direção, de sorte quando se afastam, e de naufrágio quando rumam para o navio e mudam de direção sem motivo aparente.


De acordo com a Cat Fanciers Association, 22 raças de gatos podem apresentar pelagem preta sólida, mas somente os da raça Bombay são exclusivamente pretos. Para que isso aconteça, basta um dos pais transmitir o gene da cor, o que os torna comuns — estimativas sugerem que de 10% a 18% dos gatos domésticos são pretos —, mas não necessariamente a maioria da população felina mundial. Por outro lado, há mais gatos pretos machos do que fêmeas, e um fenômeno conhecido como “ferrugem” — que queima o pigmento preto da pelagem — pode mudar a cor para um vermelho acobreado. 


Um sistema imunológico mais eficiente faz com que os gatos pretos sejam mais resistentes a diversas doenças que afetam seus irmãos de outras cores e reduz o risco do vírus da imunodeficiência felina (FIV) — semelhante ao HIV dos humanos. Curiosamente, ao contrário do que a superstição leva a crer, eles representam cerca de 20% dos pets disponíveis para adoção no Brasil e são mais numerosos em abrigos dos EUA e do Reino Unido — tanto por serem comuns como por serem frequentemente preteridos na hora da adoção. Mas vale lembrar que “gato preto” é uma descrição de cor, e pode aparecer em muitos tipos e raças diferentes.


Os antigos egípcios tratavam os felinos como animais sagrados, mas os gatos pretos eram considerados a encarnação viva da deusa Bastet — retratada com a cabeça de gato e corpo humano —, e matá-los era um crime passível de pena capital. Hoje, eles são homenageados nos EUA em 17 de agosto — Dia Nacional de Apreciação do Gato Preto — e em 27 de outubro — Dia Nacional do Gato Preto.


Da deusa egípcia ao abrigo de adoção, os gatos pretos sobreviveram à peste, à Inquisição e à ignorância humana — infelizmente, esta última ainda persiste. Mas eles não trazem má-sorte, apenas revelam a ignorância de quem ainda acredita nessa superstição.


Bom Carnaval.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

CRONOLOGIA DO APOCALIPSE

ENTRE O NÃO E O SIM SEMPRE HÁ UM TALVEZ...

No início da era cristã, respaldados no Apocalipse de João, vates delirantes alardearam que a humanidade não sobreviveria ao ano 1000. Quando a previsão falhou, o julgamento celestial foi remarcado para 1033 e, mais adiante, para 1666.

 

Botticelli foi um grande pintor, mas revelou-se um profeta de merda ao prever que Cristo voltaria em 1503 para julgar os vivos e os mortos. Stifel aprazou o Armagedom com precisão suíça, mas o mundo não acabou às 8h do dia 19 de outubro de 1536. 


Colombo descobriu a América, mas o apocalipse que ele disse que aconteceria entre 1656 e 1658 não aconteceu. Lutero chutou na trave ao predizer que o mundo abarbaria no século XVII — lembrando que a Peste Negra e o Grande Incêndio mataram mais de 100  londrinos em 1666.

 

Em 1806, uma galinha que punha ovos com a inscrição Christ is coming espalhou pânico nas Ilhas Britânicas — até que se descobriu que uma falsa vidente escrevia a mensagem na casca dos ovos e os colocava de volta na cloaca da ave adivinha. 


Na mesma época, o pregador William Miller anunciou que o apocalipse ocorreria entre 21 de março de 1843 e 21 de março do ano seguinte. A profecia não se confirmou, mas deu azo ao Grande Desapontamento e à fundação da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Já as Testemunhas de Jeová afirmam desde a fundação da seita, em 1870, que o dia do juízo será "em breve".


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O economista francês Frédéric Bastiat imaginou uma petição ao rei para que ele proibisse todos os seus súditos de usarem a mão direita, e justificou a medida aparentemente insana recorrendo à cristalina lógica: quanto mais uma pessoa trabalha, mais rica ela fica; quanto mais dificuldades precisa superar, mais trabalha; logo, quanto mais dificuldades uma pessoa tem de superar, mais rica ela se torna.

O Brasil tem algo de bastiatiano. O Banco Central elevou os juros para conter a inflação, e o governo basicamente amarra a mão direita da autoridade monetária multiplicando linhas de crédito subsidiado e criando vários programas para manter e até ampliar a atividade econômica. Ora, se o propósito dos juros altos é esfriar a economia para conter o aumento dos preços, o governo atua na contramão dos objetivos do BC, e o resultado são juros mais altos e por um tempo maior do que seria necessário para segurar a inflação.

O trabalhador brasileiro leva uma hora para produzir o que seu homólogo norte-americano faz em 15 minutos, e o que o governo faz? Amarra a mão direita, impondo tarifas de importação de máquinas de 12% — uma das mais altas do mundo. Essa obsessão pela ineficiência é muito ruim para o país, mas não deixa de beneficiar grupos específicos, como poupadores que faturam uns cobres na renda fixa e empresários que não querem saber de concorrência.

É aí que entra uma outra ótima tirada de Bastiat, que definiu o Estado como uma "grande ficção através da qual todos se esforçam para viver às custas dos demais".

 

Em 1997, a seita Heaven's Gate anunciou que o cometa Hale-Bopp trazia a reboque um OVNI que destruiria a Terra, mas a profecia só se confirmou para os membros do grupo, que cometeram suicídio coletivo durante a passagem do cometa, achando que suas almas seriam levadas pelos alienígenas. Interpretações distorcidas de Nostradamus levaram a crer que o mundo acabaria em julho de 1999. Como não acabou, Richard W. Noone teve tempo para prever que o alinhamento dos planetas produziria uma espessa camada de gelo que congelaria a Terra. Mas a Terra não congelou.

 

Alarmistas proclamaram que o Grande Colisor de Hádrons criaria buracos negros que engoliriam o mundo. Como o mundo não acabou, o pregador Harold Camping anunciou que terremotos devastadores ocorreriam em 21 de maio de 2009, e que apenas 3% da população mundial iria para o Céu. 


Quando a previsão furou, o profeta de fancaria mudou a data para 21 de outubro. Passados 16 anos, a despeito do aquecimento global e suas funestas consequências, 8,1 bilhões de pessoas continuam habitando o planetinha azul. 

 

Cientistas de todo o mundo (o que não significa "todos os cientistas do mundo") sugerem a possibilidade de a Terra ser extinta daqui a 250 milhões de anos — o que, se se confirmar, marcará a primeira extinção em massa desde a aniquilação dos dinossauros, há 66 milhões de anos. 


Outro estudo, mais recente e baseado em observações astronômicas, aponta que o Universo pode ter uma expectativa de vida finita de apenas 33 bilhões de anos, terminando em um colapso catastrófico conhecido como "Big Crunch". 


A boa notícia, por assim dizer, é que — a menos que se acredite em reencarnação — nenhum de nós estará vivo para conferir qual dessas previsões é a correta.

 

Bilhões de anos é um intervalo de tempo quase incompreensível em termos humanos — aproximadamente 1.4 milhão de vezes mais longo que toda a história da espécie humana. Mas a descoberta de que o Universo tem uma data de expiração adiciona uma nova dimensão às nossas reflexões sobre o lugar da humanidade no cosmos. E isso num momento particularmente significativo, em que ensaiamos os primeiros passos rumo a uma civilização verdadeiramente espacial. 

 

As próximas décadas de observações astronômicas serão cruciais para confirmar, refinar ou possivelmente refutar essas conclusões extraordinárias. Mesmo porque nada é para sempre — em algum momento, tanto a vida na Terra quanto o próprio Universo terão um fim. 

 

Cerca de 252 milhões de anos atrás, nosso planeta pela maior extinção em massa da história, que aniquilou 94% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres. O episódio foi causado pela liberação de gases do efeito estufa por uma série de erupções vulcânicas gigantescas na região onde atualmente é a Sibéria. O dióxido de carbono aqueceu o planeta de forma intensa, e a temperatura terrestre subiu entre 6°C e 10°C, gerando um "superefeito estufa" que durou cerca de 5 milhões de anos e tornou impossível a sobrevivência de muitas espécies. 

 

Segundo Zhen Xu, pesquisadora de doutorado na Universidade de Leeds, Reino Unido, embora tenha ocorrido há centenas de milhões de anos, esse evento mostra que os ecossistemas não conseguem responder rapidamente a mudanças climáticas bruscas — como as que estão acontecendo agora —, e a perda acelerada das florestas pode levar a um novo ponto de inflexão, tornando as mudanças climáticas ainda mais difíceis de reverter. 


Proteger essas regiões é essencial para evitar que o passado se repita no futuro, mas os "lideres mundiais" — como Donald Trump, Vladimir Putin e distinta companhia — estão mais preocupados com seus infames projetos de poder.

 

Vale uma reflexão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

DO TELEFONE DE D. PEDRO AO CELULAR (3ª PARTE)

SE TUDO QUE VOCÊ OFERECEU NÃO FOI SUFICIENTE, OFEREÇA SUA AUSÊNCIA.

 

Você pode estar feliz da vida com o carrinho popular que comprou seminovo há alguns anos, mas talvez pense diferente se dirigir um modelo top de linha, estalando de novo. O mesmo raciocínio se aplica ao smartphone de entrada que você vem usando há anos, a despeito de ele não ter atualizado para o Android 15 e, consequentemente, não estar na lista dos modelos que receberão a versão 16.


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Nem bem o ministro Luís Roberto Barroso anunciou a antecipação de sua aposentadoria, os telefones em Brasília já fervilhavam com lobbies por candidatos à sua sucessão. A nova indicação, que deveria ensejar um debate qualificado sobre o papel da Corte e o perfil ideal de seus membros à luz do interesse público, virou, mais uma vez, um balcão de reivindicações políticas e identitárias que só confirma o que já se sabia: o Supremo se tornou um Poder político.

O PT apoia o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e visto como alguém da mais absoluta confiança de Lula, só reforça a mixórdia entre a militância política e a função jurisdicional da Corte. Parte dos parlamentares defende a escolha do senador Rodrigo Pacheco, que conta com o apoio dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e, sobretudo, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Bruno Dantas, ministro do TCU, é outro que aparece como “supremável”, favorecido por seu bom trânsito entre políticos de diferentes partidos.

Em vez de discutir credenciais acadêmicas e compromissos institucionais, os lobbies em ação parecem interessados em saber o que cada um de seus protegidos poderia fazer pelo grupo, pela “causa” ou pelo governo — e não pelo Brasil. Tal distorção, alimentada pelo comportamento dos próprios togados, explica a importância inédita que a eleição para o Senado assumirá em 2026. Ao se arvorar em protagonista da vida política nacional, o STF despertou a reação de parlamentares que hoje falam abertamente em “conter o ativismo” do tribunal.

Enquanto as togas se permitirem bandear para o terreno da política e as indicações forem tratadas como oportunidades para presentear aliados ou satisfazer lobbies, o Brasil seguirá pagando o altíssimo preço de ter um Supremo percebido como um tribunal político e, portanto, parcial.


Se for comprar um aparelho novo, releia o que eu escrevi no capítulo anterior sobre a importância de escolher um modelo com configuração de hardware compatível com seu perfil e que receba as próximas três ou quatro atualizações do sistema e patches de segurança pelos próximos quatro ou cinco anos. Ainda que a obsolescência programada nos induza a trocar o celular a cada dois anos, e que modelos de entrada possam se encontrados por menos R$ 1 mil, aparelhos medianos de boa estirpe custam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, e alguns modelos premium chegam a custar mais de R$ 10 mil.

 

A Samsung — líder do mercado de smartphones no Brasil — anunciou recentemente o lançamento do Galaxy Z Fold 7, da nova geração de celulares dobráveis. Embora tenha apenas 8,9 milímetros quando dobrado e 4,2 milímetros quando desdobrado, ele vem com tela maior, nova interface One UI 8 (com Android 16) e recursos de inteligência artificial providos pelo Galaxy AI. Suas três câmeras variam entre 10 MP (para selfie, frontal e telefoto) e 200 MP (para a grande angular), com recursos de IA para melhorar a edição de fotos e vídeos. No que diz respeito à memória e ao armazenamento, as opções vão de 12 GB a 16 GB e de 256 GB a 1 TB, respectivamente. Já a bateria de 4.500 mAh é a mesma usada na versão anterior do modelo.

 

O aparelho está disponível nas cores sombra azul, sombra prateada, preto-azeviche e menta, com preços a partir de 1.999 dólares nos EUA e 1.799 libras no Reino Unido. Quando redigi esta postagem, ele ainda não era vendido oficialmente no Brasil.

 

A Motorola — segunda colocada no ranking tupiniquim — ainda está distribuindo o Android 15 para alguns de seus modelos, mas o Android 16 deve chegar até o final do ano, primeiro para os modelos topo de linha, como o Edge 50 Pro e os novos Razr. Na família Moto G, os modelos Moto G 2025, Moto G Power 2025, Moto G Stylus 2025, Moto G86, G86 Power, Moto G55, G56, G75 e G85 estão na lista de espera.

 

Observação: Alguns aparelhos populares, como a linha Razr 2023 e modelos de entrada como os Moto G15 e G35, não figuram nessa lista, mas o Moto Razr 2024, que tem menos de um ano, deve receber o Android 16. Se o seu celular é recente e não está listado, convém ficar de olho nos canais oficiais da Motorola para acompanhar as novidades.

 

O Android 16 traz várias melhorias, e a Hello UI vai incorporar esses avanços com um toque personalizado. Entre as novidades previstas estão: um sistema de notificações mais inteligente e dinâmico; melhorias no RCS para chats em grupo; interface remodelada, com controle de volume redesenhado e painéis separados para configurações rápidas e notificações; aprimoramentos internos para reforçar a privacidade do usuário; e suporte otimizado para aparelhos como o Razr e a linha Edge.

 

Vale lembrar que as atualizações costumam ser disponibilizadas primeiro nos EUA e na Europa e só depois no Brasil — especialmente para modelos vinculados a operadoras.


Continua…

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

DE VOLTA ÀS VIAGENS NO TEMPO — 44ª PARTE — QUANDO O FUTURO TAMBÉM APONTA PARA TRÁS

O MAIOR CASTIGO DO MENTIROSO NÃO É OS OUTROS NÃO ACREDITAREM NELE, MAS ELE NÃO PODER ACREDITAR NOS OUTROS.

A viagem no tempo sempre fascinou a humanidade, mas um dos maiores obstáculos para sua realização está na própria natureza do tempo e na manipulação da entropia — a medida da desordem de um sistema físico. 


Para compreender essa complexidade, imagine um vaso sobre uma mesa: sua entropia é baixa, mas aumentaria drasticamente se ele caísse e se quebrasse. Os cacos não se reorganizariam sozinhos, ilustrando perfeitamente a irreversibilidade que governa nosso mundo cotidiano.

 

Em escala cósmica, porém a passagem do tempo parece estar conectada à expansão contínua do universo em todas as direções — um fenômeno que nos fornece uma orientação temporal clara desde o Big Bang.


CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA


No segundo dia do julgamento do século, o advogado de Bolsonaro afirmou que “não há uma única prova” que ligue o ex-presidente ao 8 de janeiro, que seu cliente não atentou contra o estado democrático de direito e que a delação de Mauro Cid “não é confiável”. Para o advogado Braga Netto, Cid "mente descaradamente", e para o patrono do general Augusto Heleno "um juiz não pode se tornar protagonista do processo”.

A condenação dos réus são favas contada e as penas máximas previstas para os cinco crimes  somam mais de 40 anos de prisão. Resta saber onde Bolsonaro gozará suas  férias compulsórias. Lula  passou 580 dias hospedado numa cela VIP da Superintendência da PF em Curitiba. Na condição de oficial do Exército, o "mito" pode ficar numa cela no Comando Militar do Planalto — ou não, já que a condenação criminal resulta em perda de patente.

As próximas sessões do julgamento estão marcadas para os dias 9, 10 e 12. A previsão é que o resultado do julgamento seja conhecido na sexta-feira, 12. Além de votarem pela condenação ou absolvição de cada um deles, os ministros precisam definir a dosimetria da pena – quanto tempo eles ficarão presosCogita-se que o ex-presidente e seus cúmplices cumpram as penas no Complexo Penitenciário da Papuda, que abriga mais de 16 mil detentos, mas possui uma ala separada dos presos de maior periculosidade para abrigar os assim chamados "vulneráveis"Mas não seria surpresa se, a exemplo de Collor, o "mito" cavasse uma prisão domiciliar por "razões humanitárias". Afinal, isto aqui é Brasil. 

Bolsonaro aposta suas fichas no Congresso, mas, mesmo se aprovada nas duas Casas, a anistia será vetada por Lula. Deputados e senadores poderiam derrubar o veto, mas nesse caso a aberração seria barrada no STF, que vê as articulações como inócuas. Nos bastidores, as togas afirmam que a proposta é inconstitucional e dificilmente passaria no plenário da Corte. Eles lembraram ainda da tentativa do próprio Bolsonaro de conceder um indulto ao ex-deputado Daniel Silveira, considerado inconstitucional por não poder ser aplicado a crimes contra o Estado Democrático de Direito. 

Mesmo considerando que o PL da anistia não teria efeitos práticos, ministros avaliam que sua aprovação no Congresso representaria uma afronta à Corte, e admitem que poderiam contra-atacar votando pelo fim das emendas impositivas — o tema já está em análise em diversas ações sob relatoria do ministro Flávio Dino. 

Em qualquer hipótese, a ressurreição extemporânea do projeto que passa uma borracha no complô do golpe favorece a estratégia política de Lula. Depois de ser presenteado por Trump com o mote da defesa da soberania, o macróbio ganha do Centrão o material para restaurar o arco democrático que lhe deu a vitória (apertada, mas enfim) em 2022.


Durante séculos, os físicos consideraram a irreversibilidade da "seta do tempo" um princípio fundamental da natureza, mas essa visão vem sendo desafiada pelas descobertas da física quântica, onde as interações são probabilísticas e, em certos contextos, reversíveis através da matéria exótica em estruturas como os buracos de minhoca — lembrando que tanto a existência da matéria exótica quanto dos buracos de minhoca ainda carecem de confirmação observacional direta.

 

Através de simulações matemáticas e experimentos com sistemas fotônicos, pesquisadores da Universidade de Surrey, no Reino Unido, descobriram evidências de que duas setas do tempo opostas podem emergir de certos sistemas quânticos — ou seja, que a reversibilidade pode coexistir com a irreversibilidade, dependendo das condições iniciais e da interação com o ambiente. Essa descoberta desafia a concepção tradicional de causalidade e evolução temporal, e uma eventual confirmação leva a crer que nosso conceito linear do tempo não passa de uma ilusão emergente da realidade macroscópica.


Um aspecto crucial dessa pesquisa é o papel da decoerência e do observador — a decoerência é o processo pelo qual um sistema quântico perde sua coerência, ou seja, deixa de exibir superposição de estados e passa a se comportar como um sistema clássico. Isso significa que o ato de medir ou observar não apenas perturba o sistema, mas pode determinar a direção temporal que ele seguirá. 


Os cientistas propõem a existência de duas setas temporais distintas: a termodinâmica, associada ao aumento da entropia, e a informacional, relacionada ao fluxo de informações nos sistemas quânticos. A questão que permanece é qual das duas experimentamos em nossa realidade cotidiana e se ambas podem coexistir — uma predominando em escalas macroscópicas e a outra restrita ao domínio quântico.

 

Alguns físicos teóricos sugerem que tanto o espaço quanto o tempo podem surgir de propriedades mais fundamentais da informação e da termodinâmica. Se isso estiver correto, o tempo seria mais uma "ilusão útil" do que um componente básico da realidade. Em ambientes extremos — como nas proximidades de buracos negros, onde as singularidades fazem com que as leis conhecidas da física não se apliquem —, ele pode literalmente "andar para trás" ou seguir direções não convencionais. 


Isso levanta questões fascinantes sobre como múltiplas setas temporais poderiam se manifestar em escalas cosmológicas, já que conceitos como "passado" e "futuro" podem ser apenas produtos de nossa percepção limitada. Nesse cenário, talvez o futuro não seja tão predefinido quanto imaginamos, e o livre-arbítrio poderia existir em um nível mais profundo, onde nossas escolhas não apenas moldam o presente, mas influenciam a própria direção temporal. 


Atribui-se ao filósofo grego Sócrates máxima "só sei que nada sei", que, a despeito da origem incerta, aplica-se perfeitamente a nosso entendimento atual do tempo: quanto mais os cientistas se aprofundam na exploração do tempo quântico, mais claro fica que eles estão apenas no início de uma jornada emocionante e complexa.

 

A possibilidade de navegar pelo tempo como um barco por um rio — avançando e retrocedendo — pode parecer ficção científica, mas os avanços da ciência sugerem que a realidade pode ser muito mais maleável e surpreendente do que nossa experiência cotidiana nos leva a crer.


Continua...

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

SMARTPHONE COMPACTO COM BATERIA DE RESPONSA

O FALSO AMIGO E A SOMBRA SÓ NOS ACOMPANHAM ENQUANTO O SOL BRILHA.

A telefonia móvel começou a ser testada experimentalmente no início do século passado. Os primeiros aparelhos para automóveis surgiram nos anos 1940 — o Mobile Telephony A, lançado pela sueca Ericsson na década seguinte, pesava 40 kg e era tão grande que precisava ser acomodado no porta-malas. 

O primeiro celular comercializado no Brasil foi o Motorola PT-550 — um "tijolão" de 800g. Até a privatização das Teles, em 1998, habilitar uma linha móvel era caro e trabalhoso; a insuficiência de células (antenas) restringia o sinal às capitais e grandes centros urbanos; a profusão de "áreas de sombra" dificultava ainda mais o uso dos aparelhos; o preço das ligações era proibitivo e pagava-se tanto pelas chamadas efetuadas quanto pelas recebidas.

Até o lançamento do iPhone, em 2007, "miniaturização" era a palavra de ordem; à medida que os pequenos notáveis foram se transformando em microcomputadores ultraportáteis, as telas sensíveis ao toque e os teclados virtuais reverteram o processo de encolhimento. 

CONTINUA DEPOIS DA POLÍTICA

Durante a cúpula realizada nesta segunda-feira em Washington, Trump disse a Macron, referindo-se a Putin: "Ele vai fazer um acordo por mim, mesmo que pareça loucura". Apenas Trump acredita que tudo terminará em breve. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia, assim como os principais países europeus, estão se preparando para um longo e tortuoso processo que — talvez — leve a um acordo de cessação das hostilidades. Prova disso é que, no exato momento da reunião, a Rússia lançou contra a Ucrânia o ataque aéreo mais pesado desde julho.

Entrementes, o ministro Flávio Dino levou os bancos brasileiros de volta à estaca zero sobre o que pode ou não ser feito no relacionamento comercial com Moraes — que foi sancionado pelo maluco da Casa Branca com base Lei Global Magnitsky —, ao decidir que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros não homologadas pelo STF não têm eficácia no Brasil.

Em outras palavras, com uma única receita Chef Dino serviu dois pratos: carbonizou a pretensão da Justiça do Reino Unido de interferir nas indenizações decorrentes do desastre ambiental de Mariana e, na mesma frigideira, às vésperas do julgamento de Bolsonaro, fritou o plano de Trump de asfixiar as finanças de Xandão sem tocá-lo. 

Ao desobrigar instituições financeiras que operam no Brasil de impor as sanções de Trump contra Moraes, Dino blindou a si mesmo e aos demais togados contra os esforços de Eduardo Bolsonaro, bem como deixou subentendido que o STF não cogita pagar com a impunidade de Bolsonaro o resgate exigido por Trump.

Assim que o despacho do ministro veio a público, o Departamento de Estado americano postou nas redes que "nenhuma Corte estrangeira pode invalidar sanções dos Estados Unidos ou livrar empresas e indivíduos de consequências de eventuais violações às restrições de Washington", e que "Moraes é tóxico para todos os negócios legítimos e indivíduos que buscam acesso aos EUA e aos seus mercados".

Em casa onde falta o pão, todos gritam e ninguém tem razão.

Para quem se sente desconfortável com dispositivos quase do tamanho de uma tábua de carne, os modelos compactos — também chamados de small phones — são mais leves, fáceis de levar no bolso e podem ser usados com uma só mão. No entanto, as telas minúsculas afetam a experiência em jogos, vídeos e tarefas que exigem muita digitação, e as dimensões reduzidas da carcaça reduzem a capacidade da bateria e, consequentemente, a autonomia do dispositivo.

Como toda regra tem exceção, o Xiaomi 16 surge como o primeiro celular compacto do mundo a ter bateria de tablet, com capacidade de até 7.000 mAh, e utilizar uma tela OLED plana entre 6,3 e 6,39 polegadas. O processador Qualcomm Snapdragon 8 Elite 2 não só esbanja potência, como também oferece maior eficiência energética do que as gerações anteriores. Se os prazos habituais da marca se confirmarem, a nova família deve ser lançada na China em setembro e chegar ao mercado global até o final deste ano.

A conferir.